O Ed vampiro é da Meyer, o abobalhado é da JustFork. E a danny e eu queremos todos dois! Seja no calor do Nordeste ou no frio do Canadá!.
"Dá pra ser um pouquinho mais irritante?" - Eu perguntei sarcasticamente encarando furiosamente Edward por cima da mesa na biblioteca.
Ele estava cantarolando enquanto lia algum livro - que segundo o mesmo, nos ajudaria com o nosso novo trabalho - e isso ficava progressivamente mais alto na medida em que ele se aprofundava em seus pensamento. Ele olhou para mim por um breve segundo, pra depois me lançar sua marca registrada, aquele sorriso idiota e voltar à leitura. Revirei os olhos e olhei para minhas anotações. Elas estavam uma bagunça completa graças à ele.
Eu tinha concordado em mostrá-las ao Edward para que pudéssemos confirmar que ambos estávamos na mesma página. Quando cheguei à aula seguinte, elas estavam completamente rabiscadas com suas correções. Eu mal podia ler minhas notas originais, graças a todos os seus garranchos vermelhos.
Já fazia quatro semanas desde a nossa primeira aula juntos, e nada tinha melhorado. Pelo contrário, ficava cada vez pior. Era como se Edward soubesse cada botãozinho para me deixar frustrada e irritada. Eu sabia que ele fazia isso de propósito, apenas para me deixar puta da vida, é por isso então que eu estava tentando o meu melhor para ignorá-lo.
Toda essa coisa de tentar esquecê-lo fazia com que eu me queixasse com Alice, que começou a falar constantemente que Edward e eu éramos feitos um para o outro. Eu só fiz rir da idiotice dela: imaginar um relacionamento entre Edward e eu era estúpido. Acabaria nos matando dentro de uma semana, não havia dúvidas sobre isso. Normalmente, eu nunca ia contra as ideias de Alice: ela tinha algum tipo de super intuição estranha que geralmente dava certo. Mas neste caso, eu estava quase certa de ela tinha errado feio.
Os sentimentos que eu alimentava por Edward era algo perto de raiva extrema. Já tinha até chegado ao ponto de até mesmo sonhar com ele. Nos meus sonhos ele apenas ficava lá, me olhando com aquele sorriso estúpido. Ele nunca me disse nada, somente sorria. Mesmo nos meus sonhos eu podia me lembrar vividamente de como seus olhos eram verdes e como um canto de sua boca subia um pouquinho do que o outro. Ninguém sabia que isso me dava voltas no estômago de tanta frustração.
"Ok, leia isso aqui." - Edward disse, empurrando o livro na minha frente e felizmente, sacudindo a imagem mental de seu rosto em minha cabeça. Embora, isso não ajudasse muito já que ele estava sentado pessoalmente à minha frente.
Puxei o livro para mim e tentei ler, onde ele estava apontando. Para mim, noventa por cento do que tinha escrito ali era só besteira. Isso combinando com elementos químicos, teorias e exemplos práticos... me deram dor de cabeça. - "Eu não entendo metade disso aqui Edward. Só está me deixando mais confusa." - eu suspirei e empurrei o livro de volta para ele.
"Isso é porque você não se esforça." - ele resmungou e puxou o livro de cima da mesa.
"Como é que é?"
Ele suspirou antes de olhar para mim - "Sinceramente Bella, isso não é tão difícil. Você está apenas fazendo o mais fácil, que é desistir."
Encarei-o com ira, minhas mãos fazendo os punhos apertados em cima do meu colo.
"Se você fizesse um pouco de esforço, não seria tão complicado como você diz que é ... Ei, pra onde você está indo?" - Ele me perguntou enquanto eu me levantava e começava a bater os meus livros.
"Estou indo para casa." - eu disse calmamente, mas ainda deixando a minha indignação e raiva transparecerem através da minha voz.
"Viu..." - Edward falou e se recostou a cadeira. - "Desistindo".
Depois dessa não deu mais para aguentar. Joguei meus livros em cima da mesa e ignorei o pedido de silencio da bibliotecária e dos outros estudantes. Claro que eles querem que eu cale a boca, afinal ninguém além de mim passou três malditas horas ao lado do Sr. Perfeito cantarolando besteiras enquanto você tenta se concentrar!
"Para sua informação Edward, eu tenho ficado até três, quatro da manhã tentando descobrir esta merda!" - Sussurrei duramente, me segurando na borda da mesa. - "Não é que eu esteja desistindo, a questão é que eu não entendo porra nenhuma aqui!"
Peguei minha mochila do chão e rapidamente fiz o meu caminho para fora da biblioteca. Isso era fudidamente ridículo! A única coisa que eu tinha aprendido sendo parceira de laboratório de Edward, foi falar palavrão. Eu não praguejava em voz alta, nunca. E cá estou eu agora, largando a palavra com "P" como se fosse algo normal para mim.
Eu tropecei um pouco, assim que a ponta da minha bota ficou presa no carpete. Decidi não me deixar abater por isso e empurrei minha bolsa mais para cima em meu ombro. Virei repentinamente sem prestar atenção e colidi, dolorosamente diga-se de passagem, com um carrinho de livros.
Eu gritei mais pela surpresa do qualquer outra coisa. Não me pergunte como, mas meu corpo trombou no meio do carro e eu acabei caindo de bunda no meio do salão. Eu fiquei travada ali por uma fração de segundo, deixando o embaraço tomar conta de mim, assim que as pessoas começaram a rir baixinho. Eu empurrei meu cabelo de cima do rosto e comecei a pegar os livros que estavam caídos ao meu redor. Será mais fácil agir como se nada tivesse acontecido, eu disse a mim mesma. Ainda no chão, eu entreguei de volta os livros para a bibliotecária que tinha vindo me ajudar.
O riso ficou mais alto e eu podia sentir o calor irradiando no meu rosto e pescoço ao mesmo tempo em que meus olhos ardiam desconfortavelmente por conta das lágrimas que ameaçam transbordar. Algo maravilhoso para um maldito início de ano: mais de cem pessoas nesta biblioteca e todas elas me testemunharam caindo de bunda. Eu respirei fundo, recusando a deixá-los me ver chorando, também.
"Você está bem?" - Uma voz calma perguntou ao meu lado e eu apenas meneei a cabeça.
Foi só quando a pessoa se ajoelhou ao meu lado que eu percebi que esse alguém era Edward. Ele pegou a pilha de livros das minhas mãos e, após colocá-los de volta no carrinho, ele me ajudou que eu levantasse. Arrumei a minha blusa e logo em seguida, ele me minha mochila. Eu murmurei um agradecimento e continuei caminhando para fora da biblioteca.
Eu andei tão rápido quanto podia ao voltar o dormitório, resmungando palavrões e trincando os dentes ao mesmo tempo. Quem diabos ele pensa que é? Dizendo que eu não estava tentando e só desistindo! Marchei as escadas e balancei a cabeça para seu comportamentozinho presunçoso. Ele não tinha ideia do quanto eu trabalhava duro nessa merda. Eu abri a porta e deixei que ela batesse alto atrás de mim, ignorando o olhar assustado de Alice, que estava na sua cama.
"Dia ruim?" - Ela pediu calmamente que enquanto eu jogava minha mochila no chão..
Caminhei pra lá e para cá entre nossas camas, puxando meu cabelo em frustração. Eu podia sentir Alice me encarando, mas nem sequer ousei responder à sua pergunta. - "Quem ele pensa que é?" - Eu gritei, após um segundo. - "Quer dizer ... ele nem mesmo me conhece!"
"Estamos falando do Edward de novo?" - Alice fechou o caderno e rolou de lado para me assistir.
"Ele acha que eu desisti, Alice! Você sabe... eu praticamente me mato de estudar essa merda, e ele age como se eu apenas ficasse lá e não fizesse nada!" - Eu sibilei antes de me afundar na cama, esfregando os olhos e deixando as lágrimas finalmente caírem.
"Bella ..." - Alice começou, mas eu a interrompi.
"Não. Eu... tudo bem... eu... só quero ir dormir." - disse cansada e Alice balançou a cabeça. Poucos minutos depois nós duas estávamos acordadas em uma sala escura e não falando absolutamente nada.
[...]
Houve uma polidez forçada entre Edward e eu, durante as próximas semanas. Era um clima estranho e desconfortável, mas a Dra. Bryant havia se recusado a me deixar trocar de parceiro. Expliquei-lhe que haviam conflitos pessoais entre nós dois, mas a sua única resposta foi "que ambos precisávamos amadurecer e trabalhar com as nossas próprias diferenças". É por isso eu estava aqui outra vez, presa em um laboratório de química, tentando o meu melhor para descobrir o que ou deveria fazer nessa experiência.
"Essa não é a resposta certa." - Edward sussurrou perto do meu ouvido.
Olhei para ele, juntando todas as forças para não empurrá-lo do seu banco, e revirei os olhos. - "Bem, se você sabe a resposta, então por que diabos você não pode simplesmente me ajudar com essa porcaria?" - eu sibilei duramente enquanto empurrava o meu livro para ele.
Ele o pegou com um sorriso no rosto e começou a virar as páginas. Eu respirei fundo, tentando me acalmar. Nós já estávamos neste laboratório de merda a mais de duas horas e ainda não estávamos nem perto de terminar.
"Aqui, releia essa parte. A resposta está no segundo parágrafo." - Ele ofereceu o livro de volta para mim e eu arranquei-o das suas mãos. Ele me fitou por um instante antes de olhar ao redor do laboratório. - "Eu vou pegar algo pra beber."
"Vá em frente, imbecil." - eu murmurei sob a minha respiração e balancei minha cabeça enquanto Edward se afastava. Por que ele era tão irritante? Era quase como se ele fizesse isso de propósito. Mas por que diabos alguém iria querer deixar alguém maluco propositadamente? Não apenas maluca, mas lívida. Às vezes ele me deixava tão irritada que eu precisava me conter fisicamente para não bater nele. Isso era um joguinho estúpido que eu odiava totalmente.
Eu puxei meu discman da minha mochila e deslizei meus fones de ouvido. Ajustei o volume de modo que abafasse o barulho dos outros alunos conversando e tentei me concentrar no que estava lendo. Meus olhos turvaram logo na segunda frase, e minha mente voltou ao que sempre pensava ... ele.
Era como se, desde que ele tinha me ajudado na biblioteca, eu não conseguisse mais parar de pensar nele. Suas ações eram tão difíceis de decifrar e isso me deixava ainda mais frustrada. Um dia ele era um idiota completo, e, em seguida, do nada, ele se transformava num cara legal de novo. Eu odiava pensar nele constantemente, e realmente odiava o fato de que Alice estava convencida de que eu estava me apaixonando por ele. Me apaixonar por Edward Cullen era a última maldita coisa que eu precisava ... ou queria.
Quando eu vi Edward voltando às pressas para dentro da sala, eu voltei à leitura. Ele sentou-se, parecendo um pouco mais relaxado. Quando eu senti o odor característico da maconha vindo da camisa dele eu descobri o porquê. O encarei e balancei a cabeça em negação.
"O quê foi?" - Ele me perguntou baixinho.
Balbuciei um "nada" com os lábios e voltei à leitura. Eu podia sentir que ele está me observando, mas isso não era algo que eu iria discutir com ele no meio do laboratório de química.
Fiquei ali sentada e lendo, tocando meu lápis de encontro à lateral do meu livro enquanto meu joelho saltava no ritmo da música que estava ouvindo. A canção parou abruptamente, eu olhei para cima para ver Edward abrindo meu CD player.
"O que diabos você pensa que está fazendo?" - Perguntei com raiva.
"Eu queria ver o que você estava ouvindo." - Ele explicou como se fosse a coisa mais simples do mundo. Obviamente que fazia muito sentido para ele parar a porra do meu CD do que simplesmente se dar ao trabalho de fazer a porcaria de uma pergunta!. - "Wow Bella, estou impressionado" - Ele acenou com a cabeça apreciativamente antes que eu puxasse meu discman de cima de suas mãos e retirasse meus fones de ouvido. - "E eu achando que você era mais uma dessas menininhas que gostam de Backstreet Boys ou da Britney Spears...", - ele sorriu e me fitou. - "Mas, Sublime é uma ótima escolha."
Eu estava momentaneamente distraída com seu sorriso genuíno, mas me recuperei rapidamente. - "Há um monte de coisas que você pode aprender sobre as pessoas se você gastar seu precioso tempo lhe fazendo perguntas."
Ele me olhou como se quisesse dizer algo, porém decidi voltar logo à leitura. Eu não tinha interesse em passar a noite toda aqui discutindo com ele. Eu vi com o canto dos meus olhos que ele finalmente parou de me encarar e voltou a fazer sua parte do trabalho.
"Ok então, qual é a sua música favorita?" - Ele me perguntou depois de alguns momentos de silêncio.
Eu ri e voltei a olhá-lo. "- Você está falando sério? Quer fazer isso agora?"
"E por que não agora?" - Ele encolheu os ombros.
"Estamos no meio do laboratório de química, Edward. Com um projeto pra ser entregue na próxima segunda-feira, sem contar que não estamos nem na metade, totalmente longe de acabarmos e-".
"Ah, eu já terminei."- Ele tirou um pequeno caderno de sua mochila e entregou-o para mim.
"O que exatamente você quer dizer com terminou?" - Eu perguntei em voz alta, folheando as páginas. Meu queixo caiu quando vi o nosso relatório de laboratório já digitado e completamente concluído.
"Quer dizer, eu terminei tudo. Eu já tinha feito a minha parte e apenas me baseei nas anotações que você tinha me dado... Ei? Por que você está me olhando desse jeito?"
Trinquei meus dentes para me abster de gritar com ele. Minhas mãos tremiam furiosamente enquanto eu fechei meu livro com uma batida e comecei a atirar todas as minhas tranqueiras dentro da minha bolsa. Ele me olhava como se eu estivesse tendo um colapso mental. Tomei a decisão de me levantar e sair, mas o imbecil tinha que me seguir.
"Bella, o que diabos há de errado com você?" - Ele me pegou bem a tempo, antes que a porta que eu tentei bater dramaticamente se fechasse e veio logo atrás de mim e bem no meu alcance.
Eu ri com sarcasmo e nem ousei me virar para encará-lo.
"Se você terminou esse projeto de merda na semana passada, então por que diabos eu tenho que passar as últimas duas horas presa num laboratório maldito com alguém tão estúpido quanto você? Por que você me disse que eu estava errada quando na verdade estava tudo correto?" - Finalmente, me virei e sibilei ainda mais magoada. - "E por que diabos você me disse que eu não tentava? Que eu desisti?"
"Bem, como é que você vai aprender mais se não pesquisar e continuar fazendo o projeto?" - Ele perguntou-me com um encolher leve de ombros.
Eu joguei o caderno de volta para ele e comecei a ir embora. Eu enrolei minhas mãos em punhos numa tentativa de deixá-las menos trêmulas, e realmente torci para que eu não começasse a chorar, como geralmente fazia quando estava frustrada. Eu respirei fundo e decidi que não podia lidar com essa merda por muito mais tempo. Virei-me, esperando encontrar Edward a poucos metros atrás de mim, onde eu tinha o deixado. Qual foi a minha surpresa ao girar desprevenida e bater diretamente contra o peitoral dele, fazendo com que eu tropeçasse para trás.
Ele agarrou meus braços para impedir minha queda iminente, e me puxou conta seu corpo. Olhei para cima, e meu rosto ficou a poucos centímetros do dele, o que fez com que eu soltasse um ofego embaraçoso, quando percebi Edward fitando meus lábios. Seus olhos tinham mudado para um certo tom de verde escuro que pareciam quase negros. Seu olhar estava tão concentrado no meu rosto que eu podia sentir minhas bochechas corando envergonhadas.
A sensação de suas mãos envolvidas em torno dos meus braços fez um estranho efeito surgir em meu corpo, quase se como uma corrente elétrica saísse diretamente da pele dele. Eu já conhecia essa sensação, devido ao fato que esta não era a primeira vez que Edward me tocava, mas ainda assim, eu não queria sentir algo tão íntimo e confortável, justo com esse garoto. Era como se meu corpo ansiasse por mais; não de uma forma sexual, mas era como se estivesse sentindo falta de alguma coisa. Como se o toque de Edward fosse a última peça de um quebra-cabeça que eu estava tentando resolver.
Ficamos assim por alguns segundos até que ele nos endireitou de volta. Ele soltou os meus braços e imediatamente deu um passo para trás. Tinha certeza de que eu parecia um completa idiota, olhando para ele com a minha boca aberta.
"O-Obrigada." - eu murmurei desajeitadamente.
Ele acenou com a cabeça e começou a se desculpar dizendo que precisava ir a algum lugar. Agradeci novamente e voltei a caminhar de volta para o meu carro. Eu olhava fixamente para frente enquanto caminhava, tentando recuperar o fôlego e me perguntando o que diabos tinha acabado de acontecer.
Abri a porta do carro e joguei minha bolsa no banco do carona. Foi aí quando notei algo com canto do meu olho. Virei ligeiramente a cabeça e vi Edward ainda em pé exatamente onde eu tinha o deixado. Entrei no carro em transe, e depois de sair da minha vaga no estacionamento olhei para trás e percebi que Edward tinha desaparecido.
Voltei para o meu dormitório e subi as escadas totalmente entorpecida em direção ao meu quarto. Não tinha ideia do que tinha acontecido, tudo que sabia era que eu não seria capaz de esquecer a forma como Edward olhou para mim.
Fui para a cama e voltei a ter o mesmo sonho sobre Edward; seus olhos verdes e aquele sorriso sarcástico me provocando. Só que desta vez, eu também podia senti-lo. Podia sentir suas mãos envolvidas em torno de meus braços, e então na minha cintura. Eventualmente, o verde esmeralda e brilhante de seus olhos desapareciam e escureciam exatamente como hoje cedo, e seu sorriso ficava menor à medida que seus lábios se aproximaram dos meus. Eu conseguia sentir ele me beijando, seus lábios macios, mas intensos contra minha boca. Podia sentir suas mãos correndo em minhas costas e se perdendo no meu cabelo. Quanto mais nos beijávamos, mais urgente se tornava. Ele me puxou para contra seu corpo enquanto seus dedos se enroscavam nas mechas de minha nuca, me prendendo contra ele.
E então, seus lábios se moveram para longe dos meus, e eu podia sentir seu hálito quente no meu pescoço e na minha clavícula. Sentia meu coração batendo mais rápido enquanto seus beijos desciam pelo meu ombro, mais e mais para baixo até que ele estava beijando suavemente o topo dos meus seios. Eu gemi enquanto ele lentamente pegava um dos meus mamilos e sugava-o em sua boca.
"Bella!"
Eu mordi meu lábio, tentando me concentrar na sensação da sua língua em mim, no entanto, não conseguia entender por que Alice estava aqui. Ouvi a voz dela novamente e meus olhos se abriram. Eu estava encarando o teto, ofegante e as minhas mãos em punhos amassando o cobertor abaixo de mim.
"Bella, acorda!" - Alice sussurrou asperamente outra vez e eu olhei para ela. - "Você estava tendo um pesadelo, você está bem?"
Balancei a cabeça e prometi-lhe que estava bem. Quando ela rolou para o outro lado para voltar a dormir, eu respirei fundo tentando recuperar o fôlego. Que porra foi isso? Eu me perguntei enquanto esfregava meu rosto asperamente. No segundo em que meus olhos se fecharam, tudo que conseguia ver era ele, e assim, imediatamente abri-los de volta. Eu não conseguia pensar em mais nada além de seus lábios e de suas mãos, e até mesmo o modo como ele cheirava. Eu ainda podia sentir o toque leve dos seus lábios no meu mamilo e balancei a cabeça freneticamente... Não. Não. Não! Bella, você não pode deixar isso acontecer!
Sentei-me e olhei para o relógio. Eram quatro da manhã e eu sabia que nem com a porra eu voltaria a dormir agora. Saí da cama, puxei um agasalho sobre a minha camiseta e peguei minha mochila.
Calmamente sai do nosso quarto e fui para o espaço comum dos dormitórios. Eu caí para trás contra o sofá e enterrei minha cabeça entre as mãos. Um arrepio profundo se irrompeu ao longo do meu pescoço e ombros, e relembrei da sensação de suas mãos em mim. Ignorei essa lembrança e puxei os meus livros comecei a tentar e estudar. Quatro horas depois, eu ainda estava olhando para a mesma página e ainda estava pensando na mesma coisa. Eu estava apaixonada pelo idiota do Edward Cullen, e não havia absolutamente nada que eu pudesse fazer contra isso. Levantei-me de cima do sofá e fui com relutância me preparar para mais um dia.
Até o momento que minhas aulas terminaram eu estava exausta. Estava tão assustada achando que veria Edward – o que era um absurdo, porque eu nunca o via as quintas-feiras. Embora, nós ainda tínhamos a nossa aula de química amanhã, e quanto mais eu lembrava disso, mais ansiosa ficava. O que ele diria para mim? Será que ele se incomodaria de me falar alguma coisa ou agiria como se nada tivesse acontecido? E se tudo fosse somente minha imaginação? Joguei minha bolsa na cama e tirei o elástico do meu cabelo em completa frustração. Isto era tão fudidamente absurdo! Aqueles trinta segundos em que ele tinha me segurado provavelmente não tinham significado nada para Edward. Eu estava fazendo um drama do caralho a troco de nada. Eu precisava de uma distração, e ela chegou na forma de Alice Brandon.
"Você tem que ir comigo!" - disse ela alegremente, jogando um papel dobrado para mim, enquanto trancava a porta atrás dela.
Eu o desdobrei e li o folheto. Algum cara chamado Jasper Whitlock iria tocar em um bar chamado Riley´s hoje a noite. Eu olhei entre a propaganda e para Alice, que já estava puxando as roupas de seu armário e jogando-as em sua cama.
"Quem é Jasper Whitlock?"
Ela deu de ombros e voltou a me encarar: - "Eu não sei quem ele é, mas sei que tenho que ir vê-lo tocando hoje à noite."
"É para alguma das aulas?" - Eu perguntei.
"Não, é só porque eu preciso." - Ela sorriu e me entregou uma blusa.
Eu a peguei, mas balancei a cabeça enquanto ela começava a escolher os sapatos. - "Alice, o que diabos você está dizendo? Você quer que eu vá com você pra um bar que nem sabemos onde fica só para ouvir um cara que talvez nem saiba tocar?"
"Sim. Agora vista-se!" - respondeu ela simplesmente. Conhecendo minha melhor amiga, eu já sabia que nem adiantaria discutir , então eu me levantei e comecei a me trocar.
Duas horas depois eu estava sentada ao lado dela em algum bar emporcalhado, me perguntando como diabos eu deixei que ela me convencesse a vir para esta merda. Nós já estávamos aqui não fazia nem uma hora e já tínhamos desviado de vários convites desagradáveis de homens na meia-idade nos chamando para dançar. Nós éramos as únicas pessoas aqui com menos de trinta anos, e eu me sentia suja só por ter alguns desses caras me encarando. Eu me aproximei de Alice e esperava que - se alguém perguntasse - ela aceitasse numa boa caso eu precisasse afirmar que éramos lésbicas.
"Deve ser ele depois que essa banda terminar!" - Alice gritou sobre a música e eu assenti com a cabeça. Olhei em volta, não muito certa do que eu estava procurando. Porém, pra ser honesta comigo mesma, estava procurando pelo Edward. Tal fato só me deixou mais irritada, e eu suspirei em desapontamento. Eu tinha essa sensação estranha de dor por estar longe dele agora. Eu não conseguia entender como eu tinha passado de ódio absoluto para essa necessidade de estar ao seu lado, tudo no intervalo de um dia. Era uma estupidez, e isso fez me sentir como uma idiota.
Minha careta de indignação foi interrompida pelas palmas ruidosas de Alice. Eu olhei para o palco e vi as costas de um cara. Sinceramente, eu não o consideraria o tipo homem que fazia o tipo da Alice, por ele estar usando aqueles jeans desbotado e coturnos. No entanto, quando olhei para minha melhor amiga, cujo rosto estava iluminado como uma árvore de Natal, eu não pode deixar de ficar feliz por ela.
Jasper virou-se e sentou em um banquinho de frente para o microfone. Ele sacudiu o cabelo loiro desgrenhado de seu rosto e sorriu enquanto lentamente, começava a dedilhar algumas notas. Ele não era lindo de morrer, na minha opinião, mas ainda assim era extremamente charmoso. Parecia ter uma áurea descontraída sobre ele, e uma confiança que não chegava a ser arrogante ou esnobe. Era algo que simplesmente dizia: "Eu sou assim; é pegar ou largar".
Eu assisti com diversão, enquanto Alice mordia os lábios e aplaudia junto com o canto dele. Ela estava em pé em cima de uma cadeira para poder ver através da multidão de pessoas entre nós e o palco. Eu não era muito mais alta do que ela era, mas eu podia ver os olhos de Jasper viajando entre a multidão que o escutava. Seus olhos pararam quando ele encontrou Alice, e pelo resto da canção, ele olhava entre ela e seu violão.
Quando ele acabou sua primeira música, eu aplaudi educadamente como todo mundo, no entanto Alice assobiou bastante alto para alguém tão pequenina. Jasper sorriu e lambeu os lábios nervosamente antes de começar sua próxima música. Ele tocou algumas notas antes de se inclinar em direção ao microfone.
"Só pra quem não me conhece, meu nome é Jasper Whitlock." - ele disse em um forte sotaque sulista o que me deixou chocada. Olhei para Alice para ver se ela tinha ficado surpresa, mas ela continuava a olhá-lo como se os dois fossem as únicas pessoas na sala.
"Eu sou de uma pequena cidade no oeste do Texas, e vim tentar carreira aqui em Seattle. Fico muito feliz por vocês terem vindo me escutar hoje à noite. A próxima música foi algo que escrevi a algum tempo, e eu ... bem, espero sinceramente que vocês gostem."- disse ele com um sorriso fácil e de vez em quando encarando Alice.
Ela riu enquanto ele se afastava do microfone e começava a tocar novamente. Alice pegou minha mão e apertou-a com força, na medida em que saltitava. Eu não poderia deixar de rir daquele seu momento como uma verdadeira tiete.
Eu nunca tinha visto Alice agir desse jeito, nunquinha. Nem mesmo quando ela pegou o chapéu de Joey McIntyre do New Kids On the Block quando estávamos na quarta série. Alice não era o tipo de garota que vivia rindo. Ela não dava a mínima pra revistas de fofoca, ou rabiscava o nome de algum ficante ao lado do dela, ou fazia diários contanto cada detalhe de sua vida. Porém ao olhar para Alice agora, era como se ambos fosse alguma espécie de conjunto. Ficamos ali paradas durante toda a apresentação dele e nem uma vez sequer os olhos de Alice fitaram outro qualquer lugar, além dele.
Quando ele parou de tocar, ele se inclinou para o lado para pegar uma garrafa de cerveja, cujo tomou um gole lento. Logo em seguida, ele posou-a de volta ao chão antes de passar a mão pelo cabelo. - "Eu acho que meu tempo já esta quase acabando, e tenho que dizer novamente que a presença de todos vocês foi demais." - Jasper disse, enquanto sorria humildemente e manuseava alguns acordes. - "Mas, antes de ir embora, eu tenho a estranha impressão que deveria tocar isso..."
Ele fechou os olhos e abanou a cabeça lentamente. Quando ele começou a tocar as primeiras notas, a maioria das pessoas do local vibrou e aplaudiu. Alice suspirou antes de inclinar-se para baixo e agarrar a minha mão. - "Oh meu Deus, Bella! Ele está tocando Cindy Lauper!" - Ela disse empolgada antes de se voltar para cima e se balançando lentamente com a música.
Cindy Lauper? Perguntei-me confusa para logo depois de alguns segundos, perceber as notas. Jasper estava cantando Time After Time, que era justamente uma das músicas favoritas da Alice.
Acabei subindo na cadeira ao lado dela e fiquei a observando enquanto Jasper cantava baixinho, com os olhos fechados e os cabelos caindo sobre a testa. Alice também tinha seus olhos cerrados, as mãos juntas na frente do peito a medida que se balançava. Seus lábios se moviam lentamente junto com a letra, e de repente, senti que estava me intrometendo em algum momento particular entre os dois.
Era estranho ver duas pessoas que nunca tinha se conhecido antes, compartilharem de algo tão poderoso que quase lhe deixava sem fôlego. Eu duvidava que alguém ali no bar tinha percebido isso, mas era quase como se eu mesma pudesse sentir; esse ligeiro zumbido da eletricidade que fluía entre os dois.
Quando ele terminou todos aplaudiram e assobiaram, mas Alice continuou do mesmo jeito com as mãos presas junto ao peito e olhando para ele. Ele balbuciou um outro obrigado e começou a embalar seu violão. Deixei com que ela ficasse ali parada por alguns minutos antes de gentilmente segurar seu braço e perguntar-lhe se ela estava bem.
Ela balançou a cabeça lentamente e me encarou. - "Bella, eu vou me casar com ele."
"Hãa?" - Eu perguntei, incrédula. Alice nunca teve, nem uma única vez, mencionado algo sobre ela e casamento na mesma frase. Foi alarmante que ela tinha acabado de chegar a essa possibilidade, especialmente porque ela nem sequer tinha conhecido o cara ainda!
"Eu apenas sinto. É como se eu estivesse esperando por ele a minha vida toda." - disse ela baixinho antes de olhar de volta para o palco.
Segui seus olhos, e vi Jasper de lá olhando para nós duas, para logo depois ele esfregar nervosamente a parte de trás do seu pescoço, sem jeito por ter sido pego. Ele sorriu antes de virar o rosto e cumprimentar algumas pessoas que foram falar com ele. Alice largou a minha mão, e sem nem sequer olhar para trás, pulou de cima da cadeira e abriu caminho na direção dele.
Quanto mais perto Alice ficava dele, mais largo o sorriso de Jasper Whitlock ficava. Ele passou em torno de algumas pessoas e assim que chegou perto dela ele se dobrou todo para que pudesse ouvi-la. Agora que eles estavam próximos, percebi que ela mal batia na metade do peito dele. Mas, mesmo assim, eu tive que admitir que os dois ficavam super bonitinhos juntos. Assisti de longe enquanto eles conversavam, observando a maneira como Alice segurou a mão dele sem qualquer hesitação, e como Jasper não parecia surpreso por nada disso. Eu sorri com aquilo; talvez Alice estivesse certa, afinal.
Senti alguém me observando e virei ligeiramente a minha cabeça para ver um velhote asqueroso olhando para mim. Ele sorriu, e sem sorrir de volta, retornei meu rosto para frente. Eu ouvi a cadeira atrás de mim sendo arrastada e rezei para que fosse apenas alguém pegando-a para sentar-se.
"Bem... Olá, docinho." - uma voz rouca sussurrou atrás de mim. Sem nem mesmo me virar, eu podia sentir o cheiro de álcool e de cigarros baratos em cima dele. Ele fedia.
Eu sorri educadamente, mas puxei minha cadeira para mais longe dele, esperando que ele percebesse a dica. Pra minha sorte, ele não se tocou.
"Posso lhe comprar uma bebi- da?" Ele pediu todo grosso enquanto se inclinava em minha direção, descansando o braço na parte de trás da cadeira onde eu estava.
Mentalmente, comecei a recordar as aulas de auto-defesa que meu pai obrigou que minha mãe e eu tomássemos. Lembrei-me da clássica joelhada e de ter que puxar o cabelo ou arranhar o rosto para conseguir amostras do DNA dele. Ok, talvez eu estivesse sendo dramática, mas isso aqui era Seattle e não Forks, e nunca se sabe o que poderia acontecer.
"Não, obrigada. Estou só esperando minha amiga." - Apontei na direção de Alice esperando que ela saísse o quanto antes dali.
"Meu nome é Waylon" - Ele persistiu enquanto se inclinava ainda mais pra cima de mim.
Levantei-me da cadeira e partir pra bem longe dele. Ele agarrou minha mão, desta vez me pedindo uma dança. Eu recusei novamente e puxei minha mão para longe dele. Eu teria que interromper Alice, e sinceramente esta era a ultima coisa que queria, só que o tal de Waylon estava um pouco insistente demais.
Empurrei-me através da multidão até encontrar Alice e Jasper sentados e conversando. Eu me senti tão culpada por interrompê-los, mas quando me virei para tentar encontrar algum outro lugar, vi o maldito do Waylon vindo na minha direção.
"Alice me desculpa..." - Comecei a balbuciar até Jasper se levantou. Ele ergueu sua mão na minha direção e Alice nos apresentou enquanto eu o cumprimentada terrivelmente. - "Oh Deus, eu sinto muito por interromper vocês, mas é que... eu não consigo fazer com que aquele cara me deixe em paz..."
"Não seja boba Bella, eu queria que você conhecesse o Jasper de todo jeito." - Alice disse com entusiasmo. Jasper olhou por cima do meu ombro, e eu me virei a tempo de vê-lo encarando o Waylon que agora se afastava entre a multidão parecendo um pouco assustado.
Jasper sentou-se e sorriu enquanto Alice começava a me contar a história de vida dele - ou pelo menos que tudo o que ela tinha aprendido durante os vinte minutos em que eles estavam conversando. Ele tinha quatro irmãs e se mudou do Texas para Seattle a fim de entrar de verdade no ramo da música. Quando eu lhe perguntei por que Seattle e não Los Angeles, ele me respondeu que Seattle fazia mais seu estilo. Jasper era quatro anos mais velho do que nós duas e tinha se formado em música em alguma faculdade do Texas. Como Alice tinha descoberto tudo isso durante uma conversa de vinte minutos era além de mim.
Ficamos ali conversando até altas horas até que o bar já estava prestes a fechar. Jasper nos acompanhou até o meu carro, eu tive que segurar a vontade de rir quando eles me pediram, igual a duas crianças de 12 anos, um tempinho para que pudesse se despedir. Quinze minutos depois, Alice entrou no carro com um dos sorrisos mais estúpidos no rosto.
"Ele te beijou?" - Perguntei entusiasmada enquanto saiamos do estacionamento. Ela apenas balançou a cabeça. - "Pow, você não vai me contar nada?"
"Uma dama nunca conta vantagens por aí." - disse ela maliciosamente antes de olhar para mim sorrindo.
"Corta essa merda, Alice!"
Ela riu e antes que eu pudesse mesmo virar a esquina, ela já estava me dando todos os pormenores do seu beijo com o Jasper. Não foi surpreendente,; justamente o que eu esperaria de um primeiro beijo; casto e doce e muito... chato. Mas Alice estava absurdamente feliz, e se isso a deixava assim, então eu estava feliz também.
Voltamos para nosso quarto às três da manhã e eu relutantemente configurei meu alarme. As aulas amanhã começariam as 8h e já podia até sentir o quão chata eu seria amanhã por ter somente três horas de sono. Sem contar também que eu estaria completamente nervosa por ter que passar o dia todo ao lado de Edward durante nossa aula juntos.
Eu estava prestes a cair na cama quando Alice me lembrou que eu havia prometido ao Emmett que o avisaria quando chegássemos em casa. Decidi não ligar, já que não queria acabar acordando os companheiros de quarto dele, então corri até o teclado do meu computador lerdo. - "Vou deixar uma mensagem instantânea." - eu suspirei, inclinando minha cabeça para os lados enquanto esperava aquela porcaria ligar.
Abri o programa de mensagens instantâneas e apressadamente digitei uma explicação dos acontecimentos desta noite para o Emmett. Sorri maliciosamente enquanto escrevia sobre Waylon, sabendo que isso iria deixar meu irmão super-protetor furioso assim que o lesse. Eu cliquei em enviar e ri enquanto Alice me dizia que eu acabaria sendo a motivadora de um infarto precoce do meu irmão. Eu estava prestes a me levantar quando vi que a janela de mensagem instantânea não estava offline. Senti meu corpo gelar ali mesmo no banquinho.
"Ah merda ..." - Murmurei e reli na tela tudo o que eu havia acabado escrever para Edward. - "Porra! Porra! PORRA!" - Eu gritei alto e desliguei o computador às pressas antes que ele tivesse a chance de responder.
"O quê foi?" - Alice perguntou e olhou para mim. - "Você viu um rato ou algo assim?" - Eu balancei minha cabeça enquanto em silêncio olhava pro monitor desligado. "- Bom, pelo amor de Deus, me diga o que diabos aconteceu!" - Alice gritou, jogando os cobertores de cima dela.
"Enviei a mensagem para Edward, não pro Emmett!" - eu expliquei timidamente e virei o rosto para ver minha melhor amiga. - "Eu disse pro Edward que gostei de ter uns velhotes quarentões dando em cima de mim."
Alice riu alto antes de cobrir a boca. Após alguns segundos, ela balançou a cabeça e segurou minha mão. - "Vai ficar tudo bem, tenho certeza que ele está dormindo e nem sequer vai ler isso até amanhã de manhã." - Ela me disse com uma voz tranquilizadora, porém eu sabia que a merda iria feder bem mais do que isso.
"O status dele não estava offline." - eu cobri o rosto com as mãos e balancei a cabeça lentamente. Eu poderia ficar numa situação ainda pior? Quer dizer, fala sério, não havia a possibilidade de isso ficar ainda pior!
Meu telefone começou a tocar e eu olhei assustada para Alice, esperando que ela me dissesse que não fosse quem eu pensava. Ela calmamente olhou para a tela e sorriu.
"É Edward" - ela me entregou o telefone e eu empurrei minha cadeira para trás na tentativa de fugir do maldito telefone tocando.
"Alice, diga pra ele que eu não estou aqui!"
"Ele sabe que você está aqui Bella, você acabou de lhe enviar uma mensagem." - ela explicou calmamente. - "Basta falar com ele."
Relutantemente, eu assenti e ela colocou meu celular no viva-voz. - "Alô?" - eu perguntei calmamente, enquanto o meu coração batia forte em meu peito. Houve um pequeno silêncio antes que eu ouvisse Edward suspirando.
"Eu não suporto mais isso." - disse ele baixinho e eu olhei para Alice completamente confusa. Ela voltou para sua cama e ficou me olhando com um sorriso no rosto.
"Não suporta mais o quê?" - Perguntei ligeiramente alarmada. O tom de voz do Edward era tão diferente de tudo que eu já tinha o ouvido antes. Parecia tão derrotado e tão... não típico dele. Ele suspirou novamente e ignorou minha pergunta, e partindo pra fazer a sua própria.
"Bella, você quer sair para jantar comigo amanhã à noite?"
Eu pisquei confusa enquanto Alice vibrava baixinho e saltitava em cima da cama dela. Eu acenei minha mão para ela se acalmasse, mas ela me ignorou totalmente.
"Você quer jantar comigo?" - Perguntei ao Edward, pensando essa deveria ser mais uma brincadeira estúpida dele.
"Sim, amanhã à noite."
Olhei para o telefone e, em seguida, me virei para ver Alice. Ela sibilou dizendo que eu dissesse sim, mas eu a ignorei. - "É para discutirmos o projeto?" - Perguntei enquanto eu empurrava meu cabelo atrás das orelhas. Eu ouvi Edward rir baixinho, enquanto Alice revirava os olhos em minha direção.
"Não, eu gostaria de sair com você. Como um encontro. Isso não tem nada a ver com a faculdade."
"Hum, tá." - Eu dei de ombros e neguei com a cabeça enquanto Alice me mandava parecer mais entusiasta. Sai da cadeira, peguei o telefone em cima da mesinha entre nós, e retirei-o do viva-voz. - "Tipo, você quer dizer como um encontro de verdade?"
"Sim, como num encontro de verdade, Bella." - ele disse e eu pude perceber ele estava sorrindo.
Rapidamente discutimos alguns dos detalhes, e depois de concordar que conversaríamos melhor amanhã durante a aula, ele desligou. Eu coloquei o telefone de volta na mesa e encarei o chão.
"Fala sério! Quem apostaria que nós duas começaríamos a namorar nossos futuros maridos na mesma noite?" - Alice perguntou animadamente, mas eu deixei passar. Era fudidamente tarde para lidar com esse tipo de conversa. Apaguei a luz e cai na cama sem dizer uma palavra para ela. Fechei os olhos e balancei a cabeça lentamente enquanto ela continuava a balbuciar sobre como seria legal que Jasper e Edward se tornassem amigos.
Em algum momento, Alice parou de falar, e mesmo que eu soubesse que precisava tentar dormir, fiquei olhando para o teto, pensando no que diabos estava acontecendo. Permiti-me um breve segundo de entusiasmo, deixando meu coração vibrar alegremente, até que eu me lembrei que nunca um cara lindo como Edward Cullen poderia se interessar por alguém como eu.
Eu rolei de costas e puxei meu travesseiro perto de mim e fazendo de tudo para conseguir dormir. Amanhã ia ser um dia longo pra caralho.
Atualizei rapidinho, não foi?
E sabe o que é melhor nessa estória? A gente já sabe como acaba! =D
Mas isso não significa que não quero reviews, viu? Ou então irei voltar as pragas! =O
Epra encerrar vou logo dizendo: me coloquem como autora-alerta... Tem tradução nova chegando por aí!
Bjos e todo mundo clicando no ex-verdinho!
