Algumas coisas importantes a saber:

Algumas coisas importantes a saber:

Essa Fic é um Universo Alternativo de Shaman King, então jamais aconteceria na história real.

- Travessão são as falas das personagens.

Itálico entre "aspas" são os pensamentos das personagens.

Apenas itálico, é um fato passado contado por alguém.

X - Mudança de tempo ou lugar

Palavras entre 'vírgulas voadoras' são falas do Mr Hobbes aka Chuck.

Nota: Shaman King não me pertence, mas sim ao seu glorioso criador, Hiroyuki Takei. Eu sou apenas uma mera fã que adora brincar com seus personagens /mal.

Capítulo 12 – Decisões.

- E então? – Hao cruzou os braços, impaciente. Estavam todos sentados na sala, esperando que Yohmei começasse a falar.

- O clã Tao é uma facção antiga que existia aqui no Japão, juntamente à família Asakura. – O velho começou quando todos estavam lá. – Nós éramos incumbidos de proteger o imperador com todas as nossas forças e nossas famílias tinham grande influência sobre o conselho. Mas acontece que...- Ele deu um pesado suspiro. - ...depois da última guerra, o clã Tao perdeu grande parte do seu prestígio. Isso porque eles ficaram mal-vistos como assassinos impiedosos.

- Mas tudo o que eles fizeram, foi servir ao imperador. – Marion completou. – Só que as pessoas não viram isso e obrigaram os Tao a se refugiarem na China. Eu sei disso tudo, pois também fazia parte do clã. Tao En me encontrou órfã de pai e mãe e me criou.

- Então é por isso que você faz parte daquele clã, Mari? – Yoh olhou para ela.

- Fazia. – Ela disse. – Agora, eles jamais me aceitarão de volta. Eu só estava com eles, pois Tao En, tem a última lembrança que eu carregava dos meus pais além do Chuck. – E apontou o boneco.

- E o que é? – Hao adiantou-se em perguntar.

- Um medalhão que a minha mãe havia me dado com uma foto dela e do meu pai junto comigo. – Completou com um suspiro. – Mas eu não podia me prender a coisas do passado com a vida do Yoh em jogo. – E baixou o rosto, sentindo Yoh segurar-lhe uma das mãos com um sorriso.

- Está tudo bem agora, Mari. – Yoh respondeu. – Você tem a mim e a todos nós, não é? – Ele olhou em volta.

- É isso mesmo. – Kino respondeu por todos. – Ela pode ter informações importantes sobre o clã Tao, que usaremos em nosso benefício.

- Mas isso não responde porque o clã Tao tem tanta raiva dos Asakura, vovô. – Silver adiantou-se em dizer e viu-se como centro das atenções.

- Isso tudo porque nós ainda fazemos parte da guarda pessoal do imperador. E também temos muitos membros no conselho. Dentre eles, eu, Mikihisa, Kino e Keiko. – O velho disse com seriedade. – Se eles acabarem com Yoh e Hao, a nossa linhagem estará perdida. – Disse com certo pesar.

- E o vovô acha mesmo que ele conseguirá nos vencer? – Hao disse com um sorrisinho.

- Nós lutaremos para proteger a honra da família, se necessário! – Yoh disse com um largo sorriso.

- Estão falando sério? – Yohmei arqueou as sobrancelhas, olhando para os netos.

- Sim! – Os dois disseram em uníssono e depois riram.

- No estado atual, vocês levaram uma surra daqueles dois. – Anna disse, dando um longo suspiro. – Jamais poderão vence-los nesse nível que estão.

E os dois baixaram o rosto, constatando que a loirinha tinha razão.

- Eles passam por árduos treinamentos, todos os dias. É por isso que são tão fortes. – Marion disse, apertando a mão de Yoh.

- Então está resolvido. – Yohmei disse, se levantando. – Yoh e Hao irão comigo para Izumo.

- O quê?! – Os dois arregalaram os olhos, mostrando espanto.

- Mas e o dojo, vovô? – Foi Hao quem adiantou-se em perguntar.

- Mikihisa pode muito bem tocar o dojo junto com os veteranos enquanto estivermos fora. É necessário que vocês dois fiquem muito fortes até que os Tao resolvam agir novamente. – Yohmei disse com seriedade.

- E não só vocês. – Kino manifestou-se. – A Anna e a Marion ficarão comigo. Nós partiremos para Osorezan, onde eu as treinarei para que sejam ótimas esposas, assim como eu. – E todos arregalaram os olhos, pensando em como seria ter mais duas Kinos no mundo.

- Nós partiremos amanhã pela manhã, então é melhor que estejam preparados. – Yohmei disse. – Todos vocês.

- Agora, todos para a cama. Não quero ouvir reclamações por parte de ninguém por ter que acordar cedo. Ouviram? – Kino disse de modo ameaçador e todos evaporaram da sala.

X

- Eu não queria ter que me separar de você, Anna. – Hao disse, dando um longo suspiro.

Os dois estavam na varanda do quarto dela, sentados no chão e abraçados.

- Eu também não queria ter que me separar de você. Mas se essa família Tao é tão forte assim, não temos outra opção, Hao. – Ela respondeu com certo pesar e sentiu ele apertar o abraço.

- Eu sei. – Ele respondeu. – Eu vou ficar mais forte, Anna. Vou ficar mais forte e voltar para você. Eu prometo.

- Eu sei que cumprirá sua promessa. – Respondeu, aconchegando-se perto dele. – Você já tem que ir?

- Vou ficar com você, até que durma. – Hao disse com um sorriso dócil e foi com Anna até o quarto.

- Então ficaremos juntos até lá. – Ela sorriu, como raramente fazia.

- Sim. – Ele respondeu, e Anna depositou-lhe um selinho carinhoso nos lábios antes de deitar-se no futon.

- Eu te amo, Anna. – Ele murmurou baixinho.

Ela apenas suspirou pesadamente e abraçou-se a ele, fechando os olhos.

X

- Teremos que partir logo cedo amanhã. – Yoh deixou escapar um suspiro. – Eu odeio ter que acordar cedo.

- Você é um idiota. – Marion respondeu, abraçada a Chuck.

- Eu vou sentir sua falta, Mari. – Ele disse, olhando para a garota. Estavam sentados no chão do quarto de Marion e Yoh tinha a cabeça encostada sobre o ombro dela.

- Eu também vou sentir sua falta, Yoh. – Ela respondeu, fechando os olhos.

- Pra tudo se dá um jeito! – Ele respondeu alegremente e ela sorriu.

- Você tem razão...- Ela disse por fim. – Acho melhor você ir dormir agora.

- Eu só vou ficar mais um pouquinho. – Ele disse com um sorriso dócil e ela não conseguiu dizer não.

X

Na manhã seguinte, todos partiriam cedo. Hao e Anna preferiram não se falar, acharam que seria melhor assim. Marion e Yoh se falaram brevemente antes de cada qual pegar seu caminho.

Seria uma longa viagem até que cada um chegasse em sua nova casa. Yoh havia adormecido em um dos bancos do trem, enquanto Hao conversava com o avô.

- Que tipo de treinamento dará para nós, vovô? – Ele perguntou, ajeitando os óculos escuros.

- Farei com que superem todas as fraquezas e se tornem verdadeiros samurais, Hao. – Yohmei respondeu. – Quero que estejam preparados. O clã dos Tao não está de brincadeira conosco.

- Entendo. – Hao deu um longo suspiro. – Eu ficarei forte para proteger a Anna e a honra da nossa família, vovô. – Respondeu com convicção.

- Estou certo que sim, meu neto. – Yohmei disse, olhando pela janela.

"O que a Anna estará fazendo agora?" – Hao pensou, ouvindo o barulho de chuva ao lado de fora do trem.

X

- Vocês ficarão quietas até o fim da viagem? – Foi Kino quem quebrou o silêncio e, tanto Anna quanto Marion, sentiram um arrepio subir pela espinha quando tiveram a impressão de que a senhora as estava encarando.

- Eu apenas não tenho o que dizer, vovó. – Anna respondeu, baixando o rosto. Tinha muito respeito por Kino e isso era evidente.

- Marion...? – A velha tornou a atenção para a outra loirinha, que baixou o rosto.

- Estou apenas observando a chuva...- Ela respondeu.

E o silêncio reinou novamente. Isso até Kino quebrá-lo novamente.

- Quando chegarmos a Osorezan, você irá largar esse boneco, Marion. – Kino disse em tom autoritário.

- Mas...- Ela tentou argumentar. - ...Chuck é a única lembrança que tenho dos meus pais. É a única coisa que realmente me importa...- Baixou o rosto.

- Está na hora de se desprender de certas coisas. – Ela disse com firmeza e Marion levantou-se, caminhando para a parte de fora do trem.

- Eu vou ir ver como ela está. – Anna disse, erguendo-se em seguida.

- Não. Você irá ficar aí. – Kino respondeu e Anna tornou a sentar-se. Achava que Kino havia sido dura demais, mas talvez a mestra pensasse que era melhor assim.

Marion apenas suspirou, olhando a chuva cair. Abraçou-se a Chuck com firmeza. Não queria ter que abandonar seu querido boneco.

'Vai mesmo me deixar, Mari?' – Ele perguntou, olhando para ela.

- Eu não quero, mas ela não vai deixar eu ficar com você...- Murmurou baixo, sem afastar-se dele.

'Acho que ela está sendo muito dura, mas...' – O boneco olhou-a com um sorriso em forma de cicatriz. – 'Você já tem verdadeiros amigos agora. Acho que não sou mais necessário aqui.'

- Não diga isso! Você é meu melhor amigo, Chuck! – E abraçou-o. O simples fato de pensar na possibilidade de não tê-lo a faziam entrar em desespero.

'Nós fomos bons amigos, Mari. Mas agora você tem grandes amigos que querem o seu bem.' – Chuck disse, sustentando o sorriso. – 'Agora você pode seguir em frente e ser uma boa garota. Promete isso para o velho Chuck?'

- Mas, Chuck...eu e você sempre estivemos juntos...- Ela murmurou baixinho, tendo lágrimas nos olhos.

'Sei que você pode continuar com seus novos amigos daqui para frente, Mari. Agora pode caminhar com as próprias pernas e ser feliz.' – O boneco disse, olhando para ela. – 'Eu sempre vou estar com você, aqui dentro.' – E apontou o coração da garota. – 'Seja feliz, Marion...' – E terminadas essas palavras, o boneco escorregou das mãos da garota, caindo próximo de uma criança que caminhava perto dos trilhos.

- Veja, mamãe, um boneco! – A criança disse com um largo sorriso. – Será que eu posso ficar com ele?

- Mas está todo velho e sujo, meu filho! – A mãe respondeu.

- Deixa, vai! – Ele insistiu.

- Tudo bem, mas terá que lavá-lo e me deixar arrumar essa costura. – A mãe disse, sorrindo para o filho.

- Certo! – Ele olhou para o boneco e apertou-o nos braços. Viu o nome escrito em seu macacão. – Seremos bons amigos, Chuck!

E Marion apenas observou a cena, com algumas lágrimas nos olhos.

- Obrigada por tudo, Chuck...- Ela murmurou baixo e entrou de volta no vagão do trem.

Anna apenas olhou para Marion e arqueou as sobrancelhas ao não ver seu companheiro inseparável em seus braços. Estranhou, claro.

-Onde está o boneco? – Ela adiantou-se em perguntar, antes que Kino dissesse algo.

-Eu o joguei...- Murmurou baixo e sentou-se na frente de Anna.

-Pois fez muito bem, Marion. Já está na hora de expandir seus horizontes. – A velha senhora disse, apoiando-se na bengala.

E depois disso, ficaram em silêncio até o fim da viagem. Anna estava pensando se Hao estaria bem.

"Eu te amo, Anna." – Aquelas palavras martelavam na mente dela. Por que não havia sido capaz de corresponder aquilo? Suspirou pesadamente, sem tirar os olhos da paisagem. A chuva já havia passado e apenas via as poucas gostas que restavam no vidro. – "Eu só espero que você fique bem, Hao." - Foi pensando nessas palavras, que Anna acabou por adormecer, mesmo sem perceber.

Notas da Autora:

Um capítulo bastante atrasado.

As provas estão me matando e parece que não terminam nunca!

Mas acho que agora vai dar uma amenizada e vou tentar postar com mais freqüência essa e minhas outras fics.

Enfim.

Até o próximo capítulo!