.::De Volta ao Vale Das Flores::.

By DAMA 9

Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Aaliah e Astréia são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.

Boa Leitura!

Capitulo 35: Um novo caminho.

.I.

Olhou para todos os lados, tentando encontrá-los, mas nada. Onde será que aqueles dois estavam? –ela pensou franzindo o cenho.

-O que foi? –Shaka perguntou, chamando-lhe a atenção, enquanto lhe entregava uma taça de vinho.

-Papai e Isa ainda não chegaram; Aaliah respondeu.

-Você acha que eles vieram juntos do aeroporto? –o cavaleiro indagou, curioso.

-Não sei, pode ser que sim, mas até o Minos já chegou; ela comentou indicando o cavaleiro do outro lado, que ao sentir a presença de ambos, apenas acenou num comprimento frio.

-É, ele também parece preocupado com o sumiço de Isadora; Shaka comentou, franzindo o cenho. –Será que Afrodite aprontou mais alguma coisa e a Isa o jogou pra fora do carro em movimento;

-Shaka; Aaliah exasperou voltando-se para ele que tentava descaradamente abafar o riso.

-Desculpe meu amor, mas convenhamos, do seu pai a gente pode esperar qualquer coisa; ele falou se defendendo, vendo-a fazer um biquinho amuado.

-Eu sei, mas...;

-Como foi esse mês, entre os dois? –o cavaleiro indagou, envolvendo-lhe a cintura e aconchegando-a entre seus braços.

-Mais frio que o jardim de inverno de Aquário; Aaliah respondeu.

-Como?

-Depois do episódio da rosa; ela falou, fitando-o com ar cansado. –A Isa não veio mais ao santuário;

-Nem para falar com o Milo?

-Não, nem para isso; a jovem respondeu. –Papai também andou evitando o vilarejo, principalmente depois que saiu aquela história do admirador;

-E vocês descobriram quem era? –ele indagou interessado.

-Não, eu andei falando com a Isa há um tempo atrás, mas ela me disse que ainda não sabia quem estava mandando, mas as rosas continuam a chegar; ela respondeu.

-Uhn! Quem será que esta mandando essas rosas, afinal? –o virginiano falou, com ar pensativo.

-Não faço a mínima idéia, como eu te disse, eu até pensei que fosse o Milo aprontando alguma, mas ele disse que não. Ele não teria porque mentir com relação a algo tão serio; ela completou.

-Existe mais alguém que possa estar envolvido nisso?

-Não que eu saiba; Aaliah respondeu dando de ombros. –Bem, vamos esperar mais um pouco, de qualquer forma, se aconteceu algo logo iremos saber; ela falou, vendo-o assentir.

-o-o-o-o-o-

Subiu os templos quase se arrastando, enquanto tentava conter a irritação que sentia por vê-la tão bem disposta; ele pensou, resmungando.

Se ela tivesse lhe ouvido, já teria ligado para Mú e pedindo que ele viesse lhes buscar, mas não. Tinha que dar ouvidos a ela e subir tudo aquilo a pé.

-Pare com isso Filipe, você parece um velho resmungão desse jeito; Isadora falou, segurando melhor a alça da bolsa sobre o ombro, enquanto continuava a subir os templos.

-Eu não estaria assim se já estivesse lá em cima, principalmente se pudesse ter evitado todos esses lances de escada; ele rebateu. Já estavam passando por Leão, mas ainda vinham muitos templos pela frente.

-E nós não estaríamos ainda aqui se você não tivesse inventado de mandar o motorista pegar um atalho; a jovem rebateu sarcástica. -Ah mas é claro, eu havia me esquecido de um pequeno detalhe, homens detestam pedir informação, nem que seja para uma velhinha andando de bengalas na rua, que pode indicar aonde ficava a avenida principal; ela completou.

-Não precisa apelar também; o pisciano resmungou, emburrado.

Tudo bem, dera a sugestão de um atalho para chegarem mais rápido, só que quem iria adivinhar que o pneu do carro fosse estourar num lugar esquecido pelos deuses e até ser trocado, já havia anoitecido e pior, nem mesmo o taxista que deveria conhecer a cidade de cabo a rabo, não sabia onde estavam.

-É a verdade, nada mais do que a verdade; Isadora respondeu, parando de andar um pouco e respirando fundo.

-Você esta bem? –Afrodite perguntou, vendo a face da jovem corar levemente.

-Estou; ela limitou-se a responder.

Embora quisesse dar uma lição nele, pelos percalços da chegada até ali, estava cansada de subir todos aqueles degraus, mas admitir isso estava fora de cogitação; ela pensou.

-Vamos continuar; a jovem completou continuando a subir, mas deu um pulo quando alguém surgiu a sua frente.

-Mestre Shion; Afrodite falou amparando Isadora antes que ela acabasse caindo.

-O que vocês dois ainda estão fazendo aqui? –Shion perguntou surpreso.

-Estamos tentando chegar ao último templo; Afrodite respondeu, como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

-E o senhor, o que esta fazendo aqui? –Isadora indagou.

-Fugindo do Mú; ele respondeu.

-Como? –os dois perguntaram ao mesmo tempo.

-Ahn digamos que ele tem fortes motivos para querer me esganar agora; Shion falou suando frio. –Então se ele perguntar por mim, vocês não me viram; ele falou e antes que o casal pudesse dizer alguma coisa, foram mandados para o último templo.

-Nossa; Isadora murmurou apoiando-se no pisciano, sentindo-se tonta.

-Você esta bem? –Afrodite perguntou, segurando-a entre os braços, ao senti-la cambalear.

-Acho que sobrevivo; a jovem murmurou.

-Pai, Isa. Onde vocês estavam? –Isadora perguntou aproximando-se rapidamente.

-Tivemos um pequeno problema no caminho, querida; Afrodite apressou-se em responder, quando sentiu que a jovem de melenas verdes iria se esquivar de seus braços, estreitou-os na cintura dela, impedindo-a.

-Mas como chegaram aqui? –Shaka perguntou se aproximando e lançando um olhar curioso ao casal. Será que eles haviam se acertado nesse meio tempo?

-Mestre Shion nos encontrou no meio do caminho; Isadora respondeu, sentindo a face ruborizar.

-É impressão a minha ou o mestre esta fugindo do Mú? –Aaliah indagou voltando-se para o noivo.

-Ele está, acredite; Shaka falou veemente. –E algo me diz que eu sei por quê; ele murmurou, vendo o ariano observar a jovem de melenas negras a distancia.

-O mestre perdeu o juízo ao bancar o kamikaze; Aaliah falou dando um baixo suspiro. –Mas deixa pra lá; ela completou dando de ombros.

-Isadora, poderíamos conversar? –Shaka falou, casualmente. Vendo Afrodite serrar os orbes em sua direção, é pelo visto as coisas entre os dois estavam no zero a zero ainda.

-Claro, com licença; ela falou esquivando-se do pisciano e saindo rapidamente dali com o cavaleiro.

-Já volto; Shaka sussurrou para a noiva, que assentiu.

Observou os dois se afastarem e tentou conter um suspiro exasperado.

-O que o senhor fez dessa vez? –Aaliah perguntou voltando-se para ele com ar impaciente.

-Como? –Afrodite perguntou casualmente.

-Isadora parecia aborrecida, espero que o senhor não tenha aprontado mais nada dessa vez; ela falou arqueando levemente a sobrancelha.

-Não fiz nada, só tivemos um pequeno problema para chegar aqui, mas foi culpa do táxi; ele falou cansado.

-Menos mal; Aaliah falou suavizando a expressão. –Mas e então, como fica isso agora?

-Do que esta falando, Aaliah? –ele indagou confuso com o rumo da conversa.

-Vai deixar que o admirador secreto se manifeste de novo e tire a Isa de você? –ela indagou exasperada. Não era possível que ele fosse tão lerdo assim!

-Não fale besteira, Aaliah; Afrodite falou, olhando para os lados, para saber se não estavam sendo ouvidos.

-Você a ama, vai arriscar perde-la apenas por covardia? –a jovem exasperou.

Entreabriu os lábios para contestar, entretanto as palavras simplesmente sumiram, enquanto uma outra ecoava de maneira perturbadora em sua mente.

-Ela não vai esperar a vida toda; Aaliah falou abrandando o tom de voz. –A mamãe sempre vai viver em um lugar especial em meu coração e acredito que nem mesmo ela, iria querer ver você parar de viver; ela completou.

-...; ele assentiu silenciosamente antes da filha se despedir e ir falar com Celina.

É, por mais irônico que fosse, foram exatamente essas as últimas palavras de Aimê, quando se reencontraram em Vale das Flores.

-o-o-o-o-o-

Suspirou aliviada assim que saiu do campo de visão do cavaleiro. Estava cansada de sempre se esquivar, mas as coisas continuariam assim, até a situação com Aaliah se resolver; ela pensou.

-Desculpe não ter ligado durante esse mês, mas confesso que acabei me esquecendo completamente do quadro; Shaka falou com um sorriso sem graça.

-Não se preocupe; Isadora respondeu sorrindo. –Foi por uma boa causa;

-...; ele assentiu, colocando as mãos dentro dos bolsos da calça, enquanto andava. –Como ele ficou?

-Perfeito, como a foto que você me deu; Isadora respondeu. –Alias, ficou acima das expectativas;

-O Vale das Flores é um lugar muito bonito, não? –Shaka indagou, observando-a curiosamente.

-É, o local perfeito para se guardar as melhores lembranças; ela falou, dando um baixo suspiro.

-Gostaria que você me dissesse quanto ficou depois, como a viagem foi marcada em cima da hora, acabamos não acertando isso; ele falou, lembrando-se desse fato agora.

-Não é nada; Isadora respondeu.

-Mas...;

-Não vendo meus quadros Shaka; Isadora falou. –Mas o considere como um presente adiantado de casamento; ela completou sorrindo.

-Porque tenho a impressão de que você sempre soube que ficaríamos juntos? –ele indagou intrigado.

-Você a amava antes mesmo de saber disso; Isadora respondeu calmamente. –Prova disso foi você engolir o orgulho e vir falar comigo;

-Tem razão; Shaka falou, sorrindo para a jovem de melenas azuis que acenara para si enquanto ia falar com Celina. –É impossível não amá-la;

-Ah, mudando de assunto, tenho uma surpresa para vocês;

-Uhn? –ele murmurou confuso.

-Chame Aaliah, quero lhes mostrar; Isadora falou animada, enquanto ia em direção ao local onde Minos deixara os quadros.

.II.

A casa estava silenciosa, atravessou a sala com passos sorrateiros.

-ISAAAAAAAAAA;

Deu um pulo ao ouvir uma voz soar por todo o cômodo, recuou alguns passos batendo contra um aparador e por pouco um vaso de porcelana que estava ali não foi ao chão. Segurou-o rapidamente enquanto olhava para todos os lados. Ninguém por perto, mas tinha certeza que ouvira uma voz.

Deixou o vaso no lugar e continuou a andar, até ver-se próximo a porta da cozinha. Franziu o cenho ao ver uma luz fraca vindo de lá. Abriu uma fresta na porta vendo um poleiro num canto do cômodo. Arqueou a sobrancelha incrédulo ao ver que todo àquele estardalhaço provinha de um pássaro, que estava andando sobre um pedestal.

-ISAAAAAAAAAAAA;

Suspirou aliviado, era o papagaio. Droga, deveria ter se informado melhor sobre o que poderia encontrar ali, para não ficar com o coração batendo na garganta como agora; ele pensou tomando o caminho da escada.

Subiu os degraus rapidamente e logo viu-se no meio de um corredor. Olhou pra todos os lados, ali tinha pelo menos quatro portas. O jeito era abrir de uma em uma para saber qual era o cômodo certo.

Abriu a primeira porta e deu um suspiro decepcionado ao ver um banheiro social. Continuou a andar até a segunda porta. Abriu-a encontrando um quarto praticamente vazio, apenas com uma cama e uma cômoda, ainda cobertos por lençóis brancos. Abriu a terceira porta e viu-se dentro de um quarto de televisão.

A tela de plasma estava disposta no centro de uma das paredes e um conjunto de sofás na outra extremidade, pela forma como as coisas estavam limpas e organizadas ali, aquela sala não deveria ser usada com freqüência.

Por fim, chegou a última porta do corredor. Abriu-a com cautela, deparando-se com um quarto rústico, os moveis eram de mogno bem talhados e distribuídos pelo cômodo harmonicamente. No centro do quarto uma cama com dossel estava encostada a parede. Uma cômoda estava na direção dos pés e um guarda-roupas na outra extremidade.

Sobre a cômoda viu vários porta-retratos e um porta-jóias, tudo bem organizado, mostrando o quanto a dona era extremamente metódica.

Um sorriso maroto formou-se em seus lábios, enquanto em suas costas surgiu uma aljava repleta de flechas. Tudo estava indo como o planejado. Pegou uma flecha e aproximou-se da cama, colocando-a sobre a colcha de cetim perolado, antes de desaparecer em seguida.

.III.

Afastou-se, deixando o casal com os quadros e os demais, que se reuniram em volta para vê-lo. Encostou-se no alpendre, dando um baixo suspiro. Aquela sensação de dever cumprido ainda pairava sobre si. Por mais estranha que fosse.

-Isa;

Virou-se, encontrando o olhar calmo do primo sobre si, sorriu.

-Oi;

-Ahn! Precisava te falar uma coisa; Minos começou, um pouco hesitante.

-Aconteceu alguma coisa? –ela perguntou preocupada.

-Não, não... Não é isso; ele adiantou-se a tranqüilizando.

-Então?

-Vim me despedir; ele falou, colocando as mãos nos bolsos da calça, encolhendo os ombros de maneira ponderada.

-Mas...;

-Lembra-se do que lhe disse sobre a viajem? –Minos indagou, vendo o olhar perdido dela.

-Sim; Isadora balbuciou.

-Decidi viajar hoje, eu ia te avisar mais cedo, só que acabou não dando tempo; ele explicou. –Comprei a passagem para Campos e aluguei o chalé que você me indicou;

-Entendo; ela balbuciou ainda assimilando a noticia. –E, ahn... Quando você volta? –a jovem indagou aturdida.

-Ainda não sei; Minos respondeu. –Vou ficar um tempo por lá, depois quero ver se conheço outros lugares, mas não tenho nada planejado ainda;

-Acho que só me resta lhe desejar boa viagem; Iasdora falou, abrindo os braços.

Tirou as mãos do bolso, para envolver-lhe a cintura fina. Fechou os olhos, sentindo um nó formar-se em sua garganta.

-Espero que você seja feliz; ela sussurrou, sentindo os orbes marejarem.

-Não é como se eu nunca mais fosse voltar; ele tentou brincar, mas o sorriso que tinha nos lábios, não chegou aos olhos.

-Você vai ser sempre meu primeiro querido. Mas nesse momento não posso ser egoísta e querer que você fique; Isadora falou.

-Isa;

-Eu desejo realmente que você encontre alguém, que mereça seu coração; ela sussurrou, tentando conter um soluço.

-Eu também quero que você seja feliz; ele sussurrou, abraçando-a fortemente.

Dali em diante tudo seria diferente e nada poderia mudar isso...

-Eu preciso ir; Minos falou ao se afastarem.

-Boa viajem e não deixe de me mandar um cartão postal e me ligar quando desembarcar; ela falou, tentando sorrir.

-Pode deixar; ele falou.

De longe acenou para o tio, antes de deixar o terraço. Ainda tinha algumas coisas para arrumar, mas o principal já estava resolvido. Só esperava que as Deusas do Destino não virassem mais sua vida de ponta cabeça; ele pensou contendo um suspiro.

Respirou fundo, sentindo algumas lágrimas penderem de seus olhos, passou a mão nervosamente pela face, tentando apagá-las, por mais que fosse difícil. Sentiu a aproximação do pai e suspirou. Realmente, estava na hora de mudar muitas coisas; ela pensou, voltando-se para ele e pegando-o de surpresa ao jogar-se em seus braços, dando-lhe um abraço apertado.

Fazia tanto tempo que não fazia isso, apenas abraçar o pai, como se ele fosse o centro do seu universo. Entretanto muitas coisas haviam se pedido com a inocência infantil, mas que agora, pelo menos as principais deveriam ser desenterradas junto a confiança que temia voltar a depositar nele.

.IV.

Os quatro ainda estavam parados no mesmo lugar, observando o segundo quadro. As cores eram tão suaves quanto à do Vale das Flores, entretanto ali, eles podiam distinguir uma brisa suave a mover a grama sobre o campo e as nuvens claras no céu.

-Quem será a mulher do quadro? –Shaka indagou curioso, vendo no alto da colina uma jovem de longas melenas esverdeadas, mas devido ao brilho do sol, não conseguia saber que tom de verde era.

O vestido branco esvoaçava com a brisa suave e os pés delicados tocavam a grama. Os braços estavam erguidos para o céu e suas mãos pareciam tentar segurar algo, que pouco atrás refletia-se como um chale tão branco quanto o vestido, que era levado pelo vento, quase tocando a grama.

-Não sei, mas é lindo; Aaliah falou, sentindo os braços do noivo envolverem sua cintura.

-É difícil saber de onde vêm as inspirações da Isadora; Shaka comentou.

-Não duvido que ela tenha sonhado com isso; Milo falou pensativo.

-Como? –Afrodite indagou voltando-se para ele. Como os demais, estava intrigado com aquele quadro.

-Ou quem sabe alguém apenas pediu que ela transmitisse a mensagem; o Escorpião respondeu de maneira enigmática. –Afinal, não importa onde estivermos ou quanto tempo pode levar, nós sempre temos a chance de reencontramos aqueles que nos são queridos, por mais que a espera seja longa; ele completou.

Voltaram-se para o cavaleiro numa mistura de choque e surpresa, mas o mesmo apenas acenou, despedindo-se e foi falar com Aldebaran do outro lado do terraço, um pesado silêncio caiu sobre os três, que de imediato compreenderam o que ele estava falando, mas antes que qualquer um pudesse tecer um comentário sobre isso, ouviram um celular tocar.

-É o seu? –Shaka indagou, voltando-se para Afrodite, que acabara de pegar o aparelho de um dos bolsos.

-Não, deve ser de vocês; ele respondeu.

-Não é o meu, eu deixei carregando em casa; Aaliah falou.

-Deve ser meu então; o virginiano falou, procurando o aparelho no bolso da calça. Pegou-o e franziu o cenho, não reconhecendo o número. –Alô;

-Como vai, Shaka de Virgem;

Uma voz estranhamente conhecida soou do outro lado, franziu o cenho. Quem será que estava falando?

-Espero que a viagem à Índia tenha lhe feito bem; o estranho continuou.

-Fez; ele limitou-se a responder, ainda tentando reconhecer a voz.

Num sussurrou, pediu licença e se afastou.

-Quem esta falando?

-Já me deram muitos nomes, mas se preferir, pode me chamar de amigo; ele respondeu.

Aquela voz tinha um tom límpido e tranqüilo, acolhedor para ser mais preciso. Sabia que já havia ouvido-a antes, mas sua mente parecia bloquear as imagens que dariam forma ao dono da voz.

-Desejo sinceramente que você e Aaliah sejam muito felizes; Emmus falou.

-Obrigado, eu acho...; o virginiano respondeu num murmúrio.

Era como se aquele estranhou soubesse quem era, mas ele mesmo, não fazia idéia de quem estava do outro lado.

-Tenho uma proposta a lhe fazer; Emmus continuou. –Não se preocupe, você vai achar interessante...;

-Uhn?

-Pergunte a Astréia sobre mim depois, ela vai lhe confirmar que minhas intenções são as melhores, se é isso que lhe preocupa; o cavaleiro continuou.

-Conhece minha mãe? –Shaka indagou intrigado, buscando a mãe no meio do salão e surpreendeu-se ao vê-la lhe fitar a distancia e acenar sorrindo, como se soubesse exatamente o que estava acontecendo.

-Você já ouviu falar de Gretna Green? –Emmus indagou.

-Já, mas apenas em livros; ele respondeu confuso. Era só coincidência, ou havia algo mais naquilo tudo, primeiro Isadora menciona o lugar, agora esse estranho aparece falando da mesma coisa.

-Infelizmente esse vilarejo não existe mais, com o decorrer dos anos, já era uma vila pequena que acabou perdendo-se com a criação de cidades maiores, embora a Escócia ainda tenha o bom e velho charme medieval;

-Aonde esta querendo chegar com isso? –Shaka indagou impaciente.

-Paciência é uma virtude meu caro e no seu caso, só trará bons resultados; Emmus falou sorrindo levemente. –Agora vou lhe explicar o que eu tenho em mente...

.V.

Sentou-se em uma das mesas ocupadas pelas garotas, enquanto os cavaleiros permaneciam espalhados pelo terraço conversando.

-Então, vocês finalmente se entenderam? –Shina falou, recostando-se na cadeira e cruzando as pernas.

-...; Yuuri assentiu, lançando um sorriso ao namorado, que não estava muito longe dali falando com Alister e Aldebaran. –Mas não foi nada fácil; ela falou contendo um suspiro.

Ainda havia coisas a serem conversadas, mas iria deixar as coisas rolagem há seu próprio tempo. Sem tropeçarem no caminho, afinal todos os casais tinham lá um ou outro problema, mas que se conversassem, poderiam resolver sem causar grandes danos; ela pensou.

-Mas onde vocês estiveram durante três dias? –Litus indagou confusa.

-É, onde vocês estiveram? –Ilyria repetiu.

A verdade é que aqueles que pareciam saber da história, não quiseram relevar o paradeiro dos dois e o mais estranho era que tudo apontava para o ariano, que parecia ter todas as respostas, mas sempre dava um jeito de desaparecer quando iam lhe perguntar algo; Ilyria pensou.

-O Mú não contou? –Yuuri indagou surpresa.

-O que ele tinha para contar? –Ilyria perguntou curiosa.

-Longa história; Shina falou com um sorriso matreiro.

-Ah falem de uma vez, não agüento mais esse jogo de charadas; Litus reclamou.

-Sabe, no fim de tudo, eu só queria saber de onde ele tira essas ideais? –Yuuri falou, voltando-se para a amazona de Cobra, que assentiu.

-Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia; Shina respondeu de maneira enigmática. –Quem sabe, nenhuma de nós ainda esteja preparada para saber de todos os mistérios de Áries

-É, realmente; Ilyria murmurou em tom pensativo.

-Mas eu realmente adorei a idéia de uma tenda árabe no meio da praia do cabo, foi tão criativo; Yuuri falou empolgada. –E aquela banheira de ofuror então;

-Como? –todas menos Shina indagaram surpresas.

-Eu disse que a história era longa; Shina falou, contendo o riso.

Pela expressão de cada uma ali, podia até imaginar a dor de cabeça que alguns cavaleiros iriam ter nos próximos dias. E também, das ameaças de morte que seriam enviadas ao templo de Áries.

.VI.

Estava a um bom tempo conversando com o pai, quando levou uma das mãos aos lábios, contendo um bocejo.

Era melhor ir para a casa agora. Queria ter pique para acordar cedo e ir com ele até o aeroporto, já que não poderia acompanhar o primo até lá, já que o mesmo iria ainda de madrugada e disse que não era necessário.

-Ainda é cedo; Eliot falou enquanto a acompanhava, para se despedir dos outros.

-O dia foi muito agitado, agora só quero cair na cama e dormir como um anjinho; Isadora respondeu sorrindo.

-Então eu te levo; o pai se propôs.

-Não se preocupe, já pedi ao Mú para me dar uma carona até lá, pode ficar; a jovem respondeu sorrindo. –Sei que o senhor ainda tem mais algumas coisas para conversar com mestre Shion, isto é, quando ele parar de fugir do Mú e resolver aparecer; ela brincou.

-Tem certeza?

-Sim, vou ficar bem; ela o tranqüilizou.

-Se você diz; ele murmurou um pouco contrariado. Abraçou a filha fortemente e lhe deu um beijo na face. –Falta alguém para se despedir?

-...; ela negou com um aceno, mas a verdade é que não encontrara Filipe para se despedir. Deu de ombros, provavelmente ele estava atrás de Aaliah ou de Shaka para dar mais algum sermão. –Eu vou indo, até amanhã pai;

-Até; ele respondeu, quando ela se afastou e foi encontrar o ariano.

-o-o-o-o-o-

O cômodo estava na mais completa escuridão, isto é, se não fosse pelo pequeno feixe de luz que entrava através das cortinas claras. A noite caiu sobre o céu grego, embalando a todos em um sono tranqüilo.

Sobre o chão de carpete, algo deslizou com suavidade, para em seguida enroscar-se no pé da cama e subir, aproveitando o mastro do dossel.

As lâmpadas se acenderam e um grito ecoou por todo o cômodo, sendo possivelmente ouvido na vila toda.

.VII.

Voltou ao terraço e procurou pela jovem em todos os cantos, mas nada. Tinha um mau pressentimento, ainda mais depois da conversa amigável que tivera com Minos, sobre o que aconteceria com ele se ousasse fazer a prima sofrer novamente.

Precisava encontrar Isadora; ele pensou assim que avistou o Escorpião chamou-o ele deveria saber do paradeiro da jovem, mas antes que Milo pudesse vir a seu encontro, o celular do mesmo tocou.

-Alô; Milo falou atendendo o aparelho, enquanto pedia para que Afrodite esperasse.

-Milo; a voz de Isadora soou tremula do outro lado.

-Isa? –ele indagou preocupado, ouvindo um soluço. A amiga estava chorando? -
O que esta acontecendo?

-Eu não sei o que fazer, vem pra cá; ela pediu em tom de desespero.

-O que foi Isa? Me fala? –Milo pediu, quase gritando, atraindo a atenção dos demais.

-Vem logo; ela falou e em seguida a ligação caiu.

Antes que ele pudesse fazer algo Filipe já havia se adiantado e pedido a Mú que lhe enviasse diretamente para a casa da jovem. Pelo tom do Escorpião, havia alguma coisa errada e ela estava com problemas.

-O que aconteceu? –Eliot indagou aproximando-se preocupado.

-Mestre Shion; Milo gritou, encontrando o ariano. –Me manda para casa da Isa, agora;

-Eu também vou; o antigo cavaleiro avisou.

Assentindo o ariano rapidamente elevou seu cosmo, fazendo os três sumirem rapidamente.

-o-o-o-o-o-

Subiu as escadas correndo, tentando se guiar pelo cosmo da jovem. Ela parecia desesperada, conseguia sentir sua aflição. Irrompeu pela porta do quarto no final do corredor e foi com surpresa e choque que a viu encolhida em cima de uma cômoda e o celular no chão.

-Isadora; Afrodite chamou cauteloso, mas ela apenas encolheu-se ainda mais.

Parecia em estado de choque e não parava de chorar. Olhou para todos os lados tentando compreender o que estava acontecendo, mas viu apenas alguns bichinhos de pelúcia no chão e um peso de porta, semelhante a uma cobra igual aqueles usados em casas de sitio antigas, mas até então, nada daquilo parecia fazer sentido.

Aproximou-se da jovem, vendo-a recuar e teria ido ainda mais longe se não houvesse uma parede atrás de si.

-Calma, sou eu; o cavaleiro sussurrou, pousando a mão sobre o braço dela.

Sentiu-a se retesar e soluçar. Respirou fundo, elevando seu cosmo de maneira que pudesse usá-lo para acalmá-la. Uma essência suave de rosas invadiu o cômodo, derrubando sobre o mesmo, uma nova atmosfera, mais calma que a anterior.

-Calma; ele sussurrou, envolvendo-lhe a cintura e puxando-a para seus braços.

Embora houvesse tido resistência, logo a jovem cedeu e deixou-se abraçar por ele. Ela estava tremendo e parecia fria. Passou os braços pelas costas e por baixo das pernas dela e suspendeu-a da cômoda em seguida, aninhando-a em seu colo.

-Vai ficar tudo bem, meu amor; Filipe sussurrou, antes de deixar o cômodo, com a jovem entre seus braços.

Nenhuma palavra mais foi dita, desceu as escadas encontrando os outros três cavaleiros ali bastante preocupados.

-O que aconteceu? Isadora? –Eliot adiantou-se, mas recusou diante do olhar de aviso do pisciano.

-Mú, pode nos levar de volta ao santuário? –ele indagou voltando-se para o cavaleiro que acabava de sair da cozinha, onde fora averiguar se não havia nada de errado, enquanto o outro estava lá em cima.

-...; ele assentiu, fazendo-os desaparecer em seguida.

-o-o-o-o-o-o-

Um fino sorriso surgiu em seus lábios, assim que sentiu aquele cosmo surgir na casa. Agora seu plano estava correndo bem; ele pensou retirando da aljava uma seta de ponta vermelha. Agora vinha o grand finale.

Colocou-a no arco, de onde estava podia ver o movimento no cômodo. Tudo bem que se eles soubessem que tudo fora uma armação depois, iriam querer lhe matar, mas aquela era a única forma de fazê-los agir de uma vez por todas.

Retesou o arco e estava pronto para atirar quando um forte puxão em sua orelha lhe jogou no chão. Um gemido escapou de sua garganta, enquanto a flecha tocava o solo e transformava-se em fragmentos luminosos, até desaparecerem.

-Pensou realmente que eu não fosse descobrir, não é? –olhos dourados se acenderam na escuridão, tornando-se gradativamente vermelhos.

-Pai; Eros falou, com a voz tremula.

-E que historia é essa de ficar se fazendo passar por Freyr novamente? –Ares falou, tentando conter o impulso de matar o filho, mesmo porque, havia prometido a Harmonia que não iria matá-lo, mas não mencionara que talvez depois da conversa que tivessem, o filho fosse desejar que usasse esse método mesmo.

-Eu posso explicar; Eros falou levantando-se.

-Quantas vezes eu já não lhe disse que não quero você flechando ninguém por aqui? –ele exasperou.

-Não, o senhor disse que eu não poderia flechar ninguém nos limites do santuário e aqui não é o santuário; Eros falou com um sorriso matreiro.

-E devo supor que você agiu assim deliberadamente, sem contar os problemas que iria causar? –Ares indagou.

-Que problemas? –ele falou casualmente.

Sabia que existiam muitos problemas, mas situações drásticas requerem medidas igualmente drásticas.

-Você vai passar um ano sem poderes; Ares avisou entre dentes. –Essa é a paga por me desobedecer;

-O que? –ele gritou.

-E o pior, ainda envolver Deimos nisso; o pai continuou.

-Hei! Eu não-... ; Eros parou vendo a sombra do irmão atrás do pai. –Seu traidor!

-Eu disse que a culpa era apenas sua por ficar se metendo aonde não era chamado; Deimos falou calmamente. –Alem do mais, papai avisou o que iria acontecer, e eu disse também, que se ele me perguntasse quem teve a idéia disso tudo, eu iria dizer a verdade; ele completou.

-Grrrrrrrrrrrrrrrr;

-E você tem sorte de Harmonia estar ocupada, se não, seria ela que estaria aqui; ele completou dando de ombros.

Engoliu em seco, sentindo-se empalidecer, pior que o pai, só a irmã gêmea. Pelo menos Anteros não estava ali também, se não, os dois juntos, não teria chance.

-Pai, um ano é muito e eu nem cheguei a fazer nada; Eros tentou negociar.

-Nada, você chama aquilo de nada? –Ares exasperou. –Você quase matou a menina do coração, com aquela atitude infantil; ele vociferou.

-Era só uma ilusão; Eros se defendeu, recuando ao ver a face do pai ficar vermelha.

-Você é demente; Deimos retrucou. –Ela estava em estado de choque, porque você achou que criar uma ilusão de uma cobra rastejando livremente pelo quarto dela, iria ajudar a juntá-la com o cavaleiro de Peixes; ele completou.

-Mas deu certo; Eros insistiu. –Ele veio, não veio?

-Isso não muda os problemas que você causou Eros; Ares falou elevando o cosmo de maneira perigosa. –E para o seu próprio bem, é melhor não contar com seus poderes por 365 dias, enquanto isso, Dionísio precisa mesmo de um ajudante e você vai ficar sob a supervisão dele, enquanto não puder voltar para a casa; ele completou.

-Mas...; Eros falou estremecendo ao compreender que o pai ia mesmo a fundo com aquilo.

-Não vou mudar a minha decisão Eros; Ares avisou, elevando o cosmo e no momento seguinte uma forte explosão de cosmo irrompeu os céus.

Sentiu os joelhos fraquejarem e caiu de encontro ao chão, a respiração era descompassada e irregular. Fechou os olhos por alguns segundos, tentando elevar seu cosmo e invocar seus poderes, mas foi com surpresa que nada aconteceu.

Tentou novamente, mais uma, duas e até três vezes, mas nada. Voltou-se para o pai que lhe estendia a mão, mas recusou. Levantou-se e afastou-se dele com um olhar magoado. Ele cumprira o prometido.

-Vai ser melhor assim Eros; Ares falou num tom calmo.

-Só se for para você; ele resmungou, vendo que até mesmo seu arco e suas flechas haviam desaparecido.

-Um dia você vai entender porque fiz isso filho, até lá... Você já sabe aonde ir; Ares avisou antes de desaparecer dali.

Um pesado silêncio caiu sobre os irmãos, tinha os orbes dourados perdidos em um ponto qualquer? Como ele pudera fazer aquilo consigo? Um ano inteiro sem seus poderes, iria viver como? Era simplesmente um inútil sem eles.

-Acredite no velho, Eros, ele sabe o que esta falando; Deimos falou chamando-lhe a atenção. Se você fosse um pouco mais esperto iria perceber que não foi fácil levar isso adiante e que você mereceu; ele completou vendo os orbes do irmão serrarem-se de maneira perigosa. –Agora vamos, vou levar você até a Toca;

-Eu vou sozinho; Eros avisou, dando-lhe as costas e começando a caminhar. –Afinal, nenhum mortal fica por ai, se tele-transportando como uma divindade mística; ele escarneceu.

Suspirou pesadamente, vendo-o desaparecer ao longo da rua. Balançou a cabeça levemente para os lados, sabia que aquilo não fora nada fácil para o pai, mas Ares tinha razão quando lhe contara o que iria fazer.

Eros precisava de um novo motivo para viver e como muitas outras divindades que ainda existiam nesse mundo e que ainda não havim se adaptado com a nova era. Ele estava perdendo a razão de viver e para definhar não faltava muito.

Muitas coisas poderiam acontecer no decorrer de 365 dias e era com essa boa sorte que Ares contava, que ao longo desse tempo, um milagre acontecesse.

Colocou as mãos nos bolsos e começou a andar, embora o irmão houvesse reclamado, não iria sugerir outra forma que não caminhar, para ir até a Toca. A noite estrelada estava bonita demais para ser desperdiçada; ele pensou seguindo o caminho antes percorrido pelo outro gêmeo.

.VIII.

Colocou-a delicadamente sobre a cama, ouvindo-a murmurar algo que não compreendeu bem de imediato. Os lábios rosados tremeram e ela se encolheu quando ameaçou se afastar. Contendo um suspiro, sentou-se na beira da cama.

Ainda não entendia o que havia acontecido naquele período de tempo em que ela chegara em casa e ligara para Milo, mas sem duvidas, fora a causa de tudo aquilo; ele pensou contendo um suspiro.

Afagou-lhe as melenas esmeraldas que espalharam-se pelo travesseiro, vendo-a aos poucos se acalmar.

Era melhor esperar, que tudo iria se esclarecer com o tempo.

-o-o-o-o-o-

Colocou o envelope sobre o travesseiro e conteve um suspiro antes de pegar a pequena mala nas mãos e deixar o quarto. A noite caia sobre o santuário e aos poucos as coisas começavam a se acalmar.

Não sabia o que havia acontecido com Isadora, mas de certa forma esse fora o gancho necessário para a fuga.

Passou pela porta entreaberta do quarto da amiga, uma rápida espiada lá para dentro, pode constatar que o pai ainda estava ali, sentado numa poltrona próximo a cama, velando-lhe o sono fielmente.

Sorriu, finalmente as coisas estavam tomando o caminho certo e desejava mais do que tudo, que continuassem assim. Porque agora, era sua vez de seguir sua própria estrada.

Não sabia quando iria voltar, alias, não pretendia pensar nisso agora, a perspectiva daquela fuga era por demais excitante para deixar as preocupações tomarem conta de sua mente.

Logo o pai iria encontrar a carta e entender o que estava acontecendo, mas até lá, já estaria em um avião, bem longe dali; ela pensou passando pela sala e abrindo a porta de maneira cuidadosa.

Deu uma espiada cautelosa lá para fora e logo avistou o virginiano sair das sombras, também carregando uma mala nas mãos.

-Vamos?

-...; assentiu antes de sair e fechar a porta atrás de si.

Aquele era um novo caminho a ser percorrido e no fim, era só o que importava...

Continua...

Ta chegando ao fim, eu sei que vocês vão querer me matar com o próximo capitulo, mas como venho falando desde o começo, todas as histórias da saga estão interligadas diretamente umas nas outras.

Por isso casais que apareceram no começo e andaram sumidos, vão voltar em breve e casais recém formados, continuaram a aparecer, conforme minha inspiração permitir.

Mas a história de De Volta ao Vale das Flores não ira terminar, bem... Irá continuar de muitas outras formas, junto com outros casais, porque como vocês também sabem, detesto clichês e sim, sou um pouquinho sádica, por fazer esses meninos super fofos penarem.

Mas convenhamos, na vida real nem tudo são flores e sorrisos. E mesmo nas histórias, eu gosto de passar essa sensação de realidade, não sei se consigo, mas a intenção é essa, sentir que cada integrante dessa trama, é mais do que um personagem. É alguém que, quem dera, possa existir em algum lugar desse mundo.

Afinal, do que seriamos nós, sem os Saga, Juliana's, Kamus, Aishi's, Margarida's, Silvana's, Shura's, Isa's e Milo's desse mundo.

No mais, espero sinceramente que tenham gostado do capitulo. Nos vemos na próxima...

Um forte abraço

Dama 9