N/Rbc: eu gosto desse capítulo. na verdade, minha veia dramática fala mais alto nele. Continuemos preenchendo as lacunas.
Dessa vez, algo rápido, porque eu realmente estou com preguiça e, pasmem, com frio. Sim, é meio inusitado eu sentir frio numa das cidades mais quentes do Brasil... mas está chovendo muito, meus pés ficam gelados o dia todo e eu fico com aquela vontade de me meter debaixo das cobertas. Preguiça-mor.
Bjinhos para Thaty, Carolzenha Malfoy, Aninhoca e Jane LeloupBlanc que revisaram o capítulo.
Abraços para quem leu e não revisou. Mais ainda por ter lido. XD
Olá para os que abriram o capítulo e voltaram para a página de fics. XD
Oh. Eu vou viajar na segunda. Não sei quando nem onde terei acesso a internet. Mas prometo que tentarei encontrar algum pc e continuar postando a fic com certa rapidez. XD
Five Places Draco Wants To Kiss Ginny
Spoilers: Para este capítulo "Deathly Hallows".
Characters: Draco e Ginny
Rating: PG13 - pra este capítulo, apenas por precaução, apesar de eu o considerar K
Summary: Exatamente o que o título diz.
Warning:Drama, eu creio... XD
Disclaimer: Harry Potter e seus personagens pertencem à JK e corporações associadas a ela, não a mim. Esta fanfic foi feita a título de entretenimento. Eu não ganho nada com isso, a não ser satisfação.
N/Rbc: esta fanfic foi baseada numa fanfic em inglês do seriado BONES (atualmente o meu seriado preferido). O título original é "Four Places Booth Wants To Kiss Brennan... and one he did" e a autora chama-se 'Lerdo'. Mantive o título em inglês pela sonoridade. Fanfic a título de distração pessoal. A história desta fic não é uma tradução literal da fic em inglês. Apenas a idéia geral foi utilizada. É bom pensar em 5 lugares bons para se beijar. XD
Linha Dramática
3. Nos sonhos
Draco deveria imaginar que uma hora ou outra ela iria perguntar o que diabos ele insistia em fazer no local de trabalho dela. Afinal, ele trabalhava no Ministério, ela no Profeta Diário. E já era a terceira vez que ele aparecia ali em duas semanas.
"Então você vai me responder o que veio fazer aqui desta vez? Está tarde. E não tem ninguém aqui..."
"Você está aqui. E era com você que eu precisava falar."
O tom era formal. Ele não esperava mais do que isso, na verdade. Ele apanhou um pequeno envelope negro no bolso do sobretudo e entregou a Ginny. Ela retirou a bata azul, dando a volta no sofá e sentando-se. Ele estava de pé logo atrás dela. Ele não pôde deixar de perceber a camiseta preta que ela usava, nem muito menos o gesto dela de tirar o elástico do cabelo e deixar os cachos vermelhos caírem sobre os ombros. Ele fechou os olhos, tentando reprimir sua fantasia de alguns segundos atrás.
"Ritual de Passagem da Astoria?" – ela perguntou, quebrando o breve silêncio e trazendo-o de volta à realidade.
"Você sabe o que é isso, não sabe?"
"Purificação da alma dos mortos para eles garantirem seu lugar no paraíso, eu sei. Só não sabia que ainda era feito nos dias de hoje."
"Família antiga e tradicionalista." – ele falou, dando de ombros – "Eu sei que você e Astoria não eram exatamente amigas, mas vocês jogaram juntas até ela se recusar a te ter como capitã do time e..." – Ginny riu e, por um instante, ele se perdeu – "...e eu achei que..."
"Que deveria me convidar." – ela completou, e ele agradeceu imensamente – "Eu sinto muito pela Astoria." – ele deu de ombros.
"Chame o Potter também, talvez lhe interesse de algum modo." – Draco desconversou.
"Eu não creio..." – Draco riu.
"Eu também não. Era só isso. Eu vou indo então..."
Draco virou-se e já estava quase na porta de saída quando ouviu Ginny chamá-lo e pedir que a esperasse, para deixarem o prédio juntos. Não era algo que Draco desse muita importância. Já passava das dez da noite e, provavelmente, ela só não queria estar totalmente sozinha até chegar em algum ponto onde pudesse aparatar.
"Está muito frio lá fora. Nevando, na verdade." – ele constatou – "Você não duraria um minuto com essa roupa. Principalmente considerando que com toda essa neve o ponto mais seguro para aparatar é na Estação King's Cross."
"Eu esqueci meu casaco em casa. Saí apressada." – ele apenas meneou a cabeça e retirou rapidamente o sobretudo preto, colocando-o delicadamente sobre os ombros dela.
"Só não deixe o Potter ver minhas iniciais na gola. Ele pode interpretar errado."
"Malfoy, não..."
"Também não o deixe usá-lo. Este sobretudo me custou quase três mil galeões, eu odiaria saber que ele está infectado com essência de Potter." – ele disse, com uma voz profundamente arrastada.
"E quanto a você? Não vai sentir frio?"
"Malfoy's não sentem frio." – ele afirmou, enquanto calçava grossas luvas negras.
A caminhada até a King's Cross durou vinte minutos. Silenciosos vinte minutos. Talvez a falta de palavras fosse por não terem o que conversar, talvez fosse por orgulho, ou talvez fosse pelo frio gritante que os assolava, que nem mesmo feitiços de calor amenizaram. Não houve despedida. Apenas chegaram ao ponto de aparatação e sumiram.
x.x.x
Quando Draco tinha quatro anos ele apanhara de um menino mais velho e mais alto que ele. E quando ele fora chorar para a mãe e o pai descobriu, Lucius apenas lhe deu um longo sermão sobre "o que não te mata te faz mais forte" e sobre como Draco tinha sido um covarde e maricas na situação. Depois de muitos anos, ele descobriu que a palavra adequada para descrevê-lo na ocasião era "criança".
Quando Scorpius, seu filho, tinha quatro anos, ele perdeu-se na neve durante um dia inteiro, na véspera de Natal, no Beco Diagonal. Draco sentiu tanto medo na época como nunca tinha sentido antes. Astoria, ao contrário, parecia despreocupada. Quando encontraram Scorpius, o garoto estava tão gelado e pálido que mais parecia um fantasma. Draco pensou que ele fosse morrer. Astoria, por outro lado, recitava para Draco o mesmo sermão de seu pai, "o que não te mata te faz mais forte".
"Ela era uma mulher fria, a Astoria." – Draco olhou para o lado e viu Ginny, ao lado de sua cama, sorrindo – "Mas você não, Malfoy. Apesar de ser estúpido de vez em quando, claro."
"Eu não te amo, Weasley." – ele falou rápido, vendo-a sentar-se ao seu lado na cama.
"Claro que não. Eu também não te amo. Quantas vezes vamos repetir isso?"
"Então porque eu continuo sonhando com você?"
"Eu não tenho idéia do que você está falando. Eu sou apenas uma projeção da sua mente. Poderia ser qualquer uma."
"Então porque você?"
"Porque eu salvei seu filho quando ele estava no meio da nevasca. E então você se lembrou de mim."
"Eu lembrei de você... quando eu nem sequer havia esquecido..." – Ginny sorriu e levou a mão ao rosto de Draco – "você..." - ele ergueu a mão e parou a meio caminho de tocar a face dela - "...me fascina, Weasley..." - deixou que sua mão caísse sobre o colo - "...mas você não é real..."
"Não..." – ela inclinou-se e retirou alguns fios de cabelo loiro da face dele.
Então ele aproximou-se dos lábios dela e a beijou. Ele não podia sentir o gosto dela, nem o cheiro do cabelo dela. Ele não conseguia. E então ele tentava aprofundar o beijo, colocando a mão na nuca dela e puxando-a para mais perto. Nada. Ela apenas estava ali. Mas ela não era ela. Não era real.
Ele abriu os olhos. E por um instante, antes de enfrentar a escuridão de seu quarto, ele pôde ver a imagem dela se esvair bem à sua frente. Ele tremia. Seu corpo estava arrepiado. Malfoy's sentiam frio.
