Harry Potter e seus personagens não me pertencem...eu só pego emprestado pra me divertir um pouco.

Shipper: Harry/Draco
Classificação: PG13/Slash
Gênero: Romance
Spoilers: 6º livro
Status: Completa (Sim, eu já escrevi todinha, mas só posto se tiver reviews).

N/A : Esta fic é um SLASH, relação HOMOSSEXUAL entre 2 MACHOS! Se não se sente a vontade com o tema, por favor, feche a página, vc foi avisado.

Escrito especialmente para o III Challenger 3V H/D.

Beta : Dana Norram

Capítulo 7 — Segure a minha mão

— Xeque Mate!

— Não pode ser...três seguidas!

Draco não acreditava que estava jogando xadrez com Harry Potter, seu ex-pior inimigo, e se divertindo! Era difícil não se divertir vencendo três vezes seguidas.

Harry estava sorrindo, finalmente alegre. O loiro era uma ótima terapia. Não se via feliz assim há meses. As horas passaram e o moreno percebeu que apreciava e muito a companhia do outro.

Os dois conversavam sobre os velhos tempos de Hogwarts.

— Ela parece uma sapa! – guinchava Harry aos risos. – Foi a pior professora de Hogwarts!

— Pior nada! Minhas notas em DCAT, nunca foram tão altas!

— Claro, você era o maior puxa-saco da Umbrigde.

— Ei! — Exclamou Draco fingindo-se de ofendido.

Os dois riram. Harry aos poucos foi se acalmando e olhou para Draco com nostalgia.

— Como seria... — Disse o moreno pensativo.

— Como seria o quê?

— Se fossemos amigos desde o começo, ou pelo menos não inimigos...já pensou nisso?

Draco franziu o cenho.

— Com certeza nossas vidas não teriam tanta graça. — Esbanjou um lindo sorriso.

— Estou falando sério, Malfoy. — Disse, sorrindo também.

O rosto do loiro se fechou.

— Poderia ter sido diferente se você não tivesse rejeitado minha amizade no primeiro ano.

Harry concentrou-se, puxando pela memória. Primeiro ano, antes da seleção das casas, Draco lhe oferecendo a mão, encarando Rony com desprezo.

"Sim, eu lembro"

Harry olhou fundo nos olhos de Draco e viu um resquício de mágoa, ou seria só impressão? Pensou ter sentindo uma pontada de culpa também. O clima ficou tenso e desconfortável.

— Eu tive medo... — Falou Harry em voz baixa.

— Medo do quê, Potter? — Draco ficou levemente surpreso com a mudança de assunto.

— De você morrer... — Ele evitava olhar para o loiro.

— Mas do que está falando? — Perguntou Draco confuso.

— No banheiro, no sexto ano, nós duelamos, lembra?

Sua face tornou-se mais branca. A lembrança daquele dia o deixava levemente nauseado.

— Como poderia esquecer... você quase me matou. —Havia amargura em suas palavras.

— Eu não sabia o que aquele feitiço fazia, juro.

Harry esperava que Draco desse alguma resposta fria ou áspera, mas certamente, não esperava a reação de agora.

Draco estava rindo.

— Por que está rindo? É um assunto sério! — Exclamou o moreno horrorizado.

— Não percebe, Potter? – Disse ainda entre risos. — É tão irônico! Eu vim aqui para te matar, e agora você está se lamentando de quase ter me matado antes!

Harry juntou-se a ele nas risadas.

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— Coma mais um pouco, Malfoy. — Disse Harry ao ver o prato quase vazio do rapaz.

— Está parecendo a minha mãe, Potter. — Draco puxou o prato para longe do alcance de Harry, que tentava colocar mais uma colher de arroz nele.

— Não é a toa que você é tão magro. Vai acabar ficando doente.

— Isso é uma praga, Potter? — Perguntou ele com desdém. — Você não colocaria veneno na minha comida, colocaria?

— Claro que não! — Disse ofendido. — Coma o quanto quiser, eu não me importo!

Draco realmente não tinha fome, há algumas horas não estava se sentindo muito bem.

— Potter. — Chamou abatido. — Vou para o quarto, não estou com apetite.

Harry ia responder algo grosseiro, achando que o loiro estava brincando. Mas quando o encarou novamente, viu que não era brincadeira, estava com uma cara adoentada.

— Pode. — Disse ele preocupado. — Precisa de alguma coisa?

— Não, estou bem, só um pouco cansado.

Harry observou o loiro sair da cozinha com o olhar apreensivo.

"Por que será que estou sentindo um aperto no peito?"

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Só se lembrava que sua cabeça estava doendo muito, e da sensação de frio intenso. Enrolou-se no cobertor e tentou dormir.

Horas mais tarde Harry bateu na porta carregando uma bandeja com um sanduíche de queijo e um copo de suco de abóbora. Ninguém abriu, e imaginando que Draco ainda estivesse dormindo, entrou mesmo assim. O loiro não poderia ficar sem comer.

Colocou a bandeja na cabeceira da cama e voltou-se para o rapaz adormecido, e mas uma vez admirou-se, pois ele parecia com a criança da foto. Sentou-se na cama.

— Malfoy. — Chamou. — Acorde, você tem que comer.

Abriu os olhos devagar e quando sua vista entrou em foco, Draco viu o rosto de Harry o observando.

"Parece até preocupado" pensou.

— Não quero comer nada Potter. — Disse, fraco. Sua voz saía rouca, culpa do cansaço. — Só estou com sono.

— Mas você nunca come! — Exclamou Harry oferecendo o sanduíche. — Só um pouquinho, aí eu te deixo em paz.

Só o cheiro da comida fez o loiro se sentir incrivelmente enjoado.

Era demais para ele. Jogou o cobertor de lado e saiu correndo, ainda tonto. Atravessou o quarto e disparou para o banheiro, vomitou o pouco que tinha comido naqueles dias.

Draco caiu no chão frio do banheiro tremendo. Tinha algo muito errado. Estava mortalmente cansado, seu corpo todo dolorido.

— Malfoy! — Exclamou Harry indo até ele.

Passou a mão na testa do loiro, afastando a franja dos olhos. A pele queimava.

— Malfoy, você está com febre. — Falou com a voz fraca.

— Sua percepção é assustadora, Potter.

Harry não conseguiu ficar nervoso com o comentário do loiro, pegou-o nos braços e levou até o quarto, colocando-o na cama e o cobrindo.

— Está doente... — Disse mais uma vez checando a temperatura.

— É a sua praga Potter. É culpa sua se eu estou doente.

— Seu grande idiota. — disse Harry sem raiva. Draco sorria.

"Até nas horas mais tensas ele faz piada".

— Vou buscar umas poções para abaixar essa febre.

Harry saiu como um raio e voltou da mesma maneira, só que carregando dois frascos, um com líquido vermelho e outro amarelo. Misturou os dois num só copo e ofereceu a Draco, que o apanhou desconfiado.

— Isso vai me matar, Potter? — Perguntou analisando o conteúdo.

— Não seu idiota. — Disse nervoso, mas logo a raiva se foi ao ver a expressão de divertimento cansado no rosto do loiro. — Vai abaixar sua febre e fazer se sentir melhor.

— Bom, o que não mata engorda. — Disse e virou tudo garganta abaixo.

Draco ficou com o olhar fora de foco e começou a tremer convulsivamente. O copo caiu de sua mão e rolou pelo chão.

— Potter... o quê você colocou naquela... poção? — Disse com dificuldade, como se lhe faltasse o ar.

— Nada! — Disse Harry desesperado. — Eu não coloquei nada! Não entendo o que está acontecendo!

Draco desmaiou na sua frente.

"Por Merlin! O quê eu que fiz?"

Harry se ajoelhou na cama, pegou Draco pelos ombros e começou a chacoalhá-lo.

— Malfoy! Malfoy! Acorda!

— Hihihihi...

— Hã? — Harry não conseguia acreditar.

Draco estava tentando em vão, segurar as risadas.

— Malfoy! — Exclamou com raiva.

— HAHAHAHAHA! — Agora ele já não conseguia se conter. — HAHAHA... HA... Cof... Cof...

— Quer parar quieto, Malfoy? — Disse segurando o loiro pelos ombros. — Você me assustou!

— Só um pouquinho de humor Potter. — Sorriu irônico. — Não faz mal a ninguém... cof...

— É, mas você está doente, precisa descansar. — Ajeitou Draco na cama. — Agora repouse e deixe a poção fazer efeito, vou trazer algo mais leve para você comer, uma sopa, acho. — Harry ameaçou ir embora, mas Draco o segurou pelo pulso.

— Fique. — Tão frágil e delicado daquela forma. — Você não tem coração? — Por hora, com falso drama. — Tem coragem de deixar um enfermo sozinho?

— Malfoy! — riu. — O que quer que eu faça então?

— Segure minha mão até eu dormir. — Aninhou-se nas cobertas e fechou os olhos, como se o assunto já estivesse encerrado.

— O quê? Você só pode estar brincando! — Mas ele não soltou a mão do loiro.

— Não estou não, Potter. — Disse sem abrir os olhos. — Minha mãe sempre segura minha mão quando estou doente.

O queixo de Harry caiu.

— Não é por muito tempo Potter, é só até eu dormir... já estou com sono. — Bocejou.

Harry ficou por horas. Draco já dormira há muito tempo. Mas permaneceu ali, vendo aquele anjo imaculado, em seu sono tranqüilo. Ainda tinha um pouco de febre, mas sua aparência apesar de doentia, ainda era linda.

"Merlin...O que ele está fazendo comigo?"

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— Ah Rony... Pára! Alguém pode chegar...

— Ninguém vai chegar...

Rony e Hermione estavam no sofá da sala da Toca. A garota deitada e o rapaz por cima, fazendo caricias ousadas por todo o corpo dela.

— Você é tão linda... — Sussurrou ele no ouvido de Hermione, que gemeu de prazer com os carinhos do rapaz.

— Rony... Aqui não, não é lugar para isso...

— Qualquer lugar é lugar pra isso...

Escutaram a porta da entrada se batendo. Era Gina. Os dois se arrumaram mais rápidos que uma firebolt, sentando eretos no sofá. Mas seus rostos vermelhos e suados, denunciavam o que estiveram fazendo.

Gina estava chorando e correu pelas escadas em direção a seu quarto, sem dar atenção aos dois.

O casal de namorados se entreolhou.

— Você devia conversar com ela. — Disse Hermione.

— Por que eu? Você é menina, com certeza está assim por causa do "Dino Pegador de Irmãs Caçulas", ela não vai se abrir comigo!

— Então vamos nós dois! — E saiu puxando o namorado pelo braço.

— Ah Mione... estava tão bom aqui. — Ele fez beicinho.

— Se me lembro bem, você também disse que ninguém ia chegar. — Ela deu ênfase no "ninguém", severa.

— Saco.

— O que você disse?

— Nada não.

No quarto, Gina estava deitada na cama chorando sobre o travesseiro. Hermione bateu na porta que estava aberta para anunciar sua chegada, levando o ruivo consigo.

— Gina, podemos entrar? — Disse com meiguice.

Gina olhou para Hermione, sentou-se na cama e limpou o rosto lavado de lágrimas com a saia do vestido.

— Pode, pode sim. — Tentou sorrir.

— O que foi que aquele babaca aprontou? — disse Rony com a delicadeza de uma onça em um galinheiro.

Gina soltou mais soluços e novas lágrimas escaparam.

— Rony! — Repreendeu a namorada.

— Que foi? Vai falar que ele não aprontou?

— Talvez seja melhor você esperar do lado de fora, enquanto eu converso com Gina. — Disse ela entredentes.

— Ok. — E saiu contrariado, fechando a porta atrás de si.

— Então, Gina. — Hermione passou o braço em volta dos ombros da cunhada. — Me diz, por que está chorando?

Gina se acalmou e tentou formular a frase, ainda soluçando.

— Mione... ele foi tão cruel comigo... tão cruel... não esperava isso do Dino... — Hermione esperou paciente até que ela parasse de soluçar e continuar. — Você sabe que quando namoramos da primeira vez, terminei com ele por causa da possessão. Ele não me deixava ir a nenhum lugar sozinha, e morria de ciúmes até da própria sombra.

— Sim, eu lembro. Mas vocês voltaram porque ele disse que tinha melhorado, não foi?

— Sim... eu acreditava que sim... — Ela limpou as lágrimas mais uma vez e suspirou. — Na viagem, ele me levou num bar bruxo. É na beira da praia, foi tão romântico. — Sorriu lembrando-se de algo doce. — Mas então eu fui ao banheiro e na volta encontrei um velho amigo de Hogwarts. Dino me viu conversando com ele e fez um escândalo no meio do bar, gritando coisas horríveis sobre mim! — Gina escondeu o rosto das mãos, contendo o choro. — Hermione deu leves tapinhas de consolo nas costas dela. — Nunca passei tanta vergonha na minha vida, Mione! O Dino não presta!

— Filho de um trasgo! — Gritou Rony atrás da porta. — Eu sabia que ele ia aprontar!

— Cala a boca, Rony! — Disseram Gina e Hermione ao mesmo tempo.

— Ok, ok... — Veio a resposta do ruivo.

— Mas então acabou mesmo Gina? — perguntou Hermione.

— Sim, Mione. Não agüento mais essas crises de ciúmes do Dino, ele passou dos limites, eu só estava cumprimentando um velho amigo que não via há muito tempo...

— Já sei o que podemos fazer! – Disse Hermione sorrindo.

— O quê? – Os grandes olhos de Gina miraram a amiga, esperançosos.

— Vamos te levar para sair, Rony e eu, assim você se distrai um pouco.

— Mas Mione! — Rony abriu a porta com violência e foi até a namorada escandalizado. — Nós tínhamos planos para hoje a noite, não se lembra?

Hermione faz um esforço para se lembrar qual era o tal plano que Rony mencionara... "A sim! Ir ao Drive In!" Não pode deixar de ficar vermelha ao se lembrar do compromisso.

— Isso pode esperar, Ronald. — Disse dando um beliscão no braço do namorado que gritou um "ai!".

— Para onde vamos então? — perguntou a ruiva.

— Humm...que tal a casa do Harry? Ainda não conhecemos como ficou o Largo Grimmauld depois da mudança. – Sugeriu Hermione.

— Por mim tudo bem... lá tem muitos quartos... — Rony não pode deixar de conter um sorriso malicioso.Hermione ignorou o comentário.

— A casa do Harry... — Gina pensou que seria uma ótima idéia.

Não contara para ninguém sobre a conversa que tivera com o Menino que Sobreviveu, e agora que estava livre e desimpedida, poderia investir em Harry.

— É — Disse sorrindo. — É uma boa idéia.


N/A: Desculpem a demora, eu sei que não tem perdão pra isso, tentarei ser mais responsável com os prazos, podem puxar a minha orelha pq é merecido.

Muitos Obrigada a todos que enviaram reviews! Estarei respondendo pelo e-mail, e aqueles que não deixarem o e-mail, eu respondo aqui: Sophia Black: O Harry é um sujeito muito altruísta, o metido a heroi, e eu não resisto a colocar os dois morando juntos, eu adoro isso! Obrigada pela review! Brunu: Muito obrigada . Shining Light :XD O membro do Harry só volta a ativa no próximo cap, mas infelizmente, a Maaya aqui não sabe escrever NC17 ú.ú . OBRIGADA A TODOS!


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