SEGUNDA CHANCE
By Ligya Ford
CAPITULO 9 – SACRIFÍCIOS
"Today was gonna be the day
But they'll never throw it back to you"
Cameron entrou numa lanchonete trailer, em frente ao New York Hospital, e pediu um café. Se sentou num banco macio de couro vermelho ao lado da janela e olhou em volta. Encontrou um enorme relógio acima do caixa. Marcava 3:30 da manhã.
Suspirou alto. Já era madrugada de segunda-feira, e Chase continuava em coma. Seu estado não havia mudado. E ao contrário do que enfrentava todos os dias, um diagnóstico era inútil.
Tudo parecia um pesadelo. Chase não havia melhorado, e agora tinha uma irmã furiosa pra lidar.
Ela sempre se colocava no lugar das vítimas, e de suas famílias. Sabia o que era aquilo. Sabia o que Elizabeth estava sentindo. Ela já esteve naquele lugar. Tinha vivido aquele momento. E agora estava o revivendo. Tudo de novo.
Ela tinha um irmão, e se colocava no lugar da irmã de Chase. Ela estava arranjando alguém para culpar. Era o jeito de descarregar as emoções. Acreditar que nem tudo era destino. Que tinha o dedo de alguém. Que podia perder o irmão por culpa de alguém, não porque podia acontecer.
O cansaço pesou seus olhos e bocejou.
Uma garçonete se aproximou, lhe trazendo uma xícara de café e um muffin de chocolate.
- Eu não pedi... – disse Cameron, ao ver o prato com o bolinho.
- Cortesia da casa. – a moça disse. – Acho que você está precisando de um pouco de açúcar.
Que gentil! – Cameron sorriu.
- Obrigada!
Ao levar a xícara a boca, viu House entrar. Parecia cansado.
Se aproximou dela, parecendo mancar mais que normalmente.
- Falou com a polícia? – ele perguntou.
- Falei. – ela pousou a xícara no pires. – Ontem à noite.
- Fez um retrato falado?
Ela confirmou. House ao vê-la tão desamparada, compadeceu.
- Como você está?
- Fisicamente bem.
- Os ladrões não te machucaram?
- Não. – a voz dela ficou embargada. – Chase não deixou.
Ela segurou as lágrimas.
O assalto voltava ao seu cérebro, como uma cena de um filme ruim. Podia retroceder e acelerar, repetindo dezenas de vezes, vendo Chase a defender. Vendo Chase desfalecer nos seus braços.
- Cameron...
Ela levantou a cabeça e viu House sentado a sua frente.
- Ele vai ficar bem. Chase é um lutador. Não ia desistir de puxar meu saco.
- Me sinto culpada. – ela disse ignorando o sarcasmo dele.
- Por quê?
-...
- Cameron... nem tudo acontece nesse mundo por sua causa. O mundo não gira em torno de você.
- House...
- Pensando bem... é sua culpa sim.
Ela arregalou os olhos, chocada.
- Se não tivesse roubado meus autógrafos, não teria sido punida.
Cameron abriu a boca, ofendida e magoada.
- Cameron, deixa de ser idiota. Não é sua culpa. Pára com isso.
- Por favor, House...
O celular de House tocou, e ele suspirou.
- São 4 da manhã,o que é?... – ele ficou mudo por alguns segundos. -... Ótimo! Cuddy já foi pra Jersey?... Ta certo. – e desligou.
Ele fitou Cameron, que tremia bebendo seu café.
- Era o Wilson. – House explicou. – A transferência para Princeton será as 9 hs. Você deveria dormir. Você tá horrível.
Ela o viu se levantar, e sair.
- Vou tentar. – murmurou.
XxLFxX
"By now you should've somehow
Realized what you're not to do"
Parecia que o tempo havia escurecido assim como seu humor. Estava frio e nublado. Ventava forte. As nuvens viajavam numa velocidade impressionante. Não havia sol, ou luz. Era tudo cinza. O céu parecia apenas um momento triste que Deus podia estar passando.
Baixou os olhos e encarou o transito. Era sexta-feira. E mesmo assim todas aquelas pessoas nas ruas estavam em seus carros saindo para beber, dançar, namorar... Uma pontada de inveja lhe transpassou. Suspirou alto. Aquilo apenas a fazia se sentir pior. Devia pensar em Chase, na sua provável – ou seria improvável – recuperação. E não no que podia ter acontecido se a situação fosse outra.
A culpa lhe sobrecarregou de novo.
Por mais que todos dissessem, - House, Wilson, Andréa, Foreman – ela ainda sentia que era sua culpa. Sabia que era. Desde o inicio. Podia ter evitado isso tudo, se tivesse dito sim no inicio.
Se tivesse dado uma chance para Chase. Principalmente, para si mesma.
E agora Chase estava em coma, e não tinha nada o que fazer pra mudar aquilo. Naquele minuto, seu coração disparou. Daria tudo para fazê-lo acordar. Sentiu os olhos arderem e segurou as lágrimas.
Suspirou novamente. Fechou os olhos, e inspirou profundamente. Precisava acalmar seus nervos. Precisava manter suas emoções num estado equilibrado. Não iria adiantar mais chorar e entrar em desespero. Era inútil.
Se chorar adiantasse alguma coisa...
Pulou no susto ao ouvir o celular tocar. Como há vários dias, quando o ouvia, fez uma prece que quase havia virado um mantra: "Diz que ele acordou. Diz que ele acordou. Diz que ele acordou."
Atendeu, mas era House, questionando sua demora.
- Estou no caminho, House... acontece que nunca saio pra trabalhar as dez da noite de uma sexta feira... e daí que está um transito dos infernos... em quinze minutos... – e desligou. - ... eu acho.
Olhou em volta e viu pessoas andando, rindo, conversando. E Cameron mais uma vez sentiu um desejo profundo de transformação.
Não conseguia não ser egoísta naquele momento. Pensava no que ela criou, no que ela fez, no que ela deixou de fazer. E pensava no que podia perder naquela hora. Em perder Chase.
Será que realmente só damos valor ao que perdemos?
Se Chase acordar, lhe darei o valor certo? Como saberei isso? Como vou saber se isto é o certo? Estava tudo bem, até eu tentar. Quando tentei, acabou. Fui do céu ao inferno em segundos.
Será que eu sonhei demais?
Lembrou de quando era criança, e de sua mãe lhe falando sobre sonhos.
Que sonhar também significa voar. Voar em seus desejos mais íntimos, voar em seu inconsciente, voar de olhos abertos, voar na escuridão e acima de tudo voar consciente.
E Chase era suas asas.
Porque eu voei? Voei por campos proibidos. Por lugares que sei que estou proibida de ir. Meu medo não era só real, como era verdadeiro. Chase não era suas asas, era o lugar de pouso.
A imagem de Elizabeth veio a sua mente. Os olhos azuis furiosos atravessavam sua alma como se ela soubesse. Soubesse que sua insegurança impediu de tudo deixar de ser sonho.
Ela devia estar certa, acima de tudo. Chase merecia alguém melhor. Alguém seguro. Alguém verdadeiro. Alguém sem medo de voar.
XxLFxX
"I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now."
- Oi.
Cameron se virou para onde vinha a voz, e viu Andréa com enormes olheiras e um jaleco sujo de sangue.
Tentou sorrir. Andréa estava sempre ao lado dela nos últimos dias.
- Olá, Dra. Shepard. – disse ela. - Foreman te segurou até agora?
- Pois é. Paciente difícil. – Andréa suspirou. – Como você está?
Cameron sorriu. Um sorriso fraco, quase sem vida. Tirou o copo de plástico da máquina de café, e ofereceu a Andréa.
- Honestamente? – perguntou. – Eu não agüento mais.
Andréa se aproximou.
- A irmã do Chase não fala comigo. Eu tento ser gentil, tento apoiá-la, mas ela é hostil o tempo todo. Me culpa o tempo todo. – Cameron soltou. – E... e não consigo suportar mais nada...
Levou as mãos as têmporas e as massageou, como se tivesse uma forte dor de cabeça. Fechou os olhos e procurou as palavras.
- Eu não consigo trabalhar direito, comer direito, dormir direito... – as lágrimas começaram a cair. – eu não consigo...
- Allison... – Andréa começou. – eu sei que palavras nesse momento não fazem muito sentido. Eu sou a pior pessoa pra dar conselhos. Eu não acredito que Deus ou qualquer força sobre-humana vai ajudar Chase ou você. Eu perdi a fé nisso a muito tempo.
Cameron levantou a cabeça, e viu Andréa com o rosto vermelho de lágrimas. Ela continuou:
- Chase é muito importante pra mim, assim como pra você. E a técnica que estou usando pra superar essa angustia é ter fé. E é o que eu digo pra você. Tenha paciência, tenha fé.
Cameron fez algo que ela mesma se surpreendeu.
Abraçou Andréa, que retribuiu o carinho.
- Obrigada. – agradeceu com a voz embargada.
XxLFxX
"And all the roads that lead you there were winding
And all the lights that light the way are blinding"
- Por que ela está aqui?
Elizabeth encarou Cameron. A sala de reuniões de House parecia ter diminuído. Tamanho era a força de vontade e hostilidade da irmã de Chase. Mesmo depois de semanas, nada tinha mudado.
Cameron tentou se defender.
- Eu me preocupo com Chase, assim como todos nessa sala.
- Claro que se preocupa. – ela ironizou. – Se preocupa tanto que é por sua culpa que ele está naquela cama.
- Não, Lizzie. – Andréa interrompeu. – Pare com isso. Não é culpa de ninguém.
- Eu não quero essa mulher aqui. Será que todo mundo está cego? Eu vejo que a amizade dela com você lhes deixaram cegos. – ela vociferou. – Eu sou a única família dele. Eu decido qualquer coisa aqui.
- Não decide. – House interrompeu.
Todos se viraram para ele. Além de Cameron, Elizabeth e Andréa, Foreman estava ali para dar um prognóstico sobre Chase.
- Como assim "eu não decido"?
House ficou muito sério e encarou Elizabeth.
- Ele sou o representante médico dele. Eu tomo as decisões médicas.
- Quando ele fez isso? – Cameron perguntou.
- Há três anos. Ele acha que eu sou a melhor escolha.
- Não está certo. – Elizabeth se enfureceu. - Eu sou sua...
- ... única família. – House completou. – A senhora já disse isso. Só que eu sou médico, e Chase sabe e decidiu que vou tomar a melhor escolha.
- Andréa...?
- Chase decidiu, Lizzie.
Elizabeth não se conformara com aquilo. Era decisão dela, não do chefe dele.
- Foreman... – Cameron começou. -... e o Chase? Alguma novidade?
- Não. Já se passaram três semanas e não houve nenhuma melhora. Chase continua em coma profundo. Não há atividade cerebral e não há previsão de melhora. A esta altura, depois de tanto tempo, já deveria ter tido alguma alteração.
- Isso quer dizer que ele... – interrompeu Cameron.
- Ele, provavelmente, não irá acordar, Cameron. – Foreman finalizou.
Cameron segurou a respiração, e seus ouvidos apitaram. Ela perdeu a força das pernas e sentiu seu coração a mil.
Ela levou as mãos a boca, tentando segurar a emoção.
Não, não,não, não, não...!
Ela escutava Elizabeth gritar. E ela não tinha forças para fazer nada. Não podia, nem queria se defender, ou dizer qualquer coisa pra ela.
- É SUA CULPA, SUA VADIA! – ela gritava. – Vou perder meu irmão porque você é uma vadia. É sua culpa. Sua culpa.
Sua culpa! Sua culpa!
Ele, provavelmente, não irá acordar.
É por sua culpa que ele está naquela cama.
Não posso voar... não posso voar... eu não posso... eu não posso.
- Cameron! – Foreman gritou, a alcançando. Cameron estava perdendo a consciência.
Cameron abriu os olhos e o viu.
- Não posso voar... – sussurrou.
- Respira fundo, Cameron! – ela ouvia a voz dele, e tentava esvaziar a mente, e inspirar profundamente. Fazer com que o oxigênio fosse pro seu cérebro mais rápido.
Ela se segurou na cadeira, e baixou a cabeça até os joelhos.
- Respira fundo!
Por que não me deixam voar?
XxLFxX
"There are many things that I'd like to say to you
But I don't know how"
Cameron sentiu algo fofo embaixo da sua cabeça. Sem abrir os olhos, sentiu o tecido macio do travesseiro. E o cobertor quente em cima do seu corpo.
Respirou fundo e abriu os olhos. Estava em casa.
Se sentou na cama, e tentou lembrar dos momentos anteriores. Foreman tinha lhe dado um calmante e lhe trazido pra casa.
Passou as mãos pelo rosto até chegar aos cabelos.
Olhou pelo quarto, e viu o relógio no criado-mudo: 23:47 hs.
Quase sábado.
Sábado. Sábado do jogo de volta. Lakers versus Knicks em Los Angeles.
A dor volta e as lágrimas lhe caem impiedosamente.
- Não, Chase... – disse em voz alta. Pedindo inconscientemente que tudo voltasse ao normal.
Seu coração batia descompassado. Não sabia o que fazer. O que pensar.
Depois da morte de Matthew, ela se trancara seus sentimentos. E estava se transformando em alguém sem alma. Sem coração. Como oferecer algo que estava escondido, refugiado num lugar escuro e fechado?
E Chase era sua salvação. Era quem iria iluminar tudo e resgatar seu coração. Sonho de resgate.
Normalmente os meus sonhos viram pesadelos. – ela lembrou de ter dito para Chase. E lembra de Chase ter dito pra ela nunca desistir de um sonho.
Tenha fé – as palavras de Andréa vieram a sua mente.
Ter fé. Fé era algo difícil. Não era algo pra se brincar.
Precisava ser forte. Pra lutar, pra ajudar Chase, até para apoiar Elizabeth.
Ela levantou da cama. Precisava beber algo quente. Acalmar o coração. Só havia uma pessoa que podia acalmar seu coração – alem de Chase – naquele momento.
Após fazer um chá, pegou o telefone:
- Oi, mãe!... na verdade não, mãe. Não estou bem... – Cameron não resistiu mais e começou a chorar, ao ouvir a voz calmante da mãe. Ela, ao ouvir a filha chorar, se desesperou. E Cameron teve que acalmá-la. – Não, mãe, não é comigo... uma pessoa que eu amo muito está em coma e não há muitas chances dele acordar... não, não posso fazer nada... nem ele, nem House... e eu me sinto tão fraca por não poder fazer nada... pedir a Deus? Não, mãe, você sabe que não acredito em Deus... eu não sei rezar... – Cameron ouvia a mãe mantendo os olhos fechados. -... não sei se é o suficiente, mãe... vou tentar, vou tentar... Tchau, mãe. Obrigada.
Pousou o telefone de volta no aparelho, e andou até a janela.
Morava no oitavo andar, e pode ver as luzes acesas dos outros prédios e da cidade que começava a esquentar para o fim de semana.
As palavras da mãe vinham a sua mente:
Amor é sacrifício, Allison. Deus não permite que nada aconteça por acaso. Tenha fé e confiança em Deus. Ele lhe retribuirá em dobro. Peça a Deus e ele lhe dará.
Cameron suspirou novamente. Ela não acreditava que seria diferente. Deus não iria lhe tirar a culpa e salvar Chase. Estava sendo punida por ser tolo e medrosa. E Chase não merecia isso. Merecia mais. Mais amor, mais companhia, mais carinho.
Amor é sacrifício.
Ela não podia voar, mas podia dar asas a Chase.
Ela pousou a xícara na mesa de centro e andou até o quarto. Se aproximou da cama e se ajoelhou.
Respirou fundo, fechou os olhos e fez uma prece em voz alta:
- Não sei se posso fazer isso. Não sei rezar ou pedir. Mas peço por ele. Peço que deixe Chase viver. – as lágrimas lhe começaram a cair. – A ultima vez que eu fiz isso, eu era uma menina. Não sei se o Senhor irá fazer isso. Não sei se sou merecedora disso. Merecedora desse pedido. Mas ele é. Ele merece viver.
Ela chorava forte, e falava engolindo duro.
- Minha mãe disse que é necessário se sacrificar. E tudo isso é minha culpa. Elizabeth está certa. Eu não devia ter ficado no caminho dele. Devia ter ficado longe. Esse sacrifício é meu. Só meu.
Sabia que teria que ser forte. Teria que ir até o fim. E estava disposta a tudo. Tudo por Chase.
- E se o Senhor acordá-lo... deixá-lo viver... – ela engoliu seco. E respirou fundo antes de terminar. -... eu vou me afastar. Jamais irei vê-lo novamente.
XxLFxX
" said maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall"
Cameron demorou para dormir.
A razão substituiu seu arroubo de auto-indulgência.
Aquilo era ridículo. Absurdo. Sua mãe era religiosa e católica demais. E Cameron se deixou levar por aquilo. Chase não iria acordar somente por força das orações.
Tomou outro calmante e finalmente, depois de remoer tanto aquela promessa, pegou no sono.
Sonhou com campos verdes e mares azuis. Sonhou com Chase, com sua mãe, e com basquete... até o telefone tocar.
Acordou assustada com o som estridente, e ainda grogue, apertou o viva-voz, sem tirar a cabeça do travesseiro:
- Alô?
- Cameron? – saiu a voz no aparelho.
- Foreman? – ela estranhou.
- ELE ACORDOU, CAMERON. CHASE ACORDOU!
Ela se sentou na cama, sua voz mal saiu:
- O quê?
- CHASE ACORDOU!
Cameron abriu a boca de choque.
- Ah, meu Deus... – e levou as mãos a boca.
XxLFxX
N/A: NÃO MATEM O MENSAGEIRO!!!
Pronto, "pipol". O bloqueio passou e escrevi tudo numa tarde. As vezes, o que se precisa é só escrever. Mesmo que seja qualquer bobagem. As coisas vão fluindo, até chegar na coisa certa.
A Lis me pediu para deixar o capitulo mais leve – ela chorou lendo o capitulo 8 -, mas não houve jeito. Tinha planejado assim, e foi assim que foi feito. E acho que irá ter só mesmo mais um ou dois capítulos. E... fim. Escrever capítulos dramáticos cansa. Eu fico triste e deprimida.
NOTAS: Acho que só mesmo a música. "Wonderwall" do Oásis. Linda canção, linda letra.
AGRADECIMENTOS – repetindo alguns que respondi na comu: Lyra (você que deixou rewiew na prévia mas não no capitulo 8 – obrigada! Não, não consigo matar Chase. Eu o amo.), Mona (Respondendo suas perguntas: Sim, "Mais uma" era referencia a irmã de Chase, sim. Nice Catch! Cam tem um monte de pedra no sapato. Repetindo: nunca mataria o Chase. Nunca), Mai (Sumida! E então, a Andy caiu nas suas graças? Espero que sim. Odeie a Lizzie. Ela é má com a Cam. Explicitamente.), Lalah (pois é, a Lizzie é super protetora a beça. E dá mó dó da Cam sofrendo, sem poder meter a mão na cara dela. Eu meteria. ), Ni (todo mundo chorou? Huhauauha! Todo escritor adora isso. Provocar emoções nos leitores. Adorei. Obrigado, lindinha! A Ni é a mascote da comu. É a mais novinha. Posso te chamar assim? De mascote?), Naiky (Obrigada pelo "perfeita". É delicioso ouvir isso. Pois é, é o que eu digo – e digo pra todo mundo -: se arrependa do que você não fez. Porque pode ser a única vez.), Flora ("é muito real ,muito empolgante,muito mágico" – obrigada, linda! Obrigada mesmo! Tu curte Harry Potter? Se curtir, vou adorar rewiews suas nas minhas outras fics!), Nayla (Não se desespere! Está ai! Mil beijos, flor! Obrigada pelo "perfeita". vermelha Não sou boa com elogios.), Lais (Valeu pelo parabéns!! Eu tento!!! Ah, o que achou do livro 7. Eu sabia sobre o Snape. Sabia!), Poleeeeeeeeeeeeeee!!! (meu, como foi difícil achar sua rewiew pra SC! Foi o post 578 do Tópico fanfics. E bem – sem puxar seu saco e não ser nenhum pouco convencida – a gente é foda demais não é? Huahahhauhaahuahha! Eu adoro APA e tou adorando o triangulo Chase-Cam-Wilson. Sou gamada numa bagunça, e você sabe bagunçar a gente. Te adoro, amore mio), Nessa (obrigada pela força – se ainda ta brava comigo? – liga não, era TPM. Continue escrevendo flor. Escrever vicia.), e por fim, Lis (minha flor de Lis, a 3ª membra do fã-clube de John Trent – tem eu a Lê! – Desculpe, mil perdões, eu realmente não achei que podia chegar tão fundo nos sentimentos de alguém. Sei que você perdeu alguém, e foi horrível – pra não dizer, cruel – da minha parte ser tão insensível. Realmente lhe peço perdão. Você mais do que ninguém sabe o que a Cam ta sentindo – "Viver como se não houvesse amanhã, ou viver PARA o amanhã". Suas palavras foram certeiras. Um feeling sobrenatural. E outra, desculpe, por outro capitulo triste e dramático. Mas juro que no próximo não tem mais. Chase acordou! Te amo, te amo, te amo!!)
TRADUÇÃO:
Muro das maravilhas – Oasis
Hoje vai ser o dia
Que eles vão devolver isso para você.
Neste momento você devia, de algum modo,
Ter entendido o que tem de fazer.
Eu não creio que alguém
Sinta-se do modo como me sinto a seu respeito neste
momento.
Eu não creio que alguém se sinta
Da maneira que eu me sinto a seu respeito neste momento.
E todas as estradas pelas quais temos de caminhar são sinuosas,
E todas as luzes que nos conduzem até lá estão nos cegando.
Existem muitas coisas que eu gostaria de dizer para você,
Mas eu não sei como...
Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva...
E no final das contas,
Você é o meu muro das maravilhas.
XxLFxX
PREVIA DO CAPITULO 10:
"Once upon a time
A long time ago
I thought that I should leave you
I thought that you should go
I never really said goodbye
I never even heard you cry
And after all this time, it's hard to say
The only love I had, I sent away"
