Algumas coisas importantes a saber:

Essa Fic é um Universo Alternativo de Shaman King, então jamais aconteceria na história real.

- Travessão são as falas das personagens.

Itálico entre "aspas" são os pensamentos das personagens.

Apenas itálico, é um fato passado contado por alguém.

X - Mudança de tempo ou lugar

Palavras entre 'vírgulas voadoras' são falas do Mr Hobbes aka Chuck.

Nota: Shaman King não me pertence, mas sim ao seu glorioso criador, Hiroyuki Takei. Eu sou apenas uma mera fã que adora brincar com seus personagens /mal.

Termos utilizados:

nii-san: irmão mais velho.

gi: nome mais simples para kimonos usados no Japão.

Capítulo 8 - Jantar na casa do inimigo.

No dia seguinte, o café da manhã foi servido em horários diferenciados. Hao e Anna haviam saído logo pela manhã, por isso comeram apenas algumas frutas que estavam disponíveis na cozinha. Yoh também havia saído cedo para treinar no dojo, junto do avô. Keiko e Mikihisa haviam viajado a negócios pela família e Kino ficou cuidando da casa junto de Tamao.

'É hoje que você vai começar a agir?' – Perguntou a voz infantil, vinda do boneco.

- Exatamente. A hora que ele sair do treino, eu vou ir lá falar com ele. Não pode passar de hoje, eu preciso descobrir a fraqueza de Yoh Asakura.- A voz feminina desapareceu nas sombras, assim como da outra vez.

Yoh foi liberado do treino mais cedo naquele dia. O avô havia pedido que ele fosse até a cidade, fazer as compras da semana. Como Yoh havia se portado bem naquele dia, havia dado dinheiro extra para que o garoto fosse tomar um sorvete. Yoh parecia extremamente animado com a idéia, e ia caminhando distraidamente na direção da cidade, tão distraidamente que não percebeu quando uma garota vinha vindo caminhando em sua direção. Claro que os dois se chocaram e caíram sentados no chão.

- Ai...-Yoh murmurou passando uma das mãos levemente sobre a cabeça. Mas ergueu-se rapidamente ao notar que havia derrubado uma garota e estendeu-lhe uma das mãos.- Você está bem? Não se machucou? – Perguntou com preocupação, olhando para ela.- Ahn? Marion? – Olhou melhor para a garota.

- Eu estou bem, e não me machuquei.- Segurou a mão dele para se levantar e bateu o pó da roupa, agachando-se para pegar Chuck logo em seguida.- Mas não é que voltamos a nos encontrar, Asakura? – Olhou para Yoh daquele modo vazio. Ele sorriu.

- Eu fico muito feliz por isso, Marion!- Ele disse sorridente. – Eu sinto muito por ter te atropelado. É que eu estava tão feliz indo fazer compras na cidade, que eu nem reparei que você vinha vindo.- Olhou para ela de modo sereno. – Pode me chamar só de Yoh. Não é necessário que me trate com formalidade!

- Uhn... tanto faz.- Bateu o pó da própria roupa e depois o pó do boneco.- Você disse que está indo para a cidade, Yoh? – Marion perguntou sem prender muita atenção em Yoh. Estava mais concentrada em limpar Chuck.

- Sim! – O garoto respondeu com animação evidente no olhar. – Você não gostaria de me acompanhar, Marion? Eu só vou fazer algumas compras que o vovô me pediu, eu não demoro! E o vovô me deu um dinheiro extra, nós podemos passar na sorveteria! –Abriu um largo sorriso para ela.

"Esse garoto...por que ele parece tão animado assim?" – Pensou mordendo o lábio inferior com certa força. Viu Chuck erguer o olhar para si brevemente e apenas deu um longo suspiro, passando uma das mãos pela cabeça do boneco.- Eu não tenho nada melhor para fazer mesmo. – Encolheu os ombros.

- Então vamos! – Yoh pegou uma das mãos dela e foi caminhando na direção da cidade.

"O que ele está fazendo?" – Ela pensava internamente, olhando para a própria mão, sendo segura pela de Yoh. – "Por que é que ele me trata tão bem? Eu sou só uma desconhecida..." – Deu um longo suspiro e foi seguindo com ele, porém, sem soltar-lhe a mão.

Os dois seguiram juntos para a cidade. Yoh passou primeiramente no mercado e pediu que Marion lhe ajudasse com as compras. Pegaram tudo o que havia na lista que o avô havia lhe passado. Foi Marion quem escolheu as frutas e os legumes, visto que Yoh não servia para tal.

- Esses aqui e esses aqui são os melhores, vê? – A garota mostrava com calma para Yoh enquanto escolhia os legumes e as frutas.

- Uhn... entendi! Muito obrigado pela ajuda, Marion! – Yoh respondeu com um doce sorriso e foram juntos pagar as compras. O vendedor ficou a olhar para Yoh com uma birra imensa que o garoto pareceu não perceber. Apenas pagou as compras e saiu caminhando dali com Marion tranqüilamente.

- Não precisa me agradecer, eu apenas te mostrei algo simples.- Virou o rosto para o lado, abraçando firmemente o boneco que tinha nos braços.

- Mas era algo que eu não conseguiria fazer sozinho! Vovô brigaria comigo se eu levasse as coisas erradas.- Coçou a cabeça levemente e deu um risinho, enquanto caminhava com ela na direção da sorveteria.

- Você é um panaca. – Disse a olhá-lo de canto e foi caminhando um pouco na frente. Yoh pediu os sorvetes para a garota do balcão e saiu tomando o picolé ao lado de Marion.

- Sempre me dizem isso, já estou acostumado. – Yoh disse dentre um sorrisinho bobo enquanto comia o sorvete com calma. – Você mora aqui perto, Marion? – Perguntou olhando para a garota.

- Moro além das montanhas, por que quer saber? – Olhou para Yoh com aqueles olhos desconfiados. Ele riu.

- Eu apenas tive curiosidade de saber. – Encolheu os ombros caminhando tranqüilamente, mas parou, sentando-se num pequeno morro, já longe dos limites da cidade. Era um lugar onde gostava de ficar com Hao para olhar o céu.

- Que lugar é esse? – Perguntou olhando em volta, os olhos logo percorreram o céu, observando as nuvens que se desenhavam ali.

- Você consegue ver a forma das nuvens, Marion? Eu adoro vir aqui com o Hao para olhar as nuvens. – Abriu um sorrisinho e deitou-se ali, puxando-a para deitar-se ao seu lado.

- Ver a forma das nuvens? – Ela perguntou olhando para ele, e abraçou-se firmemente ao pequeno boneco, que apenas os observava em silêncio.

- Sim, olha só. – Apontou para uma nuvem em forma de elefante.- Aquela ali se parece com um elefante, vê? – Disse com um largo sorriso.

- É mesmo...- Murmurou baixinho olhando na direção que ele havia apontado. – E aquela ali se parece com um cachorro. – Apontou uma outra nuvem para Yoh.

- É verdade! Viu como você pegou o jeito? – Abriu um sorriso dócil para ela e ficou a olha-la daquele modo tranqüilo. O olhar dela, inevitavelmente, se encontrou com o dele.

Durante um longo tempo, o silêncio pairou sobre aquele local. Somente o canto dos pássaros podia ser ouvido ao longe, enquanto o céu se tingia de vermelho com o resplandecente pôr-do-sol. Yoh e Marion ficaram se olhando daquele modo, sem perceber ou ignorando totalmente o sol esconder-se atrás do horizonte. Yoh deixou esboçar-se um lindo sorriso nos lábios, que Marion não pôde deixar de admirar. Por que ele a olhava daquele modo tão carinhoso? Por que a tratava tão bem?

"Ele é tão carinhoso comigo. Parece que não se importa com nada do que eu digo. Desde o primeiro dia em que nos vimos, ele sempre foi assim. Yoh Asakura... um garoto que adora coisas simples, como olhar o céu e tomar sorvete. Ele gosta da companhia das pessoas e, ao que parece, detesta lutar. É esse o sucessor da família Asakura? Mas é um garoto tão dócil... ele... me faz sentir bem." – Marion virou-se de lado, assim como o próprio Yoh. Os dois não disseram nada, cada qual ainda estava perdido em seus próprios pensamentos.

"Ela é sozinha. Ela precisa de alguém que possa dar atenção para ela. Ela se perdeu dentro da própria escuridão porque não tinha ninguém para salvá-la. Ela possui esses olhos de boneca porque não quer que ninguém se aproxime dela. Apesar disso eu sinto que ela precisa de mim. E eu vou ajudá-la." – Yoh sorriu para ela e afagou-lhe o rosto com cuidado. Devagar aproximou o rosto do dela e beijou-lhe a testa carinhosamente. Marion arregalou os olhos diante da demonstração de carinho de Yoh e afastou-se, sentando-se ali bruscamente.

- Já está ficando tarde e eu tenho que voltar para casa com as coisas do jantar.- Yoh disse a abrir um sorrisinho. – Você não gostaria de jantar lá em casa esta noite, Marion? Eu tenho certeza de que o vovô e a vovó não irão se importar!

- Você quer que eu jante na sua casa...? – Marion olhou para Yoh incrédula.

- É, por que? Tem algum problema nisso? Os seus pais não vão deixar? – Perguntou com inocência, se sentando ali e olhando para a garota.

- Os meus pais...- Ela apenas desviou o olhar quando ele disse isso.- Eu nem sei onde eles estão. – Encolheu os ombros, mas logo tornou o olhar para Yoh. – Acho que não tem problema. No lugar onde eu moro, não importa se eu chegar um pouco tarde. Pelo menos não esta noite.

- Ah, é? – Ele abriu um sorrisinho bobo olhando-a.- Eu sinto muito pelo seus pais, Marion...- Baixou o rosto por um momento, mas logo voltou a sorrir, olhando para ela.- Então está decidido! Você vai comigo jantar lá em casa! – E sem esperar uma resposta dela, Yoh ergueu-se e segurou sua mão.- Não tem problema nenhum, você pode levar o Chuck também! – Disse ao notar que ela estava apreensiva.

- Mas só desta vez.- Ela disse baixinho e foram seguindo juntos, para a casa dos Asakura.

X

Todos ficaram em silêncio quando viram um Yoh chegar das compras acompanhado de uma garota. Yoh acompanhado de uma garota! Quando Hao o ouviu chegar e sentiu aquele cheiro tão peculiar de rosas negras, se perguntou quem estaria ao lado do irmão. Foi Anna quem lhe disse que uma garota esquisita o estava acompanhando. Yoh havia procurado pela avó para pedir permissão para que Marion jantasse com eles. Disse que ela era uma amiga que ele havia conhecido há alguns dias e que havia reencontrado acidentalmente enquanto ia fazer as compras.

- Vovó disse que tudo bem, Marion! – Yoh disse sorridente, olhando para a garota, que apenas encolheu os ombros. – Venha comigo, eu quero te apresentar o Hao e a Anna antes do jantar!- Puxou-a pela mão até a sala, onde Hao e Anna estavam sentados. Os dois pareciam estar entretidos jogando xadrez.

- Xeque.- Hao disse a ajeitar os óculos escuros, abrindo um sorrisinho de vitória certa.

- Mate.- Anna abriu um sorriso vitorioso, olhando para Hao.

- O quê?! Mas eu fiz uma jogada perfeita! – Hao exclamou. – Você me disse a localização das peças, como pode ter sido xeque-mate?

- Você se esqueceu do meu cavalo. Ele estava posicionado para te dar xeque-mate se você tentasse fazer algo desse gênero. – Cruzou os braços olhando para ele.

- Hmph! Que seja. – Virou o rosto para o lado, inconformado com a derrota.

- Você não sabe perder, Hao. – Anna disse com tranqüilidade.

- É você quem não me deu a localização exata das peças! – Hao contestou.

- Ahn... Hao... Anna...- Yoh tentou intervir.

- Você acha mesmo que eu preciso mentir para você pra ganhar em uma partida de xadrez, Hao? – Anna perguntou, encarando-o de modo cortante.

- Acho! – Hao respondeu.

- Hao...- Yoh chamou pelo irmão mais uma vez.

- Você é um idiota, Hao! – E recebeu um forte tapa de Anna.

- Ai! Por que me bateu?! – O garoto parecia inconformado, agora com a derrota e com o tapa recebido como prêmio de consolação.

- HAO! - Yoh gritou o nome do irmão a plenos pulmões, e Anna e Hao se viraram para ele.

- O que foi, Yoh? Não precisa gritar que eu não sou surdo! Muito menos a Anna. – Respondeu pelos dois e cruzou os braços.

- É que eu queria apresentar uma amiga minha, mas você tava distraído demais com a partida de xadrez! – Yoh mostrou a língua para o irmão.

- Ahn? Uma amiga? É aquela que você me disse que veio acompanhando ele, Anna? – Hao perguntou para a garota, que afirmou para ele.

- O nome dela é Marion, e ela vai ficar pra jantar com a gente esta noite! – Yoh disse sorridente e puxou Marion pela mão, para que se aproximasse. Anna olhou-a de cima abaixo e apenas apoiou o queixo sobre uma das mãos encolhendo os ombros.

- Então o Yoh mal terminou o noivado com a Anna e já está partindo pra outra, ahn?! – Hao abriu um sorrisinho maldoso para o irmão, que corou sutilmente com o comentário.

- N-não é nada disso que você está pensando! N-nós somos apenas amigos! – Yoh tentou se justificar, o que só piorou sua situação perante o irmão que possuía.

- Uhnnnnnnnnnn. – Hao abriu mais aquele sorrisinho. – O Yoh está vermelho, Anna? Eu sinto que meu irmãozinho ficou muito sem graça!

- Vermelho? Ele está é roxo de vergonha. – Anna olhou para Yoh por um instante, e o garoto escondeu o rosto sobre as mãos.- E não é só ele. – Lançou um olhar na direção de Marion, a garota também estava corada.

- Então teremos um novo casal na família Asakura? E eu achei que seriamos priorizados. – Hao abriu um sorrisinho para Anna, que apenas encolheu os ombros.

- Eu não sei do que vocês estão falando. – Disse uma Marion muito sem graça.

- Nada demais! – Yoh lançou um olhar nervoso na direção do irmão, que apenas riu da situação em que havia colocado o gêmeo mais novo.- Não ria, nii-san! – Yoh parecia ficar cada vez mais encabulado a cada ação que o irmão fazia, mas logo os quatro foram chamados para a mesa do jantar.

Quando todos estavam sentados à mesa, fizeram a oração como era de costume na família. Marion apenas ficou em silêncio observando tudo aquilo. Chuck estava repousado em seu colo, e quando todos começaram a comer, ela esperou que todos se servissem e o fez por último. O jantar seguiu entre conversas paralelas que as pessoas presentes na casa tinham. Anna, Kino e Yohmei conversavam sobre a infantilidade dos gêmeos que discutiam sobre quem deveria ficar com o autógrafo de uma atriz famosa. A discussão logo mudou para ver quem deveria ficar com o último peixe frito, Hao e Yoh disputavam ele na mesa, mas foi Anna quem o pegou quando Hao venceu Yoh no Jan-Ken-Po. Isso gerou uma série de discussões na mesa que foi rapidamente apartada pela imposição de Kino. Ao fim do jantar, Tamao trouxe as sobremesas que Yoh e Hao as devoraram rapidamente.

- Pense bem antes de entrar para a família, estamos cercados por idiotas. – Anna lançou um olhar cortante para Hao e deu-lhe um beliscão, pedindo 'gentilmente' que o garoto tivesse modos na mesa.

- Eu...- Marion tentou dizer algo, mas foi impedida por Yoh, que lhe estendeu mais sobremesa com um largo sorriso. – Muito obrigada, mas eu tenho que ir, Yoh. Já está ficando tarde.

- Eu te acompanho até a sua casa então! – O garoto disse com um largo sorriso.

- Não, não é preciso. Tenho certeza de que alguém estará me esperando aqui perto. – Respondeu para o garoto, erguendo-se da mesa.

- Tem certeza? – Yoh perguntou para confirmar, não havia sentido firmeza na voz dela.

- Sim, não há com que se preocupar. – Ela afirmou, dessa vez com mais convicção. – Muito obrigada pelo jantar. – Fez uma breve reverência para Kino e Yohmei.

- Eu te acompanho até a porta então. – Yoh abriu um sorriso dócil, e foi acompanhando a garota até a porta.

- Boa sorte, Yoh! – Hao gritou quando Yoh e Marion já estavam próximos da porta e os dois coraram sutilmente.

- Eu sinto muito por isso. – Yoh disse quando já estavam ao lado de fora. – O meu nii-san é sempre assim, ele é muito brincalhão. – Baixou o rosto ainda corado.

-Tudo bem, eu não me importo...- Marion respondeu ainda corada. – Obrigada pelo jantar, Yoh. – Ela abriu um pequeno sorriso pela primeira vez. Yoh sorriu também, de modo mais aberto.

- Volte quando quiser, você será sempre bem vinda nesta casa! – Yoh abriu um largo sorriso para ela.

- Sim, eu vou voltar.- Deu-lhe um beijo carinhoso na bochecha e saiu caminhando dali com o boneco nos braços. Yoh ficou a olhá-la por um tempo, mas logo entrou na casa.

'Você gostou dele.' – O boneco comentou dentre um sorriso que lembrava uma cicatriz pela costura.

- Não diga bobagens, Chuck. Eu apenas estou fazendo o meu trabalho.- Marion disse de modo cortante.

- E está fazendo muito bem.- Uma voz veio das sombras. Os olhos cor de mel puderam ser rapidamente identificados por Marion.

- O que você está fazendo por aqui? – Perguntou, virando naquela direção. Os olhos semi-cerrados tentavam enxergar algo além daquele par de orbes com cor de mel sutil.

- Eu apenas vim ver como você estava fazendo o seu trabalho. Isso é jeito de falar com o seu jovem mestre? – O garoto finalmente saiu das sombras. Usava um gi completamente negro e carregava na mão direita uma lança maior que o próprio corpo.

- Eu só não esperava que você viesse acompanhar tudo pessoalmente, Tao Ren. – A garota disse, cerrando os punhos com força.

- Você descobriu alguma coisa sobre ele, Marion? – Perguntou com calma, ignorando totalmente a ironia na voz da garota.

- Ainda não. Mas pretendo. Eu só preciso de um pouco mais de tempo. – A garota ficou a olhar para ele.

- Tudo bem, você tem razão. É necessário tempo para se ganhar a confiança de alguém, não é mesmo? Só não se apegue demais aos Asakura, Marion. Eu estarei sempre te observando...- O garoto de olhos cor de mel a quem ela tinha chamado de Tao Ren foi dando passos para trás na direção em que havia vindo e desapareceu nas sombras.

'Você não o suporta... por que não some daquela casa, Mari?' – O boneco perguntou olhando-a.

- Você sabe melhor do que eu que não posso sair de lá. – Deu um longo suspiro e saiu caminhando dali, desaparecendo na penumbra da noite.

Notas da Autora:

Está aqui o capítulo 8 e mais cedo do que eu esperava! Achei que só ia postar essa fic quinzenalmente, mas talvez eu consiga posta-la semanalmente. Isso depende de reviews, porque não custa nada deixar um, certo?

Enfim, obrigada pelos reviews do último capítulo e também pelas favoritagens que essa fic recebeu :3

Prometo não abandonar mais essa fic, mesmo porque, estou com ótimas idéias sobre o que venha a acontecer.

Btw, até o próximo capítulo!