De Volta ao Vale das Flores
By Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Aaliah e Isadora são criações únicas e exclusivas minha para essa saga.
Boa Leitura!
♥
Capitulo 21: Seguindo em Frente.
Quando o sol se distrai
Pouco a pouco a noite cai
Mas eu não olho pra trás
E sigo em frente
Corre pra chegar até você
Meu sonho é o que me faz viver...
Porque eu quero
Eu preciso
Mostrar o que a de bom em mim
Como o vento
Como o rio
Que deseja o mar até o fim
Meu desejo
Meu destino
Meu sonho de estar bem aqui
E você vai lembrar de mim...
(Leandro Lopes)
.I.
Fitou distraidamente o liquido amarelado dançando em meio à xícara de porcelana, já fazia algum tempo que eles estavam na sala conversando, houveram vários momentos que sentiu o cosmo dele elevar-se de maneira perigosa e pensou em ir até lá, mas uma força maior parecia impedi-la ao menos de se levantar.
Agora só pedia aos deuses que tudo desce certo entre eles, os poucos minutos que conversara com Astréia lhe mostraram que ela era uma pessoa boa e que se não apareceu antes, é porque teve realmente seus motivos para isso.
Suspirou pesadamente, mas ela mais do que ninguém sabia o quanto o virginiano sabia ser teimoso e manhoso quando queria.
Voltou o olhar para xícara de novo, mas mal alguns segundos se passaram quando ouviu passos se aproximando. Virou-se pensando ser o cavaleiro, mas surpreendeu-se ao ver a senhora de melenas douradas.
-Espero que não se importe, levei-o lá pra cima, assim que pegou no sono; Astréia falou aproximando-se.
-...; Negou com um aceno. Pelo menos não ouvira barulho de coisas se quebrando ou gritos, já era um começo que lhe sugeria que pelo menos algo fora resolvido; Aaliah pensou aliviada. –Quer chá?
-Eu aceito; ela responde cordialmente.
Sentou-se em uma cadeira de frente para a jovem, enquanto a mesma servia-lhe uma xícara. Notou-a um pouco tremula e logo concluiu o porque.
-Ele esta bem, não se preocupe; Astréia falou, vendo-a suspirar cansada. –E obrigada;
-Pelo que? –Aaliah perguntou confusa.
-Sei que se não fosse você, ele jamais teria me ouvido; ela respondeu com um olhar calmo.
-Eu não fiz nada; a jovem de melenas azuladas falou com um meio sorriso nos lábios. –Shaka é um pouco teimoso, mas, mais hora menos hora iria lhe ouvir, nem que precisasse apanhar um pouco para isso;
-Seth também era tão teimoso quanto ele, por isso nunca duvidei do quanto seria difícil essa conversa; Astréia falou levando a xícara aos lábios depois de assoprar.
-Creio que ele só estava com medo, Shaka não está muito acostumado a sair por ai demonstrando suas 'franquezas' e imagino que querer se proteger seja o mais natural; ela comentou, fazendo o sinal de aspas.
-Mas ainda existem algumas coisas a serem conversadas; a jovem de melenas douradas falou em meio a um suspiro.
-Pensei que já houvessem esclarecido as coisas; Aaliah comentou confusa.
-Não me referia a ele; ela respondeu séria.
-Não?
-...; negou com um aceno.
-Há quem então? –Aaliah perguntou confusa.
-Vou ser franca com você; Astréia começou, colocando a xícara na mesa e voltando-se para a jovem com um olhar tão intenso que ela engoliu em seco. –Quais são suas intenções com o meu filho?
Não demorou meio minuto para a xícara de porcelana escapar das mãos da jovem e ir quebrar-se no chão, enquanto a mesma jazia imóvel, sem conseguir emboçar reação alguma mediante ao choque.
Desde quando as coisas haviam se invertido? –Aaliah pensou sentindo gotas frias de suor escorrerem nervosamente por sua testa.
-Porque veja bem... Eu preciso zelar pelo bem estar do meu 'menino' e conhecer a futura mãe dos meus netos é essencial; Astréia completou com um sorriso matreiro.
Pelo menos agora sabia quem ele havia puxado; a jovem pensou saindo do estado de choque ao vê-la rir.
-Céus, sempre quis fazer isso; Astréia brincou.
-Uhn? –ela murmurou confusa.
-Bancar a sogra terrorista; a divindade respondeu com um sorriso matreiro, vendo a jovem incrivelmente pálida.
Aos poucos voltou a respirar regularmente, embora ainda estivesse atordoada com o que acontecera.
-Desculpe, não pude resistir; Astréia falou pegando a xícara de chá e levando-a até os lábios, mantendo ainda o sorriso.
-Tudo bem; Aaliah balbuciou, deveria ser o inferno astral, faltava menos de uma semana para entrarem em setembro, inicio do ciclo de virgem e esse certamente deveria ser os últimos efeitos dos astros sobre os virginianos.
-Mas eu gostaria mesmo de lhe agradecer por tudo que tem feito por ele; ela falou voltando a ficar seria.
-Mas eu não fiz nada; Aaliah respondeu confusa. Pelo contrario, havia sido ele a se disponibilizar a cuidar de si todo aquele tempo, lhe ouvindo e acima de tudo, procurando lhe entender sem julgar.
-...; Ela negou com um aceno. –Graças a você, ele aprendeu finalmente que é humano e que as coisas não tem que acontecer sempre sobre o controle dele;
-Uhn?
-Muitas vezes ele já se esqueceu de si mesmo, de que tinha direito a viver uma vida normal tanto quanto qualquer um que habita essa terra, mas desde que você chegou na vida dele, muitos conceitos vem sendo alterados, acredite... Eu sei; Astréia falou com um fino sorriso. –Meu filho é um pouco teimoso e tentou muitas vezes lutar contra o que sentia, dizendo que a si mesmo que estava vendo coisas demais, embora até ele mesmo já houvesse inconscientemente admitido que existiam algumas coisas que não podiam ser controladas nem reprimidas;
-...; Aaliah assentiu, ela bem sabia o que Astréia queria dizer e sentiu a face aquecer-se levemente e a divindade apenas sorriu.
-Mas agora eu preciso ir, se precisarem de algo depois, podem me chamar que eu apareço; ela falou se levantando.
-Mas...; A jovem ponderou. –Não vai espera-lo acordar?
-Melhor não, ele precisa de um tempo para ordenar os pensamentos e estar aqui, não vai ajuda-lo a se sentir menos pressionado; Astréia explicou. –Mas como disse, se precisarem de algo, me chamem, não estarei longe; ela despediu-se com um aceno, desaparecendo em seguida.
-...; Aaliah assentiu.
.II.
Encostou-se no batente da janela, vendo lá em baixo Francis e os demais cisnes brincarem na beira do lago.
Suspirou, sentindo o peso do laço eterno sobre seu colo. Ainda não conseguia colocar na cabeça que Minos nunca houvesse demonstrado algo sobre seus sentimentos, ou será que fora ela a inocente de mais em não ver isso?
Balançou a cabeça levemente para os lados, não conseguiria mesmo perceber isso, cresceram juntos, confiavam um no outro, desde cedo vinham construindo uma relação de amor e carinho, sem que jamais pensasse em 'algo mais' com ele.
Ouviu a porta abrir-se e não moveu-se, sabia que uma hora ou outra ele iria aparecer.
-Isadora; Eliot chamou, aproximando-se calmamente da filha.
-Sim;
-Podemos conversar? –ele perguntou e uma certa hesitação foi percebida em sua voz.
-...; Ela assentiu vendo-o parar a seu lado. –O que quer saber?
-Uhn! –o pisciano murmurou surpreso com a direta.
-Convenhamos meu pai, que já lhe conheço a tempo suficiente para saber quando o senhor quer perguntar algo e não sabe como; Isadora falou com um meio sorriso. –Então?
-É sobre você e Minos; Eliot falou dando um pesado suspiro.
-O que tem nós? –ela perguntou num leve tom de provocação.
-Bem...; ele começou, sem saber realmente como abordar aquele assunto.
-Pai, nós nos conhecemos há muito tempo e sabemos ser francos quando é o momento certo. Minos jamais escondeu alguma coisa de mim e sim, eu já sei sobre Heloisa; Isadora falou, sabendo bem o quanto o pai ensaiara para ter aquela conversa.
-Mas...;
-Também sei de seus sentimentos e o respeito ainda mais por ter sido compreensivo comigo acima de tudo; a jovem falou lembrando-se do quanto o primo havia insisto para voltar e enfrentar os problemas.
-Isadora; Eliot falou surpreso com a jovem, não esperava algo tão direto assim dela. Suspirou cansado, era irritante a idéia de se sentir um pai de primeira viagem que leva um balde de água fria na cabeça quando acorda e vê que sua garotinha, já não é mais tão pequenininha como desejava.
-Pai; ela suspirou cansada. –Sei que suas desavenças com Minos são por causa de Heloisa, mas acredite... Se eu estivesse no lugar dele, faria um pouco pior; Isadora completou num tom sombrio, enquanto os orbes rosados tornavam-se vermelhos.
-Você não é assim; Eliot falou hesitante diante de tal olhar.
-...; Isadora negou com um aceno. –Engano seu meu pai, já experimentei uma vez a sensação de matar para me defender e também de ferir por prazer. Acredite, fazer isso novamente não seria nem um pouco difícil; ela completou afastando-se da janela e encaminhando-se até uma penteadeira na outra extremidade do quarto, onde um porta retrato com a foto da mãe estava.
-Não fale assim; ele pediu em tom preocupado.
-É a verdade; a jovem falou em meio a um suspiro. –Todos temos um lado perverso e eu já bati de frente com o meu uma vez, por isso deixei o santuário. Não me arrependo dessa decisão; Isadora falou tocando o vidro com delicadeza. –Pois já vi o que teria me tornado se tivesse insistido; ela completou num sussurro.
Sim, Afrodite era prova viva disso. Ele tinha razão, tinham bem mais coisas em comum do que apenas paixão por rosas, mas só agora com mais calma conseguia realmente enxergar com clareza isso.
-O que pretende fazer agora? –Eliot perguntou.
-Vou voltar para Atenas; ela avisou.
Não adiantava mais fugir, precisava resolver de uma vez por todas aquilo se não, acabaria se arrependendo depois, mas havia uma coisa que requeria uma certa sensibilidade agora; Isadora pensou lembrando-se de que precisaria dar um telefonema antes de arrumar as coisas para ir.
-Mas tão cedo? –ele perguntou com ar decepcionado, pensara que ela ficaria mais tempo, já que depois de dezoito anos essa era a primeira vez que ela voltava a casa da família. As idas a Baviera na casa dos avôs não contava; o cavaleiro pensou.
-...; Isadora assentiu. –Outra hora eu venho com mais calma e fico mais tempo; ela completou vendo-o com o típico olhar de 'cachorro que caiu da mudança'; a jovem pensou lembrando-se da expressão com um fino sorriso nos lábios.
-Tudo bem, se você quer assim; Eliot falou dando de ombros como quem não quer nada.
Arqueou a sobrancelha reconhecendo perfeitamente a manha e chantagem por trás da elegância aristocrática do pai. Quando queria, Eliot Ermond sabia bem ser um chantagista de primeira, que fazia até pedra chorar. Ele certamente se daria bem com Milo; Isadora falou sorrindo, mas engoliu em seco ao lembrar-se do Escorpião.
Quando voltasse Milo iria querer lhe matar, mas...; ela ponderou lembrando-se de algo então sorriu.
-Mas e a minha torta? –Isadora perguntou mudando de assunto.
-Como? –ele perguntou confuso.
-Marie disse que o senhor tinha ido até o centro comprar morangos para a minha torta; ela falou com um sorriso infantil e os orbes rosados cintilando.
-Ah sim, ela já esta pronta, mas como você só da atenção para o Minos; Eliot falou emburrado, visivelmente enciumado. –Marie não pode avisar que ela estava na cozinha; ele completou.
-Ah então vamos comer, enquanto eu conto para o senhor o que andou acontecendo com o seu pupilo; ela falou enlaçando o braço do pai e puxando-o para fora do quarto.
-O que? –Eliot quase gritou. –Alister está...;
-Vivo; Isadora o cortou com um largo sorriso, vendo-o completamente confuso. –Mas a historia é longa;
-Tenho todo tempo do mundo, principalmente porque terei imenso prazer em puxar a orelha daquele peixe desnaturado depois; ele falou com um brilho perigoso nos orbes rosados, deixando bem claro a quem a jovem puxara. –Vamos logo então;
.III.
Abriu os olhos, sentindo o corpo ainda entorpecido. Nossa, nem percebera o quanto estava cansado; ele pensou virando-se na cama.
Só se lembrava da conversa com Astréia e de ter apagado depois. Será que fora tudo um sonho? – Shaka se perguntou, mas logo viu o laço eterno perder de seu pescoço.
Não, não fora; concluiu abrindo-o e encontrando a foto dos pais. Realmente, durante muito tempo tentou descobrir de quem eram aqueles olhos de um azul tão intenso, mas seu mestre apenas dizia que era pelo fato de sua mãe ser estrangeira, mas agora sabia a quem pertencia.
Suspirou, acomodando-se melhor na cama. Ainda estava um pouco confuso quanto a tudo aquilo, porque Zeus não a deixaria se aproximar? E Aishi, porque quando se encontraram pela primeira vez ela não falou nada sobre Astréia? Será que Astréia pedira isso a ela ou ela não sabia mesmo que ela era sua mãe? –ele se indagou.
Parou surpreso com o rumo de seus pensamentos, mesmo não querendo admitir, ela era sua mãe e ela estava certa quando lhe lembrou das diversas vezes que se esquecera que era um mortal.
Olhou para o relógio na cabeceira da cama, vendo que já era noite. Não poderiam ir mais para Estolcomo àquela hora e nem tinha cabeça para dirigir também. Então, era melhor esperar até amanha.
Virou-se inquieto, deixando os olhos correrem pelo quarto, notando que faltava algo, ou melhor, alguém. Aaliah; ele pensou, para logo ver de soslaio a porta do quarto abrir-se, dando passagem a jovem.
Aaliah aproximou-se hesitante, procurando ver se ele estava dormindo ainda, parou próxima a ele vendo-o com os orbes serrados, mas isso não queria dizer muita coisa.
-Shaka; ela sussurrou, sentando-se na beira cama.
Viu a respiração calma dele e controlada. Inclinou-se um pouco sobre ele, curiosa para ver o relicário sobre seu pescoço, mas gritou ao sentir algo em sua cintura, para depois cair contudo na cama.
-Shaka; Aaliah falou com os orbes perigosamente serrados ao ouvir o baixo riso do cavaleiro, que estava completamente acordado agora.
-Onde estava? –ele perguntou vendo o ar indignado dela pelo susto, enquanto lhe enlaçava pela cintura.
-Na cozinha; ela falou suavizando a expressão, nem que quisesse conseguiria ficar brava com ele.
-Senti sua falta; o cavaleiro falou com simplicidade, tocando-lhe a face carinhosamente, vendo-a enrubescer.
-Foram só alguns minutos; Aaliah falou, lembrando-se que após Astréia ir embora subira para vê-lo e ficou um bom tempo ali, velando-lhe o sono, até escurecer e descer para arrumar alguma coisa para comerem quando ele acordasse.
-Mesmo assim; Shaka falou em tom carente, fazendo um doce sorriso formar-se nos lábios dela.
-Que manhoso; Aaliah brincou, roçando os lábios com suavidade sobre os dele, mas antes que o mesmo se aproximasse, afastou-se novamente. –Amo você, sabia?
-Também te amor; o cavaleiro sussurrou, estreitando os braços em torno dela, ouvindo-a suspirar. –Minha m-... Astréia ainda está aqui? –ele perguntou hesitante.
-Já foi há algumas horas; a jovem respondeu calmamente, afastando alguns fios dourados que caiam sobre a testa dele. –Mas disse que voltaria se precisasse de alguma coisa; ela completou.
-...; Assentiu silenciosamente. Iria ser melhor assim; ele pensou dando um baixo suspiro.
-Como você está? –Aaliah perguntou depois de alguns segundos fitando o olhar vago do cavaleiro.
-Bem; respondeu displicente.
-Tem cert-...; Sentiu as palavras morrerem em sua garganta ao sentir os lábios dele sobre os seus, num beijo intenso.
Serrou os orbes, enlaçando-o pelo pescoço, sentindo o corpo do cavaleiro moldar-se ao seu e aos poucos um calor intenso lhes envolver.
-Perfeitamente bem; Shaka respondeu num sussurro entre seus lábios, antes de voltar a beija-la, fazendo qualquer duvida sumir dos pensamentos da jovem.
.IV.
Sentou-se confortavelmente em uma das cadeiras de vime, enquanto a jovem a sua frente bebia distraidamente um copo de suco.
-Então? –Astréia começou, vendo-a distraída demais.
-O que? –Hékates perguntou, piscando confusa.
-Você esta longe, o que foi?
-Só estava pensando; a jovem respondeu dando um baixo suspiro, recostando-se melhor na cadeira. –Agora que acabou a missão...;
-Você não sabe o que vai fazer; Astréia completou por ela.
-...; Hékates assentiu. –Apesar de tudo eu tinha me acostumado a trabalhar com aquele idiota; ela confessou, vendo-a balançar a cabeça levemente para os lados. –Eu sei o que esta pensando e não é nada disso;
-Eu não disse nada; Astréia falou com um fino sorriso nos lábios.
-Mas pensou; ela rebateu emburrada.
-Porque não vai viajar, conhecer algum lugar do mundo que você sempre evitou por falta de tempo; a jovem falou fazendo o sinal de aspas com os dedos. –Tente se desligar um pouco dos problemas que você acaba se envolvendo às vezes;
-É, acho que estou precisando mesmo; Hékates falou lembrando-se de suas ultimas aventuras em Paris. –Mesmo porque quero distancia de homens complicados;
-Não faço a mínima idéia do porque; Astréia brincou, vendo-a terminar de tomar o suco. –Mas vai te fazer bem mesmo;
-Sabe, estive pensando numa coisa;
-O que?
-Em Olhos Vermelhos; Hekates falou calmamente.
-Uhnnnnnnnnnnnnnn; Astréia murmurou com um sorriso nada inocente nos lábios.
-Não dessa forma; ela rebateu indignada. –Alias, pra quem era a deusa da justiça, tão casta e pura, seus pensamentos estão meio transviados ultimamente, hein; a jovem reclamou.
-Impressão a sua; ela brincou. –Mas o que tanto fez você pensar nele esses dias; a jovem falou em tom de provocação.
-Porque Aramis tem tanto medo dele? –Hékates perguntou.
-Você lembra o que aconteceu no passado; Astréia falou seria. –Finalmente papai aprendeu que 'ser' humano não quer dizer ser fraco. E que as pessoas às vezes fazem loucuras... Por aqueles que amam; ela falou de maneira enigmática. –Nem que para isso seja necessário descer até o inferno e enfrentar os cento e oito espectro de Hades sozinho, para trazer alguém que lhe é caro de volta;
-Eu sei, mas...; Hékates ponderou. –Às vezes eu me pergunto porque alguns de nós nasceram deuses e outros mortais. Quem disse que nós merecíamos ser deuses e eles, mortais? –ela indagou.
-Uma vez eu já pensei assim também, mas acredite, sendo deuses ou mortais, nós existimos para aprendermos uns com os outros. Nós não somos superiores a eles e eles não são inferiores a nós; Astréia completou. –Existem lições que é necessário aprendermos com tempo e paciência, outras que nos conferem um tempo menor, mas não deixa de ser importante;
-...; Hékates assentiu. –Eu realmente preciso de uma viajem; ela suspirou.
-Algo em mente?
-Ouvi dizer que o Brasil é legal; ela comentou.
-Uma boa escolha; Astréia concordou, enquanto uma garçonete aproximava-se trazendo o suco que pedira.
-E seu filho? –Hékates perguntou.
-Ainda existem coisas a serem conversadas, mas nada que tempo e paciência não resolvam; ela respondeu com um fino sorriso.
-...; a jovem assentiu deixando que aos poucos o silencio caísse sobre elas e as demais indagações fossem levadas por uma brisa suave que esvoaçava seus cabelos, não era necessário se preocuparem com coisas que no fim, só o tempo iria resolver.
Continua...
Domo pessoal
Mais um capitulo chega ao fim, me desculpem pelo atraso, mas as duas ultimas semanas foram tão loucas que eu mal tive tempo de escrever, só Luthier, que graças a uma visita das musas da inspiração eu conseguia adianta-la bem para chegar no ponto de 'De Volta ao Vale das Flores', em breve vocês vão entender o porque.
Anyway, antes de ir, gostaria de deixar um super obrigada a Kaliope e Margarida, que fizeram meu dia mais colorido hoje, me livrando de um sério problema com a síndrome de Peter Pan. Obrigada meninas, vocês não sabem como foi importante pra mim não só o presente (se bem que ganhar o Saga, daquele jeito, não tem coisa melhor), mas pelo grande apoio também.
No mais, agradeço a todos do fundo do coração por virem me acompanhando desde o começo, me dando apoio e lendo minhas histórias. Resumindo, compartilhando comigo, parte desse mundinho onde tento aos poucos, trazer para a realidade tão agitada que vivemos hoje.
Esses dias eu até estava falando com uma das minhas irmãs, que com a globalização, a correria do dia a dia, essa loucura de trabalho e outras coisas mais que requerem nossa atenção, esta fazendo com que muitas pessoas esqueçam de parar um pouquinho e sonhar.
Não precisa ser com catorze homens maravilhosos, se bem que isso ajuda muito em qualquer inspiração, mas sonhar de maneira mais positiva. Tudo bem que em questões políticas o país esta uma vergonha, entre outras coisas que não valem a pena serem citadas aqui, mas... Falem a verdade, sonhar é tão bom né?
Nos deixa livres e mais soltos para sermos o que quisermos, em muitos povoados por dragões, fadas e seres encantados, onde a cada momento, nasce uma nova história.
Well, aqui me despeço e deixo um forte abraço a todos.
Já ne...
Dama 9
