O Jantar

A semana transcorreu normalmente para todos, mas durante a semana Kagome não vinha se sentindo muito bem, tinha um mal estar que podia ser stress. Assim com o sábado, o final de semana, chegou com um dia ensolarado e uma agradável brisa, entretanto Kagome continuava a dormir com sua filha. Kouga acordou um pouco mais cedo, não quis acordar sua esposa devido ao que soube pela babá.

Kagome acordou pensativa "Já é sábado, irei ver meus irmãos outra vez" mudou de posição virando para o criado mudo ao seu lado, encontrou um bilhete deixado por Kouga que dizia: "Minha querida, acordei hoje um pouco mais cedo e não tive coragem de acordá-la. Soube através da Hiruka que você não estava se sentindo bem ontem, como amanheceu? Está melhor? Não se preocupe comigo comerei algo no hospital, estarei em casa no horário combinado para irmos à casa da Sango. Beijos, Kouga". Terminou de ler e um sorriso singelo brotou em seus lábios, ele sempre a surpreende com a simplicidade de seus atos.

Era verdade, não sabia ao certo daquele mal estar que estava se tornando diário e no dia anterior tinha sentido uma pequena indisposição, nada pra se preocupar. Levantou-se naquela manhã, sentiu uma leve tontura não deu muita atenção. Acordou a filha, tomaram café da manhã juntas e logo após foram ao mercado próximo comprar alguns ingredientes para um prato que irá levar para o jantar, seria falta de educação ir de mãos vazias. Um pouco depois do almoço Kagome levou a pequena para brincar no parquinho infantil, depois da sua filha muito insistir, com pouco tempo estava de volta para fazer a refeição.

Kouga chegou a casa encontrando Rin assistindo TV num canal educativo, assim que o viu correu e pulou em seus braços, enchendo de beijos. Ele perguntou por sua mãe, cheia de manha apenas apontou a cozinha sem falar nada, ambos dirigiram para o local.

- Mamãe, o papai chegou! – falou a pequena ainda nos braços do pai. Ele aproximou selando os lábios, colocando a menina no chão voltando para a sala.

- Como se sente? – deu lhe outro beijo – Hum... Que cheiro gostoso...

- Estou bem, não foi nada de mais. – Kagome abraçou Kouga. – Acho que é stress por causa da mudança e ansiedade de ver meus irmãos. – soltou- se dele, desligando o fogo. – Está pronto. Kouga podemos ir um pouco mais cedo? Eu estou muito ansiosa para rever meus irmãos e... Gostaria de passar tempo com eles. – Ele aproximou outra vez dela, deu-lhe um beijo

- Claro. Sei que você anseia por isso, há muito tempo sente falta deles. – ainda abraçado a ela alisava seus cabelos. – Vou tomar banho. – Kagome sorriu.

- Adoro você. Vou dar banho na pequena.

Sango esperava ansiosa a chegada dos amigos, atualmente ela é uma experiente desing gráfica e propaganda trabalha como tal nas Empresas Takahashi no qual seu amigo de faculdade é um dos sócios. Também é namorada do irmão de Kagome, Miroku, mas esta não sabe está deixando pra fazer uma surpresa para a amiga que não a via.

Miroku e Souta chegaram na hora combinada, sendo irmãos da Kagome, provavelmente chegaria atrasado, mas eram muito diferentes dela. Souta é o irmão mais novo tem oito anos e Miroku por incrível que pareça era gêmeo da mesma, a diferença de idade entre ambos os irmãos era grande, pois Souta não tava mais nos planos dos seus falecidos pais. Miroku é administrador assim como Inuyasha só que o ultimo não é ativo, para isso contratou seu amigo para assumir tal cargo. Assim como Sango, Miroku também trabalha nas Empresas Takahashi desde a época de estágio tornando-se efetivo no termino da faculdade.

Enquanto espera a chegada surpresa do casal, Sango ficou enrolando seu namorado e seu cunhado, pois estes estavam muito curiosos a respeito dessa surpresa que tanto martela em suas mentes durante a semana. Escutaram um som de carro parando em frente a casa onde se encontravam, alguns minutos depois o som da Campânia. Sango levantou do sofá que se encontrava na sala de estar dizendo: - Ah! Olha aí. A surpresa chegou. – seguiu até a porta, sorrindo olhou para os irmãos abriu aporta exclamando: - Surpresa!!!

Tamanha foi a surpresa de ambos Miroku e Souta ficaram rapidamente em pé, já Kagome não teve reação ficou os olhando assim como eles a ela. Kouga segurava a pequena nos braços e Kagome o delicioso prato feito para a ocasião, o prato que ela segurava quase foi ao chão se Sango não interviesse retirando de suas mãos.

- Vamos, entrem. – Sango pediu abrindo mais a porta dando passagem para eles.

- Kagome... Querida? – falou Kouga retirando-a de seu transe. – Se sente bem?

- Mamãe? – Rin conseguiu desviar a atenção de Kagome pra ela e Kouga, seus olhos encontravam-se marejados pelas lágrimas.

- Sim. – entrou sendo guiada por Kouga, pois ela estava atordoada. Parou de frente a seus irmãos, olhou-os, lágrimas começavam a manchar seu rosto, os abraçou, matando a saudade que muito a consumia, sufocando-a de remorso por ter desaparecido sem explicação.

No começo lutaram para não retribuir, mas a saudade era maior e o amor entre eles ainda existia, não resistiram acabaram retribuindo sussurrando palavras do tipo: "Senti tanto a sua falta", "Eu amo muito vocês", "Me perdoa?" entre outras palavras emocionais. Sango observava o afeto dos irmãos emocionada, quantas vezes ouviu o namorado dizer que sentia falta da irmã principalmente o seu irmão mais novo, não entendia o porquê dela ter deixado eles e partir sem explicação, aliás, sabia só não entendia. Ela deixou o cômodo que se encontravam para levar a refeição preparada por Kagome à cozinha deixando os aproveitar aquela ocasião a muito esperada. Voltou sentando ao lado de Kouga que estava com sua filhinha no colo observando-os, retirou os olhares para ela.

- Imagino o quanto eles não queriam esse dia! – exclamou Sango a seu amigo de longa data.

- Ela estava com muita saudade, principalmente do Souta. – olhou para amiga sorrindo. – Obrigado por proporcionar esse dia. Eu não sabia como dar esse presente. – Voltou a olhá-los.

- Eu fiz por ela e por eles... – Sango ficou com uma expressão pensativa na face. – Kouga... Eu sei que... Foi melhor assim, ela ter partido, só não entendo.

Sango sabia o que fez Kagome ir embora, só não sabia o real motivo achava que foi por Inuyasha não acreditar nas palavras dela e sim nas de Kikyou. Voltou sua atenção para a garotinha no colo do pai, sorriu rapidamente.

- Hum... Mas que linda garotinha. – dirigiu a conversa para Rin. – Você parece muito com sua mãe, sabia?

- Sim. – a resposta fez tanto Kouga quanto Sango sorrirem – Você deve ser a tia Sango. A mamãe fala muito de você. – saiu do colo do pai abraçando Sango, soltando em seguida – Eu me chamo Rin. – aproximou um pouco o rosto ao dela colocando a mão de um lado da boca para só ela escutar o que ia dizer. – Você também é muito bonita. – com essas palavras Rin conseguiu retirar mais uns sorrisos.

Sango percebeu que Kouga não parava de olhar para sua esposa seu rosto tinha um ar de preocupação, intrigada Sango perguntou: - O que tanto te preocupa?

- Hiruka comentou que ela – apontou para Kagome com seu rosto. – Não estava se sentindo bem ontem. – sorriu. – Pensei que iria ser pior quando encontrasse seus irmãos ou iria ter outro mal estar, mas vejo que estava errado. A reação dela foi melhor do que esperava, só me preocupo.

- Não deve ser nada. – Sango concluiu para ele. – stress talvez.

Muitos abraços e beijos foram trocados entre irmãos, lágrimas então, nem se fala. Souta não saia de perto da irmã, Miroku achava que era um sonho ter ela por perto outra vez. Kagome admirava os irmãos, o tempo foi cruel e generoso, o mais novo estava grande desde a última vez que o viu, já seu gêmeo estava robusto, másculo, não era mais aquele garotinho que pegava no seu pé.

Apresentou a pequena Rin aos tios e Kouga como seu marido casado há três anos, Souta sentiu ciúmes de Rin por ela ser o centro das atenções de Kagome, posto antes ocupado por ele, sentia-se trocado, mas para ver sua irmã sorrindo faria qual quer coisa. Para agradar Kagome, Souta chamou a menina para irem brincar no jardim ao lado da casa, deixando os adultos na sala colocando a conversa de anos em dia.

Miroku adorou saber que era tio de uma menina muito esperta e ficou surpreso por Kagome está casada com Kouga, ele não sabia que seu cunhado sentia algo por ela na época de faculdade, fato esse revelado na conversa. Ele contou que namora Sango há dois anos e que estava triste por ela não saber do ocorrido, também ficou sabendo que sua namorada tinha contato com sua irmã, mas como era um segredo não importou muito, agora que ela estava de volta.

Kagome e Kouga estavam sentados no mesmo sofá de mãos dadas; ora Kouga alisava os ombros dela ou então beijava a mão que segurava com a outra transmitindo segurança e carinho. Lógico que essa afeição toda chamou muita a atenção dos presentes naquele recinto, a conversa prosseguiu até a hora do jantar.

Sem esperar os amigos que demoravam a chegar, Sango e Kagome foram arrumar a mesa, enquanto Kouga fora buscar Souta e Rin para se lavarem e jantar. Antes mesmo de levantar para ajudar o cunhado à campainha soa e Miroku vai atender revelando Sesshoumaru com uma garrafa de vinho na mão, este entrou muito animado perguntando por Sango, mal fechou à porta a campainha soa outra vez e dessa vez quem surge é Inuyasha e sua noiva Kikyou de mãos dadas, trazendo também uma garrafa de vinho. Reclamando de alguma coisa ou alguém ter fechado a porta, dirigindo-se todos a sala de jantar. Tanto Sesshoumaru, Inuyasha e Kikyou param ao ver Kagome aparecer da cozinha com a janta na mão sendo posta a mesa seguida por Sango, segundos depois surge Kouga com Rin nos braços segurando a mão do Souta.

O tempo parou por alguns segundos, todos os presentes olhavam o casal sem entender o motivo de terem voltado e juntos, "O que significa isso?" pensou Inuyasha transtornado. A surpresa tinha sido realmente interessante, sua ex-namorada ali outra vez, seus pensamentos foram cortados quando Sesshoumaru passou por entre eles abraçando a amiga que não se viam há muito tempo, acabando com aquele clima de tensão. Ele a abraçou apertado, beijando-lhe a face.

- Kagome! Que surpresa. – soltando a do carinho, olhando para ela. – Que visita mais inesperada, quando você voltou? – Ela sorriu delicadamente.

- Que bom Sesshoumaru, também estou surpresa. – Olhou para Sango com olhar de "por que você fez isso?"– Estava com saudades, voltei a uma semana. – abraçou mais uma vez o amigo que tanto gostava, olhou quem os acompanhava. – Kikyou, Inuyasha como vão?

Tanto Inuyasha quanto Kikyou ficaram desnorteados com a presença dela, dirigiram para falar com ela. – Bem. – disse Inuyasha seco sem muita emoção na voz. – E você? – Completou Kikyou com certa ironia fazendo Kagome ficar receosa.

- Eu...? Estou ótima. – Foi em direção ao marido que a abraçou. – Acho que vocês se lembram do Kouga, não é? – Ele acenou e pegou nas mãos de cada um, parando em Inuyasha encarando-o. – Estamos casados e essa é a nossa filha, Rin. – Olhando para Inuyasha desviando em seguida.

"Essa menina é... aquela do outro dia. Por isso a semelhança, mas esses olhos..." rapidamente pensou Inuyasha. Rapidamente Rin desceu dos braços do pai indo falar com o amigo que conheceu no parque.

- Oi Inu... Inuy... Você também conhece a mamãe e o papai? – Ele abaixou-se segurando em seu joelho ficando do tamanho dela, balançando a cabeça afirmando. – Que bom!!! – abraçou o.

- Tia Kikyou!!! – foi logo beijando o rosto e abraçando-a. A menina pegou na sua mão puxando em direção a mãe. – Mamãe! Essa é a minha professora.

- Sim, pequena. – apertou as mãos em forma de agradecimento, voltando falar com a filha. – Agora vá lavar as mãos para jantarmos. – olhou para Souta que estava próximo. – E você também rapazinho. – Souta levou Rin para lavar as mãos juntos ensinando como deve fazer.

Passado o susto inicial, todos sentaram a mesa colocando as conversas em ordem; mas a novidade era o casal que tinha acabado de fazer mudança. Para não haver qualquer bagunça entre Rin e Souta Kagome senta entre os dois deixando Kouga sentar ao lado da filha e os outros integrantes da mesa próximos um aos outros. Sem admitir que Kagome encontrava-se casada com Kouga e ainda por ter perdido ela, Inuyasha fazia algumas provocações de ofensas ou algo do tipo.

- Então, Kouga, há quanto tempo estão casados? – Perguntou Sesshoumaru com certa curiosidade.

- Há cinco anos mais ou menos, casamos muito rápido. A cerimônia foi muito simples. – respondeu Kouga voltando a tomar um gole do vinho servido.

- Tão rápido quanto soubemos que estava grávida de Rin. – brincando um pouco com a comida que estava em seu prato, voltando à conversa. – Mas tudo ocorreu bem, se não fosse por Kouga... – sorriu olhando para ele. Seu olhar transmitia um afeto e agradecimento por tudo que ele proporcionou a ela.

Sesshoumaru percebeu o olhar dela, estranhou, pois só a uma pessoa ela tinha olhado dessa forma, mas com mais intensidade. Inuyasha não entendia como ela tinha casado com Kouga, pois de acordo com seus cálculos com pouco tempo depois que foi embora, sem explicação alguma, tinha se unido a ele. Então para provocar os amigos ficou provocando-o.

- Então, Kouga, não teve nenhuma surpresa durante esse tempo que estão juntos? – implicou Inuyasha ofendendo-o.

- Sim, tanto quanto você. – retrucou Kouga. – Eu tenho uma grande surpresa que ninguém pode me tirar, nem mesmo você. Que é a minha filha.

- O que você quer dizer com isso? – perguntou Inuyasha num tom de voz exaltado.

- Kouga! – Interrompeu Kagome. - Nada, só não fale das coisas que você não te interessa. – Ela suspirou longamente continuando em seguida. – E vocês, contem como estão, depois de tanto tempo?

- Kikyou e eu estamos noivos há quase dois anos... – respondeu Inuyasha, essas palavras sem querer atingiram-na.

-... E começamos a namorar há cinco anos. – provocou Kikyou. Tudo o que Kagome desconfiou se concretizou com as palavras da ex-amiga.

- Sesshoumaru, e você como andam a sua vida? – Perguntou Kagome tentando fazer sua filha comer alguma coisa.

- Ora Kagome, será que não podia me deixar fora dessa? – ela balançou a cabeça negando, sorrindo em seguida. – Está bem, eu tenho uma namorada; mas ela não quis vim. Satisfeita?

- Ora, ora, o Sesshoumaru com namorada. – implicou seu irmão.

- Não me atormente, Inuyasha, isso não interessa a você. – falou Sesshoumaru, ironizando as poucas palavras de Kagome dita há pouco tempo.

- E vocês Sango e Miroku têm alguma novidade? - perguntou Sesshoumaru interessado nos amigos que estavam calados observando a conversa.

- Ah! Sim, mas hoje não. – brincou Miroku para tirar a tensão que estava no ambiente. – Minha namorada escondeu um segredo de mim, que eu nunca podia imaginar. – falou com uma voz zangada. - Agora eu a perdoou por ter me proporcionado este dia. – levantou a taça de vinho e bebeu o conteúdo. – A volta da minha irmã e sua família à sua família.

- Miroku, não vê que está deixando Kagome sem jeito? – indagou Sango.

A conversa continuou por um longo tempo durante o jantar, Kagome era o tempo todo observada pelos olhares curiosos dos amigos e principalmente por Inuyasha, enquanto fazia Rin comer algo ou ate mesmo fazendo um carinho extra no irmão mais novo já que este fazia birra.

Souta levantou da mesa puxando a menina para irem brincar outra vez no jardim – Cuidado para não se machucarem. – disse Kouga para as crianças não encontrando resposta, sentou na cadeira antes ocupada pela sua filha beijando a testa da esposa. Ela o olhou docemente, ao virar o olhar deu com os olhos de Inuyasha a observando e um turbilhão de lembranças veio a sua mente em alguns segundos.

Todas aquelas lembranças machucaram-na, a forma como seu namorado, Inuyasha, na época a tratou, não acreditando nela e sim na Kikyou há cinco anos atrás a deixou triste. Lembrando do seu passado e o segredo que só Kouga sabe. As dolorosas lembranças junto com as emoções que teve no dia, fizeram Kagome sentir-se mal outra vez permanecendo calada mais que o normal, enquanto todos conversavam, Kouga percebendo o silêncio dela perguntou:

- Você está bem? Querida, está tão calada? – seus olhos se encontram.

- Sim, só um pouco enjoada. Onde está Rin? – perguntou num tom baixo.

- Está no Jardim brincando com Souta. – respondeu Sango que estava próximo ao casal.

- Eu vou lá dá uma olhada neles. – Ao tentar levantar ela teve uma vertigem perdendo o equilíbrio voltando a sentar na cadeira, todos os presentes levantaram. Seu rosto estava pálido, a sala de jantar rodava escurecendo, procurou por Kouga entre os amigos, encontrando sua presença ao seu lado segurando em uma de suas mãos falando algo que a mesma não entendia, com a outra mão livre tocou o rosto dele e tudo escureceu.

Nota da Autora:

E aí, gostaram? Espero que vocês estejam gostando, pois eu gostei muito quando o fiz. Algumas coisas estão colocadas e outras ainda estão escondidas, então, qual será esse segredo que Kagome esconde? Quem poderia adivinhar? Bem... Até o próximo capitulo beijos. E obrigada pelo o incentivo de vocês estão me ajudando bastante a continuá-la.

Kah Yume – Muito obrigada pela review, espero que goste ainda mais pelo que está por vir.

Gheisinha Kinomoto – Que bom que você gostou da minha idéia, muito obrigada...