Notas da escritora

Allan descobre...

Allan e Fubuki...

Capítulo 25 – Sentimentos

Alguns minutos depois, a polícia chega ao local e após pegar os bebês e as crianças, descobre provas que aqueles homens iriam traficar bebês e crianças para fora de Alola. Os oficiais da lei também conseguem encontrar os comparsas nas docas próximo dali, além de encontrarem anotações sobre vendas e clientes, fazendo com que fosse organizado uma força policial internacional para atuar em várias regiões porque envolvia tráfico internacional de crianças.

Prontamente, os policiais da ilha a identificam e avisam o Kahuna que chega ao local, com ele descobrindo o que ocorreu.

Fubuki pede desculpas por ter mantido segredo e explica que não queria ir alarmá-lo.

Ela está cabisbaixa quando sente um toque gentil embaixo do seu focinho que a faz erguer os olhos para que se encontrassem com os olhos do seu amado treinador que apesar de exibir uma face chateada, havia a típica gentileza em seu olhar.

- Eu não posso negar que estou chateado com os seus atos – nisso, a vê desviar o olhar para baixo apesar dele segurar gentilmente o seu focinho entre os dedos – Mas, eu compreendo a sua decisão. Eu só peço que nunca mais oculte os seus planos de mim. Por favor, confie em mim na próxima vez. Afinal, nós sempre estaremos juntos e os seus problemas são os meus problemas e vice-versa.

Ela volta a olhar para ele, exibindo emoção em seu olhar com as palavras dele que sorri imensamente enquanto soltava o seu focinho, para depois, começar a afagá-la amavelmente.

Fubuki consente animada, para depois, encostar seu corpo nas pernas dele enquanto era afagada, com a tipo Fairy e Ice curtindo o afago ao mesmo tempo em que aspirava o odor característico do seu amado treinador, com ambos ficando juntos por algum tempo antes de retornarem à casa do Kahuna.

Os homens que tiveram os membros congelados sofreram amputações para evitar a septicemia porque essas áreas ficaram necrosadas. Os sobreviventes foram levados para a delegacia ao mesmo tempo em que os seus pokémons foram enviados ao Hakase Pokémon de Alola para serem devolvidos a natureza.

Fubuki foi consagrada como heroína, com muitas pessoas a visitando para agradecê-la.

Inclusive a autoridade maior de Alola condecorou a Ninetales Alolan com uma medalha de heroísmo e que era considerada a maior honraria possível no arquipélago.

Os homens não foram extraditados porque as regiões de origem deles não os queriam e os deixaram para que aquela região fizesse justiça.

Na prisão, quando os presos souberam que os recém-chegados sequestraram crianças para serem vendidas, eles ficaram possessos. Desnecessário dizer que todos tinham pena de quarenta anos, com eles ficando presos na cadeia cumprindo a pena enquanto eram usados como brinquedos sexuais dos presos que adoravam homens. Sobre ameaça não revelam o que acontecia e os carcereiros fingiam não ver.

No futuro, ao saírem da prisão, teria um grupo de pessoas os esperando a distância para o surrarem.

Nos jornais, dali a quarenta anos, seria noticiado a fúria com que as pessoas os mataram, com a polícia não conseguindo identificar os culpados porque dedicava o seu tempo a outros crimes e não a morte a pancadas de bandidos ordinários na visão deles. Eles tinham casos muito mais importantes e após meses, a morte deles seria arquivada por falta de prova e as poucas que possuíam seriam neutralizadas ao se tornarem inúteis em decorrência da caixa com as evidências ter sido colocada no pior local possível de armazenamento.

Nesse interim, Mahara cresceu e se tornou uma garota meiga e gentil que amava os pokémons, com ela considerando Fubuki e Allan como seus pais e que havia escolhido uma Litllen como inicial tal como o seu pai, para depois, a jovem percorrer os desafios das ilhas.

Então, algumas décadas depois, ela foi eleita a próxima Kahuna ao ser escolhida por Tapu Bulu quando o seu pai se aposentasse da sua função.

Mahara sempre chamava a tipo Ice e Fairy de kaa-chan e tinha orgulho pelo ato de heroísmo dela de décadas atrás. Mesmo sendo uma pokémon, havia sido ela que a criou como filha junto de Allan, chamado de tou-chan pela jovem ao mesmo tempo em que conhecia as suas origens porque eles sempre a levavam para visitar o túmulo da mãe biológica dela.

Nesse mesmo período, todos os pokémons do pai da atual Kahuna faleceram com exceção de Fubuki e a sua Ninetales do tipo Fire que havia escolhido ficar com a filha dele apesar dela não ter a pokéball da raposa pokémon.

Após algumas décadas, Allan estava na cama, morrendo pela idade avançada porque ele tinha mais de cento e cinco anos.

Ao seu lado estavam os seus netos, filhos de Mahara, que estava junto de seu amado. Ela havia se casado há algumas décadas, atrás, com um homem gentil e amável que havia se tornado o Hakase Pokémon de Alola após terminar os seus estudos.

A tipo Ice e Fairy chorava e estava ao seu lado com a cabeça apoiada na cama e enquanto ele olhava para a raposa pokémon, Allan permitia-se recordar da primeira vez que a viu, acreditando que foi o destino que os uniu porque ela era predestinada a lhe ajudar em sua missão e inclusive, o seu coração doía só de imaginar o cenário dele não a encontrando nas montanhas nevadas.

Após a filha adotiva de Allan e de Fubuki sair junto do seu marido e filhos, um casal de gêmeos junto da Ninetales de Kantou, ele fala enquanto os olhares de ambos, dele e de Fubuki, se encontravam:

- Nunca quis saber o motivo de eu não ter me casado, Fubuki-chan? – Ele pergunta enquanto segurava gentilmente uma das patas dela.

A pokémon olha para ele com visível curiosidade em seu semblante enquanto inclinava fofamente a cabeça para um lado ao mesmo tempo em que era visível os seus olhos lacrimosos:

- Foi por amá-la. Eu não conseguia ficar com mais ninguém. Mesmo sabendo que os meus sentimentos são errados por você ser uma pokémon e eu um humano, não consegui impedir esse sentimento e saiba que sempre fiquei feliz ao ver que recusava outros machos.

Ela se aproxima ainda mais, emocionada pela confissão ao mesmo tempo em que exibia os seus orbes imersos em lágrimas enquanto sentia que a vida no corpo dele se esvaia lentamente.

Por algum motivo desconhecido a ele, Allan consegue sentir o coração de Fubuki, desconhecendo o fato de que era parte dos poderes que ela desenvolveu ao longo das décadas.

- Eu fico feliz em saber que corresponde aos meus sentimentos. Demorei para entender porque eu odiava vê-la se ferir. Para mim, era uma agonia.

Então, ele fica surpreso ao ver que o corpo dela brilha, revelando a forma de uma mulher de cabelos brancos como a neve e longos, além de exibir olhos azuis claros.

Ele se encontra em uma perda de palavras enquanto via ela se inclinando na direção dele que ergue a sua mão, apoiando na bochecha dela enquanto os lábios de ambos se encontravam, com eles fechando os olhos.

Então, após alguns minutos, a mão dele cai na cama enquanto dava o seu último suspiro, exibindo um sorriso no rosto ao mesmo tempo em que as lágrimas brotavam dos olhos fechados de Fubuki, que os reabre e ao ver o rosto sereno de Allan, ela leva as suas mãos até o rosto dele, o afagando enquanto uma imensa dor e tristeza a tomava.

Então, ela percebe que são mãos humanas reais, fazendo com que ficasse atordoada porque não era a forma ilusória que conseguiu desenvolver e sim, um corpo humano de verdade.

Ao ouvir uma movimentação ao lado dela, a ninetales de Alola vira o rosto e avista Tapu Bulu exibindo um sorriso gentil, para depois, falar:

- Vocês mereciam um último momento especial depois de terem ajudado tantos pokémons. Eu conversei com os demais e decidimos conceder esse corpo a você. Você poderá ficar por um determinado período de tempo nessa forma. Com o passar dos anos, esse tempo será prolongado antes de ser obrigada a voltar a forma de um Pokémon. Também garantimos que pudesse usar os seus poderes nessa forma.

- Obrigada.

Após alguns minutos, Fubuki volta a ser um Pokémon e com os olhos embargados em lágrimas com estas umedecendo o lençol, ela deita a sua cabeça ao lado dele e permite-se recordar de todos os momentos felizes que passou com ele.

No dia seguinte ocorre o enterro, com ela decidindo fazer o mesmo que Charizard fez ao compreender a dor e tristeza que o tipo Fire e Flying sentiu porque ele havia lhe confessado que amava a mãe de Allan e que faria qualquer coisa que ela pedisse.

Portanto, ao raiar do dia seguinte, a tipo Ice e Fairy está na sala, olhando na direção da porta, esperando que a sua filha descesse para se despedir dela.

Mahara desce as escadas e avista Fubuki parada na sala, fazendo com que a Kahuna se aproximasse enquanto falava ao compreender o motivo dela se encontrar naquele local:

- Aloha, Kaa-chan. Você amava muito o meu tou-chan, né?