Sobre o Luar da Meia Noite – Immortal

Aixa estava a observar o pequeno jardim atrás da Casa Principal. Seu pensamento estava longe. Mordeu o lábio inferior, preocupada com algo que repentinamente veio á sua cabeça. Algo que ela não queria que acontecesse. Estava com problemas.

"Costuma pensar tanto a ponto de não sentir minha presença?" – escutou uma voz masculina á poucos metros de si e fitou o homem a sua frente.

"O que quer aqui Bado?" – perguntou, com o seu típico tom de voz indiferente.

"Estava de passagem... Mas sou eu que deveria perguntar isso a você... Afinal, você que é a invasora" – respondeu, com o mesmo tom de voz.

"Se esta tão incomodado, porque esta aqui ainda?" – perguntou.

"Se dependesse de mim, eu já teria te matado" – disse Bado, fitando-a com um olhar frio.

"Duvido que você conseguisse, mas... Faz bem sonhar não acha?" – sorriu, sarcástica.

"Veremos..." – disse.

Ela ficou em silêncio, apenas olhando o belo homem de cabelos verdes a sua frente. Ele parecia odiá-la sem ao menos ter um motivo para isso. Voltou sua atenção para o jardim, sem dirigir a palavra a Bado. Queria que ele percebesse que ela não estava com ânimo para conversas. Muito menos com ele.

"O que você pretende, Aixa?" – perguntou ele.

"Que pergunta mais idiota!" – disse ela, sem mover os olhos do jardim.

"Você está aqui, uma vampira, no meio de lycans... Tem que ter algum motivo para isso, não acha?" – perguntou.

"Acho... Mas também acho que esses motivos interessem a mim e somente a mim" – ela olhou-o pelo canto dos olhos, cada vez mais incomodada com a presença dele.

"Você não é de se revelar pra qualquer um não é mesmo?" – ele sorriu – "Às vezes é necessário se abrir com alguém. Carregar todas as suas frustrações consigo não fará bem a você...".

"Você não é a pessoa com quem eu me abriria, sabia? Além disso, prefiro guardar todas as minhas, como você disse, frustrações comigo... Nem mesmo os imortais iam gostar de ouvir o que eu tenho pra dizer" – disse ela.

"Deveria ao menos tentar".

"Tentar? Tentar para que? Para ver o olhar de desprezo? Não, obrigada...".

"É por isso que ninguém confia em você Aixa... Se você não deposita confiança em alguém, ninguém irá confiar em você".

"O que?" – perguntou ela, olhando-o confusa.

"Porque você acha que Saga te trata mal? Exatamente porque você não inspira confiança nele...".

"Realmente não dei motivos para isso... E não pretendo dar" – ela ajoelhou-se no chão e pegou uma pequena flor branca nas mãos e a observou – "Nem sei porque estou contando tantas coisas a você... Deve ser..." – a ultima frase saiu involuntariamente de seus lábios.

"Porque o que?" – perguntou Bado, interessado.

"Nada... É coisa minha e não diz respeito a você..." – ela se levantou e voltou a fita-lo – "Bado... Quero que você preste atenção ao que eu vou te dizer... Imagina o nosso mundo como essa pequena flor" – ela mostrou-a á Bado – "Tão frágil. Só de eu fazer isso..." – ela aperta a flor em suas mãos e a esmaga – "E ela é destruída. Se falharmos, tudo o que conhecemos hoje será destruído. Sabe o peso que a Anita carrega?" – ela fez uma pausa – "Exatamente por isso que estamos aqui... Para apoiá-la. Ela não é a única que deve lutar e se sacrificar. Nós também".

"Porque esta me dizendo isso?" – perguntou Bado.

"Porque sei que vocês, lycans estão á anos escondidos no meio das sombras, enquanto os caçadores lutavam contra os vampiros. Quero que estejam conscientes da responsabilidade de vocês nessa guerra".

"Agora, é lição de moral..." – disse ele.

"Isso não se discute" – disse ela, voltando a olhar o jardim.

"Você esta estranha... E esta falando coisas mais estranhas ainda".

"Talvez porque eu não sei o que irá acontecer daqui para frente..." – ela fez uma pequena pausa – "Não sei se estarei viva até o final" – e sussurrou a ultima frase, afastando-se dele e entrando na floresta.

Bado ficou a olhar o local onde a perdera de vista, pensativo. Ela estava tão estranha com aquele papo. O que ela queria dizer com tudo aquilo? Ela escondia algo muito sério, para dizer aquelas coisas.

Enquanto isso, Hagen os observava da janela da Casa Principal. Era curioso ver Bado conversando com alguém. Um leve sorriso se moldou em seus lábios. Queria ver no que aquilo ia dar.

"Hagen?" – escutou uma voz calma e gentil atrás de si e fitou a jovem de longos cabelos dourados.

"Sim, senhorita Freya?" – perguntou.

"Hagen!!! Já te pedi pra não me chamar assim... Só Freya" – disse ela, com um sorriso.

"Sim, Freya..." – ele lhe retribuiu o sorriso – "O que posso fazer por você?".

"Eu só queria conversar..." – disse ela, sentando-se na cadeira que havia na biblioteca em que se encontravam.

"E do que você quer conversar?" – perguntou, se sentando numa cadeira ao lado da dela e apoiando os braços na mesa á frente.

"Eu estava agora á pouco com minha irmã e a achei tão distante... Você sabe se aconteceu alguma coisa?" – perguntou, olhando-o.

"Não... Não sei de nada que possa ter afetado á senhorita Hilda".

"Também não precisa chamar ela de senhorita Hagen!" – sorriu.

"Esta certo..." – também sorriu.

"Bom, em todo caso... Se você souber de alguma coisa, por favor, me avise. Estou preocupada com ela" – disse Freya, abaixando a cabeça.

"Não fique assim Freya..." – ele levantou o rosto da garota delicadamente para poder olhá-la nos olhos – "Sua irmã esta bem. Deve apenas estar cansada devido aos últimos acontecimentos. Nada de grave. Não se preocupa, sim?".

"Obrigada Hagen... Espero que seja isso mesmo. Agora, vamos?" – perguntou, se levantando.

"Vamos para onde?" – perguntou, confuso.

"Oras! Lá pro jardim! Nós sempre fazemos isso!" – e ela o pegou pela mão, puxando-o para fora da biblioteca.

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O dia passou rapidamente, que quando deram por si, a lua já apontava no céu. Estavam todos reunidos na sala após o jantar e discutiam os próximos passos na guerra contra os vampiros. Durante toda a conversa, Anita percebera que Aixa não dissera uma palavra sequer em relação á batalha. Parecia tão distraída.

"Aixa?" – chamou Anita.

"Sim?" – Aixa voltou sua atenção para a jovem que a chamava.

"O que acha?" – perguntou.

"O que acha o que?" – perguntou.

"Você esta mesmo muito distraída. O que foi?" – perguntou Anita.

Aixa ficou em silêncio, voltando a olhar a janela e a escuridão do lado de fora.

"Estou esperando alguém..." – disse ela.

"Esperando alguém?" – perguntou Shura, curioso.

"Sim... E acabou de chegar" – ela desencostou-se da parede e caminhou para a porta de entrada da Casa Principal.

Todos a seguiram, curiosos para saber de quem se tratava. Ao abrir a porta, deram de cara com um homem conhecido, de mechas prateadas.

"Parece que conseguiu, Gerhard" – disse Aixa, sorrindo.

"Sim... Mas não foi fácil sabia?" – disse ele, erguendo um pacote preto á ela, esta o pegando.

"Maninho!" – disse Anita, indo e abraçando o irmão.

Os dois ficaram segundos abraçados, matando a saudade. Laureen e Sheila apareceram logo em seguida, com sorrisos nos lábios.

"Olha só quem resolveu aparecer!!" – provocou Laureen.

"Quanto tempo Gerhard..." – disse Sheila, sorrindo.

"Sabem como é... O que eu não faço pra ajudar a Aixa" – ele voltou-se para a jovem de cabelos azuis e continuou – "Então Aixa... Conseguiu achar?" – perguntou.

Voltaram suas atenções para Aixa, que agora folheava um livro antigo de capa vermelha e lia rapidamente algumas coisas contidas no mesmo.

"Tem que estar aqui..." – ela folheou mais páginas, com mais velocidade.

"Mas o que você esta procurando afinal???!!!" – perguntou Miro, estressado.

"Quer esperar! Droga!" – ela parou de repente e sorriu, vitoriosa – "Então, é aqui que vocês se escondem velhas...".

"E então?" – perguntou Sheila, curiosa.

"Faremos uma visitinha ao subterrâneo, Anita..." – ela fechou o livro e voltou-se para Anita, que a olhava sem entender nada.

"Hein?" – disse Anita.

"Aixa... Tem certeza disso? Sei que elas são velhas, mas são bruxas!!" – disse Gerhard.

"De quem estão falando?" – perguntou Anita.

"Das Feiticeiras da Antiga Profecia... Elas conhecem segredos do Escolhido que jamais foram revelados antes" – disse Aixa.

"E porque elas seriam tão perigosas?" – perguntou Saga.

"Porque alem de termos que passar por três provas antes de falarmos com elas, as velhas controlam os poderes dos quatro elementos. Dizem que foram elas que deram origem ao Escolhido, através dos quatro elementos que elas controlam" – disse Aixa.

"Isso não é muito perigoso?? Ninguém nunca sobreviveu a essas três provas antes..." – disse Sheila, preocupada.

"Mas nós iremos passar... Sei disso".

"Vai mesmo arriscar a vida da única que pode acabar com essa guerra??!" – perguntou Afrodite.

"Vocês não perceberam nada não é?" – ela esperou uma resposta, mas todos ficaram em silêncio, devido á confusão – "Vocês são mesmo uns lesados..." – ela passou a mão pelos cabelos, cansada.

"Se você explicar..." – disse Máscara da Morte.

"Não perceberam como eu e Anita temos poderes extremamente semelhantes? Ela consegue devolver a vida, eu consigo tirá-la... Ela tem uma marca nas costas, eu também tenho... Até mesmo os nossos nomes se parecem! Isso não é mera coincidência e por isso vou até as Feiticeiras. Quero descobrir que ligação nós temos, Anita" – disse Aixa.

"Péra lá!" – disse Miro – "Você também tem uma marca?! Eu não estava sabendo disso!".

"Ninguém sabe disso Miro" – disse Aixa – "Mas se querem tanto uma prova, aqui esta ela..." – viram o corpo dela ser envolvido por uma luz vermelha, seus cabelos ficaram da mesma cor e os olhos igualmente. Ela levantou a blusa e mostrou as costas á eles – "Ai está... Contentes?" – observaram uma tatuagem de um morcego negro nas costas dela e assim, ela abaixou a blusa.

"Realmente... É muita coincidência" – disse Kanon.

"Finalmente alguém concorda comigo!" – disse Aixa, sentando-se no sofá.

"Eu irei Aixa..." – disse Anita.

"Porque Anita?" – perguntou Miro.

"Concordo com o que ela acabou de dizer... Alem disso, tive uma impressão estranha de já conhecê-la quando nos encontramos pela primeira vez Aixa..." – disse Anita.

"Certo... Prepare-se. Daqui a uns dias iremos até lá".

"Sim".

Assim, Aixa levantou-se do sofá e subiu as escadas em direção á seu quarto, deixando todos para trás. Saga olhava para Anita desde que ela decidira se arriscar á ir ao subterrâneo. Esperou todos subirem para seus quartos e assim, conversar com ela.

"Anita..." – chamou Saga.

"Sim?".

"Acha mesmo prudente ir até o subterrâneo com a Aixa?".

"Eu percebi que é arriscado... Mas é preciso. E também, quero conhecer a Aixa. Essa é uma oportunidade que não quero descartar".

"Essa mulher não é confiável Anita... E se ela tentar algo contra você?".

"Se ela realmente quisesse me matar, já teria feito faz tempo. Teve mil e uma oportunidades para isso e a única coisa que ela fez foi me proteger".

Ele ficou em silêncio. Não podia deixar de admitir que o que ela dizia era verdade. Mesmo assim, aquela desconfiança ainda permanecia nele.

"Não se preocupe..." – ela depositou um beijo nos lábios dele – "Eu ficarei bem" – sorriu.


Ohayoooo

Sim sim, eu sei... Uns cinco meses pra atualizar essa fic

Mas olha gente, tive mais um dos meus ataques d inspiração e uma boa parte dessa fic saiu pro pc!!! pulinhus

Ake esta uma parte... Gomen ne num ter atualizado antes... Meu pc deu problema pela milionésima vez... num agüento esse pc ¬¬

Espero q gostem desse capitulo... Num teve nada de mais, somente algumas informações e uns misteriozinhus XD

Hauahauauh

Espero os reviews ok??

Kissus

Ja ne