Depois de meio ano eu voltei a ativaaaaa!!! Weeeeee!!! E mais louca do que nuncaaaa!!! - Desculpem pela demora exagerada... ' Bom... As reviews estão no blog, então... divirtam-se!

Capítulo 14 – Arrasado... parte I

O rapaz soltou um suspiro cansado… Nem imaginara de onde tirara coragem para, um mês atrás, expulsar Kagome de casa injustamente... Estava confuso e não tinha idéia do que fazer... de como agir... Sentou-se na cama fitando a lua pela janela... Inúmeras foram às vezes que fizera isso com sua Kagome... Inúmeras! Um abraçado ao outro... um sentindo o calor apaixonante que o outro emanava inconscientemente...

-O que eu fiz? – ele murmurou fechando os olhos com força. A cabeça latejava...

-Primo? Você está aí?

-Sim... Sango... – ele respondeu após um tempo em completo silêncio.

-Quer conversar?

-Não... – restringiu-se a responder enquanto deixava o corpo cansado cair sobre a cama.

-Tem certeza?

-Deixe-me em paz!

-Ora, seu grosso imbecil! Eu só quero ajudar!

-Eu não 'to com vontade de ser ajudado, ok?

-Rrrrgggghhhhh!!!!! Seu ingrato! Tudo o que eu já lhe ajudei! Você não parecia arrependido disso!

-Cala a boca e me deixe em paz!

-Ok! Idiota! Só depois não venha implorando por ajuda! Que já pode ter sido tarde demais! – a jovem deu um soco na porta resmungando.

-Desculpe... – ele murmurou suspirando – Mas não tenho um cérebro nesse momento... Sinto muito... – ele tornou a fitar a lua sempre tão brilhante – "Um brilho parecido com o que se emana de minha K-chan..." – ele pensou soltando mais um suspiro – MALDIÇÃO!!!

Definitivamente ela era prioridade em sua vida... A única em quem conseguia pensar no momento... Queria pedir-lhe perdão! Beijar-lhe os lábios! Ter-lhe em seus braços! Mas... por onde começar outra vez? E como começar? Não havia deixado a jovem mulher se explicar e, agora, pode afirmar que esse foi um de seus mais imbecis erros... Se ao menos a tivesse deixado esclarecer a verdade! Se ao menos tivesse confiado nela!

Confiança... então era isso que lhe faltava! Confiança! Por isso não estavam juntos! Por sua maldita desconfiança! Soltou mais um suspiro... estava cansado apesar de não fazer praticamente nada... A dor que sentia o cansava! A vida sem sua preciosa Kagome o cansava! Os minutos que passavam distantes, o cansavam! O seu medo o cansava...

Sim... medo... Aquela sensação ruim... Sensação de que se tentar encontra-la acabará afastando-a ainda mais! Certamente que ele tem medo de que um buraco ainda maior e mais profundo do que esse que existe entre eles dois se forme! Precisava consertar aquele erro o mais rápido possível, mas...!

-COMO???? – ele berrou enquanto socava a cama – COMO? COMO? COMO? MALDIÇÃO! – ele bradou aquietando-se em seguida – "Como K-chan? Como? Ao menos dessa vez me responda! Como você pode ser minha outra vez? Como podemos ficar juntos? Como?"

Deixou-se levar pelo sono que há dias o perseguia... Sim... Nem mesmo ele sabia como raios conseguira agüentar tanto tempo sem pregar o olho! Talvez uma semana? Duas? Tanta falta sentia assim? Tanto desespero a ponto de cochilar no máximo dez minutos com um rápido pesadelo? Essa garota significava tanto assim? Então... isso é o amor? Isso é realmente amar? Sofrer por estar longe, afastado por sua própria burrice? Por sua desconfiança?

-MAL-DI-ÇÃO!!! – gritou assim que acordou de um cochilo. Olhou para o celular ao seu lado – Record! Meia hora... – ele riu sem ao menos achar graça. Rira por tolo... – Isso mesmo... sou um tolo... Um babaca, um idiota!

-Inu-Yasha? Já passou da meia noite... Por favor, Sango e eu queremos dormir...

-Desculpe... – o rapaz suspirou sentando-se na cama – Tinha esquecido que vocês estavam aqui...

-Obrigado pela consideração...

-É que... – ele levantou-se rumando até a porta do quarto e a abrindo – antes, quando Kikyou e eu brigávamos, eu ficava sozinho e... Eu não tinha limite de hora... Ficava acordado até tarde ou então nem dormia! Resmungava! Gritava! – ele suspirou fitando o amigo – Sinto muito... não queria incomodar vocês...

-Quer conversar agora?

-Vá dormir, Miroku... amanhã a gente conversa, ok? – ele indagou com um meio sorriso.

-Ok... – o amigo sorriu seguindo para o segundo andar do apartamento.

-Ok... – ele murmurou indo até o sofá onde se deitou e ligou a TV – Droga... – sussurrou enquanto via mais um casal sofrendo por amor – Pelo menos não sou o único... – murmurou outra vez. Fitou algo sobre a estante da TV, então sorriu levemente – Não é... Kagome? – ele foi até a estante tomando o porta-retratos em mãos.

Tornou a deitar-se onde silenciosamente acariciava a face da jovem sorridente. Queria tanto que ela estivesse ali... Desejava tão intensamente que aquele dia nunca tivesse acontecido! Mas é impossível voltar ao passado e concertar nossos erros...

Não devia culpa-la por isso tudo... Tampouco devia se culpar... O verdadeiro culpado disso tudo é o "imbecil" do Kouga! Sim! Aquele "idiota" que só quis se aproveitar do momento para separa-los! Para que a confiança que tinham desaparecesse! Para que...!

-Espere um momento! – o rapaz cerrou os dentes enquanto apertava o porta-retratos com força – "A Sango disse que poderia ser tarde demais! Aquele nojento queria nos separar para depois conforta-la! Mima-la! Toma-la de mim!! MALDITO!!!!!! Mas isso não vai acontecer! Eu não vou permitir!" – ele fechou os orbes tentando se controlar – "Amanhã eu converso com a Sango e faço alguma coisa... Agora já está tarde..." – ele suspirou abraçando a fotografia da amada e deixando o sono lhe embalar outra vez.

I wanted you to know that I love the way you laugh

I wanna hold you high and steal your pain away

I keep your photograph and I know it serves me well

I wanna hold you high and steal your pain

Eu queria que você soubesse que eu amo seu jeito de sorrir

Eu quero te abraçar bem forte e acabar com sua dor

Eu guardo sua fotografia e ela sempre me é útil

Eu quero lhe abraçar bem forte e acabar com sua dor

O.oo.Oo.Oo.Oo.Oo.O

-Bom dia... – Miroku sorriu alisando a face da amante.

-Bom dia... – ela sorriu beijando-lhe os lábios carinhosamente.

-Hum... esqueci de falar... O Inu-Yasha quer conversar hoje...

-Primeiro vamos tomar um bom café da manhã! Todos nós! Depois a gente conversa com ele... – ela sorriu levemente – Só espero que não seja tarde demais...

-O problema é o Kouga, não? Ele esperou por essa chance... É bem capaz da Kagome já estar com ele...

-Pelos Deuses, Miroku! Que você esteja errado! – Sango levantou-se indo até o guarda-roupa – Não sei o que aconteceria com o Inu-Yasha se isso fosse verdade!

-Provavelmente ele entraria em depressão e tentaria suicídio...

-Não fale isso, Miroku!

-É o que mais acontece aqui... Suicídio é normal... – ele falou se vestindo.

-Eu sei, mas...! – a jovem suspirou desanimada – É terrível só de pensar! Eu tenho... medo que ele faça alguma loucura!

-Olha... conhecendo o Inu-Yasha, ele é bem capaz de pensar em alguma loucura, mas... nunca faria uma...

-Assim espero... Mas paremos de falar de desgraça! – ela sorriu levemente terminando de colocar a roupa e pentear os cabelos – Vamos descer?

-Aham... – Miroku sorriu enlaçando a mão da jovem – Hey! Olhe lá! – Miroku sussurrou apontando para o sofá.

-Ah! Ele apagou! – ela deu um leve sorriso – Finalmente! Ele precisava descansar um pouco!

-Concordo!

-Vou pegar algo para cobri-lo! Vai fazendo o café pra mim?

-Uhum... – o rapaz sorriu seguindo à cozinha enquanto a jovem foi ao quarto do primo.

Sango fuçou no guarda-roupa de Inu-Yasha pegando um leve lençol... Sabia que o primo não gostava muito que mexessem nas suas coisas, mas... ele a perdoaria desta vez! Seguiu lentamente até o sofá fitando o rapaz adormecido. Sorriu docemente enquanto depositava o lençol levemente sobre o jovem ator.

-Kagome? – o rapaz despertou subitamente segurando o braço da prima com carinho.

-Inu-Yasha... sou eu... Sango... – ela sorriu levemente vendo o primo coçar os olhos.

-Desculpe, eu... sonhei com ela outra vez...

-Um pesadelo terrível, como das outras vezes?

-Não... – ele sorriu carinhosamente para a prima – Foi um bom sonho... Estava tudo bem...

-Que bom... – ela aumentou o sorriso – Tomara que tudo fique bem outra vez!

-Tomara... – sentou-se no sofá suspirando – Hum? – pegou a peça de maneira que caíra de seu peito.

-Ah! Dormiu agarradinho a ela, hãn?

-Éh... – ele riu – Parece que sim...

-Pois acho que devia voltar a dormir!

-Não tenho sono... – ele sorriu – Além do mais, temos que conversar...

-Podemos tomar o café da manhã primeiro? Estou com fome!

-Pode ser... – ele levantou do sofá colocando o porta-retratos de volta ao seu lugar – Vamos?

-Vamos! – ela sorriu arrastando o primo até a cozinha – Olha quem despertou do sono eterno!

-Hum? Ah! Bom dia Inu-Yasha!

-Bom dia... – ele sentou-se ao lado da prima à mesa.

-Bom-humor?

-Dormi com meu anjo... – ele sorriu levemente enquanto Miroku servia chá a Sango.

-Entendo... – Miroku sorriu sentando-se junto aos outros – Só não entendo como a Kagome dormiu no sofá com você...

-Você continua burro, néh!

-Com muito orgulhoooo! E muito amoooooooorrrr!!! Sabe! Eu sou um burroooooooo!!! Com...!

-Miroku! Não abuse da sorte! – Inu-Yasha falou estreitando os olhos perigosamente.

-Ih! Foi mal! – ele riu servindo-se de um pão.

-Podemos... conversar? – Inu-Yasha pediu bebendo um pouco do chá – Eu não consigo mais esperar!

-Afffhhh... Tudo bem, Inu-Yasha... – Sango falou bebendo um pouco do chá recém servido.

-Vocês... acham que o Kouga e a Kagome...?

-De certa forma, Inu-Yasha... É bastante provável que o Kouga tenha tentado se aproximar dela... E com o avô da Kagome do lado dele...!

-Entendi... – Inu-Yasha suspirou – O velho mudou de lado por causa daquele maldito! Antes ele era meu amigo! E até deixava escapar que gostaria de ver Kagome comigo... – ele bufou.

-O Kouga não tem noção do mal que está causando... Não só a você, mas também a própria Kagome! – Sango exclamou mordendo um pedaço da torrada que mantinha em mãos.

-Como assim?

-Simples! A Kagome sabe que Kouga é o culpado por tudo! Tendo-o por perto ela não vai conseguir lhe esquecer... – Miroku sorriu dando uma piscadela.

-O que até é bom pra você!

-Mas com ele perto eu posso não ter uma segunda chance... – Inu-Yasha suspirou.

-Ou pode... – Miroku sorriu.

-Mas são tudo hipóteses... Nada disso é certo... – Sango argumentou bebendo do chá.

-E se o Kouga não está com ela? E se ela está me esquecendo?

-Aí... eu não sei... – Sango suspirou – Provavelmente ela espera que você vá atrás dela, mesmo que negue isso...

-Mas aí fica complicado, pois provavelmente ela vai querer se manter longe... Não vai aceitar nenhum pedido de desculpas...Miroku falou suspirando.

-Liguem pra ela e digam que vão visitá-la... – Inu-Yasha sorriu maliciosamente – Tenho um plano...

-Plano? – Miroku indagou surpreso.

-Éh! Escutem só...!

'Cause I'm broken when I'm lonesome

And I don't feel right when you're gone away

Pois eu fico arrasado quando estou sozinho

E eu não me sinto bem quando você vai embora

O.oo.Oo.Oo.Oo.Oo.O

-Affh… Essas "férias" estão ficando um saco...

-Claro... O Inu-Yasha não está aqui! Garanto que se ele estivesse aqui...!

-Eu não estaria... – Kagome cortou o irmão suspirando – Ótimo... está cada vez pior...

-Só porque eu lhe lembrei dele?

-Não... – ela suspirou outra vez estirando-se no sofá.

-Então podemos falar dele? Que ótimo! – Souta sorriu sentando-se no sofá ao lado do qual a irmã permanecia – Deixe-me ver... Hum... Por que raios ele não está aqui mesmo? Ah! Éh! Foi por que...!

-Souta... da pra ficar quieto? Você não anda falando nada que eu possa aproveitar nos últimos dias!

-Quer algo útil? Que tal: Vá atrás dele! Ou então: Por que vocês dois não conversam? Aposto que ele está arrependido!

-Não estou nem um pouco a fim de falar com ele ou com você... Se você quer tanto ter um assunto como "Inu-Yasha" vá atrás dele! Ele poderá responder todas suas malditas dúvidas!

-Sabe de uma coisa? É o que eu vou fazer! Você vai ver como ele vai vir aqui rapidinho!

-Hump! E sair também! – ela sorriu sarcasticamente, enquanto o irmão se levantava e seguia até a porta.

-JÁ FUI!!! – ele berrou abanando para a irmã pela janela.

-Souta...? – a jovem atriz piscou algumas vezes – SOUTA! VOLTA AQUI!!! SEU MOLEQUE RETARDADO! EU VOU...! – ela parou na porta ao ouvir o telefone tocando. Olhou para o irmão distante e depois para o telefone, suspirou... – Maldito moleque... – pegou o telefone em mãos – Alô?

-K-chan!

-O que você quer? – a jovem estreitou os orbes perigosamente – Já disse para que pare de me atormentar, não disse?

-Mas K-chan, eu queria pedir desculpas por...!

-Arruinar minha vida quando tudo parecia certo? Fazer com que a única pessoa que REALMENTE amei me culpasse por algo que eu sequer fiz?

-Eu só pensei que pudéssemos ter uma segunda chance... se ele saísse do meu caminho!

-Pensou errado, meu querido... Jamais teremos uma segunda chance! Pois eu não amo você! E acho que nunca amei!

-K-chan… Então… você ama aquele pateta do Inu-Yasha?

-Isso não é da SUA conta!

-E se eu lhe disser que ele voltou com a Kikyou e está bem feliz?

-... – ela mordeu o lábio inferior respirando fundo. Por que ele tinha que continuar a perturbá-la?

-Hein?

-Eu ficarei muito feliz por eles... – ela falou após um tempo... a voz não passava de um mero sussurro rouco.

-Mentira! – Kouga riu do outro lado da linha – Você está com ciúmes, não está? Está com raiva!

-Raiva de você seu...! Imbecil!!! E não estou com ciúmes! Não sei de onde tirou uma idéia tão ridícula como essa!

-Ta... finja que é verdade que eu finjo que acredito! – ele soltou uma gargalhada.

-Você está se divertindo a meu custo, não é? Sempre foi assim! Por que não me deixa em paz de uma vez?

-Por que eu amo você!

-Ama! Sim! Ama! – ela soltou um riso sarcástico – Acredito plenamente! Ama-me tanto que me traiu com a sua antiga namorada! Óh! Tenha dó, Kouga!

-A amo muito, minha pequena! Eu... não dormia direito pensando em você! Como você parecia feliz com aquele idiota! Feliz de um jeito que você nunca esteve comigo!

-Se realmente me amasse, não teria feito o que fez pra me afastar do Inu-Yasha! Se realmente me amasse, me deixaria em paz!

-Você ainda o ama, não é?

-DEIXE-ME EM PAZ! – ela desligou o aparelho telefônico colocando-o de volta na base.

Sentia-se ainda mais melancólica... Suas mãos tremiam... seu coração batia forte... a respiração estava completamente desregulada... Escorou-se no sofá com a cabeça escondida nas pernas... Do mesmo modo como Inu-Yasha a encontrava na praia no filme inacabado... Um suspiro escapou de seus lábios...

Estava cansada de toda aquela história! De traições e não traições! De verdades e de mentiras! Aquilo a enlouquecia! E pra piorar cada vez mais, seus planos sempre eram interrompidos pelo seu irmão e por Kouga... Sim... Fazia muito tempo que havia decidido esquecer Inu-Yasha... Mas nenhum dos dois dava trégua...

-Não consigo mais sequer tentar esquecê-lo agora... – outro suspiro escapou-lhe.

-E até acho melhor não esquecê-lo querida... Ele é um jovem tão simpático e...!

-Mas não acreditou em mim, mãe!

-Errar é humano, querida! Seu avô já errou, Kouga já errou, Inu-Yasha já errou, você já errou, Sango, Miroku, eu! Todo mundo erra, querida! Isso é algo praticamente inevitável! Mas o melhor de tudo, são as mensagens que esses erros nos trazem!

-Mensagens?

-Sim, meu anjinho... E sabe uma das que mais se dá pra notar nesse erro do Inu-Yasha?

-Hum?

-Que vocês dois precisam aprender a confiar um no outro! – a mulher sorriu levemente ajudando a filha a se levantar – Não o culpe tanto...

-Mas... ele não confiou em mim!

-Isso porque ele viu você e Kouga juntos! – a mulher sorriu levemente – Acho que você deve dar uma segunda chance a ele...

-Para o Kouga eu não dei...

-Por que você não o amava, querida! – ela sorriu ainda mais segurando a face da filha entre suas mãos – Você sabe que quer ter uma segunda chance para estar com ele, não sabe?

-Talvez... – ela resmungou suspirando.

-Agora vá ao banheiro e tome um bom banho! Você está precisando relaxar um pouquinho!

-Ok... – ela sorriu levemente beijando a face da mãe – Obrigada mamãe!

-Vá logo! – ela sorriu enquanto a filha seguia para o banheiro – Essas crianças de hoje em dia... – ela sorriu outra vez atendendo ao telefone – Alô?

-Senhora Higurashi, eu..!

-Senhora Higurashi? É você?

-Sim, Inu-Yasha! Não machucou a Sango ao tirar o telefone dela machucou?

-Não! Eu...! Não é hora pra isso! A Kagome está?

-Sim, querido! Quer falar com ela?

-Não! Digo, sim! Mas não por telefone! – ele exclamou completamente enrolado, enquanto a mãe da jovem ria.

-Então... o assunto é com quem?

-Com a Senhora... – ele respirou fundo – Pode me fazer um favor?

-Claro!

-É que...!

You've gone away

You don't feel me here, anymore

Você se foi

Você não me sente aqui, não mais

O.oo.Oo.Oo.Oo.Oo.O

-Tem certeza absoluta disso moleque?

-Absolutíssima, Inu-Yasha! O vovô foi fazer algumas compras!

-Ótimo... – ele suspirou – Por que veio até mim mesmo?

-Pra conversar... ou melhor! Fazer com que você fosse lá em casa!

-Não se preocupe, Souta! Logo volta tudo ao normal!

-Que você esteja certa, Sango... Eu já não agüento mais ouvir a minha irmã reclamando o dia todo! Maior chatice!

-Nós falamos com sua mãe... Ela vai nos ajudar! – Miroku falou parando o carro na frente do templo – Chegamos...

-Ótimo! – Inu-Yasha pulou do carro parecendo uma criança – Vamos logo seus molengas!

-Permaneça em silêncio, Inu-Yasha e só entre no quarto quando EU mandar! – Miroku exclamou acionando o alarme do carro do amigo.

-Souta, você entra primeiro e nos avisa onde sua irmã está!

-Sim, Sango!

-E pelos Deuses! Não a deixe vê-lo!

-Pode deixar comigo, Inu-Yasha! – ele sorriu enquanto seguiam escadarias acima.

-Ok... – Inu-Yasha suspirou coçando os olhos.

-Devia dormir mais! – Sango falou fitando-o preocupada – Vai adoecer desse jeito!

-Não vou nada!

-Você parece minha irmã... – Souta sorriu atingindo o topo das escadarias – Esperem-me na porta!

-Uhum... – Inu-Yasha escorou-se ao lado da porta soltando mais um suspiro.

-Vai dar tudo certo... – Sango sorriu levemente.

-Sei que vai... – o rapaz retribuiu o sorriso cruzando os braços.

O.oo.Oo.Oo.Oo.Oo.O O.oo.Oo.Oo.Oo.Oo.O O.oo.Oo.Oo.Oo.Oo.O

-Sango, Miroku e mais um amigo? Se for o Inu-Yasha eu bato a porta na cara dele!

-Não! Não! Parece que é amigo deles que havia ido à Inglaterra... Ele chegou hoje de viagem e como eles haviam decidido vim lhe ver, eles vão traze-lo junto... – a mãe da jovem sorriu.

-Certo... – a jovem suspirou atirando-se na cama – Quando eles chegarem, diga que estou aqui... Não estou muito a fim de descer... – ela sorriu levemente abraçando o travesseiro.

-Certo, querida... – ela deu um último sorriso saindo do quarto da filha.

-Um outro garoto... – ela suspirou deitando-se de barriga pra cima – Será que era verdade o que o Kouga disse? "Pode ser que seja... Então Sango e Miroku querem que eu esqueça o Inu-Yasha?" – ela fitou o céu através da janela entreaberta – "Se for isso... nada vai adiantar..." Inu-Yasha... – ela sorriu levemente tentando fazer com que as lágrimas não escorressem. Dessa vez não falhara – Água... preciso de água... – ela levantou-se da cama seguindo até a porta e a abrindo – Já voltou, Souta?

-Urgh! – ele congelou desviando o olhar para a irmã.

-Que foi? – ela sorriu sarcasticamente – Pensei que fosse trazer o Inu-Yasha junto!

-Então não nega que o estava esperando?

-Nego! Pois eu não estava! – ela mentiu começando a descer as escadas.

-Mentirosa! Estava sim!

-Ta! Ok! Eu o estava esperando para poder dizer que o amo e que ele é tudo o que eu quero! Então ficaríamos juntos e faríamos amor e...!

-Você ta só zoando comigo, né?

-Claro! – ela caiu na gargalhado indo à cozinha pegar água.

-Saiba que não teve graça!

-Não me importo... Nem um pouco... – ela sorriu servindo-se e bebendo do líquido transparente.

-Não devia brincar com seus próprios sentimentos... – Souta falou sentando-se à mesa – Você sabe que ainda gosta dele...

-Isso não importa!

-Importa sim! – Souta se levantou antes que começasse a gritar que Inu-Yasha estava lá fora a esperando para uma conversa decente... – "Eles confiaram em mim... não quero decepcioná-los..."

-Por que acha que importa? – ela indagou colocando o copo dentro da pia.

-... – Souta suspirou levantando e seguindo até a sala.

-Falta de argumento?

-Não... uma "promessa"... – ele murmurou auto o suficiente para que a irmã escutasse.

-Promessa?

-Esqueça...

-Conte-me... Prometeu parar de me torrar a paciência? Se for isso ficarei grata!

-Nada disso... – ele suspirou ligando a TV – Vai pro seu quarto, vai... 'To de saco cheio dessa conversa idiota com você!

-Pentelho... – ela suspirou seguindo para o quarto... – Ninguém merece esse garoto... Ninguém... – ela adentrou o quarto pegando o Notebook sobre a escrivaninha.

Entrou em alguns sites sem interesse pelo que fazia... Já se faziam dias que era a mesma chatice... Nada de interessante... Suspirou digitando seu nome no Google... As mesmas reportagens de sempre... Tanto na internet, quanto nas revistas que comprara... "Higurashi e Tachi separam-se!" , "Casal do momento briga", "O filme 'Asagi Sakura' sofre influência da separação"... Em toda a internet títulos como esses e opiniões de fãs faziam com que Kagome apenas suspirasse sem animação.

-Nesses momentos eu não queria ser ninguém... Todos ficam sabendo de sua vida pessoal... Especuladores... – ela murmurou fechando o aparelho e estirando-se sobre a cama.

-Olha! Olha! Olha! Quem chegouuuuuu!!!!!!!!! – Sango quase gritou enquanto adentrava o quarto, ao lado do namorado.

-Chegaram! – Kagome deu um sorriso forçado enquanto ia abraçar a amiga – Tudo bem com vocês?

-Tudo, K-chan! Mas e você? Nunca mais foi ver a gente, néh? Que decepção! – Sango exclamou enquanto fingia estar emburrada.

-Mas vocês também não vieram me ver! – rebateu a outra fazendo biquinho.

-Não tenho culpa! – Sango suspirou fitando Miroku mortalmente – O idiota aqui que anda me impedindo de fazer algumas coisas...

-Culpa de um idiota que não entra em questão! – Miroku defendeu-se sorrindo levemente.

-Bom! Bom! O que importa é que agora vocês estão aqui comigo e...! – Kagome parou de falar fitando os amigos, levemente curiosa – E o amigo de vocês? Não veio?

-Ah! Veio sim! – Sango sorriu levemente. Não achava que aquele plano maluco fosse dar muito resultado – Ele está conversando com a sua mãe...

-Com a minha mãe? – a outra indagou surpresa, muito surpresa. Ora! Aquele rapaz nunca esteve ali e já estava tagarelando com sua mãe! Ou será que ele esteve?

-Éh... – Miroku sorriu – EI! ESTRUPÍCIO! Deixe de trela e entre de uma vez!

-Contaram-me que alguém da casa não queria me ver... – Inu-Yasha adentrou o quarto com um meio sorriso, fazendo com que Kagome arregalasse os olhos. Talvez ela não estivesse tão surpresa assim, mas... não havia acreditado, realmente, que Miroku e Sango fariam algo do tipo! – Já falei com a Sra. Higurashi e com Souta... mas os dois negaram... Só por um acaso do destino... seria você, Kagome?

-O-o que faz aqui? – sentia-se insegura – Sabe que não é bem-vindo!

-Eu sei, mas... Eu não consigo viver sem você! Não consigo esquecê-la nem por um segundo!

-Isso não...!

-K-chan... a gente vai deixar vocês mais à vontade! – Sango deu uma piscadela – Por favor! Escuta o que ele tem a dizer e não briguem!

-E acredite quando ele disser que quase enlouqueceu sem você, ou quando ele disser que quase nos enlouqueceu junto!

-Sinceramente, amiga... Eu não agüento mais vê-lo desse jeito! Por favor! Acabem com essa briguinha boba!

-Ou eu vou ser obrigado a matar vocês dois! Eu já não agüento mais tudo isso!!!

-Vão me deixar sem argumentos se continuarem a falar! – Inu-Yasha fitou o casal mortalmente.

-Desculpe! – Sango riu – A gente vai esperar vocês na sala, ta?

-Vão logo! – Inu-Yasha exclamou enquanto os outros dois dirigiam-se à porta.

-Já fomos! – Miroku sorriu deixando o quarto junto com Sango.

-Ainda bem! – Inu-Yasha suspirou fechando a porta e virando-se para a garota – K-chan...!

-Você não mudou nada mesmo... não é? – ela falou seriamente.

-K-chan... Eu... quero escutar sua versão da história! Mesmo eu já a tendo escutado bilhões de vezes através da Sango! Eu quero... eu quero... Maldição mulher! Eu quero você! – o rapaz exclamou abraçando a... jovem com força.

-Inu-Yasha... – ela tentou afastar-se dele sem sucesso. Cá entre nós... Inu-Yasha é muito mais forte do que ela e também muito insistente!!! – Solte-me, Inu-Yasha!

-Deixe-me abraçá-la! Ao menos um pouco... – ele sussurrou afagando-lhe as madeixas negras – Sinto tanto sua falta!

-Culpa sua! – ela exclamou irritada – Se tivesse me escutado...!

-Eu sei, K-chan! E me arrependo de não ter deixado você se explicar!

-Imagino! – ela exclamou com sarcasmo.

-Acredite em mim!

-Do mesmo modo como você acreditou em mim? Do modo como você confiou em mim?

-Kagome, eu... eu... – ele suspirou diminuindo a força com que a abraçava – Sinto muito! Muito mesmo! E... eu não sei o que dizer ou fazer, mas... mesmo assim eu vim aqui, pois... Pois eu queria muito vê-la outra vez... – ele sorriu levemente enquanto deslizava a mão pela face irritadiça da atriz.

-Não importa! Você não acreditou em mim! O que quer que eu faça? Que eu lhe dê uma segunda chance?

-Isso seria mais do que perfeito pra mim! Por que raios não podemos esquecer o que passou e, ao menos, tentar viver um futuro, Kagome?

-Por que eu também não dei uma segunda chance ao Kouga!

-Merda, Kagome! Você não o amava!

-Por que acha que com você é diferente? Por que acha que eu amo você?

-Por que eu posso ver isso em seus olhos... – ele sorriu levemente fitando a jovem com ternura – Eu vejo isso... E eu sinto...

-Isso é mentira! Engano seu!

-Não tente esconder o que sente... Isso não vai adiantar comigo... – ele sussurrou enlaçando-a em outro abraço apertado.

-Não pense que sabe algo sobre meus sentimentos, Inu-Yasha! Você não sabe nada sobre mim!

-Kagome… Eu entendo que esteja zangada, mas... não negue que me ama… Você sabe que estou certo... – ele sorriu levemente beijando a face da jovem mulher – Sinto muito... Eu devia ter ao menos confiado em você... Eu não devia ter caído naquele joguinho do Kouga...

-Não devia mesmo! – ela exclamou mordendo o lábio inferior com força.

-Quero que me desculpe por tudo...

-Você me humilhou! – ela insistiu afastando-se dele e indo até a janela aberta do quarto.

-Eu sei disso... E não me orgulho do que fiz... Eu sinto vontade de me destruir! De…! De…! – ele respirou fundo repousando as mãos na cintura da atriz – Sei que deve ser difícil pra você me desculpar depois de tudo o que lhe fiz passar e...! Você pode me desculpar?

-Não sei... – ela suspirou fitando o avô começar a subir as escadarias do templo.

-Eu não sou bom em pedir desculpas nem nada disso, mas... – ele virou-a de frente para si sorrindo carinhosamente – Eu gostaria que soubesse que estou sendo o mais sincero possível com você...

-... – ela soltou um suspiro cansado – Acho melhor você ir... Meu avô está chegando...

-Eu não me importo! – ele sorriu ainda mais abraçando a jovem levemente surpresa.

-Eu não quero discutir com ele... – ela murmurou abraçando o rapaz que só aumentou o sorriso – Ele não quer vê-lo nem pintado de ouro desde que me expulsou.

-Tudo bem... – ele suspirou afastando-se um pouco da jovem atriz que lhe sorria levemente – Só me prometa que eu não verei mais seu rostinho triste, ta?

-Talvez eu prometa... – Kagome começou a empurrar o rapaz para fora do quarto.

-Vai lá em casa amanhã? Sango queria conversar, mas acho que não vai ser possível hoje...

-Talvez, Inu-Yasha... – ela sorriu levemente enquanto o empurrava escada abaixo – Saída dos fundos?

-Não… Nós sairemos pela porta da frente!

-Ok! Só não me responsabilizo se meu avô avançar em você...

-Certo... – ele sorriu enquanto a prima e Miroku vinham em sua direção – Vamos?

-O que? Mas…!

-O avô dela está chegando... É melhor irmos embora agora, Sango...

-Mas…!

-Amanhã ela vai lá em casa, não é Kagome? – ele sorriu levemente fitando a... "amiga"?

-Eu disse que talvez eu vá...

-Ah! Vai K-chan! Eu quero muito falar com você!

-Veremos... – ela deu uma leve piscadela à amiga, sorrindo.

-Ok... – Sango sorriu levemente abraçando a amiga – Não demora pra ir lá! Ta?

-Ta... – ela suspirou mantendo um sorriso nos lábios.

-Agora… Temos que ir! – Inu-Yasha sorriu puxando Miroku e Sango porta afora.

-Até logo, Senhorita Kagome! – Miroku sorriu abanando à jovem.

-Até logo! – Kagome sorriu ainda mais abanando aos amigos que seguiram caminho – Até... logo... – ela murmurou fitando seu tão adorado se distanciar aos poucos.

The worst is over now and we can breathe again

I wanna hold you high, you steal my pain away

There's so much left to learn, and no one left to fight

I wanna hold you high and steal your pain

O pior já acabou e nós podemos respirar de novo

Eu quero te abraçar bem forte e acabar com minha dor

Ainda há muito o que aprender, e ninguém mais para brigar

Eu quero te abraçar bem forte, acabar com sua dor

CONTINUA...