N/A:

-fala- / pensamento

XxX – passagem de tempo/ mudança do ponto de vista

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Broken Wings

Capítulo 13

Abriu os olhos com esforço. Percebeu que estava no chão e tentou se sentar. A cabeça doía, parecendo cheia de hélio, os olhos custavam a focar.

Porém, nem quando tudo ficou nítido, pode se impedir de piscar.

-Devia ter me deixado terminar. – reclamou um ser belo e imponente mas de ar rebelde. Possuía olhos vermelhos e longos cabelos negros com mechas ruivas, cujo tom variava, ficando mais escuras nas pontas. Protegendo seu corpo, destacando ainda mais a pele alva, uma armadura negra com um rubi rachado na altura do peito. Fechando o conjunto, belas asas negras.

-Ele vai sofrer mais se sobreviver. – rebateu a outra figura, abaixada perto do chão, perto do que um dia fora o corpo do bispo. Eram muito parecidos porém, se o primeiro reluzia em negro e vermelho, este brilhava em branco e azul, fugindo a regra apenas a armadura dourada, onde jazia uma safira igualmente rachada.

-Desse jeito não me divirto. – insistiu o ser de negro, olhando com desdém para o outro, cuja mão brilhava no peito de Joseph.

O demônio e o anjo? Mas como? Não era pra nós sermos eles? – a mente de Hikaru girava enquanto ele lutava para mover seu corpo, tentando escalar a cama próxima a si. Criaturas celestes ou não, era melhor ir embora bem de mansinho, antes que algo mais resolvesse acontecer.

-Kaoru, você está bem? – sussurrou, ainda prestando atenção nos seres alados, se recusando a perder qualquer movimento.

Foi quando sentiu um arrepio, tão forte que o fez arquear e ofegar, tornando a ajoelhar no chão. Seu coração parou de bater, congelando e explodindo, rasgando seu ser como nada nem ninguém fora capaz de fazer.

-Kaoru? – sua voz agora era trêmula e embargada. Lágrimas embaçavam sua visão. Voltou a subir na cama, completamente esquecido das criaturas e do mundo.

Em seu íntimo, um elo se quebrava.

O mais importante e vital deles.

O corpo delicado estava jogado na cama, imóvel como uma boneca de porcelana despedaçada. Sangue o cobria, maculando por completo a pele macia, emoldurando os ambarinos semicerrados e vidrados. Os lábios arroxeados e partidos pareciam ter congelado no meio de seu nome, condenando o resto do chamado à silenciosa eternidade. Pedaços das correntes que tanto o torturaram jaziam ao seu redor, acompanhadas por penas brancas como a própria luz, ambas manchadas de sangue na mais cruel das mortalhas.

Não... – sentou na cama, esticando uma mão acanhada e hesitante, tocando o rosto igual ao seu.

Frio.

Por favor... – deslizou para o ombro, sacudindo de leve. O sangue encharcava seus dedos mas tinha que ser delicado. Kaoru detestava acordar no susto...

Nada.

Não agora...– sacudiu com mais força, usando ambas as mãos. O cheiro de sangue parecia cada vez mais forte, tomando seus pulmões e anestesiando seus sentidos. Mas Kaoru tinha que acordar! Ele tinha!

Você me fez prometer... - algo lhe subiu pela garganta, ganhando o ar. Contudo, no ápice da sua dor, Hikaru foi incapaz de identificar, ou mesmo ouvir a própria voz. Não.

Tudo que ele sabia era que estava abraçado a Kaoru, tentando aquecê-lo, limpando o sangue com suas lágrimas. Envolvia-o como se ambos 

dependessem disso, como se pudesse guardar o caçula dentro de si, protegendo-o até mesmo da morte.

-Você disse que não queria ir primeiro! – repetia de novo e de novo, até que o pranto se fez incontrolável, partindo as palavras, deixando-as embaralhadas e abafadas.

Foi quando um toque em seu ombro o trouxe de volta. Um contato forte, suave e quente, tão conhecido que destruiu o pouco que julgava verdadeiro, fazendo o ruivo levantar o rosto sujo do sangue do irmão e encarar o mundo uma última vez.

Viu olhos azuis o encarando, diferentes e iguais ao mesmo tempo.

-...- abriu a boca mas as palavras morreram. Logo os soluços também se foram, deixando apenas as silenciosas lágrimas.

A criatura sorriu, esticou a mão e tocou o peito inerte. Um pequeno brilho dourado a envolveu, espalhando-se para o corpo ensangüentado, esquentando-o pouco a pouco.

-Tem que aprender a se controlar. – disse o ser de asas negras, que somente agora notara estar sentado na ponta da cama.

-Hn. Aquela raiva também era sua. – rebateu, a névoa em sua mente se dissipando, permitindo que encaixasse alguns fatos.

-Mas eu sabia que meu anjo estava bem. O seu morreu e nem percebestes. – alfinetou, um sorriso sádico nos lábios. Os ambarinos se arregalaram.

-Então ele é mesmo...

-Não do jeito que imaginas. Ele é a pessoa que nasceu só pra você.

-Mas... - o ruivo começou, sem entender.

Hikaru...

Voltou sua atenção para o gêmeo, o chamado ainda ecoando em sua mente. Era real?

As pálpebras tremeram e se abriram lentamente. O sangue secou e trincou, descascando, revelando uma pele clara e íntegra. Os lábios voltaram a ser rosados, voltaram a chamar...

-Hikaru... – Kaoru sorriu fraco mas extremamente feliz por estar nos braços de quem tanto amava. Por mais que não conseguisse entender o que acontecera, seu coração sabia que tudo daria certo a partir de agora.

Entretanto, também havia uma estranha leveza. Um vazio que parecia errado.

O que está faltando? – o caçula se indagava, sem saber ao certo o porquê. Porém, bastou notar as figuras aladas para a mente ágil começar a trabalhar.

-Kaoru? – o primogênito chamou, um tanto preocupado com o jeito aéreo do irmão.

-Então eram vocês. – disse por fim, a voz carregada de incomum indiferença – O anjo e o demônio.

As criaturas assentiram lentamente.

Hikaru estremeceu, os pelos de sua nuca arrepiando um por um. Era como ter ódio e compaixão brigando em seu interior, as ondas de choque prontas para colidir, com ele no meio delas.

Piscou, confuso e ferido. Aquela situação o sufocava, tornando-o incapaz de decidir.

De onde vem tudo isso? Eu deveria estar preocupado com Kaoru. Eu quase o perdi...Kaoru... – sua mente pareceu estalar, mostrando o óbvio de forma dolorosa. Hikaru encarou o caçula, cujos ambarinos pareciam magoados e frios.

Esse conflito é seu, não é? – procurou a mão do outro, enlaçando os dedos, tentando lembrar o irmão que não estava sozinho.

Porém, o mais novo não pareceu perceber.

O silêncio pesou como uma mortalha, sendo quebrado apenas pelo leve farfalhar das asas negras. O demônio se levantara, caminhando a passos sem som, se colocando atrás do anjo.

Num reflexo, Hikaru puxou o gêmeo mais pra si.

No entanto, nenhum dos protegidos se deu ao trabalho de notar, continuando a complexa batalha no íntimo de suas almas. Quem cederia primeiro? Ódio ou orgulho?

-Desista Nearan. – disse o ser de negro com ar de enfado – Eles merecem uma explicação.

O contato visual foi quebrado. Anjo e humano olharam cada um para um lado, como se tudo não passasse de uma tola birra infantil.

Houve mais alguns minutos de vazio antes que algum deles resolvesse falar outra vez.

-Não é o que está pensando. – comentou o ser de luz, olhando de esguela para os irmãos.

-E o que é então? – Kaoru rebateu, a indiferença mais amena. Hikaru sorriu, a compaixão estava ganhando.

-O primeiro beijo nos devolveu a consciência, o amor de vocês nos libertou. – explicou a bela criatura de asas brancas. Suas palavras eram sérias, solenes, desfazendo o que sobrara do ódio.

-Então esse sentimento... – balbuciou o mais velho, a atenção tão focada no raciocínio que sequer percebeu que falara em voz alta.

-É totalmente de vocês, não interferimos em nada.

-Eu precisava me certificar. – justificou o caçula, embora fosse notável seu embaraço. Porém, logo desviou o olhar para o gêmeo, revelando a culpa em seus ambarinos.

E Hikaru sabia exatamente o motivo.

Não precisa se desculpar. – assegurou-lhe.

Mas eu...

Foi para o nosso bem, de nós dois. Não estou chateado.

-Nii-san...

Os lábios se procuraram e se encontraram, iniciando um beijo lento e necessitado. O abraço foi renovado. As línguas se enroscaram e batalharam, quentes e provocativas, numa dança saudosa e sensual.

O demônio sorriu matreiro, abraçando o anjo por trás. Este, percebendo as intenções nada castas retribuiu o sorriso, virando-se um pouco, dando livre acesso.

Logo, os dois casais estavam perdidos, flutuando entre as nuvens de um céu só deles.

Infelizmente, junto com o fim também chega a hora de dizer adeus.

O anjo foi o primeiro a quebrar o contato. Apesar dos problemas e das personalidades diferentes, havia gostado daquele que lhe abrigara. E, embora preferisse arrancar as próprias asas a admitir, queria se despedir direito.

Tal desejo ecoou em Kaoru, fazendo-o se separar também. Logo, os quatro se encararam, todos meio corados e ofegantes.

-Vocês vão partir. – disseram os gêmeos, as vozes soando como uma única.

-Nosso tempo neste mundo acabou. – confessou o demônio, pela primeira vez se mostrando como o amante que era – Vocês reviveram nosso amor mas é só questão de tempo para que ele morra outra vez.

-Leon. – o ser de asas brancas envolveu seu amante, descansando a cabeça em seu peito metálico.

-Não há nada que possamos fazer para ajudar? – Hikaru perguntou, lutando para manter a voz firme.

-Mesmo que houvesse, não pediríamos. – continuou a criatura de negro, também envolvendo seu companheiro, deixando uma das mãos vagar pelos fios brancos.

-Mas... – começou Kaoru, todavia o anjo o interrompeu.

-Ao menos desta vez morreremos com lembranças e amor. – sentenciou enquanto fechava os olhos, apertando o abraço uma última vez.

Os gêmeos se calaram. Estava além de seu alcance fazer algo.

Nos primeiros raios de sol, os dois amantes celestes se foram.

XxX

Hikaru: êêê, até que enfim! ¬¬'

Kaoru: acabou? Finalmente acabou? o.o

Yue: u.u

Kaoru: aiai, que sorriso é esse? Òó

Yue: bem, é que...

Hikaru e Kaoru: é que...

Yue: ...tem epílogo u.u

Kaoru e Hikaru: NANI?! ÒÓ ÒÓ

XxX

Epílogo

Os dias foram passando, caindo como folhas secas do outono, acumulando-se devagar sem que ninguém realmente se desse conta. Logo, seis meses havia se passado.

Os gêmeos haviam deixado a pousada e voltado a viajar, rumando para o norte até a capital. Padre Lee, que sortudamente desmaiara durante o 'incidente', arrumara um apartamento com um velho amigo. E era lá que os irmãos se encontravam agora.

Todos os rastros foram cuidadosamente apagados. No início o medo era tão forte que mal saíam, a imagem do bispo os assombrando como uma sombra. Todavia, com o passar dos dias, esse fantasma foi desaparecendo, desfazendo-se em fumaça para nunca mais voltar.

Joseph tinha desistido, ainda que contra todas as possibilidades. Algo havia se quebrado dentro das sombrias esmeraldas, algo tão importante que fizera todo o resto trincar e desabar.

Não, Joseph não era mais uma ameaça.

E, por mais difícil que fosse acreditar, o tempo fizera seu trabalho, embaçando a dor e as lágrimas, soterrando-as em lembranças novas e felizes.

Nunca esqueceriam por completo porém, ao menos podiam atenuar, concentrando-se no futuro. Seguiriam em frente, de mãos dadas, sendo o anjo e o demônio um do outro. Que as pessoas julgassem como quisessem, e agüentassem as conseqüências depois.

Não seriam separados de novo.

Era uma certeza, tão real quanto o próprio bater dos corações. Inegável. Imutável. Assim como um novo dia viria sempre depois, seguido por outro e outro, até que os ambarinos não mais pudessem distingui-los e finalmente se fechassem para o mundo, no merecido descanso que todos hão de receber.

Mas a saudade é um sentimento estranho, por vezes impossível de ser escondido...

-Um beijo por seus pensamentos. – sussurrou brincalhão, abraçando o gêmeo por trás.

Hikaru sorriu, puxando o mais novo, unindo os lábios num beijo carinhoso e sem cobranças. Não se importava se todos os vissem na varanda. Com o caçula em seus braços nada lhe atingiria.

Kaoru gemeu, totalmente entregue. Derretia-se, a mente nublada por carinho e prazer, apoiando-se nos ombros do primogênito pra não cair. Quando terminaram, corados mas cúmplices, aninhou-se no peito do mais velho.

Sério, no que está pensando? – podia não chorar mais lágrimas de sangue, mas a telepatia ainda funcionava muito bem. E percebia, pelo forte elo que os unia, algo confuso como uma saudade que não deveria existir, dividida entre indiferença e ressentimento.

-O que você acha que aconteceu com Joseph? – falou franco, suspirando cansado. Não conseguia entender a desistência do bispo. Não que estivesse reclamando, simplesmente não conseguia compreender.

Em seus braços, Kaoru ficou tenso.

Alguns minutos de silencio se passaram, deixando Hikaru indeciso entre o arrependimento de ter perguntado e a infinidade de sentimentos que ecoavam no caçula um após o outro, em ondas caóticas e desordenadas.

-Porque se importa? – a tempestade em seu íntimo cedeu, deixando que a pergunta ecoasse. Aparentemente, fora a indiferença que ganhara a quase insana disputa.

-Só curiosidade.

Mais alguns minutos se passaram onde palavras foram escolhidas e descartadas e frases foram feitas e refeitas.

-Nós o ferimos...não, talvez ele mesmo tenha se ferido há muito tempo, mas só percebeu depois. – o caçula não tinha nada que provasse a sua conclusão, no entanto era isso que sentia.

-Lee disse que ele partiu, só que ninguém sabe porque.

-Hn. Não me diga que não percebeu. – zombou Kaoru, um sorriso enigmático nos lábios. Encarava o amado como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-O quê? – bufou irritado. O que seu irmão sabia e não lhe contara?

-Ele está procurando por seu próprio anjo. – a implicância e indiferença sumiram, deixando apenas a verdadeira essência das palavras. – Sua luz.

Antes que Hikaru pudesse contra-argumentar, sua boca foi tomada num beijo avassalador, que varreu qualquer coisa que não a sensação de sair do chão enquanto o resto virava de cabeça pra baixo.

Explosão. Sim, explosão.

Explosão de corações, almas e amor. Tudo ao mesmo tempo, como se fossem um só.

E eram.

A chuva começou a cair, banhando os dois corpos, apagando as cores e os sons da cidade até que só restassem os dois. Para os amantes, o resto era só névoa e gotas. O próprio mundo não passava de fumaça e espelhos.

Porém, enquanto os dedos estivessem entrelaçados, não iriam se preocupar ou se importar.

Dariam cada segundo ao outro. Cada respirar, cada batida do coração.

Viveriam desse amor e entrega por toda a pequena eternidade que lhes fosse concebida.

Não temiam a morte ou Deus. Quando o momento chegasse, teriam lembranças, teriam amor.

Estariam de mãos dadas.

Nada mais importava.

XxX

O pranto dos céus castigava os passantes que corriam, atrapalhados com guarda-chuvas e poças, fazendo o possível para não se molharem.

Nessa massa confusa e disforme, um homem caminhava incógnito, as gotas fustigando o casaco surrado, dobrando ainda mais os ombros cansados.

No entanto, ainda que o céu desabasse sobre sua cabeça, tal homem não ousava tirar seus olhos do chão. Não, jamais miraria algo que não pudesse alcançar, jamais esticaria a mão outra vez.

Ainda assim, se lhe fosse dado mais uma chance...

Tudo que o prendia a aquele mundo era um rosto e um pedido de desculpas. Sabia que não era digno de olhá-lo nos olhos de novo, que o salvara apenas para melhorar a própria imagem e depois o jogara nas sombras, negando-lhe até a lembrança.

Pedira coisas terríveis. Magoara e corrompera. Agora, temia sua reação mais que tudo.

A criança se fora...

Mas, que tipo de homem a substituíra?

Quem estaria por trás daqueles olhos tão controlados?

Precisava descobrir.

Seu último vínculo, primeiro elo da corrente...

Só que falar é muito fácil. Agora, depois de meio ano de procura, cansado e perdido, sem a mais irrelevante das pistas, a esperança finalmente ameaçava se apagar.

Como continuar? Como seguir, passo após passo, pé ante pé, até encontrar?

O mundo só é pequeno se você o fizer assim.

Como encontrar alguém que não quer ser encontrado?

As pernas fraquejaram e cederam, abandonando-o de joelhos no meio da calçada.

Ninguém se importava.

Ninguém deveria.

Porém, mesmo num mundo frio e decadente, milagres podem acontecer.

Ainda que não se acredite, eles estão lá, felizes acasos do destino. É só prestar atenção.

A chuva já não lhe feria. Não estava mais sozinho.

Alguém lhe estendera a mão.

Alguém com olhos azul-dourados.

Sorriu.

E o destino jogou os dados mais uma vez...

XxX

Ok, agora é sério, acabou.

Kaoru e Hikaru: eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee \o/ \o/

Yue:exagerados! ¬¬'

Bom, obrigado a todos q leram e comentaram até aqui. Sem o incentivo d vcs essa fic continuaria perdida na minha escrivaninha, e nunca seria postada.

E agradecimentos super especiais, com direito a confete e abraços d urso, a: Karol Uchiha, Shuu-chan KC, Larissa, sabaku no lili-chan, Babi-chan (espero q algum dia vc chegue no fim da fic, nee-chan ¬¬') & Va-chan Foxy (tb to te esperando, nessa).

Hikaru e Kaoru: nani? Vcs incentivam essa louca? o.o o.o

Yue: sim, e vão me ajudar a pagar um psicólogo pro Kaoru. u.u

Brincando XD

Ele é + fofo traumatizado. n.n

Reviews! \o/

Karol Uchiha

Poxa, eu começo e termino a fic, e vc ñ larga do meu pé! XD

Adorei seus comentários e elogios!

Hikaru teve a chance d mostrar seu 'lado dark' e salvar o dia /o/

Agora é só curtir, grudadinho no Kaoru.

Bjs!

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E é isso gente.

Ainda dá tempo d mandar review, ok? ;)

Bjs & Até a próxima! \o/

Yue.