Oi!!! Faz tempo, néh??? O.O

Uahuhsuhudahusduahs

Desculpem pela demora!

As reviews estão no blog como o de costume... uhauhaauahah

Espero que gostem! xD

Boa leitura pessoal!


Capítulo 13 – Ligue-me quando estiver sóbrio, parte II

-Inu-Yasha?

-Hum... – ele resmungou sem olhar para a prima.

-Vamos ao mercado comigo? Miroku e eu pensamos em fazer algo diferente, mas estão faltando ingredientes...

-Por que não vai com o Miroku? – pediu fitando-a levemente.

-Por que eu quero que você saia comigo pra um passeio agradável... – ela sorriu colocando a toalha perto do primo – Agora saia da piscina e tome um bom banho pra gente ir!

-Afff…. – ele suspirou deixando a piscina – Ok, prima... Você venceu…

-Yeah!!! – ela riu deixando o primo para trás.

-Ela é completamente louca... – ele sorriu secando-se lentamente.

Deixou o banheiro em passos cansados... Havia passado a noite toda pensando nos últimos ocorridos... Na burrice que cometera... Na garota maravilhosa que deixara escapar...

-Eu realmente preciso parar de consultar minha consciência...

-Ela está muito pesada?

-Hum...? – Inu-Yasha fitou Miroku adentrar o quarto – Talvez um pouco.

-Um pouco? Tem certeza?

-... – ele suspirou indo até a porta – Está impossível de agüenta-la de tão pesada, ok? Agora fale o que quer!

-Sango disse pra se apressar...

-Diga que eu já vou...

-Ok...

-Ótimo... – murmurou terminando de se vestir.

Fitou o rosto totalmente acabado refletindo no espelho... Deslizou os dedos pela face fechando os olhos levemente. O que pensaria Kagome se o visse assim?

-Provavelmente que eu voltei a fumar ou que me embebedei... – ele soltou um riso trêmulo suspirando em seguida.

Abriu os olhos e penteou os rebeldes cabelos negros... Passando o perfume, que Kagome lhe dera quando completaram um mês de namoro, após atirar o pente no chão.

Coçou os olhos preguiçosamente enquanto seguia para a sala. Ignorou os olhares da prima e de Miroku, colocando os calçados. Respirou fundo e fitou-os irritado.

-Que foi?

-Engano meu ou você passou o perfume que...!

-Sim, passei... Por que?

-Nada, primo, mas... Você quase nunca o usa... E nós só vamos ao mercado!

-É que... – ele suspirou abaixando os olhos – ... eu lembro dela... Sei que parece loucura ficar me massacrando com essas lembranças, mas... É o que me faz querer continuar...

-Tudo bem, fofo! – Sango sorriu enlaçando o pescoço do primo e o abraçando com força – A gente sabe como é, MAS... – ela riu ao sentir Miroku puxá-la para si – TEMOS UM MERCADO PELA FRENTEEEEEEE!!!! – ela riu mais ao ver o primo suspirar com uma das sobrancelhas elevada.

-Certo... Vamos... – Inu-Yasha abriu a porta e esperou os amigos saírem para seguí-los e fechar a porta atrás de si.

-Você nunca me chamou de fofo... – Miroku falou fazendo biquinho. Inu-Yasha mordiscou o lábio inferior não resistindo e caindo na gargalhada.

-Vamos logo, seus patetas! – falou com um meio sorriso na face.

OoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoO

-Hum... Essa torta vai ficar muito boa! – Miroku exclamou enquanto lambia os lábios com desejo.

-Mas você vai ter que esperar ela ficar prontinha, mocinho! – Sango fez a típica cara de "mamãe" enquanto apontava o dedo para o rapaz.

-Ahhhh... – ele fez beicinho enquanto a garota ria baixinho e enlaçava-lhe o braço.

-Olha! Eu adoro esse salgadinho! – Sango exclamou pegando dezenas de pacotes em seus braços – Ahhhh... – ela suspirou com os olhos brilhando – Posso pegar alguns, Inu-Yasha? – pediu fitando carinhosamente o primo.

-Pode... – ele respondeu distraidamente.

-Oba!!! – ela exclamou enquanto colocava quase todos os salgadinhos dentro do carrinho.

-Que é isso? – Inu-Yasha pediu se assustando.

-Você deixou! – ela falou surpreendendo-o.

-Deixei? – ele virou-se de costas para o carrinho fitando Miroku.

-Deixou... – o rapaz sorriu levemente enquanto o amigo suspirava.

-Vai ser a melhor noite do mundo!!! – Sango exclamou feliz – Meus dois amores comigo, comendo Doritos e assistindo filmes!!! – ela sorriu abraçando os dois garotos – Que felicidadeeeee!!!

-Calma, Sango... – Inu-Yasha sorriu levemente desvencilhando-se dos braços da prima e começando a guiar o carrinho outra vez.

-Que saco! Nem posso mais mostrar que estou feliz agora!!! – ela falou com uma cara emburrada muito forçada.

-Merda! – Inu-Yasha se escondeu por detrás do carrinho enquanto suspirava.

-O que foi? – Miroku pediu agachando-se perto do amigo.

-Cego! – Inu-Yasha xingou baixinho enquanto Sango puxava o namorado.

-A Kagome acabou de entrar no mercado com a mãe dela! Foi isso! – Sango suspirou – Até quando acha que pode se esconder aí?

-O máximo suficiente! – Inu-Yasha levantou se escorando de costas no carrinho.

-5...4...3...2...1... – Miroku falou deixando o outro intrigado.

Inu-Yasha sentiu o carrinho bater em algo e automaticamente virou-se de frente para ver uma surpresa Kagome e uma sorridente Sra. Higurashi. Sentiu o coração bater forte enquanto os lábios se entreabriam.

Tinha que falar algo!

Sabia que tinha!

-Desculpe... – falou fixando o olhar na jovem apática.

-Culpa sua mesmo... – falou secamente puxando o carrinho.

-Espere! – ele segurou-a pelo braço no exato momento em que ela cumprimentou gentilmente Sango e Miroku – Eu... Eu...

-Você quer fazer o favor de me soltar?

-Não posso! Eu preciso...!

-Solte-me! – ela puxou o braço soltando-se do insistente rapaz que corre para frente do carrinho praticamente vazio.

-Deixe-me falar!

-Sei... Você também não me deixou falar quando eu quis! Agora, por favor, saia do meu caminho!

-Eu amo você! – ele falou desesperadamente segurando o carrinho – Acredite em mim!

-Chega disso, Inu-Yasha! Agüentei vários defeitos seus, vários erros! Mas esse é bem maior do que eu possa suportar! Adeus! – ela puxou o carrinho com força seguindo na direção contrária da que o rapaz estava.

-Kagome... – ele resmungou sentindo os olhos encherem-se de água.

-Inu-Yasha... Dê um tempo para ela... Para essa história... – Sango falou ao repousar a mão no ombro do primo.

-... – ele cerrou os dentes retirando a mão da prima violentamente de perto de si – Passeio muito agradável esse, hein?

Inu-Yasha secou as lágrimas com raiva enquanto deixava o supermercado para trás. Não queria ser visto daquele jeito por ninguém... Queria apenas chegar em casa, atirar-se na cama e tentar não pensar na jovem adorada.

#So don't cry to me

If you loved me

You would be here with me

You want me, come find me

Make up your mind#

#Então, não chore por mim

Se você me amasse

Você estaria aqui comigo

Você me quer, venha me achar

Decida-se#

Em um choro quase recolhido, correu pelas ruas em busca de sua adorada casa. Sua casa aonde um dia foi feliz...

Sua casa, por mais que ele não queira, o faz lembrar de sua adorada ex-noiva... Cada cantinho daquele lugar o estava enlouquecendo... E mesmo assim, adorava estar ali...

Quem o veria diria que enlouquecera de vez! Agora havia começado a venerar a dor e o sofrimento? Não... certamente que não... Apenas amava aquela mulher a ponto de que, mesmo sofrendo, queria lembrar-se dela em todos seus momentos...

Mesmo se aquilo o machucasse...

Mesmo se aquilo significava quase morrer...

Arrumaria um jeito de tê-la de volta... Sim... daria... Tinham que esclarecer tudo de uma vez, antes que acabassem enlouquecendo! Sabia que ela queria estar ao seu lado... Porém também sabia que a jovem era orgulhosa demais para admitir isso ou permitir-se ficar triste na presença dele...

Finalmente percebeu que ambos estavam apenas pagando por sua desconfiança... Por sua burrice de não acreditar em quem devia...

Sabia, também, que jamais se permitiria cometer esse erro tolo que os afastara... Não havia se passado muito tempo, mas para ele já era o bastante...

O bastante para perceber que sem ela não era nada... Um mero ator sem uma vida... Um ninguém sem uma alma...

Urrou ao chutar o sofá do qual se levantara rapidamente. Sentia um ódio descomunal de si mesmo... De sua burrice! De sua estupidez sem tamanho!

Queria, agora, seguir o exemplo do "rival"... Queria encher a cara até não poder mais... E passar o outro dia inteiro queixando-se da dor de cabeça... E queixando-se de si mesmo...

Mas não o faria...

Sabia que Kagome não aprovava esse tipo de atitude... Não queria piorar sua "imagem" com a moça...

-Chegamos! – Sango exclamou da sala sem perceber que o primo estava na sacada – Inu-Yasha?

-Estou aqui... – ele falou após um longo suspiro.

-Tudo bem?

-Ótimo... – ironizou debruçando-se na mureta – Melhor não poderia...

-Que bom... Assim talvez nossa noite seja agradável! – Sango falou cínica enquanto escorava-se de costas para o seu antigo prédio.

-O que quer? – resmungou impaciente.

-... – ela suspirou fitando-o de soslaio – Que tenha um pouco de paciência... Você sabe que falar com ela agora só piora as coisas!

-E se o tempo passar mais do que devia? Posso acabar perdendo-a para sempre! Acha que é isso que eu quero? – exclamou depositando toda sua raiva nas palavras.

-Sei que não é! E não precisa esperar mil anos! Só... – ela tornou a suspirar – peço que espere alguns dias! Não é bom insistir tanto agora... Ela vai ficar mais chateada ainda! Só quero que espere para não se decepcionar outra vez ao ouvi-la dizer: "Deixe-me em paz!"... Ok?

-... – ele silenciou soltando o mais longo suspiro que a prima já vira. E o mais triste... – Ok... – resmungou com a voz fraca.

-Ótimo! – Sango sorriu puxando o primo casa adentro – Espero que cumpra isso!

-Não sei quanto tempo vou agüentar... Farei o máximo... Prima...

-Usando a cabeça pela primeira vez! – Miroku falou com um sorriso malicioso enquanto corria para a cozinha.

-Diga para o seu namoradinho que depois eu mato ele... Agora estou um pouco cansado demais para isso... – sorriu levemente estirando-se no sofá.

-Tudo bem... – ela sorriu beijando a testa do primo e seguindo para junto do namorado.

Inu-Yasha apagou o sorriso do rosto no momento em que a prima deixou a sala. Sabia que não estava enganando nenhum dos dois com essa felicidade artificial, mas... O que podia fazer?

Sentia-se acabado! Destruído! Como eles queriam que agisse? Como se estivesse tudo bem? Como se nada tivesse acontecido? Como se ela nunca tivesse entrado em sua vida?

-Talvez fosse melhor se você nunca tivesse aceitado o papel daquele filme estúpido... – resmungou fitando a fotografia sobre a estante da televisão – Talvez fosse melhor nunca tê-la visto... Nunca ter me aproximado mais do que devia... Nunca ter chegado a amá-la... A demonstrar o que sentia... – ele fechou os olhos levemente deixando as lágrimas rolarem silenciosamente face abaixo – Mas é impossível voltar atrás... E eu já a amo de uma forma doentia que ninguém nesse mundo é capaz de explicar! Nem eu conseguirei explicar! Eu só... sei que é o que eu sinto... de verdade... – finalizou fitando a fotografia novamente.

Sentiu o celular vibrar no bolso da calça.

Tirou-o calmamente dali fitando o lembrete umas dez vezes antes de suspirar: "Pedir K-chan em casamento"... Atirou o celular ao seu lado escondendo a face com as mãos.

-Acho que não vai ser mais possível... – murmurou inconformado – A menos que...! – sorriu maliciosamente pegando o telefone e discando o número que havia decorado.

-Alô?

-Kagome-chan?

-... – ouviu-a suspirar profundamente – O que quer?

-Seu perdão.

-Sabe que não vai ter isso nunca!

-Eu realmente sinto muito pelo que fiz! E você não sabe o quão torturante é viver sem você aqui! Eu a amo! Amo de verdade!

-Pensou nisso antes de me machucar daquela forma? Antes de acreditar no Kouga e não em mim?

-Você também já preferiu acreditar nele a acreditar em mim!

-Eu era a namorada dele! Eu achava que ele era fiel a mim! Que nunca erraria comigo! Nunca me faria sofrer! E você? Que motivos tinha para acreditar nele se viu tudo o que ele fez para mim?

-Nenhum, eu sei! Mas... Dê-me uma segunda chance! Eu sei que posso ser bem melhor do que fui!

-Você não vai mudar! E toda vez que tentarem nos afastar vão conseguir! Tudo por culpa dessa sua desconfiança!

-Kagome...!

-Esqueça-me, Inu-Yasha! Não percebeu que acabou? ACABOU!!

-Kagome! – chamou percebendo que ela desligara o aparelho – Não é verdade... Ainda não acabou!

-Isso aí! Não 'tá morto quem peleja! – Miroku falou seguindo para seu quarto com um sorriso bobo nos lábios.

#You never call me when you're sober

You only want it cause it's over

It's over#

#Você nunca me liga quando você está sóbrio

Você só quer isto porque acabou

Acabou#

-Idiota... – Inu-Yasha murmurou com um leve sorriso enquanto via o amigo subir as escadas lentamente.

Deixou os olhos cansados se fecharem por alguns segundos. "Segundos" torturantes em que só aparecia uma pessoa... A pessoa que mais lhe machucara e ao mesmo tempo o curara... A única que realmente amou e se entregou de todo coração...

A única que perdeu...

Os orbes embaçados fitaram a televisão ligada. Havia acordado... E talvez, mas só talvez, fosse melhor permanecer na realidade agora, já que em sua mente momentos únicos e inteiramente felizes viviam a mostrar-lhe uma realidade que, provavelmente, não voltaria a existir.

-Boa noite, Bela Adormecida...

-Ainda vou matá-lo, não esqueça disso... – Inu-Yasha falou bocejando e aproveitando para eliminar as perigosas lágrimas, fingindo coçar os olhos.

-Talvez um dia, mas não esta noite! – o rapaz sorriu malicioso – Sango quer tudo perfeito... E eu morto não é, digamos, algo perfeito...

-Não é perfeito pra ela, pra mim é... – respondeu fitando o amigo de esguelha – Estou mesmo precisando de um saco de pancadas...

-Hey! Fica longe de mim! – o mais velho exclamou colocando uma almofada entre ele e o amigo.

-Idiota... – Inu-Yasha suspirou desviando a atenção para a televisão – Vai passar algo decente? – pediu entediado.

-Não se preocupe... Sango buscou alguns filmes...

-Que sejam bons...

-Mas é claro que são! – Sango exclamou indignada ao adentrar a sala com um pote de pipoca.

-Você já errou antes, priminha...

-Tenho certeza de que são! Busquei informações na internet... – ela sorriu entregando o pote ao namorado e voltando para cozinha, de onde apareceu com suco e copos.

O resto da noite, os três atores permaneceram ocupados com os filmes e posteriormente com jogos de cartas. Sango fazia de tudo para manter o primo ocupado o suficiente para não pensar na antiga noiva.

O único problema é que, mesmo que ele não deixasse transparecer, a única coisa que se passava em sua mente era a menina. Mesmo ele implorando para que parasse, sua mente continuava a traí-lo...

-Durma bem, pequena... – Inu-Yasha sussurrou beijando a testa da prima, depois de depositá-la no colchão que Miroku havia trazido para os dois.

-Não vai dormir, Inu-Yasha? – o rapaz perguntou aninhando a adormecida carinhosamente.

-Depois... Não estou com sono agora...

-Devia parar de se torturar desse jeito... – o pervertido falou quando o outro já adentrava o quarto.

-Como se eu fosse conseguir pensar em outra coisa... – murmurou sarcástico, após fechar a porta do quarto.

Os passos lentos o levaram para junto da janela do aposento. Janela por onde observou a lua brilhando intensamente. Estendeu a mão na direção do satélite como se pudesse alcançá-lo. Suspirou contrariado.

Fechou os olhos brevemente, antes de deitar com cuidado em sua cama.

-Minha vida era tão perfeita ao seu lado, Kagome... – murmurou fitando o teto, nostálgico – Como eu pude ser tão imbecil e deixar tudo acabar dessa forma?... Como?

#How could I have burned paradise?

How could I?

You were never mine#

#Como eu pude queimar o paraíso?

Como eu pude?

Você nunca foi meu#

-Quanto tempo você pretende ficar aí parada?

-O tempo que eu quiser, Souta... Não tenho muita coisa pra fazer...

-E o filme? O Kouga vai cancelar?

-Como vou saber? Nunca mais fui lá naquele lugar e também não pretendo voltar!

-Como você é egoísta! Fazer o filme ser cancelado só por que não quer mais ver o Inu-Yasha...

-Não é o Inu-Yasha que eu não quero ver! É o Kouga! – ela suspirou tampando a face corada com o travesseiro – Se bem que não quero ver o Inu-Yasha também...

-Você quer vê-lo... Está estampado na sua cara...

-ÔÔÔ... moleque! Não tem mais o que fazer, não?

-Caraca, não posso mais nem falar as verdades... – o garoto suspirou deixando o quarto da irmã.

-Verdade nos seus sonhos e nos meus pesadelos! – ela exclamou atirando o travesseiro contra o guarda-roupa – "Droga... Por que eu tinha que me apaixonar justo por aquele imbecil! Agora fico aqui... Sofrendo desse jeito..." – ela piscou algumas vezes, pegando a folha que vira caída – Era o que me faltava... – ela bufou indo pegar uma pequena tesoura que permanecia sobre sua escrivaninha e voltou para a cama – Veja o que aconteceu com meu coração... – ela resmungou começando a picotar o coração de papel.

Colocou os pedaços cortados do cartão, que o amado lhe dera, em uma pequena pilha, pegando-os de cima da cama e descendo até a sala. Havia tomado sua decisão.

-Souta eu já volto, ok? Se a mamãe perguntar diga que eu fui ver a Rin.

-Você vai ver o Inu-Yasha, né?

-A Rin! – ela exclamou furiosa seguindo até a porta – Esse pequeno idiota... – ela sussurrou ouvindo a campainha – Sim? – pediu abrindo a porta distraidamente, enquanto terminava de calçar os tênis.

-Kagome, precisamos conversar! Eu...!

-O que? Eu não vou conversar com você! – ela exclamou tentando fechar a porta, mas sendo impedida pelo ex-noivo.

-Por favor, Kagome! Eu sei que...!

-Deixe-me em paz! – ela exclamou virando-se de costas para a porta – E saia da minha casa agora!

-Mas, Kagome...! – ele tocou levemente o ombro da jovem, levando um tapa.

-Não me toque! – Kagome exclamou com a voz falhada.

-Deixe-me explicar! – o rapaz implorou aproximando-se da rapariga.

-Não há nada para explicar!

-Eu sei que devia ter acreditado em você! – ele enlaçou-a pela cintura, apertando-a firmemente.

-Diga-me o motivo de não ter acreditado em mim.

-Quando eu vi vocês dois, eu...! Eu...! Eu simplesmente enlouqueci!

-Agora é muito tarde para se arrepender... – ela empurrou-o com toda a força que conseguiu juntar, fazendo-o perder o equilíbrio e desabar porta afora.

-K-chan...

-DÊ O FORA DAQUI! – ela bradou atirando os pedaços de papel que um dia foram uma declaração enlouquecida de amor.

-Kagome! – ele se levantou batendo na porta que a jovem fechara com rapidez – Por favor! Abra a porta!

-Já mandei você ir!

-Por favor! Dê-me uma segunda chance! Dê-nos uma segunda chance!

-Vá embora! – ela soluçou cobrindo os lábios com as mãos.

-Kagome! Eu realmente sinto muito! – ele escorou-se na porta da casa da ex-noiva, soltando um suspiro cansado.

-Peque isso... – a garota empurrou algo por debaixo da porta – Agora dê o fora daqui! – ela exclamou iniciando uma corrida desenfreada para o seu refúgio.

-O que? – ele se abaixou pegando a aliança que dera para a jovem – Acabou... – ele murmurou guardando a jóia e deixando o templo.

#So don't cry to me

If you love me

You would be here with me

Don't lie to me

Just get your things

I've made up your mind#

#Então, não chore por mim

Se você me amasse

Você estaria aqui comigo

Não minta para mim

Apenas pegue suas coisas

Eu me decidi por você#

CONTINUA...