Algumas coisas importantes a saber:

Essa Fic é um Universo Alternativo de Shaman King, então jamais aconteceria na história real.

- Travessão são as falas das personagens.

Itálico entre "aspas" são os pensamentos das personagens.

Apenas itálico, é um fato passado contado por alguém.

Nota: Shaman King não me pertence, mas sim ao seu glorioso criador, Hiroyuki Takei. Eu sou apenas uma mera fã que adora brincar com seus personagens /mal.

Termos utilizados:

Nii-san: Irmão mais velho.

Dojo: Lugar reservado para treinos.

Oyasumi: Boa noite

Capítulo 3 - O passado dos gêmeos.

- Repita TUDO o que aconteceu com calma, Yoh!- O avô disse enfurecido, enquanto Keiko cuidava das feridas do filho mais velho, que estava desacordado. Estavam Keiko, Yohmei, Kino e Mikihisa no quarto.

- Mas, vovô! Essa já é a quarta vez que repito a história!- Fez uma careta e deu um longo suspiro.

- É isso mesmo, Yohmei. Nós todos já entendemos o que aconteceu ali. E essa garota que os dois encontraram, provavelmente era a Anna.- Disse Kino com calma, enquanto tomava outra daquelas xícaras de chá.

- A Anna?- Yoh parou olhando para a avó.- Acho que já ouvi esse nome em algum lugar, ele não me é estranho...- Pousou o indicador sobre a bochecha olhando para o teto, parecendo pensar.

- Claro que já ouviu, a Anna é a pessoa que eu escolhi para ser a sua noiva. Ela tem o caráter perfeito para mudar esse seu jeito preguiçoso.- Disse como se fosse a coisa mais normal do mundo.

- Ah, claro, ela é a minha noiva, como pude me esquecer?- Disse sorridente, mas parou quando pensou.- Espera... noiva... minha... O QUEEE?! ELA É MINHA NOIVA?!- O garoto arregalou os olhos ligeiramente, quando ouviram a porta correr e Anna apenas olhou naquela direção.

- As compras estão na cozinha...- Disse de modo cortante e olhou na direção de Hao por alguns instantes.- Eu estarei no meu quarto se precisar, vovó...- Falou só com Kino e foi saindo dali.

-Ela nem me cumprimentou?! Nós somos noivos!- Yoh disse a erguer-se - Oras, eu vou falar umas poucas e boas pra ela! Ela fica sendo fria assim, e só disse aquele obrigada daquele jeito, sem nem se apresentar...!

-Não vai adiantar falar com ela.- Kino disse com calma.

- E por que não?!- Yoh disse, indignado.

- As palavras não são nada para a Anna.- Concluiu com calma quando terminou o chá.- Agora vamos deixar o Hao descansar e vamos conversar sobre isso lá na sala.

X

"As palavras não são nada para a Anna." – Esta frase Yoh não esqueceu. Ficou a pensar nela durante a noite toda, enquanto ouvia ao Bob. Ficava a olhar na direção do quarto do irmão sempre. Como Hao estaria? Quando apareceu lá para protegê-lo, sentiu que o garoto havia ficado um tanto mal. Claro... ele era o irmão mais novo, não devia ser ele o protegido? Mas isso sempre havia acontecido... até aquele dia. Suspirou pesadamente e sentou-se na cama.- Ahhh! Eu não consigo dormir!- Ergueu-se da cama. Já era tarde da noite e provavelmente ninguém estava acordado naquela casa. Foi caminhando pé ante pé na direção do quarto do irmão. Abriu a porta de correr devagar - apenas o suficiente para vê-lo – e assustou-se quando sentiu uma mão em seu ombro.

- WAHHHHHHH!- Yoh gritou, mas foi impedido de continuar por duas mãos que lhe taparam a boca.

- Cale a boca, seu idiota!- Anna sussurrou para ele enquanto olhava para o outro garoto, deitado sobre o futon. E, somente ao notar um Yoh com falta de ar, soltou-o.

-Também ta preocupada com ele?- Sorriu sereno olhando na direção dela.

- Não diga bobagens!- Estava apenas passando por aqui...- Desviou o olhar.

- O Hao é forte, ele vai ficar bem.- Sorriu-lhe então.- Não quer tomar leite com biscoitos? Ou quem sabe comer alguns chocolates que o nii-san trouxe?- Disse com aquele sorriso bobo estampado na face.

Anna por sua vez arqueou as sobrancelhas. A proposta fora tentadora. E com isso ainda podia arrancar algumas informações daquele idiota.-"Daqueles idiotas"- soou em sua mente enquanto apenas assentiu com a cabeça.

X

O silêncio tomou conta daquele lugar durante um longo tempo. Yoh tentava alcançar desesperadamente o pote de biscoitos e os chocolates sem chamar a atenção de ninguém na casa, enquanto que Anna apenas o observava sentada à mesa.

- Consegui!- Quebrou o silêncio finalmente quando alcançou o pote de biscoitos. Mas a euforia durou pouco, pois despencou com tudo sobre o chão, causando uma pequena barulheira. Anna arregalarou os olhos, ficando em silêncio durante um longo tempo e fazendo um negativo com a cabeça.

- Idiota...-Disse apenas, indo até a geladeira pegar o leite.

- Hehe..- Abriu um sorrisinho para ela, ajeitando as coisas sobre a mesa.- Sobre o que vamos conversar?

- Nada.- Disse de modo cortante, enquanto se servia.

- Ahn...vamos falar sobre algo, vai!- Insistiu olhando-a com carinha de gato de botas.- Me fala... de onde você veio?

- Não me lembro.- Disse a olhá-lo sem nenhuma expressão. Isso fez Yoh sentir um frio correr pela espinha.- Meus pais me abandonaram, é tudo o que me lembro.

- Te... abandonaram...?- Arregalou levemente os olhos e baixou o rosto parecendo pensar.- Ah... mas pelo menos agora você tem uma família!- Disse sorridente.- Tem a mim, o Hao, a vovó, o vovô, a mamãe e o papai!

"Uma... família?"­- Arregalou levemente os olhos para ele, mas logo tornou a baixa-los, não podia parecer fraca.- E quanto àquele idiota do seu irmão? Por que é que ele não reagiu na luta?

Yoh baixou o olhar novamente, agora parecendo meio triste. Apenas abriu um sorriso que não continha o mesmo entusiasmo dos outros.- É porque o Hao...é cego. Igual a vovó.- Suspirou pesadamente.

- Cego...?- Não pôde deixar de demonstrar a surpresa nos olhos.- "Então era por isso que o barulho o incomodava tanto? Ele não podia reagir se não soubesse de onde vinham os golpes... e mesmo assim... ele tentou me proteger a todo custo... que tipo de idiota ele é...?"

- Sim...- Assentiu com a cabeça.- Mas não é de nascença, assim como a vovó não é.-Suspirou pesadamente.- Ele ficou cego por minha culpa...

- Por sua culpa? Ninguém fica cego assim por causa de outra pessoa. – Anna encolheu os ombros, tomando um gole do leite, enquanto olhava para Yoh.

- É que quem devia estar cego... era eu, Anna. E não o Hao.- Apenas abriu mais aquele sorrisinho triste, olhando para o leite.- Quer ouvir a história?- Seu silêncio foi sinal para que ele prosseguisse.- Foi há quatro anos.

- Nós estávamos treinando no templo que tinha aqui perto de casa. Você já deve ter visto que ele não foi reconstruído. Foi completamente carbonizado e o vovô resolveu mudar o local dos treinos para um dojô de verdade. Eu e o Hao sempre ficávamos naquele templo porque ele dizia que tinha que se aperfeiçoar. Que tinha que ser o mais forte para ser o descendente da família Asakura. Eu nunca gostei de lutas, mas vez ou outra disputávamos pra ver quem era o mais forte. Eu sempre perdia..- um riso e uma pausa.- ... o Hao era como se fosse uma espécie de prodígio com a espada. Com seis anos ele já era melhor que muitos alunos lá da escola. Ele sempre se esforçava muito e tinha o reconhecimento do nosso avô. Ele dizia que o Hao seria o sucessor perfeito para a família. Mas naquele dia...- Deu um longo suspiro enquanto tomava um longo gole do leite, voltando a olhá-la somente depois.

Flashback

- Nii-san, eu já estou cansado, será que não podemos voltar para casa?- Yoh perguntava com os fones de ouvido na orelha, porém tirou-os ao notar a pilha fraca.

- Tá, tudo bem...acho que por hoje já está bom.- Hao abriu um sorriso para o irmão e abaixou a espada. O suor corria por sua testa. Ainda estava com as roupas de treino, ao contrário de Yoh que já estava vestido com roupas comuns.

- Eu só quero pegar alguns biscoitos aqui do templo! Os doces que tem aqui são os melhores!- Disse sorridente. – Eu vi alguns no estoque do vovô, não vou demorar!

-Yoh...você sabe que o vovô odeia quando você mexe nas coisas dele. E aqueles biscoitos são dele!- Hao disse com tom desaprovado.- Mas... acho que ele não vai notar a falta de um ou dois!- Sorriu travessamente para o irmão e foi caminhando com ele até o estoque.

Eu e o Hao caminhamos lado a lado durante todo o tempo. Já estava de noite e, por isso mesmo, eu acendi uma vela para caminharmos por lá. Por ser um lugar muito antigo, lá não tinha eletricidade, o vovô se recusou a modernizar aquele lugar. Preservava a tradição.

- Onde será que ta?- Perguntou o mais novo enquanto fuçava nas coisas com a vela na mão.

- Ei!Tome cuidado com essa coisa, Yoh!- Hao advertiu enquanto esquivava-se da vela do irmão e tentava achar os doces.

- Hehe! Gomen, nii-san...- O mais novo aquietou-se enquanto o mais velho procurava.

- Bingo!- Disse Hao a puxar uma caixa cheia de doces.- O vovô ainda não é páreo para os gêmeos Asakura!- Fez um "V" com os dedos para Yoh, que apenas sorriu-lhe bobamente.

-Vamos pegar o doce e sair daqui!

-Vocês não vão a lugar nenhum.- Ouviram uma voz vinda da entrada do estoque e viram cerca de três homens com roupas negras e capuzes se aproximarem.

- WAHHHH!- Yoh gritou choramingando enquanto Hao pareceu ficar mais sério.

- Quem são vocês...?- O mais velho perguntou, tomando à frente.- Fique atrás de mim, Yoh. Eu não vou deixar eles te machucarem.

- H-hai, nii-san.- O mais novo concordou segurando a vela.

- Somos do clã Tao, e viemos aqui para destruir os dois sucessores de nossa família inimiga.- Um deles abriu um sorrisinho.

- Um, dois, três... parece bastante injusto.- Abriu um sorrisinho olhando-os.- Gostei.-Empunhou a espada olhando-os.-Yoh, ilumine aqui!- Hao dissera e o garoto apenas concordou.

O Hao partiu para cima dos três só pra me proteger. Eu admirava a coragem do meu irmão e desejava ser como ele. Claro que, se possível, eu preferia evitar as lutas. Mas um sensei meu me ensinou que às vezes é muito mais sábio você lutar para evitar brigas futuras do que tentar ser pacifista. Eu aprendi isso naquela noite...

Os três pareciam ter certa dificuldade em lidar com aquele pequeno garoto de corpo esguio.- Bem que tinham falado que na família Asakura havia um gênio. Hehehe! É uma pena que não tenha notado...que somos em quatro!

- Ah, nii-san!-Yoh gritou tendo os pés suspensos no ar. No mesmo instante largou a vela, e Hao viu tudo se iluminar.

- Yoh!- Chamou pelo irmão mais novo, virando-se imediatamente naquela direção.- Agüente firme, irmãozinho, eu já estou a caminho!- Disse tentando esquivar-se do fogo, mas foi impedido por um golpe na nuca.

- Ainda não. Você tem que se preocupar com você mesmo, e não com o seu irmãozinho panaca!

- Nii-san!- Yoh choramingava enquanto olhava para o irmão, apanhando dos outros três.- Nii-san, levanta!

- Eu não vou deixar...-Hao murmurou segurando a espada firmemente.-...QUE ASSUSTEM O MEU IRMÃO!- O ataque que atingiu a perna de um dos ninjas, foi o suficiente para derrubá-lo. O fogo já se espalhava por todo o local, e já era difícil enxergar com toda aquela fumaça.

- Esse garoto é um demônio!- Disse um deles arregalando os olhos.

- Não importa que seja um demônio, o senhor Tao nos deu ordens estritas para não voltar sem matar ao menos um deles! Acabe com o mais novo!- Ordenou para o que segurava Yoh. Péssimo erro. No instante em que ele falou isso, Hao já havia deitado os outros dois que estavam ao seu lado e já partia para cima dele, derrubando-o também. O outro homem, que já estava pronto para matar Yoh, arregalou os olhos ao notar Hao vindo em meios às chamas e, num ato impensado, jogou algo sobre os olhos dele.

Eu não sabia o que era aquilo. Mas aquela foi a primeira vez que eu vi o meu nii-san gritar de dor. Confesso que me assustei um bocado. Mas ouvi-lo gritar me fez despertar para ajudá-lo. Aquilo tudo era culpa minha...

- AHHH! MEUS OLHOS!- Hao gritara no mesmo instante que o homem lhe havia acertado. A dor fora imediata. O garotinho parecia não enxergar um palmo à sua frente, e a dor o fez largar a shinai que sempre segurava com tanta firmeza.

- Nii-san!- Yoh gritou, entrando em desespero. O garotinho mais jovem chorava pelo irmão, mas ouvi-lo gritar de dor e ver as lágrimas caindo de seus olhos foi o suficiente para que uma fera despertasse dentro do mais jovem. Soltou-se do homem com uma força que não era dele, e pegou a espada nas mãos, atingindo o ninja com um golpe feroz que o fez cair no chão.- Nii-san!- Agachou-se ao lado de Hao tentando consolar o irmão.

- Eu não enxergo! Não enxergo!- Hao dizia chorando, tendo ainda as mãos nos olhos.

O fogo já havia tomado conta da sala onde estávamos. Àquela altura, todo mundo lá em casa já havia notado que o templo estava em chamas. Papai foi o primeiro a chegar. Sabe aquela máscara que ele usa...? Ele queimou o rosto na tentativa de nos salvar. A mim e ao Hao.

- Acalme-se, nii-san! A vovó com certeza deve ter um bom remédio pra isso. Agora temos de sair daqui!- Tentou erguer-se com o irmão. Hao não enxergava nada, portanto Yoh trataria de guiá-lo. Foram impedidos de sair pelo fogo que se alastrava pela sala.- Não tem saída!- Parou olhando em volta.

- Por aqui!- Ouviram uma voz dizer. Uma voz que saiu do meio das chamas e tratou de ajuda-los. Era seu pai.

- Papai! O Hao se machucou!- Yoh dissera com lágrimas nos olhos e, ao notar o estado de Hao, Mikihisa pegou-o no colo.

- Vamos, Yoh!- Disse para o filho mais novo e foi abrindo caminho em meios às chamas. Logo estariam fora dali, e Yohmei os aguardava junto de Kino. Keiko havia ficado em casa para preparar as enfermidades.

Fim do Flashback

- Depois daquele dia, o Hao nunca mais voltou a enxergar. Ele nunca me culpou pelo que houve, muito pelo contrário.- Yoh disse a abrir aquele sorrisinho triste mais uma vez.- Ele disse que se fosse mais forte, nada disso teria acontecido. Eu discordo. Ele sempre fazia de tudo para me proteger, e acho que hoje não é muito diferente. Só que eu deveria estar no lugar dele. O Hao... é o meu herói.- Deu um longo suspiro dando um último gole no leite.- O papai ficou com aquelas queimaduras no rosto, e desde então ele nunca mais tirou a máscara. Acho que deve ter ficado muito feio..

Anna ouviu tudo em silêncio. Havia ficado incrédula com cada palavra proferida por Yoh. Hao havia feito o possível e o impossível para salvar o irmão. Aquilo havia lhe custado caro. Para salvar Yoh, ele havia perdido a luz dos olhos. Hao provavelmente jamais voltaria a enxergar, pelo que Yoh havia dito. Anna imaginava que Yoh deveria se sentir péssimo por tudo aquilo. Mas e Hao? Como o gêmeo mais velho deveria se sentir...? – "Por que será que ele fez isso? Foi só para salvar o Yoh? Será que ele ama tanto assim o irmão dele que não se preocuparia de se machucar só para vê-lo bem? Que tipo de pessoa é esse Hao que protegeu até a mim que era uma total desconhecida? Será que ele faria o mesmo por mim?" – Deu um longo suspiro desviando o olhar. A resposta era não, claro. Quem faria isso por alguém como ela? Absolutamente ninguém.

- O meu irmão perdeu o direito de ser o sucessor da família Asakura ainda naquele dia. Quando o vovô descobriu que ele estava cego e que não poderia mais voltar a enxergar, eu passei a ser visto como o novo sucessor da família. Não era algo que eu queria pra mim, e o Hao ficou muito chateado com essa decisão. Ele não podia mais participar dos treinos, foi deixado de lado...- Suspirou pesadamente.- Eu nunca gostei de lutar, sabe? Se possível, eu gostaria que o Hao ainda fosse o sucessor da família. Eu sei que o meu irmão ainda tem muito potencial, Anna!- Disse animadamente.

- Potencial...?-Anna parou olhando para Yoh por alguns instantes.- Sim, acho que você tem razão. Ele luta muito bem, mesmo não enxergando. É algo que ele gosta de fazer, não é? Ele só vai ter que se dedicar mais para aperfeiçoar os outros sentidos.- Disse com calma. Mantinha-se fria e impassível apesar de tudo. Não queria se mostrar frágil para absolutamente ninguém.

- Sim, eu também acredito muito no meu nii-san!- Disse, abrindo um largo sorriso para ela.- É por isso que ainda treinamos juntos escondido, às vezes.- Mostrou a língua para ela, mas logo deu um longo bocejo.- Anna-chan, eu acho que vou ir dormir. Antes eu vou ir ver como o meu nii-san está, você não vai subir?- Perguntou de maneira tranqüila e abriu um sorrisinho bobo.

- Ainda vou ficar aqui mais um pouco.- Disse de maneira calma.- Eu quero comer mais alguns biscoitos. Se eu fosse você, iria dormir. Você tem treino amanhã cedo.

- Ah, tem razão! Hehe...- Deu um risinho bobo e coçou levemente a cabeça.- Oyasumi, Anna-chan!- Acenou para a garota e subiu então. Veria como Hao estava antes de ir dormir.

Notas da Autora:

Como prometido, aí está o capítulo que conta sobre o passado dos gêmeos , e que também revela explicitamente o que houve com o Hao. Eu ainda to pensando se vou fazer algo a mais pra essa fic, porque ela está terminada. Ainda falta mais um capítulo ou dois pra postar. Enfim...I want reviewsss çç