By Sg2009.
Segue o segundo capítulo... espero que gostem.
BJS Carol.
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"Aqui está a lista de médicos que andou vendo." Sam estava sentado na cama com o computador no colo. "Nós deveríamos voltar a um deles."
"Por quê?" Dean perguntou. "Eu pensei em ir naquele cara em Cheyenne. Perto daquela infestação de fadas. Dr. Whalbrugh."
"Okay. Primeiro – nós não vamos caçar fadas até que eu tenha falado com um médico. E segundo – você por um acaso sabe alguma coisa sobre esse cara?"
"Eu sei que ele é médico e eu sei que ele pode me dar às injeções com os remédios da quimio."
Sam suspirou. "Eu acho que nós deveríamos voltar a um médico que você já tenha ido. Eles saberão melhor se houve algum progresso na sua condição." Sam apontou a tela para Dean. "Quem dessa lista você prefere?"
"Morris." Disse Dean. Ele cruzou os braços e o encarou, Um olhar de desafio como se dissesse para Sam, tente me contrariar. Sam 'google' Morris.
"Ele é um veterinário, Dean." Sam bufou. "Eu pensei que você tinha dito que estava procurando ajuda de qualidade... você realmente procurou?" Sam mediu o irmão de cima abaixo. "Você que saber? Esquece. Eu vou procurar as pessoas dessa lista e vou decidir quem você vai ver."
"Tudo em, Sam. Tanto faz." Dean levantou. Ele foi até o banheiro, batendo a porta atrás dele. Sam ficou encarando o vazio. "Bastardo mal-humorado…" Ele murmurou, tentando com todas as suas forces não ficar irritado com seu irmão. Agora que Sam sabia que ele estava doente, Dean tinha parado de agir como se tudo estivesse normal, e começou a agir como um cretino. Sam suspirou e começou a pesquisa.
Dois dias depois, ele colocado um de seus agasalhos de moletom em Dean, que estava sentado na ponta da cama com um olhar carrancudo.
"Nós vamos para o sul. Vamos." Sam disse pra ele. Dean não se moveu. Sam olhou pra ele.
"Dean...hum... você consegue levantar?"
Dean grunhiu. A voz dele estava grossa de irritação e cansaço. "Yeah, Sam. Eu poço ficar de pé. Mas eu não vou me mover até que você me diga para onde nós vamos." Dean cruzou os braços e sorriu para Sam em puro desafio.
"Eu tenho certeza de que eu poderia carregá-lo." Disse Sam. A expressão de Dean ficou mortal. Sam colocou um braço ao redor do ombro dele. Eu encontrei um médico. Ela é de Kansas City, Missouri." Ele ajudou Dean a se levantar. "É pra lá que nós vamos."
Dean deu um longo suspiro, e um grunhido de sofrimento e começou a irritar Sam que o ajudou a ir até o carro. Então ele se pôs a reclamar da música que estava tocando quando Sam ligou o rádio.
E ele começou a discutir quando Sam insistiu que ele descansasse no banco de passageiro ao invés de dirigir. Se seu irmão não parecesse estar acabado, Sam o teria jogado do carro. Enquanto este estivesse em movimento. E ele se divertiria com isso.
Mas Dean estava com câncer. Câncer. A palavra se repetia na cabeça de Sam com um peso desconfortável.
"Sam, eu tenho tudo resolvido." Dean disse num tom suave.
"Yeah. Bem, agora eu estou junto com você. Eu lide com isso."
Quando estavam crescendo seu irmão sempre foi mais a pessoa que cuidava, nunca deixando ninguém cuidar dele. Talvez ele não soubesse como agir. Esse era o pensamento que evitava que Sam o matasse antes deles chegarem a Kansas City. E depois de oito horas extenuantes na estrada, eles chegaram ao Pink Pig Motel, uma milha a oeste do hospital.
Sam tinha imprimido doze páginas com informações da doença de Dean, Leucemia Mielóide Aguda (LMA). Ele sentou ao lado do irmão na sala de espera lendo sobre os sete passos do tratamento. Dean o cutucou.
"Quem diabos é esta Dra. Swanson?"
Havia sóis e arco-íris pintados nas paredes. Dean se afundou na cadeira ao lado dele. Seu irmão não parava de se mexer na cadeira. Ele mexia seus pés, tremia as pernas, batia os dedos, etc. Sam sentiu que Dean o observava e continuou lendo.
Dean puxou as folhas da mão de Sam. "Você é um saco, você sabia? Olha como ela pintou as malditas paredes. Nós devíamos ter ido àquele doutor em Cheyenne. Ou um dos outros médicos. Era isso que você queria. Nós tínhamos concordado. Não com isso, vir a outra medica desconhecida."
"Que pena," Disse Sam se virando para ele. "Ela é a melhor do meio-oeste."
"Winchester?" A enfermeira chamou. Sam levantou, pegando o irmão pelo braço. Dean permaneceu sentado.
"Você usou meu nome de verdade?" Descrédito cobriu o rosto dele. "Que diabos, cara?"
"Eu mexi uns pauzinhos."
Dean virou a cabeça. "Verdade? E o que você fez?"
Agora era vez de Sam sorrir. Dean apenas poderia tentar adivinhar. Ele nunca diria como ele tinha conseguido fazer o tratamento do modo como tinha feito até agora. Tudo que Sam sabia era que isso tinha envolvido pelo menos um veterinário. Pelo que Sam tinha pesquisado o Dr. Morris, o veterinário, era o melhor médico da lista. Sam tinha encontrado um oncologista de verdade. E era ela que eles iam ver agora.
Além disso, o que Dean não sabia não poderia feri-lo. Seu irmão não gostava de doações, Sam não queria que ele soubesse que Sam tinha usado um contado de Stanford para conseguir essa consulta. Ou que o pai de seu amigo estava pagando a conta. Ou... Sam franziu o cenho... que Sam talvez estivesse chantageando alguém para conseguir isso. Mas só depois dele ter pedido gentilmente e ter recebido um 'não' como resposta. Apesar de que Dean ficaria impressionado com a última parte – especialmente pela rapidez com que Sam tinha resolvido tudo isso.
Ele ajudou Dean a levantar, tentando não ficar impressionado com a facilidade com que levantava o irmão. A enfermeira os conduziu pelo corredor. "Dr. Swanson está esperando no escritório dela. Ela gosta de fazer a primeira consulta na sala dela." A enfermeira abriu a porta e indicou para que entrasse.
Doutora Swanson permaneceu sentada atrás da grande mesa de madeira. Sam achou que ela tinha uns cinqüenta anos. O rosto sério e o jaleco branco pareciam saltar contra o amarelo claro das paredes do escritório. Ela era magra com cabelos curtos e grisalhos. Dean estremeceu ao seu lado e balbuciou 'fantasma' conforme eles entravam no escritório em direção às duas cadeiras que estavam em frente a ela. Sam o ignorou. Ele deu seu sorriso mais sincero e puxou Dean em direção à cadeira da esquerda. Sam estendeu a mão.
"Eu sou Sam. Este é meu irmão, Dean." Ele apertou a mão dele, com um firme aperto. Os lábios da doutora formaram uma linha fina quando ela reparou na aparência do seu irmão. Dean a encarou. Sam pegou um pedaço de papel que estava em seu bolso. "Hum... aqui está a lista de medicamentos que ele está tomando, a quantidade, a freqüência, quantidade de células brancas... tudo." Sam entregou a ela a lista. Ela olhou para a lista com o cenho franzido.
"Ele está tomando isso?" Ela perguntou
"Yeah... porque?" Sam sentou e se inclinou em direção a mesa.
"Esses tratamentos são velhos." Ela deu outro olhar desaprovador para Dean. "Nós temos cocktails melhores atualmente."
"Olha, moça." Dean estava irritado. "Eu recebi esse mesmo tratamento há três anos e eu fiquei curado."
"Não." Ela levantou uma sobrancelha. "Sua doença voltou. Se fosse tivesse sido curado; você ainda estaria em remissão. E esses tratamentos já eram antigos há três anos." Ela bateu as mãos. As sobrancelhas dela quase unidas. Ela voltou à atenção para Sam. "Ele tem seguro saúde?"
"Quanto a isso, está tudo certo."
"Hmmmm." Dra. Swanson mexeu em alguns papéis. "Ah, sim. Foi uma doação do Governador Johnson?" Ela olhou Sam de cima abaixo. Ele respirou fundo. Dean o encarava com uma mistura de suspeita e curiosidade. Os lábios dela se abriram em um sorriso. "Bem, ele certamente pode pagar pelo tratamento." Ela apontou para Dean, que afundou mais ainda em sua cadeira. A face dela ficou mais séria, e então se voltou para Sam. "Eu vou precisar examiná-lo." Dean se mexeu desconfortavelmente na cadeira ao lado de Sam.
"Eu estou bem aqui. Você pode falar comigo." Ele disse, jogando as mãos para cima.
A doutora juntou os lábios e o considerou. Ela se voltou para Sam. "Ele sempre se comporta dessa forma?"
"Você quer saber... eu estou cheio. Dean levantou. "Vamos Sam. Isso foi uma perda de tempo." Assim que ele levantou, Dean se desequilibrou. Sam deu um pulo da cadeira.
"Whoa." Sam o ajudou a sentar. "Calma, sente-se. Vamos apenas ouvir o que a doutora tem a dizer."
"Não, Sam." Dean apesar de toda a palidez, ficou carrancudo. "Eu não tenho que lidar com toda essa merda. Eu estava perfeitamente bem sozinho." Dra. Swanson levantou e deu a volta na mesa. Ela pegou o pulso dele. Dean tentou se soltar, enquanto ela verificava a pulsação dele. Depois colocou as pontas dos dedos no pescoço dele verificando as glândulas. Ela voltou para a mesa, e escreveu algumas coisas em um papel. Depois encarou Dean. "Essa linguagem é inaceitável. Você entendeu, mocinho?" E apesar do modo que ela agia, Sam tinha impressão de que ela gostava de seu irmão.
Dean abriu a boca para dizer alguma coisa. Sam sabia que o que quer que fosse seria algo horrível. Ele não achava que ela poderia aquentar mais da atitude do irmão. Então ele cortou o irmão.
"Yes... hum... senhora. Nós entendemos."
"Eu espero que sim. Isso é um escritório." Ela se voltou para Sam, a desaprovação de antes, triplicada no rosto dela. "Agora... o que ele quis dizer com 'sozinho'?"
"Eu só descobri sobre a doença dele há três dias. Até então ele estava cuidando de tudo sozinho..."
"E estava fazendo um trabalho bom pra caralho..." Dean murmurou.
Sam suspirou. "Até agora."
"Você estava longe?"
"Bem... não. Eu só não notei… hum… até recentemente."
"Você não notou?" Ela o encarou. Ela olhou para Dean e então de volta para Sam, sacudindo a cabeça.
Sam se mexeu no lugar. "Olha, não como se ele tivesse dito alguma coisa..."
A Doutora Swanson limpou a garganta. "Se você não for capaz de tomar conta dele, nós podemos arranjar uma enfermeira..."
"Eu posso cuidar dele." A voz de Sam soou mais rude do que ele pretendia. A doutora o encarou. Ela parecia aprovar o que quer que ela tenha visto, porque ela assentia com a cabeça.
"Vamos falar sobre o tratamento." Ela disse.
TBC
