Disclaimer: Eu estou pensando seriamente em ir para a Escócia e roubar os direitos autorais de Harry Potter para mim. Mas enquanto isso não acontece, eu escreve essa fi sem fins lucrativos, e Harry Potter AINDA não é meu...


Capítulo 3 – Na Fazenda Granger


A entrada para a fazenda dos avós de Hermione era bem discreta, apenas um aro elegante escrito FAZENDA GRANGER.

O caminho para a casa era bem longo, mas Harry pode logo ver a grandiosidade e a elegância da casa.

Na varanda, um casal de senhores os esperavam. Antes de todos descerem do carro, Helena os advertiu sobre fazer magia ali, principalmente Tonks, era para ela se transformar numa mulher um pouco mais velha e discreta, assim Helena poderia apresentá-la como uma velha amiga.

Tonks fez o que lhe foi pedido, se transformou em uma mulher de uns 35 anos, cabelos longos e negros e uma cara um tanto séria para seus padrões.

- Olá, vó, vô! Tudo bem?

- Olá Hermione. Como vai você?

Harry estava estranhando toda aquela formalidade, mas não disse nada. Richard Granger parecera tão simples sem todas aquelas formalidades, era realmente estranho.

- Bem. Deixa eu apresentar o Harry para vocês. Este é o meu amigo da escola, Harry Potter.

- Hermione já nos falou muito a seu respeito. Muito prazer, eu me chamo Dóris Granger e este é o meu marido John. – a avó de Hermione se apresentou.

- Muito prazer Sra. Granger, Sr. Granger– Harry respondeu no mesmo tom de formal cordialidade.

- Pai! Mãe! Estava com saudades – exclamou Richard, o pai de Hermione, indo abraçar os pais.

Logo em seguida, Helena os cumprimentou e apresentou Tonks a eles.

– Harry respondeu no mesmo tom de formal cordialidade.

- Pai! Mãe! Estava com saudades – exclamou Richard, o pai de Hermione, indo abraçar os pais.

Logo em seguida, Helena os cumprimentou e apresentou Tonks a eles.

- Bom dia, Harry! Hora de acordar – Hermione disse entrando no quarto dele e abrindo as cortinas.

- Já? – ele falou ainda de olhos fechados e enrolado nas cobertas. – Mas são só seis e meia – disse olhando no relógio.

- Mas o sol já está alto e a mesa para o café da manhã já está posta.

- Já vou levantar então. Te encontro lá em baixo?

- Pode ser.

Não demorou nem cinco minutos, e lá estava Harry, ao lado da Hermione, na mesa do café.

- Dormiram bem, eu espero – falou a avó de Hermione, se dirigindo aos dois estranhos: Harry e Tonks.

- Claro que sim. Foi um sono reconfortante – respondeu Tonks respeitosamente.

- Realmente foi uma ótima noite de sono.

- Que bom. – dessa vez quem falou foi o Sr. Granger.

Depois a conversa rumou para assuntos mais sérios como trabalho:

- Mas Richard, eu não entendo porque você não quer seguir com o negócio que está na família há gerações. Você é o mais indicado ao lugar. – contestava o seu pai.

- Vamos sair daqui – Sussurrou Hermione para Harry.

Harry, que não estava entendendo nada, concordou. Os dois pediram licença, se retiraram da mesa e seguiram para fora da casa, onde o sol já brilhava alto.

Atrás dos dois, saíram Helena e Tonks, que foram para a sala de estar, conversar.

- É sempre a mesma coisa quando viemos aqui –Hermione começou a explicar, percebendo a muda pergunta e Harry. – Meus avós, e todos os seus, e conseqüentemente os meus, antepassados, têm um nome forte e um tanto famoso na área de criação de sangues-puros.

- Sangues-puros?

- Cavalos. De raça.

Harry ficou sem saber o que dizer. Ele realmente conhecia Hermione muito pouco, não fazia idéia que a família dela criava cavalos. Pensando bem, sabia apenas que seus pais eram dentistas.

- ... por mais que meu pai goste dos cavalos, para ele, isto é um hobby. Ele gosta de ser dentista, mas eles não entendem. Além disso, o meu pai, de todos os irmãos, é o único que tem jeito com os cavalos, meus tios não conseguem lidar com eles direito. Você quer conhecer alguns?

- Que? Seus tios?

- Não! Os cavalos! Você quer?

- Claro, porque não?

- Eu vou te mostrar só os usados pela família, não os que estão sendo criados para corridas, ou mesmo para vendas – Hermione explicava enquanto levava Harry em direção ao estábulo da casa.

O estábulo era nos fundos da casa. Harry se impressionou com os cavalos que lá havia, eram muitos, e apenas os melhores, ele pôde perceber.

- Eu vou te mostrar só os usados pela família, não os que estão sendo criados para corridas, ou mesmo para vendas – Hermione explicava enquanto levava Harry em direção ao estábulo da casa.

O estábulo era nos fundos da casa. Harry se impressionou com os cavalos que lá havia, eram muitos, e apenas os melhores, ele pôde perceber.

- Harry, esse é o Harley, é ele que cuida dos cavalos desse estábulo.

Harry nem havia visto ele chegar.

- Muito prazer, Harry Potter. Sou amigo da Hermione da escola.

Harry percebeu que esse Harley não era muito mais velho que ele, devia ter no máximo uns 19 anos. Ele não era alto, nem baixo, era loiro, e parecia bem simpático com aquele sorriso no rosto.

- Prazer, Harley Fowler.

Hermione foi mostrando os cavalos a Harry. Mesmo sendo só os que a família usava, havia muitos. A garota parou na frente de um garanhão negro, que parecia bem selvagem, inquieto e começou a acariciar a cabeça do animal.

- Esse é Blackie. O meu cavalo.

- Como?

- Pois é. Quando eu tive idade e tamanho suficiente para montar em um cavalo grande, eu ganhei esse. Antes eu tinha um pônei. Desde pequena eu fui treinada, meu avô quer que eu assuma o negócio da família quando eu tiver idade suficiente. Incrível, não? – Hermione explicou de uma vez só.

- Mas você não disse que seus avós queriam que seu pai cuidasse dos negócios?

- Sim, mas é porque eles querem que, se morrerem ou qualquer coisa acontecer antes de me assar os negócios, o meu pai fique encarregado disso. Um absurdo, e além do mais, eu também não quero seguir essa carreira. Quando eu era menor, era o que eu mais queria fazer, mas agora, depois de descobrir o que eu sou, isso se tornou apenas um hobby para mim também.

Harry ficou pensando no que ela acabara de lhe contar, e não prestou atenção ao que ela agora lhe falava.

- ... então, o que acha?

Ele não queria dizer que não estava prestando atenção ao que ela lhe dizia, então, ele tinha duas opções: dizer que concordava ou que não. Harry escolheu a primeira.

- Claro que sim.

- Legal, então eu vou pedir pro Harley preparar os cavalos.

"Preparar os cavalos!"

Hermione foi falar com Harley. Pelo que Harry pôde ver, eles se davam muito bem. Com Harley, Hermione parecia que se soltava mais. Harry não sabia porque, mas ele quis ir ate lá e tirar Hermione de perto dele. Quando percebeu o rumo de seus pensamentos, se assustou.

- Vamos até à cozinha, que eu quero pegar alguma coisa para nós comermos – Harry nem percebeu quando Hermione chegou perto dele e começou a falar.

- Tudo bem, vamos.

Na cozinha, eles encontraram Hettie, a cozinheira da casa, uma senhora muito querida e cozinheira de mão cheia.

- Hettie, você pode preparar um lanche para mim e para o Harry? Nós vamos dar uma volta e fazer um piquenique.

- Claro que posso, pequena.

Hermione foi avisar a mãe que ia dar uma volta com Harry. Depois pegaram o lanche que Hettie preparou e voltaram para o estábulo.

- Você já montou alguma vez? – Harley perguntou desconfiado a Harry.

Harry e Hermione imediatamente pensaram no Bicuço e nos testrálios.

- Não, nunca montei em um cavalo – ele não tinha porque mentir.

- Não se preocupe, não é difícil. Ainda mais com o Ranger – Harley o tranqüilizou (mesmo ele não estando assustado), mostrando um cavalo marrom, que parecia ser bem amigável. – Quer que eu pendure isso para você? – ele se ofereceu para pendurar o lanche que Hettie tinha preparado na cela de Blackie, para Hermione.

- Não precisa, pode deixar que eu mesma isso – assim dizendo, Hermione pendurou o lanche , e montou com uma naturalidade e agilidade incríveis. – Vamos Harry?

Harry, que já tinha feito uma quase amizade com o cavalo que iria montar, parou de acariciar a cabeça deste e parou do lado do cavalo. Com calma, ele colocou o pé esquerdo na cela e passou a perna direita por cima do lombo do cavalo. Ficando sentado, com extrema naturalidade, em cima da cela.

Harley o olhou espantado. Se, na primeira vez que montava, já montava assim, imagina com um pouco de treino.

Hermione foi com calma, um pouco na frente do Harry, até sair do estábulo. Quando já estavam a uns 300 metros do estábulo, a garota ''acelerou'' e saiu em disparada na frente.

- Vamos Harry! É só bater com força o calcanhar na barriga do cavalo e se segurar nas rédeas – Hermione gritou já na frente dele.

Harry nem precisou bater com muita força. Ranger, vendo Blackie em disparada na sua frente, logo se adiantou a segui-lo.

Hermione parecia nem precisar guiar o cavalo, parecia que ele já sabia para onde estavam indo. Por isso, sem se preocupar, ela olhava para trás rindo, e fazia o cavalo andar ainda mais rápido.

Harry olhava para ela, embasbacado. Garota nenhuma lhe parecera tão bonita quanto ela naquele momento. Os cabelos ao vento e um inocente sorriso a brincar-lhe nos lábios, e que lábios...

Hermione não parava de olhar para trás. E cada vez que fazia isso, percebia o quão bonito Harry estava.

Ela viu que fazia tempo que não se divertia assim, com atividades tão simples. Mesmo das outras vezes que estivera ali nessas férias, não se divertira tanto.

Harry, depois de observar como Hermione fazia, pegou o jeito e começou a fazer Ranger cavalgar mais rápido. Logo ele já estava do seu lado.

- Você pegou o jeito rápido, cowboy – Hermione brincou.

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Eles estavam apeando do cavalo. Depois de mais de meia-hora de cavalgada, eles haviam chegado a um lugar extremamente bonito. Havia uma pequena cachoeira que descia até um riacho de água cristalina. Em torno das margens do riacho, havia pedras arredondadas para delimitar o seu domínio.

O campo, perto do riacho, era um gramado verde, e, espalhadas em seu meio, muitas flores, de todos os tipos, cores, tamanhos. Era um cenário mágico!

- Bonito, não é? – Hermione disse apontando para o lugar.

- Muito.

- Só eu conheço esse lugar. Bom, provavelmente meus avós também. Eu descobri isso aqui logo que eu ganhei Blackie. Eu achei que podia comandá-lo e fazê-lo galopar com a mesma facilidade com que eu comandava o meu pônei. Logo que montei nele, o fiz correr, só que eu não consegui. E ele veio parar aqui. Eu desci do cavalo, deixei ele beber água, e voltei a montar. Dessa vez com mais calma, eu tive o controle da situação, e voltei para casa.

- Que história!

Eles passaram a manhã inteira conversando. Nada realmente importante, apenas assuntos corriqueiros, e cada um contou um pouco da infância que teve.

Quando era meio-dia arrumaram uma toalha (vermelha xadrez!) no chão, tiraram de dentro da cesta tudo que Hettie havia preparado. O que era muita comida.

- Por Merlin! Em quantos ela pensa que somos? – Harry exclamou.

- Ela gosta de alimentar todos muito bem. Principalmente quando acha que tem alguém magro demais. Além disso, a comida dela é maravilhosa.

Harry teve que concordar com a garota. A comida era deliciosa, e quando viram, não tinha restado muita coisa.

- Você tinha razão, a comida estava deliciosa.

- Eu estou sempre certa. E você ainda não experimentou a torta de chocolate que ela faz. – Hermione falou servindo um pedaço para ela e outro para Harry.

Depois que terminaram de comer, guardaram as travessas e os pratos de volta na cesta, se deitaram na toalha e ficaram olhando as nuvens no céu, dizendo com que se pareciam, como duas crianças.

- Esse sol está muito quente! – Hermione exclamou, para logo em seguida pular com roupa e tudo no riacho.

- Tá maluca! – Harry se assustou com a repentina decisão de Hermione.

- Pula também! A água está uma delícia!

Harry não resistiu. O sol estava realmente quente, mas foi o pedido de Hermione que o fez se decidir. Apenas tirou os sapatos e pulou na água.

- Viu só? A água está maravilhosa. – Hermione exclamou jogando água no Harry.

O que ele não deixou por menos.

- Agora você me paga!

Eles estavam brincando como crianças, se jogavam água, fugiam, mergulhavam...

- Te peguei! – Hermione gritou pulando na cabeça do Harry para afundar ele.

- Não, eu te peguei! – Harry se virou e pegou Hermione pela cintura para ela não afundá-lo.

O que ele não contava, era que ela estivesse da camiseta branca, que molhada, conseqüentemente grudava no corpo e se tornava transparente.

Harry reparou no corpo de Hermione, ele nunca tinha reparado que o corpo dela era tão lindo, tão em forma, tão sexy...

Ele não tinha soltado-a ainda, e ela não parecia se importar, tinha colocado seus braços nos ombros de Harry para não perder o equilíbrio (nós acreditamos...), Harry voltou o seu olhar para o rosto de Hermione, os cabelos molhados contornando o seu rosto, os olhos brilhando, ainda divertidos pela brincadeira, e os lábios, com algumas gotas de água, pareciam tão convidativos...

Hermione estava enfeitiçada. A camisa que Harry usava, contornava seu corpo, muito bem definido, provavelmente pelo quadribol. Os olhos dele estavam sérios, e não desviavam do seu rosto. Hermione, inconscientemente, passou a língua pelos lábios para umedecê-los.

O tempo parou naquela hora.

Para Harry aquilo foi demais. Ele estava se esquecendo de quem se tratava, ele apenas via os lábios, meio abertos, parecendo tão convidativos.

Hermione começou a recobrar a consciência (?), e com medo de tudo que poderia acontecer, fugiu dos braços dele gritando.

- Ah-há! Você não vai me pegar tão fácil!

- Não esteja tão certa disso, srta. Granger – Harry voltou à brincadeira pensando no que poderia ter acontecido.

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- Acho que já devemos sair, senão não vai dar tempo de nos secarmos...

Os dois saíram da água, e deitaram na tolha de piquenique sob o sol, esperando secarem-se.

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- Ainda bem que já chegaram, senão teríamos que ir atrás de vocês – Richard falou – Já está na hora de irmos embora.

Hermione apenas concordou, e ela e Harry subiram para arrumar suas coisas.


Bom, aqui está o 3° capítulo da fic... Como eu prometi, sexta-feira, nem mais, nem menos...

O que acharam dos avós da Mione? Tentem imagina-los como os avós da Rory do Tal Mãe, Tal Filha (Gilmore Girls), pois foi mais ou menos neles que eu me baseei para cria-los.

Eu não sei quando eu vou postar o próximo cap, ele já estava até pronto quando eu resolvi mudar o final. Mas de qualquer jeito eu só vou posta-lo quando eu receber no mínimo 15 reviews... Não é muito difícil apertar um botaozinho, e escrever o que acha da fic...

Então deixem uma escritora feliz e COMENTEM!

Eu estou tendo um ataque, hoje é o lançamento do Cálice de Fogo, e eu não posso ir assistir, tudo por que na minha maravilhosa ( estou sendo irônica) cidade não tem cinema... Imaginem a situação... E o livro vai demorar um pouco mais, eu já comprei pelo Submarino, mas até ele chegar, já viu né...

Agradecimentos:

À Camila e Chris, minhas betas.

Hermione J G Potter: Que bom que você gostou do capítulo. Eu também acho que não rola química entre o Ron e a Mione, diferentemente do Harry e Mione. Obrigada e continue comentando.

dodo-HP: Obrigado por comentar. Aqui está o capítulo. Continue comentando.

Cleber Knies: Que bom que gostou, acredito que não tenha demorado muito... Continue comentando, beijos...

E obrigado a todos que leram mais não comentaram, tentem comentar dessa vez...

Hoje eu vou deixar um trechinho do próximo capítulo para vocês:

"- Além de toda essa exposição ridícula, que provavelmente vai me fazer de chacota entre minhas amigas, eu tenho que encontrar um par corajoso o suficiente, e ainda dançar uma coreografia terrível junto com as outras garotas.

- Eu acho que depois de ficar cara-a-cara com Voldemort algumas vezes, isso me faz um par suficientemente corajoso.

Hermione olhou para Harry com uma cara de quem não tinha acreditado no que havia ouvido. O mesmo sucedia com Harry, ele não acreditava que tinha dito aquelas palavras.

- Você pode, por favor, esquecer o que eu disse agora?

- Não, não, não! Você é meu amigo! Não pode me deixar indefesa e desamparada nesta historia toda! Você vai ser o meu par! – ela disse tudo isso num tom de quem não aceita recusa."

O que acharam? Então comentem que eu vou fazer possível para terminar rápido esse capítulo...

Malfeito Feito

Moony Ju

P.S: Se vocês puderem dêem uma passadinha na minha short, Por Vinho e Trovões, é H² também...