Encontros

O apartamento que Kouga alugara fica perto da escola da Rin e próximo do Hospital, entretanto Kagome não conseguiu transferência para extensão do Hospital Infantil, mas uma colega de trabalho indicou uma vaga em uma ONG infantil, trabalharia apenas por meio período; no outro ficaria com sua filha. Entretanto, a instituição fica a meia hora de metrô, num bairro um pouco distante, nesse meio tempo contratou uma babá, Hiruka, para cuidar da criança enquanto trabalhava.

Faz dois dias que chegou de Nagoya, o apartamento já se encontrava arrumado, todas as mobilhas estavam em seu lugar, só faltava montar algumas coisas. Logo Kagome montou o computador, após a janta, colocou a pequena para dormir e foi verificar seu e-mail.

De: Sango-Chan

Para: K-Chan

Assunto: Jantar

Kagome. Como foi de mudança? Eu sei que você está aqui, encontrei com Kouga hoje no Hospital. Hum... Kagome danadinha... Como o Kouga gostoso, desculpe a expressão, quase não o reconheci. Quem diria,heim...? Sim... Vamos ao que nos interessa. Sábado à noite vou fazer um jantar para dar-lhes as boas vindas, estou esperando por todos e, por favor, tragam a Rin quero ver a reação dos seus irmãos. Ah! Vai ser uma surpresa..

Beijos, Sango.

P.S.: O jantar será às 20h, venha mais cedo.

De: K-Chan

Para: Sango-Chan

Assunto: confirmado

Sango, claro que vamos ao seu jantar quero rever todos vocês, estou com muita saudade. Ah! Sim claro que minha pequena vai está aí. E quanto ao Kouga, rsrs, eu sei. A mudança foi um pouco cansativa, Kouga me ajudou bastante mesmo tendo que trabalhar que por incrível que pareça, já está de plantão hoje. Bem começo trabalhar amanhã, em uma ONG Infantil um pouco distante por meio período, não é ótimo?

Beijos. Sua amiga Kagome

Kagome sorriu lembrando-se da amiga na época de faculdade. Desligou o computador, dirigiu-se ao quarto de sua filha onde ficou observando-a na porta por um bom tempo, entrou deitou-se ao seu lado na pequena cama, deu um beijo em sua testa sussurrando "Mamãe ama muito você". Aos poucos a pequena abriu os olhos violetas "Mamãe..." pronunciou sonolenta, sorriu voltando a dormir. Kagome ficou alisando os cabelos negros da filha, muito parecido com os seus, mas seus olhos... Acabou adormecendo ali abraçada a menina.

O primeiro dia de Kouga como novo diretor foi um tanto conturbado, não conhecia o ritmo de trabalho no lugar, nem como também os funcionários; além do mais, em seu primeiro dia ficar de plantão, aproveitando para colocar algumas coisas em ordem. Entretanto, a bagunça encontrada nos arquivos médicos deixada pelo ultimo diretor não agradavam muito, ter que colocar tudo em ordem demorararia um pouco. Não tendo outra saída, procurou algum funcionário antigo que pudesse ajudá-lo. Uma enfermeira passava por ali a chamando.

- Desculpe, mas você trabalha aqui há muito tempo? – perguntou Kouga um pouco inseguro. – Por que estou precisando de ajuda.

- Sim, eu posso ajudar. O que o senhor...? – Não completou a pergunta.

- Ah! Sim. Desculpe. Sou Kouga Morita. – Apertando as mãos em um comprimento formal. – sou o novo diretor geral, e você?

- Então é o senhor. – sorriu cautelosamente. – em nome da equipe de enfermagem, seja bem vindo. Sou Ayame Iwai. – olhou interrogativa. - Onde posso ajudar?

- Primeiro nada de senhor. – repreendeu, dando espaço para que ela entrasse na sala e pudesse ajudar. – Estes documentos têm que separar por ano, mês, qual o procedimento com códigos médicos e o total dos gastos. – pegando uma boa parte dando para ela.

Com ajuda de Ayame, Kouga pode dar um jeito, provisoriamente, nos arquivos; enquanto arrumavam conversavam sobre suas vidas, famílias, filhos, trabalho, faculdade e outros assuntos. Ao término do plantão, aproximadamente cinco da manhã, Kouga e Ayame se encontraram no estacionamento, muito gentil ele ofereceu carona já que o caminho era o mesmo.

Chegou a casa procurou por sua esposa no quarto, mas não encontrou seguiu para o quarto de Rin e nele deparou com uma cena típica de novela fazendo-o sorrir. Sua mulher e filha dormindo junta, uma abraçada à outra, numa cama infantil, ficou uns minutos observando-as. Aproximou das duas dando um beijo em cada, mas ao selar seus lábios na testa de Kagome, ela abre os olhos lentamente sorrindo flagrando o ato de carinho dele levantou cuidadosa para não acordar a menina.

- Bom dia querida, acho que você me pegou. – com uma expressão de assustado.

- Bom dia! Chegou agora? – Deu um selinho nos lábios dele, pegou sua mão retiraram-se do quarto dirigindo ao deles. – Estava com saudades. – beijo outra vez.

- Também estava. Cheguei há pouco tempo. – sorriu a abraçando por trás com puro carinho. – como não a encontrei aqui fui ao quarto da pequena. – falando calmamente em seu ouvido. – E vi a mais linda cena de novela. – deixando ela vermelha e ao mesmo tempo arrepiada.

-... – Kagome ficou sem fala devido ao tom de voz perto do seu ouvido. – Como foi o seu primeiro dia? – perguntou, mas não desfez o abraço.

- Cansativo. O local estava uma desordem, não dava para identificar nada, exames, consultas, cirurgias... Nada. – suspirou cansado se desfazendo daquela situação sentando na cama.

Kagome subiu na cama abraçando Kouga por trás iniciando leves beijos na base do pescoço junto deles uma massagem nos ombros largos. Rapidamente Kouga se vira derrubando Kagome mais acima da cama deitando sobre ela, beijava os lábios fazendo-a sorrir. Suas mãos seguiam o contorno do corpo dela, enquanto ela desabotoava a blusa branca para então alisar o peito desnudo do marido. As caricias aos poucos foram intensificando os fazendo aproveitarem aquele momento de prazer e união, antes da pequena acordar e estragá-lo. E assim o fizeram.

Rin acordou procurando a mãe pela casa, encontrando-a na cozinha preparando o café da manhã.

- Mamãe? – perguntou a menina ainda sonolenta coçando os olhos. – Cadê o papai? – aproximou-se da mãe, sentando em uma cadeira.

- Oi, pequena... – sorriu para a filha. – Já acordou! Que bom. – Abaixou perto dela ficando quase do mesmo tamanho. – Está no quarto. Que tal você ir acordar ele, hã? – piscou um olho, Rin sorriu correndo para o quarto onde o pai encontrava dormindo seguida pela uma risonha Kagome. Assim que a menina entrou no quarto pulou em cima do Kouga, este assustado olhou para Kagome com uma face risonha pegou a menina e começou enche-la de cócegas, entretanto Kagome não se conteve e também entrou na brincadeira. A diversão durou pouco tempo, pois a som da campainha anunciando a chegada da babá que irá tomar conta da pequena enquanto os pais não estão em casa. Enquanto a babá Hiruka arrumava Rin, Kagome e Kouga usufruíam da bela refeição matutina.

- Kouga, a Sango vai fazer um jantar para nos dar as boas vindas no sábado você vai poder ir? – perguntou Kagome passando manteiga num pão. – Se não poder...

- Claro. Eu vou trabalhar hoje para folgar no domingo... – mordeu uma torrada. – hum... E no sábado fico até as 18 horas. – mordeu outro pedaço. – Quem vai está lá?

- Acho que meus irmãos e ela. – tomou um gole de café. – Só me disse que iria fazer surpresa. – olhou a hora no relógio de pulso. – Hum... Querido, olhe a hora. Tenho que ir não posso chegar atrasada.

- Qual foi o dia que você chegou na hora certa? – sorriu cinicamente. – Pode ir eu deixo a Rin e Hiruka na escola, mostro a ela o caminho. – olhou- a – Meu beijo.

- Engraçadinho. – selaram os lábios. – me deixe ir, tchau.

Kagome saiu às pressas de casa indo em direção ao metrô na tentativa de não chegar atrasada, logo no seu primeiro dia de trabalho. Andando sem olhar pra onde ia, procurando o passe na bolsa, trombou em alguém, sem levantar o rosto pediu desculpas seguindo seu caminho. Ele olhou quem seria o distraído que havia esbarrado nele, "não pode ser...".

Kouga levou a pequena para escola ensinando o caminho para Hiruka e passando as recomendações, no horário previsto foi buscá-la. Na volta para casa à menina passa por um playground, entre a escola e sua residência, pediu alegremente brincar um pouco no local com as outras crianças que também faziam o mesmo. Com o consentimento de Hiru, assim Rin chamava carinhosamente a babá, ela saiu correndo, mas antes de chegar ao parquinho ela vê um homem sentado sozinho com a expressão do rosto pensativo.

Inuyasha saiu um pouco mais cedo da empresa para almoçar com sua noiva, mas sabia que ela só podia sair depois de todas as crianças da pré-escola. Olhou impaciente a hora no celular, sentando em um dos bancos observando as crianças brincarem, entretanto uma chama sua atenção esta se aproxima lentamente dele. A garota, para ele, tinha aproximadamente entre três a quatro anos de idade, cabelos negros, olhos violetas expressivos, "essa menina me lembra...", entretanto seus pensamentos foram cortados pela mesma menina que observava.

- Oi... – olhou pra ele como se tivesse algo a dizer. – Moço, por que você está sozinho? – ela perguntou um pouco curiosa por ele está ali sem nenhuma criança.

Imediatamente estranhou a menina perto dele sem que ninguém a acompanhasse. – Seus pais não te ensinaram que não se deve falar com estranhos? – falou Inuyasha grosseiramente.

- Papai falou que é falta de educação responder uma pergunta com outra pergunta. - ele sorriu pelo canto da boca. "Mas que menina atrevida..."

- Também não te deu educação suficiente para não responder os mais velhos. – fixou os olhos nos dela. "como são parecidas...". – Não vai me responder?

- Você é muito ate... atre... – tentou dizer, mas sem sucesso

- Atrevido?! – ela sorriu.

- Isso atre... Isso aí. Como você sabia? – perguntou desconfiada.

- Só sabia... Como se chama menina?

- Rin. – respondeu rápido. - E você?

- Onde estão seus pais? – procurando por alguém que esteja à procura dela. – Não os vejo por aqui? – não respondendo a pergunta dela. Respirou fundo. – Me chamo Inuyasha Takahashi.

- Rin... – chamou Hiruka. – Onde você se meteu que não está no parquinho? – suspirou mais tranqüila. – Vamos, desculpe o incomodo senhor. – Hiruka falou sem graça. – Sabe como é criança fala de mais.

- Desculpe, ela é sua filha? – perguntou curioso.

- Eu? Oh! Não, não apenas cuido dela. – dirigiu para a menina, pegou no braço. – Vamos? Sua mãe chegará logo. – a garota acenou e partiu.

De: Sango-Chan

Para: Sesshoumaru

Assunto: Jantar

Oi Sesshoumaru, que tal jantar comigo sábado à noite, hein?! Bem, não só você como também o Miroku, o seu irmão... Por falar nele, trás ele também, ele anda muito stressadinho esses dias vocês vão ter uma surpresa.

Beijos, Sango.

P. S.: O jantar será às 20h.

De: Sesshoumaru

Para: Inu-Chan

Assunto: Jantar

Oi irmãozinho, a Sango esta fazendo um jantar no sábado a noite, quem sabe você também não resolve aparecer por lá. Serão as 20horas.

Abraços, Sesshoumaru

De: Inu-Chan

Para: Sesshoumaru

Assunto:

Irmãozinho, eu vou sim a esse jantar e vou levar comigo Kikyou estou precisando relaxar. Quem vai está lá?

Abraços, Inuyasha.

De: Sesshoumaru

Para: Sango-Chan

Assunto: Jantar

Sango, eu vou sim. Eu estou muito bem e você? Como anda meu projeto? Quanto ao seu jantar meu adorado irmão também ira certamente levara a insuportável da noiva dele.

Abraços, Sesshoumaru.

De: Sango-Chan

Para: Miroku

Assunto: Jantar

Miroku, sábado à noite irei fazer um jantar. Você poderia vim e trazer o Souta? Tenho ago para mostrar a vocês é muito serio. Ah! É uma surpresa pra vocês. Serão às 19h.

Beijos, Sango.

De: Sango-Chan

Para: Sesshoumaru

Assunto: Projeto

Eu fui ao hospital levá-lo, mas você tirou folga essa semana. Gostaria de fazer uns ajustes antes com você antes de finalizar. O bom de tudo é que eu tive uma ótima surpresa e espero que você também tenha quando vir no sábado, mas vou adiantando o assunto: vai ser como nos velhos tempos de faculdade.

Até sábado, beijos, Sango.

De: Miroku

Para: Sango-Chan

Assunto: Surpresa?

Sango será que você não pode adiantar não? Se não quiser tudo bem. Mas eu vou sim, levarei o Souta. Deve ser alguma coisa muito importante já que você quer a presença do meu irmão mais novo.

Beijos, Miroku.

Comentário da autora:

Então tá aí mais um pedaço da historia, como eu disse anteriormente estamos ainda no começo muita coisa vai acontecer.