De Volta ao Vale das Flores
By Dama 9
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Aaliah e Isadora são criações únicas e exclusivas minha para essa saga.
Boa Leitura!
♥
Capitulo 22: Enfrentando Velhos Demônios
.I.
Seguiu-o silenciosa até o carro, não achava certo viajarem com tudo aquilo que estava acontecendo, mas ele insistira em sair cedo quando lhe contara na noite anterior que iriam a Estolcomo.
Suspirou pesadamente, ele não lhe dissera que amigo iriam ver, por isso estava extremamente irritada, detestava quando ele lhe escondia alguma coisa.
Antes mesmo que o cavaleiro lhe abrisse a porta, escancarou-a com força, quase acertando ele.
-Aaliah; Shaka chamou, porém ela o ignorou, batendo a porta com força e acomodando-se dentro do carro.
Respirou fundo, pedindo aos céus que ela não lhe matasse no meio caminho, Aaliah era pior que um titã quando estava irritada. Entrou no carro rapidamente e antes de dar a partida virou-se para ela.
-O que foi?
-Porque faz perguntas que você já sabe as respostas? –ela rebateu, desviando o olhar e virando-se para a janela.
-Aaliah; Shaka chamou, tocando-lhe a face, fazendo-a ainda contrariada, encará-lo. –Estamos indo a Estolcomo, porque Milo me pediu para encontrar a Isadora e ela possivelmente deve estar na casa dos pais, por isso vamos para lá; ele falou calmamente.
-O que? –Aaliah perguntou surpresa.
-A casa da família Ermond fica em Estolcomo, a família de Isabel esta toda reunida na Baviera e a julgar pelo que conheço da Isadora, ela esta em Estolcomo, se não voltou ao santuário, o que é bem possível; ele explicou.
-...; Aaliah assentiu, desviando o olhar. –Doeu?
-Uhn? –murmurou confuso.
-Falar a verdade? –ela perguntou em tom sério.
-Aaliah? –Shaka ponderou.
-Você sabe que eu detesto que você fique escondendo as coisas de mim, porque é tão difícil entender isso? –Aaliah perguntou aborrecida.
-Me desculpe; o cavaleiro falou dando um suspiro cansado. –Não queria lhe magoar por causa disso; ele confessou.
-Magoa mais por você não falar; ela continuou quase num sussurro.
-Prometo que isso não vai se repetir; ele falou enlaçando-a pela cintura, virando-se de lado no banco, para abraçá-la.
-Vou lembrá-lo disso quando se esquecer; Aaliah avisou em tom sério, antes de dar um meio sorriso. –Não sabia que a família da Isadora era daqui também;
-...; Shaka assentiu. –A família de Eliot tem residência aqui há muitos séculos, enquanto a de Isabel é da Baviera, quando deixou o santuário, Isadora perdeu contato com a família do pai e só dava algum sinal de vida para o avô materno; ele explicou.
-Entendo, deve ter sido difícil deixar tudo, não? –ela comentou pensativa.
-Isadora sempre foi muito independente, infelizmente ela precisou crescer muito rápido, principalmente para se livrar das armações de Heloisa pra cima dela, por ver os erros que o pai cometeu, ela sempre manteve um relacionamento a distancia com as pessoas, presa muito os amigos, mas quer distancia daqueles que sempre querem o 'algo mais'; ele comentou.
-Como papai? –Aaliah perguntou casualmente.
-Com relação a seu pai, não tenho comentário algum a fazer, Afrodite sempre foi uma caixinha de surpresas, nunca imaginei que ele fosse dar um surto desses que o Milo falou, com direito a planta carnívora e tudo, mas...; Shaka ponderou em meio a um suspiro. –Não faço a mínima idéia sobre o que esta passando pela cabeça dele agora;
-Não duvido; Aaliah falou. -Mas vamos logo, quando a encontrarmos gostaria de conversar com Isadora;
-Sobre? –ele perguntou curioso, enquanto ela sentava-se melhor no acento e ele retomava a direção.
-Coisas de mulher, amor... Coisas de mulher; ela completou num sussurro e um sorriso discreto nos lábios o que deixou-o confuso por um momento.
.II.
Abraçou-a fortemente, sabendo que a partir dali ambos seguiriam caminhos distintos, talvez sem se cruzarem novamente; ele pensou, ouvindo um baixo soluço dos lábios da jovem.
-Eu preciso ir; Isadora sussurrou, abraçando-o ainda mais forte.
-...; Minos assentiu, afastando-se devagar.
Fitou-a por alguns segundos, enquanto tocava-lhe a face delicadamente apagando o rastro de lagrimas que marcavam a pele acetinada.
-Boa sorte;
-Nos vemos de novo, não é? –ela perguntou, apesar de tudo não queria perder o primo e durante longos anos foi o único amigo que pudera contar.
-Sempre vou estar com você; ele falou apontando para o laço eterno que pendia do pescoço da jovem.
-...; Isadora assentiu afastando-se.
Logo já havia se despedido do pai e Marie, deixando a casa Ermond que por tantos anos temera retornar. Nas costas a urna prateada movia-se a cada passo.
Eliot se oferecera para levá-la até o centro, mas não quis, tinha que ir a outro lugar primeiro.
-o-o-o-o-o-
Passou pelas ruas calmas de Visby, vendo as flores enfeitarem de maneira harmonia as jardineiras por onde passava. Havia uma coisa importante que precisava fazer ali; a jovem de melenas esverdeadas pensou.
-Isadora!
Virou-se ao ouvir alguém lhe chamar e surpreendeu-se ao encontrar quem menos esperava. Alicia Carter. Seus orbes serraram-se levemente, porém respirou fundo, tentando conter o impulso homicida de mandá-la fazer uma visitinha intima a erinia que vivera com ela durante boa parte da vida da filha.
-O que quer?
-Ahn! Podemos conversar? –ela perguntou incerta.
-Estou com um pouco de pressa agora, Alicia; Isadora falou tentando se esquivar.
-Irá ser breve, eu prometo; a senhora Carter falou indicando a ela um quiosque de sucos na esquina.
Ponderou por alguns segundos, mas deu de ombros, era melhor virar aquela pagina também.
-Que seja; Isadora murmurou seguindo com ela até lá.
.III.
Quase pulou para fora do carro ao vislumbrar a paisagem a sua volta. Nunca vira tantas rosas daquele jeito; ela pensou enquanto o carro atravessava a entrada principal da mansão Ermond.
-Aaliah, sente-se, vai acabar caindo; Shaka falou com uma mão guiando o volante e com a outra, tentando mantê-la dentro do carro antes que alguma coisa acontecesse.
-Nossa, nunca pensei que existisse um lugar assim; Aaliah falou sentando-se novamente. –Lembro que Isadora me disse que o pai morava em Estolcomo, mas nunca me falou de como era aqui; ela comentou.
-Isadora sempre evitou um pouco esses assuntos; ele respondeu, enquanto estacionava.
Logo uma senhora de cabelos grisalhos saiu da casa, indo esperá-los na porta. Desceu do carro dando a volta para abrir a porta para ela.
-Bom dia; ele cumprimentou.
-Bom dia; Marie respondeu.
-Estou procurando pela Isadora; Shaka falou.
-E o senhor, quem é? –a senhora perguntou desconfiada.
-Shaka de Virgem; uma voz respondeu vinda de dentro da casa.
Viraram-se vendo o cavaleiro de melenas prateadas sair, sua expressão era calma, como se aquilo fosse previsível.
-Minos; Shaka falou com a voz pausada, mantendo Aaliah junto a si, com um meio abraço possessivo.
-Marie, esta tudo bem, são amigos de Isadora; Minos falou tranqüilizando a senhora com um sorriso calmo.
-Devo avisar ao senhor que eles estão procurando pela menina? –ela perguntou.
-Não é necessário, meu tio já sabe; Minos falou, voltando-se para os dois. –Mas porque não entram, podemos conversar melhor; ele sugeriu.
-Minos, estamos procurando pela Isadora, ela está ou não? –Shaka perguntou num tom frio de voz.
-Cada coisa há seu tempo cavaleiro, mas fique tranqüilo, não importa onde ela esteja, estará bem; ele completou dando-lhe as costas e entrando novamente na casa.
Sem outra opção, seguiram-no para o interior da casa, o que deixou Aaliah igualmente impressionada com a vista como do jardim.
-o-o-o-o-o-
Sentou-se na cadeira de vime, deixando a armadura ao pé da mesa, não estava nem um pouco incomodada com o olhar curioso das pessoas, só queria acabar com aquilo de uma vez.
-Queria lhe agradecer; Alicia começou.
-Como? –Isadora perguntou arqueando a sobrancelha incrédula.
-Graças a você e Shaka, minha filha foi salva; a senhora explicou abaixando os olhos com ar melancólico. –Você ajudou mesmo depois de tudo; ela balbuciou.
-Não me agradeça, não fiz por ela; Isadora falou num tom frio, ameaçando se levantar, mas sentiu a mão dela em seu braço, detendo-lhe.
-Eu realmente sinto muito por tudo, Isadora; Alicia falou respirando fundo antes de continuar. –Sei que deve me odiar pelas coisas que ajudei Heloisa fazer, mas eu realmente agradeço por ter salvado a vida de Melissa;
-Com certeza; Isadora vociferou, sem esconder a ira em seu olhar diante da menção a madrasta. –Sabe o que mais me irrita Alicia? –ela perguntou sentindo o queixo tremer ao falar.
-...; ela negou com um aceno, engolindo em seco.
-Antes somente eu tivesse passado por todo aquele inferno de agüentar você e Heloisa armando pra cima do meu pai e aquela imbecil tentar acabar comigo, apenas para ficar com o que pertencia a minha mãe; Isadora falou alterando o tom de voz. –Mas eu não perdôo o que você e aquele demoniozinho que você tem como filha, fez a Aaliah; ela vociferou.
-Isadora; Alicia murmurou surpresa ao ver os olhos da jovem tornarem-se avermelhados.
-E sabe o que mais, agradeça aos deuses por permitirem que sua filha tivesse uma nova chance, porque tudo que ela é hoje e tudo que fez, foi reflexo das suas sandices; Isadora vociferou. –Mas creio que isso não seja apenas falha sua, porque até mesmo aquele inútil do James, sabe que ele foi um relapso cretino que nunca fez nada alem de cuidar do próprio umbigo;
-Isadora!
Virou-se ouvindo a dona da loja de chocolates lhe chamar, lhe reconhecendo mesmo de longe.
-Nada vai mudar o que aconteceu Alicia, você sentindo ou não por isso. Se quer realmente fazer algo que presta com o que sobrou daquilo que você chama de vida, faça com que Melissa tome o rumo certo dessa vez; ela completou pegando a urna e afastando-se.
Sentia muito, sim... Ela que sentia por não ter tido o mesmo sangue frio que Minos na época para mandar as duas juntas para o inferno por tudo que fizeram. Ainda sentia seu sangue ferver ao lembrar-se de Aaliah contando tudo que Melissa e a mãe fizeram.
A garota havia contando que não comentara nada com o pai, pois conhecia o temperamento genioso e sabia que ele iria fazer alguma coisa. Um fino sorriso surgiu em seus lábios, não duvidava que Afrodite saísse atirando rosas negras em cada uma daquelas infames. Porque era exatamente o que ela tinha vontade de fazer agora; Isadora pensou, acalmando-se à medida que se aproximava de Flora.
-Como vai, Dona Flora? –ela perguntou calmamente.
-Algum problema, querida? –Flora perguntou vendo mesmo de longe que Alicia não parecia nem um pouco bem depois da conversa com a jovem.
-Não, impressão a da senhora; Isadora respondeu com um sorriso angelical. –Mas espero não tê-la atrapalhando com o telefonema;
-De maneira alguma; a senhora apressou-se em dizer. –Quando a vi passando, achei que já estivesse vindo buscar; ela comentou.
-Vou resolver uma coisa primeiro e antes de ir, passo aqui pegar; a jovem falou.
-Está certo, elas já estão prontas, Dario esta as embrulhando nas sacolas térmicas como pediu. Ainda não acredito que ira levar minhas tortas de chocolate para Atenas; ela comentou sorridente.
-Porque não? Elas são ótimas e tenho um amigo que ama o chocolate tanto quanto sua própria vida; Isadora brincou sabendo que isso seria o único tranqüilizante para o Escorpião quando chegasse; ela pensou.
-Que bom, então vou deixá-la agora e apressar Dario; Flora falou.
-...; Isadora assentiu, com um fino sorriso nos lábios. –Nos vemos depois;
-Até;
Acenou afastando-se, enquanto a senhora retornava a loja, o caminho ia ser um pouco longo, mas seria bom caminhar. Como dizia Minos, nada como uma boa caminhada para colocar os pensamentos em ordem.
.IV.
Sentou-se no sofá, seguido pela jovem, enquanto Minos ocupava uma cadeira do outro lado da mesa de centro. Sabia o quanto ele estava desconfiado com sua presença ali.
-Creio que você não saiba, mas eu e Isadora somos primos; Minos esclareceu, esperando alguma reação surpresa da parte dele, mas viu-o apenas arquear a sobrancelha levemente, enquanto a jovem a seu lado demonstrava a verdadeira surpresa.
-Você é primo da Isadora? –Aaliah perguntou, vendo-o assentir.
-E? –Shaka perguntou calmamente.
-Como assim "e"? –Minos perguntou. –Não vai berrar, espernear, ou qualquer outra coisa do tipo? –ele perguntou gesticulando nervosamente.
-Por quê? Eu deveria? –Shaka perguntou mantendo a calma e serenidade de sempre, deixando o espectro irado.
-Oras, vai entender o que se passa pela cabeça desse povo; ele resmungou.
-Uhn? Não estou entendo; Aaliah murmurou.
-Quando seu pai ficou sabendo disso, se antes ele já queria morto, depois então; Minos explicou em meio a um suspiro cansado.
-Meu pai? –a jovem falou surpresa.
-Ele não é lá muito normal, não é? –o espectro perguntou casualmente, mas engoliu em seco ao vê-la serrar os orbes de maneira perigosa.
-Aaliah, não leve a serio o que ele fala, não vale a pena; Shaka falou pousando a mão delicadamente sobre a da jovem. –Mas vamos direto ao assunto Minos, aonde esta Isadora?
-Em Visby; ele respondeu sorrindo satisfeito ao ver o olhar chocado do virginiano.
-O que? –o cavaleiro perguntou com a voz controlada, embora estivesse quase conjurando o mil e oitenta de Asmita para lacrá-lo no inferno por causa daquele sorriso impertinente.
-Isso mesmo, logo pela manhã ela saiu daqui e foi para Visby; Minos falou.
-Mas...; Aaliah balbuciou, sem entender.
Isadora estava indo pra Visby, como não encontraram com ela no caminho? –ela se perguntou confusa.
-Digamos que eu dei uma mãozinha para ela chegar mais rápido; Minos falou como se lendo seus pensamentos.
-Bem, então não temos mais nada para fazer aqui; Shaka falou se levantando.
-Shaka de Virgem, há quanto tempo? –a voz de Eliot soou na sala fazendo-o estancar. Se bem conhecia Eliot o mesmo não os deixaria sair dali tão cedo, serrou os orbes ao ver o sorriso de Minos se alargar.
Ele fizera de propósito, prende-los ali com Eliot enquanto Isadora sumia de novo; ele pensou contendo um suspiro frustrado e o desejo assassino de manda-lo de volta ao reino de Hades, dessa vez de maneira definitiva.
Ambos viraram-se vendo o antigo cavaleiro de Peixes entrar, o ar imponente e aristocrático dos Ermond ainda eram bem vivos em Eliot mesmo depois dos vários anos de idade.
-Bastante eu diria; Shaka falou o cumprimentando cordialmente. –Aaliah, este é Eliot, pai de Isadora; ele falou voltando-se para a jovem.
-Muito prazer, senhor; ela falou estendendo-lhe a mão.
-O prazer é meu; ele falou numa respeitosa reverencia. –Espero que não estejam pretendo ir embora tão rápido?
-Bem...; Shaka começou, mas foi rapidamente interrompido.
-Ótimo; Eliot falou. –Minos peça a Marie para fazer um café para nós, por favor;
-...; o espectro assentiu, deixando a sala quase rindo do olhar assassino do cavaleiro sobre si.
-Então, por favor sentem-se; o pisciano falou. –Isadora me contou o que aconteceu em Visby, espero que vocês estejam bem; ele falou em tom preocupado.
-Estamos, não se preocupe; Shaka falou acomodando-se melhor no sofá, a estadia ali ia ser bem longa; ele pensou.
-Então, a senhorita é a famosa filha do cavaleiro de Peixes; o antigo cavaleiro começou voltando-se para Aaliah. –Minha filha gosta muito de você;
-Isadora é uma ótima pessoa e uma grande amiga; Aaliah respondeu calmamente, diante do olhar curioso do conde.
-Eu sei, ela se parece muito com a mãe; Eliot comentou. –Mas me diga Shaka, é verdade essa historia toda sobre Alister estar todos esses anos vivo? –ele indagou, aproveitando que o cavaleiro era a fonte mais segura para obter informações que Isadora não lhe dera ao falar do antigo pupilo.
-É; Shaka respondeu.
-Ele e tia Eurin se casaram mês passado; Aaliah comentou.
-Eurin? –Eliot perguntou arqueando a sobrancelha, surpreso.
-Eurin, a antiga pupila de Isabel, sim; Shaka completou sabendo perfeitamente em que se resumia o espanto dele.
-Aquele moleque, nem pra me avisar; o pisciano falou aborrecido.
-Creio que ele não teve tempo ainda, Eliot; o virginiano falou com um fino sorriso nos lábios. –Mas porque não vai fazer uma visita a ele? –Shaka sugeriu.
-Como? –Eliot perguntou interessado.
-Pelo que sabemos, ele esta em Atenas agora; Aaliah falou, notando o brilho divertido nos olhos do namorado. –Talvez ele goste de uma visita do senhor;
-É uma boa idéia; o pisciano murmurou em concordância. –Mas eu realmente estou surpreso dele ter se casado, principalmente com Eurin;
-Por quê? –Aaliah perguntou curiosa.
-Pelo que me lembro, logo que Eurin chegou ao santuário, não teve um dia que Shion não ligou pra mim querendo minha cabeça, pelas coisas que Alister estava aprontando pra se aproximar dela; ele falou com ar cansado. –Aquele menino, às vezes me mata de vergonha;
-Mas pense pelo lado positivo; Shaka começou.
-Qual? –ele perguntou, arqueando as finas sobrancelhas esverdeadas.
-Você não faz a mínima idéia do quanto Alister apanhou até chegar ao ponto de se casar com Eurin; o virginiano respondeu com um sorriso divertido.
-Como? –Aaliah perguntou confusa.
-Que eu me lembre, no começo, não havia um encontro entre esses dois que ele não apanhasse. E quando Shion anunciou que ela iria treinar o novo cavaleiro de Peixes, Alister parecia um leão enfurecido, rugindo e rosnando pra qualquer um que passasse perto dele;
-Bem típico; Eliot falou balançando a cabeça levemente para os lados.
-Com licença; Marie falou entrando com uma bandeja nas mãos. Serviu-lhes rapidamente e deixou a sala.
-Bem Shaka, estou pensando seriamente em considerar a possibilidade de ir a Atenas; Eliot comentou. –Fico imaginando como Alister vai reagir; ele comentou sem ver o sorriso nada inocente do virginiano.
-Porque não vai e descobre;
-Realmente, essa é a melhor opção; Aaliah completou veemente, sabendo o que o cavaleiro estava pensando.
-...; Eliot assentiu.
Logo estavam enredados numa calorosa conversa, sem ao menos notar a passagem do tempo. Foram deixar a mansão depois das seis, com a promessa de Eliot de se encontrarem em Atenas dali a um mês mais ou menos.
Agora precisavam voltar a Visby, quem sabe encontrar Isadora ainda se fosse tempo.
Continua...
