Devaneios
Por Carol Camui
Disclaimer: Por mais incrível que pareça Gackt, Hyde ou Gacktjob não me pertencem u.u'
Sinopse: Apresentando as fantasias secretas de Hideto Takarai envolvendo seu melhor amigo e um microfone.
Beta: Word & Eu.
Shipper: GakuHai!
Avisos: Conteúdo adulto! Pegação nervosa entre dois caras lindos. Se você curte, é nois! ;p
Parte 1
O dia em que Hideto Takarai descobriu que tinha sérios problemas mentais e possivelmente sexuais.
Ele usava uma calça preta bem justa de couro e um casaco comprido do mesmo material. Seus cabelos ainda eram loiros naquela época, e estavam levemente arrepiados. Mas não era isso que mais chamava atenção.
Ele estava agachado, com as mãos entrelaçadas na base, acariciando toda a extensão com sua boca. Foi se levantando devagar conforme avançavam os primeiros acordes da música, sem nunca desviar os lábios, meu Deus os lábios, daquele objeto.
Kikasete okure yo
Deixe-me ouvir sua voz,
Sono koe wo...
Eu imploro à você
Misete okure yo
Deixe me ver seu sonho
Sono yume wo...
Eu imploro à você
Samenu kagiri ni ochitemo Obieru koto wa nai kara
Até mesmo se nós cairmos em um interminável sono.
Finalmente começou a cantar. Agora uma de suas mãos tinham ido parar embaixo de seu casaco, perto de sua virilha. Seus quadris estavam se movendo de forma sinuosa, e ele tinha no rosto uma expressão de mais puro deleite.
Não tirava as mãos dele, e o acariciava como se fosse uma amante. Pouco importava que estivesse em um estádio lotado de gente, ele não economizava nos toques, inclusive os que dava em si mesmo.
Oshiete okure yo
Me diga a verdade,
Shinjitsu wo...
Eu imploro à você
Tsugete okure yo
Explique para mim os seus pecados,
Sono tsumi wo...
Eu imploro à você
Aquele homem não estava somente cantando, estava fazendo amor. Com um maldito microfone.
Acordei todo molhado de suor e o pior: estava duro. Sorte a minha Megumi ter um sono pesado. Corri direto pro chuveiro e abri a ducha gelada. Conforme as coisa iam esfriando lá embaixo pensei no que tinha acontecido.
Na noite anterior eu assisti Kagen no Tsuki em DVD. Não o filme em que atuei, mas sim o live do meu amigo, ênfase na palavra amigo, Gackt. Até aí nada demais. A não ser por um detalhe: aquilo deveria ser proibido.
É sério. No mínimo deveriam ter elevado a idade mínima do público para 18 anos. Como ele podia fazer aquelas coisas com o microfone? Se fosse gente, poderia processá-lo por assédio sexual. Em público!
A forma como ele se movia, os olhos fechados, a boca entreaberta... e as mãos, aquelas mãos, percorrendo, alisando, acariciando... Seria possível alguém sentir ciúmes de um microfone?
Fragrance sempre foi uma das minhas músicas favoritas, mas agora eu sei que não posso mais ouvi-la sem que imagens eróticas percorram minha mente.
Respirei fundo e desliguei o chuveiro. Acho que pelo menos por enquanto as coisas estão sob controle. Tá, eu tive um sonho quente com meu melhor amigo, e dai? Não é nada demais... eu acho.
Volto pra cama e tento dormir um pouco. Dessa vez sem sonhos, por favor.
-x-
No dia seguinte, sou acordado por Megumi. Não sei como alguém arranja tanto assunto logo pela manhã. Será que só eu acordo sem vontade de falar com ninguém? Me levanto e vou me lavar e ela ainda está falando quando volto pro quarto. Dizia algo sobre querer passar o dia juntos e que queria minha companhia para fazer compras. Ótimo.
Tomamos café e saímos no meu carro. - Tem certeza que não quer chamar uma amiga pra ir com você? - pergunto.
-Não Hideto. Será que é errado querer a companhia do meu marido por um dia?
Reviro os olhos e suspiro fundo. Ela só me chamava de Hideto quando estava brava.-Não é isso Megumi. Eu só acho que não sou a pessoa mais indicada pra fazer compras com você.
-Eu só quero que fiquemos juntos. Não importa o que vamos fazer. - ela chega mais perto e me dá um beijo na bochecha.
Sorrio resignado. - Então está bem.
Dirijo para o bairro onde sabia que ela mais gostava de gastar. Espero que não esteja tudo muito cheio. Isso seria realmente desagradável.
Quando chegamos ela vai direto para uma loja de vestidos e começa a experimentar uma dezena deles. O gerente da loja já nos conhece, então ficamos num lugar mais reservado. Ela sai do provador e me pergunta o que eu achei de um vestido vermelho justo, que marcava bem o corpo dela.
-Está linda. - eu respondo. E está mesmo.
De repente minha mente viaja e me lembro de uma entrevista que li em uma revista, onde Gackt dizia que já o confundiram com uma mulher uma vez em um banheiro público na Holanda ou qualquer outro país. Olho de novo pra Megumi se admirando em frente ao espelho e imagino Gackt coberto por aquele tecido lustroso. Aposto que ele ficaria bonito se colocasse uma peruca loira comprida. E sua voz soaria estranhamente sexy se imitasse uma mulher falando... Fechei os olhos e fiquei visualizando a cena.
-Haido... está me ouvindo? - Megumi já estava com outro vestido e me encarava com cara desconfiada.
-Sim. Esse ficou melhor ainda, Megumi. - A vi suspirar e balançar a cabeça resignada.
-Vamos embora. Chega de vestidos por hoje. - Concordei e fui com ela pagar as compras. Levamos as sacolas para o carro e ela sugeriu que fôssemos tomar um refresco. Estava muito quente, então concordei.
Enquanto dirigia pelas ruas lotadas de carros, fiquei pensando no que havia de errado comigo. Poxa vida, eu conheço o cara há um tempão, até fiz um filme com ele e foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida e na minha carreira. E tinha sido muito divertido. Por que de repente começo a pensar nele desse jeito?
-Olha amor, o Gakuto-san! - só podia ser brincadeira.
Quando vejo, Megumi está apontando para um imenso outdoor do outro lado da avenida. Gackt estava mesmo lá, de terno e óculos escuros e puta que o pariu... Lindo. Devo ter ficado em transe por uns instantes, pois começaram a buzinar atrás de mim quando o farol abriu e eu não me movi.
-Querido, você está bem? - Cara, agora eu tava marcando muita bobeira. Pisei no acelerador e seguimos em frente.
Chegamos em uma sorveteria e nos acomodamos nos fundos. Eu ainda estava tentando regular minha respiração. Aquilo já estava passando dos limites. Megumi estava me olhando de soslaio e eu puxei o menu pra bem perto, cobrindo meu rosto.
-O que vão querer? - perguntou a garçonete olhando pra mim, com um sorriso de orelha a orelha.
-Um milkshake de chocolate, por favor. E você querido? - Passei os olhos correndo pelas opções e pedi uma taça de sorvete de baunilha. O meu favorito.
Enquanto esperávamos, Megumi voltou a falar. Dessa vez sobre mim. Por que eu estava estranho, parecia que não estava gostando de estar ali com ela, que ela queria mais atenção e blá, blá, bla. Para calá-la, puxei o rosto dela e lhe beijei, pedindo desculpas.
-Eu sou mesmo um idiota. Você me perdoa? - A cara que eu fiz deve ter sido muito fofa porque ela se derreteu toda. Ponto pra mim.
Nosso pedido chegou finalmente e eu logo coloquei uma colher bem cheia na minha boca. Fechei os olhos e deixei o creme escorregar pela minha garganta. Delicioso. Tão doce e cremoso, aquele sabor lembrava...
Merda, de novo não...
Tarde demais.
Ele estava com uma roupa impossivelmente justa e molestava praticamente todos os membros da banda. Jesus, ele até simulava um sexo oral! Também tinha aquela parte em que ele ficava de quatro por cima de um cara e abria a blusa dele, lambendo seu tórax.
Aquilo definitivamente deveria ser proibido.
Maldita hora em que resolvi assistir de novo todos os seus shows! Agora aquilo não sairia tão cedo da minha cabeça.
Ai shitemo ii kai? yureru yoru ni
Tudo bem se eu amar você? Nesta noite trêmula
Aru ga mama de ii yo motto fukaku
Faça daquele jeito...faça mais... mais fundo...
Kuruoshii kurai ni nareta kuchibiru ga
Na pressão dos seus lábios
Toke au hodo ni
reclamando os meus
Boku wa kimi no Vanilla
Sou a sua baunilha
Peguei mais uma porção do sorvete. Adoraria provar sua baunilha, Gacchan. Provaria você por inteiro, sentiria bem o seu gosto. Poderia te cobrir com sorvete também, assim minha língua percorreria todo seu corpo em busca de mais...
Abri os olhos e dei de cara com Megumi boquiaberta. - Não sabia que você gostava tanto assim de sorvete, Haido.
Deus, com certeza eu estava soltando alguns ruídos constrangedores sem perceber. -Hmm... é que esse está realmente muito bom. - peguei um pouco e coloquei na boca dela.
-É, está gostoso. Vamos pra casa? - Terminei o que restava do meu sorvete e saímos.
Voltamos pra casa em silêncio, o que era um milagre. Chegando em casa, Megumi me abraçou - Obrigada pela companhia querido.
-Não foi nada. - ela ficou na ponta dos pés e beijou minha testa. Vendo ela se afastar eu me senti um pouco culpado. O que eu, um homem casado, estava pensando da vida? Eu tinha que tomar vergonha na cara. É isso.
Fui até o bar e peguei uma dose de uísque. Talvez eu precisasse voltar mais cedo ao trabalho. Mas eram os primeiros dias de folga depois de séculos dentro daquele estúdio! Fora que a gente encerrou uma turnê a pouco tempo... Não, meu problema era outro, tinha até nome. E um corpo esguio, uma boca pecaminosa e uma voz de tirar o fôlego.
Fui pra sala e liguei a TV em busca de distração. Dizem que quando estamos apaixonados passamos a enxergar a pessoa amada em toda a parte. Está bem, mas aquilo já era perseguição.
Peraí... eu disse apaixonado? Eu estava era ferrado, isso sim.
Lá estava ele novamente. Dessa vez em um comercial de uma clínica de beleza. Muito apropriado. Não seria nada de mais se ele não estivesse nu. Totalmente nu. E olhando pra câmera de um jeito que me fazia querer ficar nu com ele também.
Alguém lá em cima não gostava de mim, definitivamente. Desliguei a TV e fui correndo tomar um banho gelado. Maldição! Como eu ia dormir tranqüilo depois dessa?
Continua...
