Algumas coisas importantes a saber:
Essa Fic é um Universo Alternativo de Shaman King, então jamais aconteceria na história real.
- Travessão são as falas das personagens.
Itálico entre "aspas" são os pensamentos das personagens.
Apenas itálico, é um fato passado contado por alguém.
X - Mudança de tempo ou lugar
Palavras entre 'vírgulas voadoras' são falas do Mr Hobbes aka Chuck.
Nota: Shaman King não me pertence, mas sim ao seu glorioso criador, Hiroyuki Takei. Eu sou apenas uma mera fã que adora brincar com seus personagens /mal.
Termos utilizados:
Nii-san: Irmão mais velho.
Oyasumi: Boa noite.
Capítulo 9 – O último dia de paz.
Aquele mês se passaria rapidamente. Anna saía todos os dias pela manhã para treinar Hao e só voltava no fim da tarde. Havia pegado pesado nos treinos com ele e apenas no último dia deixou que ele descansasse. Yoh também tinha dado duro nos treinos com o avô. Yohmei não dava folga para o gêmeo mais novo, visto que, se o fizesse, Yoh não treinaria com dedicação.
Durante aquele mês, Yoh e Marion haviam se aproximado bastante. Os dois se viam com freqüência e Marion sempre aparecia na casa dos Asakura, fosse para jantar ou para fazer uma visita para a família. Kino e Yohmei sempre a recebiam muito bem, mas ela nunca escapava das gracinhas de Hao ou de um olhar cortante de Anna. Algo dizia para Anna que aquela garota não era boa coisa.
- Por que você acha isso, Anna? – Hao perguntou para a garota, enquanto vestia uma blusa de frio. Estava usando uma blusa laranja com o desenho de uma estrela vermelha no centro. Usava uma calça verde com manchas também verdes, mas pouco mais escuras, e os tênis eram um par de all stars vermelhos que ele teimava em usar, mesmo depois de tantos anos.
- Eu não sei direito, Hao. Mas aquela garota não me convence. – A loirinha disse a apoiar-se no umbral da porta, de braços cruzados. Estava usando um vestido negro e por cima deste um pesado casaco, pelo frio que fazia lá fora.
- Ela só é um pouco quieta, mas não vejo nada de mal nisso.- O garoto pegou um par de óculos com lentes laranja e colocou-os.- Que acha?
- Prefiro os vermelhos.- Foi caminhando na direção dele e trocou os óculos do garoto.- Eu acho que tem alguma coisa muito estranha nessa personalidade dela, Hao. Existe algo que ela está escondendo de nós e eu vou descobrir o que é.
- Se você diz...- O garoto encolheu os ombros. – Você acha melhor ela não nos acompanhar esta noite?
- Não, deixe que ela vá. Eu preciso descobrir mais a seu respeito. Quero ver como ela se porta em um lugar diferente.
- Eu só não quero que o Yoh acabe se machucando por causa dela, entendeu? – Hao disse com serenidade.
- Então somos dois.- Anna olhou na direção de Hao por alguns instantes, mas acabou por dar um longo suspiro.
- Vocês dois já estão prontos? Nii-san? Anna? – Yoh perguntou da escada.
- Nós já estamos descendo, Yoh. – Hao respondeu para o irmão, mas Anna lhe segurou pelo pulso antes que passasse da porta.- O que foi?
- Não quero que conte ao Yoh sobre a nossa conversa aqui, entendido? – Anna olhou para ele com seriedade. Hao apenas encolheu os ombros.
- Não precisa nem pedir. Eu não vou contar a ele, Anna.- Deu-lhe um selinho leve e foi descendo as escadas com calma, acompanhado da garota.
- Puxa, achei que vocês não viriam nunca! – Yoh colocou as mãos por trás da cabecinha e deu um risinho. O garoto estava vestindo uma blusa azul e os fones de ouvidos estavam devidamente repousados em seus ombros. Usava uma calça branca com poucos detalhes e um tênis mais confortável que o do irmão.
- É que eu estava indeciso quanto à roupa. Por isso a Anna foi me ajudar.- Hao abriu um sorrisinho ajeitando os óculos.
- Eu acho melhor nós irmos antes que fique tarde, Yoh. – Disse Marion. A garota estava usando um vestido negro, assim como Anna. Mas este continha babados e rendas, coisas que Anna não usaria nem em seu leito de morte.
- Ela tem razão, Yoh. – A voz de Kino veio da entrada da casa. – Vamos indo, crianças.
Era início de inverno em Aomori e os primeiros flocos de neve já começavam a cobrir as entradas das casas. Um parque de diversões havia chegado na cidade e, com muita insistência, Hao e Yoh haviam convencido toda a família a levá-los até lá. Era o último dia antes que o torneio se iniciasse e por isso todos concordaram, apesar de Kino não ter gostado muito da idéia. Marion havia sido convidada por Yoh com o consentimento dos avós. Eles, é claro, haviam adorado a idéia. Gostavam da idéia de o neto mais novo estar fazendo amizade com alguém, já que ele era tão tímido. Completamente o oposto de Hao que era extrovertido, e apesar de personalidades tão diferentes, ambos eram sozinhos.
- Olha, Marion, está nevando! – Yoh apontou a neve bobamente e juntou as mãozinhas, deixando que um floco de neve repousar entre elas suavemente.
- Isso indica que logo virá uma tempestade. Olhe como o vento está instável. – A garota respondeu, olhando para o céu.
- Então é melhor nos apressarmos em andar nos brinquedos. – Hao disse para todos.
- Brinquedos! – Yoh disse animadamente e puxou Marion pela mão.
Naquela noite todos se divertiriam bastante. Anna, Hao, Marion e Yoh andavam sempre juntos. Hao de mãos dadas com Anna e Yoh de mãos dadas com Marion. Haviam andado em todo o tipo de brinquedo. Desde o carrossel – no qual Yoh insistiu em ir – até a roda gigante. Hao e Yoh haviam brincado de tiro ao alvo, onde cada um conseguiu ganhar algo diferente. Hao havia ganhado um urso polar de pelúcia enorme para Anna, era o prêmio máximo; já Yoh, um globo de neve para Marion. A garota ficara encantada quando balançou o globo e viu a neve cair em volta da pequena casinha que havia dentro do mesmo. Depois de tanto se divertirem, voltaram para casa. Já era tarde da noite e a neve já começava a cair com mais força quando finalmente chegaram.
- Está nevando muito forte. – Hao comentou quando chegaram em casa.
- Tem razão.- Yoh disse a coçar levemente a cabeça.- Você mora longe, não é Marion?
- Já te disse que moro além das montanhas.- A garota respondeu, abraçando-se firmemente ao boneco que sempre lhe acompanhava.
- Então é melhor que fique por aqui esta noite, menina. – Kino falou com calma.
- Mas eu preciso voltar pra casa...-A garota desviou brevemente o olhar.- Além disso, não quero causar problemas para vocês.
- Oras, você pode avisar que está aqui e voltar logo pela manhã! Você mesma me disse que não tinha problema se demorasse pra voltar uma noite ou outra, Marion. – Yoh olhou para a garota com biquinho.
- Então está decidido.- Kino disse, apoiando-se na bengala. – É melhor todos vocês irem para os quartos. Yoh, mostre um dos quartos de hóspedes para Marion.
- Pode deixar, vovó! – Yoh respondeu sorridente e pegou na mão dela, para que subissem.
Anna apenas deu um longo suspiro ao ver Yoh subir com Marion e abraçou o urso firmemente. Hao apoiou ambas as mãos sobre o ombro dela e a garota apenas olhou-o de canto.
- Algum problema, Anna? – Kino perguntou para a pupila, erguendo o rosto na direção dela.
- Não, vovó. Estou apenas cansada. – Respondeu com certo pesar. – Vamos subindo, Hao.
- Claro...-O garoto despediu-se da avó e foi subindo com Anna, pois iria acompanhá-la até o quarto. – Você está incomodada. – Hao disse a entrar no quarto com ela e encostou a porta.
- É apenas impressão sua, Hao. É melhor que vá dormir logo.- Respondeu rapidamente, deixando o urso de pelúcia ali ao lado. Parecia que sempre tinha a resposta na ponta da língua.
- É por causa da Marion, não é? – Hao insistiu. – Você está incomodada porque ela está aqui. Acha que ela vai fazer algo de ruim com o Yoh?
- Eu não sei ao certo e nem posso confirmar nada ainda. Mas, como eu já te disse, algo nela não me agrada.- A garota tirou o casaco, pegando uma roupa para dormir. – Agora é melhor que você vá se deitar, Hao.- Virou-se de costas para ele e fechou os olhos.
- Se ela fizer algo a ele, nós estaremos lá para protege-lo, Anna. – O garoto respondeu com tranqüilidade, Anna apenas concordou. – E ela também não fará nada com você, porque eu não vou deixar.- Os braços dele envolveram a cintura de Anna em um abraço carinhoso, sem malícia. Ela arregalou ligeiramente os olhos e sentiu o coração acelerar a medida que o rosto tomava uma coloração mais rubra.
- Obrigada, Hao...- Anna murmurou bem baixinho para o garoto e pousou as mãos sobre as dele.
- Não precisa me agradecer.- Ele respondeu com calma e apoiou a testa sobre seu ombro.- Vai dar tudo certo, Anna.
- Vai sim...- Anna disse com um ar distante. Hao sorriu.
- É melhor você ir dormir agora. Eu também vou ir. – Afastou-se dela, virando-se de costas.- Qualquer coisa pode me chamar, tudo bem?
- Tudo bem...- Deu um longo suspiro. Não o acompanhou até a porta. Apenas ficou a olhar na direção do céu e quando ouviu esta se fechar pelo lado de fora, cruzou os braços apertando-os com força.- Eu vou descobrir quem você é, Marion. Custe o que custar.
X
- O quarto de hóspedes é este aqui, Marion. – Yoh respondeu sorridente, mostrando-lhe o quarto. Já estava tudo arrumado, até parecia que já esperavam visitas. – O meu quarto é o segundo da direita, se precisar de qualquer coisa durante a noite, pode aparecer por lá! – Deu um riso, coçando levemente a cabeça.
- Não precisa se preocupar tanto assim comigo.- A garota disse a abraçar Chuck firmemente, mas agachou-se para deixá-lo sobre o futon, junto com o globo de neve, o qual balançou mais uma vez, antes de colocar ao lado do boneco.
- Oras, não fale assim.- Yoh encolheu os ombros e abriu um pequeno sorriso, aproximando-se dela devagar.- Você devia dar mais valor a si mesma, Marion. Você é uma garota tão especial. – Disse com calma, olhando para ela com aquele olhar sereno.
- Por que você me trata tão bem, Yoh? – Virou-se na direção dele. – Você nem sabe quem eu sou e me traz pra sua casa como se fosse uma pessoa da família. Me trata bem e até me deu um presente! Por que me trata assim, Yoh? Se eu nunca te dei nada...-Desviou o olhar, cruzando os braços.
- Não me importa quem você é ou quem você foi.- Yoh abriu mais aquele sorriso e foi se aproximando dela, pousando uma das mãos suavemente sobre o rosto da garota. – Eu quero te ajudar, porque eu sei que está sozinha, Marion. – Yoh disse com calma, olhando-a, agora, nos olhos.
- Porque eu estou sozinha...? – A garota arregalou os olhos ligeiramente e ficou a olhar para ele. Por um instante, Yoh pôde enxergar o brilho no fundo daqueles olhos de boneca. – Você não pode estar falando sério, Yoh. – Marion desviou o olhar. – Eu não mereço ter alguém como você do meu lado.- Fechou os olhos suspirando pesadamente e pousou uma das mãos sobre a dele.- Eu mereço ficar sozinha. Sempre sozinha. – Uma lágrima solitária lhe correu pelo rosto.
- Ninguém foi feito para ficar sozinho, Marion. – Yoh abriu um sorriso dócil para ela e limpou-lhe a lágrima com carinho.- Você não vê o Hao e a Anna? Os dois também eram muito sozinhos, mas quando um encontrou o outro, essa solidão deixou de existir. Por mais que a Anna se mostre fria com todos, o Hao entende como ela gosta dele. Se ela não gostasse dele, com certeza não pegaria tão pesado nos treinos para que ele se tornasse um bom samurai. Ela quer que o Hao ganhe o torneio de amanhã a qualquer custo, Mari. Porque eles querem ficar juntos. Eles acreditam que podem ficar juntos. Isso é amor. – Yoh disse com simplicidade. Tamanha simplicidade fez Marion estremecer. A garota apenas ficou a olhá-lo e sentiu os olhos marejarem em lágrimas. Lágrimas que ela insistia em segurar.
- Amor...? – Ela murmurou baixinho e fechou os olhos. As lágrimas agora começavam a rolar pelo seu rosto, numa tentativa desesperada de tentarem sair daqueles olhos. Daqueles olhos que já não choravam há tanto tempo.
- Amor. – Yoh repetiu, limpando-lhe as lágrimas com cuidado. - É uma coisa extraordinária, não há como explicar. Amar é apenas...-Yoh ficou em silêncio por um tempo, como se pensasse na palavra certa para expressar aquele sentimento. - ... uma sensação. – Sorriu para ela.
- Eu não mereço isso, Yoh... eu sou... - O garoto impediu-a de continuar falando, recostando os lábios sobre o dela. Marion arregalou os olhos e apertou ambas as mãos contra o peito de Yoh. Aos poucos os olhos foram se fechando e os lábios se entreabriram, iniciando um beijo suave.
Aquela sensação... não sabiam como explicar. Era algo que os fazia sentir bem. Era como Yoh havia dito. "Amar é apenas uma sensação." E que sensação boa... aquele beijo parecia apenas o início de tudo. Marion e Yoh teimaram em se afastar, mas foram vencidos pela falta de ar. Yoh abriu um doce sorriso para ela e afagou-lhe os cabelos levemente, apoiando a cabeça dela sobre o próprio peito.
- Você me deu a coisa mais importante que alguém poderia dar. – Yoh disse com calma, sem afastar-se dela. O silêncio dela, foi sinal para que prosseguisse. – Você me deu a luz.
- A luz...? – Ela arregalou os olhos e ergueu o rostinho para ele.- Mas eu...
- Você é especial para mim, Marion. E é isso o que realmente importa.- Yoh sorriu docemente para ela e afastou-se devagar. - Oyasumi, Marion-chan. – Disse de modo carinhoso para a garota. Ela, por sua vez, abaixou a cabeça. – Durma bem.- Yoh foi caminhando na direção da porta.
- Oyasumi, Yoh-kun.- Respondeu quando ele já estava próximo da porta e o garoto apenas sorriu, acenando e saindo dali.
'Isso não fazia parte dos seus planos, fazia Marion?' – O boneco perguntou, sentando-se ali no futon.
- Não era pra ter acontecido, Chuck...- Murmurou baixinho e caiu de joelhos no chão.- Mas eu não posso fazer isso com ele. Não posso matar o Yoh...
'E o que vai fazer então? Você sabe que ele está com aquilo.' - O boneco ergueu o olhar para ela, com certo pesar.
- Aquilo não é mais importante do que a vida dele. – Concluiu por fim.
'Se você diz. Eu vou estar sempre ao seu lado, Mari.' – O boneco abriu um sorriso que se assemelhava à uma cicatriz.
- Obrigada, Chuck. – Abraçou-se firmemente ao boneco e deitou-se ali para dormir com ele.
"Então é isso..." – Apoiou-se na parede no instante em que percebeu que Marion havia parado de falar. Mas com quem ela estaria falando se ouviu apenas a voz dela? Será que era daqueles malucos que falavam sozinhos? Preferiu esquecer isso e foi caminhando na direção do próprio quarto para ir dormir também.
X
- Parece que teremos um desfecho bem interessante pra essa história, não é? – A voz de uma garota soou ao lado do garoto que estava de pé no telhado, olhando na direção da janela.
- Talvez. Mas é uma pena que ela tenha escolhido ficar com eles. – O garoto cruzou os braços, sem tirar os olhos daquela janela.
- Ora, Ren... por acaso está bravo porque a Marion escolheu o Yoh? – A jovem de cabelos verdes escondeu o rosto atrás de um leque e ficou a olhar na direção da garota menor.
- Isso não tem nada a ver, Jun. Eu só achava que ela tinha mais consciência para escolher o lado vencedor.- Bufou virando o rosto para o lado.
- Que graciiinha! O meu irmãozinho está enciumado! – Jun agarrou Ren e suspendeu-o do chão, apertando-o num forte abraço.
- Ei! Eu já disse que não tem nada a ver, Jun! Me coloca no chão! No chão! – O garoto disse, debatendo-se.
- Acho melhor irmos indo, Jun. – Uma voz soou mais distante, dentro das sombras.
- Tudo bem. – A garota respondeu com seriedade. Ela parecia ser mais velha do que Ren. Era alta e vestia um kimono completamente negro. Os cabelos estavam presos em um coque e os olhos verdes cintilavam como duas esmeraldas. – Você vem conosco, irmãozinho? – Perguntou para o garoto.
- Eu não perderia a oportunidade de ver o papai zangado porque as coisas saíram dos planos dele. – Abriu um sorrisinho olhando na direção de Jun.
-Você não tem jeito mesmo, Ren. – Deu um risinho abafado e os dois foram caminhando dali, desaparecendo na penumbra da noite.
X
- O que vocês estão me dizendo?! – O homem bateu uma das mãos contra o trono com certa força, e isso fez com que a sala inteira tremesse. – Como aquela garotinha ousou a me trair deste jeito?! Depois de tudo o que fiz por ela...
- Não se preocupe com isso, papai. Eu e o Ren fizemos descobertas bem interessantes, não é, irmãozinho? – Jun abriu um sorrisinho para Ren e começou a se abanar com o leque lentamente.
- Pelo que parece, haverá um torneio realizado pela família Asakura, para definir quem será o novo sucessor da família. – Ren começou a dizer, sem tirar os olhos daquele homem enorme, coberto pelas sombras. – Parece que todos os praticantes do dojo irão participar, e isso inclui os dois gêmeos da família: Hao e Yoh Asakura.
- Mas esse tal de Hao, ele é cego. – Jun disse com calma. – Então acho que não deve passar nem da primeira fase do torneio. – Deu um risinho olhando para o pai.
- Não se deve subestimar um descendente dos Asakura. – Coçou levemente o queixo, olhando para os filhos.
- E o que faremos a respeito? – Ren perguntou olhando para o pai. Nunca o olhava como olhava para Jun. Era sempre de um modo frio, como se quisesse matá-lo.
- Vocês dois farão uma visitinha para os gêmeos neste torneio. – O homem abriu um sorrisinho, olhando para os filhos. – Vou deixar que levem alguns homens com vocês. Já está na hora de a família Asakura e a família Tao acertarem as contas pendentes. – Disse dentre uma risada histérica que Ren, não fazendo muita questão de ouvir, ignorou e virou-se para caminhar dali.
- Espere por mim, irmãozinho! – Jun fez uma breve reverência para o pai e foi seguindo o irmão em passos rápidos. – Por que você não disse nada sobre o que viu da Marion e do Yoh? Você só contou que os viu juntos no parque, mas...
- Ele não precisa saber disso. – O garoto disse de maneira cortante e foi caminhando dali em passos rápidos.
- Você ainda tem muito ódio dele, não é? – Jun perguntou com doçura, e o irmão parou, virando-se para ela.
- Eu vou matá-lo depois de exterminar aquela família de patetas, Jun. Escreva o que eu te digo. – Cerrou os punhos com força, olhando para ela daquele modo assassino. Jun sorriu.
- Você não disse nada porque queria proteger a Marion do papai. – Abriu mais aquele sorrisinho e afagou o rosto do irmão levemente. – Você vai se tornar um grande homem um dia, Ren. Eu tenho certeza.
- Hmph! – O garoto apenas virou-se de costas para ela e foi caminhando dali em passos pesados. Havia ficado sem jeito pelo comentário da irmã e estar corado daquele modo era apenas uma das provas disso. – É bom você não se atrasar amanhã quando tivermos que visitar os Asakura, ou eu vou fazer isso sozinho! – Ele disse quando já estava próximo do fim do corredor.
- Pode deixar! – Jun respondeu para o irmão, acenando. Viu-o bater a porta do quarto com certa força. – Algum dia alguém irá lhe mostrar que a vingança não vale de nada, meu irmãozinho. – Jun deu um longo suspiro e fechou os olhos. – Eu tenho certeza que, algum dia, alguém nos livrará da ira do papai...
Notas da Autora:
Mais um capítulo da Light in Darkness, onde finalmente o Yoh consegue ser feliz xD
Eu sei, a fic é HaoxAnna. Mas me encheram tanto com isso, que decidi fazer o Yoh com a Marion. Eu acho que eles formam um casal bonitinho, btw.
Esse capítulo tem maior aparição do Ren e da Jun. Eles serão importantes daqui pra frente.
O próximo capítulo será focado em lutas, acho que será mais divertido que esse.
Enfim.
Deixem reviews e até o próximo capítulo!
