Frozen Smile

Capítulo II

"Like a thousand dreams, I can bring back to myself, the memories that I guard deep inside myself…"

-Yoko Shimomura (Somnia Memorias)

Tudo parecia ser levado pelas ondas através de sua perspectiva e nunca voltava para a margem onde ela ficava esperando pacientemente. Eles todos desapareceriam sem deixar rastos, exatamente como Sasuke a deixara.

Ele não deixou nenhum vestígio de si, exceto um protetor inútil para que ela se lembrasse.

Quando a cor do mal preencheu o coração dele, ele viu a ira de Deus, e tudo diante dele já se acabara. Todos os sonhos foram destruídos, e ele se tornou um desgarrado preso na escuridão.

Como não havia mais nada a fazer do que esperar o que estava por vir, então ela esperou, mesmo se levasse uma eternidade. Ela esperou e o observou ser levado pelas ondas, sabendo como fato que nada iria aparecer próximo às margens.

Os dias ficavam menores, e os pecados a encobriam com sua música. Ela viu o sofrimento da verdade guardada dentro dele e ela entendeu a tristeza e dor infligidos a ele no fundo de seu coração.

Havia duas pessoas que ela conhecia que ainda estavam na escuridão mais profunda com uma vela apagada. Ela sabia que alguém chamava por eles, mas nunca respondiam. Ela os chamou, mas era como se as orações nunca os alcançassem.

Eles estavam banhados no fundo entre as trevas com pecados e remorso, e as memórias guardadas em si os levavam para longe de todo o mundo.

Tudo que ela podia fazer era olhar e esperar por eles sofrerem e serem tragados mais longe pelas ondas de pecados.

Olhando pra cima, ela sorriu diante as memórias forjadas no fundo de sua mente e que se tornavam em um sonho enfraquecido.

Estático era tudo que foi deixado para trás e ouvido.

Tudo parecia ser levado para mais longe pelas ondas através de seus olhos de jade.

Eram memórias guardadas no mais profundo de sua mente...


Rekki-Maru...

Ele sempre mantinha aquilo próximo a ele, como se fosse a coisa mais preciosa do mundo. Ele dava valor àquilo e nunca deixava fora de sua vista.

Ela acreditava que armas eram feitas para matar e sempre se perguntou por que as pessoas iriam dar valor a elas. Mesmo se fossem usadas para proteger aqueles que amamos, sempre existia o derramamento de sangue, de um jeito ou de outro.

Eram ferramentas usadas para matar e proteger, e Sakura nunca deu valor a coisas assim.

Ela apenas valorizava as lembranças e momentos especiais.

Mas outras lembranças, ela não era muito apreciadora, aquelas que ela não podia valorizar. Elas a lembravam das trevas que enchiam seu coração. Era até o ponto de quase se quebrar de pura tristeza e dor que sentia.

Ela tinha memórias pesarosas e todos que conhecia as tinham também. Sasuke era a sua memória mais dolorosa, e ela sempre teve um sentimento de nostalgia daqueles velhos dias, quando os três originais do time sete estavam juntos, quando Sasuke ainda estava do lado deles.

Ela tinha milhares de sonhos e milhares de lembranças, e ela valorizava todos eles quando deixou aqueles pesarosos desaparecerem devagar, na esperança de que nunca mais voltassem.

Sakura observou os lábios dele, quais lembravam muito os doces de Sasuke, aqueles que ela tanto ansiava. Mas ele e Sai não eram os mesmos.

Ela franziu o cenho quando olhava ele limpar a sua pequena espada cuidadosamente.

- Estou envenenado...

Isto queimava em sua mente nas últimas horas, e a culpa dentro dela apenas se tornava maior.

Quanto tempo vocês dois têm para viver?

- O que você está olhando, Feiosa?

Sakura desviou seu olhar intenso sobre os lábios deles e ergueu sua cabeça devagar para encontrar os seus olhos. Ela ficou em silêncio e ele esperou que ela respondesse quando ele levou sua cabeça para olhar a Rekki-Maru, retirando o resto do sangue.

- Nada... não é nada... – ela finalmente pronunciou quando balançava a cabeça.

Ela não podia agüentar aquilo mais, por que eles estavam sentados ali, deixando o veneno circular através das veias dele?

- Sai... nós precisamos... – ela começou, mas as palavras pareciam desaparecer.

- Hmm...?

Sakura agarrou sua blusa, suspirou então ignorou, sabendo que ele era teimoso. Ele definitivamente queria terminar aquela missão.

É realmente isso que você quer, Sai? Completar a missão e morrer em vez de viver?

- Nós precisamos levá-lo para um hospital. Agora. – ela ordenou suavemente, sua voz quase quebrando. Por alguma razão estranha, ela se sentia nervosa com ele naquela noite, como se ela estivesse conversando com Sasuke pela primeira vez.

Sai parou o que estava fazendo e olhou pra cima, seu olhar quase idêntico ao de Sasuke.

- Eu já te disse. Se isso não me incomoda, então vamos completar esta missão.

- Então por que estamos aqui sentados sem fazer nada? Se você quer completar a missão, nós precisamos encontrar Yamato-san e Naruto! – Sakura gritou, elevando a voz um pouco mais que seus estranhos sussurros quando se erguia do chão onde sentava.

- Bem... pequena médica feiosa, eu estou cansado e bem... nós caímos de uma ponte pra dentro da água se eu me recordo...

Sakura apenas balançou a cabeça.

- Você é exatamente tão teimoso quanto ele era...

Sai fechou os olhos, colocou a Rekki-Maru ao lado e se espreguiçou. Estalando o pescoço, ele disse casualmente uma coisa que sempre enfurecia Sakura.

- Como o nosso pequeno traidor...? Eu ouvi que ele era teimoso como uma mula quando se tratava de missões como esta. Eu acho que todos os traidores são assim...

Sakura estreitou os olhos, tentando ao máximo se conter para não bater nele.

- Eu já te disse. NÃO desrespeite o Sasuke-kun. – ela cuspiu, esperando que isso entrasse na cabeça dura dele.

Sai lhe deu um outro sorriso falso quando se deitou no chão.

A expressão dele voltou ao normal quando começou a dormir profundamente, segurando a única arma que mais dava valor, próximo a uma imagem de seu irmão.

Ela observou ele dormir, o peito dele subindo e descendo e ela ouviu a sua baixa respiração que quase soava como a de Sasuke.

"Ele de certa forma parece e soa como ele, não é Naruto?"

"Claro que não! Sasuke é muito melhor que esse desgraçado!"

Suspirando, Sakura voltou a se sentar e cruzou os braços.

"Tudo bem. Morra caso me importe."

Esse era outro momento que ela não queria valorizar. Outra memória que não era especial. Era algo que ela desejava que terminasse rápida e permanentemente.

Era um daqueles milhares de momentos que ela tinha, e nada comparado com isso era tão incômodo quanto aqueles que tinha com o Naruto. Pelo menos ele aprendeu a não a importunar.

Não importasse o quanto ela discutisse com Sai sobre o veneno e ir a um hospital, ele iria apenas ignorá-la e dizer que seu objetivo era completar a missão deles, com ou sem Naruto e Yamato.

Ele escolheu completá-la sem eles, e agora, ele estavam presos no meio da floresta, tentando encontrar um caminho de volta a uma entrada. Eles estavam tão perto, mas mesmo assim tão longe de encontrar a vila do Som.

Se apenas o Naruto não tivesse errado e acertado a ponte com seu Rasengan.

Não havia nada que pudesse fazer, e ela esperou por muito tempo para que ele acabasse com a sua teimosia, mas ele apenas deixava ser levado, quando as ondas o bloqueavam da visão dela.

Havia uma parede que ela não podia quebrar. Ele era um puro ninja, determinado a completar a missão e aceitar outra imediatamente.

Ele estava perto dela, mas a escuridão em volta dele apenas o empurrava para longe dela.

O que eu tenho que fazer para te entender, Sai?

Mas claro, era mais difícil entender uma pessoa livre de qualquer sentimento e esperança.

Ele apenas estava ali pelas missões. Ele não tinha nenhuma motivação.

Ele era levado para mais fundo da escuridão onde os pecados o cobriam com sua canção. Ele não era mais uma pessoa que ela podia alcançar do mesmo jeito que Sasuke.

Ela o perdeu e agora ela estava perdendo Sai e Naruto.

Ela sentia que não servia mais para ser uma médica. A sua culpa crescia mais forte e maior.

Sakura se encaminhou para a árvore atrás de Sai e descansou contra ela e suspirou em irritação. Ela estava agora em vigia pelo resto da noite.

- Que você se dane, Sai. – ela sussurrou quando balançou a cabeça. – Apenas. Dane-se...

"You will see the wrath of God…And everything will end…"

-Yoko Shimomura (Somnia Memorias)


Nota da tradutora: Mais um capítulo! Essa fic está mesmo me dando um pouco de trabalho para traduzir... cheguei agora no capítulo sete, mas é tão longo TT! Mas mesmo assim adoro fazer isso... é tão bom aprender coisas novas e pesquisar no dicionário (sim, eu sou a fã número um do pai dos parvos XD)... porém, se eu não conseguir traduzir tudo até domingo, eu prometo dar mil voltas no quarteirão (Viva o fogo da juventude! Yoshi!)! Er... pensando melhor, esquece! (Eu sempre falho miseravelmente em tentar escrever algo engraçado TT)

Muitíssimo obrigada pelas reviews! Me alegra muito em saber que estão gostando da história tanto quanto eu! Agradeçam a x-cry por isso. Desta vez irei atualizar mais rápido... provavelmente irei postar mais um capítulo neste fim de semana!

Se houver algum erro no texto, por favor, me avisem!

Espero que tenham gostado deste capítulo e até o próximo...