Fim da Perseguição

A entrada de Sesshoumaru na cozinha a procura do casal interrompeu um momento de cumplicidade e perdão entre ambos, o forte abraço é de fato a compreensão e o carinho o perdão. A cada troca de afeição deles e na forma como estavam era a melhor maneira de se dizer o quanto precisavam um do outro, o quanto são importantes um ao outro.

Entretanto, o pressentimento assolava Kagome, ela não sabia dizer o que significava, mas o desejo de justiça de seu marido e de Inuyasha a deixava mais angustiante. Como uma perda de seu bem mais precioso que nunca mais poderia ver, tocar ou até mesmo sentir.

Ao ver o amigo desaparecer pelo mesmo lugar que entrou, o casal trocou olhares Kouga mais uma vez a abraçou e seguiram a sala, mas antes de chegarem à mesma Kagome parou conseqüentemente Kouga também.

- Kouga, sou muito grata a você por tudo que me proporcionou até hoje – Kagome disse com doçura na voz e preocupação, olhando-o intensamente – Eu... Eu falei sobre a Rin e...

- Tudo bem, meu anjo, Miroku me contou. – Kouga sorriu encantado por ela ser sempre a mesma com ele, tanto nos momentos difíceis quanto nos bons. – Cabe a você querer contar ou não a ela. – arrumou o cabelo de sua esposa trás da orelha beijando a face – Não vai ser por isso que Rin irá deixar ser minha filha, eu estive presente na gravidez, no seu nascimento, nos primeiros passos, eu a vi crescer.

Kagome sorriu por ele amar a menina mesmo não sendo filha dele, tendo certeza de como é feliz ao seu lado – Obrigado! – Disse por fim.

- Eu a apoiarei. Sou louco por vocês três. – Ele pegou na mão dela voltando para seu destino e antes de voltar disse. – Você, Rin, o nosso bebê e eu.

Mais uma vez aquela sala estava parecendo um júri onde toda a informação ruim estava sendo ditas ali. Outra vez estava ali os móveis ocupados pelos interessados, quando Kouga e Kagome chegaram ao recinto e mais uma vez, aquele sentimento. O que ela perderia? Kagome não entendia o motivo de estarem reunidos, deveria ter ficado até o fim da conversa com Kikyou, mas não suportaria ouvir falar do passado. Passado é passado não volta mais, só que o dela sempre volta para impedir sua felicidade.



- Então, Sesshoumaru, quais são as noticias? – perguntou Kouga sentando em uma das cadeiras fazendo que sua esposa sentasse no braço do mesmo. Kagome passou os olhos nos presentes fixando-os em Inuyasha que a observava.

- O chefe de polícia ligou informando sobre o mandado de busca já tinha sido expedido. – respondeu Miroku com os braços cruzados na frente do peito – E a possível localização dada por Kikyou.

- Pelo o que nos foi informado ele está na cidade de Yokohama. – concluiu Miroku descruzando os braços pegando em uma das mãos de Sango sentindo confiança no que acabou de dizer.

- De acordo com Kikyou, Naraku deve está na casa de um amigo, pois ela é afastada da cidade e não há movimento algum próximo a ela. – respondeu Sesshoumaru.

- Muito bem, partirei em alguns minutos – Inuyasha direcionou tais palavras a Kouga – Se você for... – Olhou para Kagome que se encontrava sem acreditar no que acabara de ouvir – Apresse-se.

Foi uma surpresa para Kagome saber que Kouga e Inuyasha iam atrás de Naraku até aquele instante ela não se manifestava em nada, apenas ouvia tudo calada e o pressentimento cada vez mais forte. Aqueles dois juntos, não era bom sinal.

Olhou para o marido, levantou, fazendo ele também levantar estranhando a atitude dela. Kagome caminhou dando a volta na cadeira, esta ficou entre eles, virando de frente a ele.

- Não, não, não... – balançando a cabeça acompanhando as palavras que dizia – Você não vai, Kouga, muito menos você. – apontou para Inuyasha – Não vou deixar. Prometa-me, Kouga, que vai ficar comigo, por favor. – deu um passo na intenção de dar a volta para tentar segurar o rosto dele – Prometa-me e deixe esse assunto para a polícia, por favor.

- Kagome, escute. – Kouga deu outro passo da mesma forma que ela pegando em seu rosto, olhando fixamente – Eu quero ver aquele maldito atrás das grades por tudo que causou a você e a nossa família.

- Não vá, Kouga, eu te peço. – aumentou o contato abraçando-se, Kouga apoiou o queixo na cabeça dela enquanto a mesma tentou segurar as lágrimas, mas em vão. – Por favor, fique. – suplicou.

- Tudo bem, nada vai acontecer – alisou os cabelos, Kouga percebeu mais uma tentativa de fazê-lo desistir ele a calou encostando seu dedo indicador levemente nos lábios. – Eu prometo voltar para casa e para você.



Sem conseguir convencer Kouga a ficar Kagome se solta sem nem olhá-lo direcionando para onde as crianças estavam. Inuyasha os observava em um canto, quieto, depois de ter mandado Kouga se apressar não tinha notado a expressão de Kagome de medo e angustia, entretanto aquele carinho trocado entre eles estava causando inveja. Desde o dia que Kagome voltara, redescobriu o que sentia por ela, mesmo que tenha relutado para que não acontecesse; pedia a Deus para tê-la de volta. Entretanto ganhou uma filha. Percebendo que ela se retirava ele resolveu seguiu deixando seus amigos na sala falando a respeito de Naraku.

- A Kikyou também irá para re conhecer o local. – disse Sesshoumaru calmo – Quanto a mim, não vou. Vou ficar para cuidar de Kagome que ainda está de repouso – balançou a cabeça em sinal de reprovação – ...e ainda teima em não obedecer as ordens médicas.

Tal comentário tirou risada quebrando o clima de tensão que existia ali presente.

- É um mal de família – comentou Sango sorrindo para Miroku apertando mais a sua mão e beijando os lábios - Viram como ele foi teimoso a pouco no hospital, Souta é do mesmo jeito, só que não tão quanto eles dois.

- Ora Sango! – retorquiu ele envergonhado – Eu só não queria que... Que meu medo retornasse.

- Meu cunhado com medo – sorriu Kouga – Essa é nova.

- E qual seria? – Sesshoumaru perguntou um pouco curioso e estranhando o comportamento do amigo – Por acaso a Sango está presente nesse "medo"?

- Não. – respondeu sério e seco. – Ficar sem ver a minha irmã mais uma vez... – olhou para a noiva ao seu lado firmando suas mãos entrelaçadas. - ... pois a Sango eu nunca a perderia só se...

- Nunca. – Ela o interrompeu virando o rosto dele pelo queixo o forçando a olhá-la nos olhos – Até por que eu te amo – beijou-o – Isso você pode apostar.

Tanto Kouga quanto Sesshoumaru ficaram um pouco desconcertados diante da declaração mútua, no entanto, voltaram a conversar normalmente.

Após ter seguido Kagome, Inuyasha a observava junto das crianças a olhá-los correndo de um lado a outro ao qual, muitas vezes, elas traziam objetos entregando-os a ela e a beijar no rosto. Ele via o quanto ela estava feliz e relaxada, mas em seus olhos ainda existia resto de tristeza, sorria apenas quando Souta ou Rin ia ao seu encontro.



A visão de Kagome grávida junto das crianças era esplendorosa para Inuyasha como a amava, a apreciava a cada gesto ou expressão que fazia. Resolveu aproximar-se dela.

- Porque esse olhar melancólico? – ele perguntou sentando ao lado dela – Um sorvete por um pensamento topa?

Sorriu e sem enrolar foi direta – Por favor, Inuyasha, fique. Não vá. – dessa vez Kagome tentou implorara a Inuyasha. Sem a expressão confusa nos olhos dele – Eu sei que é pedir de mais, mas... – suspirou forte.

Inuyasha levou a sua mão ao rosto dela impedindo que as lágrimas que se formavam evitassem cair, ela segurou a mão dele pedindo com o olhar para que ele resolvesse ficar. Fechou os olhos sentindo que ele acariciava seu rosto, eles foram interrompidos por Rin e Souta que aproximou deles os abraçando.

- Olha o que trouxemos. – disseram unissonoro, cada trouxe um objeto achando interessante.

- Que lindo Souta! E o seu também Rin! – disse Kagome pegando as flores de cores diferentes das mãos das crianças a fazendo sorrir. – São lindas! Onde encontraram? – perguntou mostrando certo interesse. – Sentem aqui um pouco.

- Ali. – Souta respondeu apontando para algumas flores mais à frente, Rin abraçou Inuyasha após notar a presença dele sentando ao lado dele e Souta mais próximo a ela.

Inuyasha ficou sem entender o porquê dela pedir para que sentassem perto deles, já que ela estava gostando de ver seus "bebês" gastar energia para a noite ter um sono tranqüilo e não ficar acordados até tarde. Confuso Inuyasha não percebe a intenção dela, quando poucas palavras começaram a fazer sentido na conversa.

- Rin, sabe que a mamãe te ama muito, não é? E a você também Souta? – tocou no nariz de cada ao citar seus nomes conseguindo tirar uma risadinha – O papai também te ama. Sabe minha pequena...

Entendendo o ritmo do diálogo Inuyasha tenta interrompê-la. – Espere Kagome, teremos tempo para resolver isso depois. – Mas ela não deu atenção e continuou.

- ...tem garotinhas que têm dois papais e você é uma delas – sorriu para Inuyasha, mas a menina a olhou sem entender direito a situação dela. Notando tal confusão tentou explicar melhor – Você tem dois papais.



- É verdade, mamãe! – a menina abriu um sorriso virando para Souta – Viu só, Souta, tenho dois papais.

A forma como Kagome contou para sua filha que ela é filha de Inuyasha o emocionou, foi tão simples e direta, mostrando que é algo bom. No entanto, ele estava calado esperando apenas ela dizer que é ele. Então o medo de ser rejeitado tomou conta de si. Kagome sorria vendo a felicidade de sua pequena, mas olhou para Souta percebendo que ele ficou um pouco triste e continuou.

- E esse novo papai é... Seu tio Inuyasha. – a menina virou para ela e o abraçou forte, ele olhou para a mãe de sua filha e agradeceu mexendo os lábios.

Como é bom ser reconhecido como o pai daquela garotinha, sua menina que não vira nascer e muito menos crescer até a idade que se encontra atualmente, sabia ele que o tempo não voltava mais, mas se voltasse faria tudo diferente. Aquele momento era apenas dos dois, pai e filha, de certo que Rin não entendia como podia ter "dois papais" como disse Kagome, mas estava contente por ter ambos.

Kagome tornou a Souta que estava ao seu lado – Souta, eu sei que parece ser injusto com você, enquanto você não tem nenhum. – tentou amenizar a tristeza que seu irmãozinho sentia – Entretanto, nossos pais estão olhando você, além do mais, eu sou mais que uma irmã.

- Eu te amo Kagome. – disse o menino gentilmente, não por causa do que ela disse, mas por ela esta com ele. – Você e Miroku são tudo que eu mais amo nesse mundo. – a abraçou fazendo com que ela virasse para trás gargalhando do comentário infantil dele e beijando a sua face e cabelos.

Infelizmente Kagome não conseguiu convencer Kouga muito menos Inuyasha, que eram tão teimosos quanto ela e o pressentimento só piorara quando resolveram partir. Certos da ida a Yokohama, enquanto esperavam a polícia chegar para uma viatura ficar para proteção deles e a outra levar os dois a cidade. Kouga tentava não afligir mais do já estava a sua esposa, não saía de perto dela segurando sempre a sua mão, mas essa não é a única razão, a outra é evitar que Inuyasha se aproximasse dela. Pois soube que minutos atrás Kagome o havia contado a Rin sobre seu pai.

Contudo, Inuyasha apreciava a insegurança do seu rival, sorrindo internamente, com a sua filha nos braços; Souta estava abraçado a Sango que estava conversando animadamente com Miroku e Sesshoumaru; e quanto a Kikyou, bom, ela estava a caminho junto da polícia para reconhecer o local indicado por ela e investigado pelos mesmos.

- Por favor, Kouga fique. - pela última vez, Kagome ainda tentou impedir sua partida – Tem algo me dizendo para não ir, fique.



- Meu anjo, não há com que se preocupar. – a abraçou protetoramente pousando seu queixo no ombro esquerdo dela e alisando seu ventre – A polícia vai estar lá, eu garanto voltar. Tenho muito que aproveitar, você e meus filhos.

- Contenha-se Kagome. – Sesshoumaru apareceu por trás do casal desfazendo a posição que estavam – Não tem nem 24 horas que saiu do hospital e já quer voltar. – Sorriu fracamente.

Inuyasha se aproximou deles passando a menina para os braços de Kouga, pois ela pedia freneticamente, ficando próximo a Kagome pegando em uma de suas mãos, em um movimento rápido com os olhos; ela olha para todos e sorri discretamente para ninguém perceber. Minutos depois o carro da polícia chega levando-os e deixando Kagome com o coração mais apertado.

A ida a Yokohama foi silenciosa devido à concentração, suas respirações eram rápidas por conta do entusiasmo, a cada minuto parecia uma eternidade, mas ao chegar ao local Kikyou estava a espera e um pouco mais a frente a casa onde possivelmente Naraku se encontrava. Constatando que ele estava presente a casa foi cercada estrategicamente evitando fuga.

A casa não chamava muito a atenção é bem afastada do centro da cidade local cercada por árvores que davam em direção à praia, onde encontrava um pequeno píer e algumas poucas embarcações dos moradores da região para se deslocarem a ilhas próximas.

Para certificar que seu irmão se encontrava na casa Kikyou se ofereceu para entrar e ter uma conversa com ele com o intuito de convencer a se entregar, acusado de rapto de menores. Mesmo tentando acreditar Kouga não confiava nela e muito menos Inuyasha depois de tudo que soube, estranhou o fato dela ter aceitado, depressa de mais, a Rin ser sua filha rápido de mais, entretanto não estava se encaixando.

Com uma escuta escondida em suas roupas Kikyou entrou na casa chamando pelo irmão, encontrando-o a espera dela na sala sentado no sofá de costas para a entrada da casa com um copo de vinho nas mãos. Naraku estava com a aparência impecável, muito bem vestido para a ocasião já que se encontrava escondido.

- Pensava que chegaria mais tarde. – disse Naraku assustando a irmã. – Já entregou o meu recado?

- Ah! Sim, sim. – respondeu Kikyou com uma mão no peito devido ao susto – Como você queria, eu falei sobre seus "falsos planos". – sorriu tentando arrancar mais algumas coisas – Está saindo tudo de acordo como queria.

- Ótimo! – Naraku levantou de onde estava mostrando-se completamente aproximando dela.



- Mas tem algo que não sabe. – os olhos dele mostraram confusão e sem perguntar a irmã responde a pergunta que pensara – A menina é filha de Inuyasha.

- Ora, ora, ora... – levou a mão ao queixo alisando pensando na notícia – Mais alguma coisa a meu favor. Sabe? Vai ser muito interessante brincar com a insegurança de Inuyasha outra vez e quero só ver se mudou ou não. – sorriu sarcasticamente.

Chegou de frente a ela alisou seu rosto admirando-a, Kikyou estranhou tal afeto por parte dele sem esperar ela sente um tapa no seu rosto fazendo-a dar virar o mesmo para outro lado com a mão na face. Deu um passo para trás voltando a olhar a Naraku com temor.

- Você acha que podia me enganar até quando, Kikyou? – Naraku perguntou com raiva – Se acha que me enganaria com seus truques idiotas está muito enganada.

- O o que... você quer dizer? – o medo já se encontrava presente na voz dela.

- Não se faça de Idiota. Pensa que eu não sei? Você me delatou a polícia. – afastou-se um pouco dela dando as costas – Ah! O quanto é ingênua, enquanto você dá um passo eu dou dois.

- A casa está cercada, acabou. – ele tornou a ela segurando seu queixo beijando o lado da face que batera.

- Não, não acabou. Apenas começou. – sorriu vitorioso.

No lado de fora tanto a polícia quanto Inuyasha e Kouga ouvem a conversa de Kikyou e seu irmão, deixando evidente que ela não é tão inocente quanto dizia ser. Mais algumas palavras deles eram ouvidas quando o chefe de polícia dá a ordem para invadir a casa, sem esperar a autorização Inuyasha e Kouga também vão, mas percebem que se encontravam vazia.

Por onde haviam escapado? Se a residência estava cercada em pontos estratégicos? Perdidos no meio de perguntas sem resposta no momento e revoltados por não está dando certo, escutam no rádio que os policias carrega consigo que estão no bosque em meio às árvores, partindo novamente a procura deles.

Kikyou é arrastada pelo irmão em meio às árvores tentando em vão soltar-se dele, percebendo que não tinha por onde se esconder. A eficiência da equipe policial conseguiu prever os passos de Naraku conseguindo cercá-lo. Notando está sem saída Naraku parou e colocou sua irmã como escudo na sua frente mostrando a ela que se encontrava com uma arma.



- Satisfeita por está a me defender? – mais uma vez beijou-lhe a face – Que pena, mas se não tivesse feito tanta besteira poderia ter saído imune de tudo isso.

- Não, não acho. – sorriu temerosa por conta da arma apontada em sua cintura – Não tem por onde escapar, Naraku, se enforcou com a própria corda.

Os policias tentavam se aproximar com cuidado para não fazê-lo disparar e assim manter um acordo. Tentado negociar a liberação do refém que no caso a própria irmã. Kouga e Inuyasha ao longe observavam tudo tentando não se intrometer na ação policial, mas estava sendo inevitável cada vez mais próximo do casal de irmãos. Naraku sorriu ao notar a presença de ambos, um o que conseguiu casar-se com Kagome e o outro o amor dela, irônico não?

- Ora, ora, ora... Se não são os meus adoráveis amigos – disse Naraku cínico para eles. – Pena que não pudemos conversar em uma melhor situação.

- Não vê que não tem por onde escapar se entregue logo. – respondeu Kouga.

- Eu não vejo por esse ângulo. – apertou mais a arma na cintura da irmã a fazendo ter uma careta de pavor. – Vejam. Eu tenho uma refém e vocês não querem que eu a machuque. E o que eu quero vocês também tem. Vamos fazer um negócio.

- De que se trata? – interveio o chefe de polícia.

- Bom. – fez um silencio assustador – Kagome.

- Como ousa, deixe-a fora disso. – retrucou Inuyasha com ódio por ele ter se referido a ela – Não basta o que já fez a ela.

Enquanto discutiam um dos policiais se aproximavam cuidadosamente deles até que Naraku percebe e aponta a arma para a nuca da irmã que geme de medo.

- Não se aproxime nem mais um passo. – se referiu ao agente que se afastou. Kouga aproximou mais um pouco quando ele se distraiu com o policial. Voltou sua atenção para eles. – E quanto a você, a tem em seus braços todos os dias. Foi o mais esperto, estendeu a mão no momento que ela precisava de carinho e atenção, grávida de um filho meu. – sorriu satisfeito coma expressão do rosto de Inuyasha. – Fez um bom trabalho. Você pensou que fosse seu Inuyasha?

- Eu não pensei, tenho certeza. – respondeu firme deixando Naraku mais raivoso. – Achou que me convenceria de suas mentiras? Vocês não me enganam mais.



- Eu não achei, eu fiz. – gargalhou dele e Kouga deu mais um passo na direção deles – Eu a tive em meus braços, a sentir vibrar neles enquanto você duvidou dela. Enquanto minha irmã te enchia de dúvidas, e claro, você a perdeu.

Kikyou olhava Kouga se aproximar lentamente esperaria uma boa oportunidade de escapar dos braços do irmão, em sinais com os olhos e movimentos lentos dos lábios durante a discussão de Inuyasha e Naraku, Kikyou conversava sobre o que fazer. Então em um movimento rápido consegue golpear seu irmão dando uma cotovelada perto do estomago correndo para longe dele. Entretanto, Naraku por ser mais esperto logo se recupera do golpe e atira três vezes na irmã, correndo entre as árvores, sendo seguido pelos polícias e atirando nos mesmos.

Um agente de polícia vai em direção a Kikyou para certificar o estado que ela se encontrada, percebendo que sua situação é grave chama por uma ambulância, dois dos três tiros a atinge deixando-a imóvel por causa da dor que sentia.

A fuga termina próximo a uma ribanceira que dar para o mar onde a queda é aproximadamente uns cinco metros, com poucas balas na arma Naraku não tem saída a não ser se entregar o que ele não pretendia. Aproximou um pouco mais da ribanceira olhando a queda, notando não ser tão alta, algumas balas na pistola, tinha poucas escolhas a fazer e teria que fazer a que julgasse a mais correta.

- Fim da linha. – disse um dos policiais – Largue a arma e deite-se no chão. – as armas dos policiais apontavam para ele.

Mais uma vez olhou para ribanceira, só tinha mais uma coisa a fazer. Levantou as mãos soltado à arma do gatilho deixando-a ainda em sua mão. Viu quando os rivais suspiraram aliviados por ele está sendo preso e a perseguição terminada, alguns policiais aproximaram dele. "Kagome, sua boba, não havia nada que se preocupar" pensou Kouga. Mas em outro movimento tão rápido quanto piscar os olhos, Naraku aponta a arma para Inuyasha, Kouga percebeu que Naraku apontaria a arma para Inuyasha com intenção de matá-lo e apenas disse: - Cuide das minhas meninas. – Kouga sabia do rancor que Naraku tinha por Inuyasha. Então, Naraku mirou e atirou em Inuyasha, sentindo seu corpo se chocar com mais outro caindo pela ribanceira colidindo com as águas do mar.

Inuyasha via tudo em câmera lenta, Kouga correndo em direção a Naraku e este disparando em sua direção, sentiu um ardor em seu ombro esquerdo e em seguida Kouga e Naraku caindo na ribanceira. Saindo do seu estado de análise ajoelhando no chão com a mão direita no seu ombro sentindo seu sangue escorrer entre os dedos, correu em direção ao lugar por onde tinha visto o padrasto de sua filha cair não encontrando mais nada além de água.



Com ajuda de um dos agentes Inuyasha dirigiu a ambulância que se encontrava no local para atender Kikyou. Abatido pelo que acabara de ocorrer, ele sentou-se no chão lembrando-se de Kikyou. Perguntou há alguns daqueles homens onde ela se encontrava indicando a ambulância um pouco mais a frente, seguiu para o local indicado encontrando a ex-noiva sendo atendida pelos paramédicos observou que o estado dela não nada bom. Um dos paramédicos veio até ele fazendo os primeiros socorros alegando que não estava nada grave, voltou para ribanceira para ver se obtinha noticias de Kouga.

Algumas horas tinham passado e não encontrou Kouga e nem Naraku, nenhum vestígio deles por perto, Inuyasha se encontrava no hospital local tratando do seu ferimento e ainda ouvia as últimas palavras dele "Cuide das minhas meninas", Tais palavras ficavam martelando em sua cabeça.

- Por que aquele idiota tinha que se arriscar? De certo que eu lutaria para ficar com a Kagome, mas não desse jeito. – pensou em voz alta. – Droga, seu Idiota, Como eu vou contar isso a ela?

Esperando ser liberado pelos médicos ficou sabendo que Kikyou acabara de falecer devido a uma hemorragia em um dos pulmões onde a bala ficou alojada. A única coisa que queria é voltar para casa, próximos de seus amigos e de sua amada Kagome.

Kagome esperava ansiosa pela volta de seu marido e o pai de sua filha, por mais que tentasse não conseguia relaxar e muito menos seguir as ordens médicas, as horas passavam devagar e ela não recebia nenhuma informação, muito menos o telefone tocava. Assim que eles partiram, ela seguiu direto para o quarto deixando Rin e Souta com seu irmão, algumas vezes Sango e Sesshoumaru iam onde ela estava para ver se estava se sentindo bem. Na última vez que Sango conversaram um pouco.

- Como está se sentindo Kagome? – perguntou sua amiga preocupada.

- Um pouco angustiada, e Rin onde está? – tinha sua filha para se preocupar – Ela está se comportando direitinho?

- Sua filha é um amor, está dormindo junto com Souta no quarto do Miroku. – respondeu com a voz suave sentando ao lado dela na cama. – Sei que está preocupada, mas tem que descansar.

- Eu não consigo. – abaixou a cabeça olhando para as mãos – Por que eles não me ouviram?

- Eu não sei... – Kagome levantou o rosto para olhar a amiga. – Talvez para marcar território, sabe como são aqueles dois. Principalmente agora que Inuyasha tem mais uma ligação com você.

- Kouga sempre soube... – tentou explicar.



- Veja, ele sabia, mas não Inuyasha. Hoje é diferente. Todos nós sabemos que Rin é filha dele, então Kouga teme te perder. – sorriu para ela – Tente relaxar, é para está de repouso.

Kagome vê a amiga sair pela porta e tentou seguir seu conselho conseguindo pouco tempo depois.

A manhã daquele dia estava diferente para Kagome o pressentimento ficou mais forte assim que abriu os olhos, sabia que tinha acontecido algo. Ouviu as risadas das crianças, resolvendo levantar e ir para o encontro daqueles sorrisos que lhe acalmava por alguns minutos. Encontrando seus amigos pertos delas, Kagome sorriu e antes que eles pudessem dizer alguma coisa do que tinha acontecido à porta se abre revelando Inuyasha feliz por está de volta.

As crianças e seus amigos foram recebê-lo alegremente, tomando cuidado para não machucar seu ombro esquerdo que estava apoiado em uma tipóia prendendo em parte o movimento do braço.

Kagome esperava Kouga entrar pelo mesmo lugar que Inuyasha passara, estranhou o fato. Esperou, ainda no mesmo lugar, que eles saíssem da passagem para ver seu marido, mas ao abrir a boca para falar percebe um movimento na porta e sorrir sentindo aliviada, entretanto não era ele e sim um dos polícias que acompanhava o caso entregando alguns papéis ao seu irmão.

O pressentimento instalou nela quando viu o olhar de Inuyasha em sua direção pedindo desculpa por mais alguma coisa.

- Onde está Kouga? – perguntou aflita e num tom baixo – Onde ele está?

- Kagome se acalme. – pediu Sesshoumaru para poder contar o ocorrido – Lembre-se do seu estado, vamos conversar com calma.

- Não, não me peça para ter calma enquanto escondem algo de mim – lágrimas surgiram em seus olhos, virou para Inuyasha – Onde está meu marido?

- Eu sinto muito, mas... – ele abaixou a cabeça derrotado pelo estado que se encontrava.

- Não, não, não... – falou pausadamente, levou a mão a boca e outra ao peito batendo levemente, deu um passo para trás sentindo as náuseas por conta do choque.

- Kagome... Kagome... Kagome... Kagome...

Percebendo o estado alterado de sua amiga, Sesshoumaru tentar acalmá-la chamando seu nome, mas ela não estava respondendo, a sua percepção ficava mais fraca, as vozes ao longe, o ambiente a girar. Pensava apenas em Kouga, perdida nas lembranças e a cada segundo as náuseas aumentavam não ouvia ninguém.



- Kouga. - sussurrando uma última vez o nome de seu marido desmaiando nos braços do seu amigo.

"- Kagome, querida. Você sabe o quanto eu te amo não é?..."

"- Não chore Kagome, por favor. Eu não sabia que você iria ficar desse jeito. Nunca vou te deixar, está me ouvindo."

"... Estamos juntos agora, lembra? Você, eu e a pequena Rin. Vocês são a melhor coisa da minha vida. – dando-lhe um beijo nos lábios e sussurrou. – Eu amo você."

"- Tenho um presente para você. – Tirou da sacola entregando a ele sentando no sofá, sorrindo.

- Mas K... Pelo o que eu lembre hoje não é dia comemorativo – respondeu sem tentar abrir o embrulho.

- E desde quando que tem dia para dar ou receber presente? – Kagome perguntou enigmático. – Vamos abra.

- É o que eu estou pensando? – Kagome apenas confirmou com a cabeça – Que maravilha! – abraçou-a beijando lhe os lábios, o rosto, os cabelos. Ele estava muito feliz já que agora iria ter um filho. Ajoelhou na frente dela e começou a beijar o ventre dela, a mesma coisa fazia quando Kagome estava grávida de Rin, mesmo sabendo que ela não era sua filha; aliás, ela é sua filha. Levantou e a puxou para depois rodá-la no ar."

" Nunca pensei em ti traí só que, foi inevitável. – afastou-se segurando seu rosto."

"- Eu a apoiarei. Sou louco por vocês três. – Ele pegou na mão dela voltando para seu destino. – Você, Rin, o nosso bebê eu.

" - Meu anjo, não há com que se preocupar. – a abraçou protetoramente pousando seu queixo no ombro esquerdo dela e alisando seu ventre – A polícia vai estar lá, eu garanto voltar. Tenho muito que aproveitar, você e meus filhos."

Comentário da autora:

Oi gente! Saiu o penúltimo capitulo da fic. Ahhh! É uma pena sim. Infelizmente essa fic está dando seus últimos passos e se concretizando, cada vez que posto, escrevo um pouco mais, e percebi o quanto escrevo. É muito.

Bom, tenho outros projetos a serem feitos, mas por enquanto só estão no meu caderno que escrevo as minhas estórias. Não se preocupem logo, logo estarei com outra por aqui.

O que acharam? Poder ser sinceros, aceito tudo.

Matei a Kikyou por que ela estava inútil na estória e não achei justo ela sair tão impune assim, não ia deixar ela ser boazinha no fim da história. Peço desculpa para as cenas de ação, não sei se sou muito boa nelas deixo para que vocês me analisem. E quanto a Kouga... Bom, não posso revelar nada por enquanto.

Muito obrigada a todos (as) que estão acompanhando o fim dessa estória, agradeço de coração e até o próximo capitulo: Será esse nosso momento, certo?

Beijos...

Agradeço

Acdy-Chan - Que bom que você gostou e obrigada por está lendo outra vez. Agradeço pelo elogio, realmente sou muito dramatica, rsrsrs...

Hellen Cassidy - Acho que depois desse capitulo você vai ter dúvidas, mas logo estará esclarecido. Para ser sincera até o último momento que estava escrevendo tive dúvidas a esse respeito, mas depois saiu como eu tinha planejado desde o inicio.

Ashley123 - É um tema diferente mesmo, mas eu achei um pouco clichê, até eu me surpeendi um pouco quando a fiz. Ah! sim não se preocupe ela está totalmente pronta, só estou pensando, ainda, em fazer um capitulo especial. entretanto, tenho receio que estrague o sentido dela.

Mais uma vez, muito obrigada e beijos...