Algumas coisas importantes a saber:
Essa Fic é um Universo Alternativo de Shaman King, então jamais aconteceria na história real.
- Travessão são as falas das personagens.
Itálico entre "aspas" são os pensamentos das personagens.
Apenas itálico, é um fato passado contado por alguém.
X - Mudança de tempo ou lugar
Nota: Shaman King não me pertence, mas sim ao seu glorioso criador, Hiroyuki Takei. Eu sou apenas uma mera fã que adora brincar com seus personagens /mal.
Termos utilizados:
nii-san: irmão mais velho.
oyasumi: boa noite.
dojo: local de treinamento.
Capítulo 7 - Treinamento para o torneio
- Então você encontrou Yoh Asakura, não é mesmo?- Uma voz falou vinda das sombras.
- Sim, ele parece um idiota qualquer. Me ajudou mesmo sem me conhecer. – A voz mais fina respondeu.
- E é só isso que tem a me dizer sobre ele? – A voz voltou a perguntar.
- Nós não tivemos muito tempo para conversar, ele disse que tinha que se encontrar com o irmão e uma tal de Anna.- Respondeu prontamente.
- Entendo. Eu gostaria que você se aproximasse mais deste garoto. Sua missão é descobrir qual é o ponto fraco dele, entendeu bem? Eu vou destruir aquele sucessor dos Asakura e acabar com aquela família de uma vez por todas! – O som de uma risada histérica pôde ser ouvida por toda a extensão daquela imensa sala.
- Sim, meu mestre. – A voz feminina disse, e fez uma reverência para seu 'mestre' antes de sair dali com o pequeno boneco nos braços.
'O que tem em mente?' – O boneco perguntou, olhando para ela agora.
- Vou fazer o que me foi mandado. Me aproximar do Asakura, descobrir sua fraqueza e então matá-lo. – A resposta foi fria e direta o suficiente para fazer qualquer um sentir arrepios.
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- Brrrrrrrr! – Yoh encolheu-se de frio na mesa do café da manhã.
- O que houve, irmãozinho? – Hao perguntou ao notar a mudança na voz do irmão.
- Nada, é que eu senti um calafrio! – Yoh respondeu, pegando mais algumas panquecas.
- É melhor se cuidar ou vai acabar pegando um resfriado e não vai poder lutar comigo no torneio! – Provocou Hao, que pegou as panquecas de Yoh sem que ele notasse.
- Você só pode estar brincando! Eu não vou te deixar vencer e ficar de castigo por causa disso! – Respondeu rapidamente e, quando foi dar uma garfada na panqueca, ouviu apenas o barulho do garfo se colidindo contra o prato.- E... ei! Aonde foram parar as minhas panquecas? – Choramingou.
- Não sei, devem ter pulado do prato para tomar um ar fresco lá fora. – Hao respondeu com um sorrisinho maldoso estampado na cara. Anna apenas olhou-o com ar de desaprovação.
- Será mesmo, nii-san? Eu vou lá conferir! – Yoh saiu correndo pela porta atrás das próprias panquecas.
- Eu não sei quem é mais idiota. Se é você por fazer essas brincadeirinhas ou o Yoh por cair nelas sempre. – Anna comentou enquanto passava manteiga na torrada.- E é bom você terminar esse seu café da manhã logo, Hao. Nós já estamos saindo para o treino.
- Mas já? Eu ainda nem me troquei, Anna! – O garoto respondeu enquanto terminava de comer as panquecas que eram do irmão.
- Eu não as achei em lugar nenhum, Hao! – Yoh disse a abaixar a cabeça e deu um longo suspiro.
- Então peça para a mamãe fazer mais panquecas para você, oras. – Hao respondeu, terminando de comer as panquecas e ergueu-se.
- Quando você descer, traga um chapéu e uns óculos escuro para mim, Hao. Está muito quente lá fora e eu não quero ficar exposta a esse sol. – Anna disse de modo autoritário e Hao apenas virou o rosto naquela direção.
- Se quiser, pegue você mesma. – Respondeu com convicção e foi subindo as escadas, indo para o próprio quarto se trocar.
- Hao Asakura, volte aqui já! – Anna ergueu-se da mesa, deixando a torrada de lado e foi subindo logo atrás do garoto.
- Que discussão é essa vinda do andar de cima, Yoh? – Kino perguntou para o neto, se sentando à mesa para tomar seu chá.
- Ah... são só a Anna e o Hao brigando. – Abriu um sorrisinho sereno para a avó.
- Esses dois...- Kino fez um negativo com a cabeça e começou a tomar o chá tranqüilamente.
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- Você está me ouvindo, Hao?! – Anna foi seguindo ele até o quarto.
- Eu sou cego e não surdo.- Retrucou enquanto pegava as roupas de treino.
- Então não se passe por um. – Ela respondeu se recostando no umbral da porta e cruzando os braços, parecendo ignorar completamente a resposta dele. – Quando eu te pedir algo, apenas faça. Entendeu?
- Se você pedir com educação, eu até poderei pensar no seu caso. Mas se falar como se estivesse falando com qualquer um, pode esquecer! – O garoto respondeu.
- Ótimo, então! É bom que você esteja lá embaixo em cinco minutos ou o seu treino será dobrado! – Virou-se para sair dali então.
- Eu quero só ver! – Ele respondeu, enquanto se trocava.
Anna apenas foi até o próprio quarto e colocou um vestido preto. Calçou tamancos de madeira e pegou um pano longo de cor vermelha, enroscando-o no próprio pescoço, como se fosse um cachecol. Pegou também um par de óculos escuros e colocou-o sobre o rosto para proteger-se do forte Sol. Contou cinco minutos exatos no cronômetro para que Hao estivesse lá embaixo. Claro que Hao desceu apenas depois do tempo que Anna havia estipulado. O garoto não aceitava a idéia de que Anna quisesse mandar em si só por estar monitorando os seus treinos.
- Você vai se arrepender por isso, Hao. – Anna respondeu com um sorrisinho maldoso nos lábios.
- Veremos, Anna. Veremos. – Respondeu e foi caminhando com ela dali.
- Eles formam um casal perfeito, você não acha vovó? – Yoh comentou olhando para os dois debruçados.
- Eu acho que você deve ir treinar, seu preguiçoso! – Yohmei disse a arrastar Yoh pela orelha até o dojo.
- Aiaiai, vovô! De novo nãooo!-Choramingou enquanto era arrastado pelo avô durante o caminho inteiro.
'Como você pensa em se aproximar dele?' – A voz infantil do boneco perguntou, enquanto observavam o jovem Yoh ser levado pelo avô.
- Eu ainda não sei ao certo. Ele disse que queria me ver novamente, não é? Eu vou ocasionar este encontro, Chuck. – Respondeu. – Tudo em seu tempo certo. – Disse com tranqüilidade e penetrou nas sombras.
Aquele dia passou tão rapidamente quanto a noite anterior. Os treinos haviam sido puxados, tanto para Hao – que pagou por ter duvidado de Anna – quanto para Yoh, que tinha ficado para limpar o dojo com a supervisão do próprio avô. Hao e Yoh foram tomar um bom banho nas termas, e demoram lá dentro. Os dois pareciam esgotados quando desceram para o jantar e, no fim deste, Yohmei ordenou que fossem todos para a sala, para falar sobre o torneio que estava a organizar.
- Ele não podia ter deixado pra falar sobre isso amanhã, nii-san? Eu estou esgotado! Tive que limpar todo o dojo sozinho! – Yoh debruçou-se sobre a mesa enquanto cochichava com o irmão.
- Pelo menos você não teve que agüentar os treinos dela. – Referiu-se à Anna dando um longo suspiro e também debruçou-se sobre a mesa. – Ela não teve o mínimo de dó de mim, pegou pesado!
- O que é que vocês dois estão cochichando aí, hein? – Anna perguntou, cruzando os braços quando sentou-se ao lado de Hao.
- Nós só estávamos comentando o quanto você está insuportável hoje. – O garoto disse, erguendo a cabeça da mesa.
No momento em que Hao levantou o rosto, recebeu um forte tapa vindo de Anna que o fez arregalar os olhos sem vida.
- É totalmente recíproco, Hao. – Anna disse com tranqüilidade.
- Reci... o quê? – Yoh olhou para ela coçando levemente o queixo, enquanto um Hao desolado ainda tentava entender o motivo do tapa.
- O que foi que eu fiz?! – O garoto massageou o rosto levemente, indignado.
- Recíproco, quer dizer que eu também o acho insuportável. – Revirou os olhos e tornou o olhar para Hao. – Você deveria saber o que fez. Você é um idiota, Hao. – Concluiu.
Hao iria responder algo, quando Yohmei entrou na sala acompanhado de Kino, Keiko e Mikihisa.
- Será que vocês podem deixar para discutir a relação mais tarde? Vocês dois só brigam o dia inteiro! Parece que já são casados! – Yohmei contestou, olhando para Hao e Anna. – E o Yoh, ao invés de apartar a briga, só faz com que ela piore!
- Eu acho que é melhor você falar logo, Yohmei. – Kino disse com a tranqüilidade de sempre, se posicionando ao lado do marido.
- Tudo bem, mas não é porque você mandou! – Se impôs diante de Kino.
- Ele só tenta se fazer de mandão, mas a verdade é que quem manda em tudo aqui é a vovó. – Hao cochichou para Anna.
- Sim, eu já percebi isso. – Cochichou de volta para Hao.
- Acho que todo mundo percebeu...-Yoh entrou no meio da conversa, também cochichando.
- O que é que as crianças estão falando? Será que não gostariam de compartilhar com TODOS? – Yohmei chamou a atenção dos três, olhando-os de maneira cortante.
- Não é nada demais, vovô! – Hao falou antes que os outros dois se manifestassem. – Nós só estávamos comentando o quanto é importante este torneio para a família! Não é, Yoh?
- Mas a gente tava... AI! – Recebeu um beliscão de Hao no instante que foi mudar o assunto. – Sim, nós estávamos tentando imaginar que tipo de torneio seria! – Yoh forçou um sorriso de orelha a orelha que passou despercebido pelo avô.
"Eu ainda não sei dizer quem é mais idiota. Mas começo a pensar que o vovô também compete pelo cargo." – Anna fez um negativo com a cabeça.
- Algum problema, Anna? – Yohmei perguntou olhando-a.
- Nenhum, vovô. Estava apenas pensando. – Disse com calma, olhando na direção dele. – O senhor não vai nos falar sobre o torneio?
- Ah, sim! – Voltou a retomar o assunto e colocou as mãos atrás do corpo. – Bom, eu falei com os alunos da academia hoje enquanto o Yoh se ocupava tentando dormir na aula. – Lançou um olhar cortante para o neto, que se escondeu atrás de Hao imediatamente. – E todos ficaram muito animados com a idéia de poderem ser sucessores de uma família tão tradicional quanto a nossa e também pelo casamento com a menina Anna.
- É porque eles ainda não sabem como ela é. – Hao comentou e levou um beliscão por isso. – Ai!
- O que houve, Hao? – Kino perguntou, erguendo a cabeça na direção do neto.
- Não foi nada, vovó. Apenas um bicho que passou por aqui.- E beliscou Anna de volta.
- Ai! – Foi a vez de Anna gritar.
- Anna? – Kino voltou o olhar para a pupila.
- Foi o mesmo bicho que beliscou o Hao, vovó. – Lançou um olhar cortante para Hao e o garoto apenas mostrou-lhe a língua.
- Será que eu posso dar prosseguimento? – Yohmei perguntou, tendo uma veia saltando pela testa.
- Sim, vovô. – Anna e Hao disseram em conjunto e abaixaram a cabeça. Porém, ergueram o olhar na direção de Yoh, ao notar que o gêmeo mais novo estava a roncar.
- Grr... -Yohmei cerrou os punhos com uma força inimaginável, e foi caminhando em passos leves na direção de Yoh. Parou ao seu lado e inclinou-se sobre o ouvido dele.- ACORDE AGORA, YOH! COMO É QUE VOCÊ PENSA EM VENCER O TORNEIO SE NÃO SOUBER COMO VAI SER?! – Gritou a plenos pulmões e Yoh deu um salto para o colo de Hao, que segurou o irmão de maneira desjeitosa.
- AIIII! NÃO ME ASSUSTE ASSIM, VOVÔ! – Yoh abraçou-se a Hao, tremendo pelo susto que havia levado.
- Será que nós podemos terminar com a conversa? – Hao disse, tendo uma veia a saltar pela testa. Anna deixou escapar um risinho, enquanto olhava a cena.- O que é TÃO engraçado, Anna? – Hao perguntou, nem um pouco feliz.
- Você é engraçado, Hao! – Anna disse a olhar para ele, tentando segurar o riso.
- Tudo bem, vamos terminar LOGO com esta conversa. – Kino bateu a bengala sobre o chão e, naquele instante, todos se calaram e se colocaram em seus devidos lugares.
- Cahem. – Yohmei tossiu levemente olhando na direção das três crianças que, agora, lembravam verdadeiros Anjos.- Como eu estava dizendo, os alunos ficaram muito empolgados com a idéia do torneio e já está tudo preparado. O torneio será realizado no próximo mês, e eu espero que até lá os dois estejam prontos.- Yohmei deu um longo suspiro olhando-os. – Estamos todos entendidos?
- Sim, vovô. – Os três disseram a olhar para Yohmei.
- Então todos para a cama, já! – Ordenou para os três que, se despediram de todos, indo para seus quartos.
Yoh foi direto para o próprio quarto, alegando estar com muito sono. Tropeçou no tapete que havia no corredor e caiu em cima dos discos do bob que estavam espalhados na entrada de seu quarto. Hao e Anna ouviram-no dizer que estava tudo bem, e logo o silêncio voltaria a reinar naquela casa. Anna olhou para Hao demoradamente e o garoto permaneceu em silêncio. Ela sabia que havia pegado pesado com ele naquele primeiro dia de treino, mas sabia também que Hao teria que vencer aquele torneio a qualquer custo se eles quisessem ter esperança de ficarem juntos.
- Amanhã o seu treino será mais pesado do que foi hoje. E é bom não ficar com gracinhas de se atrasar ou o treino será ainda pior. Você precisa se acostumar rápido a lutar em locais onde há mais de um som. Nem sempre vai ser tudo silencioso como você está acostumado, Hao. – A garota disse de modo frio. Tinha que se mostrar impassível se quisesse que Hao realmente fosse forte.
- Tudo bem.- Ele disse a abrir um sorrisinho tranqüilo. Apesar de Anna se mostrar fria por fora, ele sabia que ela só estava fazendo isso para o seu próprio bem. Apesar de tudo, ainda se irritava algumas vezes com o modo como ela agia.- Oyasumi, Anna.- O garoto aproximou-se dela e deu-lhe um selinho carinhoso nos lábios que fez a garota corar sutilmente e afastar-se dele.
- Oyasumi.- Respondeu abaixando o rosto e virou-se para entrar no próprio quarto rapidamente, mas foi impedida por Hao, que lhe segurou pelo pulso.- O que foi agora? – Virou-se na direção dele, mas não teve tempo para resposta. Apenas sentiu os lábios dele se juntarem aos seus num beijo suave que a fez arregalar ligeiramente os olhos. Tentou resistir, mas a tentação lhe pareceu maior e cedeu ao beijo carinhoso de Hao. Os dois relutaram em se afastar, mas, quando o fizeram, Hao sorriu. Anna apenas desviou o olhar estando um bocado corada.
- Não se esqueça pelo que nós estamos lutando, Anna. – O garoto disse com tranqüilidade e foi caminhando na direção do próprio quarto. Anna ficou a olhá-lo, até que ele entrasse, e levou dois dedos até os lábios, fechando os olhos e dando um longo suspiro.
- Eu jamais vou me esquecer... - Murmurou para o vento que soprava forte. Naquela noite, Anna dormiu bem como já não fazia há dias, e sonhou com um príncipe encantado, que vinha para lhe salvar do castelo da escuridão.
Notas da autora:
Depois de um século sem atualizar eu estou de volta com um novo capítulo da Light in Darkness! Eu sei que eu sumi e tudo o mais, mas as idéias pra essa fic andavam escassas. Mas eu me animei novamente, vejam só.
Acreditem ou não, reviews também animam muito a gente. Então façam uma escritora feliz e deixem reviews.
E sobre o Chuck...ele é como o Mr. Hobbes do Alvin, sabe?XD Aquele garotinho que fala com um tigre enorme, que na verdade é um boneco dele que se transforma quando ele quer conversar. É algo bem nessa linha. Nada de magias shamans ou coisas do gênero, isso seria viajar na minha história. Enfim...
Até o próximo capítulo.
