Harry Potter e seus personagens não me pertencem...eu só pego emprestado pra me divertir um pouco.

Shipper: Harry/Draco
Classificação: PG13/Slash
Gênero: Romance
Spoilers: 6º livro
Status: Completa (Sim, eu já escrevi todinha, mas só posto se tiver reviews).

Escrito especialmente para o III Challenger 3V H/D.

Beta : Dana Norram


Capítulo 3 – Uma Visita Desagradável.

Harry esteve limpando a casa, junto de Monstro a manhã toda logo depois de escrever para Gina. Se ela aceitasse o convite de visita, queria que tivesse uma boa impressão.

Após o almoço, que ele mesmo preparou (tinha medo de Monstro tentar envenená-lo), sentou-se na sala para ler um livro, mas mesmo ficando lá por várias horas, não tinha lido mais do que três páginas. Finalmente desistiu e jogou o livro longe, tirou a foto do bolso e começou a admirá-la novamente.

"Quem imaginaria...? Aposto que todos esperavam que uma família como essa fosse muito feliz, mas eu sei... sei que talvez não a no mundo um trio mais infeliz que este".

"Onde esta Malfoy?"

Harry sabia da desistência de Draco para com o Lord das Trevas, fora a razão da morte de Snape. Ele fizera o Voto Inquebrável a pedido de Narcissa, tendo obrigação de proteger Draco Malfoy com sua própria vida se necessário. Snape fora obrigado a lutar com um grupo de Comensais para salvar a vida do garoto. Caso contrario, morreria por quebrar o voto. Seu ex-professor morreu pelas mãos do próprio Lord das Trevas... mas Harry se surpreendeu na ocasião de não ter ficado surpreso com a notícia.

"Mas agora que tudo terminou, Malfoy deve ter voltado. O que será que ele deve estar aprontando agora?... Deixe disso Harry, você sabe muito bem que ele ajudou a Ordem, e está do nosso lado agora..."

Mas uma voz teimava em sua mente para ser ouvida.

"Não! Aliado nunca! Dane-se o que está fazendo agora, eu não quero mais vê-lo".

Mas Harry não podia mentir para si mesmo.

"Tenho pena dele, pena desse pai maldito que ele tem, pena do que posso imaginar que ele passou nas mãos dos Comensais e do próprio Voldemort, não tenho mais raiva dele... Não quero mais ter magoa de ninguém".

Harry escutou batidas na porta. Monstro estava no 2º andar arrumando os quartos, então ele mesmo foi abrir.

Era Gina Weasley.

— Gina! — Harry não pode conter a surpresa.

Gina sorriu sem mostrar os dentes.

"Ela veio rápido! Isso é um bom sinal"

— Olá Harry, posso entrar? — Gina estava levemente corada. Harry só não sabe se era pelo sol do verão, ou se estava envergonhada.

— Entre! Não esperava te ver tão cedo. Vejo que recebeu minha coruja.

— Sim. — Estava séria e deslocada.

Harry lhe ofereceu a poltrona (que já fora limpa por Monstro). Não esperava que Gina atendesse o seu pedido tão cedo, ao menos esperava uma coruja como resposta. Ele queria ter tempo de trocar alguns móveis podres e as cortinas antes da chegada da ruiva.

— Fiquei surpresa com a sua carta, Harry. – Ela começou, mas não encontrava as palavras certas. Olhou para baixo esperando que ele dissesse alguma coisa.

Harry sentou-se do lado da ruiva.

— Você não imagina porque eu quis te ver agora que a guerra acabou? — Sua voz era suave. Gina olhou para Harry e depois tornou a olhar pra baixo, fazendo um gesto afirmativo com a cabeça.

— Sim... — Harry se sentiu encorajado a continuar.

— Eu pensei muito em você Gina, muito mesmo. — Respirou fundo. — Principalmente no dia do enterro de Dumbledore, você se lembra desse dia?

— Claro... como poderia esquecer? — Dessa vez sua voz era triste.

Harry tomou coragem para continuar falando, sempre fora mau em romances, mas estava determinado a reatar o namoro com Gina.

— Lembra-se do que eu te disse naquele dia, sobre porque eu queria terminar o nosso namoro?

Ela segurou o tecido de sua saia com força.

— Sim...você temia que algo ruim acontecesse comigo, quis me preservar. Eu entendo Harry, já conversamos sobre isso.

Ele procurou a mão de Gina e segurou-a forte. Ela olhou pela primeira vez nos olhos dele desde que entrou na casa.

— Eu sinto a sua falta. — Harry tinha um olhar calmo, bem diferente de seu coração que parecia querer pular da garganta. Gina não parecia muito receptiva a conversa e ele temia a rejeição.

Ela o olhou triste. Harry sentiu uma dor no peito.

— Harry, pare, eu não quero mais ouvir. — Ela desviou o olhar e afastou a mão do toque de Harry.

Harry ergueu as sobrancelhas.

— Gina, você não me ama mais? — Sua voz vacilou e ficou aguda.

A ruiva encarou o rapaz com os olhos cheios de culpa.

— Harry, faz mais de um ano... eu não sei mais... estou confusa.

Ele não podia acreditar no que estava ouvindo. Tinha terminado com Gina para salvá-la, afastá-la do perigo. E acreditava com todas as suas forças que ela ficaria muito feliz em voltar a namorar.

— Gina! Eu-Eu... — Ela colou um dedo sobre os lábios dele. Sua face era seria mais determinada.

— Harry, eu reatei o namoro com Dino Thomas faz um mês.

Seu queixo caiu.

"COMO É QUE É ?". Gritou internamente, mas sua boca permanecia aberta e muda.

— Você não vai dizer nada?

Harry voltou de seu devaneio.

— Como você pode Gina? — Não acreditava no que estava dizendo, mas as palavras saiam sem controle. — Você mesmo terminou com ele! Por que isso agora?

— Harry Potter! — Gina estava começando a fica nervosa. — Esqueceu que você terminou comigo também?

— Mas aquilo foi diferente, eu fiz pro seu bem!

— E você esperava que nesse tempo eu fizesse o que? — Ela cruzou os braços e Harry se lembrou imediatamente de Hermione. — Queria que eu passasse esse tempo chorando sobre um travesseiro, ou virasse freira? A vida passa, Harry! Eu tenho uma e não posso desperdiçá-la.

— Mas também não precisava sair se atirando no primeiro homem que aparecer não é? — Gritou, mas se arrependeu no mesmo momento. Gina ficou lívida de raiva.

"Ela tem razão".

— Desculpe, eu não devia ter dito isso. — Abaixou a cabeça. Harry não sabia o que dizer. Realmente era pedir demais que Gina ficasse esperando por ele.

A ruiva pareceu se acalmar e respirou fundo antes de continuar.

— Harry, eu não planejei nada disso. Não procurei por Dino, simplesmente aconteceu.

— Então você vai ficar com ele mesmo? — Harry evitava olhar para Gina.

— Eu estou confusa Harry, eu gosto muito de você. — As palavras saíram roucas. — Eu vim tão rápido, porque hoje à noite viajarei com ele para a França. Vou ficar duas semanas longe...

Novamente veio a dor no peito.

— Harry, eu vou com ele, eu preciso ir com ele — Enfatizou o "preciso". — Pra saber se realmente o amo ou se amo você. — Harry estava levemente surpreso. Estava certo que levaria um 'pé na bunda', mas ainda havia esperanças, afinal.

"Mas porque eu não me sinto feliz? Eu certamente deveria ficar, já que a mulher que gosto estava prestes a me deixar pra sempre... mas agora diz que precisa pensar, talvez venhamos a ficar juntos... Eu deveria estar ao menos aliviado... Porque não estou?"

— Você entende Harry, está bravo comigo? — Seu rosto se contorceu em agonia.

— Gina, eu entendo e não tenho o direito de ficar bravo. — Harry esboçou seu sorriso mais doce, que acalmou a menina.

— Obrigada. — Seus olhos estavam marejados. Ela deu abraço forte, que Harry retribuiu.

Gina ficou cerca de uma hora, despediu-se sem jeito, dizendo que estava atrasada para a viagem, deixando Harry muito confuso.

Harry sentou cansado na poltrona onde esteve com Gina, inclinou a cabeça olhando para o teto. Não podia acreditar no que havia se passado ali,

"Um tempo atrás eu ficaria terrivelmente triste com essa rejeição, ou terrivelmente feliz com a possibilidade de voltarmos... mas não esse vazio... esse vazio é novo pra mim. O que preenche esse vazio?"

"Apenas não vacile... não desta vez".

Draco esteve vigiando a casa dos Weasley durante horas, esperando a hora certa para poder atacar. No bolso de sua capa trazia um frasco mais modesto contendo a poção, o suficiente para dois dias de transformação e um estojo com vários fios de cabelos vermelhos.

Estava no alto de uma colina observando o movimento da casa através de um unióculos. Viu que Arthur Weasley saíra bem cedo pela manhã e sua esposa Molly, saíra por volta da uma com roupa de festa. "Deve ser o único vestido que ela tem pra sair", pensou debochado. "Deve demorar". Gina Weasley saíra no começo da tarde e voltara ainda há pouco. Sabia que os irmãos mais velhos moravam no exterior e que os gêmeos trabalhavam no Beco Diagonal.

Só restavam Gina e Rony na casa.

"Posso dar conta de dois". Não poderia dar ao luxo de demorar muito, Molly poderia voltar. "Se a caçula não sair em dez minutos, eu entro".

Não foi preciso esperar mais, assim que o sol se pôs, Rony abriu a porta e logo em seguida sua irmã saiu carregando uma mala em cada mão. Eles se despediram com abraço e um beijo no rosto. Draco percebeu que o ruivo estava ligeiramente mal-humorado. Ela se afastou até o gramado e aparatou, logo em seguida o garoto entrou na casa fechando a porta atrás de si.

"É agora ou nunca".

Harry mexia-se inquieto na poltrona, o livro que tentava ler estava marcando a mesma página desde que Gina saíra de sua casa. Não conseguia se concentrar.

Pensou em escrever para Hermione e perguntar se ela conseguira o emprego que tanto queria no Ministério, mas não estava realmente interessado em saber no momento, queria mesmo só um pretexto para se distrair. Finalmente optou em visitar os Weasley, torcendo para que Gina já tivesse viajado e não correr o risco de encontrar com ela novamente e ter de ouvir que estava namorando Dino.

Pegou sua capa e aparatou.

Draco supôs que a casa dos Weasley possuísse avançados feitiços de segurança, e achou mais pudente se "tornar um Weasley antes de tentar invadir".

Ele esperava atacar Rony, roubar suas roupas, depois usar Imperius e forçá-lo a escrever uma carta a Harry, pedindo um encontro.

Draco guardou o unióculos no bolso, pegou a poção, adicionou um delicado fio de cabelo ruivo e tomou um longo gole.

Por um segundo, pensou que a poção tivesse dado errado, mas só por um segundo. O peito começou a formigar, seu corpo todo esteve em chamas, a cabeça doía e ele se ajoelhou no chão, cegado pela dor da sensação de seu corpo derretendo.

Harry aparatou num lugar não muito familiar. Uma colina com grama curta e verde.

"Droga! Aparatei no lugar errado de novo!"

Olhou rumo ao horizonte, viu fumaça, parecia que em alguma casa mais adiante alguém estava cozinhando. Seria a Toca?

Ele caminhou sentido Norte para fazer reconhecimento do terreno. Talvez não tivesse aparatado tão longe.

Foi então que vou uma pessoa que parecia estar passando muito mal, se contorcendo ajoelhada no chão. Estava longe e não dava para ver quem era. Harry correu para tentar socorrê-la.

Ao se aproximar, o rapaz precisou parar, surpreso. Sua voz saiu preocupada e ao mesmo tempo perplexa.

— Gina?

Narcissa atravessava os corredores de Azkaban a passos lentos. A despeito dos prisioneiros, das celas pelas quais ela passava, que declaravam sua admiração de modo obsceno, ela não se mostrava nem um pouco constrangida, estava decidida a continuar.

O bruxo que a guiava parou no fim do corredor, fez vários feitiços e a cela se abriu, fazendo um gesto para que ela entrasse.

Mórbido. Essa a palavra que Narcissa descreveria o ambiente em que seu marido estava vivendo.

A porta de ferro se fechou, deixando Narcissa e Lucius sozinhos. Do lado de fora dois bruxos aguardavam.

Seu marido estava sentado num banquinho de ferro, muito enferrujado, ao lado da minúscula janela, o sol lhe iluminava o rosto. Narcissa ficou admirada ao ver o quanto seu marido estava mudado, magro, pálido, com um aspecto doentio muito mais profundo que o dela próprio.

— Narcissa. — Disse rouco, sem tirar os olhos do mundo lá fora através da janela.

— Olá Lucius. — Ela permaneceu em pé próxima da porta.

— Não lhe disse para não voltar mais aqui? Já não falei que não quero que me veja neste estado lastimável? Azkaban não é lugar para você, Narcissa... — Sua voz, apesar de fraca, refletia angústia e ressentimento.

— Mas não se importa de Draco vê-lo assim, não é?

Lucius deixou de mirar a janela e pousou os olhos sobre sua bela esposa, agora não tão bela. Não pode deixar de reparar que ela também não estava saudável.

— Narcissa, o que você tem? — Agora sem qualquer tom de repreensão em sua voz.

Ela suspirou exausta e sentou-se na beirada da cama, próximo ao marido.

— Meu estado de saúde não importa agora. — Ela procurou por sua mão. — Me diga, por que chamou Draco até aqui?

Lucius olhou para os olhos de sua mulher profundamente antes de continuar.

— Vejo que nosso filho não sabe manter a boca fechada...

— Não é verdade, digamos que uma mãe sabe quando seu filho tenta lhe esconder algo importante. — Lucius mexeu-se inquieto no banquinho.

— Ele me devia... Ele tinha que pagar... — Parecia falar mais consigo mesmo do que com a mulher em sua frente. — Ele me decepcionou muito, Narcissa, e chegou a hora de reparar os erros.

Narcissa soltou a mão de seu marido, e encarou-a intrigada.

— O que quer dizer com isso?

— Ele tem de vingar nossa família. Precisa limpar a honra dos Malfoy. Se isso fosse no tempo de meus avós, o maldito já estaria morto e pendurado no meio da praça há muito tempo... — Narcissa arregalou os olhos, temente o que iria ouvir. — Ele tem que matar o desgraçado que me botou aqui, o garoto que desgraçou a nossa família, Potter tem que pagar e...

— Você está louco! — Lucius ficou aturdido com a interrupção. A loira se levantou da cama e agora elevava o tom de voz. — Lucius! Você desgraçou a nossa família, não Potter!

— Você perdeu o juízo! —Lucius também se levantou. — O quê está dizendo?

— Seu maldito desgraçado! Você nunca foi um pai de verdade para Draco, você nunca o amou, você sempre o viu como um servo, um herdeiro, mas nunca como um filho! E além de desgraçar o nome da família, você quer desgraçar a vida do nosso único filho! Ele não vai matar Harry Potter por você! Ele não vai para Azkaban! Ele não é como você, Lucius!

Ela não se sentiu intimidada com o olhar de puro ódio que ele lhe lançou e nem tão pouco os guardar pareciam se incomodar com a gritaria. "Deve ser briga de casal", um deles pensou.

— Você deve estar sob efeito de drogas se acha que pode falar assim comigo. — Sua voz saiu fria e cortante. Narcissa recuou alguns passos e encontrou a parede. Lucius caminhou até ela, até que não tivesse mais como recuar. — Como ousa questionar uma ordem minha?

— Você não tem mais poder sobre nós Lucius. — Não sabia de onde tirara a coragem para dizer aquilo. – Você preferiu ser Comensal a pai de família... Arque com as conseqüências sozinho e pare de tentar levar nós dois consigo pro fundo do poço.

Ele se aproximou lentamente, até que sua boca ficasse a cinco centímetros dos lábios dela, e sua voz saiu tão fria e ameaçadora que Narcissa sentiu um frio na espinha.

— O que quer dizer com "você não tem mais poder sobre nós"? Vocês andaram aprontando, Narcissa?

Ela deu um gemido de susto e prendeu a respiração, condenando o ato de fraqueza.

— O que te faz pensar isso? — Ela sentiu-se muito estúpida vendo que perdera toda a firmeza na voz.

— Sabe minha querida esposa. — Agora ele passava sua mão áspera na face dela, com um sorriso malicioso. — Aqui em Azkaban não recebemos o Profeta Diário, mas dá para descobrir por outras fontes, as noticias que correm sobre o mundo mágico.

Narcissa gelou, sabia exatamente o que seu marido se referia.

— Inclusive, os dois bruxos que aqui guardam minha cela adoram me lembrar o tempo todo de uma certa traição... — Ele enfatizou a palavra "traição".

Lucius puxou o cabelo de Narcissa, fazendo com que olhasse diretamente pra ele, soltando um grito de dor e surpresa.

— Será que tenho de te lembrar Narcissa que sou eu quem dá as ordens aqui? — Ela abriu a boca, mas ele colocou um dedo em seus lábios para calá-la. — Shhhh, não me interrompa — Ele mantinha a mão puxando o cabelo e moveu a outra para acariciar o rosto de maneira mórbida. Sua voz saiu arrastada e perigosa — Você sabe que a minha estadia aqui em Azkaban é passageira Narcissa, eu vou voltar ao nosso lar.

Ela concordou com a cabeça horrorizada.

— Eu sempre soube da traição minha querida, mas eu sei perdoar. — Segurou o queixo dela com força até que a pele ficasse amarela. — Se Draco não tinha respeito pelo Lord das Trevas, ele tem que provar que tem respeito a mim, e a prova é matando Harry Potter. — Ele soltou o queixo e o cabelo de Narcissa. — Quer saber o que mais? — Ele deixou os lábios bem próximos do ouvido de Narcissa. Sua voz não era mais irônica e de falsa calma, eram fria e ameaçadora. — Se ele não for capaz de matar Harry Potter e me decepcionar de novo... Eu mato vocês dois.

Narcissa deixou escapar um gemido de surpresa e medo. Lucius sorriu maliciosamente.

— Agora minha adorável esposa, saia desta cela antes que eu mude de idéia e não deixe mais você sair.

Não foi preciso dizer mais nada, Narcissa deixou Azkaban trêmula de raiva e medo.

Lucius aproveitou o momento de prazer ao ver o medo estampado na face de sua mulher. Sorriu maliciosamente e levou a mão ao bolso da calça. Algo brilhou em verde ali dentro, fazendo o sorriso se alargar.

— Gina?

Draco gelou. Estava ajoelhado no chão, com a cabeça doendo, e sentindo vontade de vomitar. Olhou para Harry e seu coração disparou. "Como assim, Gina?".

Harry mantinha uma expressão de surpresa. Draco olhou para suas mãos, que não eram mais suas. Eram delicadas, finas, com compridas unhas pintadas de rosa claro. Ele colocou a mão o rosto e depois aos longos cabelos vermelhos e soltou um gemido de surpresa e horror.

Harry foi até a figura de Gina e a levantou, Draco não protestou.

— Gina o que aconteceu com você? Parece que viu um Dementador!

"Malditos idiotas! Eles me trouxeram a escova errada!"

Draco só olhou para Harry, não esperava vê-lo tão cedo, muito menos esse engano de transformação.

— Coitadinha, está tremendo. — Harry disse ao pegar a mão de Draco. — Vou te levar em casa, lá estará segura.

— Não! — Draco falou alto e se sentindo muito mal ao escutar a voz fina que saia em sua boca. Harry franziu a testa. — Eu, estou bem Pot...Harry, só com um pouco... um pouco de cólica.

Não seria uma boa idéia ir até a Toca transformado em Gina, sendo que Rony havia acabado de se despedir dela com outras roupas.

Draco gelou ao ver um Harry em silêncio, com a expressão vazia. Será que ele acreditaria nessa baboseira?

— Nossa Gina. — Agora parecia preocupado. — Ser mulher é mais difícil do que eu imaginei, porque você não toma uma poção pra aliviar a dor? Hermione sempre tomava.

— Tomei agora pouco. — Draco evitava olhar nos olhos de seu inimigo.

Veio um silêncio incômodo. Draco olhou para baixo, ainda respirando alto e tentando raciocinar nos últimos acontecimentos da noite.

"Aqueles imbecis me garantiram que trouxeram a escova de cabelo que o idiota Weasley usa. Mas talvez não tenha como repreendê-los, afinal não me surpreenderia se os pobretões Weasley tivessem apenas uma escova...". Pensou com maldade. "Quem sabe venha a calhar... se eu me lembro bem, a caçula Weasley já foi namorada do Potter".

— Gina? — Draco mexeu-se desconfortável a menção do nome. — Desculpe a pergunta mais, que diabos esta fazendo vestida assim?

Draco corou. Ele estava com calças prestas, camisa de linho branca e também uma jaqueta preta, típicas roupas trouxas. Tudo estava enorme nele, e não era nada feminino.

— Bom... — Ele corou como um legítimo Weasley. — Eu estou vestindo as roupas de meu irmão... —E tentou lembrar o nome de pelo menos um deles.

— Carlinhos? — Harry ajudou.

— Sim! Pois é, a saudade faz isso às vezes. — Não conseguia encarar Harry nos olhos, mais uma vez teria a sorte dele acreditar?

— Que bonito, vocês sempre foram bem apegados, né? –Draco só assentiu.

"Grifinórios são tão ingênuos..."

— Você pretende ficar aqui a noite toda? — Disse ele abrindo os braços.

— Ah, não, mas na verdade, não tenho nada pra fazer.

— Você desistiu de viajar com Dino afinal? –Harry sorriu.

Draco franziu a testa e lembrou da despedida de Gina e Rony. Ela estava com malas, isso fazia sentido.

— Sim, eu desisti. — Draco falou alegre. — Prefiro passar meu tempo com você Pot... Harry! — Sorriu.

Harry ficou radiante.

— Sério, então podemos sair hoje? — Harry perguntou animado.

— Claro! — Draco sorriu malicioso internamente.

Harry puxou Draco pela mão para mais perto dele, de modo que seus rostos ficassem bem próximos, Draco ruborizou.

— Aonde você vai me levar? — Perguntou. Harry apenas sorriu.

— Você vai ver.

Aparataram.


N/A : Muito! Muito obrigada pelas reviews pessoal! Vcs me deixam muito feliz!

Eu estou escrevendo uma fic nova, slash HPDM, AU. Sem nome definido ainda, já está no 4º CAP, e gostaria de saber se alguém aqui se dispoem a ser minha beta, de preferencia que escreva tb, ou tenha experiencia em betagem (acreditem, eu preciso muito de um beta, pq eu erro muito!). Eu daria a fica pra Dana Norram, que é responsável por esta, mas ela ficaria muito sobrecarregada. Os interessados por favor, mandem um e-mail para : Mewis Slytherin: Se é a escova do Rony? hehehe, esse cap já revela! Arsínoe: Gina vaca? oh coitadinha! Mas bem que ela ta atrapalhando o Harry com o Draco aNiTa JOyCe BeLiCe Obrigada! Mel DeepDark Pode deixar que esta é uma fic slash, e a Gina só esta ai pra atrapalhar XD Sofiah Black : Obrigada pela review! E aqui esta a continuação!


Sem reviews...nada feito...