Nosso Passado (parte II – Pesadelo)
"O fim de semana, para qualquer universitário esses são os melhores dias da semana, do mês, e do ano, só perde para os feriadões. Para eles não eram muito diferente, o fim de semana chegou, tudo estava aparentemente normal, Inuyasha e Kagome juntos cuidando do Souta no apartamento em que ela morava também se encontravam nele são seus amigos Sango e Sesshoumaru, já que Sango namora Miroku a um bom tempo não podia passar muito tempo longe dele. Permaneceram ali até o início da noite, recuperando o tempo perdido nesses últimos dias, mas o pior ainda estava por vim.
Como o combinado por Sango e Kagome, sábado à noite foram à boate relaxar um pouco do stress da faculdade e da vida pessoal, pois ultimamente estava uma loucura. Em meio a protestos Souta ficou na casa da vizinha, esta sempre cuida dele quando os irmãos precisam, ele não queria ficar ali, então Kagome esperou ele dormir para poder sair junto de seu irmão gêmeo.
Por volta das 23 horas, horário combinado, aos poucos eles iam chegando. Os primeiro a chegarem à boate foram Miroku e Kagome, dirigiram-se ao bar que ficava do lado oposto da pista de dança, pediram alguma coisa para beber enquanto esperava os amigos. Miroku saiu de perto da irmã deixando-a sozinha por alguns minutos, ao longe Kikyou e Naraku a observavam tramando a investida. Percebendo a demora do irmão, Naraku, caminhou na direção que Kagome se encontrava no bar, mas Inuyasha chegou primeiro fazendo-o mudar de rumo. Murmurou algo incompreensível voltando para o local que, antes, observava-a. Poucos minutos depois apareceram Sango e Sesshoumaru completando o grupo, mas eles perceberam o casal de irmãos presentes na boate, olhando na direção deles. Inuyasha e Kagome estavam bem animados depois que reconciliaram não se largavam por um minuto, parecia que era o último momento deles, Sesshoumaru aproximou do irmão falando em seu ouvido sobre a presença de Naraku naquele local, pois ele pode aprontar uma já que o ambiente é muito movimentado não levantarias suspeitas.
Sango e Kagome foram para pista de dança deixando os rapazes numa mesa um tanto distante do bar e perto o bastante da pista de dança, conversando algo do interesse deles, mas de onde estavam dava para ver a movimentação perto das garotas.
- O que ele que aqui? – perguntou Inuyasha a Sesshoumaru se referindo à presença de Naraku.
- Eu não sei, mas que ele vai tentar alguma... Ah, isso vai. – respondeu Miroku – Além do mais, aqui é um lugar público ele pode vim à hora que quiser.
- Também penso o mesmo que Miroku – Sesshoumaru chamou atenção para si – Só não sei o que ele está aprontando – olhou para Inuyasha – E você, irmãozinho, fique esperto, pois o alvo dele é a Kagome. – A conversa acabou da mesma forma que começou rápida. Inuyasha virou-se para pista de dança observando a namorada dançar com a amiga, como ela era linda, amava-a tanto, mas tinha dúvidas a quanto seu envolvimento com Naraku. "Eles estão tendo um caso... Eu os vi juntos, Inuyasha", mas as palavras de Kikyou não saiam de sua mente.
Kagome e Sango foram onde seus amigos estavam, deram um beijo em seus namorados, com sede de tanto dançar queriam algo para se refrescarem.
- Vou compra algo para beber? – Kagome deu outro beijo no namorado – você vem comigo? – perguntou se referindo a Inuyasha.
- Não, não. Nada de bebida alcoólica. – sorriu e a beijou – Volte logo, já estou com saudades.
- Vamos Sango. – pegou o braço da amiga que ainda beijava seu irmão.
As duas seguiram para o bar, e Kikyou foi à mesa onde eles estavam ocupando. Sem ser convidada sentou, conversando como se nada tivesse acontecendo. Enquanto as garotas esperavam a bebida, Naraku se aproximou cautelosamente, fazendo-as bater de frente a ele quando elas se virassem.
- Oi meu amor! – Naraku falou se referindo a Kagome, ela nada respondeu. Tentou passar por ele e este sempre impedia sua passagem – Não vai me dar nem um beijinho? – ele deu um passo colando seu corpo ao dela que a fez dar outro passo para trás, permanecendo calada. – Não vai falar nada... – sorrindo cinicamente aproximou seus lábios do ouvido dela dizendo: - Estou com saudades dos seus beijos... – o som de uma tapa ecoou nos ouvidos dele.
- Não se aproxime de mim. – disse Kagome com raiva vendo-o com a mão no lugar que havia deixado a marca de seus dedos – Muito menos tocar em mim outra vez... – quando ela ia passar por ele, este segura seu braço apertando-o com força.
- Você vai pagar por isso, Kagome. – puxou-a mais perto dele – E você ainda vai deitar em minha cama. – ela puxou seu braço com força soltando-se dele, sem nenhuma palavra a mais ela passou por ele. Sango nada fez, apenas ficou observando a patética cena do Naraku, mas ela parou a amiga vendo o quanto ela estava abalada.
- Você está bem, Kagome? – perguntou Sango preocupada.
- Sim, Sango, melhor do que nunca. – sorriu para ela dando a volta para o bar – O que você vai fazer?
- Eu? – perguntou com ar de inocente – Venha. – disse por fim.
Mesmo depois da bela tapa que levou de Kagome, Naraku continuou acompanhando os passos dela. A viu voltar ao bar e pedir ao barman que colocasse um pouco mais de bebida alcoólica aproveitou a distração dela pagando ao mesmo barmen que colocasse a droga no copo dela e este assim fez certificando que era mesmo a bebida da garota.
"Ah! Você vai me pagar do jeito que eu quero Kagome Higurashi" pensou Naraku vendo-a tomar a bebida saboreando.
Kagome e Sango voltaram à mesa encontrando Kikyou de braços dados a Inuyasha, Kagome não gostou nada do que viu, ela estava dando em cima dele e ele não estava nem ai bem diante dos seus olhos. Sango percebeu a raiva que Kagome estava sentindo, todas as vezes que acontecia algo Kikyou sempre estava por perto e agora o que iria acontecer?
- Inuyasha – Sango o fez despertar mostrando que sua namorada tinha acabado de chegar – Você se tornou sem vergonha como este daqui? – apontou para Miroku.
- Ei... Que é isso Sango? – perguntou Miroku, vendo as duas sentarem à mesa.
Inuyasha soltou-se de Kikyou beijando Kagome, percebendo que ela tinha comprado bebida com álcool. Kagome nada disse ou fez, apenas continuou tomando a bebida que aos poucos o gosto ruim ia desaparecendo. Sesshoumaru notou o clima pesado entre o casal e chamou Kagome para dançar, ela bebeu todo o conteúdo do seu copo de uma só vez fazendo uma careta no final, tirando umas risadas dos amigos, e saiu para dançar.
Na pista de dança, com alguns minutos depois, ela estava se sentindo tonta, via tudo rodar. Começou a sorrir quando sua visão ficou multicolorida, por causa dos efeitos da droga. Com um efeito colateral, Kagome sentia dor de cabeça, incomodando sua visão, esta não mais conseguia identificar Sesshoumaru. Este notou que algo estava errado com ela, pois ela começava a tropeçar e a trombar nas pessoas próximas a eles. Até o som da boate causava sensação de perda, procurou pelo o amigo sem reconhecê-lo, levou a mão aos ouvidos tampando-os.
- Kagome! – Chamou Sesshoumaru segurando os braços dela – Kagome! O que você tem? – sem conseguir identificá-lo o chamava por causa das cores. Deixando seu corpo cair no chão
- Sesshoumaru! Onde você está – ele abaixou segurou seu rosto – Está tudo rodando... Essas cores estão me deixando com dor de cabeça – começou a chorar.
- Kagome escute... – falou no ouvido dela – Acompanhe a minha voz, eu estou bem na sua frente. Desconfiado do que fosse, Sesshoumaru a abraçou. Depois de alguns minutos ali abraçados, para que o efeito da droga diminuísse, ele a levantou – Vem, vamos embora.
Voltara para a mesa não encontrando seu irmão, apenas Miroku e Sango aos beijos, quando perceberam que Sesshoumaru estava na mesa com uma estranha Kagome logo se preocuparam.
- O que ela tem? – perguntou Miroku preocupado – Tem algo errado com ela.
- Eu não sei ao certo, Sango fique com ela sim. – Sango nada respondeu apenas acenou com a cabeça – Onde está o idiota do meu irmão? Miroku me ajude a procurá-lo para irmos embora.
- Kagome. – chamou Sango tocando em seu ombro imediatamente ela se esquivou do toque chorando, virou para o amigo – Ela está alterada.
Sango a pegou pelos braços fazendo-a se sentar, mas as cores não passavam parecia que estava numa dimensão colorida, onde ao fundo ouvia vozes conhecidas. Miroku e Sesshoumaru saíram para procurar Inuyasha que tinha saído para ir ao banheiro, mas próximo ao voltar Kikyou passa seu braço entre os dele até a mesa encontrado Kagome os olhando fixo. Em meio às cores ela reconheceu a voz de Kikyou e Inuyasha, tentando focalizar a imagem vendo-os, ainda que sua visão estivesse embaçada, de braços dados. Sem dizer mais nada Kagome saiu às presas.
- Droga! Kagome... – um sorriso de satisfação brotou nos lábios de Kikyou sendo percebido por Sango.
- Inuyasha vá atrás dela, ela não está nada bem. – Sango disse para ele, mas Kagome não dava mais para ser vista.
- O que está ai parado? – Sesshoumaru falou por trás dele. – Vamos procurá-la.
Kagome saiu às presas da boate, a dor de cabeça não tinha passado, e confusa. Ao passar pelo o estacionamento do local ela se esbarra com Naraku que a tinha seguido até ali. Segurou forte para que ela não fosse de encontro ao chão.
- Ora... Ora... Ora... Se não é o meu anjo. – a abraçou com força para ela não escapar – Então, você decidiu ficar comigo, não é?
- Me solta, eu quero ir embora. – disse Kagome se debatendo para sair dos braços de Naraku, seu medo fazia sua dor de cabeça aumentar, mas ela não estava com tanta força para se soltar dele.
- Você não vai. – Sorriu – Vai pagar pela tapa que me deu, sabia que não doeu? – começou a beijar-lhe a boca descendo ao pescoço forçando-a a aceitá-lo - Não adianta se espernear, nem gritar, meu amor.
O medo dela era evidente gritava com toda a força, mas ninguém a escutava. Suas forças quase não tinha mais devido ao efeito da droga e lutando ali com Naraku estava perdendo mais ainda. Ele não se importava com os gritos, logo ela cansaria e cederia a ele, não mais tendo força para lutar contra ele, ela desmaiou.
Inuyasha chegou ao estacionamento junto de Kikyou encontrando Kagome nos braços de Naraku com olhos fechados beijando-o, o ódio e o ciúme o dominaram, tentou ir onde os dois estavam para acertar as contas com eles, mas Kikyou o impediu segurando-o
- O que eu te disse Inuyasha. – ele soltou-se dela, a olhou tentando se acalmar para não ir até eles – Só você que não via.
- Vamos embora daqui antes que eu cometa um assassinato. – o casal partiu deixando Kagome sozinha, sem saber o mal que a fazia, para ser violentada por Naraku.
Sem se importar com nada, nem ninguém. Ele a deitou do asfalto para poder abrir a porta de trás do carro, para ter um pouco de privacidade e para quem sabe não saberem de quem se tratavam. Colocou a no banco traseiro deitando por cima dela passando o dedo indicador em seus lábios, olhos, abrindo a mão e contornando o corpo dela descendo até as coxas tirando a roupa de baixo que ela vestia deixando-a apenas de calcinha. Sem agüentar mais, desejando-a, querendo unir-se a ela, abriu o botão da calça e a violentou. Enquanto era violentada, Kagome despertou e viu em qual situação se encontrava algumas lágrimas caíram de seu rosto tentou sair daquele estado empurrando-o. Ele segurou seus fracos braços e sussurrou: "Você foi a melhor.", outra vez a escuridão a invadiu.
Pouco mais de uma hora Miroku, Sango e Sesshoumaru vão ao estacionamento pensando na possibilidade da Kagome ter ido embora, ao invés disso encontram-na jogada no estacionamento com a roupa toda desarrumada e o rosto vermelho marcado pelas lágrimas. Tentam acordá-la, mas foi em vão, entraram todos no carro rumo ao hospital mais próximo. Ela foi atendida de urgência, deixando os amigos preocupados com ela e sem entender o que poderia ter acontecido para terem a encontrado daquele estado.
Poucas horas depois o médico que os atendeu surgiu para conversar com seu parente mais próximo. Com o intuito de investigação para o caso dela.
- Como está minha irmã? – perguntou muito Miroku preocupado– Eu posso vê-la?
- Calma meu rapaz. – falou calmamente o médico – Ela está bem sim, não se preocupe. – olhou o prontuário que estava em mãos com o nome dela – Fizemos alguns exames, agora ela está dormindo, mas está em estado de choque.
- É tudo minha culpa – Miroku se responsabilizava pelo ocorrido, Sango o abraçou sem dizer nada. O médico a sua frente tocou o braço dele
- Vá para casa e descanse amanhã ela receberá alta – Sango abriu e fechou a boca diversas vezes.
- Vá Miroku com Sango, eu fico aqui com ela – Miroku o olhou sem querer deixar o local – Você tem que tomar conta do Souta.
Miroku olhou para Sango que estava abraçada a ele confirmando com a cabeça – Qualquer coisa Sesshoumaru me ligue.
- Está bem. – deu um forte abraço nos amigos vendo-os partir.
Sesshoumaru se dirigiu para o leito que Kagome se encontrava sedada, ao entrar no quarto médico estava com ela avaliando o estado dela. Como Sesshoumaru era residente ele tinha acesso ao prontuário de quem quisesse, mas o dela, por ter envolvimento pessoal ele não podia. Mesmo assim, ele quebrou a ética médica e viu os exames que o médico pediu fixados ao prontuário, estranhou por ter visto o exame que constava violência física. Constatando que ela tinha sido violentada e drogada.
- Ela é usuária de Drogas? – perguntou o médico com o exame positivo.
- Não, ela nem bebe. – olhou-a no leito dormindo – Às vezes apenas – completou Sesshoumaru – Por quê?
- Era o que eu suspeitava. – encarou sério o rapaz ao seu lado – Ela ingeriu uma droga muito forte misturada a qualquer pequena quantidade de álcool deixa o usuário muito alucinado. E como você diz que ela não é usuária... – o médico não continuou o que pensava, pois ele já sabia o que aquilo significava.
Kagome acordou com forte dor de cabeça, e conseqüentemente, não lembrava nada do que tinha acontecido na noite anterior para acordar no hospital. Sesshoumaru estava dormindo desconfortável na cadeira em frente à cama, ela o chamou pedindo para ir embora e afirmando que não lembrava nada, "está tudo em branco" dizia ela.
Sesshoumaru a levou para casa onde seu irmão não tinha conseguido dormir esperando por notícias dela e Sango cuidava do seu irmão mais novo. Assim que a viram receberam com muitos abraços e beijos carinhosos, o pequeno Souta não entendia o que tinha acontecido e a recebeu com a inocência de uma criança pulando nos braços da sua única irmã. Ainda muito preocupado Sesshoumaru passou o domingo junto a eles, por várias vezes tentou ligar para o irmão para ele saber do estado da namorada e o que tinha acontecido, mas ele não atendia a porcaria do telefone celular e nem estava em casa. Preferiu não contar nada a Kagome nem aos amigos, já que ela não lembrava. No entanto, Kagome queria ver Inuyasha ali como todos os seus amigos, mas ele não a tinha procurado nem para saber como estava. Ela também tentou ligar para ele e não atendia, seu irmão pediu para ela descansar um pouco mais já que não tinha noção do que aconteceu a ela.
Na segunda, depois de muita insistência por parte dela, Kagome foi à faculdade junto com o irmão. Ela queria conversar com Inuyasha para saber o porquê dele não ter ido para a casa dela, pois seu irmão estava lá e ele não. Ele não sabia que ela foi internada, ou teria acontecido algo que ela não se lembrava. Pensando na última possibilidade, Kagome se dirigia a sala onde Inuyasha se encontrava. Mas ao encontrá-lo ela toma um susto ao ver ele aos beijos para todos verem com Kikyou. Não foi da mesma forma quando Naraku a beijou, ele correspondia as caricias que Kikyou fazia nele, deixando sua bolsa cair, levou suas mãos a boca. O som de sua bolsa caindo e o gemido de espanto dela, fez o mais novo casal se soltarem, logo os olhos da garota se encheram de lágrimas.
- Inu... Inuyasha... – Kagome tentou dizer o nome dele sem gaguejar – O... O que... O que está acontecendo aqui? – perguntou sem acreditar no que via.
- Ora Kagome, pensa que é só você que pode me trair. – Inuyasha soltou-se de Kikyou dando um beijo rápido e aproximou dela – Eu vi Kagome, não adianta negar.
- O quê? Do que você está dizendo? Eu... Eu não entendo. – Kagome ia dando passos para trás enquanto ele aproximava dela até encostar-se à parede.
- Ainda é sínica. – gritou chamando atenção de todos os estudantes – Você não passa de uma prostituta barata. Vai negar, vai? – ao redor deles os curiosos se formavam.
- Negar... Negar o quê? – falou gaguejando e confusa.
- "O quê?" Ora como "o quê?". – pegou no pulso dela apertando com força – Você e o miserável do Naraku, aos beijos naquele estacionamento ou está esquecida?
- Eu... – levou seu braço que estava solto a cabeça, as lembranças vinham em turbilhões aumentou as lágrimas. Tentou soltar seu braço das mãos de Inuyasha que a cada tentativa dela se soltar apertava mais – Eu... – escorregou pela parede o sentindo soltar seu braço.
- Inuyasha. – chamou Kikyou, este virou o rosto para ela – Não perca seu tempo com quem não merece. – Kikyou tocou o rosto dele beijando-o.
Não suportando ver a cena de ironia a sua frente, Kagome levantou-se e correu para fora daquele lugar. Envergonhada, humilhada e traída, Kagome foi para a casa de sua amiga Sango. As imagens dos dois, as lembranças do abuso que sofreu se misturavam deixando ela cada vez mais confusa. Entrou na casa da amiga dizendo coisas incoerentes, chorando muito, Sango notou que ela estava perturbada.
- Sango... Eu... Ele... Ah! Meu Deus! Com isso foi acontecer... – Kagome andava de um lado para outro. – Por que eu não lutei mais... Ele devia...
- Kagome... Kagome... O que houve? – Ela olhou para amiga com os olhos confusos. Sem falar mais nada ela saiu correndo, fazendo Sango ligar para Miroku contando do estado de Kagome.
Kagome se dirigiu para o apartamento onde morava, sentou em um canto abraçando seus joelhos e voltou a derramar lágrimas. Assustou-se quando o telefone tocou, atendendo o telefone temerosa.
- A-alô? Falou com a voz de choro – Quem é?
- Kagome? Sou eu o Kouga – ele a ouviu suspirar em alívio. – Aconteceu alguma coisa? – mal terminou ele a ouviu começar a chorar e soluçar. – K me escute... O emprego ainda está pé, quer? Com a voz chorosa ele a ouviu dizer que sim. – Então, pegue o metro e venha para Nagoya. Aqui eu posso ajudar você. Estarei te esperando na estação.
Sem se despedir de ninguém arrumou apenas uma bolsa de mão e foi embora e talvez para nunca mais voltar deixou um bilhete a seus irmãos:
"Miroku e Souta, eu amo muito vocês dois, por isso estou partindo. Espero que um dia vocês me perdoem por está indo, assim, sem ver vocês pela última vez. Não quero que vocês paguem pelo meu erro. Miroku cuide bem do Souta para mim está bem?
"Beijos já saudosos de sua irmã Kagome Higurashi."
Mal ela sai pela porta o telefone começa a tocar, cortando o silêncio que havia no apartamento.
Na estação do metrô Kouga aguardava a chegada de Kagome, depois de dois anos a veria outra vez, o seu sorriso, seus lindos olhos. Kagome chegou muito abatida, sem conhecer o lugar desceu do trem procurando por Kouga, ele a reconheceu e a abraçou. Pegou sua única bagagem e a levou para seu apartamento, a fazendo descansar.
Alguns dias depois descobriu que estava grávida de pouco mais de dois meses ficando desesperada, Kouga com todo o amor que sentia por ela conseguiu fazer com que ela contasse o tinha acontecido há alguns dias atrás, ela contou tudo que tinha lembrado: a violência sexual que havia sofrido, a humilhação feita por Inuyasha, a carta de despedida e agora a gravidez, simplesmente contou tudo. Neste mesmo dia Kouga revelou a ela seus sentimentos e fazendo o perdido de casamento a ela, Kagome pediu um tempo para pensar e colocar ordem em seus pensamentos; e em quatro meses estavam casados. A felicidade fora maior quando nasceu à pequena Rin, Kouga a cuidou como sua e única filha fazendo os cinco anos que Kagome foi morar em Nagoya os melhores anos desde sua partida de Tókio.
Comentário da autora:
Bom gente o que acharam? Triste não? Eu também achei e foi difícil fazer esse capitulo, me emocionei bastante. Será que vocês perdoariam Inuyasha? Eu particularmente não perdoaria, mas como a emoção supera a razão... Bom, vamos ver o que acontece.
Acho que dá para perceber que o plano era fazer o casal se separarem tanto Kikyou e Naraku se beneficiarem com ele, mas apenas Kikyou se deu bem e pelo menos Naraku conseguiu o que queria. Muito envergonhada Kagome fugiu imaginem, violentada e seu namorado a humilhar como uma qualquer, não é pra menos. Mas Inuyasha não sabia o que aconteceu a namorada ele deixou-se cair na conversa tramada por Kikyou.
Beijos a todas (os) e até lá.
