SEGUNDA CHANCE

By Ligya Ford

"Chance é o nome tolo para destino"

CAPITULO FINAL - DESTINO

House se aproximou de Cameron, que estava na frente do computador, com grandes fones de ouvido nas orelhas.

Ela cantarolava algo que ele não conseguia compreender, e não conseguia distinguir.

Ele sorriu. Ela parecia mais natural, mais feliz. Diferente da Cameron voluntariosa e irritante dos últimos meses. Jamais pensou que sentiria falta da Cameron moralista e ultra-sensível.

Ele a viu ler um site sobre Doença de Graves, e cantando, curiosamente, com afinação. Ele balançou a cabeça, e cutucou no ombro dela.

Cameron pulou de susto, e tirou os fones rapidamente do ouvido.

- Fico feliz que o Prozac esteja funcionando. – ele disse, com as sobrancelhas levantadas. - Tenho saudade de quando você me irritava.

- Não irrito mais?

- Não. É chato se irritar com si mesmo.

Cameron deu um sorriso amarelo.

Sabia do que ele estava falando. Ela sabia que com o passar dos tempos, estava se tornando cada vez mais parecida com ele. Arrogante, maldosa, insensível e anti-social. Só faltava mancar e tomar Vicodin.

Suspirou, e se virou para o computador.

- Por que não me conta? – House perguntou.

- Contar o quê? – ela balança a cabeça.

- Você prefere que eu roube sua ficha do Dr. Webber?

- House... – ela respirou fundo.

- O que aconteceu pra Chase fugir de você?

Ela balança a cabeça, desconsoladamente. Não queria falar sobre isso. Muito menos com House.

- House...

- O que aconteceu pra você fugir do Chase?

Ela percebeu que não iria conseguir fugir dessa. Que House não iria descansar enquanto não soubesse o que havia acontecido entre eles, e tentasse consertar.

- Cameron... – ela levantou os olhos secos pra ele. - ... você não está única nessa historia. Chase saiu daqui o mais rápido que pode e você toma antidepressivos.

A perspicácia em pessoa!

- Sei que parece absurdo eu dizer isso, mas... eu sempre te admirei por ser quem você é. E o que aconteceu entre você e Chase te transformou.

- House, você não entenderia...

- Por que não tenta? Tente me fazer entender.

Ela baixou a cabeça, e fechou os olhos.

Será que conversar com House faria diferença?

- Eu fiz um sacrifício, House... Me sacrifiquei pela vida de Chase.

Ele estreitou os olhos.

- Você fez um juramento a Deus? – perguntou com deboche.

XxLFxX

O apartamento de três quartos em Covent Garden era aconchegante, apesar de ser grande, e decorado com tons de bordô. Chase odiava aquelas cores exageradas do time do Arsenal. Mas aquele era o lar de James e Elizabeth há quatro anos. Não era ele quem devia dizer que era de mau gosto.

- Ainda não consigo entender você. – Elizabeth soltou, ao pousar uma xícara de chá na mesa de centro a frente de Chase.

Era fim de tarde, e Chase tinha acabado de sair do banho, após dezesseis horas de cirurgias no St. Georges Hospital. Havia decidido correr todos os dias no Wandle Park, a poucas quadras do hospital, mas desistiu. Estava cansado demais.

Ele estreitou as sobrancelhas. Colocou o sobrinho, que estava no seu colo, no chão, e pegou a xícara.

- Não entendi. – ele disse, depois de beber o chá.

- Rob... – ela soltou o ar da boca, como se soprasse algo, pensando bastante. – Você, junto com esta criança, é a única família de sangue que me restou. Eu amo você. E... eu acho que você não deveria levar as coisas assim.

- Levar como?

- Assim!

- Lizzie... Eu estou trabalhando, fazendo academia, saindo com o pessoal do hospital... Assim como?

- Você não me engana. Você diz que está tudo bem. Que você está voltando a ter uma vida normal como todo cara. – ela sentou ao seu lado, enquanto o filho engatinhava no tapete da sala. – Mas você não é mais o Robert, meu irmão. E não diga que foi por causa do acidente.

- Lizzie...

-Você continua numa tristeza de dar pena. Desde do acidente, que eu não vejo sorrir. Ficar alegre ou feliz de verdade com algo...

Ele fechou o rosto, baixando a cabeça. Ela estava certa. E ela sabia que estava certa. Chacoalhou a cabeça, procurando as palavras. Não adiantaria explicar a ela o quanto seu coração estava despedaçado com o que havia acontecido. O quanto Cameron machucou sua alma, seu coração.

- Ela foi tão importante, assim?

Ele levantou os olhos, surpreso. Era hora dela saber:

- Eu nasci quando ela me beijou. Eu vivi algumas semanas enquanto ela me amou. Eu morri quando ela me deixou.– disse numa careta melancólica.

Elizabeth jamais esperou por algo como aquilo. Jamais havia testemunhado algo parecido. Mesmo o relacionamento com Andréa, que tinha tido um filho como fruto, e tinha chegado as portas de um casamento, nunca havia sido professado com tanta paixão, com tanto desespero.

E naquele momento, sentiu uma imensa dor pelo irmão. Uma pena por ele sofrer daquele jeito.

Largou a xícara na mesa, e o abraçou. Chase manteve os olhos abertos, ainda mantendo a expressão de dor no rosto. Uma lágrima solitária caiu, e ele a secou rapidamente.

Ia superar. Ele ia superar.

XxLFxX

Cameron estava deitada no sofá, olhando para a televisão ligada, mas não fazia idéia do que estava assistindo. Continuava pensando na conversa que havia tido com House, e em tudo o que ele lhe dissera. Dissera sobre ela, sobre Chase, e sobre ilusões e sacrifícios.

Ela havia lhe dito sobre a oração e sobre sua decisão. Sobre o que tinha feito para ter certeza de que Chase ficaria bem, mesmo sendo um suposto milagre feito por Deus. Disse que não poderia arriscar voltar atrás.

House gargalhou, chocado.

-Você não tem tanto poder assim, Cameron. Você não acha realmente que você fez alguma coisa, acha?

Cameron pensou naquelas palavras a noite toda.

House era grosso, arrogante, mas era sensato.

Não diria isso, se não tivesse um fundo de verdade.

Pensou nas palavras de Andréia, alguns dias antes.

- Não desista, Allie. Tudo vale a pena. Ainda há uma esperança.

Fechou os olhos, e imaginou Chase. Com um jaleco branco, os olhos azuis, o cabelo dourado caindo na testa, e o sorriso que sempre adorava.

Abriu os olhos, e viu o rosto de Anthony Hopkins na tela da TV:

- "Ao pensar, dezenas de hipóteses podem ser avaliadas. Ao fazer tudo se reduz ao sim ou não, ao ficar ou partir." – ele disse austero.

As palavras de House começaram a fazer sentido. Nem tudo estava perdido.

XxLFxX

Angel came down from heaven yesterday

She stayed with me just long enough to rescue me

And she told me a story yesterday,

About the sweet love between the moon and the deep blue sea

And then she spread her wings high over me

She said she's gonna come back tomorrow

A quinta-feira começou clara e ensolarada. Decidiu pegar estrada logo cedo, pra evitar alguma intempérie no caminho. Afinal, é Londres. E em Londres, pode chover a qualquer minuto.

Ele fez todo o trajeto até Stoke Newington, com um pensamento estranho na cabeça. Havia sonhado com Cameron. Mas foi um sonho diferente dos que costumava ter desde que havia deixado New Jersey, um ano atrás.

Pelo fato de saber que iria a Abney Park no dia seguinte, sonhou que caminhava pelo cemitério. E no seu sonho, o caminho era longo, e o gramado alto. E nele, Cameron apareceu. Linda, com olhos brilhantes e enormes asas brancas. Ela lhe sorriu, e tocou seu rosto, lhe dizendo que tudo ficaria bem. Ele lembrou do toque dos dedos dela, e quando tentou tocá-la, acordou.

Chacoalhou a cabeça, e imaginou o que Marian lhe diria sobre aquilo. Marian sempre foi fã de astrologia, sonhos e estas, para Chase, bobagens. Será que ela lhe diria que era só um desejo profundo de superação?

And I said, "Fly on my sweet angel,

Fly on through the sky,

Fly on my sweet angel,

Tomorrow I'm gonna be by your side"

Se recriminou por ser tão tolo.

Minutos depois, estacionou no vazio estacionamento de Abney Park. O cemitério era tão antigo, que os descendentes das pessoas enterradas ali, deveriam estar enterradas em outro lugar. Por isso, não havia visitas. Riu com a tolice que pensou.

Carregando um buquê de flores, atravessou o portão de ferro envelhecido pelo tempo, e caminhou lentamente pelo mato sem corte do cemitério. Chase pensou que seria mais fácil caminhar ali se fosse apenas um gramado, mas o cemitério perderia seu charme medieval se algo fosse mudado ali.

A chuva desabou de repente, o ensopando em segundos. Chase olhou em volta e percebeu que nem havia lugar para onde correr. Tudo em volta, era mato e lápides.

Baixou a cabeça, suspirou e continuou o caminho.

A chuva continuava forte, mesmo sem vento. Chuva de verão. Forte e passageira.

Ele caminhava com passos largos, por entre a relva que mantinha um verde forte e fresco. Ouvia os pássaros gritarem, e ele pensou se não eram os pais chamando os filhotes, como se os colocasse para dentro de casa pra se abrigar da chuva.

Riu com o pensamento. Pensei em David e como seria seu filho se estivesse vivo. Seria quieto e tímido? Ou um pestinha adorável?

Se pegou sorrindo, e lamentou aquele triste fim.

Tudo seria diferente.

Descobriu que sabia o caminho até o tumulo de David de cor, mesmo tendo ido lá apenas uma única vez. No dia do funeral.

Sabia o caminho como se o fizesse todo ano. Como Andréa fazia todo ano.

Viu o tumulo do filho a distancia, e suspirou alto. Pensou mais uma vez no dia em que David havia sido enterrado, e como seu destino seria diferente se David estivesse nele. Como seu mundo seria um lugar melhor com ele incluso.

Parou diante da lápide escurecida pelo tempo, e se agachou no chão, no meio do gramado alto. As arvores começaram a balançar com um súbito vento vindo do oeste, refrescando Chase junto com a chuva, do calor insuportável. Ele sentiu o perfume da chuva, das arvores, do gramado e das flores, dispostas nos túmulos.

Ele delicadamente pousou o grande buquê que Elizabeth tinha preparado em cima da lápide. Levantou a cabeça e viu a enorme cruz, e fez um sinal da cruz.

Baixou a cabeça, fechou os olhos e sussurrou um pai-nosso.

Abrindo os olhos, encarou novamente a lápide e viu o nome de David. Não resistiu.

- Oi, filhote, é o papai. – ele começou a segurar as lágrimas. – Eu sei que é a primeira vez que eu venho aqui te ver. Eu sinto muito. Sinto muito não... mas eu não conseguia fazer isto. Ficar sem você...

Ele deixou as lágrimas caírem, e uma voz dolorida saiu de sua garganta.

- Ficar sem você foi pior coisa que aconteceu comigo. E mesmo agora eu... fico arrasado por não estar ao seu lado. – e parou para chorar.

Um choro como não chorava a algum tempo. Chorou a dor de pai, a dor de Andréa, a dor de não poder embalar o filho, de não poder lhe acarinhar o rosto, e abraçá-lo.

- Mamãe vem aqui todo ano. E esse ano, ela não pode estar aqui, e... ela te ama tanto... Eu te amo tanto.

Chase ouviu passos, e engoliu o choro. Secou as lágrimas, e virou o rosto, duvidando que alguém aparecesse ali. E viu que alguém realmente caminhava ali. Virou o rosto para lápide novamente, mas por um milésimo de segundo, seu coração disparou. Voltou o rosto e a viu.

Sure enough this morning came unto me

Silver wings silhouetted against the child's sunrise

And my angel she said unto me,

"Today is the day for you to rise

Take my hand, you're gonna be my man,

You're gonna rise"

And then she took high over yonder

Cameron estava ali, parada com o rosto vermelho, o fitando com os olhos molhados, também ensopada pela chuva.

Ele lentamente se levantou, ainda tendo as bochechas marcadas com as lágrimas escorridas. Seu coração estava tão depressa, que pensou que podia enfartar.

Não sabia se era real, se era um sonho, se estava acordado, ou tinha morrido e ido pro céu. Mas sabia que ela estava ali, diante dos seus olhos.

Não conseguia se mover. Achava que se movesse, aquela visão se dissiparia. Se isso é um sonho... quero viver nele pro resto da minha vida.

A chuva continuava e o vento bateu forte, espalhando os cabelos deles e Chase abriu a boca.

- O que está fazendo aqui?

Cameron piscou. Ali estava ele.

Chase... Chase...

Com quem ela sonhou todos os dias neste ultimo ano. Por quem ela chorou todos os dias neste ultimo ano.

Ela deu um passo na direção dele, e viu que ele se mantinha estático. Percebeu que mesmo com a chuva, ele estava chorando. Tinha a feição triste, mesmo com a surpresa, e os olhos vermelhos. Viu a lápide. Aquele devia ser o túmulo de David.

- Andréa me contou que você estava em Londres. Sua irmã me contou que estaria aqui. – ela respondeu.

- Minha irmã...?

- Chase... – ela se aproximou mais.

- O que você está fazendo aqui? – ele repetiu.

- Eu vim ver você. Nem sei como te dizer... como te explicar...Chase mantinha o rosto sério, duro, sem emoções. Cerrava os dentes com tanta força que poderia quebrá-los. Só sabia que ela ali só podia significar uma única coisa.

- Eu vivi no inferno nesse último ano. Eu fiz a única coisa que não deveria ter feito:... – ela engoliu seco. -... não confiei no que poderia existir entre nós. Na chance que poderíamos ter.

Ele continuava lhe observando. Cameron tremia mais ainda com a dura feição dele.

- Eu entrei em pânico, Eu... te queria tanto, que... eu sacrifiquei tudo... para ver você... melhor.

- Como eu poderia ficar melhor... sem você? – ele disse numa voz sussurrada, quase um murmúrio.

O coração de Cameron falhou.

- Eu tive tanto medo. Escolhi me afastar achando que era o melhor pra mim e pra você. Mas eu me perdi. Eu me perdi... porque eu não conseguia... eu não conseguia ficar sem você.

Chase se aproximou, colocando as mãos no rosto dela.

Cameron respirou alto, sentindo o coração se acelerar mais.

- Eu nunca senti algo parecido. Eu... percebi que jamais senti isso por Matthew ou por House...

Chase a deixava falar, sentindo seu coração tão rápido que achou que ele pudesse ser visto por sua camisa.

- Eu sinto isso por você. – ela continuou. - Descobri que nunca amei eles. Descobri que o cara que eu amo está aqui na minha frente... na chuva.

- Ainda tá chovendo? Eu nem percebi. – disse ele, sem piscar.

Cameron sorriu.

- Eu te amo, Chase. – ela soltou, sorrindo. Ele sorriu de volta.

Seu coração se encheu. Chase achou que poderia morrer e ir ao céu naquele momento.

A beijou apaixonadamente.

Pode sentir seu gosto novamente. O indescritível gosto dela. Nada podia ser comparado aquele sabor. Era muito mais que isso. Era real. Ela estava ali em seus braços, sentindo seu corpo, seu calor. Nada importava mais. Nem porquês, nem como. Ela estar ali já era um perdão. Um perdão implorado.

Pensou em destino. Será que esse era o destino? O destino que tanto procurou? Tanto imaginou que haveria? O destino que Elizabeth repetiu dezenas de vezes que não existia?

Algo na sua alma lhe dizia que sim. Que Cameron era seu destino. Que ela era o pedaço que lhe faltava. Que agora tudo fazia sentido. Podia respirar e viver novamente. Podia deixar tudo pra trás. Superar tudo.

Se afastou do beijo, e a admirou. Os olhos verdes dela brilhavam, mesmo com as gotas de chuvas lhe caindo sobre o rosto. Ela tinha um sorriso imenso nos lábios. Como se a felicidade extrema tivesse lhe saindo por cada poro. Tivesse sendo mostrado por cada gesto, cada sorriso, cada olhar.

O coração de Chase disparou. Como não poderia perdoá-la? Ele a amava mais do que nunca naquele momento. Como nunca deixou de amar.

Sorriu, desconcertado. E Cameron viu os olhos azuis dele ficarem claros, como mágica. Como se precisasse dela, do amor dela, pra eles mudarem de cor. Para que o sorriso dele voltasse. Para que o coração dele voltasse a bater. Assim como o dela estava batendo de novo.

- Você voou pra mim... – ele murmurou, e Cameron se surpreeendeu. Voou?

Cameron voltou a chorar.

–... Meu anjo.

Ela se agarrou ao corpo dele, e Chase a apertou entre seus braços. E ali, com David e com ancestrais de nobres ingleses como testemunha, e com a chuva lavando suas almas e seus corações, entregaram seu destino um ao outro. Sem mais hesitações, sem mais medos.

Cameron encarou o homem amado, e sorriu. E, por um estranho momento, lembrou da cigana que havia lhe dito seu futuro: "você vai amar um homem que vai cuidar da sua vida e da sua alma."

- Meu sonho. – murmurou para ele.

Ele devolveu o sorriso. Jamais a deixaria ir novamente. Nunca mais. Por que vou abandonar meu destino?

And I said, "Fly on my sweet angel,

Fly on through the sky,

Fly on my sweet angel,

Forever I will be by your side"

XxLFxX

EPILOGO

- Como você pode tirar um sarro de um aleijado?

Wilson riu, e engoliu seu sanduíche. Era sexta feira, e a chuva arrastava tudo o que não estava preso ao chão das ruas de New Jersey.

O escritório de House estava escuro, devido ao céu noturno. E os dois médicos lanchavam, conversando animados.

- Cuddy falou com você? – Wilson perguntou.

- Sobre o pedido de casamento? Eu neguei. Já falei que só fico com ela por dinheiro.

- House, você ainda vai quebrar a cara, sabia?

- Eu posso quebrar outros lugares, menos a cara. – sorriu, feliz.

Wilson chacoalhou a cabeça.

- Meu signo disse pra eu não esquentar minha cabeça hoje. E não quero fazer isso justamente com você.

House lhe devolveu uma careta interessante.

- O quê? – perguntou Wilson novamente. - Você não acredita que os astros influenciam as nossas vidas?

- Não, não. Sou um cético. – ele respondeu, sério. - Como, aliás, todo capricorniano.

- Posso te dizer que... – ele foi interrompido pelo toque barulhento do telefone. O telefone continuou tocando, e Wilson percebeu que House o ignorava. – Não vai atender?

- Hmmm... Não. – o amigo levantou a sobrancelha. – Estou comendo!

Wilson esticou o braço, e alcançou o aparelho.

- Alô?... Ah, oi... Como estão as coisas?... É mesmo?... Você tá falando sério?... – House viu Wilson manter as sobrancelhas levantadas. Sem duvida, era algo importante e surpreendente. -... Tudo bem, eu digo... É claro. Bom, parabéns e boa sorte... Tchau! – e desligou.

- E ai? – House perguntou. – Cameron não vai voltar mais, não é?

- Não, não vai.

House sorriu, e balançou a cabeça, numa afirmação que ele entendia muito bem.

- Sabe, eu adoro estar certo. – soltou.

- Onde você estava certo?

- O universo sempre empata o placar.

Wilson riu, concordando, e esticou a caixinha de suco industrializado na direção de House, que fez um brinde silencioso.

- Droga! – ele murmurou irritado.

- O quê foi agora?

- Vou ter que olhar curriculuns de novo! – suspirou alto.

FIM

XxLFxX

Meus agradecimentos especiais a todos que me deram uma força tremenda pra postar Segunda Chance (e todas as outras). PrimeiramenteLis, que lê tudo o que eu escrevo (não só fics, mas historias originais, listas top 5, reviews e bobagens de blog. TUDO!). Ela, se não me engano, é minha fã numero 1. Me desculpem, mas ela é. E ela é uma das pessoas que mais adoro nessa vida, e que mora no cantinho do meu coração na porta AMIGOS. Também quero agradecer a Poli e a – as duas picaretas – vocês estão atrás daquela porta também! Não é por menos que vocês duas – e a Lis – viraram Oc's nas minhas historias. E simplesmente pelo fato de que as amo, e não por que ganharam um jogo ou um desafio que eu tenha inventado. Sem querer ser convencida, mas considerem isso uma honra. Não faço isso pra todo mundo. Só pra quem merece.

Agradeço também a David Shore, e Katie Jacobs, por ter criado uma série tão inspiradora, e tão deliciosa de assistir. E por ter criado dois personagens tão magníficos como Chase e Cameron. E também agradeço o fato deles deixarem a gente brincar, certo? (Eu sei que muita gente nos EUA já foi processado por violação de direitos autorais. Espero que isso jamais aconteça comigo. Hihi.)

Agradeço a Sally por colocar na minha cabeça, que escrever é uma necessidade. E que eu tenho que "brigar por algo quando for voar mais alto, e não em um treino."

Ah, agradeço também ao meu pai por ter me incentivado tanto a ler e a ver tantos filmes. (Afinal, toda essa imaginação não veio do nada.) Agradeço também por ele me obrigar a estudar e a escrever direito. E também por pagar minha internet. (Caso contrario, não poderia baixar House.)

Bom, agradeço os leitores também: Rafika, Lalah, Mai, Koelha, Débora, Camila, Gabi W., Srta. Johnson, Lyra, Mona, Daidoji-Chan, Vanessa, Natii, Erica, Bee, e uns especiais a Ni, Naiky, Nayla e Lari.

Agradeço a todos da comunidade Chase e Cameron, e todos da comunidade Fanfics de House M.D, do Orkut. Adoraria agradecer a todos que comentaram, criticaram e/ou elogiaram Segunda Chance. Agradeço de coração.

Agradeço a todas as pessoas que leram um, dois, dez, ou todos os capítulos. Todas as pessoas que leram e nunca deixaram rewiew. E até mesmo, agradeço a você que tenha desistido de ler. Espero que você tenha um motivo sincero pra isso, e que pudesse me dizer por quê.

E agradeço aos céus que a greve acabou. Ufa! Infelizmente, episódios só em maio ou abril.

NOTAS DO CAPITULO:

St. Georges Hospital e Wandle Park - ambos ficam em Wimbledon, sul de Londres. E Stoke Newington é um bairro ao norte de Londres. É onde fica o cemitério de Abney Park.

A canção é Angel, de Jimi Hendrix. O maior e melhor guitarrista de todos os tempos.

A frase dita por Anthony Hopkins é de Carlos Heitor Cony, no seu livro "A Casa do Poeta Trágico". E a frase inicial é de autoria desconhecida.

Pra quem não manja de inglês, abaixo vai a tradução de Angel:

Angel - ANJO

Um anjo veio do céu ontem.

Ela permaneceu comigo apenas o suficiente para me

salvar.

Ela me contou uma história ontem.

Sobre o doce amor entre lua e profundo mar azul.

E então colocou sua asa sobre mim.

E disse que amanhã ia voltar

Então eu disse, "voe sobre mim lindo anjo

Voe através do céu...

Voe sobre mim lindo anjo.

Amanhã estarei ao seu lado"

Eu estava certo de que ela viria até mim esta manhã...

Com asas de prata mostradas em silhueta de encontro ao

sol brilhando.

Então meu anjo veio até mim e disse.

É hoje o dia que você irá se levantar

Pegue minha mão, você será meu homem.

Você irá se levantar.

Então ela prestou atenção...

E eu disse, "voe sobre mim lindo anjo...

Voe através do céu,

Voe sobre mim lindo anjo

Para sempre estarei ao seu lado."