O Ed vampiro é da Meyer, esse fofo retardado é da JustForkIt. E a danny e eu queríamos que o dia tivesse mais de 24h.
"Então, porque é que ele não vem te pegar?" - Alice perguntou outra vez enquanto ela me observava ficar pronta. - "Se isso é um encontro e tudo mais, ele não deveria vir aqui vir te buscar?"
Eu adorava Alice, muito, mas hoje ela estava me irritando pra caralho! Eu gemi quando acidentalmente enfiei a varinha do rímel nos olhos e decidi abandonar a ideia de maquiagem. Eu nunca tinha sido o tipo de garota que passa toneladas de maquiagem, então Edward que lidasse com isso.
"Porque, se essa porra não der certo, eu quero ser capaz de ir embora sozinha." - praticamente rosnei na direção dela. Eu também não sabia lidar muito bem com a ansiedade, especialmente quando eu tive menos de duas horas de sono na noite anterior. Tomei uma respiração profunda e comecei tudo outra vez. - "Eu só... quero poder dirigir."
Alice se sentou na cama ao meu lado, pegando minha necessaire de maquiagem. - "Feche os olhos."
Eu fiz o que ela disse, e depois de alguns munitinhos ela terminou minha maquiagem e aplicou a sua própria, já que Jasper a esperava lá embaixo. Este era o primeiro encontro oficial dela, e eu realmente queria que ela estivesse tão nervosa e à beira do histerismo como eu estava. Não era justo o fato de ela não estar nenhum pouco assustada.
"Divirta-se" - disse, enquanto batia no topo da minha cabeça. Revirei os olhos e assisti-la indo embora.
Eu caí para trás de encontro a minha cama e suspirei. Por que foi que concordei com isso? Vê-lo na sala de aula hoje de manhã só tinha me deixado ainda mais nervosa, e mesmo que ele estivesse sendo simpático, aquele maldito sorriso continuava me irritado pra caramba.
Jantar e um filme, é só isso. Eu dizia a mim mesma, esperando que isso me tranquiliza-se. Eu até comecei a murmurar isso como uma espécie de mantra enquanto dirigia até seu apartamento, porém, ainda assim me sentia inquieta.
Parei o carro e olhei para o prédio que supostamente Edward Cullen vivia. Realmente, não parecia ser o tipo de lugar onde um estudante universitário de 19 anos morava, mas chequei o endereço e realmente eles batiam. O pior cenário possível - que seria ele ter me dado o endereço errado, e então eu poderia simplesmente voltar pra casa – não aconteceu. Se bem que agora eu ansiava para que o cenário ruim fosse de fato, o atual...
Depois de fazer um papel de palhaça com o segurança, eu praticamente me enfiei dentro do elevador assim que este se abriu. Como diabos eu iria saber que precisava fazer um "check in" antes de ir até lá em cima?] Debrucei-me contra a parede enquanto o elevador se movia lentamente. Isso não estava saindo como planejei, mas pelo menos, o homem me confirmou que Edward realmente morava aqui.
Quando as portas se abriram, olhei nervosamente em volta a medida em que saia para o corredor. Este edifício parecia mais algo que você via nos filmes, com seus longos corredores bem decorados, cheio de pinturas caras e obras de arte. Vendo tudo aquilo, eu me senti totalmente deslocada.
Caminhei pelo corredor até encontrar porta de Edward. Fiquei ali a encarando por alguns momentos, mentalmente pensando se eu deveria ficar ou fugir daqui. Resmungando para mim mesma, percebi que estava parecendo uma patética e louca ao mesmo tempo, e assim decidir simplesmente dar o fora daqui. Eu poderia fingir que fiquei doente, e nós poderíamos remarcar toda essa merda para outra oportunidade. Eu já tinha tomado alguns passos em direção ao elevador quando a porta se abriu.
"Bella?" - Eu ouvi ele perguntando com uma gargalhada e eu congelei. - "Você está indo embora?"
Eu respirei fundo e me virei; deveria ter apenas negado lhe dito que eu me perdi ou achei que tinha encontrado a porta errada. Mas no segundo que eu o vi, cada pensamento racional que eu tinha sumiram.
"Hum, não ... Eu só ... Pensei que tinha deixado as chaves dentro do meu carro." - eu murmurei, e após alguns segundos percebi por que ele estava rindo. Eu estava remexendo nervosamente o chaveiro que segurava nervosamente na minha mão. Sim ... eu precisava aprender a mentir melhor.
Edward sorriu, e mesmo que ele não tenha verbalizado uma observação espertinha e cheia de sarcasmo, eu sabia que ele estava se controlando para não fazer isso. Porém, ao invés de dizer alguma coisa, ele se afastou e me convidando para entrar. Eu pulei, assim que ele fechou a porta atrás dele, e ignorei o seu riso baixo. Caminhei pelo saguão e travei quando entrei na sala.
Este lugar era enorme, e quando eu digo enorme, eu quero dizer que você poderia facilmente encaixar três quartos do nosso dormitório apenas na sala de estar. Olhei para o mobiliário e fiquei de boca aberta quando vi um piano logo atrás do sofá. Como diabos um garoto de dezenove anos possui um piano de cauda gigantesco? Onde estava o centro de entretenimento e móveis de baixa qualidade? Eu me virei e percebi Edward me observando.
"Você mora aqui?" - Perguntei acenando com minha mão para o espaço atrás de mim.
"Sim." - respondeu ele enquanto ria e se aproximava de mim. Ele pediu pelo meu casaco e eu dei de ombros, entregando-o para ele.
"Então você mora com seus pais, não é?" - Eu perguntei enquanto ele arrumava minha jaqueta para colocá-la sobre o dorso de uma das cadeiras da mesa de jantar.
"Não Bella, eu moro aqui sozinho. Por quê?"
Eu suspirei e olhei para trás ao redor da sala. -"Como diabos um cara de dezenove anos pode morar aqui?"
Edward sorriu e encostou-se à mesa, cruzando os braços sobre o peito, e ainda com aquele sorrisinho de merda pra cima de mim. - "Meus pais compraram este apartamento especialmente para o meu pai." - Eu devo ter ficado olhando para ele como uma idiota, porque ele apenas riu e continuou sua explicação. - "Meu pai é cardiologista. Ele costumava trabalhar em horários muito longos, então ao invés de dirigir todo um caminho até o subúrbio para voltar pra casa, ele ficava aqui durante os plantões. Acabou que eles decidiram manter e agora sou eu quem mora aqui." - disse ele dando ombros e depois se afastando da mesa. - "Quer algo para beber?"
Eu neguei com minha cabeça e fiquei observando ao redor do apartamento. - "Então seu pai toca piano, certo?"
"Não, aquele carinha ali realmente é meu. Eu o toco desde quando era criança." - Ele sorriu, segurou minha mão e continuou me fitando enquanto caminhávamos até o piano. A superfície dele era preta e tão brilhante que você poderia ver seu reflexo nele. - "Bem, você gostaria que... eu tocasse alguma música pra você?"
Eu senti meus olhos ficarem arregalados e apenas assisti a medida em que ele se sentava no banquinho do piano, sorrindo o tempo todo. Ele fez sinal para que eu me juntasse a ele, e lentamente fiz meu caminho até lá. - "Sabe, você não precisa..." - eu murmurei sem jeito.
Ele ergueu seus olhos das teclas e outra vez me lançou aquele maldito sorriso de lado. Sem pensar duas vezes, eu disparei . - "Ok, por que diabos você sorri como um retardado o tempo todo?" - desabafei, praticamente gritando.
"Hãn?" - Edward perguntou, parecendo confuso.
"Você só ... sei lá! Sempre tá com esse sorriso na cara quando olha para mim. E eu não sei dizer se é porque você me odeia ... ou se você está tirando sarro da minha cara. E eu apenas... eu odeio isso!" - Sibilei categoricamente. Eu poderia até ter sido um pouco dramática, mas quando o vi ainda sorrindo para mim me senti totalmente justificada. - "Viu? Você está fazendo isso agora!"
"Bella, eu não te odeio." - ele disse se levantando.
"Bem, então o que é? Porque eu sei que não sou nenhum pouco engraçada." - Falei, cruzando os braços sobre o peito.
Ele ficou me olhando por um segundo, e então a expressão normalmente presunçosa que ele sempre carregava se transformou em outra coisa. Era um olhar que eu nunca tinha visto sobre ele antes, era quase íntimo de uma certa forma. Seus olhos pareciam mais quentes, seu sorriso mais carinhoso. Era quase cativante.
"Bella." - Edward disse baixinho e deu um passo em minha direção. - "Eu só …" - Ele suspirou e passou as mãos pelo cabelo até que ele começou a esfregar a parte de trás do pescoço.
"Dá pra explicar?" - Eu perguntei.
"É você." - ele disse e me lançou um pequeno e patético sorriso.
Eu não sabia o que dizer então continuei apenas calada.
"Quando eu lhe disse que não conseguia mais suportar, eu realmente quis dizer isso." - Edward explicou, dando mais um passo para mais perto de mim. Tal proximidade fez com que eu tivesse que levantar muito o pescoço para poder encontrar seu olhar. - "Eu fico tão nervoso perto de você; e é como se eu não tivesse nenhuma ideia de como devesse agir."
"Você fica nervoso? Por minha causa?" - Perguntei-lhe, nem mesmo tentando esconder o ceticismo na minha voz.
Ele balançou a cabeça e depois de alguns segundos me encarando, voltou a se sentar ao piano. - "Eu tentei fingir que não era nada de especial, e decidi somente ignorar... mas ... eu não posso. E nem quero agora." - ele disse baixinho enquanto seus dedos se arrastavam sobre as teclas.
"Porquê?" - Perguntei chocada com o fato de que ele conseguia realmente tocar.
Ele sorriu e eu podia jurar que o vi enrubescer ligeiramente. - "Eu meio que agi como um imbecil pra você na sala de aula ..."
"Bem, a piada sobre Forks foi totalmente idiota." - eu murmurei de acordo.
Edward suspirou e olhou para mim, a música parou abruptamente e cor rosa nas bochechas dele ficou mais óbvia. - "Eu fiz tudo errado. Tentei agir indiferente, como se eu não tivesse nenhum tipo de sentimentos por você. Acabei fazendo um tremendo papel de palhaço." - disse ele calmamente, enquanto me observava. - "Sinto muito".
"Você tem sentimentos por mim?" - Perguntei mais alto do que queria, e quando ele começou a rir, soube que agora foi minha vez de corar.
"Desde o primeiro dia de aula." - ele comentou. - "Então, naquela tarde depois que saímos do laboratório, eu apenas ... soube que não podia mais esconder."
A tarde na saída do laboratório; a tarde que ele tinha me segurado quando eu estava prestes a cair. Só de lembrar aquele momento e quase podia recordar a sensação de que havia percorrido todo o meu corpo quando ele me tocou.
"Você sentiu isso também?" - Eu perguntei em voz baixa.
Ele me encarou, os olhos vagando sobre meu rosto, e após alguns segundos, ele assentiu e disse: - "Eu senti. E isso me assustou pra caralho."
"Eu também." - admiti calmamente e tentando ignorar o jeito que meu coração batia acelerado.
"Daí você me envia aquela mensagem... dizendo que saiu pra algum bar, onde um bando de machos descarados queriam te pegar. Foi então que pensei em fazer logo minha jogada antes que você acabasse encontrando alguém." - ele riu baixinho e começou a tocar novamente.
"Eu não disse que era um bando de machos, Edward. Digitei apenas que foi um velhote nojento."- eu o corrigi e suspirei. - "E não é como se eu tivesse uma fila de pretendentes esperando para ficarem comigo."
A música parou novamente e ele voltou a me fitar.
"Eu sou o único, então?" - ele perguntou e eu juro que meu coração parou de bater.
"Você ... Quer ficar comigo?" - Perguntei-lhe baixinho.
Edward sorriu, o mesmo sorriso cativante e suave de antes, e se levantou. Ele ficou na minha frente, mais uma vez me fazendo olhar para cima para ver sua expressão. Sem dizer nada ele segurou minhas mãos nas suas. Seus longos dedos se curvaram em torno dos meus, e assim como antes, a estranha sensação de familiaridade e saudade se alojou no meu corpo.
"Você sente isso?" - Ele pediu calmamente, e tudo que eu podia fazer era menear cabeça. - "Será que isso responde sua pergunta?" - Novamente eu concordei, sem saber realmente como responder-lhe. Quer dizer, há três dias eu praticamente odiava Edward, e agora estávamos discutindo de nós dois termos... algo. Uma espécie de namoro?
"Não tem que fazer sentido, Bella." - ele disse, interrompendo meu debate interno.
"Você não está brincando comigo, não é?" - Eu olhei para ele e depois de volta para nossas mãos. Ele riu baixinho antes de me dizer que não. Mordi o lábio e notei ele sorrindo, um sorriso genuíno. - "Hmm ..."
"O quê?" Ele pediu se arrastando de volta para o piano.
"É só ... bem, isso é realmente vergonhoso de se dizer mas, você tem um sorriso muito bonito quando você é verdadeiro. Nada parecido com aquele sorriso estúpido e presunçoso." - eu disse, me aconchegando perto dele no banco do piano. Ele riu alto e eu não pude deixar de sorrir enquanto o assistia.
"Eu vou manter isso em mente." - ele disse com um aceno de cabeça e mais uma vez o apartamento estava cheio com o som do piano.
Durante seis horas, eu assisti Edward tocando a medida em que nós dois conversávamos. Nós falamos sobre tudo e nada; vida, música, desenhos animados da década de oitenta, e até mesmo sobre quais eram as nossas marcas preferidas de cereais. Eu aprendi muito sobre Edward nessas seis horas, e grande parte disso me fizeram descobrir que ele não era um idiota tão grande como eu havia pensado originalmente. Ele era um músico muito talentoso, que gostava de rir de coisas bobas e provavelmente era um demasiadamente sarcástico pro seu próprio bem.
Ele se recusou a deixar que eu dirigisse sozinha para casa tão tarde da noite, e durante todo o tempo em que ele me levava de volta ao dormitório, eu estava pirando com a ideia dele me dar um beijo de boa-noite. Eu quero que ele me beije? Será que ele ainda quer me beijar? A noite toda ele tinha me dado pequenos toques, e cada vez que nossas peles se encontravam aquela mesma sensação se apoderava de meu corpo. Eu não podia sequer imaginar como seria beijá-lo, se bem que ao mesmo tempo, tinha a estranha impressão que isso seria minha ruína. Ele parou em uma vaga do estacionamento e eu lentamente retirei o cinto, vendo como ele olhava para o edifício a nossa frente e, em seguida, voltou seus olhos para mim.
"Eu vou levá-la até a porta." - disse ele com um sorriso e tirou seu próprio cinto de segurança. Eu disse que não precisava e já tinha começado a abrir a porta, no entanto ele me parou. - "Não, deixe que eu mesmo abro sua porta."
Eu balancei a cabeça e ri enquanto ele pulava da minha caminhonete, e praticamente, corria em volta do carro para abrir minha porta. Eu saí e rolei os olhos pra seu sorriso pateta.
"Onde estavam essas maneiras no dia que você me bateu com um frisbee?" - Eu perguntei e apertei meu casaco contra o corpo. Ele suspirou e enfiou as mãos nos bolsos do jeans.
"Eu só estava tentando fazer com que você viesse falar comigo." - Edward murmurou, e eu ri um pouco alto demais. Ele se virou e me olhou com uma sobrancelha levantada e um sorriso no rosto.
"Bem, para referência futura, em vez de me bater com um frisbee, basta dizer: 'Oi Bella.' Vai ser muito mais eficaz para você e muito menos doloroso para mim.", -eu disse e sorri a medida em que esfregava minhas mãos para aquecê-las.
"Que tal se nós apenas esquecermos o quanto eu fui idiota?" - Ele perguntou com um sorriso, me fitando. - "Vamos nos concentrar somente no cara legal que eu pretendo ser daqui por diante."
Eu ri e concordei, mas somente se ele me prometesse responder mais uma pergunta. Ele assentiu prontamente, e nisso nós chegamos à escada que levava até meu quarto; eu fiquei dois degraus acima para que ficasse no nível dos olhos dele.
"Por que você concluiu o relatório do laboratório sem mim?" - Eu questionei, assistindo sua cabeça cair um pouco antes dele me olhar de volta.
Se isso iria ser algo sério e duradouro, não havia como Edward continuar simplesmente a fazer meus trabalhos por mim. Nós ainda tínhamos quase dois meses de aulas e uma prova final juntos. Ele teria que me ajudar em certas coisas e ser paciente com o fato de que eu não assimilava química tão rápido quanto ele.
"Hum..." - disse ele, hesitante e chutando a ponta do sapato contra o batente que eu estava. Ele suspirou e afastou seus olhos de mim, dizendo: - "Eu me senti mal. Você comentou que ficava até altas horas da noite tentando aprender... eu só não queria que você acabasse se ferrando em outra matéria por conta disso."
"Então você estava tentando ser legal?" - Eu pedi calmamente.
"As anotações estavam basicamente corretas. Quer dizer, eu só tive que corrigir um errinho aqui ou ali." - explicou e dando de ombros enquanto sua mão apertava a minha.
"Você pode me prometer uma coisa Edward?" - Eu perguntei e sorri quando ele voltou a olhar para mim.
"Qualquer coisa." - ele concordou.
"Não faça isso de novo." - eu disse estreitando os olhos de forma severa.
Ele sorriu e meneou a cabeça antes de se inclinar para mim. Meu coração estrondou em um sprint e eu fechei os olhos. Esperei vários segundos por seus lábios tocarem os meus e como isso não aconteceu abri um de meus olhos e franzi a testa quando o vi apenas me encarando.
Edward sorriu e beijou minha testa ainda rindo e antes de me dizer adeus.
"Hãn?" - Eu perguntei e agarrando firme sua mão. Só isso? Tudo que ele iria fazer era só beijar a porra da minha testa?
"Me desculpe, mas você precisa de mais alguma coisa?" - Ele perguntou sarcasticamente, tentando parecer angelical enquanto me fitava de volta.
"Você só sabe provocar."- eu murmurei, retirando as minhas chaves do meu bolso. Virei-me, já começando a subir os últimos degraus, quando Edward agarrou meus ombros e me puxou de volta.
Ele me olhou por um segundo, e então trouxe seu corpo para frente de modo que seu rosto ficou a milímetros do meu. Meus olhos se fecharam, assim que sua face mal barbeada roçou na minha bochecha. Quando seu hálito quente se espalhou pelo meu rosto, mordi meu lábio inferior.
"Não que é que eu esteja provocando..." - ele sussurrou ao meu ouvido, fazendo eclodir calafrios ao longo das minhas costas até a nuca. - "Eu só não beijo no primeiro encontro. Tenha bons sonhos, Bella."
Ele se afastou logo depois de beijar o topo de minha cabeça outra vez. Lançou uma piscadela e soltou minha mão antes dele descer a escada. Fiquei alguns segundos parada ali com a boca aberta até abrir a porta e voltar lá pra dentro.
[...]
"Oi, linda." - Edward disse antes de beijar a minha testa e arrastar a cadeira para sentar-se perto de mim. - "Como foi a prova?"
"Foi legal." - eu respondi e corei quando a bibliotecária nos pediu silêncio. Me aproximei de Edward e sussurrei: - "Eu tirei um A."
Assisti o rosto de Edward se iluminar com um sorriso para logo depois ele se inclinar e beijar a minha bochecha. - "Isso é ótimo, Bella!" - Ele sibilou animado.
Eu disse-lhe obrigada, mas internamente resmunguei por que ele ainda não tinha me beijado. Nós estávamos saindo há quase um mês e ele ainda não tinha nem me dado um selinho, caralho! Eu comecei a me perguntar se havia algo de errado comigo, tipo: talvez meus lábios lhe causassem repulsa ou algo assim. Porém cada vez que lhe perguntava isso, ele ria e dizia que eu estava sendo ridícula.
Eu não comprei essa historinha besta de 'você não pode fingir um beijo' que ele tentava me fazer acreditar. Ele beijava qualquer outra parte do meu corpo; minha testa ou bochechas. Porra, ele já tinha beijado meu pescoço e ombros algumas vezes! Por que beijar meus lábios era tão cheio de nhenhenhê para ele? Eu lutei contra a sensação de ressentimento e tentei parecer feliz.
"Então você está pronta para ir? Essa é a noite".- Edward disse enquanto apoiava os cotovelos contra a mesa e ficava me observando empurrar minhas coisas dentro da mochila. - "Eu finalmente irei conhecer A Alice."
Eu ri para o apelido bobo que ele tinha inventado. Alice também estava praticamente pulando para encontrar-se logo com o Edward, porém eu estava relutante em deixar que isso acontecesse. Alice poderia às vezes ser uma pessoa muito difícil de se lidar, e até recentemente, eu não tinha muita certeza se o Edward poderia aguentar alguém de tanta personalidade como ela. Alice podia ser baixinha, mas ela pode ser intimidante como o diabo.
Ele obviamente já tinha ouvido falar dela e do Jasper por mim. E depois de ouvir várias histórias sobre algumas coisas que aprontamos quando éramos mais jovens, Edward tinha começado a chamá-la de A Alice. Quando eu contei isso para ela, Alice achou hilário e me pressionou um pouquinho mais para que eu os apresentassem. E depois de algumas semanas, finalmente fiquei mais segura percebendo que os dois poderiam se dar bem.
"Você não acha meio estranho que eu saiba mais sobre sua melhor amiga do que sua própria família?" - Edward perguntou enquanto eu lhe dava as instruções para o apartamento de Jasper.
Dei de ombros, esperando que ele deixasse morrer o assunto. A última coisa que queria era Edward conhecendo minha família. Eles iriam fazer tudo uma cena e eu sabia que não estava preparada mentalmente para isso. E sinceramente, nós não tínhamos discutido muito sobre nossas famílias. Só sabia que seu pai era médico, que ele era filho único e que seus pais moravam nos arredores de Seattle. Essas eram todas as informações que eu tinha sobre o clã Cullen – e ainda não estava interessada em me aprofundar mais nisso. Achei que mais cedo ou mais tarde, caso nosso lance desse certo, eu poderia me reunir com os pais dele - já que Edward havia me mencionado para eles.
"Você não é de uma família de palhaços de circo ou qualquer coisa assim, não é?" -Ele perguntou sério e eu balancei minha cabeça para sua pergunta. - "Ah bom, palhaços me assustam."
Eu sabia que ele estava brincando, mas decidi apenas ignorá-lo.
"Alice é da família para mim." - eu disse, apontando para que ele virasse à esquerda. "Ela é praticamente uma irmã ."
"Você tem uma irmã? Além da Alice?" - Ele perguntou e estendeu sua mão para segurar a minha.
Eu balancei minha cabeça e respondi por alto. - "Eu tenho um irmão."
"Mais velho ou mais novo?"
"Mais velho." - respondi.
"Ah ótimo, um irmão mais velho." - ele resmungou rabugento e eu soltei um risinho, apertando forte a mão dele.
"Sabe, eu já lhe disse tudo isso antes." - eu provoquei e ele me encarou espetufato.
"Não disse nada!" - ele argumentou , mas eu continuei balançando a cabeça. - "Quando?"
"No primeiro dia de aula, quando nós fizemos aquele dinâmica e você não deu nenhuma atenção para mim." - eu respondi.
"Bem, isso é mentira" - disse ele com um sorriso de lado e entrou no complexo de apartamentos que eu tinha apontado. - "Não é que eu não estivesse prestando atenção em você. Eu estava prestando atenção em certas partes que eu não deveria..."
Senti meu queixo cair no chão. - "Como é que é?" - Eu perguntei em voz alta.
Edward riu e revirou os olhos enquanto parava numa das vagas de estacionamento. Em vez de me responder ele apenas decidiu fazer uma nova pergunta: - "O que o seu pai faz?"
"Eu não vou te contar." - eu disse infantilmente, retirando meu cinto de segurança.
Começamos a caminhar pelo pátio, seguindo em direção ao apartamento quando Edward me impediu.- "Se você me disser, eu vou lhe contar o que quis dizer no carro." ele tentou fazer um acordo.
Eu gemi, mas acabei cedendo. - "Ele é o chefe de polícia de Forks". - Murmurei baixinho e ri quando vi a cara com que o Edward estava me olhando. - "O que há de errado?"
"Seu pai é policial? E você tem um irmão mais velho?" - Ele perguntou com uma voz séria de verdade.
"Sim." - eu concordei e ri outra vez quando ele se sentou em um banco e inclinou-se, deixando sua cabeça entre os joelhos.
"De repente, Alice não parece tão assustadora assim." - ele murmurou.
Puxei-o de volta para cima e passou de meus braços em volta de seu corpo, enquanto continuávamos nossa caminhada.
"Oh não, confie em mim. Alice é bem pior que meu pai e irmão juntos." - eu o tranquilizei.
Ele tentou escapar da pergunta que eu fiz , não querendo me dizer o significado do que ele havia dito no carro, mas quando estávamos subindo as escadas ele finalmente cedeu.
"Ok, então. Eu vou te dar uma dica. Tinha tudo a ver com isso." - ele disse calmamente antes de dar um aperto na minha bunda. Eu me virei, totalmente chocada quando ele simplesmente encolhia os ombros. - "Foi você quem pediu."
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, uma porta foi aberta à direita e Alice enfiou a cabeça para fora.
"Vocês dois vão entrar? Ou preferem ficar de namorico aí fora a noite toda?" - Ela perguntou antes de caminhar até nós. - "Você é O Edward?" - Ela olhou Edward de cima a baixo e depois sorriu para mim.
"Edward Cullen." - ele disse educadamente antes de apertar a mão de Alice. - "E você é A Alice?"
"A própria." - ela balançou a cabeça e apertou sua mão. - "Ah, e só pra deixar bem claro, quebre o coração dela que eu irei arrebentar sua mandíbula. Entendido?" - Ela perguntou, sorrindo inocentemente e golpeando seus cílios.
"Alice!" - Eu gritei e imediatamente pediu desculpas para Edward.
Ele acenou e sorriu de volta para ela. - "Entendido".
"Ótimo! Agora, entre e conheça o Jasper. Já preparei algumas margaritas ..." - Ela voltou para dentro, e eu balancei minha cabeça enquanto ela continuava a balbuciar a respeito de tudo que tinha preparado.
"Eu sinto muito, Edward." - me desculpei novamente, mas ele balançou a cabeça.
"Estou feliz de saber que você tem uma amiga tão fiel." - ele tranquilizou. me levando para o apartamento de Jasper.
Alice se comportou na maior parte da noite, embora ela não abriu mão de contar algumas histórias embaraçosas da Bella aqui, mas a interação Jasper e Edward foi que me deixou mais impressionada. Era como se eles fossem amigos há séculos ou algo assim. Eles se deram bem imediatamente, e Alice e eu tivemos que arrastar os dois da coleção de músicas do Jasper para que pudéssemos comer.
"Então, você não quer tocar música profissionalmente?" - Edward perguntou ao Jasper, enquanto nós todos estávamos sentados conversando.
"Eu adoro tocar." - Jasper disse, mas balançou a cabeça. - "Mas, acho que um artista é meio que limitado do que se pode ou não pode fazer pela mídia e às vezes abrem mão da criatividade, especialmente na indústria musical atual. Quero abrir um estúdio e produzir. Apenas deixar os artistas entrarem e fazerem o que querem, tocar o que quiser... meio que deixar eles serem eles próprios, sabe? Ter um lugar onde possam se sentir totalmente desinibidos. "
Alice sorriu e piscou para mim.
"E você?" - Jasper perguntou se recostando a cadeira, dobrando um dos seus longos braços ao redor da cadeira de Alice. - "Arquitetura, certo?"
"É." - Edward acenou e brincou com o seu copo.
"Você sempre quis fazer isso?" - Alice perguntou e eu fitei o Edward. Eu mesma estava curiosa sobre isso.
"Não, nem sempre. Eu quis ser médico por um longo tempo." - disse ele e se recostando na poltrona.
"Como seu pai?" - Eu perguntei e ele concordou. - "Então, por que mudou?"
"Honestamente, acho que mudei de ideia só para irritar a minha mãe." - disse ele com uma risada e o resto de nós se juntou a ele. - "Ela realmente queria que eu fosse médico, mas acho que foi só no ano passado que percebi que não era isso que eu queria pra mim. Que gostava mesmo de arquitetura sabe? Criar algo que vai durar, algo que pode ser um marco um dia... Quer dizer, imaginar que daqui há 30 anos, terá algo que criei e ainda estará de pé... Ser capaz de mostrá-los pros seus filhos e netos, dizendo que aquilo ali foi ideia sua. "
Durante todo seu discurso eu assisti seu rosto, observando como ele falava sobre a carreira que escolheu seguir. E mesmo que ele não parecesse chateado, pude ver que algo em seu comportamento tinha mudado; como se ele estivesse defendendo sua escolha. Estendi a mão e segurei sua mão, sorrindo quando olhou para mim. Ele apertou minha mão de volta e colocou uma mecha solta de cabelo atrás da minha orelha.
"Minha mãe queria que eu fosse uma esposa golpista." - Alice disse com um suspiro exasperado. Edward e eu a encaramos. - "Podemos estar juntos nas decepções familiares, Edward."
Todos riram, mas eu fiz uma careta e Edward me perguntou se isso era mesmo verdade. Eu me perguntava se a mãe dele de fato o considerava como uma decepção já que ele havia escolhido não se tornar médico.
Decidir arquivar minha curiosidade para outra oportunidade, eu comecei a ajudar Alice a limpar a mesa. Jasper tentou me parar, enquanto Edward tentava ajudar e, finalmente, havia pessoas demais naquela pequena cozinha.
"Ok, todos nesta sala que tenham um pênis precisam sair!" - Alice gritou por cima de todas as gargalhadas e das brincadeiras. Eu sorri e observei o Jasper tentando argumentar, mas como sempre, Alice venceu.
Trinta minutos depois, tínhamos tudo arrumado e eu estava feliz por Alice ter feito os meninos desocuparem a área. Isso tinha nos dado a chance de falar sobre Edward e isso me deixou muito aliviada pelo fato dela parecer aprovar. Não que eu precise disso, ou qualquer outra aprovação para namorar Edward. Mas eu sabia que tudo ficaria mais fácil caso eles não se odiassem.
Eu estava dobrando um pano de prato, enquanto Alice começava uma nova remessa na máquina de lavar louça quando ouvimos um barulho. Segui para a sala e Alice gargalhou enquanto eu via Jasper jogando uma cadeira em que eu assumi ser a porta do seu banheiro.
"Uh. Que diabos tá rolando?" - Perguntou Alice, fazendo com que o Jasper saltasse no susto.
"Edward está trancado no banheiro." - Jasper explicou e eu ri alto.
"Bella, isso não é engraçado!" - Edward gritou através da porta.
"Então por que nós não podemos simplesmente destrancar a trava?" - Perguntei obviamente e Alice concordou.
"Estes apartamentos são velhos, o bloqueio fica somente na parte de dentro, sem alternativas de segurança." - explicou Jasper e mais uma vez eu perguntei o óbvio.
"Então, por que Edward não pode desbloquear?"
"Eu tentei!" - Ele gritou de novo e todos nós olhamos para a porta, em seguida, de volta para o Jasper.
"Só se consegue destrancar a fechadura com um botão que fica dentro da maçaneta da porta." - explicou ele, enquanto Alice e eu olhávamos para ele. - "Eu tinha o deixado numa posição onde ninguém pudesse bloqueá-lo, mas acho que alguém acabou o colocando na posição de bloqueio antes mesmo de fechar a porta."
"Espera, o botão na maçaneta?" - Alice perguntou com um olhar confuso.
"Sabe, perto do fecho." - Jasper tentou explicar, só que ela não estava compreendendo, eu acho.
"Você quer dizer, aquele pretinho que igual a um pitocozinho? Um que quando se aperta ele entra no buraco?" - Eu perguntei, e quando Jasper acenou Alice arfou.
Ela cobriu a boca e seus olhos se ampliaram como pires.
"O quê?" - Jasper e eu perguntamos ao mesmo tempo.
"Acho que eu bloqueei" - ela sussurrou.
"O que está acontecendo?" - Edward gritou novamente e Alice balançou a cabeça.
"Eu estava limpando a casa antes de vocês chegarem aqui, e então decidi passar óleo de limão nas portas e acho que eu poderia ter atingido o maldito botãozinho..." - ela se explicou, e eu balancei minha cabeça.
"Pra que você colocou óleo de limão numa porta?" - Eu perguntei enquanto ela me olhava.
"Bem, com toda essa situação, eu acho que o óleo de limão na porta é a última coisa na qual você deveria se concentrar." - Alice se defendeu.
"Óleo de quê?" - Edward gritou e eu não pude deixar de rir. - "Pow, Bella. Isso não tem graça!"
"Ok! Ok!" - Alice gritou e todo mundo parou de falar. - "Como é que podemos abrir essa porta?" Você não consegue chutá-la? "
"Eu já tentei, só que essa coisa é de carvalho. Pesada pra caralho." - explicou Jasper, esfregando sua nuca.
"Jasper, porque você tem um pandeiro dentro do armário do banheiro?" - Edward perguntou, fazendo com que Alice e eu olhássemos para Jasper e então começássemos a rir histericamente quando ele ficou vermelho.
"Bem, a maioria das pessoas leem..." - Eu soltei e Alice tentou parar de rir, mas falhou miseravelmente.
Ignorando todos nós, Jasper começou a encarar a porta, tentando pensar em uma forma de abri-la. Uma hora depois, Jasper e Edward finalmente haviam conseguido amolecer as dobradiças. Isso tinha tomado um monte de palavrões dos meninos, e várias tentativas minhas e da Alice de jogar uma chave de fenda pela janela minúscula do banheiro, de modo que Edward pudesse ter acesso à maldita trava.
Já o pandeiro não foi mais mencionado pelo resto da noite.
Mais tarde, naquela mesma noite, eu esperei pacientemente enquanto Edward vinha ao redor do carro e abria a porta para mim. Deixei que ele me ajude, e a medida que caminhávamos de volta para meu dormitório, rezei internamente para que esta noite finalmente fosse o momento cujo esperava: que finalmente Edward Cullen simplesmente me beijasse!
"Eu me diverti muito hoje a noite." - disse ele e eu concordei, subindo dois degraus a mais, como sempre. - "O que você vai fazer amanhã?"
"Temos que estudar, amanhã." - eu o lembrei e ele gemeu em resposta antes de me puxar para um abraço. "Você me prometeu que o dia todo de amanhã seria para nossos estudos. A prova final é em duas semanas, você lembra disso, não é?"
Passei meus braços em torno de sua cintura e novamente orei para que esta noite fosse a noite. Tentei até ser mais carinhosa, acariciando o meu rosto contra seu peito, mas não funcionou.
"Eu sei, mas é que prometi aos meus pais que iria almoçar com eles. Alguns amigos da família estão na cidade, e minha mãe tem insistido para que eu vá nessa merda." - disse ele antes de beijar o topo de minha cabeça e me soltar.
Novamente, a porcaria do beijo na testa.
"Ah, bem, eu posso ir no final da tarde, ou então nós fazemos isso no domingo." - Eu ofereci como uma alternativa e tentei não parecer decepcionada.
"Sinceramente, você acha que eu quero passar um dia inteiro sem te ver?" - Ele perguntou antes de beijar minha testa e entrelaçar seus dedos entre os meus.
Eu me revoltei.
"Ok Edward, por que diabos você não quer me beijar? Nós estamos juntos há quase um mês! Quero dizer ... se você está apenas me enrolando ou brincando comigo, diga logo agora, porque isso está me frustrando pra caralho!"- Eu disparei, retirando minhas mãos para longe dele.
"Bella, eu já te disse que ..."
"'Não se pode fingir um beijo!' Sim, eu entendi, mas sabe o que é mais? Neste momento eu não me importo nenhum pouco que seja falso ou não!" - Eu sibilei o interrompendo.
"Bem, eu me importo." - disse ele razoável e ignorou o meu suspiro exagerado. - "Bella, eu te prometo que iremos nos beijar. Não vai ser hoje à noite, nem talvez amanhã, mas te juro que quando for o momento certo, isso vai acontecer."
"Eu não posso ter nem sequer um selinho?" - Eu gemi e ele riu balançando a cabeça.
Alice achava isso romântico, mas para mim era o fim, já que mais uma vez entrei no nosso quarto com nada mais do que um abraço e um beijo na bochecha. Eu estava cem por cento certa de que Edward Cullen era um homem totalmente puritano.
E esse atitude agora de Pau-no-Cuzinho? De matar? De estrangular? De suspirar?
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Ah, e essa semana ainda tem novidades!
Todo mundo clicando no balãozinho!
