De volta ao Vale das Flores
By: Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Aaliah e Rebeca são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.
Boa Leitura!
Capitulo 8: Cidade Pequena.
I – Fofoqueiros.
Haviam estacionado o carro em uma das ruas do centro, enquanto caminhavam calmamente. Vez ou outra se detinham vendo algumas vitrines, sentindo o olhar de varias pessoas sobre eles.
Deu um meio sorriso ao ouvir um resmungo da jovem a seu lado.
-O que foi? –Shaka perguntou, vendo-a assoprar discretamente a franja azulada, que era a única mecha a ficar de fora da trança.
-Nada; Aaliah respondeu, parando em frente a uma loja de chocolates.
-Aaliah; ele falou, segurando-lhe delicadamente pelo pulso, fazendo-a voltar-se para si, aproximando-se. –O que foi? –Shaka perguntou, com um olhar calmo.
-Problemas de cidade pequena; ela respondeu, voltando-se para uma mulher que passava por eles com um olhar entrecortado.
-Você sabe, lugares pequenos sempre existem fofoqueiros; ele respondeu com um meio sorriso.
-Mas...;
-Lembra do que me disse há algum tempo atrás? –Shaka perguntou, de maneira enigmática.
-...; Ela assentiu, desviando o olhar momentaneamente. Será que Rebeca estava certa ao dizer que era evidente que tinham algo mais, mas o que?
Gostava de estar com ele, de fazerem coisas juntos, desde ficarem meditando uma vez por semana, até irem andar no shopping, fazer compras e ficarem conversando sobre coisas banais em Twin Sall até anoitecer, para verem as estrelas juntos.
-Aaliah; o cavaleiro chamou, tocando-lhe a face, fazendo-a encarar-lhe.
-Uhn! –ela murmurou, sentindo o corpo estremecer levemente ao sentir os lábios dele tocar os seus com suavidade, enquanto sentia a respiração calma chocando-se contra sua face. Instintivamente serrou os orbes, sentindo-o enlaçar-lhe pela cintura, aproximando-os ainda mais, enquanto envolvia-lhe o pescoço com os braços.
-Se elas querem falar, de um motivo a elas; Shaka completou sussurrando entre seus lábios, deixando uma das mãos pousar sobre a nuca da jovem, puxando-a para si, selando seus lábios num beijo verdadeiramente intenso.
O tempo parecia realmente ter parado, nada mais parecia importar a eles.
Talvez as coisas já houvessem mudado há muito tempo e ainda não fossem capazes de entender o que isso realmente significava, porém por hora, a única coisa que importava eram os lábios acariciando-se com suavidade, tirando-lhes baixos suspiros, pelo momento que viviam.
Estreitou o braço em torno da cintura dela, fazendo escapar de seus lábios um tímido gemido. Bem, depois dessa a cidade teria muito que falar, mesmo depois que fossem embora; ele pensou, com um sorriso maroto dos lábios ao se separarem.
-Shaka; Aaliah falou num sussurro enrouquecido, apoiando-se nos ombros dele, um tanto quanto atordoada. Nem a primeira vez que o beijara no vilarejo fora tão avassalador quanto agora; ela pensou, sentindo a face incendiar-se.
-Foi o que disse aquele dia; Shaka completou, tocando-lhe a face carinhosamente. –Nós estamos de férias, ficar se estressando com fofoqueiros só vai lhe cansar; o cavaleiro completou. –Agora o que acha de entrarmos? –ele sugeriu, apontando para a loja de chocolates.
-Ótima idéia; ela respondeu com um largo sorriso, enlaçando-o pelo braço, puxando-o para dentro da loja.
II – Chocolatra.
Sentiram o cheiro forte de chocolates chegar a suas narinas, a loja apenas parecia pequena se vista de fora, mas por dentro eram prateleiras e mais prateleiras cheias de tudo que se pode fazer com chocolate.
-Nossa; Shaka murmurou, deixando os olhos correrem pelo local.
-Quando era pequena, adorava vir aqui; Aaliah falou, com os olhos brilhando ao passar por cada prateleira.
-Vai me dizer que é chocolatra? – o virginiano perguntou, com um sorriso maroto.
-Hei! Não diria chocolatra, apenas dependente compulsiva; ela completou com um sorriso sem graça, pegando uma cestinha, para colocar as barras que já tinha em mãos.
-E depois eu achava que o Milo se superava nisso; Shaka comentou, indo até ela e segurando a cestinha, para que ela pudesse escolher melhor.
-Deve ser mal do signo; Aaliah murmurou, enquanto olhava atentamente para as prateleiras.
-Como? –ele perguntou, voltando-se para ela, não ouvindo direito o que ela falara.
-Nada não, mas não tem como não gostar dessas coisinhas deliciosas; Aaliah respondeu, animada.
-Com licença, posso ajuda-los? –uma senhora de idade perguntou se aproximando.
-Dona Flora, como vai? –a jovem falou animada, ao ver a senhora, com a típica redinha branca prendendo os cabelos já grisalhos e o vestido de malha xadrezada sua marca registrada.
-Aaliah? –Flora perguntou surpresa, olhando a jovem dos pés a cabeça. –Menina, como você cresceu e olha que não faz tanto tempo que se mudou; ela comentou, abraçando a garota que em matéria de altura, parecia uma gigante perto da senhora.
-Imagina; a garota falou sorrindo.
-Mas me diz, não me apresenta seu namorado? –Flora perguntou, apontando para o virginiano.
-Ahn o Shaka na-...;
-Não neguem, depois do beijo Hollywoodiano que vocês deram ali fora que eu vi, até o chá das cinco, a foto de vocês já saiu na primeira pagina do jornal local; Flora brincou, diante do constrangimento dos dois.
-Ahn! Bem... Muito prazer, Shaka; o cavaleiro falou, estendendo a mão cordialmente a senhora.
-Igualmente, meu jovem; ela falou, vendo-o depositar-lhe um beijo respeitoso sobre a palma da mão, antes de se afastar.
-Bem...; Aaliah balbuciou, sem saber como sair daquela saia justa.
–Olha, eu se fosse você não pensaria duas vezes ao arrastar o bonitão ai pro altar, não se encontra um homem desses dando sopa por ai todo dia; Flora completou, com um piscadinha marota, fazendo os dois quererem saltar de Star Hill.
-Flora querida, bancando a casamenteira de novo; um senhor de barba grisalha e com óculos meia lua pendendo na ponta do nariz falou se aproximando.
-Dario, não seja chato; a senhora falou, o recriminando com um olhar. –Estou apenas falando a verdade, não é Aaliah querida? –ela perguntou, voltando-se com um olhar sugestivo para a garota, que estava quase se escondendo atrás de Shaka.
-Aaliah, a Aaliah da Aimê? –Dario perguntou, surpreso.
Olhou bem para a garota, vendo os traços prefeitos da mãe. Sem duvidas, não precisava pensar demais para reconhece-la.
-Como vai? –Aaliah perguntou, com um sorriso sem graça.
-Aaliah, há quanto tempo menina, nossa como cresceu; Dario falou, aproximando-se e a abraçando. –E você meu jovem, suponho que seja o namorado dela; o senhor falou, voltando-se para Shaka, fitando-o com um olhar critico.
-Era sobre isso que estava falando com os dois; Flora falou, arrumando a redinha nos cabelos, com ar aborrecido por ter sido cortada.
-Como vai? –o cavaleiro perguntou, polidamente.
-Bem...; Dario respondeu, apertando-lhe a mão. Engoliu em seco ao sentir uma energia forte desprender do cavaleiro naquele simples toque. Abrandou o olhar rapidamente. –E você?
-...; Shaka assentiu.
Aquele senhor não era uma pessoa comum, tinha uma sensibilidade maior para sentir o cosmo dos outros, com um simples toque. Que mesmo que ocultasse seu cosmo, ele certamente sentiria se encostasse em si, mas sabia que não precisava se preocupar.
-Shaka, esse é meu marido, Dario; Flora falou, voltando-se para o cavaleiro. –Dario, seu intrometido, esse é o Shaka, namorado da Aaliah; ela completou, com um sorriso maroto.
-Dona Flora; Aalaih falou, com a face em brasas, a repreendendo.
-Oras sei reconhecer um casal apaixonado quando vejo um; ela completou, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
-Não se incomodem com isso crianças. Vivo falando pra ela, que ta ficando esclerosada, só não percebeu isso ainda; Dario falou, gesticulando displicente, tentando aliviar o constrangimento dos dois, que riram em seguida.
-Hei! –Flora falou, indignada, ao entender o que ele falara.
-Mas me digam, quanto tempo vão ficar em Visby? –Dario perguntou, antes que Flora pudesse falar mais alguma coisa que os constrangesse.
-Um mês; Shaka respondeu, calmamente.
-Então lhes convido para virem tomar um chá conosco essa tarde; Dario falou, animado.
-Não se engane com o termo meu jovem, quando Dario fala em chá da tarde é só o nome; Flora falou, num resmungo. –Porque ele serve tudo, menos chá;
-Não seja intrometida; o marido ralhou, voltando-se com um olhar amável para os dois que riam das brigas do casal. –Ela sempre tem que estragar a graça da brincadeira, mas então, vocês vêm não é?
-Claro que sim, estaremos no centro o dia todo; Aaliah respondeu, sorrindo.
-Então está certo, agora vamos deixa-los ver o que querem, enquanto arrumamos as coisas. Se precisarem de algo, só nos chamar; Dario falou, quase arrastando Flora consigo, que parecia bastante disposta a fazer os dois saírem casados de dentro da loja.
-Ta certo; Shaka e Aaliah respondeu, com uma gotinha escorrendo na testa.
-Casal simpático; Shaka comentou, enquanto seguia a jovem até uma prateleira de licores.
-São muito amáveis, essa loja existe há muito tempo, vem passando de geração em geração e eles são os últimos donos dela; Aaliah explicou, começando a olhar os sabores dos licores. –Chocolate com rum... Uhn! Esse é bom, mas quente, num dia de frio; ela murmurou.
-E esse é do que? –Shaka perguntou, quase sussurrando em seu ouvido, apoiando o queixo em seu ombro, para apontar uma garrafa que estava duas prateleiras acima do nível de seus olhos.
-Am-am-am-...; Ela murmurou, sem conseguir completar.
-Am, o que? –ele perguntou, confuso, abaixando a cabeça, vendo a face da jovem em brasas, afastou-se ao ver o que estava acontecendo, devido a plaquinha nada discreta que estava naquela prateleira, sobre a designação daqueles licores. Conhecidos como tipo, Afrodisíaco.
Não que acreditasse nisso, pelo que conhecia sobre o assunto, isso não passava de história da carochinha, baseado em suposições infames vindo de pessoas que mal sabiam que o nome Afrodisíaco vinha da lenda de Afrodite e seus métodos de conquista que geraram inúmeras lendas dela e de seus amantes, mas ainda sim, diante do olhar nada decente de Flora que estava do outro lado da loja lhes observando de soslaio, era melhor não dar pano pra manga, como diria sua avó.
-Amendoim; Aaliah respondeu, dando um discreto suspiro aliviado por se afastar. –E esse é de chocolate com frutas vermelhas; ela continuou, desviando o olhar e seguido para outra prateleira, bem longe daquela.
-Quando formos embora, me lembre de passar aqui, levar algumas coisas para o Milo. Se não ele não vai me deixar em paz se souber que passamos por uma loja assim de chocolates; Shaka comentou, enquanto ia pegar uma outra cesta, porque a primeira já estava cheia.
-Pode deixar; Aaliah respondeu, colocando em cima do balcão a primeira.
-Não me diga que você agüenta cometer todo esse chocolate? –o virginiano perguntou, depois de alguns minutos quando a segunda cesta já estava transbordando.
-Veja bem... Chocolate é que nem lasanha, um combustível para o estomago e para a alma; ela respondeu, com um sorriso de criança arteira.
-Tem certeza que nasceu no país certo? –Shaka perguntou, diante da menção a massas.
-Oras, você fala isso porque ainda não experimentou a lasanha da vovó, mas espera só, antes do final do mês você sai daqui viciado; Aaliah falou em tom de desafio.
-O pior é que eu não duvido; o virginiano resmungou, enquanto colocava no pouco espaço que tinha da cesta, uma caixa de bombons sem que a jovem visse, tinha alguns planos para aquela caixa, mas não agora; ele pensou.
-Acho que é só isso; Aaliah falou, suspirando cansada.
-Tem certeza? Podemos pedir pra empacotarem o resto da loja e entregarem depois; o cavaleiro sugeriu com um sorriso maroto.
-Chato; a jovem resmungou, lhe mostrando a língua de maneira infantil.
-Parece que já escolheram o que vão levar; Flora falou, surgindo atrás deles sabe-se lá de onde.
-...; Os dois assentiram.
-Bem, vou empacotar, se quiserem deixar as sacolas aqui, eu guardo. Assim quando vierem tomar chá conosco, vocês levam; ela sugeriu.
-Obrigado; Shaka agradeceu.
Despediram-se da senhora seguindo pra fora da loja. Pelos seus cálculos não faltava muito para a hora do almoço.
-Bem, vamos pra onde agora? –Aaliah se perguntou.
-O que acha de irmos almoçar, depois voltamos visitar a mãe da sua amiga, assim não nos atrasamos para o chá; o virginiano sugeriu.
-Ótima idéia; a jovem falou animada. –O que acha de irmos ao porto, o restaurante de lá é ótimo e não fica muito longe, podemos ir a pé;
-...; Assentiu, seguindo a direção que a jovem apontava.
III – O Porto.
O lugar era realmente agradável, um clima calmo e descontraído envolvia a todos. Entraram no restaurante quase na beira do porto, sendo que o mesmo fazia fundo com o rio.
Foram encaminhados por um garçom até um dec, onde poderiam ficar mais à vontade. A decoração era típica do local, flores por todas as mesas, cordas e enfeites nas paredes, entre outras coisas como quadros de barcos e esculturas de conchas.
Tomou a frente da jovem, puxando-lhe à cadeira, para que ela pudesse se sentar. Sentiu o olhar de algumas pessoas sobre si, porém ignorou. Detestava chamar a atenção, mas alguns hábitos não abandonaria nem depois de morto. E cavalheirismo era essencial em seu currículo.
-Com licença, desejam ver os cardápios agora? –um garçom vestido como marinheiro perguntou, aproximando-se.
-O que você acha? –Shaka perguntou, voltando-se para a jovem.
-Pode ser, até vir, pode demorar um pouco; Aaliah respondeu.
-Quando desejarem pedir, podem me chamar; o rapaz falou, entregando ao casal os cardápios e com um breve pedido de licença se afastou.
Deixou os olhos correrem pelo cardápio buscando pelo que melhor lhe apetecesse. Suspirou cansado, tudo ali tinha tempero demais.
-O que foi? –Aaliah perguntou, vendo-o fechar o cardápio, colocando-o sobre a mesa.
-Nada; ele respondeu displicente, passando a mão levemente pela franja dourada.
Arqueou a sobrancelha, aquela franja era a marca registrada quando ele estava escondendo algo.
-Shaka; ela falou em tom de aviso.
-Então, o que vai pedir? –o cavaleiro perguntou, esquivando-se.
-A moda da casa; Aaliah respondeu. –Risoto de camarão, arroz, batata e salada verde. Ah! Vinho branco pra acompanhar; ela completou.
-Pode ser o mesmo pra mim; Shaka falou, analisando a quantidade de sal empregado na produção do arroz, no tempero da batata e no molho da salada.
Chamaram o garçom fazendo rapidamente o pedido.
Virou-se para o lado por um momento, vendo que embora o dia houvesse nascido ensolarado, ainda existiam algumas nuvens acinzentadas a cobrir o céu, provavelmente choveria a noite novamente; ela pensou, dando um baixo suspiro.
Estranho, porque todos diziam que eles eram um casal, sendo que não eram? –ela se perguntou, confusa, lembrando-se das palavras de Flora sobre o que ela pensava ao ver um casal apaixonado. Eram amigos, uma coisa era completamente diferente da outra.
Um arrepio involuntário correu por seu corpo, ao sentir a mão do cavaleiro pousar com suavidade sobre a sua, ergueu os olhos hesitante, só agora se dando conta do silencio pesado que caiara sobre eles.
-Algum problema? –Shaka perguntou, fitando-a intensamente.
-N-não, problema algum; ela respondeu, com a voz um tanto quanto tremula, sentindo a face aquecer-se.
-Aaliah; ele falou, em tom de aviso, sabendo que havia algo de errado com ela.
Entreabriu os lábios para responder, sentindo o mesmo entrelaçar os dedos em sua mão, fechou-os sem saber o que falar. Alias, mal sabia explicar o que estava acontecendo; ela pensou, dando um baixo suspiro, desviado o olhar momentaneamente.
-Se não quiser falar sobre isso; o cavaleiro falou, notando o desconforto da jovem por não conseguir lhe falar o que acontecia com ela.
-Não é isso, eu só...; Ela falou, voltando-se para ele, mas sentiu o sangue enregelar por um momento ao ver quem acabara de entrar no restaurante. Serrou os orbes perigosamente, sentindo uma rosa começar a querer formar-se entre seus dedos.
Franziu o cenho, seguindo o olhar dela, vendo dois casais entrarem no restaurante, um deles era de pessoas já com certa idade e o outro, um casal comum de jovens.
-Não vale a pena; Aaliah sussurrou, acalmando-se repentinamente e suavizando o aperto na mão do cavaleiro.
-Com licença; o garçom falou, aproximando-se com uma bandeja.
Serviu-os rapidamente deixando o local. Fitaram-se por um momento sem saber como começarem um dialogo, após aquele momento inexplicável.
-É melhor comermos, se não vai esfriar; Shaka falou, começando a servir o vinho calmamente.
-...; Aaliah assentiu com um meio sorriso.
Só ele para lhe acalmar, justamente nos momentos que queria mandar uns e outros para o espaço.
-o-o-o-o-
-Olha só; a garota de cabelos castanhos falou, como se houvesse descoberto Atlântida.
-O que foi Melissa? –James Carter perguntou, enquanto puxava a cadeira para que a esposa se sentasse.
-O cara da floricultura, ta ali; ela falou, apontando para a mesa do dec.
-Não seja indiscreta; Rafael resmungou, gentilmente obrigando-a a sentar-se logo.
Suspirou cansada, saia de férias com o marido para não ficar ouvindo aquela ladainha e quando voltava a primeira coisa que ouvia era Melissa novamente falando mal da via dos outros.
-Não vão começar com isso de novo, não é? –James perguntou, rolando os olhos.
-Puff! –Melissa resmungou, mas parou arregalando os olhos ao ver quem era que o acompanhava.
-o-o-o-o-
Logo a atmosfera de tensão desapareceu, dando lugar a uma conversa acalorada entre os dois.
-Não acredito; Aaliah falou rindo.
-Pra você ver, tenho pena do Alister; ele falou, levando a taça de vinho aos lábios.
-Como a tia Eurin é malvada; ela brincou, imaginando a quantidade de gerações exterminadas do cavaleiro a cada tentativa de aproximação, devido a uma certa aposta.
-Mas pelo menos Alister aprendeu, que nem tudo esta nas mãos dele controlar; Shaka falou, com ar pensativo.
-Como assim? –Aaliah perguntou, fitando-o confusa.
-Não se joga com a vida Aaliah, Alister achava que jamais iria nascer uma mulher capaz de resistir a seus encantos; ele falou sarcástico. –Mas se esquece de que ele mesmo esta sujeito a cair na própria teia;
-Como se apaixonar por alguém, com quem goste de conviver? –ela perguntou, casualmente.
-Como se apaixonar por alguém com quem goste de conviver; ele repetiu fitando-a intensamente. –E como coisas que às vezes podem ser algo mais ou não;
-Uhn? –Aaliah murmurou confusa.
-Às vezes você fazer algo com alguém, gostar de estar junto, conversar, pequenas coisas que marcam, podem não querer dizer algo mais sobre essa relação, mas pode ser o principio de algo. Cumplicidade, por mais que seja pequena, já é o primeiro passo; ele falou, com um olhar perdido para a janela, vendo o céu começar a fechar.
Por mais casual que aquela conversa parecesse, engoliu em seco, encontrando uma ínfima ambigüidade nas palavras do cavaleiro, que tiveram um efeito bombástico em todo o conflito interno existente em sua mente desde que começara a questionar-se sobre as mesmas coisas.
-Uhn mais esse camarão está ótimo, não sou muito fã de comida salgada, mas vou abrir uma exceção; o cavaleiro falou casualmente, chamando-lhe a atenção.
-Não é a moda da casa a toa; Aaliah falou, sorrindo.
Balançando a cabeça levemente para os lados. Era melhor não tentar explicar; ela pensou, com a face em chamas, enquanto levava a taça de vinho aos lábios.
-Não deveria beber tanto, esta ficando corada; Shaka falou, com um fino e discreto sorriso formando-se em seus lábios.
-Não tem problema; a jovem justificou, com a voz tremula.
-Tem certeza? –Shaka perguntou, vendo-a assentir, tomando o conteúdo de um gole só.
-Então, vamos pedir sobremesa? –Aaliah perguntou, tentando mudar de assunto, tentando não deixar transparecer que o rubor em sua face era por tudo, menos pelo vinho.
-Se você quiser; o cavaleiro falou, acenando para o garçom se aproximar.
-O que desejam? –ele perguntou, cordialmente.
-Gostaríamos de ver o cardápio de sobremesas, por favor; Shaka pediu, vendo-o assentir e se afastar.
-Shaka, posso te fazer uma pergunta? –Aaliah começou, hesitante.
-...; Assentiu para que ela continuasse.
-Como você arrumou essas cicatrizes no pescoço? –ela perguntou, apontando para três mascar, discretas, porém que ela reparara muito bem que elas marcavam a pele alva do pescoço, como garras.
-Ahn! Bem...; Shaka balbuciou, instintivamente levando a mão ao pescoço, lembrando-se de quando aquilo ocorrera.
-Se não quiser falar sobre isso; Aaliah adiantou-se.
-Não é isso, só é uma longa história; ele falou, com um meio sorriso.
-Se quiser falar, sou toda ouvidos; a jovem respondeu, não contendo sua curiosidade.
Balançou a cabeça levemente para os lados, quem sabe Isadora não fosse se importar se contasse algumas coisas a jovem; ele pensou, dando um baixo suspiro antes de começar a contar a jovem a origem daquelas marquinhas.
Continua...
Domo pessoal
Ultimo capitulo do ano, espero sinceramente que tenham gostado desse. Muitas confusões ainda estão por vir. Antes de ir, agradeço de coração todos aqueles que desde o começo vem acompanhando minhas fics e ainda perdem um pouco de tempo comentando.
Feliz Ano Novo, pessoal. Que no próximo possamos estar novamente aqui, sonhando, vivendo e lutando por tudo aquilo que desejamos.
Um forte abraço...
Dama 9 (despedindo-se de 2006 XD)
