Disclaimer: Rozen Maiden não me pertence. Mas quem sabe ele um dia me pertença?
Informação (In)Útil: É preciso ter lido o mangá para compreender essa História, já que Kirakishou apareçe nela.

Capítulo 1: Os jardineiros da rainha.

Através de uma porta de grades prateadas, onde um fio de era se enrroscava em cada haste da porta de grade, havia um caminho reto entre duas grossas paredes feitas inteiramente de verde: Era um labirinto. Um labirinto confuso, onde não havia uma saída fixa, e nem um caminho fixo. Só haviam duas pessoas que sabiam tudo desse labirinto mutável: Os jardineiros da rainha…

Suiseiseki, a que regava as plantas. com seu belo regador de jade, banhava todas as árvores, roseirais e paredes verdes que haviam no labirinto, com a deliciosa água doce que saia dele. Também provida da habilidade de falar com as plantas, podia saber a que horas o labirinto mudaria de posição, e saber "quem" precisava de mais água, e "quem" já estava satisfeita. É provida de uma personalidade forte, bem irritante as vezes, porém sempre preocupada com o jardineiro que estava a seu lado, sua irmã gêmea, Souseiseki.

Souseiseki, a que podava as plantas, com sua bela tesoura lapíslazuli, cuidava para que as plantas não crescessem demais e perdesse sua beleza. Com sua lamina afiada e brilhante, consiguia cortar qualquer coisa. É portadora de uma personalidade calma, sensata e lógica, por isso sabe que mais dia ou menos dia sua queria irmã teria que seguir sozinha, sem ela. Não tem a capacidade de falar com as plantas, talvez nunca tenha desabrochado isso nela, mas isso é uma coisa que Souseiseki nunca pode prever.

Mas ambas tinham uma habilidade especial, que só a rainha e suas irmãs, que não estavam presentes, sabiam: Os jardineiros podiam entrar no mundo interior da pessoa, um mundo que reflete quem somos realmente, e que quando mudamos interiormente, nosso mundo começa a mudar também. Nesse mundo há a nossa árvore da vida, que pode ser de vários tamanhos e cores, e como na vida temos que enfrentar obstáculos, nossa árvore da vida, tem suas ervas daninhas. Essa é a função dos jardineiros: Cortar as ervas daninhas e regar a árvore, para que ela cresça… Isso no caso de algo estar errado com a pessoa.

Souseiseki já havia terminado de podar a maioria das plantas, iria terminar o resto da tarefa depois do almoço. Uma pequena luz azul aparece ao lado da podadora, que foi convada pela cuja, e envolve a tesoura numa luz da mesma tonalidade de azul e logo some. Ela da uma olhada envolta e percebe que a irmã não vinha correndo para ela como de costume, quando ela houve um grito vindo do local de onde a irmã havia ido plantar mais algumas rosas para a rainha. No Segundo seguinte já corria em disparada atravessando as várias e espessas paredes do labirinto, ignorando completamente as passagens entre cada parede:

Souseiseki: - O que houve, Suiseiseki?! - chegando lá quase sem fôlego, apoia as mãos nos joelhos dobrados e pega um pouco de ar puro e fresco

Suiseiseki: - Eu plantei as rosas erradas!! - falando escandalosamente, como se fosse o fim do mundo, olhava horrizada para o erro que havia cometido - Era para eu plantar árvores que nascessem rosas vermelhas, mas ao invés disso plantei árvores que nascem rosas brancas!! A rainha vai cortar a minha cabeça!!

Souseiseki quase capota no chão, deixando cair sua cartola no chão, olha para a irmã com um olhar de nervosa, querendo ela mesma decepar a irmã:

Souseiseki: - Isso não é o fim do mundo, Suiseiseki, é só eu cortar as árvores fora e você planta as certas. – convocou a pequena luz azulada, que trazia sua enorme tesoura diretamente na mão da podadora

Suisekiseki: - NÃO! - gritou alto, se pondo na frente das árvores com os braços bem abertos - Não vou deixar você matar elas! Eu as reguei e cultivei com muito carinho, para serem terminadas em um massacre horrendo!

Souseiseki sabia muito bem do que ela estava falando: Ela sabia e entendia os sentimentos das plantas, e do jeito que ela falava… não era como das outras vezes… parecia que ela realmente tinha botado todo o carinho dela ao dar vida aquelas árvores. Fez desaparecer na hora sua tesoura, olhando para a irmã com um olhar dizendo "não vou mais cortar as árvores":

Suiseiseki: - A não ser que… - esfregada a palma das mãos umas nas outras, com um sorriso diabólico e com os olhos meio cerrados - Pintemos todas as rosas de vermelho! Huhuhuhuhu!!

Souseiseki: - Ficou louca?! - se aproximou velozmente dela, a encarando - Você já teve idéias muito loucas, como colar flores de papel nos muros verdes, ou cultivarmos vacas e galinhas para comermos flor no hambúguer todos os dias, mas essa passou dos limites! Não podemos fazer isso!

Suiseiseki: - Claro que podemos… - dando mais um riso diabólico, correndo para um dos caminhos do labirinto - Vou na casinha de ferramentos pegar a tinta vermelha e…

Quando foi interrompida por uma voz grossa, parecida com a de um velho. Eram os muros do labirinto que diziam a Suiseiseki que estava na hora da mudança. Ela ficou paralizada, com os olhos arregalados, não daria tempo dela avisar a irmã para correr e sair dali, sendo assim foi correndo em disparada em direção a irmã, com um dos braços estendidos para ela:

Suiseiseki: - Souseiseki!! Pegue minha mão, está na hora da troca!! - estava quase chegando perto, corria com todas as energies que podia

Souseiseki: - O que? Como… - alguns milímetros de distância entre os dedos da regadora e da podadora fizeram muita diferença: Vinhas enormes com algumas folhas, separaram as jardineiras

Suiseiseki: - SOUSEISEKI, NÃÃÃOOO!! - caiu no chão, com um olhar choroso, olhando para a grama recém-cortada pela irmã, só ouvindo o som do labirinto trocando de posição - Estava tão perto… como eu pude?

Souseiseki simplesmente espera o momento do labirinto terminar a mudança, que não demorou menos de uma hora. Assim que mudou, olhou para trás e viu que as paredes se pareciam com dentes de uma criatura que só ouviu falar que existia no país do espelho. Ela sabia exatemente que a hora dela estava se aproximando, e que sua querida irmã teria que seguir caminho sozinha.

Suiseiseki: - Sou-souseiseki? - com lágrimas nos olhos, tentando disfarçar a voz chorosa, estava de joelhos e se corpo rente a parede verde que separara as duas a quase uma hora - Ainda está aí?

Souseiseki: - Sim, - voltando-se para a parede verde, encostando a mão nela, percebendo que sua irmã chorava denovo - Ainda estou. Você ainda está chorando?

Suiseiseki ignora a pergunta da irmã, limpando as lágrimas de seu rosto e se levantando:

Souseiseki: - Não se preocupe! Falarei com o labirinto e ele vai me dizer exatamente onde você está!

Suiseiseki: - Não, Suiseiseki, não. De agora em diante você vai ter que seguir o resto do caminho sozinha… - virou o rosto para o caminho mortal que estava diante dela e invocou sua tesoura lapíslazuli. Logo em seguida olho para o céu anil com poucas núvens, e notou um pequeno e quase imperceptível ponto roxo claro nele… Sua hora já estava quase chegando

Continua…


Notas Finais:

Caramba! Que bom que alguém comentou sobre essa minha fanfic
Fiquei super feliz ao ver que alguém lê os troços que eu coloco aqui!
Então... Vamos as respostas

Anala Blackwell
Sim, eu vou continuar . Eu já tenho até o capítulo 2 pronto, sendo o que 3 eu ainda estou escrevendo. Já escrevi essa fanfic a algum tempo, então vai demorar um pouco para eu retomar o ritmo!

Um aviso para todos: Irei postar os caps. uma vez por semana, já que só posso entrar no pc aos fins de semana.
Espero que tenham gostado desse capítulo!