Olá pessoal! Demorei, mas o cap ta pronto! O único problema é que o cap. 8 tá bem complicadinho de se fazer... u.u Talvez ele demore pra vir... Aff... u.u Fazer o que? Bom... é isso... As reviews estão no blog como sempre... XD hehehehe! Agora eu vou indo, pois tenho que me preparar pro jogo do Grêmio! XD auhuahuahha! Bjuxxxx!

#No capítulo anterior...#

Adentrou no carro saindo em disparada até seu apartamento. Precisava falar urgentemente com Kagome antes que aquele "maldito Kouga" enchesse sua cabeça de coisas inexistentes. Sentou no sofá com o celular colado a orelha. Murmurou alguns palavrões ao ouvir que o celular estava ocupado. Atirou o celular contra o chão... Pegou a lista telefônica procurando por "Higurashi". Sentiu alívio ao ouvir que estava chamando.

-Alô?

-Senhora Higurashi... Aqui é o Inu-Yasha, a Kagome está?

-Está sim, meu querido! Espere um pouco, ok?

-Claro, Senhora Higurashi... – ele murmurou respirando fundo. O coração batia forte pela corrida até o apartamento.

Capítulo 7 – O Inocente e O Culpado...

-Kouga... Não estou acusando você de nada! Só sei que você não estava em casa ontem e quando lhe liguei o celular estava desligado.

-Eu tinha saído, querida... Mas... se o Inu-Yasha tentar enfiar mais porcaria na sua cabeça, não de bola! Ele está meio bêbado, entende?

-Bêbado?

-Éh! Eu o vi numa pizzaria com aqueles amigos dele... bêbado.

-Afh... Tudo bem Kouga.

-Ele até me acusou de estar te traindo! Pede pra Kikyou!

-O que você estava fazendo na pizzaria com a namorada do Inu-Yasha? – a jovem desconfiada indagou estreitando os olhos.

-Bem... ela me mandou uma mensagem pedindo que eu a encontrasse lá urgentemente que ela precisava falar comigo... Então eu pensei que pudesse ser algo relacionado com o filme que vocês estão fazendo e fui lá...

-Entendo...

-Por favor, Kagome! Não dê ouvidos para aquele imbecil! Ok?

-Tudo bem, Kouga...

-Eu juro que não fiz nada do que ele me acusou, ou vai acusar!

-Tudo bem, Kouga... Eu confio em você.

-Querida! Telefone!

-Já vou mãe! – a jovem respirou fundo – Kouga, vou ter que desligar.

-Tudo bem... só não esqueça do que eu lhe disse, ok?

-Certo, Kouga... Beijos.

-Beijos.

-Mãe! Eu atendo aqui no quarto!

-Ok!

-Alô?

-Kagome...!

-Ah… é você…

-Eu sinto muito por ter feito você lembrar do...! Eu...! Olha, eu não sei bem o que dizer sobre a pizzaria, mas...! Olha, depois que você saiu Sango me disse umas coisas e... nós juntamos algumas idéias um tanto que... ruins sobre o Kouga.

-Não me diga, eu sei! Ele está me traindo!

-Ah... – o rapaz bufou ao telefone – O que ele enfiou na sua cabeça, Kagome? Diga que você não acreditou! Me diga!

-Eu confio no Kouga, Inu-Yasha.

-Eu sei que é estranho, mas... Há um certo tempo atrás eu lhe odiava muito, então não ligava ao ver o Kouga entrar com outras no apartamento dele. E talvez não fosse o que eu pensava, mas... Minha certeza só aumentou ao Sango e Miroku afirmarem terem visto ele com outra de mãos dadas andando pela rua.

-Inu-Yasha... Pare com essas mentiras, não acha melhor descansar depois de ter bebido?

-Como?

-O Kouga me falou que você estava bêbado e é o que me está parecendo agora.

-Você não acredita mesmo nisso, acredita?

-Inu-Yasha... ele é meu namorado. Eu confio nele e sei que você é um mentiroso! Quer por favor se manter afastado de mim? – Kagome desligou o aparelho telefônico largando-o sobre a cama que permanecia sentada até o momento. Respirou fundo vendo sua mãe adentrar o quarto.

-Querida, eu não pude deixar de ouvir sua... discussão com seu amigo e... a questão principal é o seu namorado, Kouga... não é?

-É sim, mãe... O Inu-Yasha veio com uma história absurda que o Kouga estava me traindo e ainda disse que a Sango e o Miroku tinham visto ele com outra também! – exclamou Kagome indignada.

-Querida... eu... não acho que ele esteja errado.

-Como? – Kagome olhou assustada para a mãe – Acredita mesmo naquele mentiroso?

-Olhe, meu Anjo... Como você conheceu o Kouga mesmo?

-Eu... – a jovem parou alguns minutos lembrando-se – Foi em uma festa... ele estava com uma garota, mas... alguns dias depois ele me pediu em namoro dizendo que havia terminado o antigo namoro por minha causa... Por que ele me amava...

-E... como se chamava essa antiga namorada dele?

-Ayame.

-Uhm... – a mãe da jovem sentou-se ao lado da filha acariciando-lhe os cabelos – Não é a primeira vez que isso acontece, mas eu pensei que fosse melhor esconder isso de você para que não ficasse triste, mas... eu não quero que você fique de mal com o Inu-Yasha... ele é um rapaz muito adorável... quando quer.

-Do que está falando, mãe?

-O Kouga ligou ontem à noite. Já passava da meia noite e ele me parecia um tanto... alterado...

-Quer dizer... bêbado? – a jovem indagou franzindo o cenho.

-Sim... e sabe quem ele estava procurando?

-Ayame?

-Já faz muito tempo que vocês se conhecem e que namoram, então eu comecei a pensar seriamente sobre isso... Talvez Inu-Yasha não esteja tão errado quanto você pensa, meu Anjo.

-... – a jovem respirou fundo fechando os olhos com força – Eu sou tão idiota! – ela pegou o telefone e discou o número do celular do rapaz. Desligado ou fora da área de cobertura... Discou o número do apartamento dele. Ocupado... Ligou para Sango... chamou...

-Hello Kagome-chan!

-Sango-chan! Diga-me que o Inu-Yasha saiu daí bêbado!

-Que? Você sabe que o Inu-Yasha não gosta muito de beber!

-Eu sou tão idiota, Sango! – a jovem exclamou indignada consigo mesma.

-O que aconteceu?

-Falo outra hora, agora preciso ir! Obrigada e beijos! – Kagome desligou o telefone pegando a bolsa.

-O que vai fazer querida? – a mãe da jovem indagou vendo a filha descer as escadas rapidamente.

-A maior loucura da minha vida! – ela exclamou colocando o calçado e saindo correndo.

Parou para descansar um tempo depois... Havia corrido até a casa do rapaz, o que não era pouca coisa. Adentrou o prédio correndo até o elevador. Subiu fazendo diversas paradas por causa dos seus indesejáveis companheiros de elevador. Desceu somente no último andar, caminhando lentamente até a porta do apartamento do rapaz. Respirou fundo tocando a campainha. Não muito tempo depois pôde ver o rapaz abrir a porta.

-Pensei que tivesse me mandado ficar longe de você. – ele falou secamente.

-Sinto muito! – a jovem exclamou se pendurando no pescoço do rapaz encontrando os lábios dele no caminho.

Sim... dessa vez ela o beijara... O rapaz apesar de muito surpreso não resistiu perante aqueles lábios sedutores e retribuiu o afeto caloroso. Logo que se separaram, ele sentiu a jovem enlaçar-lhe em um abraço apertado. Estava confuso e ainda furioso com a garota. Ela não acreditara nele! Sentia-se bravo por isso, mas... ao mesmo tempo queria abraça-la! Queria conforta-la em seus braços!

-Eu devia ter acreditado em você! Sinto-me uma idiota! Uma... uma... tonta! Eu não queria ver que ele estava errado, pois... eu confiava nele! Mas como duvidar de você, da Sango, do Miroku e da minha mãe? – ela murmurou abraçando o rapaz cada vez mais forte. Sorriu levemente ao sentir os braços dele a apertarem fortemente – E... me parece que você está bem sóbrio... – ela comentou rindo após um tempo em silêncio.

-Eu estou sóbrio. – ele afirmou a apertando contra si com carinho.

-Me desculpa? – ela indagou enquanto acariciava-lhe a face levemente.

-... – o rapaz permanecia sério, o que fez a jovem baixar o olhar abalado – Desculpo sim... – ele sussurrou sorrindo levemente.

-Jura? – indagou a jovem sorridente tornando a encarar o rapaz com carinho.

-Juro... – ele sorriu segurando as mãos da jovem entre as suas – Não que você mereça, mas... – ele riu vendo a indignação da jovem – eu acho que não conseguiria viver se não a perdoasse...

-Obrigada... – ela sorriu tornando a abraçar o rapaz – Só me diga uma coisa.

-Fala.

-O que aconteceu com seus telefones?

-Ah! – ele riu abraçando a jovem mais forte – Meu celular eu quebrei atirando ele contra o chão.

-Cruzes!

-Quem mandou você estar com o celular ocupado? – ele sorriu ouvindo a jovem rir baixinho – E o telefone fixo eu deixei fora do gancho após falar com você.

-Não queria ser incomodado?

-Bingo!

-Éh... eu também faço isso... – a jovem sorriu repousando a face ao lado da do rapaz.

-Oi! Inu-Yasha! Viu o Kouga?

-Não, por que? – o rapaz respondeu para a ruiva não deixando Kagome encarar a jovem.

-Ele disse que era pra mim espera-lo na entrada do prédio, mas ele não estava lá! Então resolvi subir.

-Acho que ele não está em casa, Ayame. – o rapaz informou sentindo Kagome agarrar sua regata com força.

-Eu vou matar ele! É segunda vez que ele me deixa esperando para o encontro essa semana! – a jovem reclama parecendo furiosa.

-Oi, Ayame-chan! Desculpe o atraso!

-Que bonito! – Kagome se soltou dos braços de Inu-Yasha começando a aplaudir – Já vi que posso confiar muito em você, Kouga...

-Ka-kagome? – o rapaz assustou-se ao ver a "namorada" bem ali – O que faz aqui?

-Bela pergunta pra se fazer pra mim, não? – ela sorriu com sarcasmo – Mas já que você quer saber, eu vim visitar meu namorado Inu-Yasha. Se nos der licença... – a jovem virou-se puxando o rapaz mencionado, apartamento adentro.

-Kagome! Kagome! – o rapaz exclamou socando a porta.

-Vá embora, Kouga! Eu não quero mais falar com você!

-Não é o que está pensando!

-É sim o que estou pensando! Minha mãe estava certa! Melhor eu não brigar mais com o Inu-Yasha, já que ele é sincero comigo!

-Kagome...!

-Vá embora!

-Venha, Kagome... – Inu-Yasha sussurrou puxando a jovem para a cozinha.

-Ainda não sei como pude ser tão burra! Diga-me, Inu-Yasha! Diga-me onde foi que eu errei? Eu não dava amor suficiente? Eu beijo tão mal assim? Ou...?

-Shhh... fique calma... – o rapaz abraçou a rapariga com carinho – Você não fez nada de errado, você dava muito amor pra ele e você beija muito bem, o Kouga que é um cafajeste.

-Não sei por que tudo que é ruim sempre acontece comigo!

-Não é só com você... Todos passamos por desafios e por esse você passou com nota dez. E pare de chorar por ele! Não vale a pena!

-Não estou chorando por aquele idiota! Estou chorando por que eu sou uma burra! – exclamou a jovem abraçando o rapaz com força.

-Pare de chorar, pois você não é burra! Você só acreditava demais nele!

-Por isso sou burra! Por acreditar nele mesmo depois de você me falar todas aquelas coisas!

-Não se preocupe com isso... Agora está tudo bem... – ele sussurrou docemente acertando-lhe um leve ósculo nos cabelos sedosos.

-Inu-Yasha? – a jovem se pronunciou após um longo silêncio.

-Fala...

-Fica comigo?

-Fico...

-Pra sempre?

-Pra todo o sempre... – ele sorriu afastando-a de si – Isso é uma promessa.

-Não precisa prometer... – ela sorriu acariciando-lhe a face levemente.

-Mesmo assim... eu prometo... – ele afirmou segurando as mãos da jovem entre as suas ao menos mais uma vez.

-Ótimo... – ela aumentou o sorriso aproximando sua face da dele.

-Éh... Ótimo... – ele sussurrou já podendo sentir o sabor dos lábios da jovem antes mesmo de toca-los.

-OPS! – a garota exclamou correndo até a sala em busca do celular que tocava.

-Ops? – Inu-Yasha murmurou suspirando decepcionado fazendo, em seguida, o mesmo caminho da jovem.

-Ah... Sango-chan! É muito complicado de se explicar por telefone!

-Então eu vou na sua casa agora mesmo!

-Ta louca! Não faça isso!

-Por que não K-chan?

-Por que é perda de tempo!

-Eu ainda não entendi essa história de meu primo bêbado! Quero saber o que está acontecendo A-G-O-R-A!

-É perda de tempo ir lá pra casa por que eu não estou lá, Sango! – Kagome riu baixinho seguindo até a sacada.

-Está aonde?

-Me diga onde VOCÊ está! – a jovem exclamou sentindo ser envolvida pelos braços da única pessoa que permanecia ali além dela.

-Em casa, ora! Onde mais?

-Então... dá uma espiadinha na sacada! – a jovem tornou a rir ao ver não só Sango, mas também Miroku espiando pela janela.

-Por que não disse que estava aí?

-Por que eu gosto de enrolar! – a jovem tornou a rir.

-Ok! Espertinha! Só mais uma coisa antes de desligar...

-Fala.

-Por que meu priminho está tão agarradinho em você, hein?

-Sabe que eu não sei? – a jovem indagou desligando o telefone – Não demora, Sango-chan! – ela gritou acenando para o prédio à frente.

-OK! – a outra respondeu fechando a janela e pegando a bolsa.

-Eles não vão demorar...

-Não vão mesmo... – o rapaz sussurrou depositando os lábios na bochecha da jovem – Quero te pedir uma coisa.

-O que?

-Passa a noite comigo?

-Outra vez?

-Sim... E amanhã também?

-De novo?

-Aham... E depois de amanhã?

-Também? E depois de depois de amanhã de novo?

-Aham... E... que tal você se mudar pra cá?

-Inu-Yasha, você acha que minha mãe deixaria? – ela indagou sarcástica.

-Com certeza. – ele murmurou apertando-a mais contra si.

-Eu discordo...

-Posso ligar pra ela implorando se quiser... Mas você já pode fazer o que quiser, é maior de idade.

-Eu sei, mas... meu avô é muito conservador e minha mãe muito preocupada.

-Aonde você disse que dormiu essa noite?

-Por que?

-Aonde?

-... – a jovem respirou fundo – Aqui...

-Seu avô?

-Indiferente...

-E sua mãe?

-Sorriu...

-Eles confiam em mim... – ele sorriu puxando a jovem para dentro da casa – Então eu acho que não tem problema algum de você se mudar pra cá... Além do mais, você e Sango morariam mais perto... Não ia ser demais? Ao menos a conta do telefone ia baixar...

-Inu-Yasha... – a jovem riu abraçando o rapaz com carinho.

-Vem morar comigo? ...Ou melhor! Case-se comigo!

-Inu-Yasha! – a rapariga exclamou sentindo a pele esquentar.

-Ora! Ass...! – o rapaz foi interrompido pela campainha – Venha... – ele sorriu indo até a porta com a garota abraçada a si.

-OIE! – Sango exclamou vendo o primo e a amiga ali.

-Oi! – Kagome sorriu soltando o... companheiro e abraçando a amiga – Entrem logo! – ela exclamou dando uma olhada rápida no corredor.

-Agora me expliquem essa coisa direito! – Sango ordenou fechando a porta após Miroku passar por ela.

-Querem comer algo? Ou beber? – Kagome indagou-os indo à cozinha.

-Ei, mocinha! Você não está na sua casa, sabia? – Inu-Yasha indagou se levantando e seguindo a garota.

-Tem certeza? – ela olhou para trás sorrindo para ele.

-Já não tenho mais... – ele aumentou o sorriso que tinha no rosto.

-Ótimo... – a jovem abriu a geladeira pegando uma jarra de suco.

-Kagome-chan, só suco, ok?

-Tudo bem! Depois jantamos juntos!

-Aonde? – Miroku indagou aparecendo ao lado de Sango.

-Na minha nova casa... – a jovem informou sorrindo, fazendo com que Inu-Yasha sorrisse abertamente e fosse até ela.

-Nova casa? – foi à vez de Sango indagar surpresa – Que nova casa?

-Essa aqui... – ela falou colocando os copos vazios sobre a bancada.

-Definitivamente? – Inu-Yasha indagou segurando o queixo da jovem com carinho.

-Definitivamente... – o sorriso da face da jovem se multiplicou aos seus lábios se encontrarem com os do... namorado? Noivo?... quem sabe... "amigo"? Ela retribuiu o toque com a mesma intensidade e paixão que lhe era dado... Segurou a face do jovem em mãos se afastando um pouco.

-Quando busco suas coisas?

-Outra hora... Inu-kun... – ela sorriu levemente desviando a atenção para o suco que começara a servir.

-Ok... – ele sorriu desviando o olhar para a prima e para Miroku que permaneciam estupefatos – Que foi? Eu acabei de pedi-la em casamento! Não me olhem desse jeito!

-AHHHHHHHHH! – Sango deu um salto batendo palmas – E o que foi que ela disse?

-Hum... É verdade... o que você ia responder?

-Que não, néh! – ela exclamou com um sorriso maroto.

-Como? – o rapaz perguntou fitando a jovem ao seu lado.

-Que pergunta besta, Inu-Yasha! – ela sorriu deixando um leve ósculo sobre os lábios do rapaz – Olhe bem pra minha cara e veja se eu posso negar, seu tonto!

-UHU! – o rapaz abraçou a garota fazendo-a derramar um pouco do suco – Tenho que contar isso pra sua mãe!

-Tem sim... – ela sorriu dando-lhe uma piscadela – E explicar tudo direitinho... AHHHHHHHHH! – a garota gritou dando diversos tapas no... quase noivo.

-AIAIEEEE! – ele segurou as mãos da jovem encarando-a seriamente – O que está fazendo, sua demente?

-Seu cachorro! Sem-vergonha! Pediu-me em casamento, mas está namorando a Kikyou! – ela exclamou zangada.

-Ah... – ele sorriu levemente – Não é verdade... vamos contar a histórinha pra esses curiosos que no desenrolar dela você verá como não sou nem cachorro, nem sem-vergonha!

-Devo confiar?

-Tem motivos pra desconfiar?

-Eu...! – a jovem se calou sorrindo levemente – Não tenho, não...

-Ótimo... – ele sorriu servindo o suco aos outros dois – Vamos pra sala, é mais confortável e, Kagome, deixe que eu limpo essa sujeira depois.

-Eu já vou lá.

-Venha! – ele pegou a jovem pelo pulso afastando-a da bancada – Pegue isso e vá pra sala, agora! – ele falou apontando para o local.

-Ok... – a jovem falou dando as costas ao rapaz seguindo ao local indicado.

-Vai ser difícil morar com ele... – a prima do rapaz falou seguindo com a... quase prima.

-Vai sim... – as duas riram sendo seguidas por Miroku e pelo próprio Inu-Yasha.

-Ok! Podem começar! – ordenou Sango após todos terem se acomodado.

-Eu começo... – o rapaz falou tomando ar – Depois que você saiu, K-chan, a Sango colocou a culpa em mim por você ter ficado triste.

-E com razão!

-Sim, prima! – ele fitou a "quase noiva" ao seu lado – Começamos a conversar e não me lembro como veio o assunto do Kouga. Falamos da traição dele e a Sango... não! O Miroku falou que eu também traía a Kikyou. Logo após a Kikyou chegou e me acusou de traí-la com você. Falei que ontem, quando ela nos viu, estávamos somente ensaiando. O que não deixa de ser verdade... – ele respirou fundo – Daí ela me pediu desculpas, mas eu disse que não mudaria em nada, pois o que ela sentia por mim não era mais mútuo.

-Não foi bem assim...

-Eu sei, Sango! Mas eu to encurtando a história de ninar! – ele tornou a respirar fundo – Daí chegou o Kouga e eu afirmei que ele te traía e depois saí correndo pra casa. Então eu te liguei no celular e depois no telefone de casa.

-Então nós discutimos por que, segundos antes, o Kouga havia me ligado dizendo que você estava bêbado... E eu... – ela respirou fundo – acreditei...

-Agora entendi a parte do bêbado!

-Então minha mãe me falou que o Kouga ligou ontem pra ela completamente bêbado procurando pela Ayame... Aí eu me dei por conta do grande erro que tinha cometido... Liguei-lhe, Inu-Yasha, mas o celular...!

-Estava destruído... – o rapaz interrompeu sorrindo.

-Certo... – ela riu – E o telefone fixo...!

-Fora do gancho... – ele falou colocando o telefone de volta na base.

-Isso... Liguei pra Sango e ela afirmou que você não estava bêbado coisa nenhuma. Saí correndo e aqui estou... – ela sorriu.

-Ótimo... VOCÊ me beijou e me pediu desculpas. Abraçou-me... e a Ayame chegou pedindo pelo Kouga.

-Não! – Sango exclamou pasma.

-Eles haviam marcado um encontro. – Kagome falou sorrindo – Daí apareceu o Kouga e eu dei um fora nele. Entramos e logo você me ligou.

-Hum... agora tudo se encaixa... – Miroku falou cruzando os braços – E a Kagome não está grávida e sim, ela e o Inu-Yasha haviam se beijado na noite passada... Agora entendo...

-Q-que conversa de gravidez é essa? – Kagome indagou completamente vermelha.

-O Miroku que pensou que você estivesse grávida do Inu-Yasha. – Sango sorriu levemente.

-Cruzes! Não é pra tanto!

-O Miroku só exagerou... – Inu-Yasha sorriu repousando o braço sobre os ombros da jovem.

-E muito! – Kagome exclamou e o quarteto riu.

Os risos foram cortados pelo insistente som da campainha. Inu-Yasha franziu o cenho levantando e indo até a porta. Abriu-a encarando o indesejado com raiva.

-O que quer aqui?

-Saia da frente! – o indesejado adentrou a sala indo até Kagome – Me perdoe, querida! Eu sinto muito! Eu...!

-Você! Cala a boca e sai daqui! – o dono da casa se pronunciou apontando para o corredor.

-Mas...!

-Saia daqui, Kouga! – a jovem exclamou ficando em pé no sofá.

-Mas querida, eu...!

-Você fica longe! – Inu-Yasha exclamou indo até a jovem e a pegando no colo – Se AINDA não percebeu, ela lhe quer longe e eu quero o mesmo! Quando os donos da casa concordam, você cai fora imediatamente!

-Donos da casa?

-CAI FORA AGORA! – o rapaz ordenou colocando a jovem no chão – AGORA! – ele apontou pra saída.

-Ao menos me escute, Kagome!

-Deveria ter aproveitado quando a tinha para tirar a máscara. Agora que ela está longe do seu alcance... não adianta. Quer, por favor, sair agora ou então terei que usar a força. – o rapaz informou estralando os dedos.

-Tudo bem... – o outro falou colocando-se porta afora – Mas isso não fica assim... – ele murmurou enquanto seguia para o próprio apartamento.

-Ele só me dá dor de cabeça! – Kagome exclamou após Inu-Yasha ter fechado a porta.

-Não pense mais no passado... – o jovem falou enlaçando-a em um abraço caloroso – Planejemos nosso futuro, apenas...

-Certo... – a garota sussurrou encostando a face no peito acolhedor do "amigo".

-Então pensemos na nossa janta! – Miroku exclamou reparando terem passado das sete horas.

-É verdade! – Kagome sorriu afastando-se de Inu-Yasha – O que vamos comer?

-Não sei... Vocês que escolham.

-Eu quero Yakisoba! – Sango exclamou sorrindo.

-Arroz e Salada. – adicionou Kagome

-Peixe! – falou Sango outra vez.

-Certo... Que tal irmos pra cozinha colocar a mão na massa? – indagou Miroku sorrindo.

-Claro! – as duas garotas exclamaram rumando para o local mencionado.

-Certo... Então vamos pra lá também. – Inu-Yasha falou seguindo as garotas.

-Ok... – Miroku se levantou rumando atrás dos amigos.

Entre conversas e discussões, a janta daquela noite quente de primavera fora preparada pelas duas únicas jovens do quarteto. Ambos os rapazes apenas ficaram sentados conversando. Com o passar do tempo, os quatro atores puderam desfrutar da tão esperada janta. Foram para a sala assistir um dos filmes que o rapaz possuía. Notando, ao findar do filme, a hora absurda.

-Acho melhor irmos... Já passam das onze e meia e amanhã temos gravação cedinho! – Sango exclamou enlaçando a mão do "amigo" pervertido.

-Tem razão, Sango-chan... – Kagome sorriu esfregando os orbes – Então... vamos juntos pro set?

-Claro! – a outra jovem sorriu – Até logo pessoal! Beijinhos a todos!

-Até Sango-chan! – Kagome exclamou sorrindo e vendo os outros dos dois adentrarem o elevador.

-Enfim sós... – Inu-Yasha sorriu maliciosamente fechando a porta.

-Está pensando em fazer o que? – indagou a jovem afastando-se um pouco.

-Nada demais... – ele aumentou o sorriso correndo até a garota e a abraçando com força – Não adianta tentar escapar... – ele sussurrou aconchegando os lábios no pescoço da jovem.

-Mas não custa tentar... – ela sorriu enlaçando os braços no pescoço do rapaz mesmo estando de costas para ele.

-Pra você pode custar...

-Custar o que?

-Beijos, por exemplo... – ele murmurou rindo.

-Amanhã, talvez... Hoje temos que descansar...

-Ah... – ele murmurou fazendo beicinho.

-Nem "A" nem "B"! – ela sorriu desvencilhando-se dos braços do rapaz – Precisamos descansar... amanhã vai ser um looooongo dia...

-É mesmo... Temos que comprar o anel de noivado, e eu ainda tenho que pedir sua mão em casamento para sua mãe!

-Pra que anel de noivado?

-Para que ninguém, além de mim, se aproxime de você! Para que o mundo todo saiba que você é só MINHA!

-Possessivo...

-Muito... – ele sorriu pegando a jovem no colo.

-O que vai fazer?

-Nem te conto... – ele sorriu maliciosamente subindo as escadas.

-Me coloca no chão seu pervertido! – a jovem exclamou rindo.

-Não... – ele respondeu colocando-a calmamente sobre o sofá-cama que, ainda, estava 'aberto' – Vamos dormir aqui hoje...

-Por que?

-Por que ontem eu furei o colchão de ar da minha cama.

-Que? – a jovem indagou rindo – Como conseguiu essa proeza?

-Eu pulei sobre ele... acho que foi com força demais... – ele sorriu beijando os lábios da garota – Mas agora não é hora para conversa... Temos que dormir...

-Espera que eu durma com essa roupa? – a jovem indagou olhando para a calça Jeans preta e a Baby Locke branca que colocara após tomar um banho em sua casa.

-Eu desço pro meu quarto e pego uma roupa pra você...

-Então vai! – ela exclamou sorrindo.

-Fui... – ele sorriu se dirigindo para o primeiro andar onde colocou outra roupa e pegou uma camiseta para a jovem – Voltei! – ele exclamou adentrando o quarto.

-Estava demorando! – ela sorriu pegando a peça de roupa que o quase noivo lhe estendia – Obrigada.

-Sem problema! – ele sorriu estendendo-lhe a bolsa de onde vinha um alto som.

-Obrigada de novo... – ela sorriu pegando o celular e o atendendo – Olá mamãe!

-Querida, é quase meia noite e amanhã você tem que trabalhar!

-Eu sei, mamãe! Nem se preocupe! A propósito, eu vou dormir no Inu-Yasha, ta?

-Outra vez?

-Sim... outra vez! – a jovem riu.

-Assim ele vai enjoar de você.

-Não vai não... – ela sorriu fitando o jovem deitado ao seu lado.

-Tudo bem então... Não incomode ele, ok?

-Certo!

-Beijos, querida...

-Beijos, mamãe... – a jovem finalizou desligando o celular e colocando-o de volta na bolsa.

-Sua mãe é tão preocupada...

-Eu sei disso... – a jovem sorriu começando a tirar a calça.

-Com você aqui ela não vai precisar se preocupar...

-Éh?

-Éh... – ele sorriu elevando-se.

-Quem será a essa hora? – a jovem indagou ouvindo a campainha insistir em soar.

-Será que você não sabe? – o rapaz murmurou ajudando a companheira a retirar a blusa.

-Acho que sei... – ela suspirou colocando a camiseta emprestada – Obrigada pela ajuda.

-De nada... – ele falou terminando de dobrar a blusa que a jovem usava antes.

-Não vai atender a porta?

-Pra que? – ele suspirou indo desligar a luz.

-Para acabar com o barulho. – a jovem explicou deitando-se na "cama".

-Ele vai cansar... – Inu-Yasha sorriu indo até a cama e deitando-se ao lado da garota – Vamos esquecê-lo, ok?

-Aham... – a jovem murmurou aconchegando-se ao peito desnudo do rapaz.

-Boa noite, K-chan... – o rapaz sussurrou abraçando a companheira com carinho.

-Boa noite... Inu-kun... – ela sorriu soltando um suspiro.

CONTINUA...