Capítulo II
Ah Meu Merlin!
Eu só tenho a dizer que estou muito assustada. E você também estaria se estivesse em meu lugar.
Depois de uma semana treinando INCANSAVELMENTE, eu consegui aprender todas as músicas do cd "I'm right", o novo cd de Elle e Daniel, ou seja, do Malfoy e meu, né. Eu estava muito feliz! Mas senti minha felicidade escorrendo pelo ralo quando soube que agora eu teria que me entender com o Malfoy (ou Daniel, como quiser).
Fui para o teatro do Hotel logo depois do almoço para me encontrar com o Malfoy (o que era o perigo ou uma certeza de indigestão).
Subi no palco e, devagarzinho, me aproximei do microfone.
"Teste. Um. Dois. Três. Ginny Weasley. Um Dois Três."- disse como forma de testar o aparelho. Depois de convencida que ele funcionava, arrisquei cantar a primeira estrofe da música que abrirá o show (daqui a uma semana, ai meu Merlinzinho!):
"I promise that you'll be my one, my only everything
I'll never be untrue
And I promise that for all your love I will do anything
I will give you the stars, I will buy you the moon"
Já ia começar a segunda estrofe quando senti um hálito quente no meu ouvido, dizendo:
"Péssimo."
Virei e dei de cara com Malfoy.
"Péssimo o quê?"
"Sua voz, Weasley. Sinto minha cabeça doer só de ter ouvido você cantar. Por Merlin, estamos arruinados."
Fazia tempo que o Malfoy não conseguia me atingir, mas agora eu estava lembrando como era ruim. Ele podia ser mais delicado, não? Mas acho que não existe a palavra delicadeza no vocabulário dos Malfoys.
"Tudo bem. Mesmo assim eu tentarei, afinal só tem você mesmo. Teremos que treinar dia e noite, sem intervalo."
"Ah, não. Agüentar você o tempo todo?"
"Sim. É o único jeito. Vamos logo começar. Tire os sapatos."
Eu olhei incrédula. Ele só podia estar brincando! O que os sapatos tinham a ver com a música?
"Assim dá para relaxar mais. Anda, Weasley. Nós não temos tempo a perder."
"Ok."- tirei meus sapatos e esperei para ver qual a próxima palhaçada.
Draco tirou os sapatos e a blusa e eu sufoquei um grito de susto quando vi aquele abdômen todo definido. O que era aquilo? Em que parte da história Draco tinha ficado tããããão gostoso?
Exercícios de respiração.
Tudo bem, isso é fácil.
Até começar a fazer.
Era ridículo.
Tudo, tudo mesmo era ridículo. Ele, a situação e o exercício me fizeram rir desesperadamente.
"Weasley, qual o seu problema?"
"Esses exercícios"- eu disse entre risos- "são ridículos."
"Weasley, não me faça perder a paciência."- disse Draco se aproximando, ficando atrás de mim.
"O que você vai fazer?"
"Vou ajudar você."- disse colocando as mãos na minha cintura e apertando. Eu não sabia o que ele estava tentando fazer, mas aquela situação me incomodava.
"Respira fundo, Weasley e depois solta. Vamos."
Fiz o que ele mandou e depois de alguns instantes os exercícios não pareciam engraçados, mas bastante incômodos.
Depois de um milhão de repetições ele se deu por satisfeito e passamos a exercitar a voz.
E o dia foi resumido na palavra exercitar.
Por Merlin!
Quando chegou a noite eu não agüentava mais.
Juro pelo que você quiser que aqueles zumbidos do exercício de voz iam ficar na minha cabeça.
Para sempre.
"Pronto, Weasley, acho que é o bastante."
"Demorou."- eu disse calçando meu sapato.
"Aonde você vai?"
"Para o quarto dormir."
"Nem pensar. Eu disse que já é bastante o aquecimento agora sim vamos começar o treino."
E eu estava tão cansada que só consegui dizer:
"Ai."
"Nada de Ai. Pegue o microfone e cante."
E uma nova sessão de tortura começou.
Depois de horas de ensaio Malfoy, muito gentilmente (para não dizer o contrário), me concedeu TRÊS horas de descanso.
Canalha sem vergonha!!
Dormi seis horas seguidas e acordei com os gritos do Malfoy ao meu ouvido:
"Weasley, sua idiota, acorda!"- ele dizia, me sacudindo como se eu fosse aqueles bonecões de posto.
"Sai pra lá, doido! Eu quero dormir!"
"OU VOCÊ ACORDA AGORA OU EU VOU MANDAR UMA CORUJA PARA SEU IRMÃO LOUCO E O TESTA RACHADA. ESCOLHE."
Cacilda!!
Eu não tinha escolha, né?
Levantei-me da cama e fui ao encontro da peste do Malfoy, que particularmente nesta manhã (ou seria tarde?) estava muito histérico.
"Muito bem. Vamos para o teatro."
"Ei, e meu café da manhã?"
"Não dá tempo, Weasley."
"Mas eu estou com fome."
"Problema seu, Weasley."
"Seu peste. Eu vou desmaiar de fome, idiota."
"P-R-O-B-L-E-M-A – S-E-U!"
Eu não estava brincando.
Aquele crápula tinha me deixado com fome no dia anterior, por isso minha barriga estava parecendo um saco furado. Eu podia ouvir as lamúrias das minhas tripas.
O aquecimento começou e, sinceramente, eu estava tentando fazer certo, mas meu pobre e frágil corpo pesava muito e o mundo ao meu redor, lentamente começava a girar. Parei de repente e, apesar de Malfoy estar bem perto de mim, eu ouvia a sua voz muito distante.
Até que tudo escureceu.
E senti meu corpo ir de encontro ao chão com força.
Quando abri meus olhos percebi que estava deitada na minha cama no Hotel. Sentei-me e o mundo ainda girava quando levantava a cabeça ou fazia esforço. Olhei em volta e vi que estava sozinha.
Aquele F.D.P. do Malfoy!!
Quase que ele me matou.
Ok, não diretamente, mas indiretamente, né?
Então foi nesse momento que tomei uma decisão: A aventura nos Estados Unidos tinha chegado ao fim. Não fazia mais sentido continuar ali.
Levantei da cama, mas considerei isso um erro depois que senti meu corpo amolecer e ir de encontro ao chão.
Ah Meu Merlin!
Eu estava aleijada!
Comecei a chorar desesperadamente e logo em seguida o cretino do Malfoy entrou com uma bandeja de café da manhã;
"Weasley, o quê você está fazendo no chão?"
"Estou testando meus joelhos."
"Ah ta!"- disse Malfoy colocando a bandeja de café em cima da mesa.
"MALFOY"- eu gritei-" AJUDA-ME A LEVANTAR! EU NÃO CONSIGO FICAR EM PÉ, SEU TRASTE!"
Ele correu, me pegou no colo e me deitou na cama.
"Seu imbecil! Eu não quero deitar!"
"Mas o Dr. Recomendou repouso."
"Mas eu não quero repousar! E outra, você sabe que isso é culpa sua, não é? Por que você é um maníaco psicótico que me obrigou a ficar sem comer e sem dormir e agora eu estou assim, aleijada! Você vai me pagar."
"Weasley, primeiro"- ele disse sentando do meu lado na cama- "PÁRA DE GRITAR, CARAMBA! EU NÃO SOU SURDO."
Eu não falei nada e ele continuou:
"Segundo, eu sei que tenho culpa, ok? Mas tudo que desejo é que o show dê certo e você estava cantando muito mal, nós tínhamos que ensaiar."
"E eu melhorei?"
"Sim, muito. Nem dá mais vontade de cometer suicídio quando escuto a sua voz."
"Também, né, ensaiei umas 24h seguidas."
"Nem tanto. Foram só 10h seguidas. E mesmo assim, desculpe."
Eu olhei assustada para ele.
Não era possível.
Um Malfoy pedindo desculpas?
Tinha algo de muito PODRE nessa história.
"Sei."
"E sei que você quer ir embora, mas pense bem, essa é uma oportunidade única e prometo que se você ficar, não serei mais tão carrasco."
O rosto dele parecia sincero.
Embora a cena parecesse um sonho.
"Tudo bem. Eu te desculpo e fico aqui, mas não é por você."
"Eu sei, Weasley, agora coma e descanse. Você tem o dia de folga, mas amanhã voltaremos com os ensaios."
Comi à vontade e depois tirei uma soneca.
Mas antes não tivesse tirado.
Porque eu tive um pesadelo TERRÍVEL!
Estava euzinha sentada na grama de um jardim maravilhoso.
Eu brincava com os passarinhos e coelhinhos, quando alguém me puxou e eu e o estranho corremos pelo jardim imenso.
Eu me sentia livre e completa quando de repente a pessoa parava me fazendo parar também.
O desconhecido me puxou para mais perto e então eu pude ver seu rosto.
ERA O MALFOY.
Acordei gritando.
Não, eu não merecia aquele traste me perseguindo até nos meus sonhos.
Era demais para mim!
Olhei para o relógio e vi que ainda era 20h.
Levantei-me da cama e fui tomar banho. Pelo cheirinho que começava a sentir desconfiava que meu desodorante tinha vencido há algumas horas.
Depois do banho, de me vestir e me pentear, fui procurar o imprestável do Malfoy.
Claro que fui achá-lo no teatro.
Ele estava treinando sozinho.
Cantando e dançando.
Merlin.
Sem camisa.
Um pedação de mau caminho!
E a voz! Nossa... que voz... ele tinha razão quando dizia que minha voz era feia, porque a dele, era simplesmente perfeita.
Eu estava totalmente enfeitiçada quando uma idéia terrível me ocorreu:
Eu não estava gostando do Malfoy, né?
Claro que não!
E eu tive a certeza disso quando ele, minutos mais tarde, entrou no meu quarto e disse:
"E aí, Weasley, melhorou?"
"Sim, obrigada."
"Ótimo. Amanhã. 05hs no Teatro."
"Da tarde?"- provoquei
"Não, da manhã mesmo, Weasley!"
Crápula insensível.
Podia até ser gostoso e ter uma voz uau, mas não valia o que a coruja enterra. (e enterra?)
E a semana foi se passando lentamente, mas os resultados foram satisfatórios.
Draco estava feliz com a melhora na minha voz e com o fato de pelo menos eu saber dançar um pouco.
Eu ansiava pela noite de estréia, nervosa com a crítica dos fãs e da imprensa.
Enfim o dia da estréia chegou.
Eu sentia meu estômago embrulhar e uma vontade imensa de desistir tomava conta de mim.
Quando a contagem regressiva para começar o show foi iniciada, os fãs gritavam alto e eu sentia que meu coração ia explodir de tanta expectativa.
"Tenha calma, Weasley."- disse Draco apertando minha mão.
Não sei porquê, mas aquele contato só me deixava mais nervosa.
"Ok."
"Tudo vai dar certo."- ele disse e um fino sorriso brotou dos lábios dele.
Então não pude me concentrar muito porque enfim a cortina foi aberta e tudo que eu conseguia ver a multidão gritando os nossos nomes (falsos).
E então eu me senti pronta para arrasar.
Ou não.
Nota da Autora: Será, hein, povo?? Hihihihihihihihi Espero que gostem do capítulo e comentem!!
MUITO OBRIGADA PELAS REVIEWS: MISTY WEASLEY MALFOY, FINI FELTON, CHUNLI WEASLEY MALFOY, ELLA EVANS, PRINCESA CHI, JEHSSIK, CISSY BELLY BLACK. ADORO TODAS AS REVIEWS, DE CORAÇÃO MESMO! E DESCULPEM POR NÃO AGRADECER MAIS DETALHADAMENTE.
Beijos,
Manu Black
