Algumas coisas importantes a saber:

Essa Fic é um Universo Alternativo de Shaman King, então jamais aconteceria na história real.

- Travessão são as falas das personagens.

Itálico entre "aspas" são os pensamentos das personagens.

Apenas itálico, é um fato passado contado por alguém.

X - Mudança de tempo ou lugar

Nota: Shaman King não me pertence, mas sim ao seu glorioso criador, Hiroyuki Takei. Eu sou apenas uma mera fã que adora brincar com seus personagens /mal.

Termos utilizados:

Dojo - local de treinamento.

Nii-san - irmão mais velho.

Arigatou - obrigado

Capítulo 5 - Boneca misteriosa

Yoh havia saído de casa algum tempo depois de Anna e Hao. Estava animado para encontrar com o irmão depois da noite passada, na qual havia conversado com Anna. Além disso, havia se animado em treinar, ao saber que o irmão havia saído para fazer o mesmo. Já estava correndo na direção do lugar onde sempre treinavam, quando sentiu alguém lhe segurar pela orelha.

- Aonde é que o senhor pensa que vai, Yoh? – Ouviu a voz lhe dizer. Era Yohmei quem estava a segurá-lo pela orelha, e não parecia nada feliz. – Estava pensando em cabular aula outra vez, é?

- Aiaiai, vovô! Ta me machucandoooo! – O garoto começou a choramingar, segurando a shinai com certa força.

- É para machucar mesmo! Vamos logo para o dojo, antes que você arranje uma desculpa para fugir da aula! – Yohmei foi arrastando um Yoh que choramingou durante o caminho inteiro.

E assim o dia se passaria. Yoh parecia bastante distraído durante os treinos, e por isso teve que ficar até mais tarde pagando os castigos que o avô lhe impunha. Cada distração correspondia a um castigo diferente, que iam desde simples flexões de braços, até voltas inteiras ao redor do dojo.

- Você vai ter que ficar aqui limpando o dojo! E só volte para casa depois de terminar, ouviu bem, Yoh?!- Yohmei disse com um tom de voz autoritário.

- Ta! Ta! Eu já entendi, vovô! – Yoh disse apoiando-se sobre a vassoura e deu um longo suspiro ao vê-lo sair. – Ahhhh, eu não agüento mais! – Deixou o corpo cair sobre o chão e soltou a vassoura, fechando os olhos.

- M... mestre Yoh, o senhor não quer ajuda? – Uma voz tímida foi ouvida da entrada do dojo.

- Ahn?- Yoh balbuciou distraído e sentou-se no chão, olhando naquela direção. – Ah, Tamao! Não se preocupe, eu já estou acabando tudo aqui! Só falta varrer todo o dojo uma última vez... – Yoh olhou em volta e sentiu um frio lhe correr pela espinha.- Esse lugar é enorme! – Choramingou caindo deitado mais uma vez.

-Se o mestre Yoh quiser, eu termino tudo por aqui. O mestre pode ir descansar...- A garotinha disse tímida, corando sutilmente e baixando à cabeça.

- Nah... você faria mesmo isso por mim, Tamao? – Yoh disse a abrir um largo sorriso e ficou de pé, batendo o pó do kimono de treinamento.

- Claro que sim, mestre Yoh. – Abaixou mais a cabeça ao ver o sorriso dele.

- Obrigado, então! Eu vou ir procurar pela Anna e pelo Hao! – Entregou a vassoura para ela e saiu correndo dali, mas parou pouco depois. – A gente se vê depois! – Acenou para ela sorridente e saiu correndo mais rápido.

- S... sim! – Ela acenou uma única vez timidamente, e foi fazer os serviços incompletos de seu mestre. Tamao era uma garota extremamente tímida, mas era mais nova que Yoh e Hao. Tinha apenas sete anos, e assim como Anna, havia sido adotada pela família Asakura.

X

Yoh ia diminuindo o ritmo da corrida, conforme se afastava do dojo. Carregava consigo apenas a shinai e os fones de ouvido laranjas que não abandonava por nada. Parou de correr e começou a caminhar devagar, enquanto olhava em volta.

- Uhn... será que eu vim pelo caminho errado? Eu tinha que ter pegado a primeira saída na direita, seguido reto e aí... Ah, eu não me lembro! – O garoto coçou levemente a cabeça, olhando em volta. Aquele lugar não lhe era assim tão estranho. Olhou até notar uma flecha indicando a direção em uma árvore. – Ah, encontrei! O nii-san fez isso pra eu não me perder...- Abriu um largo sorriso a passar a mão pela seta.

Flashback

- Presta bem atenção, Yoh. Eu vou fazer as setas apontando na direção que você deve seguir, está bem? Assim se você esquecer do caminho, você vai poder se guiar por elas. – Hao disse, começando a fazer a seta sobre a árvore.

- Muito obrigado, nii-san! Assim eu não corro risco de me perder quando for te encontrar depois dos treinos! – Mostrou-lhe a língua, travesso.

- É, porque do jeito que você é distraído, é capaz de não lembrar nem o caminho pra nossa casa. – O mais velho fez um negativo com a cabeça quando terminou de desenhar a seta.

- Hehehe... você me conhece bem, nii-san! – Os dois começaram a rir depois disso e Yoh passou uma das mãos sobre o ombro de Yoh, caminhando com ele.

Fim do Flashback

- Como eu poderia me esquecer daquele dia... foi num domingo quando fugimos pra treinar juntos da primeira vez...- Apoiou a testa sobre a árvore por um tempo e fechou os olhos, sorrindo. – Acho melhor eu ir encontrar ele e a Anna logo! – Saiu caminhando na direção que a seta apontava.

Yoh caminhou ainda por um tempinho. Ia seguindo as setas que Hao havia deixado pelo caminho, até chegar perto da correnteza de um riacho. Parou ao ver que havia uma garota ali, lavando o próprio braço. Ela o esfregava insistentemente, mas as manchas de sangue pareciam não sair. Yoh foi se aproximando dela devagar.

- Está ferida? – O garotinho perguntou docilmente e ela arregalou os olhos ao notá-lo ali, afastando-se imediatamente, segurando duas kunais na mão direita.

- Não te interessa. Agora suma daqui se não quiser morrer...- Ela disse a olhar para ele. Tinha uma expressão completamente vazia, lembrava uma boneca.

"Parecem os olhos do Hao..." – Yoh pensou por um instante, mas balançou a cabeça negativamente.- "Não, é bem diferente. Ela não tem expressão nenhuma, é como olhar para uma boneca." – Ficou em silêncio por um tempo, mas acabou por sorrir para a garota.

- Por que é que você está sorrindo? Será que você não ouviu o que eu acabei de falar? Se você não se afastar de mim, eu vou te matar. – A loirinha disse rudemente. Os olhos verdes não continham expressão nenhuma, e a voz também parecia não possuir uma expressão certa. Era como se a própria garota fosse uma boneca controlada por alguém.

- Eu ouvi bem o que você disse. – Respondeu com tranqüilidade. – É só que... eu não quero lutar com você. Você está machucada, além disso... eu acho que você não quer me matar. – Yoh disse com calma, olhando-a nos olhos. Aquela expressão...

"Por que é que ele me olha desse jeito? Será que ele não tem medo de morrer?" – Olhava na direção do garoto, e ao notar a shinai nas mãos dele, apenas bufou.- Você é algum tipo de samurai?

- Na verdade, sou! – Disse sorridente. – Eu me chamo Yoh Asakura, e você ? – Perguntou de modo gentil, estendendo uma das mãos para a garota, que arregalou os olhos ligeiramente ao ouvir o nome dele.

"Yoh Asakura? Então é ele o herdeiro atual da família Asakura?" – Perguntou-se internamente, enquanto examinava o garoto, mas bateu sobre a mão dele com as costas da própria mão. – Meu nome não te interessa.

- Se não interessasse, eu não estaria perguntando! – Mostrou a língua para ela sorridente, e tomou-lhe o braço. – Muito bem, senhorita sem nome, vamos cuidar dessa ferida! – Yoh disse a rasgar um pedaço da própria roupa, que usou para enfaixar o braço dela.

- Ei, o que você pensa que está fazendo?! – Recolheu o braço rapidamente, porém Yoh segurou-o.

- Se você se mexer, vai acabar abrindo mais a ferida. Deixa eu cuidar disso, por favor. – O garoto disse a olhá-la nos olhos com serenidade.

- Hmph! É que eu não quero te dever nenhum favor! – Virou o rosto para o lado.

- Não vai me dever nenhum favor, eu estou fazendo isso porque eu quero.- Disse a abrir um largo sorriso e voltou a enfaixar o braço da loirinha com calma.

"Por que é que ele é tão cuidadoso comigo se nem me conhece? Ele nem sabe quem eu sou e está cuidando de mim como se eu fosse alguém importante. Quem é esse tal de Yoh...?" – A loirinha ficou em silêncio durante um longo tempo, apenas olhando para o garoto de canto.-... Marion. – Disse bem baixinho. – Marion Phauna.

- O quê? – Ele perguntou de modo bobo, mas logo sorriu ao ouvir da segunda vez.- Ah, é esse o seu nome? É muito diferente! – Disse a abrir mais aquele sorriso cheio de dentes.- É um prazer te conhecer, Marion! – Apertou a mão dela e deu um riso.

- Você é maluco...- Fez um negativo com a cabeça olhando-o e afastou a mão, agachando-se para pegar a mochila, onde tinha um boneco de pano.

- Nah...- O garoto coçou levemente a cabeça, mas ficou a olhar para o boneco. – Nossa, mas que boneco esquisito! Parece que se mexe! – Yoh disse a olhar para o boneco, inclinando levemente a cabeça.

- Esse aqui é o Chuck.- Marion disse, retirando o boneco cuidadosamente de dentro da mochila.- Ele é o meu companheiro.- Dizia a olhar para o boneco, e abraçou-o.

- É mesmo?- Yoh sorriu ao ver o brinquedo mais de perto. – Pelo menos eu sei que você não está sozinha. – Abriu mais aquele sorriso a olhar para ela, e passou a mão levemente sobre a cabeça do boneco.- Cuide bem dela, Chuck!

"Ele é diferente dos outros. Não me viu ridiculamente por andar com o Chuck nem nada do gênero. Por que ele é tão gentil comigo?" – A garota ficou em silêncio olhando Yoh por um tempo. Não sabia bem o que dizer para ele.- ...

- Bom... eu tenho que ir agora, Marion! Eu ainda tenho que encontrar o meu nii-san. Mas foi um prazer te conhecer! Apareça por aqui mais vezes, pra que a gente possa conversar! – Yoh disse, sorridente.

- Está bem...- Ela murmurou baixinho para ele e abaixou a cabeça, deixando que a franja lhe cobrisse os olhos.

- E não mate as pessoas...quando elas morrem assassinadas, elas ficam assustadas...- Yoh disse a dar um longo suspiro, mas logo sorriu para ela.- Eu vou ficar muito feliz de ter ver novamente, Marion! Você vai adorar conhecer o meu irmão! – Deu-lhe um beijo estalado na bochecha. – Se cuida direitinho, ta? Até mais! – Saiu correndo dali então, seguindo o fluxo do rio para encontrar-se com o irmão.

Marion apenas ficou a olhar o garoto partindo dali em completo silêncio, enquanto segurava Chuck em um dos braços – o que não estava machucado – e deu um longo suspiro.

- O que você achou dele, Chuck? – Perguntou para o boneco, enquanto o afagava levemente.

'Eu acho que ele é um completo idiota... mas parece ser alguém interessante.' – O boneco respondeu para ela, olhando na direção em que ele havia ido.

- No fim das contas, ele é um Asakura.- A garota respondeu, ajeitando a mochila nas costas. – Vamos embora, nós temos que estar em casa para receber novas ordens até o fim desta noite. – Colocou a máscara negra sobre o rosto, e saiu caminhando dali com o boneco nas mãos.

X

Yoh seguiu até o fim do fluxo do riacho, chegando até onde Hao e Anna se encontravam. Viu os dois bem próximos, com as cabeças erguidas na direção do céu.Hao segurava as mãos de Anna entre as dele e a garotinha tinha a cabeça apoiada sobre o ombro dele. Sorriu ao ver aquela cena e ficou a observar os dois durante algum tempo.

"Como eles formam um casal bonito. Parece que o Hao conseguiu dissipar a escuridão que envolvia o coração da Anna. Eu fico muito feliz de saber disso. Finalmente o meu nii-san vai poder ter alguém que o faça feliz realmente, apesar de tudo...ele salvou a Anna e agora eles dois podem ficar juntos. A Marion também está perdida dentro da própria escuridão, e eu vou ajuda-la assim como o Hao ajudou a Anna." – Ficou a olhar para os dois ainda por um tempo, mas logo começou a caminhar naquela direção tranqüilamente, com as mãos por trás da cabeça. Hao – que já o havia percebido ali – havia murmurado algo bem baixinho para Anna.

Flashback

- O Yoh está chegando. – Hao murmurou para Anna.

- Está? Mas eu nem ouvi os passos dele ainda, Hao...- Anna olhou para o garoto.

- É, mas eu ouvi os passos dele, está vindo pela beira do riacho. Vamos ficar assim, quero ver se meu irmãozinho está atento. Quando ele se aproximar eu quero pegá-lo de surpresa, está bem?

- Tudo bem...- Ela apenas concordou encolhendo os ombros. – Mas isso é tão infantil...- Fez um negativo com a cabeça.

- É divertido! Espere e verá...- O garoto apenas respondeu, segurando as mãos dela, que apenas apoiou a cabeça sobre seu ombro.

Fim do Flashback

Yoh foi se aproximando dos dois bem devagar, queria chegar de mansinho para ver se conseguia assustar o irmão. Já estava bem próximo dos dois, pronto para assustá-los, quando viu Hao virar-se rapidamente para atacá-lo. Yoh arregalou os olhos, bloqueando o golpe e deu um salto para trás.

- E...ei! Está querendo me matar de susto, nii-san?! – Yoh reclamou para o irmão, caindo sentado no chão.

- Você também queria nos assustar, não é? Mas se esqueceu que eu tenho um ouvido afiado! – Foi correndo na direção de Yoh para atacá-lo, antes que o garoto se levantasse. Ele por sua vez bloqueou o ataque e passou uma rasteira em Hao que caiu no chão. Poderiam ter continuado com aquilo se Anna não tivesse segurado as duas shinais pela ponta.

- Chega dessa infantilidade entre irmãos. – A loirinha disse a olhar de canto primeiro para Yoh e depois para Hao. – Nós três temos que voltar para casa. – Completou por fim e foi caminhando na frente dos dois.

- E...ei! Espera por mim, Anna! – Hao saiu correndo atrás de Anna.

- Não me deixem aqui!!! – Yoh choramingou correndo atrás dos dois. – Ei!! O que acham de irmos tomar sorvete? – O garoto perguntou, parando um pouco atrás dos dois, e ambos se viraram para Yoh, abrindo um sorrisinho.

- O último que chegar a sorveteria vai pagar os sorvetes! Corre, Anna! – Segurou a loirinha pela mão e saiu correndo com ela na direção da cidade.

- Ah, isso não é justo! Me espera, Hao!!!Anna!!! – Yoh foi correndo atrás dos dois e choramingando o caminho inteiro, por ter chegado por último. – Não é justo, Hao! Você e a Anna saíram correndo na frente! – Parou na entrada da sorveteria e apoiou as mãos sobre os joelhos, tentando recuperar o ar.

- Você só sabe chorar, Yoh.- Anna cruzou os braços olhando-o de canto. – Você perdeu e pronto, admita e vá pagar o sorvete para nós. – Disse sem alterar o tom de voz, olhando-o.

- Tá, tudo bem, eu cuido de tudo. – Piscou para Yoh. – Anna, você pode me dar os meus óculos? – Abriu um sorrisinho dócil para a garota.

- O que você vai fazer? – Estendeu os óculos para ele, olhando-o com incerteza.

- Você vai ver. – Apenas pegou os óculos escuros, colocando-os, e foi caminhando na direção do balcão.

- Pois não, garotinho? – Uma mulher perguntou, sem muito interesse, enquanto lixava a unha.

- Eu queria três sorvetes, moça...- Hao começou, ajeitando os óculos. – De morango, chocolate e baunilha.

- Tá, tudo bem. – A moça disse a pegar os picolés, e entregou-os a Hao.

- Ahn... sabe o que é...- O garoto segurou os picolés com certo receio. – É que eu não tenho dinheiro pra pagar. – Deu um longo suspiro. – O meu irmão...ele é um maníaco por doces, olha lá...- Apontou na direção que Yoh estava. O menino estava a choramingar para Anna por algo que ela havia dito.

- Meu Deus, aquele garoto de roupas rasgadas é o seu irmão? – Perguntou a olhar na direção de Yoh.

- Sim, e aquela garota ali ao lado dele, insiste em dizer que é noiva dele, dá pra acreditar? – O garoto deu um longo suspiro então. – Isso porque ela é minha namorada. – Sussurrou para ela. – Mas eu não quero chegar lá de mãos vazias, sabe? É que o dinheiro que eu tenho aqui é só pra comprar o pão pra mamãe dividir entre a minha família, e somos quase dez lá em casa!

- Nossa... vocês realmente são muitos. – A mulher disse a dar um longo suspiro e olhou para os lados. – Ta, tudo bem. Leve os sorvetes, mas não diga a ninguém, certo?

- Você vai fazer isso por mim mesmo?! Arigatou! – Hao disse sorridente e fez-lhe uma breve reverência. – O meu irmão e a minha namorada também agradecem! Até mais, moça!

- Ei, como você se chama? – Perguntou para o garoto.

- Eu me chamo Hao, moça! – Virou-se naquela direção uma última vez, acenando para ela e sorriu, logo chegando até Yoh e Anna com os sorvetes. – Estão aqui, baunilha para o Yoh e chocolate para a Anna...- Estendeu os sorvetes para ambos. Yoh pegou o de baunilha e começou a comer devagar. Anna, porém, pegou o de morango que Hao havia pego para si e começou a come-lo devagar.- E..ei! Esse sorvete é meu, Anna!

- Não está escrito o seu nome nele, está, Hao? – A loirinha perguntou, caminhando dali calmamente.

- Hmph... tudo bem, vou me contentar com o de chocolate DESSA VEZ. – Começou a comer o sorvete devagar e os três foram caminhando dali para casa.

Notas da Autora:

Esse é o quinto capítulo, com algumas alterações do que eu havia feito, eu não achei que fosse postar, mas como houveram pessoas que pediram, eu decidi continuar. Eu espero que gostem dessa sinopse de como o Yoh conheceu a Mari. Mais para frente ela aparecerá mais. Anw, é isso, reviews são bem aceitos e críticas e sugestões construtivas também.