Explicações
A calmaria do Hospital foi quebrada pela entrada de Inuyasha com a Kagome nos braços chamando por algum médico que pudesse atender a sua "amiga". Alguns médicos e enfermeiros se aproximaram para ver o motivo de tanto alarme, colocando-a em uma maca sem querer perder muito tempo, pois havia o risco dela está perdendo o bebê, levaram-na para fazer os primeiro exames. Inuyasha colocou as mãos na cabeça em sinal de derrota vendo Kagome desaparecer entre as salas mais adiante, Miroku ainda tentou ir mais além, mas foi impedido por alguns enfermeiros até perceber a presença de uma enfermeira que se aproximava deles.
No entanto, Ayame se dirigiu a eles para pegar algumas informações que os médicos podiam precisar, mas ao anotar o nome da paciente ela empalideceu. Sem esperar por mais informações, saiu às pressas para a sala do Kouga na intenção de relatar a presença da sua esposa no hospital. Sem cerimônias Ayame abre a porta da diretoria geral encontrando Kouga com a expressão de desdém para ela.
- Kouga... – tentou falar ofegante.
- Já basta por hoje. – Kouga disse levantando a não em sinal de irritação tentando cortar qualquer tipo de conversa entre eles.
- É sua mulher... - nem terminou de falar, pois Kouga levantou exaltado segurando os braços dela.
- O que aconteceu com Kagome, diga? – balançou um pouco Ayame. Ela colocou a mão no peito com intenção de pegar o ar que faltava nos pulmões.
- Ela deu entrada na emergência, sentindo algumas contrações e... – ele nem a deixou terminar, soltou os braços dela e partiu na direção da emergência para saber o que tinha acontecido. Deixando-a ali com sua tristeza.
Entre os corredores frios e salas vazias Kouga corria para o local onde estaria sua esposa, pensando em diversas coisas, e principalmente, dele ser o culpado pelas dores e por... Não, ele não podia pensar que Kagome estava perdendo o seu filho. Ele se martirizava a cada passo dado, sua aproximação do lugar indicado, de tudo o que tinha feito até aquele instante. Queria vê-la de qualquer modo, acalentar-la como fez quando a encontrou no passado, cuidar dela e amá-la como sempre tinha feito.
Chegou à emergência encontrou Miroku e seus amigos ali, sentados em algumas cadeiras desconfortáveis esperando por notícias dela. Estreitou os olhos quando viu a presença de Inuyasha,
"o que aquele idiota está fazendo aqui?" pensou se aproximando deles. Entretanto Miroku estava ao celular dando algumas instruções a alguém que Kouga não identificaria.
- Sango. – Chamou Kouga a amiga, esta levantou e o abraçou. – O que aconteceu a Kagome?
- Espere um pouco, Miroku vai falar com você. – ela disse soltando dele, mas Kouga virou e começou a olhar para Inuyasha desconfiado de alguma coisa, devido o estado de preocupação dele. Souta encontrava-se abraçado a ela com o rosto marcado pelas lágrimas, depois de ver o estado de sua irmã. Sem entender muito bem o que estava acontecendo, aproximou do cunhado que acabara de desligar o celular.
- A polícia já está a caminho para conversar conosco. – revelou Miroku a Inuyasha e Sango.
- A polícia? – perguntou Kouga. – O que a polícia tem a ver? – seguiu seu olhar a todos os presentes na sala de espera, estava apenas o Souta. – Onde está a Rin? O que aconteceu a ela, Miroku? - todos ficaram em silencio sem responder a ele.
- O que aconteceu a Kagome? – perguntou Sesshoumaru atrás deles, indo direto ao ponto onde queria.
- A Kagome... Ela... – tentou responder Sango, mas estava nervosa e a presença do irmão mais novo dela a deixava sem saber como dizer.
- A Rin desapareceu no parque. – respondeu Inuyasha ainda sentado e de cabeça baixa, chamando a atenção deles para si – Ela ficou exaltada e começou a sentir dores. – levantou a cabeça, se referiu ao Kouga. – Entendeu o porquê da polícia?
- Como... Isso pode ter acontecido? – Kouga perguntou mais para si do que para seus amigos – A Rin não é criança de fazer essas brincadeiras sem graça... Eu pensei que... – calou-se.
Percebendo que Kouga estava emocionalmente abalado Sesshoumaru tomou a iniciativa de obter informações sobre o estado que sua amiga tinha dado entrada e o qual ela se encontrava naquele momento de sua chegada.
O silencio predominava na recepção da emergência do Hospital de Tókio, enquanto esperavam por notícias de Kagome, cada um dos seus amigos, estavam presos em seus pensamentos e neles as últimas palavras dela "Ela é tudo que sobrou de nós...". Concluindo que este seria o real motivo da sua partida, é claro que seus irmãos a apoiaria por ser mãe solteira. Não, foi o que aquele maldito do Naraku fez a ela, machucou da pior maneira que poderia. Interrompendo os pensamentos deles Sesshoumaru aparece informando sobre o estado dela.
- Kouga, a Kagome está estabilizada. – Sesshoumaru sorriu – Depois poderá conversar com o médico que a atendeu, para saber sobre o estado dela.
- Se vocês quiserem ir para casa... – Kouga tentou melhorar o animo deles, mas foi interrompido por Miroku.
- De forma alguma saio desse hospital. – disse ele receoso – Não vou deixar a minha irmã sozinha outra vez.
- Miroku, por favor. – Sango tentou conter o noivo – O Souta deve está cansado e...
- Não, Miroku. – se intrometeu seu irmão mais novo na conversa – Eu quero ficar para que minha irmã não vá embora.
Kouga se aproximou dele ficando de joelhos – Está bem, Souta, você pode ficar. – passou a mão na cabeça dele desarrumando o cabelo. – Sua irmã não vai embora, não vou deixar isso acontecer. - Este sorriu para ele abraçando-o.
- A norma do hospital não permite muitos acompanhantes. – lembrou Sesshoumaru, passou os olhos em todos e viu que seu irmão estava à parte de toda a conversa.
- Não me importa ficar aqui. – continuou Miroku sem mudar de idéia – Mesmo que eu tenha que dormir nessas cadeiras.
- Tudo bem. Vou agilizar um leito particular para ela, assim o Souta pode dormir enquanto, vocês me contam como tudo aconteceu. – Kouga tentou parecer o mais tranqüilo, levantou e dirigiu a recepção.
A dupla de policiais chegou ao hospital à procura dos parentes da criança desaparecida há algumas horas, mas para dar queixa do desaparecimento de uma criança tem o tempo de espera de no mínimo 24h. Entretanto, por tratar de uma criança menor de 10 anos a polícia poderia ajudar a procurar pela área que estavam nas últimas horas.
Os policiais conversaram com os presentes na sala, e principalmente, quem estava quando não perceberam a ausência da criança, recolheram dados como: roupas que estava usando, as características físicas e algo que os familiares pudessem achar desnecessário, mas que seria de extrema importância para o trabalho deles. Kouga entregou uma foto da menina que estava em sua carteira ao policial para um melhor reconhecimento.
Na conversa com os policias Sango relatou de algo estranho, a presença de Naraku na praça, do modo como agiu quando o mandou embora. Depois do comentário que Sango fez ao policial, também ocorreu de relatar a perseguição que Kagome sofria por ele, entretanto, tinha parado de uns meses. Com as informações nas mãos, os policiais foram ampliar a procura pela garota para depois passar os conhecimentos à família.
Após a conversa com os policiais, Kouga resolveu conversar com o médico que atendeu sua esposa. Este constatou que o estado dela não era preocupante, pois ela e o bebê estavam bem. Porém, ela iria passar a noite no hospital apenas por precaução. Por causa do stress que sofreu durante o dia sentiu contrações que iam aumentando, mas se não descansar ela poderá voltar ao hospital.
Kouga aproveitou o resto da noite para adiantar a documentação de internamento de Kagome e mesmo adiantar os assuntos do seu cargo, pois ele tiraria uma licença para cuidar de sua amada esposa. Mas encontrou Ayame no caminho de sua sala.
- Como ela está? – perguntou Ayame com preocupação na voz.
- Não se preocupe Ayame, ela está bem. – sorriu triste – Pensei que...
- Eu sei; desculpe-me. – disse por fim saindo da sala dele.
- Espere, por favor - Ayame parou onde estava virando para Kouga – Não se desculpe, também sou o culpado. – suspirou – Mas foi por conta do desaparecimento de minha filha.
- Eu não sabia, pensava que... – Kouga a cortou.
- Eu também. Não se preocupe. – Ela sorriu saindo em seguida da sala pensando "O que eu faço?".
Para que pudesse passar à noite a espera de notícias de Kagome, Miroku e seus amigos se dirigiram a lanchonete e assim intercalavam para ficar no leito com Kagome e Souta. Entretanto, Inuyasha queria ficar mais tempo que os outros e sempre reclamando de algo.
Algumas horas haviam passado, o inicio da madrugada estava presente e Kagome se encontrava num quarto particular,por se tratar da esposa do diretor geral. Devido à teimosia de Miroku em permanecer ao lado da irmã, por causa do que aconteceu no passado, eles permaneceram fazendo rodízio no leito para não deixá-la sozinha e nem Souta que dormia na pequena cama do lugar.
Chega à vez de Inuyasha passar algum tempo no quarto, ele pega uma cadeira coloca ao lado do leito, admirando-a com evidente preocupação, segurou a mão dela beijando-a, ora alisava o rosto e
ora seu cabelo, mas esse carinho não demorou por muito tempo, pois assim que Kagome acordou e o viu ao seu lado sorrindo, mas preocupado.
- Oi! – disse Inuyasha vendo-a com um olhar confuso. Ela correu os olhos para ver o que prendia a sua mão e viu que era ele, imediatamente lembrou-se do que tinha acontecido.
- Então não foi um sonho? – ela perguntou com lágrimas nos olhos – Eu... Eu... Perdi a minha filha. – soltou a mão dele virando para o lado oposto.
- A nossa filha. – ele a virou para seu lado. – Nós vamos encontrá-la, a polícia está ajudando.
O silencio predominou entre eles por alguns instantes – Desculpa... Eu...
- Não precisa se preocupar agora. – as palavras ditas por Inuyasha com um tom de carinho. – Descanse, um pouco, depois falaremos sobre isso. – beijou-lhe a testa dela, vendo-a fechar os olhos e voltar a dormir.
Na lanchonete onde os entes da interna estavam situados com exceção de Souta e Inuyasha, Kouga após resolver umas pendências regressou para o grupo. Encontrou-os sentados em umas das mesas tomando café para conter o sono, mas eles estavam conversando algumas banalidades.
- "Ela é tudo que sobrou de nós..." - Miroku murmurou alto repetindo as palavras da irmã, que não saiam de sua mente. Olhou para Kouga perguntando: - Rin é filha do Inuyasha não é?
Kouga baixou a cabeça pensando na melhor forma de responder aquela pergunta. – Kagome contou-lhe tudo?
- Não. – respondeu seco o rapaz – Ela deixou escapar enquanto discutia com Inuyasha.
- Inuyasha... – sussurrou quase inaudível – Sim, ela é filha dele.
- Por que não nos contou? – Sango perguntou querendo entender o motivo.
Kouga suspirou e depois tomou um gole do seu café para depois responder as perguntas deles.
- Quando Kagome foi para Nagoya ela já estava grávida e não sabia, descobriu em Nagoya, no começo ela não quis me contar, mas aos poucos ela me contou. – tomou outro cole de café pausando a conversa - Nesse mesmo dia eu a pedi em casamento e nos casamos em quatro meses. Prometi a ela que não a abandonaria muito menos a sua filha, que quando a vi na maternidade foi a nossa alegria. – Kouga sorriu lembrando-se desse dia – Prometi também que ninguém ficaria sabendo, pelo o que passou e com certeza o Inuyasha não acreditaria nela como fez. – cada pausa
que ele dava seus olhos corria para todos os integrantes da mesa. - Não tínhamos a intenção de voltar, mas voltamos e o resto vocês sabem.
- Kagome só foi embora por causa do abuso feito por Naraku e a humilhação que passou por meu irmão. – concluiu Sesshoumaru a história de Kagome.
- Você já sabia Sesshoumaru? – perguntou Kouga.
- Apenas tinha idéia, o que eu sabia era que Rin é filha de Inuyasha. – antes que pudessem fazer outra lógica – Descobri nos registros médicos dela quando descobriu que estava grávida.
Miroku e Sango tentaram dizer alguma coisa, mas suas bocas abriam e fechavam sem saber o que perguntar.
- Porque não nos contou? – disse Miroku brincando com a pequena quantidade de café dentro da xícara – Oportunidade não lhe faltou.
- A escolha de contar ou não era de Kagome e não minha. – tomou o último gole do café pedindo outro em seguida – E se ela não quis contar é por que ela não queria que ninguém soubesse.
No apartamento de Naraku não estava localizado muito longe do centra da cidade, nele Rin estava com Kikyou brincando e fazendo muitas perguntas, mas com o passar das horas a menina começou a sentir falta da mãe querendo ir para os braços dela. Entretanto, Naraku não suportava as risadas e nem as perguntas da criança, principalmente, as que ela pedia para vê-la. Irritado com os choramingo da menina, ele colocou uma dose de remédio para adulto do lanche preparado para a Rin, fazendo-a entrar em um longo sono.
Por conta disso, pôde conversar com sua irmã sobre o rumo de seu plano, já que Kikyou não estava gostando do caminho proposto por ele. Ela só dera conta que tinha cometido seqüestro quando seu irmão drogou a menina, embora quisesse dar um susto no ex-noivo atingindo onde ele mais se importava.
- O que você esta tentando provar com isso? – a voz de Kikyou saiu no tom interrogatório de um policial, percebendo a impaciência dele pelo choro da Rin. – Não pode colocar um remédio assim na comida da menina, pode causar algo mais grave. É apenas uma criança.
- Ora, não esquente com essas coisas. Além do mais, ela estava me enchendo com a sua lamentação pela mãe – sorriu maliciosamente. – Veja como se parecem, daqui a uns anos.
- Você está doente. – Kikyou disse com nojo das palavras dele.
- Vamos deixe de conversa, pegue a menina – Naraku mandou que ela fizesse, antes que ele mesmo fizesse e machucasse a menina.
Sem entender e com medo do que Naraku podia fazer, Kikyou obedeceu às ordens do irmão arrependendo-se amargamente por participar da loucura que emitia a mente doentia de seu irmão. Naraku tinha muitas influências no meio político, mas ela não. Se a corda arrebentar vai cair toda a responsabilidade para ela, já que ela conhecia a família e daria como vingança por está magoada do seu ex-noivo. Faria tudo a seu alcance para que a criança não fosse penalizada por uma pessoa longe do seu juízo perfeito, não, Naraku tinha plena razão da infração cometida e suas conseqüências.
- Aonde vamos? – Kikyou perguntou um pouco assustada tentando prever os atos do irmão – Você não...
- Ela não vai despertar nem tão cedo – Naraku apontou para a menina – Vamos levá-la para a casa do seu tio... Claro com um recadinho.
Seguiram rumo a antiga casa de Kagome que agora morava apenas seus irmãos, Naraku explicava calmamente sobre a sua pequena fuga até os ânimos abaixarem para depois agir como gostaria que fosse e assim Kagome iria lamentar por não ficar com ele. Kikyou estava incomodada pela certeza que ele tinha de nada aconteceria a si, pois a menina não fazia idéia de quem ele era, mas com certeza a reconheceria.
Juntamente com o suposto detetive contratado para seguir os passos de Kagome, Naraku conseguiu abrir a porta da casa sem muitos problemas deixando a passagem livre para Kikyou que segurava a menina nos braços. Por coincidência ou não, Kikyou coloca a menina no antigo quarto da mãe, dá um beijo na testa dela e murmura "Desculpa" deixando o quarto.
Naraku estava contente por não encontrar ninguém em casa e conseguir dar um susto neles, agora só restava desaparecer por uns tempos da cidade como não sabiam se foi desaparecimento ou seqüestro tinha que se precaver das supostas acusações que sofreria, ele tinha um álibi perfeito.
Kouga entrou no quarto onde se encontrava Kagome dormindo em observação, deparou-se com Inuyasha sentado ao seu lado segurando uma das mãos dela. Não gostou nada do que tinha acabado de ver, mas se conteve para não aprontar um escândalo e acordar Kagome que precisava de repouso por recomendação médica. Olhou para Inuyasha com expressão de raiva e ciúmes, este levantou de onde estava dando o lugar, antes ocupado ele, a Kouga para que ele se aproximasse, pois ele é o marido dela.
- O que o médico disse? Como ela está? – Inuyasha perguntou preocupado vendo Kouga ao lado de Kagome a beijar-lhe a face, por um instante sentiu ciúmes.
- Ela e o bebê estão bem, foi apenas um susto diante do seu nervosismo. – disse. Percebeu o quanto Inuyasha olhava para Kagome.
- Onde estão os outros? – perguntou Inuyasha na intenção de ter uma conversa cordial com ele.
- Estão na lanchonete. – respondeu olhando para sua esposa.
- Kouga, eu... – ele não deixou que seu possível rival pronunciasse mais nada, foi para perto dele e falou baixo para não acordar Kagome e nem Souta.
- Escute Inuyasha. – Encaro-o – Ela já sofreu de mais e não precisa de você.
- Seu idiota! – Inuyasha pronunciou aquelas palavras com raiva pelo atrevimento dele – Tenha um pouco de respeito pelo estado de sua mulher...
- Querem parar vocês dois. – Sesshoumaru tirou os dois do meio de uma luta de palavras e insultos – Em vez de tentarem se matar deveria ir à procura da filha de vocês e deixar Kagome descansar.
Com a reclamação de Sesshoumaru os dois, digamos, rivais acalmaram os ânimos, Sango aproximou de Kagome que não acordou com os insultos proferidos um pelo outro, alisou seu rosto com o ar de preocupação. Kouga percebendo a inquietação da amiga colocou a mão em seu ombro aproximando-se dela.
- Não se preocupe Sango, amanhã ela receberá alta. – ela virou de frente a ele e o abraçou. – Ela só precisa ficar de repouso.
- Eu sei. – afastou-se dele – Mas Kagome é teimosa e só vai seguir as ordens médicas quando encontrar Rin.
- Claro. A polícia informou alguma coisa, Miroku? – Inuyasha perguntou esperançoso.
- Não, mas amanhã a polícia dará como desaparecimento ou seqüestro, se for confirmada as suspeitas sobre Naraku. – olhou rápido para Kouga e depois voltou para seu amigo – Imagine se ele souber que Rin é sua filha.
- Rin não é sua filha – Kouga falou rudemente para todos os presentes e principalmente para Inuyasha – E nem esse aí é o pai dela.
- Quem disse que não – Inuyasha falou alto de mais fazendo Kagome se mexer – É minha filha sim e com Kagome...
- Fale um pouco baixo – reclamou Sango com os dois – Já basta! – olhou-os – Vamos deixem Kouga ficar um pouco com ela, mais tarde voltamos.
Inuyasha engoliu seco o insulto que tinha para serem referidos ao Kouga, olhou para a amada antes de sair do quarto puxado por Sango e em seguida Miroku e Sesshoumaru.
Sesshoumaru notou que tanto Kouga quanto Inuyasha se combatiam por causa da Rin, mas na verdade o motivo se chamava Kagome. Entretanto o preço que Inuyasha pagou por não acreditar nas palavras de sua namorada era um preço muito alto, pois estava sem o amor da sua vida e o carinho de sua filha recém descoberta.
Quanto mais Inuyasha iria pagar por seu mau julgamento?
No céu os primeiros raios de sol entravam no quarto onde Kagome se encontrava aos poucos seus amigos iam quebrando as regras do hospital e se instalando no leito que ela se encontrava a procura de um leve descanso. Inuyasha foi o último a entrar, mas também foi o único que não conseguiu dormir pela euforia de saber que era pai.
Enquanto Kouga dormia ao lado de sua esposa, Inuyasha admirava as expressões faciais dela e lembrava-se dos antigos momentos que passaram juntos, o seu retorno e, a saber, que a menina era filha deles. Não tinha felicidade maior para ele. Então decidiu lutar para ficar com as duas, ou melhor, deveria? Ela está melhor sem ele? Primeiro, moveria céus e terras para encontrar sua filha e depois pensaria no resto.
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Comentário da autora:
Bem, o que acharam? Gostaram ou não? Acho que nesse capitulo está mais expresso o motivo que Kagome foi embora, além de confirmar o que todos já sabiam. A briga de palavras entre Kouga e Inuyasha já deveria ter saído a muito tempo, mas só agora eu achei necessário. Pois Kouga está realmente com medo de perder Kagome pelo flagrante.
Espero que tenham gostado muito obrigado a todas (os) e até o próximo Capitulo.
Beijos...
