Disclaimer: Bleach pertence ao Kubo-sama.
N/A: Desculpem qualquer erro de escrita no decorrer da fic. Estou sem corretor no Word e, por mais que eu tenha revisado a fic várias vezes, sempre acaba ficando algum erro.
Branco
Kyouraku gostava de branco. Enquanto muitos o consideravam a ausência de cores, o taichou pensava no branco como a mistura de todas as cores, uma personificação da paz e da tranquilidade que ele tanto apreciava. Para ele, a cor límpida estava sempre associada a sentimentos bons e lembranças agradáveis.
A cor também o fazia lembrar Juushirou Ukitake.
Na realidade, ele gostava de branco justamente por que gostava de Ukitake.
Gostava de se lembrar de seus lábios brancos sorrirem e pronunciarem seu nome com afeto, das suas bochechas brancas ficarem rosadas quando ele se envergonhava (ou quando bebia sakê), de seus cabelos brancos compridos se agitando no vento, colidindo contra seu rosto e irritando-o. Também gostava do efeito que suas sobrancelhas tão negras causavam em sua brancura e palidez.
(E era nessa parte que, com um sorrisinho típico, Kyouraku se dava conta de estar obcecado).
Ukitake odiava o branco. Ao contrário do taichou do 8º Bantai, ele considerava a cor a personificação da tristeza, e gostaria muito que ela fosse apenas uma ausência de cores. Uma insignificância. Branco era a cor da sua doença, da sua sina, da sua desgraça. Ele odiava o branco com todo o ódio que é possível existir em uma pessoa que, ironicamente, abominava esse sentimento tão vil. Ele o odiava tanto que seria capaz de arrancar todos os fios de seu cabelo apenas para não ter o desgosto de vê-los brancos novamente.
Mas Shunsui gostava.
E se ele gostava, então por que Ukitake não gostaria também?
Na realidade, ele ainda tinha um rancor pela maldita cor que tanto o perseguia. Ele se alegrava quando, entre os beijos e as carícias, Kyouraku tirava a capa florida que tanto gostava e a envolvia em torno dele, cobrindo sua brancura. "Fica bem em você", ele dizia. E Ukitake sentia-se bem, então. Sentia-se vivo – se é que poderia referir a si mesmo com esse termo – e imune à doença.
Mas essa era só uma sensação.
E, na manhã seguinte, Shunsui Kyouraku passou a odiar a cor branca. Como poderia considerar como sua cor favorita uma cor tão insensível? Ele odiou as pálpebras brancas de Juushirou que não se abriram quando ele chamou-o pelo nome, e continuaram imóveis quando a voz tranquila e arrastada do taichou tornou-se um grito desesperado. Ele odiou os cabelos brancos espalhados pelo futon. Odiou os lábios brancos entreabertos, com um leve resquício de sangue na lateral. Odiou toda a presença branca no quarto.
Pois o branco era agora a cor da sua tristeza.
A cor do seu luto. A cor que o traíra.
Branco era apenas a ausência das cores em sua existência.
I can't live in here for another day
Darkness has kept the light concealed
Grim as ever
Hold on to faith as I dig another grave
Meanwhile the mice endure the wheel
Real as ever
And it seems I've been buried alive
[Buried Alive – Avenged Sevenfold]
OWARI
Eu realmente espero que gostem da fic, por que pessoalmente, não gostei. E novamente peço desculpas por qualquer errinho.
E, para não perder o costume: Reviews? :3
