Domo pessoal

Antes de iniciarem a leitura deste capitulo, tenho um aviso a dar, embora não tenha mudado a classificação da fic que ainda permanece como (T) esse capitulo vai para a classificação (M), apenas para aviso, pois como mandam as regras, acima de lemon sobe o ratting.

Outra coisa, eu simplesmente não podia deixar essa relação tão fogosa entre Shaka e Aaliah passar em branco, embora muitas coisas vão acontecer nessa reta final da fic, espero que gostem desse capitulo, escrevi com muito carinho.

Já ne...


De Volta ao Vale das Flores

By Dama 9

Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Aaliah é uma criação única e exclusiva minha para essa saga.

Boa Leitura!

N/a: Obrigada a Saory-san, minha grande amiga, beta e conselheira, por betar esse capitulo pra mim. Miga, dedico esse capitulo a você.


Capitulo 18: A cada cor...

Não era bem assim

O mundo que eu quis

Mas com você aqui será tudo azul

A vida é como um quadro,

Você escolhe a cor

E muda a cada dia, a cada amor...

Por ter em suas mãos um pincel

Pinte um mundo então pra mim

Onde eu possa ser feliz...

.I.

Não sabia quanto tempo estavam ali, apenas sentiu seu corpo mais frio devido à água gelada e conteve um estremecimento abraçando-o mais forte.

-Vem, não é bom ficar aqui com essa roupa molhada; Aaliah sussurrou sentindo-o um pouco resistente em se levantar.

Ele não parecia em nada com o cavaleiro que conhecia até agora e isso lhe preocupava; ela pensou. Os orbes azuis pareciam ter perdido a vida, até a aura dele parecia ter se apagado um pouco.

Caminharam de volta para o cômodo, enquanto esperava alguma reação dele, mesmo que fosse um pedido para que se afastasse.

-Shaka; Aaliah chamou, fazendo-o voltar-se silencioso para si. –O que está acontecendo? –precisava saber, não podiam continuar assim.

-Nã-...;

-Não precisa responder; a jovem o cortou docemente, tocando-lhe os lábios com a ponta dos dedos. –Quanto sentir que quer conversar sobre isso, você me conta; ela completou, já era de se esperar que ele fosse dizer que não era nada ou dar alguma desculpa tentando lhe convencer que estava bem, então era melhor deixar que quando chegasse a hora certa ele contasse.

-...; Shaka assentiu silenciosamente.

-Agora tira essa roupa que vou pegar uma seca pra você; Aaliah avisou, dando-lhe as costas para ir até a mala.

-Aaliah; a voz do cavaleiro soou quase num sussurro, quando lembrou-se do que havia guardado lá dentro, exatamente para que ela não visse.

-O que é isso? –ela perguntou de costas para ele, encontrando uma caixinha lacrada por um laço vermelho que a impedida de ver o conteúdo.

-Bem...; Shaka falou mudando completamente o rumo de seus pensamentos, aproximando-se apressado dela.

-Então? –a jovem perguntou curiosa, virando-se para ele.

-É melhor trocarmos de roupa, depois eu falo; ele respondeu desconversando, enquanto tentava pegar a caixinha.

-Ah nem vem, o que é? –Aaliah insistiu em saber.

-Aaliah, por favor; Shaka pediu num tom quase desesperado.

Se ela ficasse agitando aquela caixa, iria quebrar o que estava dentro. Quando fora pela primeira vez a loja de Dario e Flora, encontrou aquela caixa e resolvera levar, até alguns dias atrás não soube dizer se era pela curiosidade da situação, ou pelo fato de estar intrigado com aquela coincidência, mas por fim a trouxera consigo, mas queria dar a ela em outro momento; ele pensou.

-Então? –ela falou batendo o pé impaciente no chão.

-É... É... Surpresa; foi a única resposta que passou por sua cabeça como atitude desesperada.

-Uhn? –Aaliah murmurou confusa e num momento de distração deu a ele a oportunidade de pegar a caixa de volta e esconde-la em uma das gavetas da cômoda atrás de dela.

-Isso mesmo; ele ressaltou com mais veemência ao ver que a caixinha estava segura agora, assim aproximou-se dela com um olhar intenso, ignorando completamente os problemas que nublavam-lhe a mente momentos atrás, deixando-se concentrar apenas nela e em nada mais.

-Que tipo de surpresa? –a jovem perguntou com um olhar curioso, tipicamente infantil.

-Deliciosamente surpreendente; Shaka respondeu num sussurro provocante em seu ouvido.

Sentou a face incendiar-se e a mente dar voltas, como ele podia mudar de humor tão rápido? –ela se perguntou, instintivamente buscando apoio nos ombros dele ao sentir um dos braços do cavaleiro envolver-lhe a cintura.

Os corpos estavam frios, mas aos poucos aqueceram-se com a presença um do outro.

-Shaka; ela falou num fraco sussurro.

-Uhn! –ele murmurou aproximando-se ainda mais, até pousar o queixo sobre seu ombro, acomodando-a melhor entre seus braços.

-Acho melhor você se trocar "antes que isso afete demais sua cabeça"; Aaliah completou em pensamentos, empurrando-o um pouco para trás.

-Mas...;

-Nada de mas, você pode ficar gripado assim; ela apressou-se em corta-lo.

Antes que pudesse falar alguma coisa, sentiu as mãos delicadas roçarem sua pele à medida que ela abria os botões da camisa colada ao corpo.

-Aaliah; Shaka chamou num sussurro enrouquecido, sentindo a pele queimar sob o toque casto dela.

-O que foi? –a jovem murmurou erguendo os orbes na direção dele com a face levemente rosada. Talvez não fora lá uma boa idéia ajuda-lo com as roupas; ela pensou diante do olhar dele.

-Eu já disse que te amo, hoje? –o cavaleiro perguntou, tocando-lhe a face delicadamente, afastando alguns fios azulados que caiam sobre os olhos dela, levando-os para trás da orelha.

Estancou, sentindo um breve estremecimento correr seu corpo, que ela definitivamente não quis saber se era ou não de frio.

-...; Negou com um aceno tímido, mesmo porque, desde que acordaram, não haviam tido muito tempo de ficarem sozinhos para conversar.

-Amo você; ele sussurrou, abaixando a cabeça, ficando na mesma altura que os olhos dela.

-Shaka; Aaliah balbuciou, porém logo sentiu os lábios dele sobre os seus num toque cálido.

Um baixo suspiro saiu de seus lábios à medida que bocas e línguas uniam-se num beijo intenso e envolvente.

De maneira hesitante, sentiu os braços delicados envolverem seu pescoço e seus corpos aconchegarem-se um ao outro como se fossem feitos para estarem apenas ali. Juntos!

Sentiu a temperatura do corpo aumentar quando ele abandonou-lhe os lábios, descendo os seus pelo colo acetinado deixando um rastro de fogo por onde passava.

-Adoro seu cheiro; ele sussurrou mordiscando-lhe o lóbulo da orelha, sorrindo satisfeito ao ouvi-la gemer.

A respiração tornou-se descontrolada e a face dela em poucos segundos atingiu diversos tons de vermelho.

O braço que a prendia pela cintura estreitou-se ainda mais, fazendo-a prender a respiração surpresa.

Os orbes amendoados encontraram-se com os azuis completamente nublados. Ambos conseguiam sentir as respirações quentes chocando-se contra suas faces e o bater desenfreado de seus corações.

Lá fora a noite já caia, o céu adquiria um leve tom acinzentado, enquanto as estrelas eram escondidas pelas nuvens, pois logo viria a tempestade que a mais de três dias os céus já anunciavam.

Tímidas, as mãos delicadas envolveram-lhe os ombros, fazendo a camisa molhada cair ao chão, enquanto o abraçava.

-Quero fazer amor com você; Aaliah sussurrou sedutoramente em seu ouvido, antes de deixar os lábios correrem pela curva do pescoço dele e as mãos descerem num toque nada casto pelo abdômen, sentindo os músculos se contraírem sob seu toque.

Prendeu a respiração instintivamente ao sentir as costas tocarem a parede fria e o corpo bem talhado do cavaleiro moldar-se ao seu, lhe fazendo ofegar.

Tremeu ao sentir as mãos firmes correrem por suas costas, até uma descer atrevida pela coxa, subindo lentamente por baixo do tecido fino da saia, levando-o consigo.

-Se esse é seu desejo; o cavaleiro sussurrou entre seus lábios, vendo-a assentir. Fê-la cingir-lhe a cintura com as pernas e ouviu-a gemer ao sentir-se prensada entre ele e a parede. –O que posso fazer se não realiza-lo; ele completou num tom sedutor de voz.

Entreabriu os lábios, mas palavra alguma saiu deles, quando os mesmos foram tomados pelo cavaleiro num beijo intenso.

Gemeu ao senti-lo acariciar as curvas esguias, deixando uma mão pousando suavemente sobre seu seio, acariciando-o por sobre o tecido.

Os dedos finos prenderam-se entre as mexas douradas, intensificando ainda mais o beijo, enquanto instintivos, seus quadris arqueavam-se buscando por mais dele.

Era como se houvessem caído dentro de um turbilhão de emoções que os tragava pouco a pouco para o desconhecido.

Abriu os botões da blusinha lentamente, ouvindo-a sussurrar seu nome em meio a suspiros.

Deixou as mãos correrem pelas costas dela, aos poucos livrando-os completamente de todas as peças. Com passos calmos, porém não menos ansiosos, aproximou-se da cama, depositou-a lentamente sobre a mesma, fitando-a intensamente, com os pensamentos completamente enevoados.

Logo seus lábios se encontraram em beijos que tornavam-se cada vez mais intenso e as caricias, exigentes e sedutoras.

Agora tudo se torna clichê, pois aquilo que sentiam jamais poderiam ser descrito por palavras...

Lá fora o vendo acoitava com força as janelas de vidro, mas o barulho ainda era ínfimo, entre sussurros e gemidos, eles entregavam-se completamente aquilo que sentiam.

.II.

Espreguiçou-se manhosamente, há quanto tempo não tinha um sono tão gostoso como aquele? Muito; ela pensou suspirando.

Abriu os olhos lentamente, assustou-se ao ver que lá fora já era noite, quanto teria dormido? –Isadora se perguntou olhando para os lados, vendo que o pai não estava mais lá.

Levantou-se sentindo-se um pouco cansada ainda, tudo parecia tão calmo agora. Abriu a porta do quarto e saiu.

Estava com fome e a julgar pelo horário já havia passado do jantar, quem sabe pudesse fazer um lanchinho. Desceu as escadas com cuidado, por um momento parou dando um meio sorriso.

Quando era criança costumava subir aquelas escadas correndo, apostando corrida com Minos para ver quem chegaria ao topo primeiro, era evidente que ele era mais ágil e ela sempre tropeçava em algum degrau caindo e ralando o joelho.

Quantas não foram às vezes que quase matara o primo do coração com os gritos que dava ao cair. Um suspiro de saudade saiu de seus lábios.

Bons tempos!

Encaminhou-se para a cozinha, mas franziu o cenho ao ver uma fraca luz vinda de lá. Será que Marie ainda estava acordada?

Logo que se aproximou, deparou-se com uma farta cabeleira prateada a cair pelas costas desnudas de um rapaz, que mantinha-se apoiado num balcão no centro da cozinha e sentado em um banco.

-Primo! – Isadora falou.

Minou virou-se rapidamente para trás a tempo de segurar a jovem que tencionava pular sobre si, porém não pode prever que a calça de malha fosse deslizar sobre o banco, fazendo-o perder o equilíbrio, levando a ambos para o chão.

-AI; eles gemeram ao baterem contra o piso frio.

-Que idéia é essa? –o espectro perguntou, massageando a cabeça no local que batera no chão, enquanto via apenas uma cascata de fios esverdeados caindo sobre sua face.

-Não seja rabugento; Isadora brincou, tirando-lhe um sorriso dos lábios, enquanto se levantava. –Droga, será que nunca vou lhe surpreender? –ela indagou.

-Vai sonhando; Minos provocou, vendo-a dar-lhe as costas para erguer o banco que caiara.

Se bem que; ele ponderou fitando-a por alguns segundos. É, ela conseguira; Minos pensou, não conseguindo evitar de deixar os orbes dourados correrem livres sobre a jovem.

Ainda lembrava daquela garotinha saltitante que o 'obrigava' a brincar de casinha consigo e fazer um filhote de cisne de 'filho', mas aquela garotinha crescera, tornando-se uma bela mulher. Mui bela

Os orbes rosados adquiriram mais segurança e determinação, daqueles que sabiam quais eram seus objetivos e não mais se deixariam desviar do caminho que escolheram.

A pele antes alva tinha agora um leve bronzeado adquirido nas visitas as praias brasileiras, o que seria apenas para realçar aquela beleza singular, pertencente somente a ela.

Isadora era simplesmente perfeita; ele pensou, vendo o pijama de malhas que ela usava, revelar bem mais curvas do que ele imaginava que existissem, mas que apenas tornava mais veemente a opinião que já tinha.

-Quando foi que chegou? –a voz de Isadora tirou-lhe de seus pensamentos.

-O que? –ele perguntou balançando a cabeça levemente para os lados.

Puxou um outro banco para si, enquanto ela abria a geladeira em busca de algo para comer.

-Quando chegou? –Isadora repetiu.

-Ontem à noite; Minos respondeu calmamente.

-Já conversou com papai? –ela perguntou tirando uma garrafa de leite e um prato com bolo de chocolate de dentro da geladeira.

Minos assentiu, vendo-a fechar a porta com o pé enquanto se aproximava do balcão.

-Espero que não tenham andado brigando; a jovem falou em tom de aviso, abaixando-se para pegar no armário embutido no balcão, dois copos.

-Não, apenas colocando a conversa em dia; ele respondeu com simplicidade.

-Não duvido; ela balbuciou.

-Aiácos me contou que você esteve em Visby; Minos começou, pegando a garrafa e enchendo os corpos.

-...; Isadora assentiu.

-O que pretende fazer agora? –ele perguntou.

-Comer bolo, se não percebeu; ela falou apontando para o prato entre os dois.

-Isadora; Minos falou em tom de aviso vendo um meio sorriso nascer nos lábios dela. O tempo poderia passar, mas aquele "arzinho" impertinente ela não perdia.

Talvez esse fosse um dos muitos motivos que lhe atraiam tanto nela, a jovem poderia ter um aspecto delicado, mas não se submetia a ninguém, seguida suas próprias regras e se fosse necessário lutar por isso, lutaria... bem diferente de algumas garotas que já conhecera de sua geração que pareciam bonecas de porcelana que era só tocar, virariam cacos.

-Não sei; a jovem confessou, suspirando. –Preciso de um tempo para pensar, botar a vida em ordem. Você sabe!

-...; Ele assentiu silenciosamente.

-E você? –Isadora perguntou, enquanto cortava o bolo em vários pedaços para que dividissem. Se havia duas coisas que gostava mais e juntas eram melhores ainda, eram morangos e chocolate, pelo visto Marie havia preparado um bom estoque de coisas boas, já que aquele não era o único bolo dentro da geladeira.

Se bem que, ainda se perguntava desde quando era tão viciada em chocolate daquele jeito. Ah, claro... As influencias de Milo de Escorpião, céus, nunca conhecera alguém tão chocólatra quanto ele. Talvez tenha sido por isso que pegou esse vicio; ela pensou.

-Logo vou voltar ao 'trabalho'; Minos falou fazendo um sinal de aspas com os dedos. –Só vim ver como você estava mesmo;

-Porque não me contou que era Megaira, a erinia que se apoderou da Melissa? –ela indagou aproveitando o gancho da conversa.

-Porque só descobri aquilo depois que falei com você e quando fui lhe avisar, alguém já havia chegado antes de mim; ele respondeu levando o copo aos lábios. –Aquela amiga do Hypnos;

-Aimê; Isadora respondeu. –Ela é a mãe da Aaliah;

Minos parou com o copo no ar ao lembrar-se que a garota de melenas azuis também era filha do cavaleiro que estava com a prima naquele dia então...

-Ela...;

-Me pediu que fosse a Visby; Isadora o cortou. –Entre outras coisas; ela balbuciou.

Fitou-a atentamente, tentando de alguma forma descobrir o que se passava pela cabeça dela naquele momento.

-Sabe, eu estava com saudades daqui; ela falou em meio a um suspiro, quebrando o silencio que caíra sobre eles. –Nunca pensei que diria isso, mas estou;

-É; Minos concordou. -É como se parte de nós tenha ficado aqui depois que partimos, esperando para quando voltássemos;

Ela assentiu fitando um ponto no meio do nada, enquanto o silencio caia sobre eles de forma calma e até reconfortante, agora.

.::A História Dentro da História – Mudando o Destino::.

-MESTRE MINOS; Lune gritou entrando correndo em sua sala.

-O que quer? –o juiz perguntou frio.

-Um nome apareceu no livro dos mortos, Thanatos irá cortar o fio; ele falou aflito.

-E daí? –Minos perguntou sem dar importância a isso. Afinal, pessoas morriam todos os dias, ainda se perguntava como o livro dos mortos não ficava cheio de tantos nomes que iam e vinham a cada nova vida.

-Ela se chama Ermond senhor, Isad-; o espectro não completou o que iria falar, pois no momento seguinte o juiz havia sumido de suas vistas e as frondosas portas de ébano que mantinham sua prisão fechada, haviam sido abertas com brusquidão para que ele saísse.

-o-o-o-o-o-o-

O salão era oval, e diferente de outras salas daquele castelo, ela não possuía móvel algum, embora no centro da mesma uma bacia dourada, aparentemente suspensa no nada flutuava.

Sua água era cristalina e pouco a pouco uma nevoa prateada escorria pelas bordas ganhando o piso frio do chão, indo tomar as paredes como eras a escalar o granizo.

O silencio era predominante ali, as três senhoras mantinham-se eretas em seus lugares segurando uma tesoura e uma agulha, enquanto a do meio, mantinha enrolado entre os dedos uma trama de fios das mais variadas cores.

A longa túnica negra deslizava com suavidade pelo chão, sem que ele ao menos se movesse, os fios prateados de seus cabelos, caiam numa cascata volumosa pelas costas, enquanto os orbes prateados, mantinham-se fixos numa fina fagulha azulada que acendera-se no meio das águas cristalinas na bacia.

Os finos dedos de Thanatos tocaram a superfície da água, que não alterou-se com isso. Os olhos dele brilharam ao retirar um fio azulado das águas, erguendo-os até a altura de seus olhos.

-Estamos prontas senhor; elas avisaram em uníssono.

Ele assentiu pronto para cortar o fio da vida, com a tesoura gasta que a moira lhe estendia quando...

-PAREM! – um grito ecoou por toda a sala, fazendo a água da bacia tremer.

-O que quer aqui, mortal? –a divindade vociferou.

-Não se atreva a cortar esse fio; Minos falou aproximando-se com um olhar envenenado, enquanto a saphuris tilintava a cada passo que dava.

-Quem você pensa que é para me dar ordens? –ele desdenhou.

Faltava pouco para cortar aquele fio e não permitiria que alguém lhe interrompesse, porém para sua surpresa, sentiu uma mão forte fechar-se em volta de seu pescoço e garras afiadas cortarem a pele fina da garganta, fazendo finos filetes escorrerem até o colo.

-Se atreva a cortar esse fio e será você a trocar de lugar com ela; o juiz avisou com os orbes dourados adquirindo uma sombra vermelha.

Thanatos tentou recuar um passo verdadeiramente assustado, mas não conseguiu.

-Devemos cortar, senhor? –uma das senhoras perguntou.

-Então, é a vida dela ou a sua; Minos avisou, apertando ainda mais as garras no pescoço dele.

-Não; Thanatos falou com a voz entrecortada.

-Eu não ouvi; o juiz falou num tom frio.

-Não!

O fio azulado desapareceu, a nuvem prateada pareceu ser sugada por um ralo e logo um por um, os archotes que rodeavam aquela sala acenderam-se sem que alguém ao menos os tocasse.

-Tem noção do que fez? –Thanatos perguntou irritado.

-Tenho e não me importaria de fazer de novo se for preciso; ele avisou soltando-o no chão e deixando a sala. –Eu falo com o imperador depois, não se preocupe;

.III.

Serrou os orbes ao sentir a água quente envolver seu corpo, tremeu, buscando o apoio no beiral de mármore da banheira para simplesmente não desfalecer quando os lábios macios do cavaleiro subiam sensualmente pelo meio de suas costas.

Pétalas vermelhas de rosas dançavam sobre a água que na banheira de mármore, cobria-lhes a cintura.

Deveria ser um sonho, certamente o era, daqueles que jamais desejava acordar; ela concluiu enquanto uma essência suave de óleos florais parecia tomar conta de todo ambiente que era fazer inveja a qualquer cenário de filme romântico.

As luzes das velas estavam bruxuleantes devido à umidade do local, mas isso era o menos importante, num canto próximo a parede, numa pequena mesa de mogno duas taças jaziam vazias, apenas com algumas gotas vermelhas de vinho a marcar o fundo. Sentiu as mãos dele massageando seu pescoço, livrando-o de qualquer tensão.

Suspirou...

-Isso é tão bom; ela balbuciou ao sentir o toque descendo para o resto das costas, enquanto sentia o calor emanado do corpo dele, abraçar-lhe.

-Gosta? –ele perguntou num sussurro sedutor em seu ouvido, fazendo-a sair daquele torpor e letargia que pareciam querer levá-la ao reino dos sonhos, embalados pelos braços do cavaleiro a envolver-lhe a cintura.

-...; Aaliah assentiu, aconchegando-se melhor entre os baços dele, vendo delicadas pétalas vermelhas boiarem sobre a água, apenas completando aquele cenário, que parecia deixá-los em um mundo à parte do que viam lá fora. –Você é maravilhoso sabia? –ela ergueu parcialmente a cabeça, encontrando os orbes azulados sobre si.

-Não, é você que consegue despertar o melhor em mim; o cavaleiro respondeu, tocando-lhe a face delicadamente.

Deu um meio sorriso ao ver a face alva da jovem adquirir um tom avermelhado, mas não menos encantador. Deixou a ponta dos dedos correrem com suavidade entre os fios azulados que caiam sobre seu ombro, enquanto acomodava-a melhor sentada sobre seu colo.

-Nunca pensei que com essa viajem, fosse conhecer um Shaka completamente diferente daquele que via no santuário; ela comentou, apoiando a cabeça sobre seu peito.

-Decepcionada? –ele perguntou, deixando uma das mãos correrem com suavidade pelas costas dela, fazendo-a estremecer.

-Nem que eu estivesse louca; Aaliah respondeu com um sorriso nada inocente. –Alias, não me arrependo de nada; ela completou, voltando-se para ele.

-Não mesm-...; ela o cortou, tocando-lhe os lábios suavemente com a ponta dos dedos,

-Nada; a jovem falou veemente.

-Que bom; ele sussurrou virando-a lentamente para si.

-Shaka; Aaliah murmurou serrando os orbes ao sentir a respiração quente chocando-se contra sua face e o coração disparar batendo desenfreado, tomado pela ansiedade.

-Amo você; o cavaleiro sussurro, pousando os lábios sobre os dela com suavidade, como se temesse de alguma forma magoá-la.

-E eu a você; a jovem sussurrou com um meio sorriso nos lábios, enquanto seus braços de maneira lenta envolviam-lhe o pescoço, deixando as unhas finas deterem-se na nuca.

Deixou uma das mãos prender-se entre os fios azulados, de maneira sedutora contornou-lhe os lábios com a ponta da língua fazendo-a gemer em expectativa, antes de tomá-los com sofreguidão.

Estremeceu ao sentir o corpo dele mover-se com suavidade, moldando-se ao seu, permitindo que ficasse parcialmente deitada sobre a banheira, impedindo que a água passasse do nível da cintura.

Pétalas vermelhas grudavam sobre o corpo de ambos, as velas aos poucos começavam a reduzir as chamas...

Abandonou-lhe os lábios sob um murmúrio de protesto, pousou um beijo suave sobre a testa da jovem em meio as fios azulados, vendo-a ainda com os orbes serrados e a respiração descompassada. Desceu-os pela maçã rosada do rosto indo até o colo.

Era como se houvessem mergulhado em meio a um redemoinho de emoções e suas mentes agora estivessem completamente enevoadas pelo desejo que sentiam.

Um fraco gemido escapou dos lábios dele, ao sentir as pernas bem torneadas dela, enlaçarem sua cintura num movimento lento e sedutor, provocando-lhe todos os sentidos.

Os dedos finos prenderam-se entre os fios dourados, arranhando-o levemente, fazendo um arrepio antecipado correr por ambos os corpos. Deixou uma das mãos correr pelas costas dele, tocando, sentindo, experimentando, descobrindo novas sensações.

Os lábios beijavam de maneira exigente o colo acetinado, fazendo-a ofegar e instintivamente arquear-se, ouviu a respiração descontrolada dela em seu ouvido, enquanto seus lábios desciam deixando um rastro de fogo por onde passavam.

-Shaka; o nome do cavaleiro saiu de seus lábios como um sussurro em meio a um gemido, serrou os orbes deixando as unhas finas arranharem-no ao sentir os lábios descerem com suavidade ao vale entre os seios.

Tocou-lhe os seios suavemente, fazendo-a gemer, a caricia tornou-se mais quente e sensual à medida que seus corpos buscavam cada vez mais um pelo outro.

Ouvi-la chamar-lhe daquela forma era uma das maiores satisfações que tinha, jamais pensou em toda sua vida encontrar alguém que realmente desejasse entregar sua alma e coração, alias, jamais pensara realmente nisso como uma possibilidade para essa encarnação, mas desde que a conhecera, algo havia mudado, talvez nunca fosse capaz de demonstrar todas essas mudanças com palavras, mas enquanto fosse possível, demonstraria a ela com gestos o quanto a amava.

Enlaçou-a pela cintura, levantando-se de uma vez da banheira. Aaliah abriu os olhos num misto de surpresa e confusão, a água corria por seus corpos como as pétalas que agora voltavam a boiar na superfície da água.

Sentiu a pele arrepiar-se como se uma brisa suave houvesse envolvido-lhe o corpo, viu-o com extrema precisão afastar-se da banheira, deixando um rastro de umidade por onde passavam.

Pousou o corpo da jovem delicadamente sobre os lençóis acetinados, vendo a pele arrepiar-se muito antes de tocá-la. Um brilho intenso mesclou-se nas íris azuis.

As melenas azuladas espalharam-se sobre o tecido, enquanto a face da jovem adquiria um leve rubor, emoldurando aquela cena em sua mente.

Prendeu a respiração ao sentir o corpo dele moldando-se ao seu, seus lábios logo encontraram-se em um beijo intenso, sentiu-se lânguida entre os braços dele, como se agora, até o tempo estivesse correndo de maneira mais lenta por eles.

Com a ponta dos dedos traçou um caminho suave pelo braço da jovem, sentindo-a estremecer a cada toque, a mão que envolvia-lhe a cintura, desceu pelas curvas esguias, acariciando-lhe lentamente a coxa, fazendo-a ofegar.

Abandonou-lhe os lábios, descendo-os de maneira lenta e sensual pelo vale entre os seios. Gemeu. Sentindo o corpo tremer quando o mesmo deteve-se sobre o ventre, depositando beijos quentes e inebriantes.

Serrou os orbes, ofegando, enquanto as mãos prendiam-se entre o tecido acetinado sentindo-o acariciar-lhe de forma mais ousada. Os lábios do cavaleiro corriam exigentes pela parte interna das coxas, fazendo-a arquear-se e murmurar seu nome em meio a gemidos cada vez mais altos.

Era como se a qualquer momento seu coração fosse sair pra fora, a respiração tornou-se entrecortada e o oxigênio parecia escasso, um grito rouco escapou dos lábios dela ao sentir o corpo tremer diante do toque ousado dos lábios do cavaleiro em seu ponto mais sensível.

Deitou-se sobre ela, envolvendo-a entre os braços, sentindo o corpo delicado da jovem moldar-se ao seu, à medida que uniam-se em um único ritmo.

Os movimentos de inicio hesitantes, foram tornando-se cadenciados, as respirações tornaram-se entrecortadas. Os vidros aos poucos deixavam-se tomar por finas películas esbranquiçadas, palavras ecoavam como sussurros por aquelas paredes, únicas testemunhas da forma com que se amavam.

Viu gotas frias de água caírem sobre a pele da jovem, enquanto os fios dourados colavam-se a suas costas. Deixou uma das mãos correr firmes pela lateral do corpo da jovem, fazendo-a arquear-se, acompanhando-lhe os movimentos.

Sentiu as unhas finas cortarem suavemente suas costas, deixando marcas vermelhas por onde passavam. Um fraco gemido saiu de seus lábios, ao senti-la arranhar-lhe o abdômen, fazendo os músculos contraírem-se sob o toque delicado.

-Aaliah! – ele falou num sussurro enrouquecido, sentindo os lábios dela descerem pela curva do pescoço.

Os corpos aos poucos eram tomados por uma ansiedade avassaladora e incontrolável, gemeu, abraçando-o mais forte ao senti-lo deslizar por entre suas pernas em movimentos intensos.

Apoiou a cabeça sobre o ombro da jovem, buscando por um ultimo resquício de racionalidade, temendo por feri-la, mas gemeu ao sentir as pernas dela envolverem completamente sua cintura, intensificando o contato entre os dois.

Um grito escapou dos lábios dela ao sentir um rastro de fogo descer da garganta, pelo colo ao vale entre os seios, que imediatamente enrijeceram quando com vagar, os lábios dele correram os contornos alvos, deliciando-se com o sabor da pele da jovem, que ainda emanava a essência suave do óleo floral, antes de tomá-los completamente, enquanto a intensidade dos movimentos aumentava.

Num movimento rápido, deitou-se na cama acomodando-a sobre si, Aaliah ofegou, apoiando as mãos sobre o peito dele, fitando-o confusa.

Deixou as mãos correrem pelas coxas dela, fazendo-a mover-se novamente, sentindo seus corpos tornarem-se um único enquanto um calor intenso os envolvia.

Aaliah gemeu, serrando os orbes em puro deleite, sentindo as mãos dele correrem sem pudores por seu corpo, fazendo-a tremer. Os gemidos se intensificaram à medida que o clímax se aproximava.

Um gemido rouco escapou dos lábios dele, quando ela retesou o corpo, estremecendo, entregando-se completamente aquele momento pertencente a apenas eles, não demorando a tê-lo lhe acompanhando em meio a aquela explosão de sensações.

Sentia uma onda de letargia envolver-lhe o corpo todo, enquanto o coração batia agitado. Viu os braços quentes do cavaleiro lhe envolverem e fazer com que deitasse sobre seu corpo, sentindo as mãos dele correrem de forma suave por suas costas, fazendo com que aos poucos adormecesse. Deixando-se encaminhar para o reino dos sonhos...

Continua...