Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Aaliah, Eurin, Aimê, Alicia, Receba e Melissa são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.


Capitulo 5: Coisas que só a tia ensina.

I – Provocações.

Passou a mão pelos cabelos, deixando transparecer sua impaciência. A aula estava demorando demais para acabar. Ouvia a professora falar e falar sem parar. Bufou, assoprando a franja azulada que caia sobre seus olhos.

Quando não era aquela ladainha da professora era aquela idiota da Melissa Carter a lhe aporrinhar a vida. Prometera a mãe não socar mais a cara dela, mas tal idéia tornava-se incontrolável a cada dia.

Olhou para o calendário dentro do caderno e constatou surpresa que estavam a dois dias de seu aniversário de oito anos. Suspirou distraidamente, já tinha algum tempo que vinha se questionando sobre uma coisa.

Estava com quase oito anos, se fosse iniciar um treinamento para se tornar amazona, teria de ter começado isso à pelo menos dois anos atrás, com seis. Sabia que isso era um legado tanto na família de sua mãe, como na de seu pai, mas Aimê em momento algum lhe sugerira a idéia de tornar-se uma amazona.

Perguntara a tia sobre o porque isso, mas Eurin apenas respondera que quando fosse mais velha, entenderia muitas das decisões de sua mãe, mas por hora, não tinha maturidade suficiente para encarar isso sem revolta.

Ela poderia estar certa, mas não faria mal aprender a pelo menos socar a cara de alguém, sem correr o risco de quebrar os dedos; ela pensou, com um meio sorriso nos lábios.

-Hei idiota, o sinal já bateu; Melissa falou, passando por si, esbarrando propositadamente em seu braço.

Voltou-se para ela com os orbes estreitos, respirando fundo. Lembrou-se de um mantra hinduísta de meditação que sempre usava nessas horas para não surtar.

-"Seja uma montanha, seja uma grande montanha..."; ela repetiu a si mesma.

Virou o rosto, dispensando todas as suas atenções para a mochila e os livros que guardava nela. Bufando irritada, Melissa deixou a sala, novamente sendo ignorada por Aaliah.

-Sabe, não sei como você agüenta; alguém comentou, dando um suspiro cansado.

Virou-se na direção da voz abrandando o olhar, vendo uma garota da mesma idade que a sua, cabelos alaranjados e orbes azuis. Sorriu tristemente para a colega.

-Ultimamente eu faço a mesma pergunta; Aaliah respondeu.

-Já pensou em falar com a sua mãe sobre isso? –Rebeca perguntou, colocando a própria mochila nas costas e aproximando-se de Aaliah.

Eram amigas desde que freqüentavam juntas a pré-escola, Lisa mãe de Rebeca já fora professora das duas e também era amiga de Aimê, o que contribuía para a afinidade entre as duas garotinhas.

-Não quero preocupar a minha mãe com isso; a jovem respondeu, retirando o laço azul marinho que prendia os cabelos e jogando-o dentro da mochila. –Detesto isso; ela resmungou.

-Idem; Rebeca falou, rindo.

-Bom, é melhor eu ir, tia Eurin ficou de vir me buscar hoje; Aaliah falou, saindo com a garota para fora da sala.

-Ta certo, mas me diz, quais as expectativas para daqui dois dias? –ela perguntou, animada.

-Não sei, todo ano a mamãe e a vovó fazem uma coisa diferente; Aaliah respondeu sorrindo.

Estavam chegando já nos portões da escola, quando um garoto da mesma idade que elas aproximou-se com um olhar hesitante.

-Ahn! Oi; ele falou, sorrindo sem jeito.

-Oi; as duas responderam, trocando um rápido olhar.

-Ahn! Aaliah, vou indo na frente, depois a gente se vê; Rebeca falou, apressando-se em se afastar.

-Mas...; Não teve tempo de terminar, a amiga já estava longe. –"O que deu nela?"; ela se perguntou, mas voltou-se para o garoto. –Então?

-Bem, fiquei sabendo que seu aniversário é daqui dois dias; Rafael comentou casualmente.

Ambos faziam parte de um grupo limitado de amigos, embora não estivessem na mesma sala, já haviam estudado outros anos juntos. Tinham uma certa afinidade, a típica amizade colorida de criança.

-...; Assentiu, esperando-o continuar.

-Ahn! Então, eu pensei que... Bem; Ele começou, passando a mão nervosamente pelos cabelos castanhos. –Se você não...;

-Rafa, ai esta você; Melissa falou, surgindo sabe-se lá de onde, agarrando-se ao braço do garoto, pegando os dois de surpresa.

-Melissa; ele falou surpreso.

-Sabe estava pensando, o que acha de irmos naquela sorveteria perto de casa? Mamãe disse que paga; ela falou, manhosa.

-Mas...; Rafael balbuciou, voltando-se para Aaliah, que tinha a sobrancelha arqueada.

-Ah! É você; Melissa falou voltando-se com um olhar entojado para a jovem.

-AALIAH, VAMOS; Eurin chamou, aproximando-se.

-Bom passeio; ela falou, sarcástica, passando por eles, não iria ficar ali vendo novamente aquela garota irritante se exibindo para todos, como se tivesse o poder de comprar a alma de alguém.

-Aaliah, esp-...;

-Vamos Rafa, deixa essa ai pra lá; Melissa falou, puxando-o para a direção oposta, impedindo-o de falar algo.

-o-o-o-o-

-Desculpa a demora tia; Aaliah falou, aproximando-se de Eurin a abraçando.

-Tudo bem, mas fiquei preocupada ao ver aquele monstrinho perto de você; Eurin falou, torcendo o nariz em sinal de desagrado, ao referir-se a filha de Alicia.

-Tia, se a mamãe te ouve falando isso; ela brincou, com um sorriso maroto.

-Esse é o nosso segredinho; Eurin falou, com um largo sorriso. –Mas vamos pra casa, sua mãe só vai poder sair à noite da floricultura hoje; ela avisou.

-...; Aaliah assentiu, seguindo com ela.

II – Defesa Pessoal.

Arqueou a sobrancelha ao entrar em seu quarto na casa da tia, viu em cima da cama um uniforme. Um tipo de maiô azul, uma calça fina preta e sapatilhas de mesma cor.

-Um uniforme; Aaliah balbuciou, vendo de soslaio Eurin encostar-se no batente da porta.

-Exatamente; Eurin respondeu, calmamente.

-Para que? –Aaliah perguntou, voltando-se para ela, com um olhar confuso.

-Digamos que esse vai ser um outro segredinho nosso; a tia respondeu, com um meio sorriso.

-...; Arqueou a sobrancelha ainda mais, quando a tia falava isso, normalmente era quando iriam quebrar alguma das regras da mãe e estariam encrencadas se Aimê descobrisse.

-Bem, antes que diga, não vamos infringir nenhuma das regras da Aimê, vou apenas lhe ensinar defesa pessoal; Eurin adiantou-se em explicar.

-Ahn? –ela murmurou, confusa.

-São algumas técnicas de luta, coisa básica; Eurin falou, gesticulando displicente. –Apenas para quando você tiver algum problema e ninguém por perto, você saber se defender sozinha;

-Mas...;

-Ande logo e veste isso, não temos muito tempo pra ficar perdendo; a tia avisou, saindo do quarto, sem deixa-la esboçar reação alguma.

Deu de ombros, suspirando resignada, era melhor não contrariar a tia.

III – Escolhas para a vida toda.

Dois dias depois...

-Feliz aniversário; uma das colegas de sala desejou, a cumprimentando com um largo sorriso.

-Obrigada; Aaliah agradeceu.

Muitos amigos vieram cumprimenta-la no decorrer da aula e do intervalo, já estava na hora de ir para a casa. Aimê avisar que iria busca-la, por isso não poderia demorar, a mãe possivelmente já deveria a estar esperando.

Despediu-se dos amigos e deixou a sala com Rebeca.

-Hei, estive pensando em uma coisa; Receba começou.

-O que? –Aaliah perguntou, um tanto quanto distraída. Apenas um amigo não viera falar com ela o dia todo, embora ainda fosse jovem, não deixava de admitir que isso fazia falta.

-Aquele dia que o Rafa veio falar com você, o que ele queria? –a amiga perguntou, só agora lembrando-se de tocar no assunto.

-Não sei; ela respondeu, dando de ombros.

-Como? –Rebeca perguntou, arqueando a sobrancelha, mas franziu o cenho ao ver Aaliah parar de repente, olhando para um ponto mais à frente. Seguiu o olhar dela e seu queixo literalmente foi ao chão.

Piscou freneticamente tentando acreditar no que estava vendo. Todos os amigos sabiam o quanto Rafael e Aaliah eram amigos e tinham uma grande 'afinidade', o que não se estendia, devido a pouca idade, mas a questão era que todos teciam comentários sobre como seriam quando fossem adolescentes e ficassem realmente juntos, porém aquilo que via ia contra todas as expectativas.

-Ahn! Rebeca, a gente se vê amanhã; Aaliah falou, saindo em disparada.

-Mas...; Ela não completou, ainda chocada ao ver Rafael e Melissa andando de mãos dadas pelo pátio da escola, enquanto a garota entojante exibia-o como um troféu para quem quisesse ver.

-o-o-o-o-

-Aaliah; Aimê chamou, vendo a garotinha quase lhe atropelar.

Franziu o cenho, quando ela andava com a cabeça baixa deixando a franja cobrir-lhe os olhos é porque algo não estava bem. Colocou a mão sobre seu ombro, fazendo-a erguer a cabeça. Seus olhos estavam marejados e vermelhos, porém nenhuma lagrima caia.

-O que foi meu anjo?

-Mãe, vamos embora, por favor; ela pediu, em tom de suplica.

-...; Aimê assentiu, seguindo com ela para Vale das Flores.

-o-o-o-o-o-

-O que deu nela? –Eurin perguntou preocupada.

Mal Aimê abrira a porta de casa, Aaliah desatara a subir correndo as escadas para o quarto, deixando os avôs e a tia, preocupados.

-Não sei, quando cheguei na escola ela já estava amuada; Aimê respondeu, preparando-se para subir as escadas quando o telefone sem fio na mão de Emilia tocou.

-Alô; a senhora atendeu.

-Oi, por favor, posso falar com a mãe da Aaliah? –a voz infantil de Rebeca, soou do outro lado da linha.

-Só um minuto; Emilia falou, tapando o fone com a mão e voltando-se para Aimê. –Rebeca Summers, para você;

-...; Aimê assentiu, com o cenho franzido, não era normal a amiguinha de Aaliah ligar para falar diretamente consigo. –Alô;

-Oi tia; Rebeca falou, já acostumada a chamar a mãe da amiga assim.

-Oi Rebeca, aconteceu alguma coisa?

-Sabe a Melissa? - a garota começou hesitante.

-Sei, o que tem ela? –Aimê perguntou, contando até dez, pra não mandar aquela fedelha irritante para o tártaro.

-Ela ta namorando o Rafael; Rebeca falou.

-Como? –ela perguntou, piscando freneticamente, tentando entender em que aquelas palavras implicavam.

Lembrou-se que Aaliah lhe falara sobre esse garoto, conhecia os pais dele a um bom tempo e sabia do interesse da filha nele, que por sinal era recíproco embora ainda fossem crianças, mas as palavras de Rebeca caíram como uma bomba em sua mente.

-Quando a gente tava saindo da escola, a Melissa tava desfilando com ele no pátio para provocar a Aaliah; Rebeca continuou.

-Entendo; Aimê falou respirando fundo, com os punhos serrados.

-Eu ai falar com ela, mas ela saiu correndo, fiquei preocupada tia;

-Não se preocupe Rebeca, ela já esta em casa, quanto a isso eu vou dar um jeito; ela falou, respirando pesadamente.

-Ta certo. Ah tia, mamãe disse que se precisar de alguma coisa só falar; Rebeca falou, ouvindo a mãe do seu lado.

-Obrigada; Aimê respondeu, com um meio sorriso. –Agora vou falar com ela e resolver isso; ela completou.

-Tchau tia; Rebeca falou, preparando-se para desligar o telefone.

-Tchau; ela respondeu, desligando o telefone.

-Então? –Eurin perguntou impaciente.

-Sabe, estou começando a considerar aquela idéia de transformar uma certa fedelha irritante em adubo pra xaxim; Aimê falou, com um brilho perigoso nos orbes amendoados.

-Melissa Carter de novo? –os três falaram juntos.

-...; Aimê assentiu. –Vou subir e conversar com Aaliah; ela avisou.

-Vai lá; Eurin falou, vendo-a subir as escadas em direção ao quarto da filha.

-Eurin, o que esta tramando? –Emilia perguntou, ao ver que nos lábios da amazona um meio sorriso 'diabólico' formar-se.

-Eu? –ela falou, casualmente, vendo o casal assentir preocupado. –Nada que aquela inútil da Alicia e aquela fedelha não mereçam; Eurin falou, encaminhando-se para a porta.

-Eurin, por favor, sabe que Aim-...;

-Sei, não se preocupe Henry; Eurin o cortou. –Não costumo bater em crianças, porém, entretanto e todavia... Acidentes acontecem com os pais de vez em quando; Ela não completou, deixando a expectativa pairar no ar, enquanto deixava a casa, com ar sombrio.

-o-o-o-o-

Mal chegou no corredor ouviu os soluços da criança que trancara-se em seu quarto. Aproximou-se da porta, hesitando por um momento em bater, por fim resolveu entrar sem o fazê-lo. A porta rangeu um pouco, mas não se importou.

-Ôh meu anjo; Aimê sussurrou, sentando-se na beira da cama, passando a mão pelos cabelos da filha.

Ouviu os soluços aumentarem e a mesma enterrar a cabeça nos travesseiros.

-Calma; ela pediu, respirando fundo antes de continuar. –Rebeca ligou, ela estava preocupada com você;

Não ouve resposta, porém os soluços pareceram diminuir.

-Ela me contou sobre o Rafael; Aimê falou, sentindo-a tensa. –Aaliah, olhe pra mim;

Hesitante, virou-se para a mãe, sentindo as lágrimas correrem impiedosas por sua face.

-Vem aqui; Aimê falou, puxando-a para seus braços, sentando-a em seu colo.

Envolveu-a em um abraço terno e quente, sentindo Aaliah aos poucos se acalmar. Não era nada fácil ver a filha sofrer ainda tão jovem por algum fedelho que não sabia nem o que era testosterona, mas precisava ir com calma com ela, se não apenas a magoaria ainda mais em vez de ajudar.

-Mãe, não entendo; Aaliah murmurou, agarrando-se fortemente a blusa dela.

-O que, criança? –Aimê perguntou, afagando-lhe as melenas.

-Porque ela me odeia, nunca fiz nada pra ela; a garotinha respondeu num sussurro, referindo-se a Melissa.

-Sabe querida, existem pessoas e pessoas; ela começou.

-Como assim? –Aaliah perguntou confusa.

-Eu e seu pai discutíamos bastante sobre isso, a criação de uma pessoa e o quanto isso influência em seu caráter posteriormente; Aimê explicou. –Agora você pode não entender direito o porque da Melissa agir assim, mas quando você amadurecer mais, vai entender que talvez isso nem seja com ela, mas o problema tenha começando bem antes disso; ela completou, referindo-se a Alicia.

-Mãe, a senhora ta falando da mãe dela?

-...; Aimê assentiu. –Nem sempre fazemos as melhores escolhas na vida querida, mas tudo que escolhemos tem um reflexo, que pode não ter uma repercussão grandiosa agora, mas uma hora tem;

-Não entendo; Aaliah murmurou confusa.

-Não se preocupe, um dia você vai. Agora pense pelo lado positivo;

-Qual? –Aaliah perguntou, visivelmente mais calma.

-Quem sabe não era para você e esse Rafael ficarem juntos, quem sabe as Deusas do Destino não estão preparando alguém bem mais interessante para quando você estiver realmente preparada para as responsabilidades de um relacionamento a dois; Aimê falou, afastando os fios azuis que caiam sobre a testa dela.

-Entendo, agora antes do tempo, nem que ele fosse a reencarnação de Buda; Aaliah brincou, torcendo o nariz. –Não vou ficar mais perdendo tempo com isso, se tiver que acontecer, vai acontecer não é mãe? –ela perguntou com os olhinhos brilhando.

-Claro que sim; Aimê respondeu sorrindo. –Mas se bem me lembro essa frase é da Eurin; ela comentou desconfiada, quanto ao que a irmã estava ensinando para a filha.

-...; Aaliah deu um sorriso maroto. –Mas vou me concentrar mais nos estudos e não vou deixar que a Melissa nem ninguém me atrapalhem. Como a senhora disse, quando eu tiver maturidade suficiente para aceitar essas responsabilidades ai não tem problema;

-Assim que se fala; a mãe brincou, dando-lhe um beijo estalado na bochecha. –Agora levanta daí e vai se trocar, temos que sair;

-Aonde vamos? –Aaliah perguntou confusa.

-Surpresa; Aimê respondeu sorrindo enigmaticamente.

III – Paciência tem limites.

Tirou a chave do carro de dentro da bolsa e estava para coloca-la na fechadura, quando arregalou os olhos surpresa, quando uma mão fechou-se em seus cabelos, puxando-os com força para baixo, fazendo com que caísse no chão.

-Hei; Alicia falou, tentando se soltar.

-Ora. Ora. Cadê todo aquela petulância eu você anda ensinando para aquele monstrinho que tem como filha? –Eurin perguntou, de maneira sarcástica, com um brilho ferino nos orbes.

-Eurin; ela falou surpresa.

-Primeira e única, mas deixe-me lhe lembrar uma coisa; a amazona começou, literalmente prensando a entre sua mão e a porta do carro. –Aimê tem uma santa paciência, mas ao contrario dela a minha é limitada... Bastante limitada eu diria;

-O que quer dizer com isso? –Alicia perguntou, com a voz tremula.

-Que se aquele diabinho que você tem como filha, ficar importunando a minha sobrinha, o tártaro vai ser o paraíso, perto de onde vou mandar as duas; ela avisou, jogando-a contra o chão e se afastando.

Alicia arregalou os olhos, sentindo as pernas tremulas, impedindo-a de se levantar, viu a silhueta da amazona desaparecer de sua vista. O recado estava dado e sabia que Eurin não era de ameaçar, quando ela falava algo, cumpria com todas as letras.

Uma coisa que ela e Aimê tinham em comum era o amor que sentiam por Aaliah, que fazia com que as duas chegassem a extremos se fosse necessário para impedir que algum vermezinho magoasse a garotinha; ela pensou, com uma gotinha de suor frio escorrendo na testa.

Continua...


Domo pessoal

Só queria avisar que no próximo capitulo vocês ainda vão ver mais um pouco sobre o passado da Aaliah, possivelmente os últimos momentos entre ela e Aimê, então, preparem-se psicologicamente para um capitulo mais triste.

No mais, agradeço a todos de coração pelo grande apoio e pelos reviews maravilhoso. Em especial as meninas: Saory-san, Margarida, Flor de Gelo, Kalli.

Até a próxima pessoal

Kisus

Ja ne...