15° Capítulo: Fogo x Gelo
Na batalha do Beruna, ouvia-se o ricochetear das espadas, batendo umas contra as outras, antes de atacarem o inimigo. O exército da feiticeira ainda era muito numeroso. Em cima da colina, Edmundo então anunciou com um grito:
- Fogo!
E vários centauros e faunos ali em cima, do seu flanco, jogaram flechas fumegantes nos inimigos, derrubando-os rapidamente no chão. Uma grande fênix vermelha sobrevoou-os, e, em chamas, atingiu o chão, separando o exército cansado de Pedro do numeroso da feiticeira.
Comemorações dos faunos ao lado de Edmundo fizeram-no sorrir, e o menino observou o irmão comemorar com a cabeça, olhando para ele. Então a feiticeira apagou o fogo com seu gelo e o exército dela avançou novamente, impondo-se sobre eles.
Pedro, portanto, gritou para seu exército:
- Recuar. Atraia-os para as rochas.
Uma corneta soou. E o Sr. Castor falou para Edmundo:
- É o sinal, vamos!!! – e desceram a encosta, juntamente com os demais de seu flanco.
Chegando as rochas, recepcionaram o flanco de Pedro, enquanto este ainda estava na batalha. Edmundo e seus soldados prepararam as flechas e espadas, esperando a aproximação do inimigo. Ao sinal da espada de Edmundo sendo abaixada, dispararam contra estes, atingindo-os.
Foi quando o anão, servo da feiticeira, alvejou Nuvem, fazendo Pedro cair no chão e perder o elmo.
Edmundo viu o irmão ao chão. Suspirou pesadamente, tentando pensar em alguma coisa rápida. No mesmo instante, Oreius parou de recuar. Ele e um rinoceronte enorme voltaram-se e viram Pedro e Nuvem no chão, próximos a chegada dos inimigos e da feiticeira. No segundo seguinte, os dois avançaram contra o inimigo.
- Não! – Pedro observou-os cruzar seu caminho, e matarem o maior número de inimigos possíveis.
O rinoceronte tombou ao lado de três anões maus. Mas Oreius derrubou dois gigantes, e ainda, com a espada, derrubou o general minotauro, no qual deixou a espada, incrustada na cabeça.
Ainda correndo em velocidade, ele puxou uma grande espada da cintura, e partiu, matando inimigos que estavam no seu caminho para a feiticeira. Num grito, ele desferiu um golpe. A feiticeira, com um reflexo, baixou a cabeça, e rodopiou sua lança, acertando Oreius no peito.
– Que lugar estranho! – exclamou Lúcia. – Quantos bichos de pedra! E gente também! Parece até um museu!
As duas entraram entras as estátuas, sem dizerem uma palavra. Foi quando Lúcia viu. Ao lado de um grande gigante, estava o Sr. Tumnus. Com uma careta de medo, feito estátua de pedra. A pequena se aproximou dele, calmamente. E então Luanna a acompanhou. Logo, as duas chegaram aonde estava o pobre Sr. Tumnus. Lúcia chorou, abraçando-se a Luanna. Essa, acalmando-a com leves carinhos no cabelo e no ombro.
– Psiu! – fez Luanna.
Então Aslam apareceu.
– Olhe o que Aslam está fazendo. – Luanna chamou a menina.
Aslam aproximou-se do Sr. Tumnus e soprou. Deu meia-volta, como um gato querendo agarrar o próprio rabo, e soprou também no leão de pedra, e também sobre o anão de pedra. Saltou sobre uma grande dríade de pedra, voltou-se rapidamente para um coelhinho petrificado à direita, correu para dois centauros.
Já viu alguém chegar um fósforo aceso a um pedaço de jornal num fogão de lenha? Parece no princípio que não aconteceu nada; depois, você nota uma chamazinha fraca na beirada do papel. Aconteceu uma coisa muito parecida. Durante os primeiros segundos, depois do sopro, o Sr. Tumnus ficou igualzinho. Depois, um fio dourado, muito fraquinho, começou a andar por seu corpo branco de mármore e foi aumentando... Daí a pouco, a cor lambia as bochechas do fauno como o fogo lambe um pedaço de jornal. Por fim, enquanto as patas continuavam de pedra, os braços do fauno balançaram, e as pesadas ondulações marmóreas que o cobriam ficaram encrespadas, já transformadas em pêlo e pele. Num fôlego, ele recuperou a respiração.
E olhou para Lúcia, quando ia cair no chão, por ter passado tanto tempo daquela forma. A menina se aproximou para segura-lo, e então eles se abraçaram. Saudosos, com lágrimas nos olhos, eles se cumprimentaram. Lúcia então olhou para Luanna, de olhos marejados.
- Luanna, esse aqui é o...
- Sr. Tumnus! – ela sorriu, e abraçou o fauno, sem se preocupar se era íntima dele ou não.
As duas abraçaram-se a ele, e então olharam ao redor.
O mesmo que ocorreu com o Sr. Tumnus, ocorreu com o leão de pedra. Este, antes estátua, escancarou então a grande boca vermelha, quente e viva, num impressionante bocejo. E já as patas traseiras voltaram à vida. Levantou uma e coçou-se. Vendo Aslam, correu para Ele aos pulos de pura felicidade, lambendo o rosto do Rei.
E as estátuas voltaram à vida por todos os lados. O pátio já não parecia um museu: era um jardim zoológico. Seres de todos os tamanhos, de todas as formas, corriam atrás de Aslam, dançando em torno dele. Desaparecera a brancura de morte: o pátio era festival de cores, com dorsos lustrosos e castanhos de centauros, chifres anilados de unicórnios, plumagens deslumbrantes, o pardo-avermelhado das raposas, cães, sátiros, meias amarelas e capuzes vermelhos de anões. E espíritos de bétulas em túnicas de prata, espíritos de faias envoltos num verde fresco e transparente, espíritos de vidoeiros vestidos de verde tão brilhante que quase parecia amarelo. Sumira o silêncio de cemitério; o pátio ressoava com um som alegre de rugidos, zurros, latidos, uivos, grunhidos, arrulhos, relinchos, gritos, canções e risos.
– Ah-ah! – gemeu Lúcia, num tom diferente. – Olhe... Você acha que... que isto é seguro?...
Luanna olhou e viu que Aslam soprava os pés de um gigante de pedra.
– Está tudo bem – gritou Aslam alegremente. – Quando os pés estão corretos, todo o resto os acompanha.
– Não era isso que eu estava querendo dizer – murmurou Lúcia para Luanna.
Mas era tarde demais, mesmo que Aslam tivesse entendido. A força da vida já subia pelas pernas do gigante. Ele mexeu os pés. Levantou o cajado que tinha encostado ao ombro. Esfregou os olhos e disse:
– Que foi isso? Devo ter dormido demais! Ah! Onde está aquela feiticeira de uma figa?
Tiveram de explicar ao grandão tudo o que havia acontecido. Levou a mão à orelha e fez com que repetissem tudo, até ouvir e entender bem. Depois, inclinou a cabeça à altura de um monte de feno e tirou o boné a Aslam, muitas vezes, com o carão a resplandecer de alegria.
Os gigantes – de todas as raças – são tão raros hoje que há poucos com boa aparência; aposto dez contra um que você nunca viu um gigante com o rosto resplandecente. Mas, pode estar certo, vale a pena ver.
– E agora é lá dentro! – disse Aslam. – Todo o mundo de olho bem aberto. Busca rigorosa em tudo! A gente nunca sabe onde pode estar escondido um pobre prisioneiro.
Foi uma correria. Durante alguns minutos, aquele horrendo castelo, velho, escuro e mofado, ressoou com o ranger das janelas que se abriam e com o eco de vozes que gritavam ao mesmo tempo:
– Não se esqueçam dos calabouços!...
– Quem me ajuda a arrombar esta porta?...
– Aqui tem outra escada de caracol...
– Olhem o coitado do canguru!...
– Chamem Aslam...
– Puf, que abafamento!...
– Será uma porta falsa?...
– Tem um bando imenso aqui em cima!...
Daí a pouco, Lúcia e o pequeno fauno, de mãos dadas, dançavam de alegria, junto com os demais bichos. Apesar daquela temporada triste de estátua, o Sr. Tumnus era ainda o mesmo, muito interessado nas coisas que a menina tinha a contar.
Até que a busca na casa da feiticeira chegou ao fim. O castelo estava vazio de todo. Pelas portas e janelas abertas, entrava a luz, e o ar perfumado da primavera insinuava-se até nos cantos mais escuros e feios. A multidão de ex-estátuas voltou ao pátio. Foi aí que alguém (o Sr. Tumnus, se não me engano) se lembrou de perguntar:
– Mas como iremos sair daqui?
Aslam entrara de um salto; os portões ainda permaneciam fechados.
– Não há problema – disse ele, chamando o gigante. – Como é o seu nome?
– Sou o gigante Rumbacatamau, às suas ordens – disse ele, tirando o boné.
– Pois muito bem, Sr. Rumbacatamau. Pode ajudar-nos a sair daqui?
– Com muito prazer! – disse o gigante. – A miudagem (isto é, os pequeninos) que se afaste dos portões!
Então avançou para os portões e se ouviu o tan-tan-tan do cajadão. Os portões chiaram ao primeiro golpe, estalaram no segundo, estremeceram no terceiro. Depois, o gigante arremessou-se contra as torres ao lado dos portões; apertou-as e sacudiu-as tanto, durante alguns minutos, que elas, junto com pedaços de muralhas, caíram estrondosamente. Era estranho estar naquele pátio de pedra e olhar pela abertura, e ver a relva lá fora, as árvores balançadas pelo vento, os riachos cristalinos, as montanhas azuis e o céu.
– Macacos me mordam se não estou suando em bicas! – disse o gigante, ventando como uma locomotiva das grandes. – Falta de treino é isso! Alguma das mocinhas aqui presentes terá, por acaso, aquilo a que dão o nome de lenço?
– Eu tenho – gritou Lúcia, pondo-se nas pontas dos pés e levantando o lenço o mais que pôde.
– Obrigado, menininha! – disse Rumbacatamau, inclinando-se para apanhá-lo.
Lúcia levou um dos maiores sustos de sua vida ao sentir-se levantada no ar, como num elevador de obra, entre os dois dedos do gigante. Luanna abriu os olhos, assustada, apertando a mão do Sr. Tumnus, que ficou levemente corado. Lúcia já estava para tocar no rosto dele quando o gigante deu uma freada brusca e voltou a colocá-la no chão, com muito cuidado, murmurando:
– Mil perdões! Foi engano meu; agarrei a menina pensando que era o lenço.
– Não tem importância – disse Lúcia, rindo. – Aqui está o lenço.
Desta vez, o gigante conseguiu apanhá-lo, mas o lenço era tão pequeno para ele como é para nós um chiclete... Quando a menina o viu esfregando solenemente o lenço de um lado para outro na carantonha vermelha, exclamou:
– Sinto muito... o lenço é tão pequenininho... não vale quase nada, Sr. Rumbacatamau.
– Pelo contrário, pelo contrário – respondeu o gigante, com delicadeza. – Nunca vi um lenço tão distinto... tão jeitoso... e tão... e tão... nem tenho palavras...
– Mas que gigante simpático! – disse Lúcia ao Sr. Tumnus.
– Ah, simpático ele é! – replicou o fauno. – Os Catamaus sempre foram assim. Eram uma das famílias de gigantes mais estimadas em Nárnia. Nunca foram lá muito inteligentes (pelo menos, nunca vi um), mas, sem dúvida alguma, uma das famílias mais antigas. Com muita tradição, compreende. Aliás, se não fosse isso, a feiticeira não ia se dar ao trabalho de transformar um Catamau em pedra.
Aslam bateu as patas e pediu silêncio.
– A nossa tarefa do dia ainda não acabou. Se quisermos derrotar para sempre a feiticeira antes de anoitecer, teremos de encontrar já o campo da batalha.
– E espero poder travá-la, senhor! – falou o centauro-maior.
– Evidente! – concordou Aslam. – Avante! Os que não podem acompanhar a marcha (Lúcia e Luanna, anões e bichos menores) vão às costas dos outros (centauros, unicórnios, cavalos, gigantes e águias). Nós, os leões, vamos na vanguarda, e os que têm o faro apurado vão conosco, ajudando a localizar o campo de batalha. Depressa, todos a postos!
Com grande alegria e bastante barulho, todos obedeceram. Mas quem estava inchado de contentamento era o outro leão, que corria de um lado para outro, fingindo-se muito atarefado, só para ter a oportunidade de repetir a cada um que encontrava:
– Ouviu o que Ele disse? Nós, os leões! Ele e eu! Nós, os leões! Por aí você vê por que eu gosto tanto de Aslam. Não se põe lá em cima, não é de bancar o importante. Nós, os leões! Ele e eu!
E só parou quando Aslam colocou em cima dele três anões, uma dríade, dois coelhos e um ouriço. Aí, ficou um pouco mais calmo.
Quando estavam todos prontos (foi um grande cão de guarda que ajudou o Rei a colocá-los em forma), saíram pela abertura feita na muralha.
A princípio, os leões e os cães iam farejando em todas as direções, até que de repente um cão encontrou um rasto e soltou um latido. Não perderam mais tempo. Cães, leões, lobos e outros animais de guerra partiram a toda a velocidade, de nariz no chão, enquanto os outros, coitados, em fila quilométrica, iam seguindo como podiam.
O barulho lembrava uma caça à raposa, só que era muito maior. A velocidade aumentava à medida que o rasto se acentuava. Ao chegarem à última curva, num vale estreito e sinuoso, Lúcia ouviu um ruído que dominava os outros todos: um ruído que a fez estremecer por dentro. Eram gritos e uivos e o choque de metal contra metal.
Ao derrubar Oreius, a feiticeira olhou odiosa para Pedro. Este observava o massacre de seu exército e os tantos outros que pereciam por causa do grande número do exército maligno da feiticeira. Ela acabara de transformar dois grandes grifos que voavam em sua direção em pedras, e estes, ao caírem no chão, quebraram-se em pedacinhos.
Então, Pedro voltou-se para encará-la, e decidiu-se. Olhando para Edmundo, que lutava bravamente contra um grande homem com cabeça de touro, deu a ordem:
- Edmundo!! São muitos! Saia daqui! Pegue as meninas, e leve-as para casa! – entre espadadas e gritos, Edmundo ouviu-o dizer a mensagem.
- Vamos! Faça o que ele disse!! – o Sr. Castor o puxava pela malha de aço debaixo da armadura.
Edmundo não sabia o que fazer. Via-se puxado pelo Sr. Castor, sem querer deixar Pedro e Nárnia. Foi quando ele viu. A feiticeira caminhava em direção a Pedro, toda cheia de si, segurando sua vara de condão. Seria o fim dele.
Então Edmundo se encheu de algo que não soube explicar o que era, e partiu, na direção dela. O Sr. Castor gritou:
- Pedro disse para sair!
No que Edmundo respondeu:
- Pedro ainda não é rei!
E desceu, indo em direção a feiticeira. Pedro travava uma batalha com um touro, e não viu quando a feiticeira vinha em sua direção, com a lança em punhos e a vara de condão armada contra ele. Como também não pôde ver a princípio que era Edmundo que vinha por trás de uma rocha, mas vira bem o que ele fizera: Edmundo pulou, com a espada em punhos e armada, para cima da feiticeira. Ela, num reflexo, tirou a vara de condão do alcance dele. Mas, surpresa com a atitude dele, não percebeu, e também Edmundo fora mais rápido: quebrou a vara de condão dela, com a espada, fazendo uma grande luz cegar-lhes por um instante.
Vingativa, ela levantou a espada dele com seu grande braço branco, e acertou sua lança no menino. Edmundo sentiu algo quente escorrendo em seu corpo, como também um frio repentino, antes de cair na grama verde dos campos de Beruna.
Pedro, diante de tal fato, observou horrorizado a face do irmão cair, e caminhou robusto e valente, na direção da feiticeira, matando todos que aparecessem na sua frente e o atrapalhassem de chegar nela.
E lá estavam eles, cara a cara.
Com fúria, Pedro desferiu o primeiro golpe, bloqueado por ela ainda no ar. Assim foi o segundo e o terceiro, todos acima da cabeça dela.
Ela prendeu a espada dele com a lança e a vara de condão quebrada dela, ao meio, e eles puderam olhar-se nos olhos, com fúria e coragem, antes dele retomar a força novamente. Mais rápida que ele, ela cortou-lhe a face, uma fina linha de sangue que derramava-lhe na bochecha. Ele logo retomou a forma, e a atacou, sempre bloqueado pela sua habilidade com a lança e a vara, que agora servia como uma segunda lança.
Com força, ela bloqueava, até que o jogou no chão. Pedro suspirou antes de levantar, e atacou-a mais uma vez. Ela cruzou as duas lanças, tentando pegar-lhe o pescoço, mas ele abaixou a cabeça, a ponto de ver as duas lâminas feito vidro se cruzando no ar acima de seus olhos.
A feiticeira aproveitou para atacar, sendo bloqueada por todos os lados pela espada e o escudo de Pedro. Novamente eles se encaravam antes de começar um novo ataque. Sabiam que um morreria naquela batalha, e este seria o perdedor.
Pedro começou atacando novamente. A feiticeira, da mesma forma, bloqueava os golpes de espada de todos os lados, auferindo novos golpes sem o mínimo de descanso. Pedro bloqueou o último golpe antes de escutar algo que o assustou imediatamente.
Um rugido, ensurdecedor e aterrorizante, vinha do topo da colina que outrora Edmundo estava com o Sr. Castor e seu flanco. De lá, ele e a própria feiticeira, horrorizada, viram, o Grande Leão, reluzente à luz do sol, e assustador, junto de Luanna e Lúcia. E milhares de outros seres e bichos. O rugido fez tremer a terra, do lampião às praias do Mar Oriental.
Pedro nunca ficou tão surpreso e feliz, ao mesmo tempo, como havia ficado em toda a sua vida. A feiticeira, ainda assombrada, parara de investir contra ele, assim ele pôde observar o Grande Leão descer, Vivo, a encosta da colina, e, partir em direção dele. Lúcia e Luanna desciam, Luanna sempre protegendo Lúcia, e atirando flechas nos inimigos mais próximos, descendo atrás de Aslam e sempre protegidas por um fauno machucado, acompanhado de outro leão, faunos, cachorros, lobos, grifos, unicórnios e um grande gigante, que derrubava todos em seu caminho.
Com um rugido que fez tremer a terra de Nárnia novamente, o gigantesco bicho atirou-se à feiticeira. Lúcia viu, por um instante, a feiticeira fitando o Leão, cheia de medo. E logo a seguir os dois rolaram pelo chão. Ao mesmo tempo, os animais guerreiros (libertados por Aslam) caíram como loucos sobre o inimigo. Luanna derrubava inimigos com sua flechas certeiras, o fauno machucado protegia as meninas na retaguarda, os anões lutavam com machados; os cães, com os dentes; Rumbacatamau, com o seu enorme cajado (sem falar nos pés, que esmagavam dezenas de inimigos); os unicórnios, com os chifres; os centauros, com as espadas e os cascos. O exausto exército de Pedro exultou com o reforço. Os inimigos guincharam. E foi um estrépito no bosque.
