Frozen Smile

Capítulo VII

Não era muito freqüente que ela se encontrasse confortando um outro homem que não fosse Sasuke em seus braços, ou mesmo chorar por ele tanto quanto uma Mãe que lamenta pelo seu filho morto.

Sakura convenceu a si mesma a nunca trair Sasuke ou mesmo se aproximar em ajudar Sai, mas ela continuou a embalá-lo em seus braços como se ele fosse seu próprio filho e pôs sua palma gentilmente contra o peito dele, que liberou um pequeno tom azulado.

Mesmo que ela brigasse com ele e não fosse pega o ajudando por causa da atitude arrogante dele, ela ainda era a médica do time e era seu dever ajudá-los tão essencialmente quanto possível.

No entanto, extrair veneno do corpo de uma pessoa era mais difícil que com medicação regular, que Sakura realmente não se encontrava fazendo devido ao tempo e energia que isso tomava dela.

As incontáveis horas lidando com alguém que estava à beira da morte, pelo aspecto do sangue escuro que continuamente em grande quantidade escorria da boca dele, era tão tedioso quanto lidar com a dor de pesar.

Era como observar Sasuke morrendo de novo, a reação dela a mesma de quando eles lutaram contra Haku.

"Mesmo que eu odeie você por estar desrespeitando meus amigos... eu não posso permitir que minhas emoções fiquem no caminho dos meus deveres..."

Sakura suspirou, sua voz quase quebrando quando Sai começou a ofegar excessivamente em dor, como se o veneno fosse agulhas correndo através do curso de seu corpo fazendo Sakura estremecer diante das expressões dele. Era um tanto estranho para um veneno causar aquele tipo de reação e ela agradeceu por não estar na mesma situação, porém sentia culpa ao mesmo tempo.

"Há tanta semelhança... eu não posso evitar em te ajudar... você aclama por conforto do mesmo jeito que ele..."

A mão de Sai agarrou a outra palma de Sakura, apertando-a fortemente quando ela continuava a fazer o melhor que podia em extrair o veneno restante.

- Você é uma idiota, você sabia disso? Eu nunca pensei que você mesmo sacrificaria sua própria vida estúpida pela minha própria.

Trovão soou barulhento e a chuva veio a cair anda mais forte, irritantemente batendo no telhado do prédio em que ambos estavam. A atenção de Sakura em Sai foi interrompida pela alta pancada da mochila dele caindo para frente. O caderno de desenho dele escorregou para fora, junto com os pincéis que ele mantinha a salvos em uma bolsa.

Sakura sempre foi curiosa sobre o que aquele caderno continha e tinha um desejo de abri-lo. Ela uma vez deu uma olhada em uma linda pintura de uma mulher rodeada por um jardim de girassóis onde o cabelo dela era longo e esvoaçava com o vento que ele trabalhou há um tempo atrás.

Aquela era uma das mais bonitas pinturas que ela tinha visto, e ela admitia que Sai tinha um talento extraordinário, mesmo que ele tivesse uma atitude arrogante e convencida que era irônica com seu lado suave e artístico.

As esperanças dela de encontrar informações ou um registro de diário a respeito do irmão dele foram elevadas, mas Sakura sempre foi ensinada para nunca mexer nos pertences de alguém, especialmente em coisas que eram as mais preciosas para ele.

O aperto em sua outra mão se afrouxou e o arfar excessivo de Sai se acalmou, no qual Sakura se encontrou grada. A hora de tortura e sofrimento estava finalmente acabada. Ela permitiu que a cabeça dele descansasse sobre sua coxa, deixando-o dormir tranqüilo.

- Mãe...

Ele com freqüência chamava por sua Mão durante o sono e Sakura começou a se perguntar se a pintura da mulher envolta em girassóis era na realidade a Mãe dele. Ela se tornou ainda mais curiosa em saber se ele havia se importado com sua Mãe como a maioria das crianças.

Olhando de volta para o caderno de desenho, ela hesitantemente estendeu o braço em sua direção, a ponta de seus dedos quase tocando a espiral metálica lateral.

"Se o Sai não me ver o que vou fazer, não irá se magoar... certo?"

Devagar, ela abriu o caderno, e casualmente virou depressa as páginas. Cada uma tinha um desenho estranho de um ninja de cabelos brancos de um lado lutando com um mostro, e do outro tinha um ninja de cabelos negros, um pouco mais novo lutando com o mesmo monstro.

Era como folhear um caderno de desenho de uma criança.

Cada página era preenchida com os mesmos dois ninjas, ambos se tornando mais fortes, mais velhos e de alguma forma obtendo a habilidade e armas do monstro anterior que eles haviam derrotado. Era como se o ninja mais novo estivesse seguindo os passos do ninja mais velho.

A última página, no entanto, continha apenas o ninja de cabelos brancos com sua vitória sobre o último monstro enquanto a outra página estava vazia. De algum modo, Sai falhou em completar sua pequena história. Franzindo, Sakura folheou de volta ao começo do caderno na esperança de encontrar outras figuras ou mesmo informação.

Ela parou no meio de uma certa página, que era preenchida com cores vivas que chamou a atenção de seus olhos imediatamente, fazendo que ela se tornasse fixada na pintura.

Era a mesma pintura de uma mulher rodeada por girassóis. Ela se lembrava de perguntar se ela poderia tê-la ou mesmo conseguir detalhes sobre ela, mas Sai se recusou e mais uma vez a desrespeitou com sua língua afiada.

- Você é muito feia para ter lindas e preciosas pinturas como essa...

Aquilo a fizera tão furiosa que ela pegou o copo de água para os pincéis e jogou a água imunda nele, quase arruinando a sua obra-prima.

No canto baixo da pintura, havia um rabisco de escrita e uma data.

Jardim de Tudo Feliz Aniversário Mãe, 5 de Maio.

Pelo que Sakura se recordava, foi cinco de maio apenas uma semana atrás e ela sorriu, sabendo agora que Sai foi uma vez uma pessoa genuína.

Sakura olhou para a pintura um pouco mais perto e encontrou um dos cantos dobrado. Curiosa com o porquê daquilo estar dobrado, ela o endireitou e descobriu que havia outra pintura presa ali.

Quando ela separou os dois pedaços de papel, ela encarou em espanto por um segundo a pintura diante dela.

Aquela pintura em particular que ela segurava era tão bela quanto a pintura da Mãe dele.

A imagem capturada naquela pintura era quase forçada. Sai de alguma forma foi capaz de pintar Sakura com longos cabelos róseos em um kimono extravagante onde a parte de cima do tecido caía exatamente abaixo de seus ombros. O kimono era decorado com estampas floridas e ela estava sentada no meio de um jardim, porém estava rodeada por lírios brancos e rosados, sua flor favorita.

Como ele sabia estava além do seu conhecimento. Tudo na pintura estava correto em relação a personalidade dela incorporada em uma pequena pintura em um caderno de desenho. Aquilo tinha até mesmo um belo título, no qual se lia:

Compaixão Monocromática

"Eu realmente não consigo acreditar que ele faria uma coisa assim..."

Suspirando, ela começou a colocar tudo de volta na mochila, folheando o caderno de desenho pela última vez. Ela olhou duas vezes a página da frente e seu coração naufragou imediatamente no esquecimento.

Lá na página principal, havia toda as informações relacionadas com Sasuke, até um pouco sobre a história do massacre do clã Uchiha.

"O que é isso...?"

O peso sobre sua coxa se tornou menor e ela olhou de novo para Sai, que lhe encarou de volta. Aquele era o tipo de olhar que a lembrava aquele que Sasuke lhe dava e Sakura não conseguia encontrar palavras para expressar o quanto se sentia traída e como a crescente confiança entre eles bruscamente se estilhaçou. Tudo que conseguiu manejar foi um 'Por quê...?'.

Ela queria se livrar dele o mais rápido possível, antes que ela se encontrasse manchada com o sangue dele. Eles todos confiaram nele com suas vidas e segredos, e até mesmo contavam com ele em ajudar a trazer Sasuke de volta.

Sai apenas sentou lá em silêncio e continuou encarando-a. Havia raiva em seu olhar, porém a expressão dele ainda demonstrava dor devido ao veneno, mas ela sabia o que estava por vir em pouco tempo. Seria a primeira vez que ela descobriria o lado violento dele.

Ela queria ficar longe dele, quebrar todas as relações com ele e nunca mais ver o seu rosto novamente, mesmo se ele fosse outra miragem de Sasuke para ela. Derrubando o caderno de desenho, ela se levantou e começou a voltar para dentro da fria e vazia floresta.

Ela soube imediatamente o que Sai queria fazer com Sasuke.

Mas antes que ela pudesse pisar para dentro da chuva, Sai segurou o seu pulso e a jogou contra a parede, e ele esmagou seu corpo contra o dela. Ela podia até mesmo sentir a respiração quente dele roçando sua orelha esquerda.

Eles ficaram assim por um longo tempo com um silêncio grave entre eles. Sakura sentiu que Sai estava tentando encontrar suas próprias palavras pra explicar sobre o que era o significado dele naquela aliança.

- Fique longe de mim. – Sakura cuspiu, tentando manter seu punho longe do rosto dele, o suficiente para mandá-lo voando através de cinco prédios de uma vez.

- Ele é perigoso para Konoha, você sabe disso.

- Nossa missão é se infiltrar no esconderijo do Orochimaru e trazer Sasuke de volta. Não matá-lo.

- Mas ele é um bastardo. Um traidor. Isso é pelo o melhor...

Quando Sai disse aquilo, Sakura cerrou seu punho e elevou sua mão e lhe deu um tapa forte na sua bochecha.

- Você não saberia metade das coisas pela qual passamos como um time antes de você aparecer. Eu vou dizer mais uma vez, não fale mal dele.

Sai apenas a olhou de volta, seu corpo ainda esmagado ao dela e ele se empurrou contra ela, fazendo a sua cabeça bater contra a parede.

- Ele nunca vai voltar. Mesmo se você estivesse morrendo, ele nunca viria e salvaria você.

- Nem você. Você relutantemente ignorou as ordens de Yamato-san pra me salvar antes. Você iria se aliar com o Orochimaru, não é?

- Talvez...

- Você não se importa com ninguém, não é? Nem mesmo com seu irmão. Nem mesmo com sua própria Mãe...

A última parte de sua frase se perdeu quando ela se lembrou das pinturas que ele tinha feito dela e de sua Mãe. Depois de ouvir o que ela disse, os olhos dele se arregalaram e ele agarrou os ombros dela e a bateu na parede ainda mais forte.

- Você realmente quer saber por que eu sou do jeito que sou?

Sakura não respondeu, mas o desgosto em seus olhos deu sua resposta.


Sai começou a se deixar afastar de seu irmão, porém ele secretamente desejava a atenção dele de tempos em tempos. Houve até mesmo um tempo quando ele queria nada além que uma quebra permanente de seu irmão.

Depois de um momento, ele de alguma forma se encontrou focando mais e mais em seu estudos e habilidades na academia e era ainda mais requisitado para ser um estudante sob o famoso Danzou. Ele não era o melhor em primeiro lugar, devido a todo o trauma e emoções que estava experimentando, mas Danzou decidiu mudá-lo para uma classe especial de ninjas, aqueles com extraordinário talento.

Logo após uns poucos meses de treinamento, ele foi renunciado pelas emoções e se tornou mais atento no cumprimento das missões.

Sua primeira missão de sucesso foi se aliar a um inimigo e assassinar o líder na idade de dez anos. Mesmo que seus outros companheiros de time tivessem sido mortos no processo de levá-lo até onde estava, ele não se importava, sua missão já estava meio caminho andado.

A missão mais desafiante que ele tinha que fazer era sua lealdade diante de Danzou.

Danzou era respeitado pelas pessoas mais bem-sucedidas e reconhecidas da vila e elas freqüentemente o procuravam por conselhos, mesmo lhe implorando por certos desejos e assuntos particulares de família.

Aquele foi um momento em que Sai se libertou de suas expressões e atitudes inexpressivas e de alguma maneira tinha um desgosto de remorso pelas coisas que tinha feito. Aquilo aconteceu tão rápido que na hora que ele acordou de seu pequeno mundo de escuridão, todo o sangue de seu irmão estava pingando de suas mãos e paredes.

Mesmo que ele estivesse livre de sua atitude insensível, ele não sentiu nada de chocante na cena diante dele. Ele nem ao menos se lamentou ou gritou. Ele apenas ficou lá, consciente do que tinha cometido, e puxou a espada do peito de seu irmão.

Ele perdeu todos os sentimentos permanentemente naquele dia e nunca mais pensou na aquilo. Fazia muito tempo desde que ele se recordou dos pecados que cometera.

Mesmo depois de todo o treinamento pelo qual passou e sem emoção diante a morte repentina de seu irmão, o qual as pessoas pensavam de tratar de uma morte por doença, o desgosto de remorso de Sai o fez manter as três coisas mais importantes de Hayate. Cada peça era uma lembrança do irmão que odiava, que o levava ainda mais perto de seus deveres.

Rekki-Maru era uma recordação do pecado que havia cometido e do senso de dever, lealdade e cumprimento de suas missões.

O anel simbolizava a alma, o corpo e os laços que ele e seu irmão tiveram por aquele tão curto tempo.

E o caderno de desenho era um objeto símbolo da esperança e da renúncia.

No entanto, ele logo se esqueceu de cada representação dos objetos que mantinha com ele. Eles eram agora amuletos da sorte nas missões do que objetos símbolos com significados.

Ele continuou a vida e os deveres do modo que foi treinado e se esqueceu de tudo que aconteceu antes da morte de sua Mãe.

Ele não se arrependia de nada do que tinha feito e estava feliz por se ver livre do passado agonizante e triste que deixou para trás.

Ele era um soldado, um Anbu e nada mais, nada menos.

Nem mesmo quando seu irmão havia se desculpado ou mesmo agonizado por perdão.


O aperto de Sai nos ombros de Sakura se afrouxou e ela ficou ali em pé de olhos saltados.

- Você... como você pôde.. como pode...?

- Eu não posso me redimir desses pecados. Eu sou o que sou... e você...

Sai se perdeu em sua frase. Ele a odiava pelos sentimentos que ela de repente lhe trouxe de volta, que começaram a florescer por dentro devagar. Ele já estava começando a sentir uma estranha conexão com ela, uma emoção apressada que apenas voltou repentinamente quando ela o amparava.

Sakura agarrou a borda de sua blusa e estreitou os olhos. Em pensar que alguém tão novo quanto Sai naquele tempo pudesse mesmo matar seu irmão, o último parente vivo dele. Era outro massacre que a assombrava, exatamente como a história de Sasuke perseguindo-a em seus sonhos.

- Você entende agora?

Sakura começou a escorregar, mais Sai a puxou para cima contra a parede novamente.

- Eu... eu...

Houve outro silêncio grave. Sai moveu sua cabeça mais perto dela, até que seus lábios quase tocassem a orelha dela de novo.

- Você entende, certo?

Naquele momento, ele se encontrou desejando por ela tão abruptamente, como se seu corpo de repente se movesse para mais perto tendo um contado mais íntimo com o corpo feminino próximo, fazendo sua mente se afastar de suas obrigações.

Aquilo foi tão brusco, que ele mesmo se chocou consigo pelo que estava fazendo. Os choros e a angústia dela a fizerem muito insegura e de guarda baixa, suficiente para ele se jogar contra ela. As emoções dele voltaram rapidamente em um instante naquele momento, um sentimento perdido que tinha sido trazido de volta no curto espaço de tempo que ele havia aclamado por conforto.

Seu corpo conectado ao dela, o corpo frágil dela esmagado entre a parede e o seu próprio quando suas mãos encontravam seu caminho ao lado do rosto dela. Era algo que ele nunca tinha feito antes, mas ele desejava fazê-lo há algum tempo agora.

Ela se moveu por um momento, quando as últimas palavras dele de "Você entendeu, certo?" deixaram a sua boca e ela se pegou perdida em suas próprias emoções e desejo, ansiando pelos lábios dele.

Gentilmente, ele pressionou seus lábios nos dela, na esperança de acalmar o já arrepiado corpo dela, como se seu contato fosse frio.

Mesmo que fosse luxúria, ele sentia que era algo a se fazer antes de cometer outro pecado que ele nunca iria se arrepender, sabendo exatamente o quanto aquilo iria persegui-lo em seus sonhos pelo resto da vida.

Mesmo que ele a visse como outra figura materna, seu desejo por ela era muito o oposto.

Os olhos de Sakura se arregalaram ainda mais. Fora um beijo suave no início, mas logo se tornou mais apaixonado, como se ele estivesse faminto pelos lábios dela. Sakura queria o empurrar para longe, porém seu corpo negava o fato de que ele era quente e calmo ao mesmo tempo.

Era realmente contra a personalidade dele fazer algo daquele tipo com ela, mas logo ela esgueirou seus braços em volta dele e imaginou que ela estava com Sasuke em seus braços. Lágrimas caíam rápidas quando desejava por alguém para se preocupar com ela do modo que Sai estava fazendo naquele momento. Ela desejou que Sasuke fizesse aquilo com ela, porém logo ela se encontrou embalada nele, suas pernas entrelaçadas com as dele e seus dedos laçados com os de Sai.

Quem te ensinou sobre emoções?

Sai intensificou o beijo e moveu suas mãos para mais perto das coxas dela, o que fez Sakura deixar escapar um pequeno ofegar. Seu coração começou a bater rapidamente quando ambos estavam perdidos em uma intensa fúria de emoções.

- Sai... eu...

Os poucos e curtos momentos entre eles em breve acabaram quando Sakura estremeceu de dor devido a um objeto afiado que estava fincado profundamente em seu abdômen. Sua visão se tornou turva e ela veio a desfalecer, caindo direto em esquecimento.

Can you be something more than black white and gray, being in monochrome?

Aquela foi a última vez que ela o viu, observando-o pegar seus pertences e segurando Rekki-Maru, da qual pingava o seu sangue.

Ele a deixou pra sangrar pela eternidade.

Ele não deu nenhuma resposta ao suplicar dela e a suas perguntas de 'porquês' e continuou o caminho em ignorância, ainda a mesma criança perdida que ele era sem nenhuma vela. Ele não precisava de uma, muito menos de alguém que o lembrasse de sua Mãe.

"Adeus, Mãe..."


Nota da tradutora: Eu adoro este capítulo! É o meu preferido... principalmente pelo contato mais íntimo dos personagens e pelo final inesperado... achei muito a cara do Sai... se ele deixou que Sakura caísse de uma ponte, por que não tentar matá-la caso ela interferisse na missão? Acho uma situação bem possível... bem, agora este final de semana vou publicar os três capítulo restantes, assim meu trabalho como tradutora terá acabado... a menos que a autora continue a fic...

Espero que tenham gostado!

No próximo capítulo teremos mais reflexões sobre o acabou de acontecer... quem Sakura irá escolher para salvar? Sai se sente culpado?

Próximo capítulo: "Tender Sugar"...