Disclaimer: Qualquer coisa que reconheça da série de Harry Potter não me pertence.

Tom: Que bom que não te pertence, a minha vida e a de todos os outros personagens estaria condenada ao fracasso.

EvilAngel-001: (Sorrindo de uma forma pateta) Eu faço o que eu posso.

N/T: Obrigada pela review Annew! Vou tentar atualizar com mais freqüencia. Bjuxx


Capítulo Dois: Sob o Disfarce de Patriotismo

Em tempos de guerra, o ódio se torna absolutamente honroso, ainda que tenha de ser mascarada sob o disfarce de patriotismo.

-Howard Thurman


"Então, podem me explicar por que tive de dizer que estava esperando por estudantes estrangeiros de intercâmbio?" Dumbledore perguntou enquanto sorria, seus olhos azuis brilhando claramente. Os três se entreolharam, incertos do quanto poderiam contar a ele.

"Bem, pode ver senhor," Harry começou. "Nós somos, e por mais que soe ridículo e provavelmente insano, e viemos do futuro." Ele fez uma pausa, como se permitisse a Dumbledore argumentar. Ele nunca o fez, somente acenou em compreensão, permitindo Harry continuar.

"Hum, bem, Tom Riddle," ele começou a tropeçar nas palavras. "Na nossa época, ele é o bruxo mais temido que já existiu. Ele é, bem, ele é malvado. Ele já matou muitas pessoas e provavelmente continuará a matar," ele suspirou, ignorando a expressão levemente alarmada e chocada que tinha aparecido nas feições normalmente felizes do velho homem. "Ele continuará com isso, a menos que nós possamos pará-lo. Nós vimos aqui para impedi-lo de se tornar Voldemort."

Dumbledore acenou em compreensão, absorvendo toda a informação que lhe foi passada. Ele sempre pensou que Tom Marvolo Riddle fosse absolutamente desagradável, mas nunca pensou que chegaria a esses extremos. Ele tinha um ódio doentio de trouxas e qualquer um que fosse associado a eles, ainda mais que a maioria dos Sonserinos. Mas isto parecia um exagero.

"O que exatamente ele fez, posso ter a audácia de perguntar?" ele perguntou educadamente. Harry deu um sorriso curto e começou a descrever alguns dos atos mais significativos do Lord das Trevas.

"Ele corrompeu o mundo inteiro. É difícil acreditar totalmente em alguém sem estar certo de com quem está sua lealdade. As pessoas têm medo de sair de suas casas. Ele e seus seguidores já tiraram muitas vidas." Harry respirou fundo, se preparando para o que diria a seguir. "Até a sua, Professor."

O velho homem acenou em compreensão e começou a brincar com sua barba, que era mais curta que o comprimento ao qual eles estavam familiarizados. Seu cabelo ainda era castanho avermelhado, embora já aparecessem alguns traços de cabelo cinza e prateado. Sua pele era mais lisa, porém já mostrava os sinais da idade. A única coisa que parecia nunca ter mudado era o brilho de seus olhos azuis.

"Vocês têm consciência de que alterar o futuro é ilegal?" ele perguntou, rindo silenciosamente quando a garota de cabelo castanho se ruborizou. Ela deve ter sido aquela que seguia todas as regras e ordens. Era mais provável estar fora dos planos dela quebrar quaisquer regras.

Hermione finalmente decidiu se explicar. "Nós sabemos disso, mas certamente eles poderão nos desculpar se nós se impedirmos o mundo de sofrer o desastre a que está destinado." Dumbledore sorriu para o quão rápido ela disse isso. Sim, ela era definitivamente a "certinha" do grupo, pelo nervosismo que demonstrava.

"Sim, bem, se vocês conseguirem alterar o futuro, então eles não saberão disso, estou certo?" ele disse, rindo enquanto Harry fez uma careta tentando compreender isso.

Hermione sorriu nervosamente e aquiesceu. "Eu acredito que sim. Você não iria se importar de nos ter aqui tentando mudar o futuro, iria?" ela perguntou.

Dumbledore sorriu. "Eu não posso voltar atrás. Sr. Riddle estaria com muitas suspeitas sobre o porquê de não termos mais estudantes estrangeiros de intercambio. Poderia perguntar seus nomes?"

"Eu sou Gina Weasley," a ruiva falou, decidindo que já era a sua vez. "E estes são Harry Potter e Hermione Granger."

"Ah, sim. Granger? Não tenho certeza de que reconheço este nome," ele disse.

"Não conhece. Eu sou nascida trouxa," Hermione disse, olhando para suas mãos como se elas fossem a coisa mais interessante do mundo.

"Então, está segura. Entretanto, Potter e Weasley são nomes de duas famílias bruxas muito conhecidas. Vocês dois terão que dar falsos nomes."

"O que acha de Evans?" Harry sugeriu, lembrando-se do nome de solteira de sua mãe.

"Muito bem. E você, Srta Weasley?"

"Um, o que acha de Scott?"

Dumbledore sorriu e escreveu os nomes. Que aulas vocês estavam assistindo?" Cada um dos três disse a ele suas aulas e então Dumbledore sorriu. "Seu trabalho vai ser mais fácil. Parece que a Srta Granger terá quase todas as aulas com Sr. Riddle. Vocês são todos da Grifinória, estou correto?" ele perguntou, olhando os distintivos em seus uniformes.

"Sim," Gina respondeu e sorriu docemente.

"Tudo bem. Vocês sabem onde é a torre da Grifinória. A senha para entrar é Rabo-Córneo Húngaro. Lá deve haver uma cama vazia para cada um de vocês, e pela manhã teremos tudo que precisam para assistirem suas aulas. Oh, e eu sugiro que criem uma história sobre o passado de vocês. Agora, lhes desejo uma boa noite," ele disse alegremente. Os três grifinórios sorriram e agradeceram a ele, deixando o professor de transfigurações para trás.

xXx

A sra. Weasley se revirou na cama. Ainda não estava acostumada a ter a cama toda só para ela. Seu braço descansou no lugar onde o Sr. Weasley costumava a deitar e ela deu uma fungadinha. Seus pensamentos foram interrompidos quando ouviu um ruído, o som de uma pancada. Ela se sentou e olhou em volta.

Imediatamente, agarrou a varinha e apontou instintivamente para a escuridão. Ela ouviu o som de novo e logo o reconheceu como sendo uma coruja bicando a janela da cozinha. Ela suspirou por suas próprias tolices e saiu do quarto.

Ela estava tão concentrada em chegar à cozinha, que não percebeu que a mão do relógio que tinha o retrato da Gina era agora uma mão comum que se movia com a face, incerta de onde pousar.

Quando Molly alcançou a cozinha, abriu a janela e concedeu a passagem a coruja. Um bilhete caiu no balcão e ela reconheceu a letra imediatamente: era da Gina. Ela sorriu, feliz por poder contar com sua filha. Ajudava saber que ela não estava sozinha e que poderia contar com seus outros filhos. Eles nunca poderiam preencher o vazio que agora havia nela, mas podiam fazer a dor ser mais suportável.

Abriu o bilhete e começou a ler.

Querida mamãe

Desculpe-me por isso, mas eu devo ajudar Harry e Hermione a derrotar Voldemort. Não se preocupe, eu estou segura. Estou com eles e Dumbledore. Eles me protegerão. Desculpe-me, mas eu tenho que fazer isso. Eu te amo.

Com amor,

Gina

Molly ficou boquiaberta com o pergaminho, horrorizada. Ela tinha perdido outra criança? Sua única filha! É claro que não a perdeu completamente, mas quem garante que ela permaneceria bem? Ela não sabia onde sua filha estava, portanto, quão segura ela estaria?

A bruxa mais velha sentiu que sua respiração tornara-se mais rápida e apavorou-se. Começou a engasgar com suas próprias lágrimas ao compreender que esta guerra estava dilacerando sua família. Essa guerra tinha feito tantas vítimas e até agora havia sentido apenas compaixão por elas. Agora, sua compaixão se tornou empatia e ela nunca havia pensado que sua família poderia entrar em colapso tão impiedosamente.

Apoiou-se no balcão, procurando equilíbrio ao cambalear como se estivesse bêbada. Tentou de focalizar em algo para se firmar, mas era inútil. Suas lágrimas nublaram sua visão e lutou desesperadamente para memorizar cada aspecto desse cômodo em concentração.

Finalmente, suas pernas a sustentaram e ela enterrou seu rosto em suas mãos, soluçando incontrolavel e incessantemente em suas mãos maternais. Suas mãos não eram mais lisas como eles foram um dia. A aspereza mostrava claramente a idade e o trabalho duro. Eram realmente mãos de uma mãe. E ainda, parecia que a aspereza de suas mãos profundamente trabalhadas fosse a única prova material de sua família.

Gina se foi agora. Ela não sabia para onde, mas essa não era mais a questão. A questão é que ela se foi e era tudo culpa de Voldemort.

Seus soluços morreram quando ela se encolheu no chão em posição fetal, ignorando o quão patética deveria estar parecendo. Era assim que todos aqueles que eram afetados pelo Lord das Trevas agiam? Se era, então ele tinha de ser parado. Antes de qualquer coisa a mais, chorou no seu chão até o amanhecer.

xXx

"Olá, meu nome é Abigail, mas podem me chamar de Abby. Bem vindos a Hogwarts!" disse a garota para Hermione, Gina e Harry enquanto eles sentavam-se no salão comunal. Ela tinha longos cabelos loiros que caiam em ondas até o meio de suas costas. Ela tinha olhos castanhos levemente estrábicos e algumas sardas pouco visíveis. Suas formas delicadas eram pequenas e infantis, com quase nenhuma curva a ser mostrada. Contudo, ela era bonita e Hermione soube que gostou dela assim que viu o distintivo de Monitora-Chefe em sua capa.

"Oi, Abigail. È um prazer te conhecer. Meu nome é Gina Scott, e estes são Harry Evans e Hermione Granger, " a ruiva disse sorrindo.

Logo em seguida, um som alto foi ouvido vindo do dormitório dos meninos e logo a escada foi lotada com os rapazes.

"Argh! Potter lá vai ele de novo!" Abby disse ao empurrar os rapazes para fora de seu caminho e se dirigir ao topo da escada, onde possivelmente estava a fonte do problema. Um dos rapazes com cabelo ruivos os viu e sorriu tontamente ao se aproximar.

"Olá, meu nome é Robert Weasley. Bem vindos a Hogwarts, e minha recomendação é: mantenham distância de Chris Potter. Aqui ele é um criador de casos total e seguramente irá querer lhes dar as 'boas-vindas' a Hogwarts," ele disse e apontou para o dormitório masculino. Os três grifinórios sorriram ao tomar conhecimento. Então parece que era uma característica de família.

Eles olharam para cima e viram Abby voltando do dormitório masculino arrastando com ela alguém que parecia ter uns dezessete anos. Ele tinha o cabelo castanho luminoso desordenado e revolto com um rosto fino e bem delineado, as maçãs do rosto altas. Tinha olhos azuis claros que tornavam-se cinza ao encontrar as pupilas. Era bem bonito, mas o olhar bobo de eu-não-fiz-nada-de-errado diminuía o efeito.

"Quantas vezes eu tenho que te falar! Nada de explosivos!" ela falou com desprezo, enquanto o arrastava para a porta. Ela estava, obviamente, levando-o para ver o diretor. O olhar de Chris se deteve nos novos estudantes e ele resistiu a seguir em frente.

"Abby, está gritando comigo quando você é tão rude para não me deixar conhecer os novos alunos," ele disse fluidamente, com olhar falsamente magoado em seu rosto. A garota suspirou e murmurou um xingamento baixinho, enquanto Chris se encaminhava para seu neto e seus amigos.

"È um prazer conhecê-los. Eu gostaria de me desculpar pela minha pequena entrada, mas não fui advertido sobre as novas viti... quero dizer estudantes," ele disse docemente, quase cortês. Pegou a mão de Hermione e a beijou, antes de fazer o mesmo com Gina. As garotas deram umas risadinhas, mas não flertaram. Ele podia ser o avô de Harry, mas fazia lembrar mais os gêmeos Weasley.

Chris sorriu para as meninas e então sacou a varinha e conjurou duas rosas vibrantes. As garotas agradeceram quando ele lhes entregou as rosas vermelhas. "Eu também me desculpo por partir abruptamente, mas infelizmente, esta jovem senhorita," ele disse, indicando Abigail, que parecia pronta para jogar a mesinha de centro nele. "Deve me levar ao escritório do diretor Dippet. Então, tchau, e espero que nos encontremos de novo." Ele acenou um adeus dramaticamente para elas, enquanto uma fulminante Monitora-Chefe o agarrava pelo braço e o arrastava para fora.

Quando os dois já estavam fora do salão, Harry, Mione e Gina trocaram olhares e começaram a rir ao mesmo tempo. Eles não se lembravam da última vez que riram tão abertamente e se divertiram com cada segundo disso. Momentos como esse pareciam difíceis de acontecer desde que a Guerra com Voldemort alcançou seu auge. A maioria dos dias eram gastos com luto e isso era novo para eles.

Ao se acalmarem, viram Robert balançando a cabeça. "Não dá para se acostumar com isso. Desculpem-me por soar paranóico, mas ele só tenta enrolá-los num falso senso de segurança. É quando ele está pronto pregar uma peça em você," advertiu.

"Não se preocupe. Estou seguro estaremos prontos para aprontar com ele," Harry disse, sorrindo. Hermione olhou para ele e sorriu também. Essa pequena viagem já parecia ter feito algum bem para Harry.


N/T2: No próximo capítulo a missão começará de verdade. Terão os primeiros contatos com Tom e a escola como um todo na década de cinqüenta. Isso sem falar de seus antepassados. mandem reviews. Essa história tem caps longos e é trabalhosa de traduzir, ok? Se forem bonzinhos posto o próximo cap mais cedo.

NT3: Natália, também gostei muito do título da fic. Já li muuuitas fics de várias shippers e essa é uma das mais interessantes.Simon de Escorpiao, a Mione terá realmente muuuito trabalho com esses dois. Em conjunto e separados. Os antepassados também não vão facilitar o trabalho dela.

PS: Já traduzi a maior parte do próximo cap, vou tentar postar no máximo quinta, vlw?

bjuxx