No dia seguinte, após o seu banho matinal, Sanji procurava as suas roupas, mas visto não as encontrar, foi à cozinha apenas embrulhado na toalha. Estava decidido a saber quem lhe havia escondido a roupa. Ele lembrava-se de as ter pousado em cima da cadeira, como todos os dias, mas não estavam lá.
-QUEM É
QUE ESCONDEU A MINHA ROUPA!! EU QUERO SABER! -gritou Sanji, pensando
que estariam todos na cozinha, mas enganava-se pois apenas estava
Zoro que acabara de se engasgar- Foste tu Marimo?
- Quem eu?
Porque razão faria eu uma coisa dessas?- Ripostou o
espadachim, corado, de forma agressiva
- Lá sei, talvez
quiseses ter a honra de me ver em trajes menores, pois se é
isso parabéns, conseguiste!
À medida
que dizia isto Sanji aproximava-se a passos longos de Zoro, que se
encontrava paralisado na sua cadeira. O cozinheiro sentou-se sobre
Zoro, mas com a corpo sempre de frente para o espadachim, que
continuava sem se mexer, desembrolhou o corpo da toalha, mostrando
assim uns estranhos boxers decorados com motivos relacionados com
culinária, e po-la à volta do pescoço de Zoro.
Beijou-o fortemente, simplesmente não sabia porquê mas
sempre quiz fazer aquilo. Zoro demonstrou-se relutante, mas acabou
por retribuir o beijo ao cozinheiro. Os dois não sabiam
descrever o momento, eles nutriam ódio mutuamente, mas
simultaneamente aquele momento revelou-se como um espelho dos
verdadeiros sentimentos que nutriam. Sanji começa-lhe a tirar
a camisola, mas lentamente Zoro foi voltando a si, e empurra Sanji
contra a mesa, magoando-o.
- Estupido Marimo!
- MALDITO
COZINHEIRO TARADO!! PARA QUE FOI AQUILO?
- Para ver a tua reacção.
- Respondeu Sanji, enquanto se esquivava dos ataques de Zoro- E
também para ver qual era a sensação de beijar um
homem.
- Mas tu já tiveste essa sensação, há
dois dias atrás!!
- Com que então não havia
nada para contar pois não Marimo inutil!! Explica-te! E diz-me
porquê que não contaste antes.
- Eu,...eueu- zoro
começou a corar e a gaguejar- Eutinhamedodatuareacção!
-
AH??
- Eu tinha medo da tua reacção! Que me fizesses
perguntas, sei lá!
- Então só te faço
uma pergunta.
- Qual?
- Gostaste?
Zoro não respondeu, mas beijou Sanji, sem se importar com o antes horrivel sabor a tabaco nos lábios de Sanji, que ia retirando a camisola a Zoro revelando a enorme cicatriz de que o espadachim tinha pelo torso. Fora feita por Dracule Mihawk mesmo à frente dos olhos de Sanji, ainda trabalhava ele no Baratie. Zoro passava as mãos pelo tronco nu de Sanji, que respirava ofegantemente. Nesse momento Luffy entre, inoportuno como sempre.
- O que estão
a fazer?- Perguntou no seu tom ingênuo, enquanto Zoro e Sanji
se recompunham rapidamente.
- Luffy, Luffy , Luffy, às
vezes nem sei como consegues ser capitão de um navio, sem
saber coisas básicas. - Sanji dizia isto de forma teatral que
teria levado qualquer um a acreditar nas suas palavras- Eu estava a
pedir desculpas ao Zoro por lhe ter sujado a camisola. Sabes, quando
magoas alguem a melhor forma de pedir desculpas é com um
beijo- Atrás Zoro acenava afirmativamente com a cabeça
-
E porquê que estás sem roupa, Sanji?
- Porque eu
escondi-lhe as roupas.
- ah ok!
Luffy sai da
cozinha e é seguido por Zoro, Sanji enrola a toalha à
volta da cinta e acompanha-os lá fora. Nami estava sentada a
um canto, com um ar bastante abalado como se tivesse acabado de
discutir com alguém, então chega Luffy perto dela e
beija-a, Sanji então desmaiou.
- Luffy , PARA QUÊ QUE
FOI AQUILO??
- O sanji disse que quando magoa-mos alguem um beijo
é a melhor maneira de pedir desculpas.
- O QUÊ??-
Nami olha para Sanji- Olha, desmaiou.
Ussop e Chopper começaram aos berros, e Zoro visto ninguém se oferecer, fez respiração boca a boca. Sanji depressa acordou e chutou Zoro para o outro lado do navio fazendo com que batesse na parede.
- Porquê
que me chutaste, meu idiota pervertido??
- Pensei que fosse uma
alga?
- O QUÊÊ??
Começaram os dois a lutar como de costume, pontapés para aqui espadas para acolá, mas Sanji estava com dificuldade a mover-se devido a apenas ter uma toalha à volta do corpo e Zoro sem querer magoou-o, fazendo-lhe um grande corte na perna esquerda. O cozinheiro caiu no chão, e o espadachim sai e fecha-se no quarto. Chopper e Ussop começam aos berros e depois a pequena rena trata do ferimento de Sanji. Nami bateu à porta do quarto mas eu vão, Zoro não iria abrir a porta. Sani após Chopper acabar de fazer o curativo sentou-se no convés
"Ainda à pouco a reacção dele é uma, agora magoa-me, mas o que será que vai na cabeça daquele espadachim"
Apos todos adormecerem, nami no seu quarto e os outros no convés porque zoro não os deixou entrar no quarto, bateu à porta.
- Zoro, por
favor abre a porta, sou eu o Sanji.
- O quê que queres?
-
Quero falar contigo.
Zoro abriu lentamente a porta, e Sanji entrou. Os dois trocaram olhares de culpa, mas durante os primeiros minutos nem se falaram.
- Sanji,
desculpa, eu não queria nada ter-te magoado, e desculpa também
não ter pedido desculpas logo e não ter ficado ao teu
lado mas não sabia como reagir, Tu sabes que eu sou péssimo
a lidar com as palavras e com sentimentos.
- eu sei, por isso é
que estou aqui. Zoro também quero pedir-te desculpa por te ter
chamado alga, mas também não queria que a Nami soubesse
que tinha algum tipo de sentimento por ti.
- A pessoa pela qual
estavas a sofrer por amor era eu, certo? E desde quando, desde quando
sentes isso por mim?
- Desde que ti lutar contra o Mihawk, a tua
maneira de ser, o facto de não te importares de morrer por
causa de um sonho, e o teu lindo cabelo verde, por isso é que
embirro com ele, porque o adoro. Marimo,... Tesouro Natural,...
-
Devo tomar isso como elogios?
- Sim, mas só quando tivermos
os dois sozinhos, não quero levantar muitas suspeitas.
-
Tens medo de alguma coisa?
- Não, mas eu, Purinsu tenho uma
reputação a manter.
- Sim, mas és o meu
Purinsu.
Nenhum dos dois
proferiu mais nenhuma palavra. O espadachim, deitou o companheiro ao
chão e continuaram beijando-se cada vez com mais intensidade.
Era o notório o desejo de um pelo outro, Sanji aos poucos ia
retirando a camisola a Zoro, que por sua vez fazia todos os esforços
para retirar a gravata ao companheiro mas em vão, não
tinha jeito nenhum para lidar com gravatas nem nada do genero,
segundo ele apenas serviam para complicar.
- Sabes uma coisa, as
gravatas só servem para atrapalhar.
- Deixa lá que
isso que usas à volta da cinta, tem a mesma função.
O loiro
afastou-se um pouco e começou a desabotoar a camisa lentamente
e de forma sedutora, fazendo com que Zoro ficasse mais excitado com a
situação, o desejo percorria-lhe o corpo de forma
compulsiva, não aguentava mais tinha de possuir aquele ser tão
belo, que parecia ter sido posto no mundo para o acompanhar. Mas
simultaneamente tinha receio, era a primeira vez que se entregava a
alguém daquela maneira, Kuina fora o seu primeiro amor, mas
nunca passou de uma paixão platonica de infância, mas
agora aquela situação era real, bem real para os dois.
Zoro nem imaginava que Sanji também estava nervoso, pois nunca
mostrou sinais de fraqueza no campo amoroso., pelo contrário
parecia ser desejado por toda e qualquer mulher e até alguns
homens para ser sincero. Mas o cozinheiro mostrava confiança
no que fazia, levando Zoro a pensar que o loiro já teria
bastante experiencia no campo, deixando-o ainda mais nervoso.
Sanji
aproximava-se do de cabelos verdes a passos largos, e pos as pernas
envoltos na cintura do compaheiro, com os pés ia
habilidosamente retirando as calças de Zoro, enquanto a lingua
deste passeava de forma sedutora no pescoço do loiro.
Zoro,
cuidadosamente deitou Sanji no sofá, e retirou-lhe o resto das
roupas que lhe cobriam o corpo, passando-lhe a mão
devagorosamente pelo abdomen, deliciando-se com a visão
daquele corpo tão definido e simultaneamente fragil. Tudo
parecia perfeito mas Zoro achava que aquele não era o lugar
ideal, pois qualquer membro da tripulação poderia
entrar.
- Sanji, que tal
irmos para o posto de vigia? Está mais seguro e agradável.-
susurrou Zoro ao ouvido do loiro
- podemos, mas não consigo
subir e não sei se esta muito frio.
- Eu levo-te.
Ambos vestiram-se e pegaram nos casacos de inverno. Zoro pegou Sanji ao colo, e começou a subir para o posto. Não fazia ideia que seria tão dificil subir aquilo se fosse carregado. O cozinheiro sentia-se mal em faze-lo ter tanto trabalho, mas Zoro não se importava com isso, estava com a pessoa que amava. Quando estavam a meio, cairam os dois no convés.
-Zoro, eu tento
sozinho, não te esforces tanto.
- Nós vamos lá
para cima não me interessa como, nem quantas vezes eu caia.
-
Deixa-me então ir à cozinha buscar uma coisa.
Foram os dois para a cozinha, e Sanji preparou chocolate quente para os dois. Zoro, pegou no cozinheiro novamente, e cuidadosamente levou o a ele e aos dois copos para o posto de vigia. Finalmente lá em cima, os dois sentaram-se ao luar a ver a lua e o ceu estrelado. Sanji tremia de frio por isso Zoro deu-lhe o seu casaco, ficando apenas com a sua camisola. Os dois começaram a beber o chocolate quente, encostados um ao outro, o cenário perfeito. O cozinheiro então beijou zoro, que ficou surpreso com o acto.
- Zoro, suki da
yo. - susurrou-lhe ao ouvido
- Também te amo Sanji.
E assim adormeceram os dois, à luz do luar. Num cenario digno de filme.
