Harry Potter e seus personagens não me pertencem...eu só pego emprestado pra me divertir um pouco.
Shipper: Harry/Draco
Classificação: PG13/Slash
Gênero: Romance
Spoilers: 6º livro
Status: Completa (Sim, eu já escrevi todinha, mas só posto se tiver reviews).
N/A : Esta fic é um SLASH, relação HOMOSSEXUAL entre 2 MACHOS! Se não se sente a vontade com o tema, por favor, feche a página, vc foi avisado.
Escrito especialmente para o III Challenger 3V H/D.
Beta : Dana Norram
Capítulo 6 – Quem tem pena é galinha
Draco não entendia mais nada, por mais que pensasse nas razões que o levaram àquela cena insana, não conseguia encontrar as respostas. Se seus amigos e parentes o vissem agora, com toda certeza iriam trancá-lo no St. Mungus e jogariam a chave fora.
Seu pai o mataria...
Não era a primeira vez que Draco ficava aliviado por saber que seu pai estava em Azkaban.
Uma coisa era Draco não cumprir a promessa de assassinar o homem que colocara seu pai na cadeia, outra era abrir seu coração para o mesmo.
O loiro não sabia porque estava dizendo todas aquelas coisas. Apenas dizia. Apenas achava que era certo e as palavras saiam sem controle.
Não conseguia compreender.
Por que estava agindo como um idiota? Contando todas essas coisas a Harry, como se fossem íntimos?
Definitivamente, estar no corpo de Gina por tantas horas mexeu com toda sua alma.
Eles chegaram a estar tão próximos, e ele tivera de se segurar para não tocar os lábios do outro mais uma vez.
Harry estava confuso. Era fato que nos últimos dias estava pensando em um certo rapaz de olhos frios mais do que em qualquer outra coisa.
Agora ele estava ali, sentado em seu sofá, dentro de sua sala, as pernas curvadas, seu queixo apoiado nos joelhos, com o olhar vago.
Uma palavra definiria bem o que ele estava sentindo.
Vergonha.
Vergonha por ter trazido o loiro até sua casa, ter se aberto com ele, tê-lo beijado, e agora, achá-lo incrivelmente sexy daquela maneira em que parecia tão perdido.
"Ele quase te matou" pensou tentando apagar os pensamentos libidinosos de sua mente. "Mas não matou quando teve a chance... disse que nunca mais ia me machucar..."
Ele via sinceridade nos olhos de Draco, sabia que podia confiar nele, mesmo não tendo nenhum motivo para isso. Na verdade tudo parecia insano e irreal.
"Ele fica tão bonitinho desse jeito, até lembra o bebê da foto...dá vontade de protegê-lo..."
— Por favor, não me olhe assim. — Disse Draco, seu tom era baixo e calmo, sem desviar o olhar do chão.
— Como?
— Não me olhe assim, com pena. Não quero a sua pena. — Sussurrou.
Harry assentiu, e se juntou a Draco olhando para o chão.
— Por quê? – Perguntou Harry com a voz muito baixa.
— Por que o quê? – Draco olhou o moreno.
— Por que você deixou Voldemort? E por que essa recaída agora?
Draco fechou os olhos, endireitou as pernas, encostou a nuca no sofá, olhando para o teto, Harry observava tudo de sua poltrona esperando uma resposta.
— Você lembra do dia, em nosso sexto ano, em que a marca negra estava no céu?
— Como poderia esquecer... — Sentiu um aperto no coração e sua voz saiu mais dura do que pretendia.
— Eu deveria ter matado Dumbledore... Mas não consegui.
— Eu sei. — E o outro olhou surpreso. — Eu estava na torre.
Seus olhos cinzas se arregalaram e seu queixo caiu.
- Eu estava com uma capa da invisibilidade, petrificado. Eu vi tudo, da hora em que você o desarmou, até Snape matá-lo.
O loiro abaixou o olhar e continuou com a voz fraca.
— Então você já sabe que eu não consegui cumprir com minha missão. — Harry assentiu. — Não consigo esquecer as coisas que ele me disse naquela noite... elas repetem dentro da minha mente como um mantra.
Harry sabia do que Draco estava falando.
— Eu não sou um assassino, Potter. Não sou como meu pai, nem quero ser.
— Então porque toda essa farsa?
— Você não sabe o que é ser um Malfoy, Potter. Meu pai está morrendo em Azkaban, isso por que você o colocou lá.
— O que você esperava que eu fizesse? — Gritou Harry se levantando do sofá. — Ele botou o diário de Tom Riddle nas coisas de Gina e muitas pessoas ficaram feridas quando a câmara foi reaberta! Enquanto Voldemort me torturava em um cemitério durante o Torneio Tribruxo, seu pai gargalhava! Quase me matou no Ministério da Magia no quinto ano! Você acha que não são motivos suficientes para mandá-lo a Azkaban?
Harry estava lívido de raiva, apontando o dedo no rosto ilegível de Draco.
— Você não está entendendo o que eu quero dizer, Potter. — Seu olhar era frio e indiferente, como um professor explicando algo óbvio a uma criança. — No seu lugar eu faria a mesma coisa. Mas eu não estou no seu lugar. Eu sou um Malfoy e toda a minha família tem se tornado bruxos peritos em magia negra, bruxos das trevas. — Fez uma pausa para molhar os lábios, o outro ainda raivoso, respirando alto. — Você não sabe como é ser um Malfoy, viver só para servir a um propósito que não é seu, viver sobre a ameaça de virar um servidor do Lord, caso contrário...você morre... Eu não tive muita escolha...
O moreno começou a se acalmar, o loiro abaixou os olhos.
— Eu nunca tive escolha Potter, eles me matariam, meu pai seria o primeiro a apontar a varinha. Somente minha mãe ficaria do meu lado, mas ela não é bastante forte para todos eles.
— Isso não é desculpa, Malfoy. — Harry disse sério, se recompondo. — Sirius Black também era de uma família de bruxos das trevas, no entanto não virou um deles.
— Black era forte então, eu não sou como ele.
Harry se calou, impotente diante do que o loiro dissera.
— Meu pai Potter, está morrendo em Azkaban, como já lhe disse. Ele pode ser o pior e o mais desprezível dos seres, não pestanejaria se soubesse que eu traí seu mestre, mas ainda é meu pai. Eu não espero que você entenda isso Potter, mas não sou o Todo-Honrado-Menino-Maravilha-Que-Nunca-Erra, eu deixo esse título pra você. Meu pai está a beira da morte, eu vi um homem moribundo, quase irreconhecível, me suplicando por um último pedido de vingança. — Olhou para baixo e continuou rouco. — O pedido era te matar.
Harry se sentou calado. As palavras do loiro martelando em sua mente.
— Eu não me atreveria a te ferir novamente. — Disse ele mais para si mesmo do que pára o moreno.
Harry sentiu o calor tomar conta de seu peito.
— Eu não consegui matar Dumbledore e não consegui te matar. Não sou um assassino, não quero ser.
Harry olhou para o ele como nunca olhara antes. E mais uma vez sentiu pena. A vida dele não foi fácil, Harry já tinha percebido antes, em seu 6º ano, na noite em que Dumbledore morreu.
— Já disse para não me olhar assim. — Draco falou sem encarar o rapaz.
— Assim como? — Perguntou Harry desconcertado.
— Com Pena! Quem tem pena é galinha Potter, eu odeio que tenham pena de mim! eu Não sou digno de pena! — Todo e qualquer resquício de calma tinha se esvaído.
Harry apenas o encarou sério.
—Muito bem. E o que pretende fazer agora, Malfoy?
— Eu não sei. — Disse sem raiva desta vez. — Não posso mais ver meu pai... esse desgosto o mataria.
"Não seria uma idéia tão ruim", pensou Harry com desprezo.
— Não tenho nem coragem de pisar na Mansão... Quando trai o Lord das Trevas eu joguei o nome Malfoy na lama. Mas agora fiz pior ao não cumprir com o último pedido de meu pai. Provavelmente serei excomungado.
— Passe a noite aqui. — Harry disse ainda sério. — Amanhã com a cabeça fria, você pensa melhor no que fazer. — Se levantou em direção a seu quarto deixando um rapaz muito surpreso na sala.
Draco estava em pé em um lago escuro,com a água batendo até metade das coxas, e sem camisa, mas não sentia frio. Era noite e a única luz vinha da lua crescente. Sentiu uma mão molhada massagear seu peito.Virou-se e deu de cara com dois olhos verdes maliciosos. Era Harry, totalmente nu, seu corpo molhado proporcionando uma maravilhosa visão.
Harry passou as duas mãos molhadas sobre o peito de Draco de maneira sensual. Ele gemeu involuntariamente, se arrepiando todo. O moreno encostou seu corpo no de Draco, suas unhas arranhando as costas do outro como um felino.
O loiro fechou os olhos, inebriado com o prazer. Harry então cessou as caricias, e Draco gemeu pela falta de contato.
Harry passou a língua nos lábios do outro, depois mordeu de leve o lábio inferior, fazendo com que o sonserino gemesse e tomasse o outro nos braços em um beijo intenso.
Draco acordou.
Estava todo suado e respirava forte. Todos os pêlos de seu corpo arrepiados.
Olha olhou em volta, e reconheceu um dos quartos da casa de Harry.
Achou que nunca iria conseguir dormir depois da conversa que teve com o Grifinório. Mas não dormia bem há vários dias, e se deixara abater pela exaustão. E agora esse sonho perturbador.
"Deus... O que está acontecendo comigo?"
Harry não conseguia dormir, se revirava na cama impacientemente, procurando uma posição melhor. Não entendia porque dissera para Draco ficar em sua casa, era fato que sentia pena do rapaz, mas depois de tudo o que ele fizera, era loucura! Mas quando viu, já tinha feito. Se Hermione estivesse aqui mandaria interná-lo.
Mas uma coisa era certa, a presença de Draco havia preenchido o vazio em sua vida... Era perturbador.
E mais perturbador era tentar dormir, sabendo que o loiro estava no quarto ao lado. Harry tivera de se segurar para não levantar e ir checar se Draco estava dormindo bem.
"Checar se está dormindo bem? Oh meu Deus! Eu só posso estar maluco! Malfoy deve ter me azarado para eu estar pensando tanta asneira".
Apertou o travesseiro contra seu rosto com fúria, numa tentativa inútil de afastar os pensamentos de sua mente e dormir.
Seria uma noite muito longa.
O cheiro de panquecas despertou o estômago de Draco. Não comia direito desde que começara a executar seu plano de vingança.
Colocou as roupas que antes ficaram enormes no corpo de Gina, que agora se ajustavam perfeitamente no seu. Abriu a porta timidamente, desceu as escadas até a cozinha, se deparando com Harry preparando o café da manhã tranqüilamente.
— Espero que esteja com fome. — Falou sem tirar os olhos do que estava fazendo. — Tem comida demais aqui, eu não consigo comer tudo sozinho.
Draco sorriu e Harry retribuiu.
Sentou-se a mesa, e começou a comer. Harry era um ótimo cozinheiro, fruto de todos os anos em que os Durleys o obrigaram a cozinhar para eles.
O moreno sentou-se na frente do outro.
— Olha... — Draco encarou Harry, esperando que ele continuasse. — Sobre o que eu te disse ontem... não tenha pressa.
— Sobre o quê? — Perguntou confuso.
— Pensar no que fazer. — Harry evitava olhar para o rapaz a sua frente. — Pode ficar aqui o tempo que precisar, até se decidir.
Draco ficou surpreso. Não esperava pelo convite de permanecer na casa, tão pouco por este de permanecer por tempo indeterminado. A sorte estava sendo muito generosa com ele agora.
Tinha três alternativas: a) Voltar para casa e fingir que nada aconteceu, b) Ir a Azkaban e contar tudo a seu pai, agüentando as conseqüências, e c) Ficar aqui com Harry.
A primeira alternativa lhe parecia irreal, não conseguiria esquecer tão pouco ignorar os últimos acontecimentos. A segunda era total e absoluta burrice. Já a terceira alternativa lhe soava bem mais atraente).
Draco deu um genuíno sorriso, o que fez Harry se ruborizar. Nunca vira essa expressão no loiro anteriormente. Os sorrisos dele eram sempre debochados.
- Está bem, eu fico.
Muitos Obrigada a todos que enviaram reviews! Estarei respondendo pelo e-mail, e aqueles que não deixarem o e-mail, eu respondo aqui: Srta.Kinomoto: desculpe pela demora ! Eu sei que o puxão de orelha foi merecido! Vou me policiar mais!MSM: Ai Mismi muito obrigada! Seu apoio é muito importante pra mim Shining Light : O Harry faz juz ao nome "O garoto que sobreviveu", e seu membro "enorme" realmente não pode ser desperdiçado, hahaha, adorei isso!XD Sofiah Black : Obrigada pelo carinho Sofiah! Próximo capítulo tem mais cenas...humm...quentes!
Sem Reviews...nada feito...
