Pessoal... eu sei que demorei pra caramba pra postar esse capítulo! Espero que possam me perdoar!!!

PS: Não abandonei a fic não, viu? xDDD

PPS: Não sei se viram mas minha nova fic já está no ar... xDDD Espero que gostem dela também!

Bjaum pessoal e boa leitura!


Capítulo 12 – Ligue-me quando estiver sóbrio, parte I

O rapaz levantou-se lentamente do chão ao ouvir a porta ser aberta... Havia se preparado pouco para o sermão da prima.

Sabia que ela o faria...

-O que faz aí? – ela pediu sorrindo levemente.

Surpreso? Sim... estava surpreso…

-Pensando... – restringiu-se a dizer enquanto seguia até a cozinha.

-Prefiro pensar nos meus erros em meu quarto...

Sabia que ela tocaria no assunto...

-E a Kagome? – Sango insistiu escorando-se no batente da porta.

-Foi embora...

-Por que?

-Por que ela é uma mentirosa e eu não quero vê-la mais... nunca mais... OK? – pediu fitando-a com raiva.

-Tenho pena de você... Muita pena... – ela suspirou seguindo para junto de Miroku na sala.

-Devia ter mesmo... – resmungou servindo um copo de água – Fui completamente enganado... – atirou o copo com um resto de água dentro da pia e fugiu covardemente para seu refúgio...

Seu quarto...

Suspirou atirando-se na cama e mergulhando a face em um dos travesseiros.

-Maldição! – exclamou atirando-o no chão – Maldito perfume! Maldita garota! – falou afundando a face no outro travesseiro – Maldita...

Mordeu o lábio inferior com força... Toda a força... Ficou assim o máximo que pode, porém de nada adiantou...

Afundou mais a face tentando evitar que seus soluços fossem escutados pelos outros...

Seus soluços infantis...

Soluços que não existiriam se não fosse por causa dela...

Aquela que não deixaria de amar...

Por mais que tentasse...

Continuaria a venerar aquele rostinho angelical que o fazia enlouquecer... Que o fazia se debater na cama, tentando apagá-lo das memórias...

Queria poder destruir todas aquelas lembranças... Todos aqueles momentos realmente felizes que passaram juntos...

Mas ele sabia que era impossível...

Tão impossível quanto deixar de sentir o que odiava sentir nesse momento...

Aquele (maldito)amor...

#Don't cry to me
If you loved me
You would be here with me
You want me
Come find me
Make up your mind#

#Não chore por mim
Se você me amasse
Você estaria aqui comigo
Você me quer
Venha me encontrar
Decida-se#

-Inu-Yasha?

-Hugrh... – ele grunhiu permanecendo com a face afundada no travesseiro fofo.

-Posso falar com você?

-Deixe-me em paz... – ele resmungou, mesmo sabendo que ela não o deixaria.

-Ok! Então eu falo do mesmo jeito! Sua anta gorda e pateta! – ela suspirou sentando aos pés da cama do primo – Como você pode, hein? A Kagome não fez nada!

-NÃÃÃO!!! Imagina se tivesse feito!!! Aquela garota me trai e você ainda vem me dizer que ela não fez nada? Ah, Sango! Tenha dó, néh!

-Tenho! Tenho dó é dessa sua burrice sem jeito! Seu energúmeno! Se burrice matasse, Inu-Yasha, você já estava enterrado!

-Veio aqui pra me ofender? Então me deixe em paz!

-Só quero que perceba como você não costuma usar o cérebro! E você ainda tinha prometido pra ela que nada os separaria! Como você pode ser tão estúpido, hein?

-Como você pode ser tão chata, hein?

-Cale a boca e preste atenção no que aconteceu, seu estrupício! Como você AINDA não percebeu que tudo não passou de uma armação?

-Realmente! Uma grande armação! Ela fingia que me amava, me iludia e depois corria pros braços do Kouguinha dela!

-Aiêêêê!! Não é nada disso seu imbecil! Não percebeu que você e a Kagome caíram no plano do Kouga? Ou você achou que todo esse tempo o Kouga não esteve planejando rouba-la de você, hãn?

-Aham... ta, sei!

-Se é pra falar porcaria cale a boca! – ela suspirou coçando os olhos – Kouga escondeu a bolsa de Kagome, no intuito de que ela fosse buscar. Então ele tentou de tudo pra faze-la deixar você e voltar pra ele. ENTÃO... – Sango suspirou vendo que o primo entreabrira os lábios – ele a beijou forçadamente e não sei como, no exato momento em que você chegou! Fingiu, fingiu e fingiu! Kagome estava chocada! Como poderia se defender? E quando ela pensa que terá seu herói, Inu-Yasha, para salva-la... ele resolve dar uma de burro e comprar briga... Prefere abandona-la! Abandonar o amor que sente! Pelos Deuses, Inu-Yasha! Será que é tão difícil de entender assim?

-Difícil é acreditar que essa baboseira aí seja verdade!

-Nem em mim você consegue acreditar?

-E como acreditar se essa história mal contada deve ter vindo do cérebro defeituoso daquela garota?

-Não veio dela, Inu-Yasha! Eu vi isso acontecer! Eu estava lá o tempo inteiro!

-Não me faça de idiota!

-Você já é idiota por nascença, seu retardado! Por acaso não notou que eu sumi logo depois da Kagome ir atrás da bolsa? – ela fitou o primo lhe encarar seriamente – Eu fiquei com medo de que Kouga tentasse uma coisa desse tipo com vocês, então eu a segui! Eu não conheço muito bem aquele prédio lá! Só à parte em que tem as cenas do filme! E as nossas coisas ficam em uma sala mais afastada, você sabe disso! Eu vi que ela entrou na sala e vi o Kouga entrar logo depois! Então eu me escondi no corredor logo ao lado da sala. E... – Sango suspirou sentindo um nó se formando na garganta – Eu fiquei só escutando as indecências que o Kouga propunha a ela e que ela negava com respostas geniais, mas... eu não fiz nada pra ajudar, droga! – ela deixou o corpo escorregar até o chão – Logo... você chegou e viu tudo... Eu ia ir chamar você, mas quando eu vi que você estava indo até aquela sala eu... pensei que você entenderia o que estava se passando e eu resolvi ficar calada! Eu apostei todas minhas fichas em você, primo, mas... Céus! Eu devia ter ido atrás de você! Eu fui fraca e olha o que aconteceu! No momento em que vi a fúria na sua face... Eu... percebi que tudo estava acabado e que você também tinha caído naquela maldita cilada! – a jovem escondeu a face nas pernas permitindo que as lágrimas inundadas de culpa escorressem-lhe pela bela face feminina – Fiquei com medo e fui correndo até o Miroku para pedir a ajuda dele, mas... logo em seguida vocês dois apareceram, pois eu me perdi no meio do caminho... Se não fosse o assistente do Myouga, digo, do Kouga eu não teria conseguido sair de lá... Sinto muito, Inu-Yasha... Eu podia ter evitado tudo isso!

-Bonita história de ninar...

-História de ninar? – Sango levantou-se revoltada – História de ninar? Como você pode ser tão besta, Inu-Yasha?

-Como explica que eu tenha chegado exatamente na hora em que eles se beijaram, hãn?

-Eu não sei! São mil e uma coisas que se passam em minha cabeça agora! Mas... – ela abaixou os olhos fitando o chão do quarto – tem uma hipótese que... o Miroku e eu concordamos ser bem possível...

-Qual? – Inu-Yasha usou o tom mais sarcástico possível impedindo de se notar sua curiosidade.

-Um cúmplice... É o mais provável...

-E besta...

-Ótimo! Acha que a verdade é besteira? Acha que é o dono da verdade? Então se vire sozinho! Morra de amor! Mas eu só queria que não guardasse rancor da Kagome... Ela não tem culpa de nada... Se quiser culpar alguém, culpe o Kouga e esse seu minúsculo cérebro de girino! – Sango exclamou saindo do quarto e batendo a porta com a maior força que teve no momento.

-Idiotas... – Inu-Yasha voltou a afundar a face no travesseiro – "Cúmplice... mas quem poderia ser cúmplice daquele estúpido?" – ele suspirou fitando discretamente a aliança no dedo – "Besteira da Sango! Ela sempre defendeu aquela... aquela..." Aquela garota... – ele murmurou fechando os olhos inchados.

#Should I let you fall

Lose it all

So maybe you can remember yourself

Can't keep believing

We're only deceiving ourselves

And I'm sick of the lies

And you're too late#

#Deveria ter deixado você cair

Perder tudo

Então, talvez, você poderia lembrar de você

Não posso continuar acreditando

Nós estamos apenas nos enganando

E eu estou cansada dessas mentiras

E você chegou tarde demais#

-Eu simplesmente não sei como ele sobrevive com aquele cérebro de minhoca, Miroku!

-Dê um tempo pra ele, Sango... Ele precisa aliviar a cabeça agora... Mais cedo ou mais tarde ele vai perceber o tremendo erro que cometeu...

-É disso que eu tenho medo! Se ele perceber tarde demais... ele pode até cometer uma loucura, Miroku! – ela abraçou-se ao namorado que apenas afagava-lhe as madeixas negras – Imagine se a Kagome voltar para o Kouga?

-Ela não faria isso... O Kouga a fez sofrer demais!

-Nem tanto assim! O Inu-Yasha a está fazendo sofrer bem mais agora! E se ela voltar para o Kouga para se vingar do Inu-Yasha?

-Sango, querida! Isso é coisa que o seu primo faz! A Kagome tem um coração bom demais para fazer uma coisa dessas! Você sabe!

-Tem razão... – ela suspirou – Deuses! E se o imbecil do Inu-Yasha voltar com a Kikyou para se vingar da Kagome?

-Ih... daí eu não sei, fofa...

-Deuses! Iluminem aquele jumento! Por favor! – Sango enxugou algumas lágrimas enlaçando o pescoço do namorado.

-Que ouçam suas palavras, Sango... Que ouçam... – Miroku sussurrou acolhendo a namorada carinhosamente.

-Miroku?

-Hãn?

-Você não acha que... temos que procurar um jeito de mostrar a verdade pro Inu-Yasha?

-Eu, sinceramente, não queria me meter, mas... conhecendo o Inu-Yasha acho melhor fazer alguma coisa... Ele é muito cabeça dura...

-Não... cabeça oca, isso sim!

-Sim... também... – Miroku sorriu suspirando – Temos que ficar de olho na Kikyou... Tenho certeza que ela procurará o Inu-Yasha... E se isso acontecer... terei certeza de que ela era a cúmplice do Kouga...

-A Kikyou! – Sango deu-se um tapa na testa – Como eu não pensei nela antes! Precisamos falar pro Inu-Yasha! – a jovem fez menção de se levantar, mas o namorado a segurou.

-Não, Sango... Vamos guardar isso pra gente por enquanto... Ele não irá acreditar.

-Tem razão... – ela suspirou – Que dia, hein?

-Que dia... – Miroku suspirou beijando-lhe os cabelos com carinho.

OoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoO

Inu-Yasha suspirou e abriu os olhos calmamente. Ainda tinha sono, mas sabia que não conseguiria dormir mais do que já o havia feito. Foi até o banheiro e tomou uma ducha gelada. Depois de ter colocado uma roupa limpa, seguiu até a cozinha. Comeu um pedaço de pão e tomou um pouco de suco... Respirou fundo e atirou o copo de vidro contra a bancada da pia, espatifando-o e fazendo o suco espalhar-se pelo chão.

Sentiu um aperto no peito... Rangeu os dentes com força e em um movimento rápido derrubou a mesa e as cadeiras. Esfregou os olhos indo para a sala e sentando-se no sofá.

-O que está acontecendo? – Sango pediu fitando o primo irritado.

-Nada... – respondeu ligando a televisão.

-Não precisa destruir a casa, Inu-Yasha... Todos sabemos que você está furioso... – Miroku sentou-se no sofá ao lado do amigo – Que tal um passeio com a gente pelo shopping hoje de tarde? – ele sorriu tocando no ombro do companheiro.

-Deixe-me em paz! – ele empurrou Miroku cruzando os braços.

-Inu-Yasha...!

-DEIXEM-ME EM PAZ!

-Olha, Inu-Yasha, você pode achar que é o único que tem problemas e que quer esquecer, mas não é! Mesmo que fique irritado, as coisas não vão ser melhores! Mesmo que finja ser um "valentão", as coisas não vão mudar! Assim as coisas só pioram! E você devia muito bem saber que a gente só quer ajudar! E também que você está errado! Você sabe do que a Kikyou e o Kouga são capazes!

-O que a Kikyou tem a ver com isso, Miroku? – ele fitou o amigo com os olhos estreitos.

-Até agora eu não posso confirmar nada, mas tenho certeza que eles dois vêm planejando como separar você e a Kagome! E isso não é de ontem pra hoje! Só você não consegue ver isso!

-Não brinque comigo!

-Não estou brincando! Você sabe como eles são, Inu-Yasha! A Kagome não seria capaz de traí-lo com o Kouga! Ela ama você! – Miroku suspirou decepcionado – Se a Kikyou lhe procurar com a velha desculpa do "ouvi dizer que você não está mais namorando", pode ter certeza que ela é a cúmplice do Kouga... Mas é tudo bem óbvio...

-Cah... – Inu-Yasha suspirou abaixando a face – "Faz sentido..." – ele rangeu os dentes – "Mentira! Eles só querem que eu volte para aquela garota! Além do mais não há provas!" – ele tornou a suspirar.

#Don't cry to me

If you loved me

You would be here with me

You want me, come find me

Make up your mind#

#Não chore por mim

Se você me amasse

Você estaria aqui comigo

Você me quer, venha me achar

Decida-se#

-Já vou!!! – gritou Inu-Yasha levantando do sofá onde adormecera.

Em passos sonolentos o jovem de negras madeixas longas, seguiu até a porta da casa. Soltou um suspiro cansado esfregando os olhos e arrumando o cabelo bagunçado. A campainha tocou outra vez...

-Que foi? – pediu abrindo a porta com violência.

Fitou a recém chegada estreitando os olhos... O que faria ali justo no momento em que menos queria sua companhia? "Se a Kikyou lhe procurar com a velha desculpa do "ouvi dizer que você não está mais namorando", pode ter certeza que ela é a cúmplice do Kouga... Mas é tudo bem óbvio..." soou a sábia voz de Miroku em suas lembranças.

-Posso... entrar? – pediu com um doce sorriso nos lábios.

-Feh... – murmurou dando passagem para a ex.

-Éh... está um pouco diferente da última vez que estive aqui... – a jovem sorriu outra vez sentando-se em um dos sofás – E as fotos eram minhas... – comentou olhando as fotos da rival na estante da televisão.

-O que quer... – resmungou o rapaz ainda sonolento sentando-se ao lado da rapariga.

-Fiquei sabendo que você e a Kagome brigaram...

-Ah... Ficou é... – ele estreitou os olhos lembrando-se de Miroku outra vez.

-Éh...

-E daí?

-Vim saber como você está...

-Bem obrigado... – desviou o olhar para a janela da sacada que permanecia aberta desde que os amigos saíram.

-Precisa de algo?

-Aonde quer chegar com isso? – fitou a ex com raiva.

-Só pensei que fosse precisar de apoio! É isso que os amigos fazem.

-Você não quer ser só uma amiga... – falou fitando-a seriamente.

-Pois é... mas tenho que me contentar com sua amizade...

-Você nunca se contenta... N-U-N-C-A... – falou secamente desviando o olhar para fora.

-Desde quando você é assim comigo?

-Não é da sua conta... – murmurou esfregando os olhos. Não dormira direito durante a noite.

-Eu só quero ajudar você, Inu-Yasha... – sussurrou sedutoramente enlaçando o pescoço do ex-namorado com carinho.

-... – Inu-Yasha fechou os olhos respirando fundo. Não era bom que ela continuasse ali... lembrava vagamente a noiva que saíra de sua vida há pouco tempo – Amiga... uma ova... – ele murmurou sentindo o cansaço aumentar – Você só veio depois que terminei com ela... amigos não ficam tanto tempo sem se ver...

-Eu pensei que estivesse bravo comigo... – sorriu maliciosa sentando-se no colo do rapaz. Conhecia seus pontos fracos muito bem...

-Cah... Mentirosa... Você não vinha por causa dela...

-Você sabe que eu não gosto dela... Mas agora eu posso visitá-lo... já que ele não está mais aqui...

-Saia daqui... – murmurou sentindo a rapariga marota enlaçar-lhe a cintura com as pernas, e enroscar os braços em seu pescoço mais firmemente.

-Por que? Pensei que quisesse minha companhia... – ela aumentou o sorriso maroto acariciando a face exausta.

-Saia...

-Não fale isso pra mim... – sussurrou aos ouvidos do jovem sonolento.

Deixou escapar outro sorriso maroto tocando levemente os lábios do ex-namorado.

Embriagado, o jovem ator retribui ao afeto ofertado. Vitoriosa, Kikyou abraça mais o rapaz, entregando-lhe os lábios sedentos e mortos de saudade.

A jovem escorrega as mãos para debaixo da camiseta vermelha que o ator usava, acarinhando-lhe as costas como costumava fazer quando ainda eram namorados. Sorriu descolando levemente os lábios.

-Não se... preocupe... – arfou abraçando-o com mais força e beijando-lhe levemente os lábios macios – Vai ficar... tudo bem! Vai voltar tudo... ao normal!

-O que...? – Inu-Yasha abriu os olhos rapidamente, segurando os braços da mulher e desenroscando-os de si – Es... espere um minuto! – ele levantou-se do sofá indo até a janela escancarada, por onde uma leve brisa entrava – Você! – ele fitou a companheira com uma leve raiva brotando.

-Eu? – ela pediu confusa, levantando-se e aproximando-se dele.

-Pára! – ele desviou da jovem indo para trás de um sofá – Meu celular... – ele murmurou colocando as mãos nos bolsos da calça – Bom... – tornou a murmurar discando os números da prima. Chamou...

-Olá priminho!

-Onde você está?

-No shopping! Onde mais?

-Vem pra casa... precisamos conversar...

-O que aconteceu?

-Não demore! – exclamou desligando o aparelho telefônico.

-Inu-Yasha...! – Kikyou aproximou-se, fazendo o rapaz ir até a porta e chaveá-la – O que você está fazendo?

-Sente-se, Kikyou... Ela não vai demorar... – falou guardando a chave no bolso da calça.

A porta logo se abre e por ela adentram Miroku e Sango. Miroku soltou um suspiro, enquanto Sango irritou-se profundamente. Motivo? A "intrusa"...

-O que faz AQUI? – Sango foi logo indagando com os olhos estreitos.

-Você sabe a resposta para essa pergunta, amor... Fique calma... – Miroku sussurrou puxando a namorada para o sofá contrário ao da mulher.

-Finalmente! – Inu-Yasha apareceu da cozinha, pondo-se em frente aos ali presentes – Alguém tem umas respostas para nos dar... – o rapaz e os outros dois amigos fitaram a mulher que arregalou os olhos escuros.

-O que? – perguntou incrédula.

-Você e Kouga estão juntos nessa, não é?

-O que? Do que está falando?

-Não se faça de desentendida! – Inu-Yasha ralhou cruzando os braços – Você e o Kouga armaram tudo isso, não foi? Queriam me separar da Kagome!

-Você acha que eu seria capaz de uma coisa dessas!? – ela exclamou em uma falsa indignação.

-E quem não acha? – Sango interrogou sorrindo maliciosamente.

-Ora, sua...!

-Quem foi, sempre soubemos... O por quê, nós já sabíamos também... Como? – Miroku pediu fitando a jovem irritada.

-Celular, é óbvio! Ele manteve o telefone no silencioso e com o vibra ligado... Simples... Quando eu visse o Inu-Yasha, era só ligar pra ele... Meu prêmio era o Inu-Yasha todo para mim outra vez!

-Egoísta! – Inu-Yasha pegou a jovem pelo braço colocando-a porta afora e atirando os calçados do outro lado do corredor – Você morreu pra mim, Kikyou! Vá embora e NUNCA mais volte! – ele exclamou trancando a porta.

-Eu ainda queria perguntar alguns detalhes... – Miroku falou suspirando.

-Se quiser fale com ela outra hora... Em outro lugar...

#Couldn't take the blame

Sick with shame

Must be exhausting to lose your own game

Selfishly hated

No wonder you're jaded

You can't play the victim this time

And you're too late#

#Não poderia assumir a culpa

Enjoada dessa vergonha

Deve ser cansativo perder o próprio jogo

Egoisticamente odiado

Sem perguntas, você está exausto
Você não pode bancar a vítima desta vez
E você chegou tarde demais#

CONTINUA...