Cap.2 - Pessoas Indesejáveis

-Feliz Ano Novo, Colin. –digo desanimada. Eu pedi um homem de verdade e Merlin me manda um gay de verdade. Será que o David desistiu e resolveu pedir uma vassoura como eu havia sugerido mentalmente? Se for assim, isso significa que eu tenho poderes telepáticos! Merlin, que descoberta fantástica! Será que consigo mandar uma mensagem pro Harry via men...

-Gina, você ta ai ou na França com o olhinhos de sapo cozido? –Colin me pergunta, acabando com minha fantasia de mandar telepatia para todos os gostosos que eu possivelmente conheceria.

-Ah, sim, to aqui. –eu digo resignada. Tudo bem, minha família continua lá no quintal, a não ser por David, que está correndo na minha direção.

-Ah! É só o tio Colin. –ele disse indiferente. –Pensei que fosse o meu tio novo. –ele falou por fim correndo de volta para o quintal. E tudo aquilo só arrancou um olhar curioso do meu querido amigo. Ok, eu odeio ter que explicar mal-entendidos. E porque ele ainda não comentou meu decote!?

-Nada que você queira saber. –eu digo sem paciência. Fale do meu liiindo decote!

-Que maldade, querida. Além do mais eu continuo aqui fora e, a menos que você vá aceitar minha proposta, eu vou dar no pé. –ele falou sorrindo galanteador. Ao contrario do projeto de E.T. que Colin era nos tempos de Hogwarts, agora ele estava até bem pegável. A não ser pelo fato de que, sabe como é, ele é pegável pra raça que eu também quero pegar.

-Que proposta é essa? –eu pergunto confusa. Ele me ofereceu algo? Acho que minha telepatia pifou. Ele nem está falando sobre minha mudança como eu estou pedindo mentalmente que ele fale!

-Enquanto você estava sonhando com o deus-grego de cabelos arrepiados, eu dizia que está tendo uma festa de comemoração lá no campus. Você sabe, daqui a 15 dias temos que voltar para aquele inferno. Vem comigo, você já passou tempo demais ai. –ele disse e, pela primeira vez na noite abaixou o olhar para o meu super-decote em V. Isso! Bom garoto. Telepatia – ON

-Oh meu grandioso MERLIN! –ele disse pegando minha mão e me fazendo girar. Odoro os comentários de Colin. Nós fazemos Arquitetura e Decoração juntos, mas ele também faz Moda. Como alguém consegue fazer 3 faculdades ao mesmo tempo? Quero dizer, já é um sufoco ter que fazer duas! E olha que eu nem trabalho porque eu tenho bolsa! -Você precisa mesmo ir, com esse decote maravilhoso acho que você consegue bater meu recorde, menina! –ele completa e nós começamos a rir. Todo mundo sabe que ninguém na faculdade bate o recorde do Colin. Quero dizer, fizeram fila numa Have. Acho que tinha uns 30 gays querendo beijá-lo... e fazer outras coisas mais. Talvez seja uma boa idéia ir nessa festa. Eu não tinha mais nada pra fazer aqui e ninguém poderia reclamar que eu não fiquei tempo suficiente, tecnicamente eu passei a virada com eles, certo? Então saio correndo para o quintal e falo, um tanto quanto empolgada:

-Tenho que ir. Vejo vocês semana que vem. –sabe como é, almoço semanal em família. Meus pais dizem que mesmo todos tendo ido morar em seus cantos nós temos que manter as gerações vivas em contato. O que é um tanto injusto porque Percy só aparece em casa uma vez por semestre. Carlinhos também aparece com pouca freqüência, mas isso é porque ele continua vivendo na Romênia com a esposa.

-Gina, vá direto pra casa, ouviu bem? -disse meu pai, querendo me acompanhar até a porta. A questão é que se eles vissem Colin estaria tudo perdido. Gui diz que a guerra nos tornou jovens muito necessitados de adrenalina. Diz que se orgulha disso, porque ele sempre foi o mais agitado, o que, nas entrelinhas, quer dizer mulherengo. Mas não sei se ele iria se orgulhar se eu me tornasse galinha. Apesar de eu achar que galinha é uma péssima denominação, devia ser homerengo, certo?

-Papai, pode continuar por aqui, vocês estou se divertindo, eu estou mesmo cansada, quero ir pra casa. –eu falo, interpretando o melhor papel de toda a minha vida: a morta-viva. Eu uso a morta-viva toda vez que quero fingir que estou cansada para fugir de algo, ou, raramente, de alguém.

-Ok. Carlinhos, vá com ela. –ele fala por fim. Bem, pelo menos ele não mandou o Rony. Carlinhos também não era muito encanado, ele diz que preciso aproveitar enquanto tenho tempo, mas que se me pegar em curva muito fechada eu estou perdida. Curva muito fechada significa saindo da linha demais. O que também é meio errado, porque uma linha pode estar completamente curvada e continua sendo uma linha. Até mesmo a circunferência é uma linha!

Então me despeço de todos. Carlinhos vem comigo até a porta e começa a dizer:

-O que você está aprontando? –tudo bem, não é porque eu me vestia comportada que eu não fazia minhas besteiras. Bem eu faria, se o Harry não fosse comigo pra tudo quanto era lugar.

-Nada de mais. –eu digo quando chegamos a porta. A reação é a mesma de sempre:

-Ah, olá Colin. –diz meu irmão.

-Meu Merlin, Carlinhos, você tem malhado? –Colin pergunta passando as mãos pelos braços do meu irmão. Virou rotina, meu irmão só responde um sim e nós vamos embora. Isso! Tenho certeza que agora eu encontro alguém.

Colin nem deixou eu passar em casa pra retocar a maquiagem, disse que estava ótima assim. Humpf, ótima pra um trasgo, talvez? De qualquer forma, nós entramos no prédio e eu esqueci completamente de tudo. Eu me sinto extasiada ao ouvir a musica alta. A luz era tão fosca que mal podia enxergar Colin ao meu lado. Na verdade não podia o reconhecer, só sabia que era ele porque continuávamos de mãos dadas desde que nos preparamos pra entrar. Aquilo sim era diversão.

-Vou procurar minha turma. –Colin fala se referindo às suas preferências. E eu? Tudo o que eu faço é me enfiar na pista de dança e curtir. Isso sim é um começo de ano. Posso ter levado um fora, mas diversão não me falta. Alguém se aproxima e começa a gritar, por causa do som alto:

-Está sozinha? –deu pra perceber que é ele. E pela voz e silhueta do rosto é um "ele" de tirar o chapéu.

-Na verdade sim. –grito de volta, fazendo um coque no meu cabelo. A sensação de sentir as gotas de suor correndo enquanto danço é perfeita. –Qual é o seu nome? –eu pergunto querendo saber mais do ser misterioso que está na minha frente, agora dançando no mesmo ritmo que eu.

-Isso realmente importa? –ele me pergunta ao pé do ouvido com uma voz extremamente sexy. Isso parece bem interessante.

-Acho que não. –falo rindo um pouco. E a cada minuto ficamos mais colados, aceleramos o ritmo, dançamos mais e mais. Eu não posso fazer isso. Quer dizer, o cara parece o maximo, mas não dá pra sair agarrando alguém assim do nada. Tudo bem. Pense rapido, Gina, ele está se aproximando. -Eu vou pegar alguma coisa pra beber, to morrendo de sede! -eu digo me afastando. Certo, onde fica o bar? Nã sei se é uma boa ideia perguntar.

-Você é uma boa dançarina. -ele fala com aquela voz perfeita antes de eu me afastar completamente. Quem sabe eu não divido o apartamento com ele esse ano? Acho que não, ia ser sorte demais. Tudo bem, acho melhor eu procurar o Colin e ficar perto dele...

--D&G--

Tudo bem, faltam 3 dias pra eu voltar pro campus, preciso fechar o aluguel do apartamento e terminar a mudança. E ainda por cima 12 de janeiro me faz lembrar algo. Tenho certeza que tinha algo muito importante pra fazer hoje. Nessas milhões de caixas, onde eu enfiei a maldita agenda? Tudo bem, é só me controlar. Depois eu procuro. Cadê minhas caixas de chocolate quando preciso delas? Droga de mudança! Eu devia ter escolhido um apartamento mais próximo da faculdade, pra não ter que mudar pro campus no começo das aulas, maldição! Mas o que...

-Gina, cadê você? –era o Harry na lareira. Ótimo.

-Olha, Harry, sem querer ser rude mas eu tenho uma mudança pra fazer e preciso terminar até amanhã pra mandar as coisas pro campus ok? –eu digo, alcançando a lareira e cortando logo. Oh meu Merlin, eu estava com uma das minhas blusas novas. Sabe aquela história de mudar e tudo mais? Pois é, estou levando a sério... e isso é ótimo. Já falei que é uma sensação perfeita? Pode crer que é! Agora vamos ver a reação dele quando perceber o que perdeu...

-Ahm... só... só passei pra dizer que talvez eu voltei pra Londres nas férias de meio de ano. -ele diz olhando pra minha roupa como se nunca tivesse me visto. A questão é que ele não devia ficar espantando, sabe como é, porque ele já me viu até de lingerie e tudo mais. Ah é, não comentei sobre isso. Olha que legal, eu uma pobre garota de 20 anos que tinha um namorado perfeito ainda sou virgem. Eu já me conformei, eu acho.

-Ok, já disse, até mais. -digo me virando pro corredor.

-Gina! Espera, estou com saudades!

-Mesmo? Que pena... -eu digo indo de vez pro quarto. Onde eu parei?

Gina!

-Potter, saia da minha lareira! -eu digo voltando para a sala. Juro por Merlin que estava prestes a enforca-lo via telepatia.mas não é o Harry.

-Gina, você esqueceu que ia na loja ajudar a gente? -Fred pergunta, meio irritado. Meus irmãs levam bem a serio as Gemialidades...

-Não, claro que não! -eu digo, me enrolando com a cortina. Alguém sabe me informar por que comprei cortinas? Eu... -AH MERDA! -eu cai. E Fred está rindo da minha cara.

-Gina, você me deu uma otima ideia. E ve se não demora! -ele disse sumindo em cinzas depois de se recuperar. Vou me lembrar de queimar as cortinas... e talvez eu queime a agenda também, porque eu nunca a acho quando preciso, pra ser sincera.

De qualquer forma, duas horas depois eu estava entrando naquela loja de logros outra vez. E eu acho fabuloso estar aqui, porque sempre dá pra me divertir quando alguém pede uma amostra gratis.

-Gina, você ainda está usando essas roupas? -disse Fred ao me ver. Que droga...

-A falta delas! -completou Jorge. Como se a Anabela usasse sempre gola alta! Por Merlin...

-Ah, me deixem, vocês dois e vão aproveitar meu momento de humilhação que inspirou o Fred, ok? -eu falo colocando o avental e indo pra frente da loja, pra abrir-lá aos clientes. -Pode deixar que eu tomo conta daqui! -digo por fim e eles apenas responde:

-A gente sabe!

Então fiquei observando todos os clientes. Alguns vinham me edir ajuda. Mas até agora ninguém pediu uma amostra gratis, o que é frustrante. Quero dizer, de que adianta ficar aqui se eu só fico dizendo o que acontece com tal produto pras pessoas. Pelo menos ninguém pediu pra EU fazer uma demonstração. Teve uma vez que um garotinho insistiu tanto que a loja inteira começou a encorajar, inclusive as mulas dos meus irmãos. E eu passei uma semana tingida de roxo com algumas bolinhas amarelas no rosto e nos braços. Foi hiper cons... o que é aquilo? Uma garotinha extremamente palida e com os cabelos loiros entra de mão dada com um homem alto, de terno e gravata, usando oculos, igualmente palido e tão , ou talvez mais, loiro que ela. Ele não parece muito contete de estar aqui. Se bem que a maioria dos pais não gosta muito de ver os filhos comprando coisas pras proximas travessuras.

-Joanie, não toque em nada. -ele diz pra garotinha que me parece bem curiosa. Ela chega perto de mim e eu quase tomo um susto:

-Sim? -eu pergunto educada. Apesar de ela me parecer uma daquelas menininhas ricas e esnobes.

-Quero um incha-lingua. -ela fala autoritaria. Otimo. Ela é mesmo uma dessas criancinhas chatas.

-Desculpe, querida, mas não posso deixar você levar um incha-lingua sem a permição do seu pai. -eu digo tentando manter a calma.

-Primeiro, ele não é meu pai, é só um tio chato de uma parte distante da familia e nem tenho certeza se o sangue idiota dele corre em mim. Segundo, o incha-linguá é pra usar nele. -ela diz essa ultima parte abaixando quase que num sussurro o tom de voz. O que foi bem engraçado, porque parecia mais um miado. E, imaginar uma garotinha daquele tamanho pregando uma peça num cara altão e sério daqueles era mais engraçado ainda. Ele estava bem distante de nós e virado de costas. Cara que ombros largos. Certo, trabalhe Ginevra.

-Ah, sei. Bem se você tem certeza que consegue fazer ele comer um desses. -eu falo embrulhando a caixinha do incha-lingua, quase provocando-a.

-Pode crer, é mais fácil do que parece. -ela diz satisfeita, pegando o embrulho nas mãos e gritando logo depois: -Hey, Draco! Pode pagar agora. -Draco. Não é um nome muito comum. Alias o unico Draco que eu conheço é o maldito Malfoy. Mas dizem que depois da guerra ele foi pra Austrália terminar os estudos. O que é indiferente pra mim porque...

-Mercenariazinha. -ele diz se virando. Oh, Merlin. Ela é uma Malfoyzinha. Sabe como eu sei? Porque ele é o Malfoy!

--D&G--

N/B: Eu preciso dizer que esse capitulo fico ótimo? Eu não achei nenhum erro / Como alguém consegue escreve tão bem?? Mistérios da vida D Deixa eu fica por aqui antes que a N/B fique maior que a N/A, de novo D Comentem!

N/A: Então, eu tenho que dizer, to muuuito empolgada rsrs. Quero dize, to cheia de ideias, vcs não tem noção. Vai ser fantastico hsuahsua. Enfim, cap. 5 de Jornais e Culinária também vai ser postado, creio eu xP. Enfim, vamos às reviews!!!

Ly W. - Eu espero q funcine rsrs. Minha beta tb disse q a ideia era original e td mais hsuahsua. Enfim, espero q continue lendo. Bjuuus!

Fenf Igo - Ok, eu paro com as risadas rsrs. Sim, sim, o David é um garoto fantastico!! 3 anos de muita sabedoria, ele tem rsrs. E eu tenho um ótimo futuro pra ele rsrs. Enfim, continua lendo q vc vai saber xDD. Bjaum!!

Meygan Kaname - hsuahsua mas eu acabei postando depois da virada, não ia dar de qq forma. Mas ai está um cap q eu gostei um pouco mais. De qq forma, muitos viram, eu espero hsuahsua. Continua lendo. Bjuss!

Babi - amiga!! Nha não fique assim, foi só uma ideia doida q veio de repente! Enfim, já postei viu. Só vo dá uma revisada no cap 5 pq eu não sei como osta-lo. Mas posto hj, eu espero rsrs. Bjaaaum!!!

N/A²: Então, espero q vcs gostem. Logo eu to inventando algum jogo idiota pra anima mais essa jocinha rsrs. Enfim, boa leitura, e no cap. 3 a gente vai ve a reação deles hohoho!!! Bjus!!!