Disclaimer: Nada do que reconheçam nos pertence.

EvilAngel-001: Este capítulo é dedicado a Voldemort/Tom Riddle. É um pouco triste, mas eu acho que lhes dará a uma idéia bastante razoável para ele ter se voltado para o lado negro (da força). Isso soou tão Guerra nas Estrelas.

Tom: Ei, nem pense em comparar minha vida com Guerra nas Estrelas. Já é ruim o bastante eu me tornar uma droga de um Arco-íris brilhante no último capítulo.


Capítulo Quatro: Mentiras

Você nunca será forte o bastante,

Você nunca será bom o bastante,

Você nunca acreditou no amor,

Você não alcançará,

-Evanescence, Lies

O Lord das Trevas esfregou a têmpora ao encarar profundamente o fogo. Era quase engraçado, realmente. Como havia crescido em um orfanato com gente lhe dizendo que era esquisito e que nunca alcançaria nada. Alguém o reconheceria se fosse matá-los? Riu levemente ao visualizar o encontro. Era um pensamento estranho, mas o divertia.

Ninguém o reconheceria. Tinha mudado drasticamente com o passar dos anos. Sua pele alva estava ainda mais translúcida e contrastava com seus olhos vermelho-sangue. Seu nariz, ou melhor, a ausência dele, que era como o de uma cobra, com longas fendas que se dilatavam quando ele respirava. Correu a mão sobre a cabeça e não sentiu o abundante, suave e negro cabelo que costumava ter. É claro que ninguém o reconheceria.

Fez uma careta ao ouvir as batidas na porta. Nunca lhe eram permitidos momentos de paz? Suspirou e mandou a pessoa entrar. Era Lucius Malfoy.

O bruxo alto entrou, jogando seu cabelo louro platinado para as costas ao se encaminhar vagarosamente até Voldemort. Fez uma reverência ao se aproximar e então disse, "Recebi algumas informações preciosas. Parece que a sangue-ruim Hermione Granger, a traidora do sangue Gina Weasley e Harry Potter sumiram. Eles acreditam que você é o responsável pelo desaparecimento."

Voldemort aquiesceu. Parecia que o 'escolhido' tinha cedido � pressão e abandonou o precioso mundo que o apoiou cegamente. Sem Dumbledore e o desprezível garoto Potter, o mundo estava quase livre para sua tomada. Se havia alguma hora para agir, essa hora era agora.

"Lucius, acredito que hoje é um bom dia para realizar uma reunião. Organize-a. Espero que todos estejam aqui em uma hora. Qualquer um que não apareça, será meticulosamente punido por mim, em pessoa." Lucius fez uma mesura e deixou Voldemort ao sair para contatar os Comensais da Morte.

Voldemort sorriu ao pensar em seu plano. Estava ponderando se deveria incitar algum medo antes de tomar o controle do mundo mágico. Bem, mais medo do que o usual. Talvez devesse se mostrar com mais freqüência e atormentar as pessoas. Quem ele deveria atormentar primeiro era a questão. Queria que fosse alguém que o ministério não pudesse ignorar.

É claro que não deveria ser tão difícil, todo mundo prestava atenção em Voldemort agora. Não havia descrentes que acusassem Harry e Dumbledore de conspirarem contra o Ministério. Mas precisava de alguém em quem eles prestassem bastante atenção. Quem poderia ser? Traria este assunto � reunião com os Comensais da Morte. Talvez eles soubessem de alguém.

Voldemort sorriu, de certa forma. Sua pele tesa, esticada por suas estruturas faciais fazia seu sorriso parecer mais aterrorizante. Parecia que as coisas tinham voltado a seu favor agora. Potter estava fora de seu caminho, Dumbledore morto. Como a vida poderia ficar melhor? Mas alguma coisa, no fundo de sua mente, o irritava. Era como se de alguma forma, soubesse que o Potter não estava morto. E então lembrou de algo que não havia lembrado antes, não que ele estivesse tentando esquecer isso, mas por que não se recordava que isso tivesse acontecido algum dia.

xXx

"Você fez o quê com o Tom?" Hermione perguntou a Harry ao erguer uma sobrancelha desaprovadoramente. Ele era o futuro Lord Voldemort, mas estavam tentando impedir. Portanto, Harry não podia fazer isso e arriscar a missão para pregar-lhe uma peça.

"Eu adicionei um ingrediente extra em sua poção e quando explodiu, foi coberto com uma gosma que tingiu a pele dele com uma grande variedade de cores," respondeu orgulhosamente enquanto Chris ria loucamente. Abby, Ophelia e Robert rolaram os olhos.

"É, ele deve se tornar seu novo herói, Chris. Você nunca conseguiu pregar uma peça no Tom," Abby disse, com uma pitada de sarcasmo na voz. Chris sorriu amplamente e acenou em confirmação ao dar tapinhas nas costas de Harry.

Gina se voltou para Hermione e balbuciou, "Que fofo. Eles estão se aproximando..." Hermione forçou um sorriso a sua amiga e deu uma risadinha ao se virar para olhar para o fogo. Ela se perguntava como estariam todos em seu tempo.

"Hermione? Tudo bem com você?" Ophelia perguntou ao encarar preocupadamente sua nova amiga. Hermione sorriu e aquiesceu.

"Acho que só preciso de um pouco de ar fresco. Vou sair um pouquinho," ela disse ao se levantar do chão. Harry se pôs de pé também.

"Quer que eu vá com você? Está ficando escuro lá fora," disse. Ela balançou a cabeça.

"Não, Harry. Eu estarei bem." E com isso, se dirigiu para o buraco do retrato e caminhou até o lago, do lado de fora do castelo.

"Ela vai ficar bem, Harry. Ela é uma garota crescida agora. Ela já provou mais de uma vez que pode tomar conta de si mesma sozinha," Gina disse. Ele suspirou. Ela estava certa. Ela era a bruxa mais inteligente de sua geração, se não de várias gerações. Ela poderia pensar claramente se algo acontecesse. Além disso, não era como se Voldemort fosse aparecer de repente.

xXx

Hermione suspirou ao olhar através do lago. Esteve em Hogwarts por seis anos inteiros e estava em seu sétimo e último ano. Parecia que tão pouco tempo havia passado, ainda que muito tivesse acontecido. Nos últimos seis anos descobriu que era uma bruxa, freqüentou a escola de magia, ajudou Harry a proteger a Pedra Filosofal, descobriu que tinha um basilisco na escola, foi petrificada, salvou Sirius e Bicuço, Voldemort retornou, foi ao Ministério da Magia e lutou com os Comensais da Morte, Dumbledore morreu e agora isso. Bem, definitivamente tinha algumas histórias para contar aos seus filhos quando ficasse mais velha. Isto é, se ele vivesse tempo o bastante para ter filhos.

'Não! Não pense desta forma! É claro que você vai viver para ter filho! Se tudo sair como o planejado, você vai viver uma vida diferente!' pensou. Bem, talvez se Harry não tivesse arruinado a missão pregando uma peça no Tom. Ela realmente não se lembrava dele ser tão travesso. Seu avô deve ter resgatado isso de dentro dele.

Mas ainda, como se supunha que ela fosse mudar Voldemort? Como seria capaz de obter que ele gostasse dela o bastante para mudar o caminho que estava trilhando. Então um pensamento lhe passou pela cabeça: Como ele entrou nesse caminho em primeiro lugar? Não tinha muitas informações sobre Tom. Tudo que sabia era que seu nome era Tom Marvolo Riddle, era o herdeiro da Sonserina, abriu a Câmara Secreta e era o futuro Lord Voldemort.

"Tem certeza de que é seguro para uma jovem dama como você estar aqui fora tão tarde da noite?" uma voz calma e aveludada disse. Ela se virou para ver Tom de pé ali, sem um sorriso no rosto. ''Falando no Diabo, aparece o rabo', pensou com indiferença enquanto o sonserino se sentava ao seu lado.

"Seu amigo pareceu se divertir com a pequena peça que me pregou hoje. Só acho que ele deveria saber que isso não foi engraçado. E que vai ter o troco por isso. Você seria boazinha, querida, e passaria esta mensagem a ele?" ele disse. Estava exigindo mais do que pedindo a ela. Hermione não sabia se as garotas deste tempo obedeciam a isso, mas ela não. Oh, ela respondeu, mas não do jeito que ele esperava.

"Não é exatamente um cavalheiro, agora que não tem ninguém olhando, não é? E por causa do seu tom, não, eu acho que não irei retransmitir a mensagem a ele, querido. Você é um garoto crescido. Faça você mesmo," ela cuspiu. Nunca gostou de ter alguém tentando controlá-la o mínimo que fosse.

Tom olhou furiosa e sombriamente para ela que se levantava e o deixava sozinho bufando de raiva. Ninguém nunca falou com ele desta forma antes. Os garotos tinham medo dele, e as garotas o obedeciam, assim como era suposto acontecer. Por que ela não? Ou ela era muito estúpida ou muito corajosa. Presumiu o primeiro. De qualquer forma, isso era levemente admirável. Ele nunca foi o tipo que queria uma garota. Elas eram tão pegajosas e em algum momento iriam irritá-lo, se não o irritassem no começo.

Mas Hermione era diferente. Era inteligente, o que era sempre uma boa coisa. A maioria dos rapazes queria uma moça que não pudesse pensar por si mesma. Elas eram mais fáceis de controlar desta forma. É claro, garotas sempre foram educadas para se concentrar mais nas aparências e agarrar um futuro marido, portanto encontrar uma que não fosse mais inteligente que um pedaço de carne não seria tão difícil. Encontrar uma esperta, com a qual pudesse debater e com quem pudesse manter conversas intelectuais é que era difícil. E era ainda mais difícil encontrar uma que fosse tão teimosa com um homem.

Não era como se as garotas fossem 'fáceis', mas não eram puritanas declaradas também. Contudo, uma garota nunca responderia com ousadia a um homem como a Hermione fez. Especialmente a um homem como Tom. Muitas garotas davam em cima dele. Ele era bonitão, charmoso, inteligente e parecia que iria alcançar uma alta posição, o que resultaria em muito dinheiro. Isso era o que as garotas queriam. Hermione tinha deixado bem claro que não o queria.

E ainda, aquilo o afetou de alguma forma. Não estava encantado com ela. Não, não a conhecia a tempo o bastante e nem bem o bastante para isso, mas definitivamente pensava nela como algo que seria bom, se conquistado. Tinha um tipo de... interesse nela. Definitivamente tentaria descobrir mais sobre ela. Ela merecia isso.

Começou a sentir uma emoção estranha, naquele momento. Sentia como se suas entranhas estivessem dando cambalhotas. Estava nervoso com isso? Claro que não! Lord Voldemort não fica nervoso! Mas, ele nunca teve uma namorada antes. Sequer tinha dado o primeiro beijo de verdade, ainda que muitos rapazes de seu ano não fossem mais virgens. A única vez que sentiu borboletas no estômago antes foi quando tinha oito anos de idade.

Seu nome era Delilah e ela era a única pessoa pela qual nutria sentimentos reais que não fossem ódio ou inveja. Ela era bem bonita pelo que se lembrava. Possuá cabelos negros lisos que caiam pelas suas costas e tinha pele bronzeada. Tinha olhos castanhos cálidos e sempre mantinha um sorriso no rosto. Era delgada e gentil.

Ele a conheceu no orfanato. Algumas crianças o atormentavam. Estavam dizendo como ele era esquisito, estranho e como sua vida era um desastre, depois de tudo, seu próprio pai o havia abandonado. Aquela era a prova exata de que ninguém o vqueria. Não podia responder nada para as crianças, porque elas estavam ali por que suas famílias tinham morrido, e não tinham sido renegadas.

Odiava as crianças, mas mais que tudo odiava o fato delas estarem certas. Quem iria querê-lo, se seu próprio pai não o queira? Nem, ao menos, tinha seu espírito para tomar conta dele. Era somente um pária. Odiou o que sentiu ao pensar sobre isso. Tinha orgulho do seu poder, que em algum lugar sabia que tinha, e a habilidade de semear medo na vida em alguém só com o olhar, mas odiava se sentir fraco e perdido. Odiava sentir dor.

Um dia, enquanto as crianças zombavam dele e os adultos fingiam não ver, ela tomou seu partido. Era um pouco mais velha, então ele nunca a havia conhecido realmente. Ela não só gritou com as crianças por zombarem dele, como zombou delas também. Tom sorriu ao lembrar o que foi dito.

"Qual é exatamente o problema de vocês? Ao menos, ele não precisa atormentar os outros para se sentir melhor consigo mesmo ou ganhar respeito! Vocês são patéticos. Acham que ridicularizá-lo ou a qualquer outro vai melhorar a vida de vocês? Fará ficarem mais ricos? Inteligentes? Bonitos? Por que não vão fazer alguma coisa que possa realmente ajudá-los a ganhar o que vocês sempre sonharam e o deixem em paz!" gritou para eles.

As crianças olharam para seus pés e alguns chutaram sujeirinhas do chão até que lentamente foram embora. A jovem garota suspirou e se sentou ao lado de Tom, colocando a mãozinha em seu ombro e sorrindo para ele.

"Não se preocupe com eles. Quando os encontrar daqui a vinte anos, será você que estará rindo deles por que você compreendeu alguma coisa além de si mesmo," ela disse sinceramente. Sua voz era doce. Soava como seda e mel ao mesmo tempo.

"Você realmente acha isso?" Tom perguntou a ela. Ninguém nunca disse a ele que poderia ser bom em alguma coisa. Eles simplesmente o ridicularizavam e diziam que era esquisito e imprestável. Até os adultos diriam estas coisas dele, se não comentários piores. Depois de algum tempo, passou a acreditar neles. Isso era algo novo.

Ela sorriu para ele. "É claro. Você é esperto e bonito. Qualquer garota cairia aos seus pés. Mas escolha com sabedoria, você não vai querer uma que só esteja com você por causa da sua imagem. A garota que você quer, é alguém que pode desafiar a sua mente com a dela própria e será um pouco teimosa. Acredite em mim, valerá a pena do final das contas. E se a garota não ficar atraída por você, então não é tão inteligente quanto aparenta ser," ela adulou. Tom sorriu para ela que riu um pouco. Era como se ela fosse um anjo enviado a ele do céu.

Então o sinal bateu, e ela olhou para o prédio do orfanato. "Bem, é melhor eu ir ou me atrasarei para a aula. Te vejo mais tarde, Thomas." Antes dela levantar para ir embora, agarrou seu rosto e plantou um beijo gentil em sua bochecha, foi como se estivesse beijando a asa de uma borboleta. Ela saiu e sorriu para ele antes de se retirar para o edifício par sua aula.

Tom ficou sentado ali, chocado e inconscientemente pôs a mão na bochecha que os lábios dela haviam tocado. Ele sentiu um bater de asas no estômago e depois dar cambalhotas. Levantou-se depois de algum tempo e se dirigiu a um prédio distinto, o prédio dos meninos.

O orfanato era dividido por gênero e depois dividido por idade. Não era um realmente um enigma o porquê dele nunca tê-la encontrado antes.

Depois disso, ela andara com ele cada vez que o via. Não precisou defendê-lo muito mais, pois já tinha ensinado uma lição �s crianças, mas eles ainda implicavam com ele. Ele não se importava mais com isso. Percebeu o quão especial e inteligente era, sempre que conversava com Delilah. Ela era tão gentil e bondosa com ele.

Então um dia, a pior coisa imaginável aconteceu. Delilah e ele tinham por hábito se encontrar depois do almoço no intervalo todos os dias. Um dia, ela não veio. Seu coração se quebrou. Sentiu como se tivesse tomado um fora, ainda que não fosse um encontro, nem entendesse exatamente o que significava tomar um fora, mas ele sentiu abandonado. Para onde ela foi? Seria ele tão desagradável?

Concluiu que talvez ela tivesse pegado uma doença. Tinha se queixado um pouco que não se sentia muito bem e apesar dos grandes esforços do Tom, não foi � enfermaria. Ele pulou do seu balanço e se dirigiu até a enfermaria.

Entrou e se escondeu atrás da porta quando viu madame Gallaway e uma mulher mais velha conversando. Reconheceu a mulher mais velha como sendo a diretora da unidade feminina, mas não conseguia se lembrar de seu nome. Ambas as mulheres pareciam bastante preocupadas.

"Como está a Srta. Farson?" a diretora perguntou. Farson. Este era o sobrenome da Delilah.

"Temo que não muito bem. Sua febre aumentou e ela não está ficando melhor. Depois de alguma pesquisa, temo que seja leucemia." a enfermeira disse solenemente. A diretora suspirou pesarosamente e olhou para longe.

Leucemia? Ele já tinha ouvido falar sobre isso antes, mas nunca soube o que era realmente. Era uma doença, sem dúvida, mas o que realmente fazia ele não sabia. Seria um tipo de gripe? Soava como se fosse.

Rápida e silenciosamente, saiu e correu para a biblioteca. Encontrou alguns livros sobre medicina e começou a lê-los do principio ao fim, parando quando encontrou leucemia.

Leucemia: O que é isso?

Leucemia é um tipo de câncer, uma doença que começa nas células que compõem o sangue e outros tecidos. Normalmente, células sanguíneas crescem e se dividem. Quando uma célula velha morre, o corpo as substitui por novas para continuar a funcionar.

Algumas vezes, há um erro no processo no qual novas células sanguíneas são formadas quando não são necessárias e células velhas não morrem quando deveriam.

As células sanguíneas são formadas na medula óssea. A medula óssea é um tecido gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários ossos. A medula óssea produz as células sanguíneas de que o corpo necessita, hemácias, leucócitos e plaquetas.

Quando uma pessoa tem leucemia, a medula óssea produz leucócitos anormais. Inicialmente, as células funcionam normalmente, mas com o tempo, elas começam a coagular as células sangüíneas normais e fazer o corpo ir parando de funcionar ou parar completamente de realizar as funções normais.

Tudo bem, então não era um tipo de gripe como ele pensou. Isso não podia ser adquirido, assim como provavelmente não era causado por algum agente esterno. Continuou a relancear os olhos até que chegou a uma seção. Seu coração começou a bater mais rápido a cada palavra que leu.

Como todas as células cancerígenas e problemas de saúde, não há cura para essa doença e todos que são diagnosticados com esta enfermidade fatal...

Ele leu o suficiente. Não precisava ler mais para saber que a única pessoa que já se preocupou com ele iria morrer e não poderia fazer nada quanto a isso. Sabia o que significava a palavra fatal.

Pôs o livro de volta no lugar e correu para seu quarto. Sentou-se na cama com o rosto enterrado no travesseiro. Nnão chorou ou sequer pareceu que iria chorar. Somente se deitou ali. Havia perdido as aulas daquele dia e algumas depois. Tinha ouvido os adultos fazerem comentários sobre ele como se estivesse apenas querendo chamar atenção.

"Ele está faltando todas as aulas. Não que isso vá fazer alguma diferença. Não iria entender o que os professores diriam de qualquer forma."

"Ele está assim por causa daquela menina de onze anos, Delilah Farson. Está sendo tão ridículo. Deveria superar isso. Não é como se ela realmente se importasse com ele. Quem se preocuparia com ele?"

Aquelas eram algumas das muitas coisas que ouviu deles. Não falou com ninguém por algum tempo. Não queria. A única pessoa com a qual gostava de falar era Delilah, e ela estava morrendo.

Um dia, ouviu a notícia que nunca quis ouvir. Delilah havia morrido. Havia partido de uma forma que não merecia. Tinha sofrido muita dor. Tom ouviu as notícias da conversa de alguns professores. Aquele parecia ser o único jeito dele ouvir qualquer coisa.

Deixou seu quarto e se enfiou na enfermaria tarde da noite, na noite seguinte a que ouviu sobre a morte dela. O corpo descansava suavemente numa cama em um quarto particular. Não sabia como, mas de alguma forma ele conseguiu abrir a porta trancada.

Caminhou até ela, seus olhos se adaptando a escuridão. Alcançou sua cama e olhou para seu rosto. Sua bela pele bronzeada se fora e agora era pálida. Escuros círculos roxos estavam em torno de seus olhos e seu peso saudável tinha diminuído drasticamente. Seu cabelo não era mais tão bem tratado como antes e não estava mais tão brilhoso nem parecia limpo. Tinha sido desconectada de todas as máquinas e remédios que tinham nela, o qual tornava acena menos surpreendente.

Colocou uma mão na bochecha dela e estremeceu ao sentir o quanto a pele dela estava fria agora. Não estava mais tão cálida quanto foi um dia. Ela estava fria e vazia. Pôs a mão na bochecha dela novamente, sem pular quando sentiu a temperatura desta vez. Sua outra mão apertava a dela que estava tão fria quanto sua bochecha.

Finalmente, depois de meses de solidão desde que ouviu que ela tinha leucemia, chorou.

Ele nunca tinha chorado assim antes. Chorou quando era um bebê, mas era por que não sabia falar. Assim que pôde formar frases coerentes, nunca mais deixou cair uma única lágrima. Agora, sentado aqui, acariciando a única pessoa com a qual já se importou, a única que já se preocupou com ele, as lágrimas caíam por suas bochechas pálidas.

Começou a tremer com as lágrimas e até grunhiu um pouco. Estava triste, isso era certo. Mas só reconheceu uma emoção: raiva. Ela o tinha deixado. A única pessoa na qual podia confiar, o abandonou. Era irônico como ela disse que qualquer garota que o deixasse não era esperta e agora ela era a garota que o deixava. Sabia que não era por culpa dela que havia morrido, mas ainda a culpava.

Culpava a si mesmo também. Era um idiota por ter se metido nisso. Amizades eram estúpidas e qualquer coisa além disso, era ainda mais estúpido. Eles só te deixavam triste quando acabavam.

Aquele foi o dia em que decidiu nunca mais ceder a esses desejos banais do coração. Não aceitaria que ninguém se tornasse tão próximo a ele. Pelo menos, ninguém que se importasse de perder. As pessoas com quem se importava sempre tinham uma forma de abandoná-lo quando mais precisava delas.

Tom suspirou e esfregou as têmporas ao mesmo tempo. Estava ficando tarde. Era melhor ir andando ou então se atrasaria para sua ronda como Monitor-Chefe.

Levantou-se e espreguiçou-se. Tentou parar de pensar em Hermione e Delilah, mas não conseguia. Continuou pensando sobre o que Delilah disse sobre encontrar a garota certa e o quanto Hermione se encaixava nesta descrição...

xXx

Hermione caminhou pelos corredores ainda transtornada sobre o que Tom disse na noite passada no lago. Ele era pomposo, um idiota arrogante, ela concluiu. Não tinha forma de querer seguir em frente com essa missão. Tudo que tinham que de fazer era se tornar amigos dele e ela nem queria fazer isso. Ele provavelmente não se sentia tão entusiasmado com essa idéia, depois que Harry o transformou no bruxo mais colorido do mundo. Bufou um pouco ao pensar. Era engraçado, agora que pensava sobre isso. Alguém sem cor na pele, de repente é coberto com mais cores do que pode nomear.

Ela estava tão absorta em, seus pensamentos, que não viu duas pessoas com as quais colidiu. Levantou a cabeça e viu que era um casal.

O garoto era alto de pele clara e cabelos loiro-pálidos. Tinha um olhar sonhador como se estivesse com sono e a fazia lembrar a professora Trelawney. Ele tinha olhos azuis brilhantes e sorria amorosamente para a garota que caminhava com ele e era sua namorada.

A garota era muito bonita. Tinha longos cabelos ruivos brilhantes e cacheados e pele clara com sardas. Possuía olhos castanhos e também tinha um sorriso no rosto.

"Sinto muito," Hermione se desculpou.

"Está tudo bem. Você é uma das novas alunas, certo? Bem-vinda a Hogwarts. Meu nome é Ângela Parker," a garota disse. Ela tinha uma voz gentil e falava calma e docemente.

"Meu nome e Aiden Lovegood," o garoto disse ao estender a mão para apertar a dela.


EvilAngel-001: Sim, Luna é uma das minhas personagens favoritas. Ela é incompreendida, ainda que seja tão sábia. Eu adoro sua loucura também. Ela é uma garota doce. Eu sempre pensei que ela e Ron fariam um casal fofo de alguma forma.

Ron: Você acha que eu devia sair com a Luna!

EvilAngel-001: Por que os mortos voltam � vida! De qualquer forma, este é o fim do capítulo. O próximo terá Voldemort discutindo seus planos com os Comensais da Morte. Muhahaha! (olha em volta sem jeito e então clareia a garganta.) Por favor, reviews. Tchau.

Better off dead: Não tinha a menor idéia do que significava, até que descobri que John Cusack estrelou um filme com este título em 1985. Portanto coloquei a tradução do nome do filme: "Minha vida é um desastre".

Speak of the Devil and he shall appear: literalmente seria "Fale no Diabo que ele deverá aparecer", mas como temos um ditado bem parecido, resolve mudar. Procuro deixar a tradução mais natural com versões brasileiras dos ditados e piadas, já que se fosse traduzir tudo mecanicamente, muita coisa não faria sentido, e já que mudo o que pode não fazer sentido, mudo a maioria das piadas ou ditados para seu equivalente em ptg.

N/T: Nossa, pensei que este capítulo não acabaria nunca mais. Fiquei com preguiça esta semana e deixei cinco páginas para traduzir e revisar hoje. E como e Lei de Murphy rege, a luz acabou duas vezes hoje. Só hoje. Não tinha acabado nenhuma vez este ano, não estava chovendo nem nada, mas como eu tinha muito o que fazer... pelo menos deu tudo certo. Mas tenho uma má notícia. Dia 10 voltam as aulas na facul, dia 15 volta o curso de espanhol... ou seja, menos tempo para traduções. Não sei qual vai ser o intervalo das traduções depois que voltarem as aulas, mas já tenho planos de traduzir uma one-shoot e uma fic em espanhol, ainda inacabada. Ambas Dramione. Sugestões de outros casais serão amplamente aceitas.

Bjuxx