Oieeeeeeeee!!!! (pulando)
Demorei outra vez, não eh??? u.u Culpa das férias... uhaushuhuahuhsuhuhauhsuha Mas agora eu volteeeeeeeeiiii!!!
Uhhuhshsususushus
Espero que gostem desse cap! xD
Kissus!
LEIAM! LEIAM! LEIAM! Uhahhhauhsuh
Reviews no mesmo blog de sempre! x3
Capítulo 14 – Arrasado... parte II
-O que faz aqui?
-Sango veio conversar com Kagome... Não se preocupe, não a vi... – o rapaz de longas madeixas negras esclareceu passando pelo idoso sem olhá-lo.
-Como posso confirmar isso?
-Fale com sua neta... – simplesmente respondeu enquanto começava a descer as incontáveis escadas do antigo templo.
-Até logo! – Sango falou sorrindo levemente e correndo atrás do primo – Espere! – ela enlaçou-lhe o braço, preocupada – E se a Kagome...?
-Confie nela... – o rapaz sorriu docemente – Ela não é tola...
OoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOEle soltou um dos suspiros mais longos que a prima já o vira soltar. Sabia que ele estava entediado, mas também sabia que estava ansioso pela tarde que havia chegado... Sua melhor amiga havia lhe prometido uma visita e já que pela manhã não viera, restara o restante do dia...
Sango beijou o topo da cabeça masculina, fazendo-o fitar-lhe confuso. Ela sorriu… Sorriu, não docemente como era o costume... Sorriu um sorriso piedoso... Como se quisesse estar no lugar do primo... E era o que desejava secretamente todos os dias. Preferia ela sentir aquelas dores todas, a saber o quão feliz é e o quão infeliz o primo é... O amava demais para querer vê-lo daquela forma.
-Não me olhe desse jeito, Sango...
-Jeito? Que jeito? – ela pediu fazendo-se de desentendida.
-Aquele jeito de quem está morrendo de dó... Você sabe que eu não me sinto confortável quando faz isso...
-Desculpe... – ela murmurou mordiscando o lábio inferior – Não fiz por gosto...
-Sei que não... Mas eu fico pior do que já estou sabendo que está se preocupando mais do que o necessário.
-Eu tenho medo... – ela falou baixando o olhar para as mãos – Miroku e eu vamos sair daqui a pouco...
-Outra vez? – ele pediu indignado – Vou ter que ficar sozinho outra vez?
-Se não quiser ficar sozinho venha conosco!
-Não tenho paciência com isso! Você devia saber!
-Então vou chamar uma babá pra cuidar de você!
-Experimente! – ele falou estreitando os olhos.
-Miroku e eu vamos estar lá na piscina por enquanto... – ela falou após alguns momentos rindo.
-Tudo bem... Vou assistir esse filme... – ele sorriu carinhoso apontando para a televisão – É um dos meus favoritos. Apesar de não ter visto o final... – acrescentou com um suspiro.
-Ótimo... – ela falou abanando e seguindo para junto do namorado.
Inu-Yasha apagou o sorriso ao que a prima desapareceu de sua vista. Aconchegou-se no sofá, deitando a cabeça no braço do móvel e puxando o lençol que havia pegado há pouco tempo.
Uma incrível – e gigantesca – onda de sono o invadiu... Do mesmo modo que aquele amor – novamente impossível – o tomara por inteiro. Sentia a exaustão de outra noite mal dormida...
Tudo por causa de um grande erro, sua vida tornou-se um inferno... Um erro que estava tentando corrigir a todo custo... O que o aliviava era saber que podia estar realmente perto de atingir seu objetivo...
Com aquele toque angelical em sua face, acordou sentindo-se mais leve... Sentia-se estranho, apesar de saber de quem eram as mãos que o acariciavam.
-Sango... Que horas são? – ele pediu bocejando.
-Desculpe! Eu acordei você, não foi?!?
-O... que...? – o rapaz abriu os olhos rapidamente não vendo sua prima ali, mas sim quem ele realmente queria ver.
-Vim ver a Sango...
-Já falou com ela? – ele pediu sentando-se no sofá.
-Não… Ela saiu…
-Ah... Saiu é?
-Aham... – ela mordeu o lábio inferior tentando conter o riso – E deixou um bilhete...
-Um bilhete? – ele pediu pegando o pedaço de papel que a amiga lhe estendia.
Ele abriu a pequena folha dobrada e estreitou os olhos, indignado. "Querido priminho... Miroku e eu fomos ao shopping fazer algumas comprinhas e depois vamos jantar em um restaurante aqui perto... Avise a Kagome que amanhã eu ligo pra ela, ok? PS: qualquer coisa chame uma babá, ok? Sei que precisa trocar a fraldinha... Beijinhos, Sango"
-Essa garota está morta! – ele exclamou amassando o bilhete e atirando-o na direção da cozinha.
-Babá, Inu-Yasha? – Kagome falou com um sorriso nos lábios – Pensei que já fosse bem grandinho...
-Não comece, Kagome! – ele falou tentando esconder o sorriso.
-Tudo bem! – ela desviou o olhar para o relógio – Já é tarde... Preciso ir... – ela ameaçou levantar, mas foi impedida pelo rapaz.
-Espere, Kagome... – ele puxou a mão da jovem – Eu... Eu... não quero que vá... outra vez...
-Eu preciso, Inu-Yasha! Meu avô não vai acreditar que demorei tanto só para comprar algumas bolachas, frutas e materiais de limpeza!
-Fique só mais um pouquinho! Por favor! – ele implorou deslizando as mãos pela cintura da jovem, a apertando contra si – Por favor...
-... – ela fitou a face suplicante e soltou um suspiro – Só um pouquinho, Inu-Yasha...
-Obrigado... – ele sorriu ternamente fazendo a jovem escorar-se de costas em seu peito – Mas tem um probleminha...
-O que foi?
-Você vai ter que esperar a Sango voltar...
-O que? Por que? – ela pediu girando a face para fitar os olhos marotos.
-Sou muito pequeno pra ficar em casa sozinho... – ele resmungou com uma voz infantil – Sango foi má... Deixou o pobre Inu-Yasha sozinho...
-Ohhhh... Coitadinho... – Kagome falou acarinhando a face masculina – Quer que a tia Kagome chame uma babá pra você?
-Nããããoooo… - ele choramingou beijando os lábios carmins – Eu quero que a tia kagome fique aqui comigo... pra sempre...
-A tia Kagome não pode... – ela sorriu tristemente, afastando-se dele e levantando, antes que ele a pudesse impedir – Preciso mesmo ir, Inu-Yasha... Sabe como é meu avô... – ela comentou começando a colocar os calçados.
-Fique só mais um pouquinho... – ele pediu indo até ela cautelosamente – Sinto tanto sua falta aqui...
-Não posso... – ela recolheu as sacolas e virou-se de frente para o rapaz – Voltarei amanhã para conversar com a Sango... Direi ao meu avô que ela disse que você sairá amanhã... Poderemos ficar juntos... – ela sorriu levemente enquanto as bochechas manchavam-se com um tom rosa.
-Esperarei ansiosamente... – ele murmurou abraçando-a – Como jamais esperei por outra pessoa... como se minha vida dependesse disso... E sei que depende...
-Inu-Yasha... – ela resmungou incapacitada de se mover.
-Amo você... – sua voz saiu falhada e ele fechou os olhos – Amo demais... – completou unindo os lábios ansiosos.
Kagome deixou as compras escorregarem por seus dedos, enquanto elevava os braços até o pescoço do rapaz, que intensificou o afeto que havia iniciado. Apertou a jovem mais contra si, descolando os lábios.
-Fique aqui... – ele ofegou beijando o pescoço cheiroso.
-Não... posso... – ela resmungou apertando-o contra si, ao sentir o estômago dar uma cambalhota – Não torne isso mais difícil pra mim do que já é!
-Desculpe... – ele afastou-se da jovem acarinhando-lhe a bochecha corada – Venha cedo amanhã... Por favor...
-Virei... – ela sorriu e beijou os lábios quentes – Até logo, Inu-Yasha... – ela resmungou abrindo a porta e pondo-se no corredor.
-Até logo... Kagome... – ele falou acompanhando-a até o elevador, com os olhos. Encostou a porta e se escorou nela – Minha kagome...
Um purificado sorriso nasceu na face hipnotizada. Ele tocou nos próprios lábios, não contendo um gemido baixo. Havia tanto tempo que queria senti-la o beijando... o abraçando...o amando outra vez...
Seu desejo havia se tornado real...
Sentia aquele sentimento de preenchimento novamente...
Havia conseguido…
'Cause I'm broken when I'm open
And I don't feel like I am strong enough
'Cause I'm broken when I'm lonesome
And I don't feel right when you're gone away
Pois eu fico arrasado quando me abro
E eu não sinto que sou forte o suficiente
Pois eu fico arrasado quando estou sozinho
E eu não me sinto bem quando você vai embora
O sorriso que a face masculina sustentava apagou-se por completo quando a voz mais melodiosa que conhecia pode ser ouvida em desespero.
Um desespero que até a causa já sabia...
A porta que o impedia de ver o que se passava foi escancarada com violência. Em seus olhos o brilho de intenso ódio pode ser visto por um Kouga determinado e uma assustada Kagome.
-Inu-Yasha... – ela murmurou mordendo os lábios, tentando conter as lágrimas que ameaçavam cair.
-Solte-a agora, Kouga...
-Quem é você para dizer o que eu faço ou não faço?
-E quem é você para forçá-la a algo que ela não quer? – ele pediu estreitando ainda mais os orbes violetas.
-Ótimo... – ele soltou um riso sarcástico, soltando a menina – Então, Kagome, o que prefere? Inu-Yasha ou eu?
-Essa foi a pergunta mais tola que já ouvi... – ela respondeu seriamente caminhando até o apartamento do ex-noivo – Acho que podemos passar mais um tempo juntos... – sorriu levemente adentrando a antiga morada, largando as sacolas ao lado da porta.
-Aquele imbecil... – resmungou o rapaz trancando a porta e seguindo para o sofá, onde se aconchegou junto da jovem.
-Obrigada por me ajudar... – ela sorriu carinhosa fitando os olhos intensos.
-Ajudar? Se eu não tivesse insistido para que ficasse vocês não teriam se encontrado!
-Ou talvez poderíamos nos encontrar em um lugar onde você não estaria para me proteger... – ela tornou a sorrir, fazendo com que o companheiro fechasse os olhos e contasse até três.
Não que tenha adiantado muito, pois no instante seguinte já estava com os lábios colados na boca da adorada, saboreando mais um intenso e apaixonado beijo.
-Inu... Yasha...?
-O que é? – ele pediu ainda com os olhos fechados, enquanto acarinhava a bochecha quentinha.
-Posso... ficar aqui só mais um pouco? Tenho medo de sair agora...
-Pode ficar o quanto quiser... – ele sorriu abrindo os olhos para fitar uma jovem sorridente – Você sabe que é o que eu mais quero...
-Sei... – o sorriso aumentou, antes dela tomar os lábios do rapaz – Você fez questão de repetir isso hoje...
-Assim quem sabe você perceba que é aqui que deve ficar...
-Sei que é aqui, mas... – ela suspirou desanimada.
-Eu sei... – ele sorriu aninhando-a em seu colo – Agora a única coisa que eu preciso é ficar assim com você, ok? Pode fazer isso?
-Sim... – ela fechou os olhos escorando a face no peito acolhedor.
-Ótimo... – ele beijou-lhe os cabelos, fechando os olhos e deixando-se inebriar pela presença da morena.
-Uhum... – ela murmurou deixando-se levar pelo cansaço.
Ambos sabiam que jamais iriam conseguir resistir a tentação de permanecerem juntos... E era dessa forma única que eles desejavam ficar... Por mais que tentassem negar...
E negavam, mesmo que inconscientemente. Negavam com fervor! Não por não gostarem um do outro! Negavam, pois... sabiam que não podiam fazer isso... não agora...
Não depois do que acontecera no set de Asagi Sakura... Não depois dele tê-la expulsado de casa. E de tê-la humilhado... E de ambos terem sofrido como nunca haviam sofrido em sua vida...
Mas também sabiam que não suportariam viver tão próximos sem se tocarem... Sem se amarem... Eles sabiam...
-Hey... Inu... Inu-kun...
-Hummm? – ele bocejou abrindo os olhos vagarosamente – Que visão linda... – resmungou sonolento, enquanto acarinhava a face da jovem – Devia ser assim toda a vez que eu acordasse...
-Você é impossível, Inu-Yasha... – ela sorriu beijando-lhe os lábios – Preciso ir agora... – ela tornou a tocar nos lábios do ex-noivo – Meu avô deve estar enlouquecido...
-Gostaria de poder impedi-la... – ele suspirou, enquanto ela se levantava – Mas não posso... – foi a vez dele sorrir.
Ela desviou o olhar até encontrar os orbes tristonhos do... amigo. Suspirou terminando de colocar os calçados. Esfregou os olhos e tornou a dar atenção ao rapaz.
-E será melhor assim... – fechou os olhos ao sentir os lábios do rapaz pressionando os seus novamente.
-Mas não será assim por muito tempo... – ele resmungou abraçando-a carinhosamente – Ficaremos juntos em breve...
-Sim... – ela sorriu graciosamente, após sentir um frio na barriga – Mas enquanto esse dia não chega...
-Seu avô não ficará sabendo de nada... É uma promessa... – murmurou afastando-se alguns centímetros da sua pequenina.
-Confio em nós... – ela afastou-se mais, pegando as sacolas. Suspirou e encarou o rapaz – Preciso ir...
-Quer que eu a acompanhe? – pediu após a jovem ter passado pela porta que ele abrira.
-Não precisa... Ficarei bem...
-Qualquer coisa me avise... – Inu-Yasha escorou-se no batente da porta, vendo a jovem se afastar.
-Pode deixar! – ela abanou adentrando o elevador.
-Até logo... K-chan... – ele soltou um longo suspiro fechando a porta do apartamento.
Ela abriu novamente um sorriso que há muito tempo não aparecia... O mesmo tipo de sorriso que deu ao rapaz que deixara para traz tem algum tempo.
Um sorriso contente e imensamente aliviado... Por saber que poderia perdoá-lo sempre... E ainda mais por saber que ele estava realmente arrependido...
-"Até demais..." – pensou não contendo um riso baixo. Largou as sacolas, fechando a porta e tirando os calçados – Cheguei! – anunciou pegando as sacolas outra vez – Mamãe? Vovô? Souta? – chamou caminhando cautelosa até a cozinha – Tem alguém...? – sentiu-se ser puxada pelo braço e a voz congelou na garganta.
-Fique quieta!
-Souta! – ela exclamou sentindo-se aliviada.
-Não fale tão alto! Venha! Antes que...!
-Boa tentativa, garotinho...
-O que...? – Kagome murmurou vendo o irmão cair inconsciente, enquanto seguravam-lhe os braços fortemente.
-Ficará tudo bem, pequenina... É só colaborar...
-Co...!? – a frase fora abafada pela mordaça que lhe colocaram.
O medo estava invadindo-a. Não sabia quem eram aqueles dois, nem o motivo para estarem puxando-a porta afora. A única coisa que sabia era que não tinha força suficiente para se defender deles... Mesmo que estivesse se debatendo.
O mais magricela dos dois encapuzados havia tomado a dianteira e já abria a porta do carro, quando o outro a imprensara contra o veículo.
-Não machuque a menina! Kouga nos matará se acontecer algo com ela!
-Eu sei! Não sou estúpido! Mas ela está resistindo!
-"O Kouga..." – ela pensou amolecendo. O seqüestrador segurou-a com mais firmeza e colocou-a dentro do automóvel preto – "Inu-Yasha... Ajude-me!"
'Cause I'm broken when I'm open
And I don't feel like I am strong enough
'Cause I'm broken when I'm lonesome
And I don't feel right when you're gone away
Pois eu fico arrasado quando me abro
E eu não sinto que sou forte o suficiente
Pois eu fico arrasado quando estou sozinho
E eu não me sinto bem quando você vai embora
O casal continuou seu jantar em silêncio. Miroku não tinha nem idéia do que tinha que fazer para que conseguisse retirar a visível preocupação da face da morena. Mesmo que repetisse 800 mil vezes que estava tudo bem, sabia que a garota iria apenas concordar, mas não deixaria de ficar preocupada com primo.
-Será que a K-chan está bem?
-O que? – ele fora pego de surpresa pela pergunta – Não acha que pode ter acontecido algo com ela, acha?
-É uma possibilidade! – Sango exclamou enfurecendo-se.
-Já disse que está tudo bem com eles, Sango! Não se preocupe à toa!
-Preocupar-me à toa!? – ela quase berrou chamando a atenção de algumas pessoas ao seu redor – Pode realmente ter acontecido algo!
-Da mesma forma que pode não ter acontecido nada! – ele sorriu levemente segurando as mãos da companheira sobre a mesa – Tenho certeza que eles estão bem, Sango..
-Eu não... – ela suspirou puxando o celular da bolsa – Da casa da K-chan? – ela fitou o mais velho, que ficara surpreso.
-Atende! – ele deixou um discreto sorriso brotar no canto dos lábios. Agora talvez ela pare de se preocupar tanto!
-Alô?
-Sango!!! Você precisa me ajudar!
-Souta!? O que aconteceu!? – ela indagou aumentando a preocupação do semblante. Miroku inquietou-se.
-O Inu-Yasha está aí!? Eu preciso falar com ele! Agora! – a voz soou agitada e temerosa.
-Ele não está aqui, Souta! Diga-me o que está acontecendo! – ela levantou-se da mesa. As lágrimas beirando os negros orbes.
-A Kagome... – ele murmurou respirando fundo.
-O que aconteceu com ela? – Sango perguntou ao desembarcar do carro na frente do templo, junto do garoto.
-Eu tentei evitar que a vissem, Sango! Mas...! A levaram!
-A levaram? Pra onde? E quem?
-Eu não sei, Sango! – o menino desesperado abraçou a mulher – Ajude-me!
-Vamos, Souta! – ela exclamou indicando o carro, do qual Miroku nem descera.
-Vamos aonde?
-Falar com o Inu-Yasha! É claro! – ela exclamou adentrando o carro.
OoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoOOoO-Maldito velhote! Fica mandando nela como se ela fosse um bebê! – ele bufou atirando-se no sofá, após ter feito um belo lanche – "Mas ela estaria aqui... Se não fosse por minha culpa..." – ele suspirou deitando-se e fitando o teto pela milésima vez – K-chan... vai ficar tudo bem, não vai? – ele sorriu levemente fechando os olhos.
Reabriu-os rapidamente ao ouvir o estridente barulho irritante. Fitou o telefone sobre a mesa de canto soltando um suspiro. Quem poderia querer incomodar-lhe? E ainda mais sendo quase...! Humm... Só quase nove horas... Tornou a suspirar indo até o telefone e tirando-o do gancho.
-Alô?
-Tachi? Tachi Inu-Yasha?
-Sim... Quem fala?
-Sou eu... Tanaka... Tanaka Satoshi.
-Tanaka? – ele franziu o cenho e estreitou os olhos – O que quer?
-Tenho que lhe falar algo sobre Kagome.
-Mais mentiras? – ele ralhou ignorando o tom preocupado da voz do outro – Já não basta seu filho tentar nos afastar, agora VOCÊ também quer isso?
-Não pense que eu liguei pra você pra falar que ela o traiu, pois eu sei muito bem que meu filho errou muito em tentar incriminá-la, mas...
-"Mas" o que?
-Olha! Paremos de enrolar, pois o assunto é sério! Meu filho ainda não desistiu dela e...!
-Todos sabem que ele não vai desistir fácil! E daí? Não pretendo cair em outro joguinho dele!
-Pois já caiu, Inu-Yasha!
-Como é?
-Kagome não está mais em casa, nem segura!
-Não está? Mas como assim?
-Verifiquei algumas coisas minhas ontem... Tinham duas passagens de avião reservadas para... Paris...
-PARIS!? – ele berrou, enquanto a porta se abria com um estrondo.
-Inu-Yasha...!
-Tem certeza disso, Tanaka? – Inu-Yasha cortou a prima ferozmente.
-Vergonhosamente digo que sim... Kouga não é nenhum gênio do crime... mas dessa vez...
-O que acha que podemos fazer?
-Esperar...
-Esperar!? Esperar o que!? Que Kouga volte ao país? Que...! Que...! – suspirou sentando-se no sofá. Estava muito nervoso.
-Vou fazer algumas investigações sobre isso. Mas vai levar algum tempo... – Tanaka suspirou profundamente – Posso tentar conseguir a localização exata deles, verei se ele vai estar com alguns capangas... Depois eu vou reunir alguns dos melhores policiais... nós vamos atrás deles...
-Eu vou junto.
-Não. Você tem que...!
-EU VOU JUNTO! – ele bradou cerrando os olhos – Olha... ela é minha mulher! Eu a amo! Acha mesmo que eu não farei nada para ir até ela?
-Seria melhor que você ficasse aqui com...!
-Eu já disse que vou junto! Nem que eu tenha que matar você! Eu vou e ponto final!
-Ao menos espere termos a localização deles, ok?
-Quanto tempo acha que isso demora? – ele sentia o coração saltitando rapidamente no peito.
-Depende da hora em que eles chegarem lá... Talvez amanhã pela manhã...
-Quero ser o primeiro a saber! – ele exclamou encarando o chão – Por que faz isso... Tanaka? – ele indagou após um curto silêncio – Kouga é seu filho.
-Meu filho, mas um criminoso... Não tenho muitas provas concretas, pode ser coincidência... mas se eu pegá-lo... Você sabe... – ele soltou um suspiro pesado – Não importa se ele é meu filho... Ele fez, então terá que arcar com as conseqüências...
-Obrigado... – Inu-Yasha cerrou os olhos outra vez – De que lugar fará a investigação?
-Minha casa... – ele aceitou o café que Sesshoumaru lhe estendia – Se quiser pode vir aqui...
-Eu irei... – ele coçou os orbes – Assim que me acalmar... Mas saiba, Tanaka, que se seu maldito filho tiver tocado em um fio de cabelo da MINHA Kagome, eu o mato!
-Isso não é da minha conta... Ele pagará por seus erros...
-Ótimo! – ele levantou-se – Obrigado e até logo! – desligou o telefone e colocou-o na base – MALDIÇÃO!!! – berrou enquanto socava a mesa de canto. As lágrimas quase transbordando.
-Inu-Yasha... – Sango aproximou-se cautelosamente, colocando a mão no ombro esquerdo do primo.
-Você acredita nisso, Sango? – ele elevou a face surpreendendo, não só Sango, mas todos ali presentes – Paris... Ele a levou para Paris! – falou em um tom mais elevado, abraçando a prima com força e deixando as lágrimas brilharem em sua face exausta – Paris... – ele murmurou fechando os olhos com raiva.
-Paris, hein? – Miroku enrugou o cenho, desviando o olhar para o menino – Isso quer dizer o que eu acho que quer, Souta?
-Sim... – o mais novo respondeu, indo até a porta e atendendo ao chamado da campainha – Mamãe?
-Que bom que está aqui querido! – ela sorriu carinhosa – Fiquei preocupada!
-Podia ter avisado que ia sair!
-Desculpe, vovô... – ele resmungou mirando os pés.
-Sua irmã está aqui também? – a mulher pediu dando uma espiada nos outros três – Não está?
-Senhora Higurashi... – Inu-Yasha respirou fundo, secando as lágrimas e indo até a mulher e o velho – É melhor sentarem... – falou dando passagem para os dois e fechando a porta.
-Aconteceu algo, moleque? – o avô da jovem pediu após sentar-se no confortável sofá.
-Ela... – sua voz tremeu um pouco e ele teve que respirar fundo – Ela foi seqüestrada...
-O que?
-Isso mesmo, velhote! Não me faça repetir... – acrescentou com a voz sumindo – O maldito do Kouga levou-a para Paris... Satoshi e eu vamos fazer uma busca... – falou após um momento em silêncio – Qualquer informação que tiverem a respeito disso...!
-Inu-Yasha, é pra lá que Kouga e Kagome iriam quando chegassem as férias... – Miroku falou, enlaçando a mão de Sango.
-É mesmo! – Sango deu um tapinha em sua testa – Kagome estava muito empolgada no início!
-Ela fez muitas anotações sobre isso! Eu posso procurar e avisar vocês assim que der!
-Obrigado, Souta... – Inu-Yasha levantou-se – Se me derem licença... – finalizou retirando-se para o quarto, onde ficou por horas apenas olhando pela janela.
'Cause I'm broken when I'm lonesome
And I don't feel right when you're gone away
Pois eu fico arrasado quando estou sozinho
E eu não me sinto bem quando você vai embora
-"Agora eu sei o significado de amar de verdade, K-chan... Amar de verdade é muito mais do que gostar, confiar ou se preocupar... É muito mais do que as palavras têm o poder de explicar... Isso se elas conseguirem explicar algo do tipo, o que eu acho meio que impossível..." Eu amo você, Kagome... – ele sussurrou enquanto tocava a vidraça molhada, levemente – Amo tanto... tanto... – ele suspirou sentindo algo quente cobrir-lhe os ombros.
-Vai ficar tudo bem, tá? – Sango sorriu bagunçando os cabelos do primo – Não se preocupe.
-"Não me preocupar?" – ele sorriu levemente, fitando o céu tempestuoso – "Impossível, mas mesmo assim..." Obrigado... Sango...
You've gone away
You don't feel me here, anymore
Você se foi
Você não me sente aqui, não mais
CONTINUA...
