CAPITULO 2 – EMOÇÕES A FLOR DA PELE
No laboratório, Chase está concentrado em frente a um computador, quando Wilson e House entraram.
- Este é o cara que procurávamos.
Chase tira os óculos de plástico que usava e os encarou.
- Como?
- Que tal irmos a Nova Yorque no jogo dos Lakers? – pergunta House.
Chase estreita os olhos. Como é?
- Vocês estão me chamando para ir em um jogo? Assim... como amigos?
- Por que não? – diz Wilson.
- Pensei em chamar a Cameron, mas ela pode pensar que é um encontro. E também não podia deixar você saber disso.
- Vocês ainda estão juntos? – pergunta Wilson.
- Nós nunca estivemos juntos. – ele coloca o óculos novamente, e se volta para a tela do computador.
- Não é o que o armário do zelador me disse.
Chase suspira. Decide mudar de assunto.
– Como foi que você conseguiu arranjar três ingressos para um jogo dos Lakers?
- Quatro. – diz Wilson. – Eu salvei a vida de um dos poderosos dos Lakers no ano passado. Então, as vezes ele me presenteia com uns ingressos.
- Quem vocês chamaram para o quarto ingresso? Foreman?
- Não, acho que o Foreman vai achar isso um tipo de afronta. Ou vai achar que eu to puxando o saco dele.
- Vamos chamar a Cuddy. – diz Wilson.
House e Wilson andam na direção da porta. Mas só House sai. Wilson volta:
- Foreman me disse que contratou uma médica que você conhece.
- É, eu estudei com Andréa em Oxford.
- Não foi o que ele me disse.
Chase o encara, e sabe qual a resposta que ele quer.
- Okay, eu e Andréa namoramos quase três anos. Satisfeito?
Wilson levanta as sobrancelhas.
- Espero que não haja um... clima pelo fato dela estar aqui. Digo... pela Cameron.
Chase estranha.
- Por que acha que teria um clima?
- Afinal, - Wilson se explica. – as duas tiveram... você, pode se dizer assim.
Chase dá um meio sorriso. Ele entende o que ele quer dizer.
- Não se preocupe com isso. Duvido que Cameron vá sentir ciúmes.
- Acha?
- Ela deixou bem claro que não se importa. – diz, e em seguida suspira.
Wilson percebe a melancolia com que Chase tinha dito aquilo.
- Quem sabe ela se importa agora. – ele diz, sorrindo.
Chase o encara novamente, e Wilson, sorrindo, sai.
Chase tira os óculos de plástico e pensa nas palavras do oncologista.
Será que Cameron sentiria a vinda de Andréa como uma ameaça? Andréa era uma grande médica. Uma grande infectologista. E foi uma parte importante na vida dele. Assim como Cameron é agora.
Mas não acreditava que Cameron se importaria com isso. Ela repetiu mais de uma vez que não tinha sentimentos por ele. Ela, com certeza, não se importaria em ele ter Andréa por perto.
Mas as mulheres são competitivas ao extremo. Será que Cameron competiria por ele? Não, nunca. – ele pensou. – Será?
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- Quero fazer a biópsia! – afirma Cameron.
- Então faça! – diz House, sério.
Cameron se vira para a porta e vê do outro lado do corredor Foreman e uma mulher de cabelos longos pretos e um sorriso.
Deve ser a tal médica.
Foreman entra, com ela o seguindo.
- Isso vai demorar só um minuto. – diz para House.
Chase olha para ela, e ela continua sorrindo. Ele se levanta da cadeira com um sorriso, que Cameron achou nunca ter visto antes.
- Andy! – e a abraça.
- Não acredito! Quando Foreman me disse que você estava aqui, juro que não acreditei.
- E eu fiquei contente por ele ter contratado você! – eles se afastam do abraço, e Andréa segura as mãos dele.
- Olhe pra você! Mas lindo do que costumava ser!
Chase sorri embaraçado.
Cameron assiste aquilo, de certo modo, odiando. Quem era ela pra tocar Chase daquela maneira?
- Como está o Rowan? – ela pergunta.
Chase a olha, se sentindo infeliz, com a pergunta sobre seu pai.
- Meu pai morreu ano passado. – ele diz, a deixando com uma cara perplexa.
- Ah, não, Robbie! Como?
- Câncer de pulmão.
Cameron estranhava aquela situação, continuamente. Ela o chamava de Robbie?
- Oh, não. Sinto muito. – ela diz.
- Relaxe, Andy. Você, mais do que ninguém, sabia o que havia entre mim e meu pai.
- Nossa, nem acredito nisso. E a Liz?
- Vai bem. Ela e James vivem na minha casa em Covenant Garden.
- E o Michael?
- Tá fantástico. Eu tenho uma foto dele, depois eu te mostro.
- Cameron! – grita House.
Todos a olham. Ela encara House:
- O que?
- Você não tem nada pra fazer, do que ficar chocada olhando Chase flertar descaradamente com a funcionária do Foreman?
Agora todos encaram House. Cameron, vermelha, limpa a garganta, e segue na direção da porta.
- Com licença. – ela diz, saindo.
Chase sente uma sensação esquisita ali. Cameron estava com ciúmes? Não, não mesmo. Apesar de que House é tão direto que não mentiria em algo como aquilo. Chocada?
Não, não mesmo, ele afasta a idéia, olhando Andréa.
- Deixa eu te apresentar. – eles se viram para House. – Este é Dr. Gregory House, meu chefe.
- Como vai senhorita? – ele diz, beijando a mão dela. – É sempre maravilhoso encontrar uma linda mulher com um cérebro incrível!
Andréa ri.
- Obrigada. É sempre bom encontrar um médico que ainda por cima é um cavalheiro!
Chase e Foreman seguram o riso, fazendo Andréa e House os olharem.
- Vocês dois não tem o que fazer? – House diz.
Os dois seguram o riso novamente.
- Andréa, venha, vou lhe apresentar o seu outro companheiro de trabalho. – diz Foreman.
- Depois nós conversamos. – ela diz a Chase, lhe dando um beijo na bochecha.
- Grande Chase. – House diz, vendo ela e Foreman saindo. – Por que você sempre deixa as mais bonitas escaparem?
Chase o olha, sentindo a raiva crescer no seu peito.
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Chase e Cameron checam dezenas de exames na mesa de reunião da sala de diagnósticos.
Ela o observa. Ele parece diferente. Um pouco mais tranqüilo, mas feliz até. Será que tudo isso era pelo fato daquela garota ter aparecido?
- O que foi, Cameron?
- O que? – ela pergunta, sem entender.
- Você está a alguns minutos me olhando. O que quer saber?
-
Quem é ela?
Ele tira os olhos da pasta e a olha.
- Andréa? – ela confirma. – Eu e Andréa nos conhecemos em Oxford. Eu a apresentei para meu pai, e ele a chamou para trabalhar com ele nas férias.
- Mas você disse que vocês...
- Quase casamos. – ele diz, sentindo uma ponta de felicidade, ao ver o interesse de Cameron. – Nós namoramos por dois anos, e fomos noivos por mais um.
- E por que não casaram?
- Não... deu certo. – ele diz, fugindo do assunto. Na verdade, o motivo era bem mais profundo e difícil do que parecia ser. Não era algo que queria comentar com ela.
Pra que também? Ela nem se importava.
- O que não deu certo? – ela se interessa.
- Por que quer saber? Você não se importa com o que eu sinto.Certo? - ele afirma, saindo da sala.
Cameron baixa os olhos, chateada.
Aquilo tinha doido.
Chase nas ultimas semanas mal falava com ela. E sempre que falava, ele lhe dava uma patada. Algo para fazê-la sentir mal por ter lhe descartado com uma agulha usada.
E agora ela sentia uma dor estranha no fundo do peito. Não era Chase. Não podia ser.
Devia ser o maldito orgulho. Pelo fato dela saber que Chase era apaixonado por ela. E pelo fato de uma mulher da vida dele estar ameaçando essa paixão.
Tinha que ser orgulho. Só podia ser.
Espero que seja. – ela pensa.
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OBRIGADO RAFIKA!! ESSE CAPITULO É PRA VOCÊ!!!
