Frozen Smile
Capítulo IV
It was your gentle touch that burned me with desire, yet the gentle ray of your angelic aura blinded me, and I feared of the skies that would take me away, plunging me into the darkness.
Why is it that you try so hard to smile for me?
"Eu te odeio."
As palavras se repetiam na cabeça dele, quando os fatos de sua infância tocavam em uma volta inevitável. Foi a última vez que ele soube o que a palavra 'emoção' significava. Nada mais importava agora. Ele tinha uma tarefa a cumprir.
Aquilo era realmente um incômodo. Ele não tinha intenção de contar nada a ela, mas depois de tanto insistir e perguntar, a voz estridente dela começou a deixá-lo louco, mais irritante que o horrível rosto dela.
Na esperança de fazê-la calar a boca, ele a respondeu calmamente, em vez de falar de maneira agressiva como o garoto puberdade, que sempre se encrencava em qualquer lugar que o grupo fosse. Ele não sabia como Sakura e o sensei anterior deles o agüentava.
Havia muitas coisas que tinha deixado de fora sobre sua infância e ele não pretendia contar a ela nada sobre isso, não até que aquela missão estivesse cumprida.
Se aquela maldita cobra não o tivesse mordido em primeiro lugar, seu plano não teria saído pela culatra. Ele teria completado a primeira parte dele. Mas a maldita cobra. A maldita cobra estava no caminho.
Agora, ele estava preso em algum lugar de uma floresta a milhas de lugar nenhum com uma kunoichi de cabelos estranhos que fazia perguntas sem fim.
Sai observou Sakura se mexer em seu sono, quando ela virou todo seu corpo em frente a ele. Estranhamente, os raios translúcidos da lua vermelha brilhavam sobre ela, dando um contorno e curvas avermelhadas ao seu corpo. Sai olhou atentamente aquela vista esquisita diante dele e em um instante o corpo de Sakura foi substituído pelo corpo sem vida de sua mãe.
Ele se lembrava exatamente como sua mãe tinha morrido e como o corpo dela se esparramou no chão onde os raios translúcidos da vermelha lua que brilhavam da janela. As belas pinturas de girassóis não estavam em sua usual cor amarela, mas vermelhas. Como a lua.
Mesmo todos os reais girassóis que estavam dispersos em volta do corpo de sua mãe eram vermelhos. Vermelho era a única cor que ele tinha medo desde quando criança e era uma lembrança que queria esquecer.
Tudo aparecia diante de seus olhos, desde o momento em que sua mãe caiu ao momento em que ocorreu a morte de seu irmão. Mas mesmo que isso tocasse em sua mente interminavelmente, aquilo não o afetava. Era apenas outro incômodo que apareceu durante a noite.
Ele sabia e sempre lhe diziam que todos a sua volta morreriam. Qualquer alguém que ele amasse morreria e se aqueles sentimentos fossem o afetar durante alguma missão, ele possivelmente poderia morrer também.
Sai sempre se lembrava de conter suas emoções e memórias até o dia que morresse.
Desde aquele dia em específico, o seu primeiro dia de treinamento como ninja, ele sempre se perguntou por que as pessoas o tratavam diferente. Era porque ele era um órfão? Era porque as pessoas pensavam que ele estava arruinando a vida daqueles dois que eram como sua verdadeira família?
Sai sabia que era órfão, ele sabia que a mãe e o irmão com que vivia não eram sua real família. Mas aquelas eram as lembranças que tinha, suas lembranças de infância.
Sua mãe o tratava como se ele tivesse nascido depois de seu irmão mais velho. O mais velho o tratava como um irmão caçula. Eles eram todos felizes e se importavam com ele, até o dia que sua mãe se foi.
As pessoas brigavam com ele e sua mãe estava sempre por perto para secar as suas lágrimas, dizendo a ele que tudo estava bem. Seu irmão faria o mesmo também.
Mas indo ao ponto onde Sai tinha perguntado pela primeira vez sobre seu pai, tudo se abalou.
Sai nunca se perdoou pelo que fez após a morte de sua mãe.
Ele nunca se perdoou pelo que iria fazer ao seu irmão. Mas para provar que ele era leal ao seu sensei, ele tinha que fazer o foi lhe dito.
Ele foi testado como um ninja, não deixando que as emoções ficassem em seu caminho e cumprir seu dever. No momento em que a lâmina metálica tocou a pele macia, Sai aprendeu não se importar mais.
E ele nunca se importou novamente. Nunca mais. Ele era uma marionete.
Ele não se importou.
Não havia nada para se sentir culpado agora.
Tudo que podia fazer era seguir em frente e nunca olhar para trás.
Ele era Sai, um nome dado a ele pela organização Raízes.
Sai olhou para seu caderno de desenho mais uma vez, e analisou a imagem de seu irmão. Na capa de trás do caderno, outra figura estava desenhada no mesmo estilo e idade que o da frente. Mas em vez de cabelos brancos, eram negros.
Não muito depois de colocar de volta o caderno em sua mochila, Sai começou a brincar com Rekki-Maru de novo.
Mas antes mesmo que pudesse pegar a arma, ele começou a tossir entre as mãos, e sangue escorreu pela sua boca.
De novo, ele começou a tossir, e mais violentamente desta vez. Não querendo que Sakura fizesse as coisas mais complicadas caso ela acordasse para encontrá-lo naquela condição, ele correu para o rio e se lavou.
O veneno tinha começado a agir mais rápido do que ele esperava.
Com os raios suaves do sol matinal brilhando ofuscante em seu rosto, mesmo com sua mão sobre a testa, Sakura ainda não conseguia determinar se a saída à frente dela era real ou não.
- Sai, você tem certeza de este é o caminho certo? – Sakura perguntou pela terceira vez em uma hora. Sai suspirou e confirmou.
- Sim, Feiosa, é o caminho certo. A menos que você queira gastar mais tempo procurando por outra saída, fique a vontade.
- Não, não quero.
- Bom. Vamos mais rápido, vamos? Mas depois, de novo, você deveria diminuir um pouco, porque eu não quero ficar perto de sua imagem horrível e especialmente do seu rosto feio.
Antes que Sakura pudesse responder ao insulto dele, Sai se moveu mais rápido a sua frente.
- Droga, alguém tem que ensinar a esse bastardinho algumas boas maneiras. – Sakura murmurou para si mesmo quando o seguia.
Quando ela o alcançou, ele estava parado na beira de um penhasco quando o vento passava por ele. Ela se aproximou, e ficou do lado dele, aproveitando a bela vista diante dela. Seus lábios se curvaram em um sorriso, e ela queria pular de alegria por eles terem finalmente saído daquela maldita floresta.
A vista era tão magnífica quanto a da vila de Konoha. O rio fluía através do meio das duas florestas, e em algum lugar, no lado direito, ela podia ver um pequeno santuário. Não muito longe dali, ela podia ver um pequeno vilarejo e de novo, se sentia a ponto de pular de alegria.
Ela poderia finalmente encontrar o antídoto e deixar Sai em uma condição melhor. A floresta era tão inútil quanto àquela perto do vilarejo. Era apenas uma floresta inóspita, onde não havia nada de saudável para comer ou ervas, e era terrivelmente fria.
Agora que eles estavam fora, podiam finalmente descansar em uma boa cama quente antes de procurar por Naruto e Yamato novamente.
- Meu vilarejo natal é algum lugar à frente. Um pouco mais longe do que essa que você vê agora. – Sai murmurou. Sakura voltou sua atenção da vista para Sai.
- O que foi?
Mais uma vez Sai suspirou e balançou a cabeça.
- Nada, não é da sua conta, Feiosa.
Sakura franziu o cenho à frase.
- Por que você sempre está me dizendo isso? É da minha conta. Você ainda está envenenado, e como médica eu-.
Mas antes que pudesse terminar a fala, Sai colocou sua mão na frente do rosto dela.
- Eu já te disse, há coisas quem não posso te contar. Lembre-se disso. Você não é tão esperta quanto eu pensei.
Insultada, as sobrancelhas de Sakura se contorceram e ela sentiu um pouco de raiva pelo que ele tinha dito sobre ela.
- O que você disse sobre mim?
- Você é uma estúpida, Feiosa. Estúpida. Feiosa.
Sakura cerrou os punhos, mas ela se conteve em bater nele. Seria infantilidade dela se batesse nele por esse tipo de insultos. Ela aprendeu a ignorá-los, e se lembrou de que ela deveria bater quando eles se tornassem mais rudes.
- Olha pra onde anda, eu não quero que você caia e bata sua cabeça e se torne mais estúpida do que já é. – Sai adicionou antes de desaparecer pela trilha que levava até o vilarejo.
Sakura cruzou os braços e suspirou.
- Por que ele é sempre assim? Eu queria que Yamato-san ou Kakashi-sensei estivesse aqui. Pelo menos eles podiam colocar algum senso nele.
Depois de ficar ali por volta de cinco minutos, ela piscou antes de perceber que Sai já estava lá embaixo e correu atrás dele. Começou incomodá-la o fato de que ela sempre estaria atrás de Sai, fitando as costas dele quando desaparecesse a sua frente.
Mas então aquele era Sai, a pessoa mais rude, detestável, provavelmente a pessoa mais convencida que ela tinha conhecido, ao lado de Naruto. Mas pelo menos ele tinha seus limites e sabia de nunca a irritar, pois conhecia qual seria o resultado.
Sakura encontrou Sai tossindo antes de mergulhar sua mão na corrente rápida do gelado rio.
- Sai, você está bem? – ela perguntou ao se aproximar dele.
Sai virou sua cabeça para a olhar, dando a ela um de seus famosos sorrisos falsos.
- Claro, Feiosa. Minha garganta estava coçando.
Não acreditando nele, Sakura colocou suas mãos na cintura e se inclinou, seu rosto se aproximando do dele.
- Você não está escondendo alguma coisa de mim, está?
- Não. Agora, você poderia tirar esse seu rosto feio da minha frente, antes que eu morra olhando pra ele. Eu poderia virar pedra também se eu olhar diretamente em seus olhos estúpidos.
- Se eu o fizer, você irá pelo menos me chamar pelo nome?
- Talvez...
- Bem, é Sakura. SA-KU-RA. – Sakura disse a ele quando afastava seu rosto dele.
- Feiosa. FE-IO-SA.
Sakura franziu, cruzou os braços e suspirou em frustração, sacudindo a cabeça.
- Eu não sei como as pessoas lidam com o seu tipo.
- E eu não sei como o garoto puberdade acha você bonitinha. Eu não vejo nada para gostar em você.
- Apenas esqueça que essa conversa tenha ao menos começado. Nós deveríamos estar andando. O vilarejo é mais à frente, estou certa?
- Talvez.
- Realmente, Sai, você não pode me dar uma resposta direta?
- É possível.
- Você é realmente incrível. Você é rude e um idiota de dia, e sério, quieto e misterioso de noite. Você é um enigma.
- E é por isso que nenhuma mulher pode resistir a mim.
- Bem, muito mal. Pelo menos eu posso.
- Você? Eu não a considero uma mulher. Provavelmente é por isso que Sasuke-kun traiu a vila, assim ele poderia se livrar de você.
Sakura abriu sua boca, mas Sai começou a tossir de novo. Ela imediatamente a fechou e sua expressão se entristeceu.
- Você tem certeza de que está bem? É provável que seja o veneno. Nós precisamos te levar para aquele vilarejo rápido.
- Não. Eu já disse, é apenas garganta irritada. Além disso, nós vamos apenas pegar alguns suprimentos, então continuar com a nossa missão.
- Sai, por favor. Apenas dessa vez, descanse. Eu sou sua médica e você deveria me escutar. Quando eu digo descanse, você descansa. Não é saudável para o seu corpo se continuar desse jeito, especialmente com veneno correndo nele.
- Tudo bem. – Sai respondeu fracamente. O rosto de Sakura se iluminou um pouco.
- Mesmo?
- Sim. Eu só queria que calasse a boca. Eu não gosto quando as pessoas ficam reclamando e esse tipo de coisa. Vamos.
Sakura sorriu, quando ela observava Sai se esforçando em levantar. Ela ofereceu ajuda, mas ele a ignorou e começou a andar pela trilha novamente.
"Eles realmente são parecidos..."
A caminha para o vilarejo não era tão longa quanto Sakura esperava. Na verdade, era bem curta e ela estava feliz por ser. Sakura deu uma pequena olhadela no santuário pelo qual passaram. Era rodeado por lindas borboletas. O rio fluía por ele e todo o lugar estava praticamente envolto em uma aura azul, como se estivesse protegido por uma barreira.
Sakura continuou olhando aquilo e andando ao mesmo tempo, mas quando ela trombou em Sai, ela desviou sua atenção.
- Nós chegamos?
- ... Sim. – Sai respondeu.
- O que você está esperando, vamos... – quando Sakura olhou em direção ao vilarejo, sua expressão imediatamente mudou.
- Não... não pode ser. Eu juro que isso não estava acontecendo quando estávamos no penhasco.
As esperanças de Sakura caíram por terra, quando ela percebeu que não poderia salvar Sai, não ali.
- O vilarejo... está queimando...
Os raios suaves do sol logo se tornaram em um pôr-do-sol e a lua vermelha apareceu novamente, emitindo seus lúgubres raios translúcidos.
Logo, não havia nada mais no vilarejo. Não havia nem sobreviventes ou qualquer item deixado para trás para curar Sai. Era como se tudo tivesse sido queimado junto com as casas.
Tudo que os dois podiam fazer eram observar todo o lugar em chamas enquanto deixavam a chuva inesperada apagar o fogo que tinha causado aquele infortúnio.
Sakura fitou o céu, quando as gotas de chuva caíam em seu rosto.
- O que posso fazer agora? Sai e Naruto irão morrer.
Sai assistiu de longe embaixo de um prédio com seu teto ainda intacto Sakura chorando na chuva, e ele não se importava realmente com o que estava acontecendo.
Ele não se importava se ela estava chorando pelo bem dele e pela morte das pessoas do vilarejo.
Os soluços suaves eram nada mais que barulhos irritantes para ele. Ele queria acabar com aquela maldita missão, e nada mais.
Why do you try so hard to smile for others?
Why is it that you do it under the gentle rays of the sun?
Nota da tradutora: Um pouco mais sobre o passado do Sai, sobre o assassinato de seu irmão (sim, Sai o matou)... Sakura e ele ainda continuam sozinho e perdidos... e muita coisa ainda vai acontecer, coisas um tanto inusitadas, só que mais para frente... finalmente terminei de traduzir a fic por completo, apesar de ter algumas partes para arrumar já que ficaram extremamente confusas, e espero não estragar a estória com as minhas adaptações... além disso vai ter mais um capítulo publicado ainda hoje... na verdade, seriam três, mas está tarde e estou com preguiça de revisar o texto... além do mais, dois capítulos já são o suficiente por enquanto...
Agradeço pelas reviews e espero que continuem a ler...
Próximo capítulo: "The Garden of Everything".
