Parte IV- Cho
Naquela manha, Draco saiu do salão comunal da Sonserina disposto a fomentar todas as fofocas que porventura estivessem circulando por Hogwarts tendo como alvo ele e Ginevra Weasley. Se é que tais fofocas realmente existissem. De qualquer forma ao menos elas existiam na cabeça louca daquela sangue-ruim. Arrumou cuidadosamente o cabelo. Era uma sorte ser bruxo onde as convenções entre sexos eram bem definidas, porquê no mundo trouxa, todo esse seu egocentrismo lhe caracterizaria como metrosexual. Que coisa!
O loiro passou pela mesa da Grifinória, olhando fixamente a moça ruiva que nem sequer ergueu os olhos enquanto mexia distraída a xícara de café com leite. Hermione e Harry em especial perceberam a direção dos olhares do sonserino pretensioso. Os dois amigos se entreolharam como que confirmando uma informação dita anteriormente. Hermione por sua vez estava desconfiada. Será realmente que o loiro tinha algum "interesse" em Gina? Dificilmente teria. Provavelmente haveria algum plano em jogo.
O importante disso tudo é que Harry havia ficado enciumado. E era perfeito a vista das circunstâncias. Agora era só incentivar Harry a tomar a iniciativa. Não seria algo fácil, mas era possível.
Dois dias depois, Harry caminhava sozinho para a aula de Herbologia, onde era aguardado por Hermione e Rony. Porém, no meio do caminho por interceptado por uma moça com traços orientais que durante muito tempo povoara todos os seus sonhos. O rosto dela agora transparecia ansiedade.
- Eh, Harry...- ela estava esfogueada- posso falar com você?
- Claro.- disse ele, segurando firmemente a mochila numa das mãos. A outra mão, por não ter exatamente o que fazer o garoto resolveu coloca-la no bolso. Embora tivesse sentimentos de estar curado da doença chamada Cho Chang, não conseguia evitar sentir-se quente e sem jeito junto a ela. E claro, havia o agravante que a orienta fora a primeira menina que ele beijara, e única até o momento.
- Eh... você gostaria de ir a Hogsmeade comigo no final de semana? – ela perguntou rapidamente, quase unindo as palavras , ao mesmo tempo em que se aproximava de Harry ficando a milímetros de seu rosto.
Harry percebia os olhos dela cada vez mais próximos de seus óculos e quase lhe começou um principio de pânico. Realmente só se curaria daquela doença com um novo amor. Amor este que ele sabia muito bem quem era e onde estava.
Ele caminhou para trás distanciando-se da moça que estranhou a atitude.
- Desculpe Cho, mas não poderei ir a Hogsmeade. – ele inventou rapidamente, procurando dar um tom de cansaço e autocomiseração a frase- Tenho que cumprir detenção com o Snape. – Era plausível. Decididamente era uma desculpa bastante plausível.
- Que chato! – comentou ela, agora sem tentar se aproximar dele.- Fica para uma próxima então.- disse ela, captando o recado. Harry não queria mais nada com ela, e achara indelicado falar isso com todas as letras, ou talvez fosse covarde.
- Sim.- concordou ele, olhando Cho distanciar-se aos poucos.
De Cho Chang ele só queria mesmo era distância.
No salão Comunal da grifinória naquela noite, Hermione incentivava Harry a convidar Gina para irem a Hogsmeade antes que outro o fizesse. Era público e notório a horda de admiradores que a ruiva possuía. A sorte, segundo o ponto de vista de Hermione era que Gina, estando às voltas com a pretensa paixão por Snape, negara todos os convites para Hogsmeade, alegando uma leve indisposição futura. Com um pouco de sorte, poderia levar Harry a acreditar que Gina apenas esperava seu convite.
- Harry, porque você não convida Gina para irem a Hogsmeade?
- Mione, de que isso iria adiantar?
- Ora, Harry- explicou Hermione em tom persuasivo.- Você não percebeu que Gina não esta indo com ninguém? Ela deve estar esperando o seu convite.
- Será? – Harry se questionava intimamente se deveria ir falar com Gina ou não.
- Olhe Harry- Hermione continuava no teu tom persuasivo e suavemente, diferente de todos as formas com que já havia falado com Harry desde o inicio da amizade. Desta vez havia coisas importantes em jogo, e o moreno nem se quer se dava conta das correntes ocultas vigentes.-... a gente só se arrepende do que não faz.
Hermione deixou-o calado, apenas remoendo as idéias. Uma frase que lera, ou ouvia lhe parecia vir aa calhar naquele momento: "as pessoas boas e honestas são tão fáceis de manipular".
Harry levantou-se num salto. Os olhos de Hermione brilharam. Por um momento pareceu que iria desistir. Mas caminhou rapidamente até o canto do salão comunal onde Gina absorta lia um livro.
- Gina?- Chamou ele.
- Fale Harry. – ela fechou o livro e ficou olhando- o .
- Você quer ir a Hogsmeade comigo?- a frase saiu fácil, sem qualquer problema. E logo ele que achara que iria gaguejar e atrapalhar tudo.
