Cem
Mil Tsurus
by Iihs
alice
nine. / NaoxOC
"E
ela fez todos eles só para uma pessoa. Mas e se faltasse
apenas um?"
Mayumi
chata, fica pedindo capítulo 2. LOL.
Cá está
ele pra você então.
Isso, fica aí traindo o
Sugizo com o Nao, fica!! (leva soco)
Te amo.
Desculpa a
narração rápida demais, mas você tava me
pressionando! (chora)
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E
foi pouco tempo depois que a garotinha Mayumi decidiu morar
definitivamente no Japão: conseguiria algum emprego, qualquer
coisa... Tudo para poder ficar mais perto de Sugizo – mesmo que sem
este perceber –, a fim de observá-lo e constatar sua
sorte.
De
verdade.
Não
era apenas vidrada em Luna Sea – conhecia também várias
outras bandas de rock japonês, e começou a tornar-se
parte desse meio conseguindo, depois de um tempo, emprego de editora
de uma revista famosa sobre o mesmo assunto.
Uma dessas bandas
era a tão atual e conhecida Alice Nine, e foi numa sessão
de fotos que Mayumi-chan conheceu os membros da mesma... Mas
conseguiu uma intimidade maior com o baterista, Nao.
Talvez fosse
porque os dois compartilhavam gostos parecidos e tinham
personalidades semelhantes também.
Muitas vezes almoçavam
juntos, conversando sobre os mais diversos assuntos. A amizade deles
ia se intensificando, sempre, e cada vez se encontravam mais.
Até
que, num desses almoços, Nao pediu a garotinha em namoro.
E
ela aceitou, por simplesmente estar vulnerável.
Os
dois passaram a se ver todo dia, ainda conversando como amigos, mas
agora com detalhes de característica singular: sempre de mãos
dadas, trocando sorrisos mais abertos.
E foi por
aproximadamente um ano e meio que continuaram assim, a paixão
se intensificando cada vez mais – seja pelas noites que passavam
juntos, seja por causa de Nao, que realmente lhe trazia a
felicidade.
Era como se aqueles cem
mil tsurus
tivessem surtido efeito em sua vida, e não na de Sugizo –
que, aliás, infelizmente fora esquecido... Apenas uma pessoa
além do próprio guitarrista ainda lembrava da história:
uma amiga sua, única a ouvir os fatos.
O contato com ela
fora perdido desde que Mayumi e Nao começaram a andar mais
juntos, mas ela não seria tão transparente
quanto o homem que ganhou os pássaros de origami.
A
garotinha dos tsurus conhecia muitas, muitas pessoas: todas do mundo
da mídia, e era um número bem parecido com cem
mil;
não lembrava de todos eles, se fosse para listá-los,
mas sem dúvida reconheceria-os se reencontrasse tais pessoas
eventualmente.
Mas
sua vida era só Nao
– resumia-se somente ao baterista.
E foi exatamente por
causa disso que acabou sendo pedida em casamento por ele – estava
perdida de amores! – e, obviamente, aceitou.
Chamou,
provavelmente, todas aquelas pessoas que conhecia: a quantidade era
absurda,
mas Mayumi não poderia esquecer de seus amigos... Ou
poderia?
O
grande dia havia chegado, depois de poucos meses.
A felicidade
corria por todos que estavam presentes naquela igreja enorme – com
capacidade de um pouco mais que cem
mil pessoas
–, ansiosos por presenciar a união matrimonial do baterista
e da garotinha.
Satsuki
não estava lá.
Não
havia sido convidada...
E Mayumi esquecera completamente de
Sugizo – todos os seus anos de vivência fizeram-na não
sentir falta de seu maior ídolo.
A cerimônia
corria normalmente: a marcha nupcial, e
uma linda garotinha, toda de branco.
Entrava,
pelas janelas da igreja, uma suave brisa que fazia seu véu,
semi-transparente, esvoaçar... Como
um tsuru.
Não
era uma garotinha – era um anjo
materializado na forma humana... Sem dúvida alguns comentavam
como Nao tinha bom gosto.
Chegava a hora – e todos
esperavam ansiosamente – das alianças serem trocadas e,
posteriormente, um beijo.
Nas últimas palavras do
padre...
Alguém
interferiu, abrindo as portas da igreja.
E,
pela surpresa de todos, eram duas pessoas que, provavelmente, Mayumi
não se lembrava... Sugizo
e Satsuki.
-
Mayu! – chamou a garota de cabelos rosas.
- Quem...?
Satsuki puxou o guitarrista pela manga de sua blusa até o altar, onde estavam os dois noivos.
- Você nem nos disse nada...
Como pôde esquecer de nós?
- Eu... Esqueci? – a
garotinha perguntou, olhando para as duas pessoas desconhecidas.
-
Pelo visto, esqueceu, Mayu...! Você não lembra de mim?
Nem do Sugizo-senpai?
Mayumi olhou para o guitarrista e
assustou-se. Sugizo?
Nao
estava imóvel, incapaz de pronunciar qualquer palavra devido
ao acontecimento inesperado.
- Eu vim aqui, Mayumi-chan... –
começou o homem - ...Porque eu perdi um de seus tsurus.
-
Tsu...rus?
Lágrimas brotaram de seus olhos... A
garotinha lembrou-se de todos os anos que passou fazendo as
dobraduras.
Como
que ela havia esquecido? Era... Impossível! Dez anos de sua
vida, exclusivamente dedicados aos pássaros para o
guitarrista... Todos passados em branco?
Em branco, como
seu vestido,
cujo tecido começava a ser molhado, suavemente, pelas lágrimas
da garotinha, que ajoelhou-se no chão e abraçou
Satsuki.
- Como eu fiz isso? – lamentou, aos prantos –
Como... Eu esqueci de vocês dois?
- Yumi-chan... – chamou
Nao, colocando uma de suas mãos no ombro da garotinha – Quem
são eles? Digo, eu sei quem é Sugizo, mas... O que
você..?
- Sugizo-sama perdeu um dos tsurus... A culpa foi
minha? Eu esqueci dele, e essa foi a conseqüência?
-
Mayu, se acalme... – pediu a garota de cabelos rosas, abraçando
a noiva de volta.
Sugizo passou a mão rapidamente por seus cabelos, encobertos pelo véu.
- Talvez eu e
Satsuki sejamos dois tsurus de sua vida que acabaram se perdendo. –
comentou.
- Tsuki-chan, me desculpe...!
- Calma, não
precisa se desculpar de nada...
Todos os convidados presenciavam a cena, emocionados... Era, de fato, um reencontro bonito.
- Eu não queria ser um tsuru perdido. – o guitarrista continuava – E não quero que você seja um dos meus perdidos. Mayumi-chan, viemos aqui porque você esqueceu de nós...
A garotinha dos tsurus assentiu com a cabeça; Nao mostrava-se um pouco confuso, mas nunca irritado: eram dois amigos perdidos, dois tsurus que voaram para longe.
-
Mayu – chamou Satsuki - ...Você promete que não
esquece da gente?
- Prometo...! E... Deixe-me fazer outro tsuru
para o Sugizo-sama...
Sugizo sorriu, concordando.
- O tsuru que sumiu foi você, Mayumi-chan... Eu ainda tenho todos os cem mil. Contados.
Mayumi chorou mais infantilmente, porém soltando-se de sua amiga e olhando os dois.
- Obrigada, meus amigos... Mil desculpas por
esquecer de vocês dois.
- Hmm... – começou Satsuki,
olhando para a platéia - ...Desculpem pelo transtorno,
continuemos a cerimônia!
A garotinha dos pássaros de papel sorriu, concordando com a cabeça e segurando a mão de Nao.
Foi um final feliz – eram exatamente cem
mil tsurus,
contados.
E
sempre guardados no coração da garota que se
assemelhava com um – trazia paz, sorte e
felicidade.
Principalmente
para o tsuru rosa, o tsuru branco e o tsuru preto.
E,
sem dúvidas, a garotinha tinha, em sua alma, todas as cores de
origami
possíveis.
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FIM!!
8DDDDD
Espero
que tenha gostado, Mayu! (esmaga)
Te amo muito! Agora que eu sou
sua inspiração, continua aí o que você tá
fazendo. 8DDD
Vou-me indo e peço review novamente pra quem
leu.
Obrigada!
